terça-feira, 9 de outubro de 2012
Aprendizagem Invisível: Como aprender apesar da escola?
Após leitura do texto O que Bill Gates e a Maria do crochê têm em comum?, no portal Porvir: o futuro se aprende, que trata do conceito de "Aprendizagem invisível", lembrei-me de vídeo sobre o mesmo tema, intitulado Aprendizagem invisível: como aprender apesar da escola? (vídeo acima), referente apresentação do professor e pesquisador Cristóbal Cobo, feita ao TED em 2011, e que tinha assistido tempo atrás no blog Sobre Educação, da colega e amiga Elis Zampieri, professora da educação especial e coordenadora pedagógica da APAE de Curitibanos, SC, Brasil.
No referido vídeo, Cristóbal Cobo, utilizando-se de imagens e diversas citações, trata da aprendizagem visível (formal) e a invisível (feita além da escola). O que me reporta ao que tenho comentado e publicado neste blog e nas redes sociais, através do processo de garimpo sentimental que tenho feito em minha memória infanto-juvenil, colaborado por pesquisas no Google e You Tube, de desenhos animados, histórias em quadrinhos, músicas, clipes, álbuns de figurinhas, filmes, seriados, fotografias, textos etc que me seriam da aprendizagem antes de adentrar aos bancos escolares e de formação e informação extracurricular.
Já citei e publiquei aqui alguns exemplos como um episódio de desenho animado da série A arca do Zé Colmeia, em que tive as primeira noções de educação ambiental; do episódio Jogo de palavras (Wordplay) do seriado Além da Imaginação, que trata justamente da questão da aprendizagem e que assisti quando nem imaginava que me tornaria um educador; bem como outras lembranças que venho tentando reencontrar no mundo virtual. Já comentei sobre álbuns de figurinhas e a aprendizagem através das trocas, em que pais, avós e crianças se encontram próximo à banca de revistas, em Rio Grande, RS, Brasil, para completar seus álbuns através de trocas dos cromos repetidos, uns com os outros, envolvendo conhecimento matemático (já que alguns vendem por centavos também), envolvendo a memória (pois enquanto os adultos olham as figurinhas pelos números, as crianças sabem de cor e salteado pelas imagens dos jogadores, no caso, o álbum do campeonato brasileiro de futebol). Enfim, recordo-me também que aprendi com uma história em quadrinhos do Mickey Mouse que o sol nasce no leste e morre no oeste. Tudo isso, de certa forma, é uma aprendizagem invisível para o ensino formal.
Cristóbal Corbo fala dessa padronização do conhecimento que replica muito o sistema industrial, e destaca o que ele denomina de "o pequeno Mozart": o menino Lim Ding Wen, de apenas 9 anos, que é um gênio da informática. E o mais interessante de tudo é o que Cobo declara: "Aprendizagem é o que acontece enquanto se faz outra coisa", pois aí está o grande mérito do educador, de que para aprender deve-se vincular a outras atividades, e que a escola não é a única fonte do saber, que os saberes estão em toda parte e que se aprende mais facilmente quando se faz algo que se gosta.
Um ótimo vídeo para refletir sobre os diferenciados processos de aprendizagem que estamos sempre vivenciando uns com os outros.
Segundo John W. Moravec, co-autor, junto com Cristóbal Cobo, do livro Aprendizagem Invisível - Para uma Ecologia da Educação: "“A educação invisível reconhece que as formas de aprendizagem formal, não formal, informal e incidental são interligadas. A maior parte do nosso aprendizado é não formal”.
De acordo com Patrícia Gomes, em texto para o portal Porvir: o futuro se aprende: "O MEC define a educação formal como aquela que ocorre nos sistemas de ensino tradicionais, a não formal como iniciativas organizadas de aprendizagem, mas que acontecem fora dos sistemas de ensino, e a informal e a incidental como as que ocorrem ao longo da vida." Abaixo, link para download do livro Aprendizagem Invisível, de Cristóbal Cobo, versão em espanhol:
APRENDIZAGEM INVISÍVEL - PARA UMA NOVA ECOLOGIA DA EDUCAÇÃO, de Cristóbal Cobo e John W. Moravec
Leiam também a postagem abaixo, no portal Porvir: o futuro se aprender, que trata sobre a aprendizagem invisível:
O que Bill Gates e a Maria do Croché têm em comum?
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segunda-feira, 8 de outubro de 2012
Você está fazendo o que ama agora?
O vídeo acima, Você está fazendo o que ama agora?, descobri através do Google + de Elenara Stein Falcão, arquiteta de Porto Alegre, RS, Brasil e editora do blog Arquitetando Ideias. Um vídeo motivacional que trata do conflito de gerações, dos jovens de ontem e os de hoje, seus objetivos de vida e as formas de se relacionar com o trabalho, desde então.
Antes, os mais velhos ensinavam os mais novos. Hoje, todos aprendem com todos, criando e compartilhando. Um ótimo material para reflexão a pensar estratégias de interação com a atual geração, chamada de Millenials.
