sexta-feira, 31 de agosto de 2012
Cuidado: videoclipe que é a metáfora da educação
O belíssimo videoclipe experimental Varúd (Cuidado), da banda islandesa Sigur Rós (Rosa da Vitória), em seu recente projeto Valtari é para o Educa Tube uma pequena metáfora da educação.
Quantas vezes, nós, educadores, não nos sentimos ilhados, perdidos, isolados, num terreno aparentemente íngreme, sem saber para onde ir?
Quantos desfiladeiros, penhascos, mares desconhecidos precisamos atravessar em nossa profissão?
Muitas vezes enfrentamos clima hostil (chuva de bolinhas, neve do frio olhar de alguém) e precisamos continuar subindo neste monte desconhecido para chegar ao topo e ver as coisas como elas são... Automotivar-se para poder motivar a alguém.
De repente, sinalizamos nosso pedido de ajuda, e os verdadeiros educadores, seja no mundo real como no digital, de repente aparecem, com seus sinais luminosos, tornando as noites claras como o sol...
A rede social educacional (na escola ou no ciberespaço) promove essa interação, de não nos sentirmos tão sós, tampouco ilhados, percebendo outros educadores que lançam aos céus seus balões de ensaio para inspirar uns aos outros. Seja via blog, site, facebook, twitter, lista de emails ou contato direto.
Este é o caminho da educação: compartilhar dúvidas e certezas. Educação é universal. Não é federal, estadual ou municipal, nem pública ou privada, mas algo muito maior do que estas divisões.
A educação requer cuidado e os educadores que se sentem acompanhados rendem mais e melhor, desde que devidamente respeitados e reconhecidos em seu fazer pedagógico.
Afinal, toda profissão para ser bem executada, precisará de um professor: aquele que fez primeiro uma escalada e conhece o caminho das pedras como nem um outro.
Observação:
Sigur Rós ofereceu a uma dúzia de cineastas o mesmo orçamento modesto e pediu-lhes para criar vídeos para o seu novo álbum Valtari. Os cineastas tiveram completa liberdade criativa, e a banda desconhecia completamente o que aguardar.
Mas o resultado foi surpreendente.
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quinta-feira, 30 de agosto de 2012
Diário de Classe: O reality show da educação (a história de Isadora Faber)
Acima, imagem da página Diário de Classe (aqui o link para visitação), criada no Facebook pela aluna Isadora Faber, de 13 anos, que inspirada na blogueira escocesa Martha Payne, também resolveu relatar os problemas da sua escola em Florianópolis, Santa Catarina. E a partir deste gesto, a referida aluno tornou-se alvo também ao expor sua escola na rede social, sofrendo ameaças, algumas veladas outras nem tanto conforme vídeos abaixos (da aluna e de telejornal), e posterior reflexão do Educa Tube.
Depoimento de Isadora Faber, sobre o Diário de Classe, que consta no You Tube.
Acima, reportagem de telejornal a respeito da situação de Isadora.
DIÁRIO DE CLASSE: O REALITY SHOW DA EDUCAÇÃO, POR JOSÉ ANTONIO KLAES ROIG
O Educa Tube e mais precisamente seu editor, em função de seus quase 20 anos de educação (secretário de escola, assessor jurídico, técnico de suporte a laboratórios de informática, multiplicador de informática educativa e coordenador de núcleo de tecnologia educacional, e agora licenciado), vem expressar sua opinião sobre este incidente que pode, de fato, tornar-se um marco, um divisor de águas, o princípio, sim, de uma revolução na Educação.
Ainda é recente, e todos devem se lembrar do contundente depoimento da professora Amanda Gurgel, intitulado Resumo da Educação no Brasil, depoimento dado aos deputados em audiência pública na Assembleia Legislativa do Estado do Rio Grande do Norte, Brasil, feito em 10/05/2011, em que também denuncia as condições precárias da educação e dos educadores, e que igualmente causou um efeito catalisador nas redes sociais, ultrapassando, na época, mais de 10 milhões de visualizações no You Tube, dando entrevista até em programa dominical.
Agora é a vez de mostrar o ponto de vista dos alunos, na figura da menina Isadora Faber, de 13 anos, que ao criar a página DIÁRIO DE CLASSE, promoveu um debate nas redes sociais, e até a presente dada, mais de 174 mil "curtir" sua página pessoal.
O que Amanda Gurgel (professora) e Isadora Faber (aluna) têm em comum? Primeiro, o fato de expor algo que muitos sabem e poucos comentam, principalmente em público, e de fazerem de um jeito direto e objetivo, que provoca empatia com este público.
No caso de Isadora é mais emblemático, pois trata-se de uma menor de idade, que utiliza-se das mídias e redes sociais (algo ainda pouco utilizado na educação) para tornar público algo que deveria ser público, afinal, a realidade de uma escola pública deveria ser de conhecimento da sociedade. Mas nem todos que colocam os filhos na escola conhecem sua realidade. Existem muitos formadores de opinião que sequer entraram numa escola pública e a criticam sem o conhecimento de causa. Falam das consequências sem analisar as causas, que muitas vezes estão além dos muros da escola. Sempre digo que a escola é um reflexo da sociedade e não o contrário.
Quem acompanha o Educa Tube e o perfil de seu editor nas redes sociais deve lembrar as críticas feitas aos programas chamados "reality show", que confinam, na maioria das vezes jovens e belos em uma casa, durante 3 meses, disputando tarefas em troca de uma premiação milionária. E deve se lembrar de como tenho dito que seria interessante um Reality Show da Educação, para desmistificar algumas coisas e tornar cristalinas outras tantas. O Diário de Classe, de Isadora vem de encontro a este pensamento, pois descortina a realidade, nua e crua, de uma escola pública que poderia ser qualquer uma pelo país, do Oiapóque ao Chuí. Situações mostradas, como maçanetas e vidros quebrados, fios desemcapados, falta de educadores, ou professores despreparados, estressados, vivendo sob tensão etc não são problemas enfrentados apenas por esta escola municipal de Florianópolis.
