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sexta-feira, 31 de julho de 2026
"As manchas do bullying": curta de animação e propaganda para campanha "Escolas Sem Bullying" da ABRACE - Programas Preventivos
O curta de animação As manchas do bullying, propaganda e campanha "Escolas Sem Bullying" da ABRACE - Programas Preventivos, encontrei inicialmente no Linkedin de Ludmilla Duarte e posteriormente no YouTube e trata-se de criativo, comovente e necessário vídeo para se discutir o bullying e suas implicações. Valendo-se da linguagem simbólica da mancha "viva" que acompanha o menino [e com ela a depressão, medo, ansiedade etc], associa-se também ao produto da publicidade de forma não ostensiva, sutil, delicada, pois, ao final do curta é informado ao espectador que dados indicam que essas manchas em uniformes escolares são sinais de que a criança ou jovem sofre algum tipo de bullying. E um dado alarmente constante na sinopse do vídeo: "De acordo com pesquisas, cerca de 7 milhões de crianças já sofreram alguma forma de bullying no espaço escolar. Além dos traumas gerados por essa forma de violência, o bullying é um problema silencioso que exige atenção e cuidado dos pais, responsáveis e educadores".
A cena final em que o menino aprende a como lidar com essas manchas e auxilia uma colega é didática, pois o audiovisual permite a abordagem de um tema complexo, sério, urgente e necessário.
Observação:
Esta postagem é de autoria de José Antônio Klaes Roig, professor, escritor e poeta, além de editor do blog Educa Tube Brasil. http://educa-tube.blogspot.com José Antonio Klaes Roig ou Zé Roig, como gosta de ser chamado, possui o Prêmio de Professor Transformador [2020] e seu blog Educa Tube Brasil, o Prêmio de um dos melhores blogues educacionais do Brasil [2020], conforme selos estampados na coluna à direta desta postagem.
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sábado, 29 de novembro de 2025
Laika & Nemo: lindeza de animação artesanal sobre o poder da amizade, da alteridade e os estereótipos do cotidiano
O curta-mentragem de animação Laika e Nemo, de Jan Gadermann e Sebastian Gadow, vencedor de diversos prêmios, como o Festival de Cinema de Dresden, Alemanha, 2022, é um audiovisual de uma lindeza ímpar, pois trata não apenas do poder da amizade entre o menino Nemo, que usa um escafandro [equipamento de mergulho] e Laika, uma menina astronauta que cai numa pequena praia.
Trata-se também de um belo vídeo que trata de exerc[icio de alteriudade, de empatia,d e se colocar no lugar do outro, além de uma crítica ao bullying que todo aquele que é estranho ao outro sofre. Fala de tentar entender e respeitar o diferente, de pessoas que embora vivam em mundos opostos, mar e céu, podem ser amigos, auxiliando um ao outro. De que amigos vêm nem sempre pra ficar, mas para nos ensinar a seguir em frente.
Laika, referência a cadela russa que foi o primeiro ser vivo no espaço, e Nemo, denominação de personagem da literatura de ficção científica, de Júlio Verne são detalhes que não passam despercebidos a cinéfilos e literatos.
Enfim, uma história leve e encantadora para tratar temas tão complexos. Pequena obra-prima para apresentar a jovens de todas as idades.
Observação:
Esta postagem é de autoria de José Antonio Klaes Roig, professor, escritor e poeta, além de editor do blog Educa Tube Brasil. http://educa-tube.blogspot.com José Antonio Klaes Roig ou Zé Roig, como gosta de ser chamado, possui o Prêmio de Professor Transformador [2020] e seu blog Educa Tube Brasil, o Prêmio de um dos melhores blogues educacionais do Brasil [2020], conforme selos estampados na coluna à direta desta postagem.
domingo, 30 de março de 2025
Série "Adolescência": a saúde mental de jovens diante dos algoritmos das redes "antissociais" e o plano-sequência da vida real
O vídeo acima, Adolescência: Série mais vista na Netflix gera debate nas redes, é uma interessante reportagem que destaca a série mais vista na Netflix e, tudo indica, no mundo, neste início de 2025, impactando pais e professores pelo realismo do tema e pela excelência de questões técnicas como o plano-sequência que cada um dos quatro episódios nos brinda.
O referido seriado é um alerta a pais sobre uma realidade que muitos professores já percebem nas salas de aula, mundo afora, muitas vezes por fatores como alienação parental direta ou indireta, quando pais convivem na mesma casa com seus filhos, mas estão totalmente alheios ao que ocorre nos quartos fechados de seus filhos; trata também dos riscos que os algoritmos das Big Techs [megacorporações de tecnologia] expõe crianças e jovens aos discrusos de ódio, de intolerância, fake news; os riscos à saúde mental dessas crianças e jovens que ficam presas fáceis de todo tipo de pessoas, escondidas atrás de avatares, em supostos jogos eletrônicos inocentes como roblox, tigrinho etc; o ciberbullying e tudo mais que leva a uma masculinidade frágil e tóxica de alguns meninos que aderem às ideias dos chamados redpill's e incels, que são jovens frustrados que desenvolvem um ódio às meninas e mulheres que os rejeitam, tornando-se misóginos, machistas e violentos. Entre o plano-sequência cinematográfico do seriado e a falta de planos-sequência familiares e sociais para lidar com esse assunto, surge no vácuo de tudo isso, o discurso extremista de direita que visa capturar, abduzir, sequestrar, arrebatar corações e mentes infantis e juvenis para sua causa, que nada mais é que um projeto de poder, visando viralizar, engajar, fidelizar e monetizar à base de fake news em massa e distorções da realidade.
