quinta-feira, 20 de setembro de 2012

O Circo Borboleta e a metáfora da inclusão



O belíssimo curta-metragem acima, O Circo Borboleta (The Butterfly Circus), achei por acaso, no portal Vimeo, quando assistia a outro vídeo, e me encantei, primeiramente pelo enredo:

"No auge da Grande Depressão, o showman de um circo famoso descobre um homem sem membros sendo explorado em um espetáculo de carnaval, mas depois de um encontro intrigante com o showman, ele torna-se impulsionado a esperança contra tudo o que ele já acreditava".

Diante da beleza do material, que achei uma ótima metáfora para trabalhar a inclusão, tanto educacional como social, tentei e encontrei esta versão legendada, no You Tube.
Pensando a escola como um circo, vejo, como no curta, ela dividida entre duas faces, a do Circo de Horrores e a do Circo Borboleta. Entre a escola que não forma ou conforma, e a escola que transforma... No primeiro, as pessoas estão lá. Tem a cigana e a bola de cristal (a tecnologia para uns virou algo assim, fruto de magias para uns e bruxarias para outros), tem a mulher barbada, as irmãs siamesas, uma mulher muito obesa, um homem tatuado, um pequeno homem sem braços e pernas atrofiadas. Todos estranhos para quem não conhece nem interage, tampouco vê neles alguém igual, ainda que com limitações.
Logo que Will (interpretado por Nick Vujicic, veja história de vida dele, vídeo mais abaixo) é ridicularizado, enquanto duas crianças jogam frutas e legumes no rapaz sem braços, este é defendido por um homem de cartola (um mágico) o Sr. Mendez, do Circo Borboleta.
Nossa ação como educadores é esta, de ver certas situações e não fazer como o do Circo de Horrores, que acha graça e incentiva os abusos... Precisamos intervir, mostrar o certo, dar o exemplo. Logicamente que escolas não são circos, mas algumas agem como tais. Uma apenas expõe seus problemas sem buscar soluções; outras valorizando e permitindo a descoberta do talento de cada um, de cada professor, de cada aluno... vão além...
Will, para uns era magnifico, para outros, um inválido estúpido. Em função disso, como a personagem, alguns alunos reagem de forma atroz, feroz, às vezes, quando de repente querem apenas atenção, afetividade.
Will, o pequeno homem para Mendez, acaba por vontade própria a integrar o Circo Borboleta, e assim deve ser também as estratégias de educadores e gestores escolares, procurando trazer o aluno para à escola, tentando entendê-lo, ainda que sendo diferente. Todos somos diferentes.
O circo já foi considerado o maior espetáculo da Terra, e a educação poderá ser espetacular, assim como o esporte, a arte e a cultura, se souber unir o útil ao agradável; ou seja, unir atividades diversas aliadas ao conteúdo curricular.
De certa forma, muitos educadores são contorcionista, equilibristas, trapezistas, o homem/mulher mais forte do mundo, cuspidores de fogo, mágicos, e muitos coisas mais.
Quando o educador faz com seu alunado, o que Sr. Mendez (aos 12 minutos)faz com o Will (mostrar que ele é mais do que fizeram acreditar toda a vida, que Deus tinha lhe virado as costas), acontece, sim, o pequeno milagre da educação.
Mendez resgatou não apenas Will, mas todas as pessoas que durante a Grande Depressão ficaram à deriva da sociedade. É uma metáfora, um filme, mas acima de tudo, traz uma grande mensagem de que todo circo (ou escola) precisa de um Sr. Mendez, que saiba unir um grupo em torno de uma ideia, um ideal, um projeto de trabalho e de vida em comunidade.
Um ótimo vídeo para refletir e motivar a todos sobre os desafios da educação e da própria inclusão em sentido amplo e estrito.

Abaixo, vídeo contando a incrível história de vida de Nick Vujicic, um deficiente físico que apesar das limitações é um exemplo de superação:


Redes Sociais na Escola, por Sonia Bertocchi



A apresentação acima, Redes Sociais na Escola, é de autoria da colega Sonia Bertocchi, educadora de São Paulo, SP, Brasil, editora do blog Lousa Digital.
Descobri a referida, via Facebook da colega e amiga Jenny Horta, educadora de Niterói, RJ, Brasil, editora do blog educacional Aprendizagem Digital.
REDES SOCIAIS NA ESCOLA apresenta o conceito, o histórico, a distinção entre rede/ferramenta e rede/usuários, além de destacar o poder de uma rede social educacional, que é justamente a de ativar a inteligência coletiva.
Cada vez mais cresce a consciência coletiva de que precisamos, sim, dividir dúvidas e multiplicar certezas, utilizando-nos, enquanto educadores, das redes sociais com enfoque educacional.
Os alunos já se apropriaram das redes sociais, os educadores estão começando este processo. Pensar as redes sociais como um ambiente de aprendizagem digital, dentro e fora do espaço tradicional e físico da escola, é o grande desafio do educador do século XXI.

Midway: mensagem de volta

MIDWAY : trailer : a film by Chris Jordan from Midway on Vimeo.



O comovente e impactante vídeo acima, trata-se de trailer de projeto e filme chamado Midway: mensagem de volta, e foi indicação via e-mail do professor Robert Betito, do IFRS - Campus Rio Grande, da cidade do Rio Grande - RS - Brasil, que o utilizou com seus alunos.
O Educa Tube agradece ao prof. Betito por socializar este e outros materiais que contribuem para o debate de temas da atualidade.
Apenas este trailer, por si só, já é avassalador para abordar questões como meio ambiente, consumismo, lixo, água, educação ambiental, sociedade, civilização etc, por mostrar o que ocorre com pássaros na ilha de Midway (meio do caminho entre os EUA e a Ásia), onde as aves estão morrendo por ingestão de plástico e outros materiais, resultado do lixo que chega ao oceano.
As impressionantes imagens me fizeram lembrar de uma fotografia no Facebook, questionando justamente a expressão "Meio ambiente", pelo fato que nosso nível de consumo e de descaso com a natureza já comprometeu, justamente metade de tudo isso, pois isso mesmo se chama MEIO... ambiente (vide abaixo).