Respondendo a pergunta título do vídeo e desta postagem: Sim, eu amo o que faço, e faço o que amo, pois meus projetos de trabalho são complementos do projeto maior, de vida. Faço o que gosto e gosto do que faço, pois aprendendo ensinando e ensino aprendendo, de forma compartilhada com diversos colegas que se tornaram amigos, e amigos que se tornaram colegas. :-))
Como arquiteto da minha felicidade procura sempre socializar o que descubro, via blog e redes sociais, e em contrapartida, outras pessoas socializam seus saberes comigo, de forma voluntária.
Aproveito para destacar frase da arquiteta Elenara Stein Leitão, em seu blog Arquitetando Ideias, também para reflexão dos seguidores e visitantes deste blog educacional:
"Um arquiteto tenta projetar espaços com razão e sensibilidade. Tenta transformar sonhos de vida em paredes e cores, luzes e nuances que se tornarão realizáveis com o passar das horas de um dia. Um arquiteto tenta conceber aquilo que se antevê apenas em sonhos."
Como educadores, precisamos tornar nosso tempo e espaço escolares em um ambiente agradável para nós e nossos alunos. E iniciando com o diálogo, talvez seja uma das melhores estratégias, perguntando justamente isto aos alunos: Você está fazendo o que ama agora? ...
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Primavera das Ideias: O Jardim do Conhecimento Colaborativo
A imagem acima, trata-se da ótima iniciativa Primavera de Ideias: o Jardim do Conhecimento Colaborativo (vide link abaixo), da colega e amiga Raphaella Marques de Carvalho, educadora do Rio de Janeiro, RJ, Brasil e editora do blog Estudando e navegando.
Conforme a apresnetação do projeto, feita pela própria Raphaella em seu blog:
"A proposta da Primavera das Ideias foi despertar o espírito colaborativo dos professores que estão conectados ao mundo virtual. Estamos na era “Crowdlearning” e precisamos tirar o máximo proveito da “Inteligência Coletiva”, no qual , Piere Levy explica que é “uma inteligência distribuída por toda parte, incessantemente valorizada, coordenada em tempo real, que resulta uma mobilização efetiva das competências”. (Blog OConhecimento) Quando aplicamos as tecnologias à Educação, podemos interagir com outros professores, conhecer diferentes práticas pedagógicas e, sobretudo, novas ideias ! Foram mais de 20 trabalhos desenvolvidos sobre a leitura e os recursos multimídias pelos professores das Escolas Municipais do Rio de Janeiro. Vamos conhecer como cada um elaborou o seu planejamento e divulgou no seu blog educacional."
Uma ótima iniciativa de divulgar o blog e a prática educacional de outros educadores, que tem apoio do Educa Tube, pois como sempre digo: o futuro da educação está em compartilharmos as descobertas, gerando conhecimento mútuo. :-))
Conheçam os projetos, no link abaixo:
PRIMAVERA DAS IDEIAS: O JARDIM DO CONHECIMENTO COLABORATIVO
Observação do Educa Tube: Por crowdlearning ou crowd learning, entende-se a aprendizagem coletiva, através do conhecimento colaborativo entre diversas pessoas das mais variadas áreas, que compartilham seus saberes.
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domingo, 7 de outubro de 2012
A percepção de beleza e o efeito Photoshop no cotidiano
O vídeo acima, A Evolução da Beleza, referente a anúncio de produto de beleza, mostra a transformação de uma bela jovem, e sua imagem, primeiro, maquiada em estúdio de beleza, e depois, manipulada no software de edição de imagens Photoshop, tornando-se uma outra pessoa, aumentando pescoço, os olhos, a boca etc.
Ao final, uma emblemática frase: "Não é de admirar que a nossa percepção de beleza é distorcida", um fantástico vídeo para refletir sobre o efeito photoshop em nosso cotidiano. E sobre o verdadeiro sentido de beleza que nos é oferecido pela grande mídia. Não basta parecer mais natural, é preciso ter algo de espetacular em tudo.
O que vem de encontro a uma afirmação que tenho feito em cursos e palestras, que o bom projeto educacional é aquele autêntico e simples, que tem continuidade, e não aquele espetacular e grandioso, que por sua complexidade não possui esta continuidade.
Abaixo, mais um vídeo em que o Photoshop é o diferencial, manipulando a imagem de uma modelo, e colocando o efeito de água em seus cabelos. Um recurso que pode ser utilizado com sentido artístico no ambiente escolar, na produção de imagens variadas dentro de um conteúdo educacional.
Enquanto o mundo dorme
While The World Sleeps from Rishi Kaneria on Vimeo.
O belo vídeo acima, Enquanto o mundo dorme, filmado por Kaneria Rishi, com a câmera Canon 60 D, descobri no portal Vimeo, e trata-se de cenas do cotidiano da Índia (algumas, muito semelhantes ao dia a dia de cidades brasileiras), com narração utilizando-se de fragmentos do discurso de Jawaharlal Nehru, na véspera da independência da Índia e sobre a morte de Mahatma Gandhi.