O seriado mostra como pais que foram vítimas de abusos, na infância e adolescência, de pais violentos e intransigentes, podem, tentando não ser a mesma coisa, tornarem-se permissivos demais, o que leva a um vácuo nas relações humanas, pois crianças e jovens criados sem limites nem valores são um terreno fértil a todos tipo de "sementes" em sua mente plantadas. Nem todos, mas sempre alguns youtubers, tiktokers, influencers que possuem milhões de seguidores - em sua maioria, crianças e dolescentes -, movimentam a rede antissociais com todo tipo de vídeos, muitoas vezes descolados da realidade, com o intuito de gerar polêmica pela polêmica, já que perceberam que tal Mecanismo os torna celebridades e milionários. As Big Techs já foram investigadas por escritotes sérios que desvendarem essa engenharia social presente nos algoritmos em livros como "A Máquina do Caos", de Max Fisher e "Engenheiros do Caos", de Giuliano da Empoli. Um documentário da Netflix, "O Dilema das Redes", já tinha abordado antes sobre o poder de indução das redes sociais entre os jovens usuários. O termo usuário, por sinal, só é adotado em duas áreas: na tecnologia e no tráfico de drogas, pelo poder viciante. Os algoritmos promovem dopamina e se tornaram a droga digital do momento.
Enfim, mais que um caso de saúde pública, parece, cada vez mais, se tornar um caso de polícia, com a necessidade urgente de regulação das Big Techs e da fiscalização dos algoritmos dessas megacorporações, mais ricas e poderosas do que qualquer nação, desestabilizando inclusive o processo eleitoral mundo afora. Não é uma tarefa fácil, já que parece que tais empresas já possuem sua propria bancada em diversos países, eleitas por fake news em massa que transitam nessas megacorporações livremente, pois essa engenharia social não possui um controle externo eficiente, ainda. Mas é um caminho sem volta a necessidade da fiscalização de empresas transnacionais que estão impactando na aprendizagem de toda uma geração, que hipnotizada diante das telas digitais está perdendo habilidades milenares, como escrita, conversação, diálogo, prática esportiva...
Um tema abrangente que requer medidas também abrangentes, eficazes e regulatórias.
Abaixo, resenha de Isabela Boscov, crítica de cinema, que considera "Adolescência", uma série brutal e extraordinária [com spoilers]:
Vejam também, mais duas resenhas relevantes, uma na perspectiva cinematográfica e a outra na esfera psicológica:
Observação:
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quarta-feira, 23 de junho de 2021
Novo menino: curta-metragem sobre um garoto africano que chega à Irlanda para estudar e enfrenta o bullying
O vídeo acima, New Boy, descobri nos vídeos correlatos do YouTube e trata-se de um belo curta-metragem que conta sobre a chegada de um novo menino, Joseoh, a uma escola e suas memórias de sua antiga escola e professor.
Curta de Zanzibar, 2007, com roteiro e direção de Steph Green, mostra o cotidiano de um garoto africano com uma história de vida trágica que vem para a Irlanda estudar e logo percebe o que é ser um "novo garoto" num outro lugar e precisa se adaptar, enfrentando o bullying e superando as rivalidades.
Nem Boy foi vencedor do prêmio de melhor curta narrativa no Tribeca Film Festival de 2008 e indicado ao Oscar.
É um daqueles vídeos que permitem uma leitura de imagens e de mundo, e promove uma profunda reflexão.
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quarta-feira, 21 de abril de 2021
Questão de Tempo: videoclipe e animação dedicados às pessoas que sofrem de Epidermólise Bolhosa (EB) e que serve a outras situações de interação
O vídeo acima, Matter of Time [Questão de Tempo], trata-se de videoclipe de Eddie Vedder, ex-vocalista da banda Pearl Jam, e descobri por acaso no YouTube e fiquei encantado com a animação que envolve o clipe, e ainda mais por se tratar de uma campanha para angariar donativos em prol da saúde.
A canção e o clipe foram produzidos para homenagear "todas as pessoas em todo o mundo que sofrem de Epidermólise Bolhosa (EB)" e ajudar a financiar pesquisas para tratar da referida doença, que é "o nome que se dá a um grupo de doenças não contagiosas de pele, de caráter genético e hereditário. A principal característica da forma congênita é o aparecimento de bolhas, especialmente nas áreas de maior atrito, e nas mucosas." (Wikipedia)
A animação tem produção de Door Knocker Media (doorknockermedia.com) e Solis Animation (solisanimation.com), com direção de Matt Finlin e Jeff Lemire [que também é responsável pela ilustração].