Por conta do "fogo amigo", a questão vai além dos supostos problemas financeiros e de gerenciamento, já que, em função da repercussão das denúncias da menina e das supostas ameaças feitas a ela e a sua família, agora o foco passou a ser a diretora da instituição, o que remete a situação similar no futebol: quando não adianta mudar jogadores, troca-se o treinador, mas não se cobra responsabilidades da direção do clube. Há que se ter sempre um culpado, quando a culpa pode ser de um sistema arcaico, ainda com os pés plantados e virados para trás, no século XIX, mas com o olhar e o discurso para o futuro, no que um amigo cunhou a expressão "O Paradoxo do Curupira".
O que me preocupa nesta situação toda, nem é a situação precária da manutenção da escola - comum a outras instituições país afora, como já mencionado -, mas a forma de condução dada pela escola, diante de uma menor de idade, sua aluna, também exposta às pressões. O que me remete também a uma ideia que tenho seguidamente dito a amigos e em atividades de que existem muitos "discursos progressistas para práticas conservadoras". Lendo textos e vendo imagens sobre o incidente, me remeteu às práticas repressoras do século XIX até meados do século XX.
Quando leio projetos, participo de palestras, seminários, conheço regimentos escolares etc, fico encantado com a escola discursiva que se apresenta. Mas cadê esta escola progressista no mundo real? Existe de fato ou é ficção científica? Ou é apenas uma escola no papel ainda a ser reescrita? Ouço muitas falas (ou seriam meros discursos e boas intenções) sobre emancipar o aluno, de torná-lo crítico. Mas quando alguém como Isadora Faber coloca em prática estes conceitos, a própria escola é que reprime contundentemente o direito de expressar sua opinião, remetendo a situações que vemos em filmes sobre modelos conservadores de ensino, que deveriam ser relegados apenas ao cinema e ao passado.
A escola esta preparada para fazer, além da crítica a sua autocrítica? A escola pública está preparada para tornar-se de fato pública? Para aceitar as TIC, mídias e redes sociais, presentes no cotidiano do aluno, como instrumentos de ensino e aprendizagem, e não apenas uma visão superficial de meros brinquedos eletrônicos? Os gestores públicos e escolares, que nos discursos falam de capacitação continuada estão se capacitando continuadamente, ou é só retórica e nada mais?
Que o exemplo de Isadora, que está propondo que outros alunos façam o mesmo, via redes sociais, contando a realidade de suas escolas, ainda que preservem sua identidade para evitar represálias, seja estendido a professores e pais, para mostrar também as escolas que dão certo, projetos que são inspiradores, e existem e não são poucos, mas que a mídia tradicional se recusa a ver, dando holofotes apenas quando é algo desabonador ou polêmico. Nunca vi e espero ver algum dia algo inspirador tomar uma dimensão como estes fatos tristes, envolvendo alunos, educadores e escolas.
O Educa Tube foi criado justamente para mostrar o outro lado da educação, que poucos conhecem, às vezes sequer os colegas da escola sabem da criatividade de seu colega, muitas vezes pela absoluta falta de tempo de dialogar, pois o modelo atual, embora no discursos preveja espaços para trocas de ideias, de fato, nem sempre disponibiliza tal possibilidade, ou por falta de tempo, de recursos etc.
Um reality show na educação é uma ótima oportunidade para a sociedade deixar de ver apenas belos jovens fofocando e tramando uns contra os outros em busca de uma fortuna ao final, mas para ver a realidade nem tão espetacular das escolas públicas, mas que diz respeito ao futuro de seus filhos e da própria sociedade. Ou coimo já comentei uma vez: "ligar a consciência e largar o controle remoto".
Acredito que o bom educador não se sinta intimidado em ser filmado em seu fazer pedagógico. Muito pelo contrário, talvez possamos conhecer práticas fantásticas, que ficam confinadas a tempo e espaço restrito da sala de aula e de alguns privilegiados alunos. Enquanto outros, os ilusionistas ou os chamados "burocratas do saber" que fazem "vídeo enrolação" ou simulam dar aula (mais preocupados em cumprir os dias letivos e carga horária do que um conteúdo significativo), estes sejam expostos, não apenas as críticas dos alunos, mas da sociedade que preza por um ensino de qualidade.
Um reality show na educação é um espaço para que mude as prioridades de candidatos, que em tempo de eleição elegem a Educação como seu foco principal, mas após o pleito, "tudo fica como antes, no quartel de Abrantes". Sirva também para trazer a família (tão ausente deste processo) para junto da escola, apoiando atividades que visem a melhoria do ensino.
As TIC, mídias e redes sociais podem ser um grande aliado nesta revolução, desde que não sejam usadas apenas em determinado momento e depois percam o foco. O papel social de Amanda Gurgel e Isadora Faber é o de serem pioneiras em darem identidade a uma causa que é de todos, e por ser de todos não pode ficar reduzida apenas a suas protagonistas, sob pena de apenas estas arcarem com o bônus e principalmente com o ônus de defender algo que é de todos: uma educação de qualidade, com criticidade e visibilidade.
Para Isadora apenas um recado: Curti, comentei e compartilhei tua iniciativa no facebook, twitter e no meu Educa Tube. :-))
Para saber mais sobre este fato, vejam os link abaixo:
Diário de Classe - página no Facebook de Isadora Faber
Aluna vira alvo ao expor escola em rede social - notícia do Estadão
Após queixas de aluna no facebook diretora da escola admite gestão deficitária
Abaixo, para recordar, depoimento da professora Amanda Gurgel, sobre a educação:
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quarta-feira, 29 de agosto de 2012
A História de Carly (autismo severo) e a tecnologia favorecendo a conexão
O incrível e comovente vídeo acima, trata-se de História de Carly, uma jovem que possui autismo severo, e que até os 11 anos de idade não conseguia se comunicar com os pais ou quem quer que seja, até que o computador pessoal promoveu esta surpreendente interação.