A belíssima música chama-se "Journey to the Line", de Hans Zimmer.
Abaixo, fragmento de "Um encontro com o destino":
"Há muitos anos nós fizemos um encontro com o destino, e agora chega o momento em que deverá resgatar o nosso compromisso, não no todo ou em medida cheia, mas muito substancialmente. Ao soar a meia-noite, quando o mundo dorme, a Índia acordará à vida e à liberdade. Chega um momento, que vem, mas raramente na história, quando saímos do velho para o novo, quando termina uma era e, quando a alma de uma nação, muito reprimida, encontra expressão. É justo que neste momento solene, assumir o compromisso de dedicação ao serviço de Portugal e seu povo e à causa ainda maior da humanidade. "
Enquanto o mundo dorme, este título, lembrou-me poema que fiz nos anos 1990 e depois reescrevi em 2001, chamado Enquanto as crianças dormem... (abaixo, link para meu blog literário ControlVerso):
ENQUANTO AS CRIANÇAS DORMEM...
sábado, 6 de outubro de 2012
A magia da tecnologia: alerta sobre informações expostas na internet
Já dizia o grande filósofo do cotidiano, mestre da comunicação e apresentador de programa de auditório Abelardo Barbosa, vulgo Chacricha, que "Na TV nada se cria, tudo se copia", numa paródia à máxima de Lavosier.
O vídeo acima, Cuidado com as informações que você expõe na Internet, inicialmente lembra aquelas pegadinhas e videocassetadas que infestam a programação da televisão aos domingos, tudo cópia uma das outras, muitas delas, pura armação. Mas neste caso, trata-se de uma saudável brincadeira em tom de alerta aos perigos de disponibilizar nas redes sociais e no mundo virtual dados íntimos e pessoais, que podem ser usados contra nós, por pessoas mal intencionadas.
O falso vidente que consegue descobri nome, cidade, emprego, até dados das contas bancárias, na verdade, só tem acesso a isso tudo, pois cada um dos que ali tiveram suas vidas desvendadas, o fizeram antes no mundo virtual, como demonstra ao final o vídeo.
Uma indicação, via Facebook da colega e amiga Márcia Cristina Alves, do Rio de Janeiro, RJ, Brasil, representante do Rioeduca.net na 9ª CRE, e que compartilhei nas redes sociais e estou divulgando aqui no Educa Tube.
Já que iniciei esta postagem citando Chacricha, abaixo um vídeo, com momentos de seu programa Cassino do Chacrinha. Atualmente, muitos apresentadores da TV tem em Abelardo Barbosa um ícone, modelo, e em alguns casos, até copiando muito de seu jeito. Chacretes ou corpo de balé, concurso de talentos, revelação de cantores e muito mais estão ai nos programas dominicais.
Abaixo, algumas das frases mais conhecidas do chamado Velho Guerreiro:
"Eu vim para confundir, não para explicar!"
"Quem não se comunica, se trumbica!"
"Na TV nada se cria, tudo se copia."
"Não sou psicanalista e nem analista. Sou vigarista."
"A melhor lua pra se plantar mandioca é a lua-de-mel."
"Alô, Dona Maria, seu dinheiro vai dar cria."
"Honoris causa é a mesma coisa do que hors-concours."
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Ensina-me a viver (Harold e Maude): cinema e educação
O vídeo acima, trata-se de comentários do crítico Marcelo Janot sobre o filme "Ensina-me a viver", de 1971, com direção de Hal Ashby.
O filme, com título original de Harold e Maude, conta a história de dois personagens: um jovem milionário de 20 anos (Harold) que vive com a mãe e tenta simular o suicídio por diversas vezes para chamar a sua atenção e uma idosa (Maude), que às vésperas de completar 80 anos tem uma alegria imensa de viver.
O que ambos tem em comum? Gostarem de ir a funerais e em um desses se encontram e tornam-se amigos inseparáveis. Maude ensina a Harold a beleza da vida nas pequenas coisa do viver, como a cantar, dançar e a tocar um instrumento musical. Desperta no jovem a alegria de viver. Em uma das falas, Maude diz: "Arrisque-se e faça o seu melhor possível", em contraponto à mãe de Harold que em outra cena preenche pelo filho um questionário, com os supostos gostos do rapaz, na opinião da própria mãe. A educação tem ainda disso, de questionários de perguntas e respostas, de certo e errado, de falso e verdadeiro, quando a vida lá fora é bem mais complexa que isso. Quantos pais não fazem o mesmo, preenchendo o tema de casa para seus filhos, achando que com isso estarão os ajudando, quando na verdade estão lhes tirando a iniciativa, a responsabilidade, sem impor valores nem limites...
Harold vai visitar o tio militar, indicado pela mãe, como modelo a seguir, por ter sido heroi de guerra, mas são personagens de mundos diversos. A mãe do rapaz promove encontros com garotas, para ver se alguma delas agrada ao rapaz, que por ser excêntrico, não arranja namorada.