A animação mostra jovens com faixas pelo corpo, convivendo de forma distanciada, mas aos poucos as imagens sem cor vão se transformando e a coloração simbolizando um recomeço.
Uma animação pensada no campo da saúde, mas que pode ser usada em tempos de pandemia e saúde mental, na questão do bullying, da empatia, alteridade e muito mais, inclusive em aulas sobre leitura de imagens e escrita criativa.
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sábado, 10 de abril de 2021
Tesoura, pedra e papel: dois audiovisuais [criativa animação e curta-metragem "Seja a mudança"] contra o bullying e a dinâmica do papel amassado
O vídeo acima, que intutilei de Tesoura, pedra e papel, encontrei no YouTube, após pesquisa, tentando localizar um vídeo que recebi de uma amiga, via Tik Tok, sobre antibullying #stopbullying, em que uma professora mostra aos seus alunos uma folha que é amassada a partir de cada ação que é feita sobre cada um e que o papel, mesmo desamassado, nunca voltará a ser o que é. [Até a publicação desta postagem não consegui localizar o vídeo, mas enconttrei outros tão interessantes como o mencionado.]
A animação em questão é criativa e original, pois se vale indiretamente da famosa brincadeira infantil de "Tesoura, papel e pedra", em que um tenta se sobrepor ao outro, para ilustrar a questão do bullying na escola, caracterizando cada persinagem como uma dessas "coisas". O mais interessante é mostrar que papel, que parece mais frágil diante de tesouras e pedras, pode tambpem tem uma ação pró-ativa, se defender e defender, não apenas outras folhas [empatia é algo maior que identificação por gênero, classe social, religião etc]. E que tesouras e pedras também podem ter atividades positivas e não apenas agressivas. Todos somos passíveis de erros e acertos, de correção de rotas e tudo mais. Por isso que achei a animação interessantíssima para uma dinâmica de grupos para tratar deste tema, de uma forma artística, reflexiva, filosófica e sociológica.
O outro vídeo, logo a seguir, denominado Be The Change (Seja a mudança)é um curta, em que mostra o dia a dia de um jovem que sofre bullying no ônibus escolar, nos corredores e salas da escola, até que resolve reagir e se torna o pidolo de outros abusadores, até que de caça passa a caçador, até que se vê refletido na vítima que ele faz. Outro vídeo didático para demonstrar o impacto de nossas ações e de que se não queremos ser oprimidos, não podemos ser opressores. Como dizia Gandhi: "Seja a mudança que desejas para o mundo". Que esta mudança comece por cada um.
Por fim, o vídeo abaixo, trata de uma dinâmica que fiz um "link" com os dois, que se refere-se a "Dinâmica do Papel Amassado" e pode complementar o tema, junto a pais e professores:
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quinta-feira, 17 de janeiro de 2019
Querido Papai: serei uma menina (comovente carta contra o machismo, a intolerância e o abuso moral e sexual contra mulheres)
O vídeo acima, Querido papai: serei uma menina, e que está na página do Facebook "Un País Feminista", foi indicação do colega e amigo Robson Garcia Freire, educador carioca residindo em João Pessoa, Paraíba, Brasil.
Um audiovisual comovente e universal que conta a história de uma filha, desde o nascimento até a idade adulta, destacando cada percepção do universo feminino: seus sonhos, angústias e medos, e serve para refletir sobre a trajetória e a condição humana da mulher. br /> Da fato, diante da onda de assassinatos de mulheres (chamado de feminicídio), há que se pensar no perigo que é para quem nasce e vive como uma mulher independente em um ambiente intolerante, que muitas vezes justifica o injustificável e defende o indefensável. Em que por maior currículo que tenha, por ser mulher, muitas vezes acabará ganhando bem menos que um homem, seja ele tão ou menos qualificado.
Um vídeo que é também um grito de liberdade contra o machismo, a intolerância, o ódio, o abuso moral e sexual. Uma forma de conscientização sobre a violência contra a mulher.
quarta-feira, 16 de janeiro de 2019
Nós acreditamos: curta-metragem sobre bullying, masculinidade tóxica e mudanças sociais em busca de um mundo melhor
O vídeo acima We Believe: The Best Men Can Be (Nós acreditamos: os melhores homens podem ser) é um curta-metragem de empresa de lâminas de barbear e ao mesmo tempo publicidade e campanha de The Best Can Be contra o Bullying que me foi indicado via Facebook e trata-se de um ótimo material pare reflexão sobre educação e sociedade e como indica Guilherme Martinez, traz crítica a masculinidade tóxica e "Comportamentos esses que muitas vezes são justificados com o 'boys will be boys', algo semelhante a “deixa os garotos serem garotos'".