Abaixo, foto que encontrei no Facebook, do navio encalhado, em 19/09/2012, em São José do Norte, RS, Brasil, por conta de ventos de mais de 114 km/h, depois de três dias de chuva constante na região. O desequilíbrio e a força da natureza simulando cenas de filmes de ficção.
Para se pensar na ação da nossa civilização no meio ambiente. O meio do caminho para as futuras gerações. Eis a "MENSAGEM DE VOLTA" que a natureza está nos enviando a cada dia. Não é uma simples mensagem dentro de uma garrafa, mas as próprias garrafas PET, o plástico, todo o lixo que produzimos, não reciclamos e nem o descartamos de forma correta, nos trazendo uma sombria mensagem de alerta. Ainda dá tempo de corrigir este desequilíbrio e enviar aos nossos filhos e netos outras mensagens em garrafas menos poluidoras e danosas ao meio do caminho (MIDWAY) e ao MEIO Ambiente...
Para refletir também sobre nosso papel social, enquanto educadores, sobre este modelo calcado no petróleo (e seus derivados, dentre eles o plástico), que são os donos do poder e responsáveis pelo caos que se instaurou neste mundo aliados à indústria de armamentos (que não interessa em mundo em paz) e as montadores de carros (que precisam vender mais e mais), que precisam de borracha e asfalto para estradas, e por ai vai este ciclo vicioso, onde existe mais carros que ruas, engarrafamentos, poluição e tudo mais. Existem outras alternativas, mas estes "donos do mundo" comandam este processo civilizatório, predatório...



A seguir, apresentação do trailer do filme Midway, no Vimeo:

O projeto do filme MIDWAY é uma viagem visual poderosa ao coração de uma espantosa tragédia ambiental. Em uma das ilhas mais remotas do planeta, dezenas de milhares de albatrozes bebês estão mortos no chão, seus corpos cheios de plástico do lixão do Pacífico. Voltando para a ilha durante vários anos, a nossa equipa está a assistir os ciclos da vida e da morte destas aves como uma metáfora de múltiplas camadas para os nossos tempos. Com o fotógrafo Chris Jordan como nosso guia, andamos através do horror e da tristeza, de frente para a imensidão da tragédia e de nossa cumplicidade. E neste processo, encontramos uma rota inesperada para uma experiência transformadora de beleza, compreensão e aceitação.
Fora dos modelos estilísticos tradicionais de filmes ambientais ou documentais, MIDWAY vai levar os telespectadores a uma visita guiada para as profundezas de seus próprios espíritos, entregando uma mensagem profunda de reverência e amor que já está atingindo um público de dezenas de milhões de pessoas em todo o mundo.
A produção do longa-metragem "Midway" continua até 2012.
Chris Jordan - Diretor / Produtor Stephanie Levy - Produtor Terry Tempest Williams - Escritor Janeiro Vozenilek - O diretor de fotografia Rob Mathes - Compositor Jim Hurst - Localização som Joseph Schweers - Câmera Manuel Maqueda - Conselheiro
Para mais informações: MidwayFilm.com Para doar: midwayfilm.com / donate.html Midway Projeto blog, detalhes da equipe, vídeos diários de produção: MidwayJourney.com Facebook - por trás das cenas, fotos mais recentes atualizações Facebook.com / MidwayJourney Twitter: ! twitter.com / # midwayjourney / Youtube: youtube.com / journeytomidway

Vejam também, dentro deste projeto, o vídeo abaixo, Midway: praia de plástico:

MIDWAY - Plastic Beach from Midway on Vimeo.

Abaixo, apresentação do vídeo no Vimeo (tradução livre, Google Chrome):

Na mitologia grega, Sísifo era um rei que foi amaldiçoado para rolar uma enorme pedra montanha acima, só para vê-la rolar para baixo, e repetir este por toda a eternidade.
A limpeza da praia em Midway Atoll nos fez sentir como Sísifo.
Há milhões de toneladas de plásticos presentes em nossos oceanos, e estes são constantemente fragmentando em pedaços cada vez menores, que estão espalhadas por toda a coluna de água e do presente, em diferentes densidades, ao longo de todos os oceanos do mundo.
Ao contrário do que muitas pessoas acreditam, não há ilhas visíveis de lixo em qualquer lugar - mesmo que algumas áreas, os giros, acumulam maiores densidades de poluição por plástico. Na realidade, o que está acontecendo é muito mais complexo e assustador: nossos oceanos estão se tornando uma sopa planetária misturado com plástico.
Para fazer coisa pior, esses pequenos pedaços de plástico são acumuladores químicos extremamente poderosas para poluentes persistentes orgânicos presentes na água do mar ambiente como DDE e PCB. Toda a cadeia alimentar, a partir de invertebrados de filtragem para os mamíferos marinhos estão comendo animais de plástico e / ou outros que têm de plástico neles. Isto significa que nós somos. Assim como os albatrozes em Midway, realizamos a mancha de lixo dentro de nós.
Limpar essa bagunça não é viável, tecnicamente ou economicamente. Mesmo se todos os barcos do mundo fossem postos à tarefa de alguma forma, a limpeza não só removeria os plásticos, mas também o plâncton, que é a base da cadeia alimentar, e é responsável por capturar metade do CO2 da atmosfera e meia geração do oxigênio que precisamos para respirar.
Mas, mesmo que este problema fosse resolvido também de alguma forma, a quantidade de plástico que poderia capturar, com um custo imenso, seria uma gota no balde, em comparação com a quantidade que flui para dentro do mar a cada dia.
Não importa o quanto a gente empurrar, em termos de tecnologia ou dinheiro, a pedra vai estar rolando de volta para baixo do morro, por toda a eternidade, a menos que pare de colocar plásticos mais em nosso ambiente.
A boa notícia é que nós podemos fazer isso. Podemos fazer isso agora. Precisamos começar um movimento social que se espalha de forma viral e cria uma massa crítica de cidadãos interessados ​​que se comprometem a se afastar de nossos hábitos descartáveis, e que levantar a voz para rejeitar e reverter a cultura do descartável que pode ser rentável, mas cujas conseqüências são intoleráveis .
Vídeo por: Jan Vozenilek / Escrito e narrado por: Manuel Maqueda / Música por Lien Christen itsnotaviolin.com / MidwayFilm.com

Assistam também o vídeo, Midway: água plástica:

MIDWAY - Plastic Water from Midway on Vimeo.