A máquina que é tão criticada por distanciar as pessoas, neste caso, fez esta fantástica ligação entre o, até então, desconhecido mundo interior de Carly Fleischmann com o mundo exterior de quem habita seu entorno.
O vídeo foi indicação, via Facebook da coleg'amiga Elis Zampieri, professora da educação especial e coordenadora pedagógica da APAE de Curitibanos, SC, Brasil, editora do blog Sobre Educação e colunista do portal INCLUSIVE.
Vejam a postagem de Elis Zampieri em seu blog Sobre Educação, link abaixo:
HISTÓRIA DE CARLY, no Sobre Educação
Cabe destacar o empenho dos pais da menina em tentar alguma forma de comunicação, e como disse seu pai: "Quem desiste de um filho?"
Durante anos, os pais falavam de tudo em volta da menina, sem se dar conta de que ela os ouvia, mas não conseguia se expressar por conta do autismo.
Uma lição de vida para pais e professores não desistirem de seus filhos e alunos, por maior que seja o desafio, sempre há um caminho de comunicação, interação, usando ou não as tecnologias da informação e da comunicação (TIC).
Um vídeo que todo educador precisa assistir para refletir com a comunidade escolar sobre as práticas educacionais, que devem iniciar na família e estenderem-se posteriormente à escola e à sociedade.
Afinal, será que entendemos o que se passa com nossos filhos e/ou alunos? Conhecemos seus pequenos universos, se às vezes nos surpreendemos com nossas próprias atitudes? Dar vez e voz ao outro, usando ou não as TIC, sempre será desafiador, mas os resultados poderão ser surpreendentes, tenha ele uma deficiência ou não.
Destaco a fala de Carly: "Ninguém sabe o que é ser eu. O que é não poder sentar quieta porque parece que minhas pernas estão pegando fogo. É como se centenas de formigas estivessem escalando meus braços."
Destaco também observação da coleg'amiga Elis: "O desafio que se coloca diante de nós, educadores é adentrar este universo ainda desconhecido e obscurecido da pessoa com autismo. Calçar seus sapatos e caminhar com eles."
Abaixo, link para outra postagem do Educa Tube, tratando de filme inspirado em fato verídico, em que editor de revista sofre um acidente e paralisado quase todo o corpo, consegue se comunicar apenas piscando seu olho esquerdo. Um método de comunicação feito entre a terapeuta e o paciente promove esta comunicação e favorece até que este publique um livro que serve de título ao referido filme. Vejam link abaixo:
O ESCAFANDRO E A BORBOLETA; MAIS QUE UM SIMPLES PISCAR DE OLHOS, no Educa Tube
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terça-feira, 28 de agosto de 2012
O Preço do Desafio (cinema e educação)
O vídeo acima, uma amostra do filme O Preço do Desafio (1988), foi indicação via Facebook da amiga e graduanda em pedagogia de Simone Prado, do Rio de Janeiro, RJ, Brasil.
Trata-se de mais um filme da série CinEducação, em que o Educa Tube destaca as possibilidades didáticas e metodológicas da utilização do cinema na educação.
Jaime Escalante "é um professor de matemática numa escola em East Los Angeles, Garfield High, que se recusa a rotular seus estudantes de subúrbio como fracassados. Escalante é persuasivo, empurra, ameaça e inspira os garotos que estão lutando com as frações para se tornarem mestres da matemática".
Um professor que vem lecionar ciência da computação em escola que não possui computadores, que faltam recursos, que há mais alunos do que cadeiras e mesas, que há indisciplina, algo que remete inclusive ao filme Escritores da Liberdade, também resenhado e destacado neste blog (vide link abaixo).
Escritores da liberdade (cinema, literatura e educação)
Em O Preço do Desafio, como em qualquer escola, os alunos testam os limites do professor, e ai que se estabelece, desde o primeiro dia, as regras que o bom professor deve deixar claro, com espirituosidade, bom humor, mas acima de tudo, com conhecimento de causa e do conteúdo.
Uma das primeiras dificuldades é a linguagem. Nem todos falam a mesma lingua, uns inglês, outros espanhol. E o professor Escalante separa os dois grupos: os que falam espanhol, mais a frente, e os que falam inglês, mais atrás da sala de aula. Organizar o espaço escolar é uma das funções do professor, para em seguida estabelecer as estratégias de interação.
Na primeira aula, quando tenta conseguir atenção da turma, soa o sinal. Mas trata-se de alarme falso. No dia seguinte, o carro de Jaime é arrombado e seu rádio é furtado.
O professor Escalante é um idealista que larga empresa de computação para lecionar em escola de ensino médio, e enfrenta os valentões com humor e conhecimento de causa. Para se ter domínio da classe é necessário dominar primeiro o conteúdo, e o aluno percebe quando isto não ocorre. O bom professor dá sentido ao que deve ser aprendido e ensinado.
Na referida escola, um professor contratado para dar aulas de Educação física foi improvisado como professor de matemática, conforme diálogo na reunião de professores.
Escalante percebe que alguns pais decidem o futuro dos filhos e que a educação não é uma das prioridades. Para ele, a matemática nivela todos, independente das diferenças raciais e sociais. E como estratégia de interação com alunos problemáticos, elabora problemas matemáticos com situações inusitadas e divertidas do cotidiano daquele ambiente. Além da sala de aula tradicional, leva alunos à fabrica de computadores. Dá sentido ao que estão vendo na sala de aula. E logo propõe um curso de verão, para que os alunos possam participar do Exame Nacional de Matemática (espécie de Enem estadunidense).