Inicia o curta-metragem com uma cena diante do espelho, de um homem com barba (afinal é uma empresa que fabrica barbeadores e lâminas para barbear), para depois suceder uma série de cenas envolvendo o bullying de crianças e jovens que serão os homens de amanhã... Uma sucessão de cenas de assédio moral, e que não é possível esconder mais. Por muito tempo isso foi tolerado, escondido ou muitos fingiram não saber e não ver... Mas os tempos mudaram e não é possível mais retroceder a essa época obscura. Muitos ainda "resistem" em aceitar que seus procedimentos não são mais toleráveis e nem é questão de "politicamente correto", mas de situações que são inaceitáveis e injustificáveis em pleno século XXI, como: racismo, discriminação, intolerância, sexismo, misoginia, assédio sexual e moral, preconceito, homofobia e tantas coisas dissimuladas no cotidiano.
Velhas desculpas e modelos antiquados de enquadrar comportamentos, sem aceitar a diversidade e a liberdade (o livre arbítrio) de cada um estão com os dias contados. O mundo mudou, mas muitos se recusam a perceber, ou percebendo, se recusam a aceitar. Mas é um caminho sem volta, e cada a cada educador - seja pai ou professor - ter essa consciência de que filhos e alunos devem ser criados para o mundo e não para si. E o mundo e a natureza possuem uma beleza, harmonia, sintonia e sincronia naturais. Cabe a humanidade entrar em sintonia e sincronia com o natural que existe em cada um, evitando modelos artificiais, impostos uns aos outros. Que cada um tenha a liberdade para fazer suas escolhas sem ter que prestar contas a tribunais de rede social que julgam de forma sumária, sem direito à defesa, condenando sem apelação muitos jovens a serem o que grupos ou pessoas decidem ser o melhor.
Assédio (bullying) é crime e deve ser tratado como tal.
O mundo mudou e as pessoas não estão mais aceitando passivamente e estão denunciando práticas seculares, milenares que não devem ser mantidas nem cultuadas, mas punidas, pois não deve ser mais aceitas nem escondidas da sociedade.
Eu acredito que o mundo está mudando, que a sociedade precisa mudar, que essa nova geração poderá fazer o diferencial, se conectada além dos equipamentos e redes sociais digitais. Ser humano é ser solidário com o semelhante, independente da classe social, cor da pele, crença, orientação sexual, nacionalidade etc. Ser forte não é agredir ou intimidar os demais, mas justamente defender quem é agredido e discriminado. Esse, sim, alguém humano demais. Como pais ou professores, precisamos ser espelhos (não distorcidos) para filhos e alunos, defendendo o bom senso, a lógica, a civilidade, a cidadania, a igualdade, liberdade fraternidade e, mais que tudo, a equidade, que é dar condições a que pessoas diferentes possam ter as mesmas condições de acesso à educação, saúde, segurança e muito mais. Uma sociedade justa não é aquele que todos são iguais, mas a que permite que os desiguais possam ter acesso também ao que é natural aos demais.
Como a mensagem final do curta diz: "É apenas nos desafiando a fazer mais, que podemos nos aproximar do nosso melhor. Para dizer a coisa certa, agir da maneira certa. Estamos agindo. Junte-se a nós".
Parafraseando título de filme antigo: "Render-se nunca, retroceder jamais".
Observação: Ativem legendas e tradução, a partir dos ícones na canto inferior direito da janela de reprodução.
Para ampliar a questão, indico o artigo abaixo:
Você sabe o que é masculinidade tóxica?
domingo, 30 de dezembro de 2018
O tipo de amigos que necessito: humor, produção audiovisual e reflexão educacional e social
O vídeo acima The kind of friends I want in 2019 ("O tipo de amigos que necessito em 2019", tradução livre do blog), foi indicação de meu filho Allan (de 13 anos), via WhatsApp, que apesar do lado de humor do material, este me serviu para uma breve reflexão, logicamente, sobre educação.
Primeiro, um bom material para abrir uma discussão sobre bullying no ambiente escolar e social, mas ao mesmo tempo para trabalhar também outros conceitos presentes em ambos os ambientes: a sincronia, a empatia, a alteridade, a solidariedade, a amizade, o coleguismo, o profissionalismo, a colaboração etc.
O bullying mesmo, muitas vezes, é reflexo do que filhos veem em seus pais, familiares, vizinhos, conhecidos... Há que se trabalhar valores e limites no e do convívio social. De que certos tipos de brincadeiras que expõe ao ridículo, que não é aceita pelo outro, que o incomoda ou prejudica devem ser evitadas. Que em alguns momentos da vida familiar, escolar e social há que se ter essa sintonia e sincronia, como o vídeo propõe no revezamento de ações para impedirem que um dos alunos caia no chão.
Educar é essa sincronia de ações para evitar que o aluno se acomode demais ou que leve tombos desnecessários, e deveria começar pela família, ser ampliada pela escola e continuada pela sociedade.