Ensina-me a viver trata desse choque de gerações, tão comum na educação, e que sintetizo em outra frase de Maude a Harold: "com a sua engenhosidade e a minha experiência..." De fato, com a engenhosidade do aluno e a experiência do professor, ambos ensinam um ao outro a viver. A verdadeira educação é esta que proporciona que engenhosidade e experiência convivam em um mesmo espaço, cada qual valorizando no outro o que lhe falta ou lhe complementa. O filme é para mim uma metáfora do ensinar a viver e a conviver com as diferenças, sejam de sexo, idade, classe social, experiência de vida e tudo mais. Do estimular a independência e a autonomia. Afinal, a atual geração que liberdade, mas nem sempre independência, estando muitos ainda vivendo com os pais e sustentados pelos mesmos. Os pais da atual geração querem dar aos filhos tudo o que não puderem TER, e muitas vezes fazer com que eles sejam tudo o que não puderam SER. Mais do que BENS materiais, é preciso passar como educadores (sejamos pais ou professores), valores éticos e morais e limites sociais. Pois, se os educadores não ensinarem seus filhos/alunos a viver, será a Dona Vida a severa professora para muitos deles. Para refletir e repassar...
Mais um filme que incluo na série cinema e educação e que pode ser acompanhada neste blog, através do marcador CinEducação.
Abaixo, vídeo com canção tema de Ensina-me a viver, na voz de seu autor Cat Stevens, que também é o responsável pela belíssima trilha sonora do filme.
Abaixo, link do referido filme, para baixá-lo em duas partes no formato winrar (compactado):
ENSINA-ME A VIVER (download, parte 1 e 2)
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sexta-feira, 5 de outubro de 2012
Aprendendo com as margens para a sociedade da aprendizagem móvel
O vídeo acima, palestra da educadora espanhola Tiscar Lara, intitulada Aprendendo com as margens, para a Sociedade da Aprendizagem Móvel, para o TED, descobri no You Tube.
Tiscar Lara é Vice-reitora de Cultura Digital na Escuela de Organización industriais - EOI, onde coordena Projetos e conhecimento de aprendizagem móvel em aberto.
O TED: ideias que merecem ser espalhadas, é um evento organizado de forma independente (há 25 anos) e uma organização sem fins lucrativos, que reúne pessoas em diversas partes do planeta, com o propósito de através de pequenas palestras (em média de 15 minutos), com personalidades, pensadores, empreendedores, educadores e outros, que possuem o desejo de mudar o mundo, deixando sua contribuição inovadora.
No vídeo em questão, traz a interessante fala de Tiscar Lara, baseada em algumas imagens de infância, adolescência, de sua família e comunidade para tratar de educação, trabalho e sociedade.
Inicia dizendo tratar-se de "pequena historia pessoal em uma grande historia universal", e que aprendeu andar bicicleta na rua; que muitas coisas se aprende fora da escola; que existem diversas práticas educativas fora da escola. Mas que o educar, enquanto instituição, desde a sua origem, visa a "standarização" do conhecimento, calcado em moldes, modelos, em que instrumentos criam réplicas, cópias... Realmente, o Educa Tube concorda que esta padronização da vida requer um novo olhar, uma nova abordagem pela escola ainda calcada no tempo e espaço do século XIX, para que enfim adentre ao século XXI, onde os alunos (seres nativos e digitais) já estão incorporados e que os professores (na maior parte seres imigrantes e analógicos) estão iniciando uma descoberta de um Mundo Novo de possibilidades.
Lara comenta sobre a necessidade de abrir os códigos, de tornar livre o conhecimento, e dessa troca, entre o original e a cópia, criar uma a cópia original. E se pararmos para pensar: toda a escrita, seja literária ou não, é uma cópia de algo original, uma ressignificação. Assim deveria ser a educação, valorizando o conhecimento clássico, em diálogo com novas possibilidades no tempo e no espaço. Nem o novo pelo novo, tampouco a refração do antigo, por ser antigo. O que se deve é separar o inovador do antiquado. Tem muito projeto, dito inovador que é uma cópia de uma cópia (um control + C e um Control + V), nada trazendo de original. Enquanto existem projetos antigos, que ainda são inovadores, além de diversas teorias e práticas educacionais.
Tiscar Lara propõe a reflexão sobre novas formas de aprender, a partir das margens, e que atualmente, graças as redes sociais e a mobilidade dos equipamentos, as margens se colocam no centro; que centro e periferia já não são tão claros de se ver; que justamente através das redes sociais, podemos interagir todos com todos. O que me remete as forças imaginantes teorizadas por Gaston Bachelar em A Água e os Sonhos, quando trata das forças centrípeta e centrífuga, que atuam do centro para fora e vice-versa. E se pensarmos nisso, nós somos o centro de nossa rede social, e os demais que fazem parte da mesma, ora podem ser margem ou centro, dependendo das interações, das forças imaginantes que nos façam atuar sobre o todo. Creio que - o que parece óbvio, mas nem sempre é: o aluno deva ser sempre o centro de uma escola, e que a rede social, que inicia na família e tem desdobramentos na escola - usando ou não dispositivos móveis -, tenha esse caráter educacional e social, que gere conhecimento mútuo. (Por isso sou a favor que projetos como "um computador por aluno" e assemelhados permitam o uso dos notebooks pelos alunos em sua casa, com a sua família, promovendo a inclusão social, educacional e tecnológica).