Apresentação do vídeo no Vimeo:

Os cientistas dizem que o plástico agora supera plâncton 6-1 na Grande Mancha de Lixo do Pacífico. A lagoa do atol de Midway é o laboratório perfeito para testemunhar todos os tamanhos de plástico lentamente quebrar em pedaços cada vez menores. Uma variedade de plástico encalha nas praias diariamente, mas não antes de alguns peixes local fazer uma refeição dele.
Vídeo por: Jan Vozenilek / Locução: Victoria Sloan Jordão / Música por Lien Christen itsnotaviolin.com / MidwayFilm.com

terça-feira, 18 de setembro de 2012

Fábrica de Sonhos (Kinky Boots): cinema, educação, gênero e sexualidade



O vídeo acima, trailer do filme Kinky Boots (Fábrica de Sonhos), de 2005, que descobri por acaso em 2012, ao zapear os canais de TV a cabo. Mas não foi por acaso que o assisti e o recomendo. Primeiramente, pela cena inicial do filme, pensei tratar-se de outro filme, O Homem do Sapato Vermelho, uma das primeiras comédias de Tom Hanks. Mas, apesar do engano, o filme valeu a pena e me proporcionou diversas reflexões.

Sinopse do filme:

Baseada em uma hilariante história real, Kinky Boots - Fábrica de Sonhos é a nova e deliciosa comédia do mesmo time que os trouxe Garotas do Calendário. Há décadas, a familia Price é especialista em fazer sapatos masculinos tradicionais. Mas para salvar o negócio que está a beira da falência, Charlie recorre a um inusitado consultor criativo: um transformista cantor de cabaré. Com um estilo de extravagante e os mais loucos designs, ele vai transformar a velha loja de sapatos na nova sensação da cidade. Engraçado e original, Kinky Boots - Fábrica de Sonhos é a prova de que quem não arrisca não petisca.

Resenha do Educa Tube:

Fábrica de Sonhos, como o próprio nome indica, traz uma mensagem de superação. Uma história inspirada em fato real, que diverte e comove.
Charlie Price, herdeiro de uma fábrica de sapatos, passada de geração em geração, mas após a morte do pai, encontra-se em processo de falência, tendo a última encomenda de sapatos a ser entregue ao comprador.
Charlie tenta convencer ao comprador que cancelou o pedido a reconsiderar, mostrando a qualidade de seus sapatos, feitos para durar, mas ouve algo que é emblemático por ser símbolo dos tempos que vivemos. O comprador recusa seus argumentos justamente por que o sapato dura demais, fazendo jus à lógica consumista do mercado de que produto bom é aquele que dura pouco e força ao consumidor comprar mais e mais. Só com esta cena, já é possível discutir as relações sociais, econômicas, históricas...
Em seguida, Charlie, na saída de um bar, resolve acudir uma mulher que está sendo assediada por dois homens, mas acaba desmaiando, quando esta revida a agressão, atingindo-o por engano.
Quando acorda, descobre que a mulher, na verdade, é um travesti, chamado Lola, muito divertido, que tem problemas justamente com os saltos de seus sapatos, feitos para mulheres e não homens que se sentem mulher.
A partir da amizade que surge entre Charlie e Lola, está passa a visitar a Fábrica daquele e, acaba o auxiliando na ideia de criar calçados para mulheres que são homens, ou homens que se sentem mulheres. O protótipo é calamitoso, pois trata-se justamente de uma bota masculina, quando Lola, faz Charlie pensar na questão do outro. Ele precisa pensar em um calçado que não seja para homens, mas para mulheres em corpos de homens.
Quantas vezes pensamos em projetos para alunos sem conhecer o imaginário deste alunado, seus gostos, sonhos, projetos? E quantas vezes estes projetos não dão certo, justamente por que são pensados por adultos para adultos e não para o público-alvo, ou quando muito, a partir do imaginário do adulto e não do jovem?
Outra cena simbólica e relevante é quando Lola se vê constantemente ameaçada ou intimidada pelo fortão da Fábrica, campeão de queda-de-braço e homofóbico, que um dia é desafiado por ela para uma luta. Inicialmente resistente, depois confiante, o valentão, logo percebe que é Lola que irá vencer, mas que na hora exata, desiste e permite que ele ganhe, sem que os demais notem. Surpreso, confuso, curioso, o homem se dirige ao transformista, querendo saber o motivo daquilo e recebe uma resposta que o faz reavaliar a sua postura e visão de mundo. Lola diz que não queria que ele passasse pela humilhação que ela sente diariamente, e o poupou disto, embora ele não a poupasse nunca das piadinhas. Uma lição de colocar o outro no seu lugar, mais um exercício de alteridade, que vale não apenas pela questão de gênero e sexualidade, mas pela questão de humanidade e civilidade, de viver bem em comunidade, respeitando o outro para ser respeitado.
Por fim, Charlie, que até então devia o sucesso de seu novo empreendimento a Lola, acaba o descartando, tendo que bancar sozinho o convite para um desfile de moda em Milão. E ai, vem o grande final, que não revelarei ao seguidor deste blog para ver o filme e tirar suas próprias conclusões. Coloquei mais abaixo link para donwload do mesmo.
Enfim, Kinky Boots (Fábrica de Sonhos) é desses filmes que nos promove diversas reflexões, além de ser um ótimo entretenimento, mas das lições que traz, uma é de fazer refletir sobre questões de gênero, sexualidade, alteridade, consumismo, trabalho em equipe e vida em sociedade. O sucesso de um empreendimento deve-se, primeiro a uma boa ideia, depois uma boa execução, mas para isso, precisamos de pessoas comprometidos com o projeto de trabalho, pessoas que conheçam o que fazem ou que aceitem a opinião de quem é o consumidor final, como no caso das botas para mulheres em corpos de homens.
Todos podemos fazer de nossa escola uma fábrica de sonhos, sejamos educadores ou gestores escolares, desde que aprendamos a dar vez e voz ao outro, de nos colocarmos no lugar do outro, aprendendo com ele e convivendo com ele em harmonia, respeitando as diferenças e diversidades de cada um.
Abaixo, link para download do referido filme, no blog Baixar Filmes Completos:

KINKY BOOTS (FÁBRICA DE SONHOS)

Para tratar também de questões de gênero, sexualidade, alteridade, diversidade, sugiro o belo vídeoclipe abaixo, Vel Til Viorar loftarasa (Bom dia para ataques aéreos), da banda islandesa Sigur Rós, que mais parece um curta-metragem, contando a história de dois garotos que são obrigados pelos pais a jogarem futebol, quando na verdade gostam de brincar de bonecas.