Por fim, que projetos escolares, familiares, profissionais e sociais requerem esse planejamento antes da execução, como no vídeo em questão, que deve ter sido, primeiro, roteirizado, definindo local, tempo de duração, atores, quem faria tal ação, que dirigiria, gravaria e editaria tudo mais, para depois publicar essa peça de humor no YouTube. São passos que necessitam de uma organização planejamento, tipo uma storytelling, saindo da teoria rumo à prática. Trabalhar com arte e cultura no ambiente escolar através de audiovisuais poderá ser uma ótima forma de interação e integração entre professor e aluno, teoria e prática, conteúdo programático e significação...
terça-feira, 30 de outubro de 2018
Devo tudo ao cinema e à literatura (a arte está em toda parte), no EducAção 3D+
O vídeo acima Devo tudo ao cinema e à literatura (a arte está em toda parte) é um breve depoimento no canal EducAção 3D+ inspirado no livro "Devo tudo ao cinema: Como venci o Bullying como a arte", do escritor, ator e crítico cinematográfico Octavio Caruso, do Rio de Janeiro - RJ - Brasil. Um livro que encanta pela forma como seu autor trabalha com elementos autobiográficos e ficcionais em sua narrativa. A linguagem cinematográfica e literária incorporadas ao cotidiano de leitores e espectadores.
Uma breve reflexão sobre a arte e cultura como aliadas do processo de ensino-aprendizagem. br /> Recomendo Inscrição no Canal EducAção 3D+.
quarta-feira, 4 de julho de 2018
LOU: curta-metragem de animação que discute a questão do assédio escolar
O vídeo acima, LOU, foi indicação via Facebook da colega e amiga Marisa Barreto Pires, educadora de Rio Grande (RS), Brasil e trata-se de curta-metragem de animação da Pixar que aborda a questão do assédio escolar.
O vídeo conta a história de um menino que inferniza a vida de seus colegas de escola, se apropriando de diversas coisas, até que conhece LOU que o faz sentir (literalmente) na pele os mesmo efeitos daquilo que faz aos outros. Com um final redentor, LOU é uma animação que trabalha com conceitos como empatia, alteridade, solidariedade...
Um ótimo material para a escola refletir e para que educadores, sejam pais ou professores, vejam com seus filhos e alunos.
sexta-feira, 11 de maio de 2018
Experimento social Antibullying: Planta sofre bullying durante 30 dias e os resultados são surpreendentes
O vídeo acima Bully A Plant: Say No To Bullying ("Maltratando uma planta: Diga não ao bullying", tradução livre do blog), descobri na rede social, no portal SOMOS VERDES (vide link da matéria ao final desta postagem) e é um impressionante experimento. Algo que serve como metáfora para o cotidiano, já que todos os seres vivos são expostos de forma direta ou indireta a ações positivas e negativas em seu entorno. Segundo dados do portal SOMOS VERDES, durante 30 dias, a IKEA promoveu no Canadá esse experimento no "Dia Contra o Bullying", em que duas plantas foram colocadas em uma escola para que os alunos visitassem o local e interagissem com as referidas plantas. As "plantas foram tratadas da mesma forma: receberam a mesma quantidade de água. Elas também foram expostas à luz do sol, água e fertilizantes. A única diferença entre o tratamento foram as palavras ditas às plantas". Uma recebia afeto e carinho e outra, duras palavras... A metodologia consistia em: "Os alunos poderiam ir pessoalmente ao local ou gravar suas vozes para serem usadas através de uma interação por mídias sociais. Dessa forma, os alunos podiam gravar as palavras de amor ou ódio e enviá-las para serem utilizadas com as plantas".
Após os 30 dias os resultados são visíveis: uma planta continuava esbelta e outra murchara. Uma era encorajava e outra recebia palavras de ódio. Há na reportagem do portal Somos Verdes dados sobre os estudos na área, com citação a pesquisadores, livros e etc, que comprovam o experimento.
Entretanto, nos vídeo correlatos do YouTube surge uma jovem (identificada com o nome do canal no YouTube Davison) vociferando contra a situação, alegando que se trata mais de campanha de marketing, sem amparo científico, justo ela que não indica ser bióloga nem botânica para contestar o experimento, nem o "desmarcarar" com base científica. Ou seja, algum que acusa um experimento de não ser científico, com um vídeo nada científico, mas que serve justamente para debater a importância da comprovação de dados, da verificação das fontes, antes de divulgar algo de forma entusiasta, seja positiva ou negativamente.
Lembro certa vez uma reportagem de TV que mostrava que tomates cultivados numa estufa e que ouviam músicas clássicas cresciam mais que outros sem esse acompanhamento musical. Que a música é uma linguagem universal, sempre soubemos, mas de suas propriedades terapêuticas, além dos seremos humanos, muitos tinham essa intuição...
Com a palavra os professores de biologia, os botânicos e demais pesquisadores sobre este tema que envolve meio ambiente, educação ambiental e a própria vida em sociedade, para comprovarem, contestarem, debaterem os dois vídeos em questão. Um tema para um bom debate na sala de aula e na sociedade, sobre pesquisa, divulgação de dados e sobre a gentileza que gera gentileza.
Segue link da reportagem acima mencionada com maiores detalhes sobre o mesmo:
Planta sofre bullying durante 30 dias e os resultados são inacreditáveis
sexta-feira, 12 de maio de 2017
História de Amor: publicidade que parece curta-metragem alerta sobre perfis falsos na internet
O vídeo acima, Love Story (História de Amor), encontrei no Twitter do portal BluesBus e trata-se de contundente alerta sobre o preocupante perigo dos perfis falsos nas redes sociais, expondo crianças à pedofilia, ao abuso, ao bullying e muito mais.