Por fim, em sua fala esclarecedora e motivadora, Tiscar Lara diz que existem muitos pontos de acesso à informação e à comunicação, e possibilidades inúmeras de nos relacionarmos, de produzirmos e aprendermos a qualquer momento e em qualquer lugar, dentro e fora da escola, com professores e não-professores. E, se paramos para pensar, muito aprendemos e descobrimos com os links, imagens, mensagens que são curtidas e compartilhadas nas redes sociais, criando a chamada inteligência coletiva. O Educa Tube é uma prova cristalina disso. Mais de 90% de seu acervo virtual é composto por trocas, interações, sugestões de colegas e amigos, via redes sociais como Twitter, Facebook, MSN, e-mail etc.
Hoje, podemos ser autores e leitores de nosso tempo e do mundo ao nosso redor, e podermos conectar nossa pequena aldeia digital à uma imensa aldeia global, como previu Marshall Mc Luhan, nos anos 1970 (os meios de comunicação como extensões do próprio homem), referindo-se à televisão e aos meios daquele contexto, mas que é um conceito de aldeia atualíssimo, no que tange ao mundo virtual, ao ciberespaço, à infovia da informação.
Como bem disse Tiscar Lara: "tecnologia móvel para aprendizagens móveis", em que as margens e o centro dialoguem mutuamente, ensinando e aprendendo uns com os outros, que já tinha muito em Paulo Freire, antes mesmo da internet ser conhecida e reconhecida como meio de aprendizagem e ensino. Os educadores do século XXI precisam saber conciliar: metodologia e tecnologia, sem esquecer que o maquinário é o acessório e o usuário o bem principal desta relação dialógica chamada Educação.
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Educação Infantil: Cuidar, Educar e Brincar
O vídeo acima, Educação Infantil: Cuidar, Educar e Brincar, foi indicação via Facebook da coleg'amiga Elis Zampieri, professora da educação especial e coordenadora pedagógica da APAE de Curitibanos, SC, Brasil, editora do blog Sobre Educação e colunista do portal INCLUSIVE. O vídeo trata-se, conforme apresentação no You Tude, de "Programa da disciplina Fundamentos e Princípios da Educação Infantil. As especialistas em educação infantil Beatriz Ferraz e Tizuko Morchida analisam situações de cuidado, educação e brincadeira com crianças pequenas em creches e pré-escolas". O programa foi a "algumas escolas para mostrar na prática que o educar está associado em diversas atividades realizadas na educação infantil - no banho, na troca de fraldas, na alimentação e higiene. Mostramos também que a brincadeira é o eixo da educação infantil e que a partir dela a criança também aprende."
Vejam também o vídeo abaixo, A Importância do Brincar, que trata-se de entrevista com a professora da faculdade de Educação da USP, Tizuko Morchida, que "fala um pouco mais sobre o papel das brincadeiras na educação infantil. Ela destaca que até os bebês aprendem a fazer escolhas através dos brinquedos".
Muito interessante os dois vídeos, e a questão do espelho no ato de brincar e de representar o mundo em volta, pela criança, na fala da profª. Tizuko Morchida.
Jornada cósmica: a Terra vista do espaço
O vídeo acima, Jornada Cósmica, trata-se de imagens feitas pelos astronautas, na Estação Espacial Internacional, mostrando paisagens impressionantes do planeta Terra.
Ótimo material para a disciplina de geografia, além de tema transversal como a educação ambiental.
Ativem as legendas e a tradução.
Este e outros vídeos do espaço podem ser assistidos no link abaixo:
SpaceRip
quinta-feira, 4 de outubro de 2012
Classroom TV: portal com aulas de universidades top
A imagem acima, do portal de educação CLASSROOM TV, que me foi indicação, via Facebook da colega Elisabete Pereira Silva, educadora de Viamão, RS, Brasil, editora do portal Aprendendo Linux.
Trata-se de um portal educacional que disponibiliza vídeos aulas a quem fizer um cadastro prévio no link abaixo:
CLASSROOM TV
De acordo com notícia do portal Porvir: o futuro se aprende:
Suponha que você tenha uma dúvida específica, quer aprender um assunto sem compromisso ou até quer se envolver com mais afinco em um tema, mas não tem muito tempo. Ou que não quer fazer um curso inteiro, mas também não quer se aventurar pela internet sem nenhuma orientação. Pois saiba que você não está sozinho e, para atender a demanda desse público crescente e exigente, um ex-aluno de Stanford lançou o Classroom TV, um site que reúne mais de 10.000 videoaulas de grandes universidades do mundo e as disponibiliza gratuitamente para qualquer interessado. E, em breve, a plataforma terá instituições brasileiras e versão em português.