Tanto o filme, como o videoclipe podem ser trabalhados por educadores com seus alunos das séries finais do ensino fundamental ou do ensino médio, dentro de uma proposta que contemple justamente a discussão de questões de gênero, sexualidade, alteridade e sociedade.

O que as pessoas precisam? Pessoas precisam de pessoas...



O vídeo acima, O que as pessoas precisam? (What do people need?), trata-se de animação a partir de poema de Banjamin Zephaniah e ilustração de Phil Hankinson, com direção de Jonnie Lyle e produção de Joanna Brown.
Uma indicação, via Twitter do colega e amigo Robson Freire, educadora de Itaperuna, RJ, Brasil e editor do blog educacional Caldeirão de Ideias.
A pergunta: O que as pessoas precisam?, já traz em si a resposta: Pessoas precisam de outras pessoas. Ninguém consegue viver isolado, ainda mais nos dias de hoje. Todos precisamos uns dos outros. Pessoas precisam de pessoas, empresas precisam de pessoas. Pessoas jurídicas não vivem nem prosperam sem pessoas físicas. Cada vez mais, em um mundo competitivo, consumista, precisamos ter esta noção de que "devagar se vai ao longe", desde que integrados, irmanados, não em sociedades secretas ou sociedades anônimas, mas em redes sociais, sejam temáticas (de educadores, de empreendedores etc), sejam universais.
O que as pessoas precisam? Sentirem-se humanas, realizadas e integradas à sociedade, e aí o papel fundamental do educador, de fazer o aluno entender que todos precisam uns dos outros, e dos próprios educadores descobrirem a força que possuem, quando unidos em prol de um projeto inter e multidisciplinar, que possibilite trabalhar questões em comum e a diversidade de conhecimento e de pessoas no ambiente escolar.
Como o Educa Tube tem dito seguidamente: O futuro da educação e da sociedade é o compartilhar dúvidas e certezas, e para isso pessoas precisam solidarizarem-se e socializarem suas descobertas.
O que as pessoas precisam? Sentirem-se parte de um todo, ainda que unas.

Observação: Ativem as legendas em inglês, selecionando a tradução de legendas para o português.

domingo, 16 de setembro de 2012

Esperando pelo Super-Homem (documentário sobre a educação pública nos EUA)


ESPERANDO PELO SUPER HOMEM / Waiting for Superman (2010) LEGENDA PT from Esperar Super on Vimeo.



O vídeo acima, Esperando pelo Super-Homem, que trata-se de documentário de Davis Guggenheim, que aborda a realidade da escola pública estadunidense, iniciando com o depoimento do educador Geoffrey Canada.
Uma bela produção com animações criativas, vídeos de época, imagens de satélite, dados comparativos e depoimentos que promovem profunda reflexão, não apenas sobre a realidade dos EUA, mas do Brasil e demais países sobre a educação pública e a educação em geral, que deveria ser universal, sem fronteiras nem barreiras, sejam administrativas, políticas, sindicais, religiosas etc.
A criativa animação para mostrar dados de proficiência em matemática e escrita, ilustra depoimento a seguir: "ou as crianças estão emburrecendo ou há algo com o sistema educacional" e, em seguida, mostra o itinerário do futuro de um aluno, por este sistema, usando as imagens de satélite para tal percurso.
Escolas que mais de 40% não concluem, são chamadas por Robert Balfanz, da Universidade John Hopkins, de "Fábricas de Evasão", quando os alunos são empurrados pelo sistema, passando de ano, sem o conhecimento necessário, precarizado.
Sempre me pergunto quem desiste de quem primeiro: o aluno da escola, a escola dos alunos, os pais de seus filhos, os professores de seus pupilos?
Reformadores atribuíram o fracasso escola ao bairro, o que mais ao final é mostrado que a educação pode mudar esta situação e realidade. Mas a educação de qualidade, com professores motivados e metodologias adequadas.
Outra animação interessante é a que mostra os dados sobre escola e prisão, e os custos sociais de cada uma. Mais vale o prevenir do que o remediar, o tratar as consequências e não apenas as causas, mas o sistema engessado, parece que não se reformula por si só, é um dos mais resistentes às mudanças, por conta da burocracia, do corporativismo etc.
Um documentário para refletirmos sobre a importância da escola e a escola desimportante. E a diferença entre o professor bom e o ruim, e o custo de cada um. Aqui, como lá, o bom profissional dá lucro ao sistema, e o mau profissional, ou o burocrata do saber, dá prejuízo a todos: ao aluno, à escola, à sociedade.
Outra situação curiosa é a chamada "dança dos limões"; ou seja, algo que também acontece na Terra Brasilis, da troca dos professores ruins entre as escolas, resolvendo momentaneamente a situação local, mas apenas redistribuindo o problema na rede escolar. Noutros estados dos EUA, também chama esta ocorrência de "o lixo pra frente" ou o "trote do peru".
A sala da borracha é um local onde professores respondendo processos administrativos (de inaptidão até situações gravas como abuso sexual), passam seus dias, aguardando o andamento do processo, sentados, lendo, jogando, e recebendo integralmente seus proventos. Ou como declara um dos educadores: "sistema que tem poder infinito de resistir e derrotar as reformas".
Diante de tal situação, o educador Geoffrey Canada criou uma escola no local onde tinha o pior desempenho escolar para sua experiência, com base na valorização do bom profissional.
Michelle Rhee, supervisora das escola s públicas de Washington DC, propôs mudanças mas, para ela "há uma vontade inacreditável de ignorar as injustiças que ocorrem às crianças todos os dias em nossas escolas em nome da harmonia entre os adultos". Escola em que o aluno não é prioridade, já esta cometendo um dos 7 erros da própria educação, diz o Educa Tube.
Ótima também a metáfora do "romper a barreia do som", e do preconceito, utilizando imagens históricas, do piloto que conseguiu esta façanha, contra todo o senso comum de sua própria época. Afinal, todos podem aprender, se o método for adequado, se usar música, dança, jogos, e todas as manifestações artísticas, esportivas e culturais que os jovens adoram, desde que dentro de um contexto educacional e motivador.
Enfim, um documentário que é imagem e reflexo da educação lá e aqui.... Ou como diz Rhee: "tudo se resume aos adultos, o aluno não é a prioridade na educação". Não basta dinheiro, leis, reformas, se não houver uma mentalidade de mudança.
O educador Canada sintetiza ao final: "Não existe grandes escolas sem grandes professores. (...) Ver um grande mestre é tão inacreditável como ver um grande atleta ou um grande músico." Na cena mais comovente do vídeo é o sorteio para ingresso nas escolas charter, que tem uma média de aprovação às universidades, acima da média, até superiores às das escolas privadas. Sorteio, loteria, ingresso graças a sorte, já que existem mais candidatos que vagas. Já vimos este filme antes. Não o documentário em questão, mas no filme da vida real, em nosso entorno.
Um fabuloso documentário para refletir e motivar, sim, pois, apesar dos pesares, a educação pode dar certo, se deixarmos de lado disputas de beleza, divergências políticas, sindicais, religiosas etc, em prol de uma educação de qualidade para todos, sem precisar apelar para jogos de azar.