A professora Raquel, do conselho diretor da escola sente-se incomodada com o professor novato (na escola e não na idade), que altera a "normalidade" da instituição. Toda mudança sempre incomoda aos acomodados. Alguns professores que não interagem e ainda mantém uma postura conservador, rotulam os alunos como fracassados e não lhes permitem superar os próprios desafios. Assim acontece em diversas escolas mundo afora, em que projetos individuais e pontuais, e não escolares e coletivos, quando obtém destaca além dos muros da escola, são apropriados como se coletivos o fossem. Há que se mudar esta lógica. Que o projeto seja primeiro da escola, depois dos professores e alunos.
Um filme que retrata um contexto do século XX, mais precisamente o final da década de 1980, traz cenas em que o professor apelida alunos, dá castigo, usa métodos antigos aliados a meios novos, o que atualmente é considerado intimidação. Entretanto, dadas as devidas proporções, o fato é que seus métodos obtém resultados satisfatórios e os alunos começam a melhorar seu rendimento escolar.
Quando Escalante tem um enfarte, seu substituto de matemática é um professor de música e não de cálculo, o que não impede que em seu retorno, os alunos se inscrevam no Exame Nacional de Matemática - Cálculo e se destaquem. Dos 18 alunos inscritos, os 18 se destacaram, o que chama a atenção de integrantes do Conselho de Educação, que suspeitam de cola, sendo todos submetidos a novo teste, mais complexo, em que todos são novamente aprovados. Em função disto, a escola Garfield, a cada ano, de 82 a 87 aumenta sua média de aprovação de alunos, no referido exame nacional.
Observação do Educa Tube:
O que este filme nos promove? No meu caso particular, uma reflexão sobre o papel do professor no processo de ensino-aprendizagem, como o motivador e um dos responsáveis, junto com a escola e a comunidade, na superação dos desafios.
Assim como Jaime Escalante, todos conhecemos diversos outros professores apaixonados pelo que fazem, e que fazem a diferença justamente por respeitar as diferenças no ambiente escolar.
Educar não é fazer magia, mas a matemática - assim como outras disciplinas -, quando lecionadas por quem conhece o conteúdo e sabe ministrá-los de diversas formas, usando da criatividade, da originalidade, do bom humor, da espirituosidade etc, pode até fazer que a matemática torne-se uma "matemágica".
Mas o bom educador não deve ser o ilusionista que esconde o segredo de seu número. Ele deve revelar o truque que faz a informação tornar-se conhecimento mútuo. E que facilite o entendimento do processo de ensino-aprendizagem. Feito isto, o aluno passa a ser o aliado do professor, por passara entender o conteúdo e querer aprender mais.
Mas não se enganem. O aluno conhece o bom do mau professor. Do que utiliza-se de diversos recursos para sua prestidigitação, que não passa de mera encenação ou enrolação, usando ou não vídeos ou outros recursos tecnológicos.
Abaixo, link para download do filme O Preço do Desafio, no blog Baixar Filmes Completos:
O PREÇO DO DESAFIO - DOWNLOAD
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segunda-feira, 27 de agosto de 2012
A Evolução da Vida na Terra (animação)
A incrível animação acima, A Evolução da Vida na Terra, descobri no You Tube e trata-se de fragmento do filme Missão: Marte.
Um filme de ficção científica de Brian de Palma, lançado em 2000, com belos efeitos visuais que ser para refletir sobre a evolução da vida na Terra a partir de Marte. Tema interessante e atual, em vista das recentes missões não-tripuladas ao Planeta Vermelho, e em especial a batizada de Curiosidade (2012).
Um ótimo material para professores de ciências debaterem com seus alunos aspectos da evolução, via conteúdo programático, através da ficção.
Vejam sinopse do filme:
"Sinopse: Uma missão é enviada a Marte, com o objetivo de resgatar os tripulantes de uma nave lançada anteriormente e que perdeu o contato com a Terra após ser tomada por uma misteriosa tempestade de areia. Lá chegando, descobrem um dos membros ainda vivo. Juntos, eles terão que enfrentar os perigos do planeta vermelho."
Abaixo, parte final do filme Missão Marte, que merece ser visto em sua totalidade:
Abaixo, imagens da verdadeira Missão: Marte, via sonda Curiosity.
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domingo, 26 de agosto de 2012
The History Channel Brasil, canal de vídeos no You Tube
Indico aos educadores, o canal de vídeos do The History Channel Brasil, no You Tube, onde é possível assistir (e baixar através de programas como Real Player e aTube Catcher, entre outros) diversos documentários, séries e vídeos diversos para trabalhar com alunos em sala de aula. No canal há a caixa de texto para pesquisar, onde o educador pode filtrar sua busca. Um material de apoio audiovisual, que pode ser utilizado junto ao material impresso da biblioteca escola, ao livro didático, às saídas de campo e outros recursos mais.
Abaixo, link para o canal de vídeo do The History Channel no You Tube:
THE HISTORY CHANNEL BRASIL
SÉRIES - THE HISTORY CHANNEL BRASIL
No canal The History Channel Brasil também há o link para Hoje na História (abaixo), onde é possível saber informações, como o próprio nome sugere, sobre acontecimentos históricos de cada dia.
HOJE NA HISTÓRIA
No portal também é possível saber o que aconteceu no dia do seu aniversário.
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sábado, 25 de agosto de 2012
Estigmatizados (música, arte e educação)
O vídeoclipe acima, Stigmatized, da banda The Calling, é um daqueles curtos momentos que nos promovem grandes reflexões, a partir da junção de letra e música, imagem e mensagem, ambas poderosas.
Um belo e rico material para discutir sobre conceito, pré-conceito e preconceitos no ambiente escolar e social. Sobre os estigmatizados por conta de cor, raça, opção política, religiosa, sexual etc.