“Existem várias iniciativas nessa área. Boa parte de nós divide uma visão parecida, mas, ao mesmo tempo, estamos atacando o problema de maneiras muito únicas”, diz Eduardo Abeliuk, fundador da plataforma. Para o jovem, que começou a idealizar o Classroom TV enquanto terminava seu PhD em Stanford, o primeiro diferencial que oferece é reunir videoaulas de alta qualidade várias instituições em conteúdo educacional aberto, em vez de produzir vídeos eles mesmos, como faz a Khan Academy. ”Nós nos certificamos de que todas as aulas indexadas na nossa plataforma são de alta qualidade. Além disso, nosso foco é mais em educação superior do que básica”, afirma.
Pelo Classroom TV, o aluno pode escolher as videoaulas por disciplinas, universidade ou por tema. A maior parte das videoaulas foi gravada em sala de aula mesmo, com o professor em ação. Por isso, são vídeos longos, que podem ter mais de uma hora de duração. Como também existem alguns vídeos da Khan Academy, não é difícil encontrar aulas de 15 minutos, especialmente nas áreas de exatas e de ciências da natureza. Mas se o assunto for difícil demais, o usuário pode marcar o ponto onde teve dúvida, inserir uma pergunta e esperar que algum dos colegas responda ou até mesmo fazer um comentário que agregue informação ao conteúdo apresentado. Entre os quatro pilares do Classroom TV está, em primeiro lugar, o fato de que todos devem ter acesso à educação de altíssima qualidade e, em seguida, que as pessoas aprendem mais se interagirem com os colegas.
A plataforma permite ainda que os estudantes acompanhem a evolução de seu desempenho e façam exercícios. “Conforme as aulas se tornam mais avançadas, mais tecnologia é necessária para se avaliar. E estamos trabalhando no desenvolvimento dessas tecnologias”, diz Abeliuk. Por ser um site aberto, os alunos podem sugerir avaliações e melhorias e montar seus próprios testes. Outra funcionalidade disponível ao usuário é que ele monte seus planos de estudos. Pelo padrão de aulas escolhidas pelos alunos e seus interesses em determinados assuntos, o Classroom TV ainda sugere vídeos individualmente.
O Educa Tube fez o cadastro, preencheu o perfil, e visitou alguns vídeos e atesta a qualidade do material e do referido portal, que serve como um ótimo suporte aos educadores. Mesmo os vídeos em inglês (em sua maioria), possui abaixo da janela de visualização a função CC, que permite ativar legendas em português.
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Amiga Lata, Amigo Rio (educação, meio ambiente e literatura)
A imagem acima, foi indicação recebida por email, e trata-se do livro "Amiga Lata, Amigo Rio", de Thiago Cascabulho, que está para download grátis. O livro é infantil e trata de temas ligados à educação ambiental.
Apresentação do livro:
"Douradinho é um peixe cascudo que – junto com sua única amiga, uma latinha amassada que ficou presa em sua nadadeira – resolve nadar contra a corrente em busca de um rio menos poluído para viver. Esta história já percorreu nove estados brasileiros com o livro Amiga Lata, Amigo Rio, de autoria de Thiago Cascabulho, promovendo o incentivo à leitura e a conscientização ambiental com a distribuição de 55 mil exemplares da obra e centenas de apresentações de contação de história."
Conforme dados recebidos: "Esse livro faz parte de um projeto que já rodou o país e distribuiu mais de 55 mil exemplares gratuitos para crianças carentes".
O Projeto Douradinho é uma iniciativa que une educação, literatura, meio ambiente, tecnologia e sociedade e que tem a divulgação do Educa Tube, por conta de seu conteúdo relevante e social.
Abaixo, link para o site do projeto e download do livro (em PDF, bastante mandar um tweet no Twitter ou um post pro Facebook e é liberado acesso ao material):
PROJETO DOURADINHO: AMIGA LATA, AMIGO RIO
É possível também baixar a cartilha do projeto pedagógico e outros materias para serem usados por professores e alunos, bem como a versão em áudio do livro.
quarta-feira, 3 de outubro de 2012
Eco: educação e o espelho da sociedade
O vídeo acima, Eco, publicado por Kveten, de Izhevsk, Rússia, descobri no portal Vimeo e se presta uma reflexão sobre a figura do espelho na sociedade e na educação.
Uma imagem duplicada, que forma destas duas partes de si mesmo, uma terceira, uma certa unidade na diversidade, assim como deveria ser o ato de educar, que é moldar o conhecimento a partir das trocas entre pais e filhos, professores e alunos.
A escola é para mim, o reflexo do espelho da sociedade e não o contrário, pois sempre digo que entendo o aluno quando conheço seus pais, seja do ponto positivo como negativo.
Reflexo (imagem) reflexão (percepção)...
De acordo com estudos de Jacques Lacan (1966) sobre o estágio do espelho e o imaginário demonstram que o ser humano só cresce em função do outro, e o outro é justamente o espelho em que se admira e se projeta. No exercício da imitação, desde o falar, o caminhar, o escrever e todas as demais ações feitas em sociedade, tal comportamento é espelhado em percepções do que vê ao redor. Os filhos imitam os pais. Todos são frutos do meio em que vivem e são reflexos da vida que tiveram. Reflexo em duplo sentido: enquanto imagem e pensamento.