Dislexia: cinema, educação e sociedade



Os 3 vídeos abaixo, são fragmentos, cenas do fabuloso filme indiano Como estrelas na Terra: Toda criança é especial, já resenhado pelo Educa Tube (link AQUI), que já teve mais de 7 mil visitas neste blog educacional e que une com maestria cinema, educação, arte, cultura e sociedade.
Selecionei o primeiro, no You Tube, e editei os 2 seguintes, via Movie Maker, publicando-os no You Tube, conforme solicitação da amiga e colega Elis Zampieri, professora da educação especial e coordenadora pedagógica da APAE de Curitibanos, SC, Brasil, editora do blog Sobre Educação e colunista do portal INCLUSIVE, para que a mesma utilizasse as cenas em palestra sobre dislexia (distúrbio específico das operações relacionadas ao reconhecimento das palavras ), dirigida a Orientadores Pedagógicos e Assistentes Técnicos Pedagógicos da rede estadual de sua cidade.
Elis já utilizou este filme na íntegra em formações de professores e no curso do magistério, com seus alunos, futuros educadores.
Descobri este fabuloso filme, graças a indicação doutra colega e amiga, a arte-educadora Gorete Buterres, de Rio Grande, RS, Brasil.
Viva a rede social educacional, em que educadores indicam uns aos outros ótimos materiais para serem utilizados no ambiente escolar.




Na cena acima, DISLEXIA E COMPREENSÃO, o professor, conta de forma humorada para seus alunos do que se trata a dislexia, que o aluno Ishaan possui e ele também. Como quem vai contar uma história imaginária ele passa a falar de coisas do mundo real. A história de um garoto que não sabia ler nem escrever... pois não conseguia lembrar de coisas simples... E o professor vai contando a história de outros garotos com o mesmo problema e que se tornaram vultos históricos, gênios da humanidade. O professor escreve no quadro de forma invertida e usa um espelho para provar o que quer ensinar, contar... Com sutileza, o professor Ram fala de dislexia e da situação de Ishaan, sem citar o menino, nem o expor, mas consegue passar a sua mensagem ao grupo como um todo, e ao garoto, em especial. Assim deve ser o educador, ao abordar situações no cotidiano escolar: provocar a identificação do aluno com o tema a ser abordado.




No vídeo acima, DISLEXIA E CARATERIZAÇÃO, o professor vai a casa dos pais do menino Ishaan para explicar e caraterizar o que é a dislexia e como funciona a aprendizagem. É uma cena esclarecedora, ao comparar a leitura de chinês ao processo de leitura que o disléxico às vezes tem, e como isso se reproduz na sua leitura e escrita. Compreender e diagnosticar, para evitar atitudes impensadas como daqueles pais diante de um filho que aparentemente é descuidado com os estudos, quando na verdade possui este distúrbio. Uma cena para ser vista, revista, refletida e debatida por professores e pais. E sempre é bom lembrar que dificuldade de aprendizagem não é incapacidade em aprender. E que dislexia é um distúrbio de processamento das informações. Fazer o outro se colocar efetivamente no lugar do outro, como esta cena demonstra é essencial apara esclarecer qualquer situação.



Por fim, o terceiro vídeo, acima, DISLEXIA E MATEMÁTICA, através de uma bela animação, mostra como funciona às vezes o pensamento de alguém com dislexia, em uma aula de matemática.

Para os interessados em assistir online e/ou baixar o filme para uso educacional, sem fins lucrativos, disponibilizei links e resenha no Educa Tube, conforme link abaixo:

COMO ESTRELAS NA TERRA: TODA CRIANÇA É ESPECIAL - NO EDUCA TUBE

sábado, 15 de setembro de 2012

Mudar o mundo (filme educativo)



A bela animação acima, Mudar o mundo, descobri visitando o perfil no Facebook de Educação para a liberdade, um espaço que sempre traz ótimas contribuições para reflexão e debate, seja com imagens, vídeos e citações.
Trata-se de um filme educativo, sobre os direitos fundamentais das crianças, em que um menino viaja de trem pelo mundo, observando diversas situações, em que as crianças estão envolvidas.
Direitos Humanos e da Criança; Direito à alimentação; Direito à família; Direitos à educação e tempos livres; Direito à paz.
Como finaliza o vídeo: "todas as crianças do mundo têm os mesmos direitos", ou deveriam ter, como direito à educação, ao lazer, ao poder crescer como criança.
Quem poderá mudar o mundo são as crianças de hoje, e preservar o sentido da infância, um período fundamental para constituição da identidade do ser humano, é essencial e fundamental. Direito da criança e dever dos adultos.