"Se eu desistir de você, eu desisto de mim. Se lutarmos pela verdade, ficaremos juntos. (...) Provoque-me estendendo a sua mão. Então me deixe ou me aceite como eu sou. (...) Nós viveremos nossas vidas e levaremos socos todos os dias...", alguns dos versos da referida canção.
Provoque-me estendendo a sua mão... Quem dera todas as provocações fossem assim... Que as pessoas discordassem, tentando entender o outro... Falar de alteridade é fácil, colocar-se no lugar do outro, o grande desafio...
Arte, cultura, música, dança e outras formas de manifestação podem mostrar a todos, que temos mais coisas em comum do que divergências. Para refletir e motivar.
Afinal, se o professor/pai desistir do aluno/filho, ninguém encontrará nem chegará à verdade, como bem demonstra a canção.
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sexta-feira, 24 de agosto de 2012
Livros e Leitura (curta-metragem)
O magnífico curta-metragem acima, chamado Livros e Leitura, foi indicação via Facebook da coleg'amiga Regina Gonçalves, escritora do Rio de Janeiro, RJ, Brasil, autora da série de livros Caio Zip - O Viajante do Tempo, que une com criatividade e originalidade literatura e matemática.
Livros e Leitura trabalha com o poder da imagem e da imaginação que os próprios livros remetem o leitor. Incentivar a leitura desde a mais tenra idade deveria ser compromisso primeiro da família, depois da escola. Tornar a biblioteca escolar um local de interesse dos alunos é o desafio e compromisso de todo educador.
Como escrevi certa vez, ler é teletransportar-se para locais e tempos distantes, sem sair do mesmo lugar. É viajar, é conhecer, é aprender...
Um belo vídeo para incentivar a leitura em casa, na sala de aula, em toda parte, afinal, como as imagens demonstram: o tempo diante de um livro voa; nos transportamos para outros universos; nos espelhamos nas leituras e nos autores; ficamos imersos num outro tempo e espaço; e nos transformamos por conta do que lemos...
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quinta-feira, 23 de agosto de 2012
A Educação Proibida (documentário)
O vídeo acima, A Educação Proibida, foi indicação indireta via Facebook da educadora Jenny Horta, do Rio de Janeiro - RJ, Brasil.
Trata-se de relevante documentário com depoimento de diversos educadores da América Latina e Espanha, para refletir e discutir sobre a escola que desejamos, sua função e objetivos, e que pode ser melhor conhecido AQUI.
Um vídeo visualmente bem elaborado, com a teatralização de algumas cenas entre professores e alunos de uma hipotética escola que não é muito diferente das demais escolas públicas.
O documentário inicia com animação sobre "O mito da caverna", de Platão, de forma criativa e original, contrapondo-o ao ambiente escolar. Uma caverna dentro de outra, a escola dentro da sociedade.
Traz também diversas indagações que o Educa Tube destaca, como:
Não é o estudante que fracassa, mas o sistema que está mal projetado, segundo um educador, são mais arranjos cosméticos do que visam melhorar a escola.
Para outro, as escolas da América Latina são espaços de tédio e aborrecimento, segundo especialista em neuropedagogia.
Para outro, quem não sabe ler, escrever e calcular não está educado.
De fato, percebemos um discurso progressista para práticas ainda conservadoras. A escola é um reflexo da sociedade onde esta inserida. E muitas vezes pode parecer ou se comportar como é um depósito, por conta do "adestramento canino", que não é educação, segundo um dos educadores.
Na opinião de alguns, a escola é autoritária, feita a imagem e semelhança de fábricas e prisões, e possui um sistema seletivo de instrução, visando que apenas alguns cheguem à universidade. Que a escola esta fechada ao mundo exterior.
Um dos entrevistados destaca a figura do ensinador e do educador. Que é preciso valorizar o imaginário. A curiosidade é sufocada. O ensino é repetidor. Falta a construção coletiva do conhecimento.
Jogo, dança, música, cinema, internet, celular, tudo que favorece o conhecimento, na maioria das vezes está interdidato na escola, ou é utilizado de forma recreativa e não educativa. Como sempre digo: fazer pequenas expedições ao mundo do alunado promove grandes interações. Educar é dialogar. Afinal, como comentou um educador, no referido vídeo, "tudo se relaciona com tudo", e que a escola deve incentivar ações intergeracionais, não apenas entre professores e alunos, pais e filhos, mas entre alunos de diversas faixas etárias, uns aprendendo com os outros, uns ajudando aos outros.
Um documentário de 2h25min. que vale cada segundo e depoimento nos ofertado. Mais um material essencial ao educador do século XXI, para assistir, refletir, discutir, recomendar, divulgar na comunidade escolar.
Apesar de estar no idioma espanhol, pode ser ativadas legendas, na parte inferior da janela do mesmo, no segundo icone. :-)
Vejam também resenha que achei no Twitter sobre este belo documentário, no link abaixo:
Filme independente destaca novos modelos educacionais
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segunda-feira, 20 de agosto de 2012
A Voz do Coração (Cinema, música e educação)
O vídeo acima, cena do filme A Voz do Coração (Les choristes), de 2004, com 136 min., foi indicação via facebook da coleg'amiga Márcia Cristina Alves, educadora do Rio de Janeiro, RJ, Brasil, e trata do poder da música como ferramenta de socialização. Mais um filme da série CinEducação (marcador deste blog), como uma das possibilidades do educador utilizar o cinema e o próprio filme em seu fazer pedagógico, mesmo com alunos considerados irrecuperáveis pela e para a sociedade.
Conforme sinopse: "Pierre Morhange (Jacques Perrin) é um famoso maestro que retorna à sua cidade-natal ao saber do falecimento de sua mãe. Lá ele encontra um diário mantido por seu antigo professor de música, Clémente Mathieu (Gérard Jugnot), através do qual passa a relembrar sua própria infância. Mais exatamente a década de 40, quando passou a participar de um coro organizado pelo professor, que terminou por revelar seus dotes musicais."