Estudos de Piaget (1975, p. 19), indicam que as crianças até determinada idade, não percebem o reflexo diante do espelho como sendo delas próprias. Sua identidade é construída com o tempo, mas a partir dos dois anos de vida já começa a tomar consciência do outro e reconhecer seu reflexo no espelho, e da alteridade, do outro além de si mesmo. Da mesma forma, a criança, mesmo já falante e alfabetizada, demora determinado tempo para compreender o sentido irônico, conotativo, sarcástico das palavras, sejam elas escritas ou faladas. Segundo Piaget, as três primeiras fases da infância são constituídas pela ausência de imitação, a imitação esporádica e posteriormente o início de imitação sistemática. Na primeira fase, chamada de Preparação Reflexa, a imitação está excluída do processo no nível dos reflexos puros. Na segunda fase, a imitação esporádica, “é caracterizada, precisamente, pelo fato dos esquemas reflexos começarem assimilando certos elementos exteriores e ampliando-se, assim, em função de uma experiência propriamente adquirida, na forma de reações circulares ‘diferenciadas’” (1975, p. 22). Imita sons, gestos, mas ainda não tem a noção de identidade individual. Na terceira fase, ocorre a imitação sistemática, por conta da coordenação da visão. Mas é no estágio chamado de pré-operatório, próximo aos dois anos de idade que a criança, por imitação e representação, começa a reconhecer o próprio reflexo diante do espelho.
LACAN, Jacques. O estádio do espelho como formador da função do Eu tal como nos é revelada na experiência psicanalítica. Comunicação feita ao XVI Congresso Internacional de Psicanálise, Zurique, 17 de julho de 1949. Disponível em: http://www.bsfreud.com/jlestadioespelho.html.
PIAGET, Jean. A formação do símbolo na criança: imitação, jogo e sonho, imagem e representação. 2 ed. Rio de Janeiro: Zahar; Brasilia: INL, 1975.
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Aula de anatomia garatuja (animação)
O vídeo acima, Aula de anatomia garatuja, foi indicação, via Facebook da colega Elisabete Pereira Silva, educadora de Viamão, RS, Brasil.
Trata-se de animação, com curiosa aula de "biologia", feita e interpretada por Roberta Almeida, desenhada e editada por Tartaruga Feliz, com a múscica "O amor está aqui para ficar", de George Gershwin.
Trabalhar o imagináiro infanto-juvenil através de animações prontas ou produzidas pelos alunos, seja avia apresentação de slides ou editores de vídeo, é uma ótima oportunidade de trabalhar o conteúdo educacional de forma colaborativa, seja pela metodologia de projetos ou em atividades criativas, unindo imagens, texto, música, vídeo, fotografias etc.
Conhecer a anatomia e psicologia do alunado garatuja ou não, é um dos desafios do educador do século XXI, seja ele pai ou professor.
O Educa Tube sempre destaca a atual geração é uma geração audiovisual.
Visitem também o portal/revista digital Garatujas Fantásticas 2012 (garatujasfantasticas.com).
terça-feira, 2 de outubro de 2012
iPad para idosos: reflexão sobre a tecnologia no cotidiano e o choque de gerações
O divertido vídeo acima, intitulado Tecnologia para idosos - iPad, mais que uma brincadeira sobre o uso de um moderníssimo iPad por um idoso, que confunde o sonho de consumo da maioria dos jovens com um utensílio doméstico de uso na cozinha (e por si só, já mostrando as multifuncionalidades do equipamento. Risos!), trata-se de um ótimo material para reflexão.
Muito se fala em nativos e imigrantes digitais. Da dificuldade de idosos em utilizar as tecnologias atuais, mas, se pararmos para pensar, e ver também o vídeo abaixo, em que crianças tentam descobrir para que serviram as tecnologias do passado, quando os idosos de hoje eram jovens ou crianças, aqueles também têm certas dificuldades no manuseio, achando que um disquete é um porta CDs etc.
Portanto, cada tempo tem suas tecnologias e as pessoas, sejam jovens ou idosos, possuem suas dificuldades e facilidades.
Mas o que importa é sempre lembrar que os maquinários, que já foram modernos, logo ficam obsoletos, mas o conhecimento humano, que proporciona estes avanços, e que a educação que promove este conhecimento, são eternos.
Agradeço a Núbia Hanciau, minha professora no Doutorado em Letras, da Universidade Federal do Rio Grande (FURG), Rio Grande, RS, Brasil, pelo envio deste vídeo, via e-mail da turma, e que me promoveu esta reflexão. :-))
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segunda-feira, 1 de outubro de 2012
Professor transforma sucata em computador: obsolência é apenas falta de imaginação
O vídeo acima, Robert Litt na construção de um laboratório de informática gratuitamente no DIY EdSurge, descobri via Twitter do Educadores Inovadores, que recomendo a todos os educadores seguirem o perfil na rede social, pois traz sempre ótimas indicações de recursos tecnológicos e práticas pedagógicas inovadoras.