O vídeo que já milhares de visualizações e que é uma produção de agência de publicidade para empresa de telefonia do México. Como se fosse um curta-metragem de ficção, o mesmo inicia com uma narrativa de dois adolescentes que se conhecem pelo ciberespaço e idealizam o seu par romântico, a cada troca de mensagem e da afinidade e identidade que vai se formando. Mas com uma grande surpresa ao final.
Cabe salientar que em algumas dessas situações, o final da história real é preocupante e requer que os educadores, sejam pais ou professores alertam seus filhos e alunos para essa triste realidade.
segunda-feira, 19 de setembro de 2016
Pedra, papel e tesoura: Linda animação sobre bullying, diversidade e convergência social
O vídeo acima Pedra, papel e tesoura, foi indicação via Facebook da colega e amiga Carla Kalindrah arte educadora do Rio de Janeiro (RJ), Brasil, e trata-se de linda animação que renova antiga brincadeira de criança, trazendo os conceitos de bullying, respeito às diferenças e convergência entre diferentes, entre diversos, finalizando com bela mensagem: "Para estar junto, não é preciso ser igual".
Fato! Aprendemos muito mais com os diferentes do que apenas com os que pensam, agem, vivem como nós e são iguais a nós... A diversidade e a adversidade ensinam uns aos outros. Experiências de vida, diferentes da nossa; a arte, a cultura e história de cada um, e tudo mais, compõem esse imenso mosaico chamado sociedade.
Um pequeno vídeo com uma grande mensagem de solidariedade e alteridade (do colocar-se no lugar do outro), para dinâmica de grupo e reflexão.
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terça-feira, 26 de abril de 2016
Corrida de Obstáculos: Propaganda para profundo exercício de alteridade e de humanidade
O vídeo acima The Obstacle Course (Corrida de Obstáculos), descobri na rede social e trata-se de tocante comercial e profundo exercício de alteridade e de humanidade, que nos faz experimentar o que passam pessoas discriminadas, agredidas e marginalizadas por conta de sua orientação sexual (LGTB). E que serve também para a pensar em qualquer tipo de discriminação, seja racial, religiosa, social, política etc.
Quem nãos e sentiu pelo menos uma vez excluído ou marginalizado na vida, que atire a primeira pedra. SE já passou por isso, ainda que de forma sutil, se identificará com o protagonista do vídeo, que é criação da agência de publicidade TBWA de Paris para a Inter-LGBT.
Conforme o portal Blue Bus: "O comercial começa com o bullying na escola, e conforme o tempo passa, a intimidação muda de figura, mas está sempre presente – você é alvo de piadas, de olhadores incriminadores, de violência física, de violência psicológica, é o motivo da raiva do seu pai e das lágrimas da sua mãe. Um pesadelo constante ao qual você precisa sobreviver praticamente sozinho. Para Angela Natividad, que fala sobre o filme na Adweek, quem olha de fora pode pensar que a luta por igualdade para as lésbicas, os gays, os bissexuais e os transexuais já está bem encaminhada, mas 'muitas das batalhas que ainda precisam ser vencidas são traiçoeiras e difíceis de ver'. 'Até que a sociedade progrida, nós continuaremos seguindo em frente'", finaliza referido o vídeo.
Recentemente, eu e meu filho passamos por um experimento social que foi assistir a um jogo de futebol na torcida do time arquirrival, como se fosse torcedor do mesmo, sem poder demonstrar alguma emoção além da esperada pela torcida azul (Grêmio), sendo os dois vermelhos (Internacional), ambos os clubes de Porto Alegre (RS), Brasil. Assistimos ao jogo no meio da torcida adversária, acompanhando uma prima gremista para conhecermos o estádio e ficamos "belos, recatados e do lar", sem poder nos manifestar, sob risco de sermos hostilizados. Se fosse o contrário, e a prima azul fosse ao estádio vermelho, aconteceria a mesma situação. Rivalidades esportivas e clubísticas à parte, a sensação de medo de cometer uma gafe e torcer pro time visitante fez nos policiarmos constantemente, sentindo uma pressão adicional e estressante. Algo que deu pra conversar com meu filho justamente sobre a situação que é o racismo, o preconceito, a discriminação política, religiosa e social contra minorias representativas. Naquele dia eu e ele éramos a minoria em um grande estádio de futebol, denominado de Arena, e ficamos com grande receio de sermos jogados aos leões, caso por algum deslize mostrássemos a nossa alma verdadeira e vermelha. Não pretendemos repetir esse experimento mais. :-)
Mas como educadores, sejamos pais e/ou professores, precisamos evitar estimular a criação desses obstáculos na vida de nossos filhos e alunos, refletindo sobre a condição e a dignidade humanas, sobre o sentido da alteridade, do colocar-se no lugar do outro, que é também um ser humano como nós e que não deve ser rotulado nem tratado por conta de suas orientações, sejam quais elas forem...