Através do diário do professor Matthieu e da reconstituição de época, feita pela memória de Morhange, o espectador é transportado ao ano de 1949, para uma internato de meninos com problemas de conduta, assemelhando-se a uma prisão, nos castigos, no incentivo à delação, na severa administração do diretor Rachin.
Matthie substitui, em suas aulas, os métodos repressores, por outras tarefas, o que quebra a lógica perversa e surpreende os alunos. E um de seus primeiros atos como educador pede que cada um dos alunos escreva em um papel o nome, a idade e o que gostariam de ser quando crescerem. Todos fazem a tarefa, menos Pepinot, o mais jovem, e órfão, que todos os sábados espera os pais no portão da instituição, mesmo sabendo que eles não voltaram da guerra.
Matthie estabelece um acordo com os alunos e em troca, pede ao diretor o fim punição coletiva, que ele possa se entender com o culpado e que não seja revelado o seu nome.
Apesar de bondoso, o novo inspetor é disciplinador, e logo estabelece como meta pra turma e como metodologia o uso da música e a tentativa de criação de um coral. Como o próprio professor percebe: "Eram péssimos cantores, mas cantavam". E tinha como lema "Nunca diga nunca, sempre vale a pena tentar".
Matthie distribui as vozes do coral, dando início a sua experiência. Elege Pepinot seu assistente chefe do coral. Pede ajuda do superior pra criar um coral, que mesmo relutante lhe diz: "Por que precisa da minha permissão se já esta fazendo?" Rachin, o diretor, apesar de não gostar de seus métodos, o autoriza. Logo o inspetor passa a ter o apoio de Chaber, que sempre gostou de esporte e música.
Diante do sucesso da experiência e da primeira audição a um público seleto, dentre eles uma condessa, o diretor Rachin se apropria da ideia alheia, como se fosse sua, algo que não ocorre apenas na ficção. No mundo real, projetos pontuais, de professores dedicados, usando a música, a arte, a cultura, esportes, etc, nem sempre tem o devido apoio da instituição, mas quando recebe o reconhecimento público, logo é encampado como se fosse uma proposta escola. E como no filme, mesmo assim, nem sempre é reconhecido o papel do professor criador em sua local de trabalho (Santo de casa não faz milagres?)
Utilizar a arte e cultura, seja cinema, música, dança, esportes e outras manifestações com os alunos, sejam eles rebeldes ou não, é um dos caminhos e recursos para facilitar a socialização e passar o conteúdo educacional, de forma inter e multidisciplinar.
O resto do filme, e principalmente o seu final, prefiro não adiantar, para não perder a emoção de quem o assistir e o recomendar.
Como o site onde o referido filme estava armazenado, saiu do ar, disponibilizo provisoriamente um link abaixo, onde se pode assistir e baixar (via Real Player) para fins educacionais, sem fins lucrativos A Voz do Coração:
A VOZ DO CORAÇÃO - ASSISTIR ON LINE
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sábado, 18 de agosto de 2012
Metropolis e a Máquina Perfeita (música, cinema e educação)
O vídeo acima é uma adaptação da música Perfect Machine (Máquina Perfeita) da banda Sounds Under Radio, feita pela Universidade de Louisiana (EUA), para o Programa Monroe Honors, com a seleção de diversas cenas do filme Metropolis (1927), de Fritz Lang, um clássico do cinema mudo, com imagens de uma simbologia ainda atualíssima, em pleno século XXI, por tratar da exploração do homem pelo homem, através das chamadas máquinas perfeitas.
Máquinas criadas, com o discurso de facilitar a vida das pessoas, mas que sabemos de antemão que são para facilitar a vida do empregador, pois substitui a mão-de-obra assalariada, sem criar efetivamente novas vagas para as que são extintas.
Um dos grandes problemas atuais é justamente este, para cada máquina perfeita instalada numa loja, banco, supermercado etc, dezenas de vagas para seres humanos são extintas.
Sem falar no consumismo de substituir máquinas por outras máquinas, pelo simples motivo de que uma peça estraga e é melhor comprar um novo do que consertar o usado, pelo custo do serviço especializado, pelo preço do novo, pela falta de peças de reposição, pelo fato de máquinas, ditas perfeitas, saírem de linha de produção tão rápido como chegaram como sensação. Algo que remete ao documentário História das Coisas.
Um pequeno vídeo de 8 minutos que se presta a diversas interpretações do ponto de vista histórico, artístico, filosófico, sociológico etc. Um dos exemplos de unir música, cinema, tecnologia e educação. Além de poder ser utilizado para tratar de meio ambiente, educação ambiental, crítica social etc.
Abaixo, o clássico do cinema mudo Metropolis, que encontrei completo no You Tube, e que pode ser utilizado em fragmentos ou todo, no ambiente escolar:
Apresentação do filme, no You Tube:
Metropolis é um filme alemão feita pelo produtor UFA. É um filme de ficção científica dirigido por Fritz Lang, a história se passa em uma distopia futurista urbana. Este filme foi lançado originalmente em 1927, antes de a trilha sonora do filme. Ele é considerado um dos maiores expoentes do expressionismo alemão na arte cinematográfica. O roteiro foi escrito por Fritz Lang e sua esposa Thea von Harbou, inspirado em um romance de 1926 do mesmo Von Harbou. Metropolis é um dos poucos filmes considerados lοs Memória do Mundo pela Unesco (os outros são os documentários dos Irmãos Lumière, The Forgotten [1950], o filme espanhol (mexicano naturalizado) Luis Buñuel e O Mágico de Oz por Victor Fleming, 1939). Ele foi o primeiro a ter esta categoria abrangida na concretização viva de toda a sociedade, e da profundidade do seu conteúdo humano e social.