No caso acima, uma ótima possibilidade de reciclar o chamado lixo eletrônico, tornando novamente ativo máquinas que antes eram descartadas.
Trata-se da iniciativa de Robert Litt, professor de tecnologia da rede pública de Oakland, na Califórnia (EUA), que explica como dar nova vida a computadores descartados, usando ferramentas de código aberto como o Ubuntu GNU / Linux.
Destaco a frase final de sua fala que é emblemática: "obsolência é apenas uma falta de imaginação" e que "descartar computadores é desperdiçar recursos à educação".
Conforme demonstra o vídeo acima: "Litt é capaz de criar laboratórios completos, utilizáveis em sua escola com custo zero, através destas máquinas, que eram consideradas apenas sucata.
De acordo com o portal Porvir: o futuro se aprende:
"Mas ele tinha dois problemas relativamente graves: sua escola não tinha computadores nem orçamento para comprá-los. Como ele precisa ensinar os primeiros passos da alfabetização digital para alunos do ensino básico, sem computador, sua tarefa ficava bem complicada. Foi então que ele começou a pedir para que conhecidos, empresas e pessoas da comunidade doassem computadores velhos para montar um laboratório de informática.
Ele não fez nenhuma exigência. A máquina não precisava ter nenhum tipo de programa ou capacidade específica. Podia, inclusive, ser aquele computador pronto para ir para o lixo. “Nos EUA, o número de computadores que é jogado fora é inacreditável”, disse Litt, que se surpreendeu com o que recebeu. “A maior parte dos computadores tinham problemas de software e não de hardware”, afirmou. Isso quer dizer que as máquinas estavam lentas, cheias de vírus e mal ligavam, mas, com uma bela faxina e com a troca do sistema operacional por um que usa menos memória, 9 entre 10 computadores voltaram a funcionar." Tudo se transforma, seguindo a máxima de Lavoisier, e uma ótima iniciativa de Litt, que outras escolas poderiam se associar com professores de informática e instituições que lidem com informática com seus alunos, em projetos de educação, informática e educação ambiental.
Conforme notícia do portal Porvir: o futuro se aprende:
Segundo Litt, a escola onde dava aula era pobre, assim como boa parte das instituições de ensino norte-americanas. “A gente pode fazer muito com muito pouco. Tenho um amigo que diz que ‘obsolescência é falta de imaginação’. Eu concordo”, afirmou. Para o norte-americano, os custos de reciclagem de computadores são nulos e, por isso, não há motivos para uma escola não ter um laboratório de informática. “Os computadores fazem com que a educação fique mais interessante. Você pode fazer música, arte, ciência. As crianças ficam motivadas a aprender.”
Litt afirma ainda que, embora assustem a muita gente, os procedimentos que usou são simples e qualquer pessoa pode fazer. Então, para ajudar professores que aceitem o desafio de montar um laboratório com computadores reciclados, o americano disponibilizou um artigo em seu site, escrito em inglês, para explicar o passo a passo do seu modelo. O documento é extenso, mas, Em síntese, as quatro principais etapas são:
1. Ter um professor que lidere a iniciativa;
2. Pedir doações de computadores que serão descartados;
3. Procurar instruções de como instalar um sistema operacional livre (ele sugere o Linux);
4. Não ter medo de testar e errar.
Reciclar, reaproveitar, reutilizar... E o melhor de tudo, com custo zero e ainda preservando o meio ambiente. Ótima iniciativa do professor Litt que merece ser divulgada e incentivada no ambiente escolar.
Quando eu era menino, lá pela década de 1970, eu, meus irmãos e a maioria das crianças daquela época não tínhamos acesso a brinquedos manufaturados, salvo aniversário e Natal. Mesmo assim, não haviam brinquedos eletrônicos, como hoje, alguma coisa a pilha e controle remoto, quando muito. Videogame era algo ainda experimental, como o tele jogo, com a tela preta e duas hastes que se movimentavam em sentido pra cima e para baixo, e uma bolinha para ser rebatida, bem diferentemente dos sofisticados videogames da atualidade...
Mesmo assim, éramos felizes, pois nossos brinquedos eram sucata reciclada, como pipas, aro, carros feitos de lata de óleo e de leite em pó etc. Eu e meu irmão Marco Antonio, fazíamos nosso bonecos de super-herois, articulados, mas com papelão, lápis de cor e tesoura. Se perdia um braço, a cabeça, uma perna, era simples: outro pedaço de papelão, lápis de cor e tesoura e tínhamos uma nova produção. Sem falar no conhecimento adquirido e na terapia feita durante este processo de dar vida à imaginação através de sucata.
Vejam também os três vídeos abaixo que tratam de tecnologia, brinquedos e reciclagem:
BRINQUEDOS ANTIGOS
BRINQUEDOS RECICLADOS
CARRINHOS DE JORNAL - PROFESSOR SASSÁ
Observação do Educa Tube: Ative as legendas em inglês, depois ative a tradução para o português.
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