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quinta-feira, 12 de junho de 2014
A canção do Bullying: dois garotos cantam rap e emocionam a todos com sua criatividade
O vídeo acima, Garoto supera bullying e da show de talento - Bars Melody, descobri através de indicação indireta via Twitter do Nerd Pai, editor do NerdPai: o blog do pai nerd, uma bela iniciativa de um pai que acompanha as descobertas de seu filho.
Conforme apresentação do Nerd Pai, Bullying Song trata-se de apresentação de dois garotos, Charlie e Leondre, amigos de escola que formam o grupo vocal Bars & Melody, no Britain's Got Talent, cantando um Rap de própria autoria, inspirado em situação real, vivida por Leondre.
Um vídeo comovente que inicia com a história de vida dos garotos, em especial, Leondre, que conta sua experiência com o bullying e como a música o ajudou a superar tal situação. Depois a beleza da voz dos garotos, destacando a de Charlie, e uma letra forte, bela e inspiradora. Não há como não se emocionar.
Vejam abaixo um fragmento da canção:
“Por que você me faz cair no final do dia
Eu não pedi para nascer, mas agora eu tenho que pagar
Eu não tenho nenhum dinheiro leve tudo o que tenho
Quando eu dou, você revista minhas malas
Eu me sinto com muito medo quando você me cala
Você me chuta, me empurrar e me jogar no chão
Quando eu lhe pergunto, o que eu fiz
Você me bate de novo e começa fazer pouco da minha mãe"
Leondre tem uma mãe personal trainer e um pai pedreiro, e Charlie possui uma mãe merendeira (cozinheira na escola) e o padrasto é empresário. Leondre tem como inspiração a cantora Alicia, que faz parte do júri do evento. E um dos jurados, durante esta apresentação inicial, promove uma interação e empatia com os garotos, simulando falar como um rapper. Momento hilário.
A canção é uma adaptação de música de Hope de Twista e Faith Evans, com letra anti-bullying de Leondre, inspirado em sua vivência na escola.
Dar vez e voz ao filho e aluno, seja em casa como na sala de aula, utilizando a arte como forma de expressão, não apenas artística e cultural, mas histórica e social, é uma das grandes ferramentas que o educador do século XXI - seja pai ou professor - deve incorporar ao seu fazer pedagógico e humano... Afinal, todos nós , ora aprendemos, ora ensinamos, ora somos educadores, ora educandos.
O refrão da música diz para sermos esperançosos, e eu tenho muito esperança de que um dia a arte e a cultura façam parte do fazer pedagógico de alunos e educadores, pois esta geração, sempre digo, é audiovisual e tem na arte uma forma de linguagem e de expressão, que o digam Charlie e Leondre.
segunda-feira, 6 de janeiro de 2014
Meu Tênis: entre o Ter e o Ser
O vídeo acima, Meu Tênis, descobri por acaso no You Tube e trata-se de um dos mais belos curtas que já assisti, pela simplicidade e profundidade da mensagem nele contidas.
Um lindíssimo curta-metragem escrito e dirigido por Nima Raoofi que conta a história de um menino e seu par de tênis aberto (tal qual boca de jacaré) e que sofre o deboche (bullying) das pessoas por conta do estado lastimável do calçado e das roupas. Há certas pessoas que valorizam mais o Ter do que o Ser, e que a aparência vale mais do que a essência das pessoas. Num mundo globalizado por valores monetários, mais que os humanos, ter um tênis de marca é mais importante que ser uma pessoa digna e justa.
Um belo e poético vídeo para refletir sobre consumismo e individualismo na sociedade. Em que o mais importante é a descartabilidade das coisas e pessoas... Coisa novas são colocadas no lixo precocemente; ou por que não são feitas para durar, ou por que não agradam mais, dentro de um sistema que consumir é lei, e ter coisas duráveis parece um pecado, como usar um calçado até este ficar surrado...
Um fabuloso material para discutir alteridade, modismo, consumismo, individualidade e coletividade.
Seu final surpreendente, comovedor e avassalador, por si só, já alimenta um rico debate sobre quais de fato são as nossas necessidades (especiais ou não), na vida social... Afinal, as aparências enganam, mas a essência das pessoas, jamais...
A lição do vídeo? Cuidado com os pedidos que você faz, eles podem se realizar...
sexta-feira, 11 de outubro de 2013
Dumbo - Trabalhando as diferenças com as crianças
A imagem acima, do belo vídeo Dumbo - Trabalhando as diferenças com as crianças (link abaixo)foi indicação via Facebook do colega e amigo Alexsandro Oliveira, advogado e educador de Rio Grande, RS, Brasil.
Um ótimo vídeo para comemorar o Dia das Crianças e refletir sobre questões como preconceito, discriminação, bullying, intreação, inclusão e superação no ambiente escolar e na sociedade.
Material que foi utilizado em Estágio Regular com alunos da 2ª série do ensino fundamental da Escola Unicentro, do Paraná, trabalho apresentado na disciplina de Psicologia Escolar e Problemas de Aprendizagem, do 3º Ano de Psicologia Integral.
