sábado, 21 de fevereiro de 2026

Erin Gruwell: a história real da professora que inspirou o filme "Escritores da Liberdade" [cinema, educação e sociedade]




Erin Gruwell, uma professora iniciante numa escola com diversos problemas estruturais, sociais e violência, seria a receita para o fracasso escolar de seus alunos indisciplinados e da própria educadora. Entretanto, essa história recontada em filme, inspirado no nome do projeto escolar de Erin "Escritores da Liberdade" é um projeto de vida motivador a todo educador, que entre o ideal e o possível, adotad um postura, não de enfrentamento, mas de conciliação, de tentativa de entender o mundo do aluno e não apenas impor suas visões de mundo ao alunado.
Contra tudo e todos, Erin conseguiu cativar seus alunos, primeiro trabalhando autoimagem, autoconhecimento, para depois o autocuidado. Sem saber, estava trabalhando com inteligência emocional em sala de aula ao fazer alguns experimentos sociais, como o Jogo da Linha, na cena dramatizada no referido filme, logo a seguir. Além disso, ao trabalhar com literatura, e, em especial, O Diário de Anne Frank, promoveu a empatia de alunos discriminados, marginalizados, perseguidos em relação a história de vida de uma adolescente confinada num gueto entre 1942 a 1944, como muitos deles: latinos, orientais, afrodescendentes.
O papel social do educador do século XXI não é apenas o de repassar conteúdos, mas o de mediador do conhecimento. Porém, sem conhecer o corpo social em que está inserido é como o leitor que lê um texto sem compreender seu contexto. A interpretação textual, seja de palavras, imagens, sons etc, ficará comprometida e não será plena.
Costuma assistir com meus alunos do Terceirão do ensino médio o inestimável filme "Escritores da Liberdade", não apenas como espelho social, mas como repertório sociocultural para a a redação dissertativa-argumentativa, como bagagem e experiência de vida, usando o cinema como um dos recursos metodológicos e pedagócios de meu fazer profissional e educacional.



"Livros não mudam o mundo, livros mudam pessoas, pessoas é que podem mjudar o mundo", citação que nunca consegui verificar com 100% de certeza a autoria, já que alguns atribuem ao tribuno romano Caio Gracco, outras ao poeta Mario Quintana e até ao educador Paulo Freire, com algumas variações, é uma mensagem que encontra comprovação na cena abaixo, do filme "Escritores da Liberdade", quando a professora Erin dá cadernos para que sirvam de diários aos seus alunos, tal qual Anne Frank fizeram num passado distante.



Observação:
Esta postagem é de autoria de José Antonio Klaes Roig, professor, escritor e poeta, além de editor do blog Educa Tube Brasil. http://educa-tube.blogspot.com José Antonio Klaes Roig ou Zé Roig, como gosta de ser chamado, possui o Prêmio de Professor Transformador [2020] e seu blog Educa Tube Brasil, o Prêmio de um dos melhores blogues educacionais do Brasil [2020], conforme selos estampados na coluna à direta desta postagem.

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