sexta-feira, 14 de setembro de 2012

Diferenciando homens e animais (arte-educação)



O vídeo acima, Diferenciando homens e animais, de Ivaldo Bertazzo, da Escola do Movimento, foi indicação via facebook da colega Elisabete Pereira Silva, de Viamão, RS, Brasil, editora do blog Aprendendo Linux.
Um vídeo de apenas 1 minuto, usando marionetes, mostra a forma de unir arte e cultura na educação.
O Método Bertazzo, foi criado por Ivaldo, em 1975, através da Escola do Movimento – Método Bertazzo. Segundo apresentação do mesmo em seu portal: "Com isso buscava ampliar no aluno a consciência, a autonomia e a estrutura próprias do movimento. Até hoje o ensino do Método Bertazzo é replicado para arte-educadores, visando a multiplicação dos seus ensinamentos entre profissionais e pessoas comuns, os Cidadãos Dançantes".
Unir dança, teatro, música, esportes, arte e cultura, educação e tecnologia são propostas que o Educa Tube vem indicando desde sua criação, em abril de 2009, através da divulgação direta ou de terceiros, de vídeos, animações, clipes, curtas, documentários, vídeos diversos com tais temáticas, com foco educacional.
Pensar o universal através do local, o educacional através do social.
Clique na tela para ativar o vídeo.

quinta-feira, 13 de setembro de 2012

Janela da Alma (documentário sobre a imagem e a visão)



O vídeo acima, trata-se do documentário Janela da Alma, dos diretores brasileiros João Jardim e Walter Carvalho, que encontrei na íntegra no You Tube, e fala dos sentidos da visão, já que remete a expressão "os olhos são a janela da alma".
Conforme a wikipédia: "O filme é composto de 19 depoimentos de pessoas com problemas visuais. A idéia surgiu da vivência do diretor João Jardim, que achava que o fato ter uma miopia muito grande teria influenciado em sua personalidade e até mesmo em sua vida." No elenco: Hermeto Pascoal, José Saramago, Paulo Cezar Lopes, Antonio Cícero, Wim Wenders, Eugen Bavcar, Marieta Severo, Carmela Gross, Jessica Silveira, João Ubaldo Ribeiro, Walter Lima Júnior, Oliver Sacks, Manoel de Barros, Arnaldo Godoy, Madalena Godoy, Marjut Rimminen, Agnès Varda, Hanna Schygulla e Raimunda da Conceição Filha.
De todos os depoimentos, um dos mais emblemáticos é o do Arnaldo Godoy, vereador cego, que fez um mapa de Belo Horizonte em sua memória, e consegue transitar pela cidade, guiando-se por subidas e descidas e outros marcos, inclusive quando de carona no carro, indicando ao motorista quais ruas deve virar à esquerda ou à direita, com precisão.
Curioso e surpreende também o depoimento de Oliver Sacks sobre memória visual e emoção.
Um vídeo que fala do ver e do enxergar, mas acima de tudo, da visão em sentido amplo, e do papel da imagem na sociedade. Para ser utilizado na educação especial, e na educação em geral.
Ativem as legendas, no segundo ícone na parte inferior direita da janela do visualização do referido vídeo.

segunda-feira, 10 de setembro de 2012

A Caverna de Platão: o mito atualizado



O vídeo acima, sobre a Caverna de Platão e as imagens, traz depoimento do escritor português José Saramago e do cineasta alemão Wim Wenders, foi indicação indireta da coleg'amiga Rute Vera Maria Favero, educadora de Porto Alegre, RS, Brasil.
Trata-se de depoimento, como o próprio título indica, de atualização do famoso mito da Caverna de Platão, em que prisioneiros acorrentados, e tendo uma fogueira às suas costas, viam apenas sombras e imaginavam que o mundo era apenas isso.
Saramago e Wenders tratam dessas imagens e da nova concepção de Caverna no mundo atual.
Ótimo material para refletir sobre as diversas cavernas midiáticas, posando de reality show e outras mais no contexto escolar e social.
Como disse Saramago: "As imagens que nos mostram a realidade, substituem a realidade, pois vivemos num mundo audiovisual, olhando em frente, vendo sombras e acreditando que essas são a realidade."
Para Wenders: "A maioria das imagens que vemos estão fora de contexto". E que estas imagens "não tentam nos falar algo" e sim vender algo.
Pensando em imagens e, mais precisamente, em imagens em movimento, como as da TV, cinema, vídeos diversos, de fato, muitas delas não tem significado algum, além da pirotecnia, dos efeitos visuais, sem nenhuma história por trás.
Para Wenders, o excesso de imagens nos faz incapazes de prestar atenção. Percebo mesmo, que nunca se fotografou tanto tudo, nunca se publicou tanta imagem nas redes sociais, nem sempre com algum significado.
E se as imagens não nos tocam mais, no sentido de emocionar, presos que estamos a esta banalização do visual, da moldura, mais do que o conteúdo, passamos a nos portar como pessoas insensíveis às imagens mais cruéis, presentes em filmes, jogos, vídeos, clipes etc.
Apesar disso tudo, todos sabemos que esta geração é audiovisual, e o Educa Tube tem mostrado diversas possibilidades de motivação, utilizando diversos recursos audiovisuais pelo educador com seus alunos, desde que feitos dentro de uma proposta educacional. Saber utilizar as imagens dentro de um planejamento eficaz, é um grande desafio a este novo profissional: o mídia educador.
Muitas imagens e vídeos estão disponíveis na rede, para uso na íntegra ou em parte, seja já pronta, ou que podem ser editadas, via slides, vídeos etc.
Sair da Caverna de Platão é possível e reconhecer outras imagens ao redor é papel social do educador, junto ao seu alunado.
Quanto ao termo cegueira, utilizado por Saramago, o Educa Tube prefere referir-se a "falta de visão", em um sentido mais filosófico do que fisiológico e/ou neurológico, pois cegueira em si é uma deficiência visual apenas, que não impede a percepção das coisas em seu entorno; enquanto que o sentido de "cegueira" empregado, tanto ao vídeo como ao livro remete ao fato de "ver e não enxergar", num sentido mais simbólico, metafórico e crítico-social do que propriamente visual.