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sexta-feira, 17 de agosto de 2012
Luiz Mendes, a descoberta da leitura e do escritor (Educação, literatura e prisão)
O vídeo acima, Luiz Mendes, a descoberta da leitura e do escritor, trata-se de "entrevista de Luiz Mendes, um ex-presidiário que por causa da leitura se tornou escritor, e atualmente dá aulas em oficinas de leitura e escrita." Conheci a vida e o trabalho de Luiz Mendes, ou pouco antes de dar uma palestra sobre o incentivo à leitura para apenados da PERG - Penitenciária Estadual do Rio Grande, em Rio Grande, RS, Brasil, a convite de Suze Marta Cardoso e Roberta Freitas, na época (2005), acadêmicas de Biblioteconomia, que estavam estruturando o biblioteca do local.
Uns dias antes, Suze me mandou link por e-mail sobre entrevista online de Luiz Mendes, via Rádio Atlântida, baseada noutra entrevista para a Revista Trip (aqui, arquivo de áudio).
Impressionou-me a história de vida de Luiz, preso ainda jovem, com 18 anos, que ficou mais de 30 anos na prisão, e que pode mudar sua vida através da leitura. Luiz deu aula mais de 15 anos no presídio, alfabetizando, fazendo oficinas de criação literária.
Recordo-me Luiz contar que o dia que foi liberto e saiu à rua, depois de mais de 30 anos confinados, se sentia meio que astronauta, pois muita coisa ele ouvia falar, mas não tinha visto. No metrô, quando este saiu, ele levou um tombo, pois nada conhecia daquele "admirável mundo novo".
Luiz Mendes diz que "Os livros me salvaram, salvam e acredito que me salvarão sempre."
Mais um grande exemplo do poder do livro e da educação, pois Luiz tornou-se professor de outros apenados, quando ainda estava preso e depois passou a ensinar, através de oficinas literárias, dentro e fora da prisão.
Durante a palestra que dei no presídio, tive contato com diversos apenados e suas histórias de vida. Um deles, um jovem responsável pelo acervo da biblioteca da PERG, que foi aluno na escola onde trabalhei, e que por uma fatalidade foi preso, mas agora está integrado, trabalhando em escola particular; um outro foi vizinho do sítio do Monteiro Lobato, outro fez uma paródia do Hino Nacional Brasileiro, em forma de rap; outro, perguntou-me qual a importância de Goëthe para o pensamento ocidental.
Curioso, dois anos após, entrei para o mestrado em Letras (área História da Literatura) e pude pesquisar melhor sobre Goëthe e seu papel no pensamento ocidental (do romantismo ao realismo), bem como encontrar o apenado que me fez esta pergunta, integrado à sociedade, trabalhando em uma loja de fotocópias, ainda ligado ao mundo dos livros, ainda que de forma indireta. As voltas que o mundo dá e que bem poderiam fazer parte de um outro livro. :-))
VEJAM ABAIXO, A HISTÓRIA DE VIDA DE LUIZ MENDES:
Conforme apresentação dos vídeos acima, no You Tube:
Uns dizem que ele é pretensioso, outros o admiram. Já ele considera-se o produto de seu fracasso e sua vontade. Esse é Luiz Alberto Mendes, o ex-presidiário, condenado a mais de 100 anos, que passou de semi-analfabeto à estudante universitário.
Abaixo, entrevista de Luiz Mendes a WebTV.Uneb (Universidade da Bahia), contando como a leitura mudou a sua vida:
Fonte:
http://www.webtv.uneb.br/historia-de-vida-luiz-alberto-mendes-conta-como-a-leitura-mudou-a-sua-historia/
terça-feira, 14 de agosto de 2012
O Contador de Histórias (cinema e educação)
O vídeo acima, trata-se de cena inicial de O Contador de Histórias, filme de Luis Vilaça (2009, 110 min.), que vi anos atrás, por indicação do prof. Antonio Vitor, de Sant'anna do Livramento, RS, Brasil, que tinha assistido em uma formação.
Inspirado em fatos reais, O Contador de Histórias conta justamente a história de vida de Roberto Carlos Ramos, ex-menino de rua, nascido numa favela de Belo Horizonte, MG, em 1970, caçula entre 10 irmãos. Aos seis anos de idade é internado pela mãe em instituição oficial, visando socialização, mas o que acontece é o inverso.
Na adolescência RC foge da instituição, descobre as drogas, comete pequenos delitos, até a intervenção social da pedagoga francesa Margherit Duvas, que lhe oferece ajuda e um lar e que muda radicalmente o futuro de ambos.
Roberto formou-se em pedagogia, e é considerado um dos melhores contadores de histórias do mundo. Depois de formado foi trabalhar na instituição em que viveu, desta feita como professor. Já adotou mais de 20 meninos de rua, considerados "irrecuperáveis", como ele, segundo a sinopse do filme.
Enfim, uma grande lição de vida e do poder recriador, transformador e socializador da educação.
Um filme que por mais que tentemos descrever, só vendo para perceber a importância desta mãe adotiva na vida deste menino tido antes como irrecuperável, como outros tantos que perambulam sem destino, pelas ruas de nossas cidades.
Um filme para ver, rever, refletir e repassar aos demais educadores e à comunidade escolar, para promover um debate sobre quem desiste de quem...
Abaixo, site oficial do filme, onde encontram-se mais dados sobre o mesmo:
O CONTADOR DE HISTÓRIAS - SITE
Vejam também o depoimento de Roberto Carlos, vídeo abaixo:
Apresentação do vídeo acima, no You Tube:
Entrevista do Blog do Governo de Minas com Roberto Carlos, o mineiro que é considerado um dos dez maiores contadores de histórias do mundo. Ele fala sobre seu novo filme e sobre a importância da família. Aconteceu durante o lançamento do seu filme em Belo Horizonte.