Dumbo - Trabalhando as diferenças com as crianças
segunda-feira, 4 de março de 2013
The Six Dollar Fifty Man: curta-metragem, bullying e educação
The Six Dollar Fifty Man from NZ Shorts on Vimeo.
O belo e sensível vídeo acima, The Six Dollar Fifty Man, trata-se de curta-metragem (2009) com direção de Mark & Louis Sutherland, da Nova Zelândia, e descobri no Vimeo. Uma pequena obra-prima, feita com poucos diálogos e a força das imagens que falam por si. Resumo: Em 1970, na Nova Zelândia, The Six Dollar Fifty Man segue Andy, um menino corajoso de 8 anos de idade que é forçado a sair de seu mundo de faz de conta povoado por super-heróis para lidar com valentões no recreio escolar.
Não consegui uma tradução apropriado para o título do vídeo. "Homem 50 de Seis Dólares"? Talvez uma alusão ao boneco de uniforme vermelho de Andy, que acompanha o menino aonde quer que ele vá, inclusive em seus saltos dos telhados.
Um belo material para trabalhar arte e cultura, bullying e linguagem. Arte por se tratar de um curta-metragem com atores, em sua maior parte, crianças, com muito talento; bullying pois toda a história trata do isolamento daqueles jovens (e o menino é um desenhista talentoso) que pela timidez sofrem perseguição dos valentões, que sempre atuam em grupos; e linguagem, por que embora falado em inglês (veja versão com legendas automáticas, ainda que confusas, pelo You Tube, vídeo abaixo), que por ter poucos diálogos e manter um ritmo que favorece a leitura das imagens, poderá ser utilizado tanto por professores de língua portuguesa como inglesa, em separado ou juntos, em atividade que favoreça a interpretação da narrativa e a produção textual, sem falar na própria questão do bullying no ambiente escolar e na sociedade.
Um vídeo cativante, emocionante, belo e profundo e com um final surpreendente...
Abaixo, música Jumps the fence (Pule a cerca), de Connan Mockasindo que faz parte do curta-metragem:
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segunda-feira, 21 de janeiro de 2013
Uma bela resposta da jornalista ao bullying de um telespectador
O vídeo acima, que descobri via Facebook, trata-se de resposta de Jennifer Livingstone, jornalista e âncora da rede de televisão estadunidense CBS, que responde ao vivo a telespectador que a chamara de gorda, via email (ciberbullying), acusando-a de ser mau exemplo aos jovens e meninas que assistem seu programa. Absurdo, pois o assunto do e-mail dirigido a Jennifer era "Responsabilidade Social".
A resposta de Jennifer é sensata, digna e contundente, assistam, reflitam, compartilhem, pois é um basta a esta ditadura da beleza, dos reality shows, que não reproduzem a realidade do mundo, pois não existe apenas pessoas belas, atléticas, a história da Humanidade é feita de todo tipo de pessoas e belezas. O próprio padrão de beleza na pré-história e na antiguidade privilegiava as chamadas, hoje, de gordinhas, pela questão de fertilidade e da reprodução da espécie. Desconhecer isto é no mínimo ser leviano e preconceituoso. Fala com pretensa propriedade de algo que desconhece: a vida, o trabalho e a personalidade de Jennifer.
A escola, como ? Educa Tube sempre tem reiterado, é o espelho da sociedade, que nem sempre se vê refletida nela, e ainda cobra da instituição de ensino, responsável pela instrução, a educação que deveria vir inicialmente de casa, através de valores e limites, em alguns casos, inexistentes. Pais omissos geram filhos sem limites nem valores. Precisamos educar pelo exemplo e não sermos exemplos negativos às crianças, incutindo nelas nossos pré-conceitos, preconceitos, racismo e tudo mais.
E um dos fatores que tem crescido na escola, não é somente o bullying de aluno contra aluno, e de professor contra aluno, como os noticiários não se cansam de mostrar (ainda que jamais mostrem também as coisas boas da escola, que existem mas são desconhecidas para a maior parte da sociedade). Existe também o bullying contra o professor, feito tanto por alunos como por pais (como no vídeo em questão), que muitas vezes não é apenas verbal ou escrito, mas chegando as vias de fato.
É preciso que a escola chame a comunidade para tratar deste tema e discutir com o alunado esta questão, que poderá assim, levar aos pais omissos uma outra visão de mundo, mais solidária e menos crítica... Afinal, somos muito mais do que aparentamos... E as aparências às vezes enganam... Somos muito mais do que demonstramos, sejamos magros ou gordos, baixos ou altos, negros, brancos, pardos, mestiços, hetero ou homossexuais, etc etc etc. Somos todos seres humanos, passíveis de erros e acertos.
Para ampliar a discussão, sugiro a leitura do artigo de opinião O bullying contra o professor, por Cristiana de Barcellos Passinato, do Rio de Janeiro, Rj, Brasil, editora do blog Pesquisas Químicas, vide link abaixo:
O BULLYING CONTRA O PROFESSOR
Posteriormente a esta publicação, encontrei mais um artigo de opinião que traz depoimento que vem de encontro a este tema (vide abaixo):
BULLYING: COMO RESOLVER?
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