O vídeo acima trata-se de fragmento do documentário JANELA DA ALMA (2001), vide abaixo:

sexta-feira, 7 de setembro de 2012

Ser professor é...



O vídeo acima, Ser professor é..., foi indicação via facebook da educadora Márcia Ribeiro Paganella, de Caxias do Sul, RS, Brasil, editora do blog Me Acharam e do ótimo portal Atividades Educativas.
Ser professor é..., mais que um vídeo motivacional e reflexivo sobre o papel social deste profissional.
Ser professor é Ser humano, como outro qualquer, mas é ter a consciência de que se aprende e se ensina com os erros e acertos. O que remete aos versos de Fernando Pessoa: "Navegar é preciso. Viver, não".
Versos que muitos associam às vezes, equivocadamente, que é mais importante viajar do que viver, quando na verdade, o grande poeta português, em um criativo jogo de palavras, nos propõe é um desafio: "Devora-me, ou te decifro?"
Navegar é preciso, no sentido de precisão, por necessidade de instrumentos de orientação, como sextante, bússola, astrolábio, antigamente, e hoje, de sonar, GPS etc.
Por outro lado, viver não é preciso, no mesmo sentido, pois, mesmo que tenhamos toda a tecnologia a nosso favor, ela é incapaz de precisar com exatidão o que se passa em nossa alma e coração, quanto mais de nosso aluno. Por isso o diálogo é essencial.
Ser professor é unir a precisão dos equipamentos de orientação e suporte, como as TIC, mídias e redes sociais digitais, com o precisar, o necessitar de experiência de vida, conhecimento de causa, criatividade, originalidade, afeto, carinho, vocação, que nenhuma máquina, por mais precisa que seja, consegue superar a inventividade da alma humana.
Ser professor é ser humano, no sentido mais amplo, pois errar é humano, e aprender com o erro, mais ainda, se a "alma não for pequena", parafraseando novamente o Fernando, uma Pessoa singular, sempre falando no plural.

quinta-feira, 6 de setembro de 2012

Cinema e Matemática: entre o memorizar e o aprender ( 5 x 5 = Natal)



O vídeo acima, Cinema Paradiso - Aula de Matemática, cena destacada do referido filme, descobri no You Tube, e trata de uma aula de matemática, como era dada antigamente, na base de memorização e castigo. Há que se dar a devida proporção ao tempo e espaço, pois este era o contexto normal da educação naquela época. O castigo era aceitável, tanto por professores e pais, e uma prática regular. Hoje é algo intolerável. Mas o mundo mudou, em algumas coisas. Mas disposição das salas de aula, ainda é a mesma.
O que este vídeo mostra é que a educação, ainda hoje, se calcada apenas na memorização, ou chamada "decoreba", sem que o aluno saiba o sentido de para que serve aquilo, para que vem à escola, acaba ocorrendo como no filme: o menino não consegue dizer quanto são 5 x 5, e mesmo ajudado por um colega, acaba se confundindo todo, pois lhe falta o raciocínio lógico e matemático.
O verdadeiro educador, independente da época, se souber motivar o aluno, nunca precisará de ameaças, pois ao dominar o conteúdo e o expor de forma criativa, ao natural terá o domínio da classe. Esta é uma lição que aprendi com alguns de meus professores e colegas, observando sua prática escolar.
O filme Cinema Paradiso é repleto de cenas para reflexão, e sugiro a todo educador assistir e selecionar outras cenas que possam ser utilizadas na educação.
Abaixo, link para download do referido filme, no blog Baixar Filmes Completos:

CINEMA PARADISO

Abaixo, sinopse do filme:

Sinopse: Nos anos que antecederam a chegada da televisão (logo depois do final da Segunda Guerra Mundial), em uma pequena cidade da Sicília o garoto Toto (Salvatore Cascio) ficou hipnotizado pelo cinema local e procurou travar amizade com Alfredo (Philippe Noiret), o projecionista que se irritava com certa facilidade, mas parelamente tinha um enorme coração. Todos estes acontecimentos chegam em forma de lembrança, quando agora Toto (Jacques Perrin) cresceu e se tornou um cineasta de sucesso, que recorda-se da sua infância quando recebe a notícia de que Alfredo tinha falecido.

Observação do Educa Tube:
Cinema Paradiso é um filme especial em todos os sentidos, primeiro pela declaração de amor ao cinema; em segundo, pelo lado afetivo, pois meu pai, quando garoto, foi também, antes de se tornar artista plático, operador de projeção do cine Caricatos, da pequena São José do Norte, RS, Brasil.

terça-feira, 4 de setembro de 2012

O Último Guerreiro das Estrelas (cinema, tecnologia e educação)



O vídeo acima, trailer do filme O Último Guerreiro das Estrelas (The Last Starfighter), possui um enredo simples: "Alex Rogan, super campeão de vídeo-game, especialista no jogo Starfighter, é convocado por extraterrestres para ajudar a defender sua estrela, invadida por inimigos."
Mais um filme que garimpei de minha memória cinematográfica e sentimental, fruto de minhas interligações entre cinema, tecnologia e educação, que disponibilizo no Educa Tube, dentro da série e marcador CinEducação.
Filme de 1984, que assisti na famosa Sessão da Tarde, e que serve como metáfora da educação no século XXI.
Ainda não fizemos contato com nenhuma civilização alienígena, sequer descobrimos se existe vida inteligente fora da Terra e, às vezes, diante de guerras, miséria, fome etc, até ficamos em dúvida se existe vida inteligente em nosso planeta.
Porém, revendo este filme recentemente, quando o encontrei na internet, conforme link ao final desta postagem para download, passei a pensá-lo como exemplo de como o educador pode usar o potencial do aluno, um autodidata nas tecnologias da informação e da comunicação (TIC), mídias e redes sociais, descobrindo talentos, não apenas nos jogos eletrônicos, como na arte, cultura, e todas as suas manifestações (dança, teatro, música, esporte, etc).
O aluno, por conta dessa facilidade na parte do maquinário, pode ser o aliado do professor nos desafios, cada vez maiores do uso das tecnologias no Planeta Educação.
Mudar esta lógica de tudo que o aluno gosta (celular, internet, rádio, música, etc) ser proibido por ser desconhecido, ou quando muito usado como atividades recreativas e nem sempre educacionais.
Cabe ao professor mudar essa lógica da rede lógica, inserindo as TIC, mídias e redes sociais dentro de uma proposta pedagógica que permita a ambos trabalharem em co-autoria, seja usando blogs, seja pesquisando na web e na biblioteca escolar.
Aqueles que têm feito estas expedições, junto com seu alunado, são os desbravadores deste Admirável Mundo Novo.
Se o aluno é multifocal, fazendo diversas coisas ao mesmo tempo (vendo TV, acessando web, no fone celular mandando sms, fazendo download etc etc etc), o professor é multifuncional, antes mesmo deste equipamento ter sido inventado, com suas múltiplas tarefas, de educador, assistente social, enfermeiro, pai substituto, além de seus afazeres domésticos. Por que não, então, unir a força destes dois universos paralelos em prol de uma objetivo em comum? Para refletir...
Abaixo, link para baixar o filme O Último Guerreiro das Estrelas:

O ÚLTIMO GUERREIRO DAS ESTRELAS (QUATRO PARTES)

Observação do Educa Tube:

As quatro partes do referido filme vêm compactadas, requerendo ser utilizado o WinZip ou o WinRar para descompactação.

domingo, 2 de setembro de 2012

Revolução Virtual: Liberdade na rede (documentário)



O documentário acima, Revolução Virtual: Liberdade na rede, foi indicação do coleg'amigo Robson Freire, educador de Itaperuna - RJ, Brasil e editor do premiado blog educacional Caldeirão de Ideias.
Um vídeo que mostra o valor da liberdade na rede mundial de computadores e as possibilidades que o trabalho coletivo, via Wikipedia, You Tube, Google, blogs, sites e redes sociais permitem novas descobertas.
Eu mesmo já perdi a conta de quantos amigos fiz, quantas descobertas através destes colegas virtuais incorporei ao meu cotidiano, e quanta coisa também socializei.
Este espírito de rede social, entre os educadores virtuais, fica mais evidente através das trocas que fazem, criando uma grande teia de conhecimentos múltiplos.
O próprio Educa Tube surgiu desta ideia de rede, teia, de criar um acervo digital de vídeos e recursos tecnológicos de e para educadores, tornando este blog individual em um pequeno espaço coletivo de interação e socialização de filmes, vídeos, curtas, clipes, animações, slides etc. Mais de 90% deste acervo é fruto das sugestões de amigos, colegas e ilustres desconhecidos, que logo passam também fazer parte da minha rede social educacional.
Assim como eu, a maioria dos educadores digitais têm esta preocupação de aprender e ensinar, de descobrir e repassar. É ainda um processo lento, mas irreversível.
Incentivar a liberdade na rede é lutar pela valorização do coletivo ante o individual. Afinal, todo conhecimento humano é fruto das interações sociais. Ninguém é gênio por si só, ninguém aprende sozinho tudo. Por mais autodidata que seja, sem a colaboração do pensamento e das ações de terceiros, todo projeto fica limitado ao horizonte de visão de seu autor. Quando mais olhares se incorporam a este, mais amplo e universal tornar-se-á.
No encerramento do documentário, traz um depoimento de Tim Bernes Lee, o inventor da www (rede mundial de computadores).

sábado, 1 de setembro de 2012

O Desafio da Educação: Qual o papel da escola (entrevista com Max G. Haetinger)



O vídeo acima, O Desafio da Educação: Qual o papel da escola, trata-se de entrevista com Max G. Haetinger (conferencista, escritor e mestre em educação) e foi indicação via Facebook da coleg'amiga Elis Zampieri, professora da Educação Especial e coordenadora pedagógica da APAE de Curitibanos, SC, Brasil, editora do blog Sobre Educação e colunista do portal INCLUSIVE. Como bem destacou Elis do vídeo, no Facebook: "A psicologia diz que alguém pra se sentir efetivamente capaz de interelacionar num ambiente e se sentir responsável por este ambiente, esta pessoa tem que se sentir ou se reconhecer nesse ambiente... " e ainda como ela enfatiza: "Aplique-se isso a educação e entender-se-á porque alguns alunos dão problemas na escola".
Max diz que há "uma nova construção de um ser humano essencialmente tecnológico" e que "a escola deve propor um novo ambiente, com a tecnologia agregada que faça a diferença". E faz a distinção entre tecnologia e parafernália eletrônica, que é o que o Educa Tube sempre declara, pois usar TV, vídeo, internet na sala de aula, sem uma proposta pedagógica é mera recreação ou enrolação.
É preciso sim dialogar e falar a língua do aluno, promovendo a identidade entre professor e alunos, e para isso, segundo Haetinger, há que se "desenvolver o potencial de aprendizagem, através de textos e hipertextos colaborativos, em co-autoria. Dar vazão às múltiplas competências, tendo a tecnologia como a mola propulsora, que segundo ele gera a "tecnofobia", que é esta resistência e medo ao uso das TIC, mídias e redes sociais no ambiente escolar, por boa parte dos professores que cresceram com a questão do "não mexe que estraga!".
De acordo com Max a maquinas existem com base na experimentação e que o professor precisa indicar caminhos. Que até os anos 1990 era considerada a era mecânica, de máquinas para execução de tarefas; depois, com a invenção do microchip, que tem memória, as maquinas foram pensadas para a produção de conhecimento. Afinal, memória existe atualmente em qualquer máquina. Segundo Haetinger, usamos apenas 12% de nossa memória no dia a dia, e a máquina fará isso por nós. Que precisamos é desenvolver a criatividade e a curiosidade para o uso das máquinas. Que conhecimento puro possui o Google, mas só que ele por si só não basta, é preciso saber utilizar toda essa informação.
E, por fim, trata da questão do desafio social, pois quem tem que mais mudar são os nossos professores, já que os alunos chegam prontos. São como digo, autodidatas. Para Max, e o Educa Tube, concorda plenamente: "Para entender este mundo que esta aí, fique mais proximos de seus filhos, alunos. Pois será o século em que a comunidade deve estar junto da escola para produzir este novo ser".
Um ótimo material para reflexão e motivação do educador do século XXI.