Abaixo, entrevista de RCR ao programa 3 a 1, da TV BRASIL (em 5 partes):
Apresentação no You Tube:
Entrevistado: Roberto Carlos Ramos, contador de histórias. Comentadores: a escritora e pedagoga, Fanny Abramovich, e o jornalista Bruno Paes Manso, do Estado de S. Paulo. Apresentador: Luiz Carlos Azedo.
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segunda-feira, 13 de agosto de 2012
Pequenas Histórias - O Filme (partes 1 e 2)
Imagem acima, do portal Pequenas Histórias, referente ao filme de mesmo nome, dirigido por Helvécio Ratton, com participação de Marieta Severo (a contadora de histórias) e grande elenco, e que foi considerado em 2009 "Melhor longa-metragem infantil" pela Academia Brasileira de Cinema, trata-se de indicação, via Facebook da coleg'amiga Márcia Cristina Alves, educadora do Rio de Janeiro, RJ, Brasil.
De acordo com o próprio portal, a "proposta é exibir o filme para escolas do ensino fundamental, estimulando educadores e alunos a trabalharem os universos da escrita criativa e os valores presentes no filme".
Contato mediante e-mail: pequenashistorias@quimerafilmes.com.br
Há também no portal jogos, quiz e material para download.
Uma bela proposta de trabalhar com o imaginário (sereia, Papai Noel etc), através destas pequenas histórias, incentivando a leitura e a escrita, e que tem o apoio do Educa Tube.
Sinopse do filme:
"Na varanda de uma fazenda, uma senhora conta e tece histórias. O casamento do pescador com a sereia. O coroinha de uma igreja que vê a procissão de almas. O encontro do papei Noel comum menino de rua e as aventuras de Zé Burraldo, sujeito ingênuo que sempre se deixa levar pelos outros.
Histórias brasileiras com muito humor e magia para a diversão de toda a família".
Abaixo, link para o referido portal:
PEQUENAS HISTÓRIAS - O FILME
Mais abaixo, links para as duas primeiras partes do filme, que encontrei no portal Daily Motion (já que as que estavam no You Tube não estão mais ativas):
PEQUENAS HISTÓRIAS - TIBÚRCIO - PARTE I
PEQUENAS HISTÓRIAS - TIBÚRCIO - PARTE II
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O Lutador (videoclipe e educação)
http://youtu.be/UANBdod8Nuk
O videoclipe acima Boxers, interpretado por Morrissey, ex-líder e vocalista da banda The Smiths me lembra diálogo inteligente da série de ficção científica chamada V (Visitors), em que 2 personagens discutem sobre quem era o melhor boxer de todos tempos. Um dizia que era Sugar Ray Leonard, outro Muhammad Ali e o terceiro se mete e diz que foi Floyd Patterson (se não me falha memória)...
Segundo este terceiro, numa luta, Floyd Patterson caiu 7 vezes no ringue, tombou quase vencido por 7 vezes, mas se reergueu outras 7 vezes, e isso era a maior lição de resistência que ele conhecia. Nunca mais esqueci desse diálogo e esse clipe ilustra bem isso.
Quantas vezes tombamos no ringue e quantas vezes mais nos reerguemos e seguimos na luta diária. Mais que uma metáfora, uma lição de vida.
Além de que o clipe ilustra o fato de que nem todos tem talento para coisas que gostam. Não basta amar para viver bem a dois; não basta querer ser educador, é preciso bem mais do que inteligência. É preciso competência, que requer didática e metodologia adequadas; não basta ser um lutador (como no vídeo acima), se não souber se defender. Melhor, então, passar as luvas para o garoto com vocação e encontrar outro caminho e razão de viver...
Lições que a vida e o tempo nos dão a todo momento, a cada "round", mas que nem sempre aprendemos. Mas sempre há tempo para recomeçar. Todo o educador é um lutador por natureza.
Abaixo, link para tradução da canção:
BOXERS - TRADUÇÃO
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domingo, 12 de agosto de 2012
Salas de leitura: Um conto de muitas vozes (documentário)
Acima, documentário mexicano Sala de leitura: Um conto de muitas vozes, que descobri via Facebook da coleg'amiga Christiane Angelotti, de São Paulo - SP, Brasil.
Um belo projeto de mais do que distribuir livros às comunidades mexicanas, como mercados, prisões, fábricas, hospitais, albergues e parques, visa dar vida ao livro através de diferentes salas de leitura.
Parafraseando versos de canção de Milton Nascimento, quando cantou que o "artista deve ir aonde o povo está", digo o mesmo em relação ao livro. Livro precisa ser itinerante, passar de mão em mão. Livro documenta, e quem conta um conto aumenta um ponto. Não existe leitura sem expressão, e o livro deveria estar sempre em exposição para o manuseio de jovens e adultos.
Incentivar a leitura, através do material impresso, da biblioteca escolar como sala de leitura e não apenas um depósito de livros, tornando-a de fato e de direito em sala viva e não cemitério de autores, valorizando o papel social do contador de histórias, e com isso despertando o imaginário e o gosto pela leitura.
Afinal, não existe livro sem leitor, e sem leitor não existe nem livro nem autor.
É preciso ensinar as crianças a ler palavras, ler imagens, ler o mundo... Ler não tem contra-indicações é pode ser feito em qualquer idade.
Como disse o amigo Jackson de Jesus, de Salvador, BA, Brasil: "Tecnologia de ponta: portabilidade total, dispensa baterias, alta durabilidade, sensível ao toque, grande capacidade de armazenamento e imensurável potencial de transformação pessoal: o livro."
Abaixo, indico para download, no blog Baixar Filmes Completos, dois filmes em que o contador de histórias tem um papel fundamental e que podem ser utilizados ambos na educação:
Um Faz de Conta que Acontece
Coração de Tinta
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