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domingo, 11 de maio de 2025

O poder da sua voz: vídeo de "Histórias da Alma" que serve à aula integrada de filosofia, sociologia e empatia




O vídeo acima, O PODER DA SUA VOZ, que considero uma aula de filosofia e empatia, a partir de fragmento de vídeo que encontrei primeiro no Instagram de Luiz Claudio Monteiro, demonstra de forma prática, didática e pedagógica o que é o sentido de justiça e serve como dinâmica inicial para falar de outros valores éticos e morais em sociedade.
O referido vídeo, que encontrei também na versão original, no canal do YouTube Soul Stories by Fearless Soul [Histórias da Alma por Alma Sem Medo, tradução livre], pode ser assistido logo abaixo, foi escrito, dirigido e produzido por Chiara Gizzi. Segundo dados, o vídeo foi inspirado na história original do Dr. Joerg Storm, no LinkedIn, e acredito que sirva para introdução a aula sobre filosofia, sociologia, direito e muito mais, pois a cena de um professor [em um experimento social] expulsa um aluno de sua sala de aula sem que ninguém se intrometa ou defenda a aluna serve para discutir valores, limites, ética, moralidade, empatia, alteridade, justiça etc.



Observação:
Esta postagem é de autoria de José Antonio Klaes Roig, professor, escritor e poeta, além de editor do blog Educa Tube Brasil. http://educa-tube.blogspot.com José Antonio Klaes Roig ou Zé Roig, como gosta de ser chamado, possui o Prêmio de Professor Transformador [2020] e seu blog Educa Tube Brasil, o Prêmio de um dos melhores blogues educacionais do Brasil [2020], conforme selos estampados na coluna à direita desta postagem.

sexta-feira, 13 de dezembro de 2024

Como impedir que as pessoas criem IAs não seguras? [fragmento de palestra de Stuart Russell ao Fronteiras do Pensamento]




O vídeo acima, "Como impedir que as pessoas criem IAs não seguras?", palestra de Stuart Russell, é fragmento de palestra dele ao FRONTEIRAS DO PENSAMENTO, apontando os cuidados e caminhos que se deve ter com as intelig~encias artificiais no cotidiano, e me foi indicado via WhatsApp por minha prima Rejane Klaes, bibliotecária aposentada.
O audiovisual em questão traz dúvidas e inseguranças que anteriormente era campo da ficção, mais especificamente da literatura e do cinema, ou seja, do mundo da imaginação e da sci-fi. Entretanto, com o avanço rápido deas IAs, tal preocupação ingressa no campo da realidade e requer debate, proposições, controle e fiscalização.
Há que se trazer pro debate áreas como a Filosofia, a Sociologia, a História, além do Direito, da Tecnologia, da Economia. Promover uma ética robótica, a exemplo das indicações do livro "Eu, Robo", de Isaac Asimov e suas Três Leis da Robótica e muito mais.
Um bom material para se utilizar como tema de redação dissertativa-argumentativa, nas aulas de produção textual.
Sobre o evento que Stuart Russell participou, cabe salientar que "Desde 2006, o Fronteiras do Pensamento reúne pensadores influentes em ciclos de conferências para debater grandes temas da atualidade", reunindo "os mais diversos pontos de vista de reconhecidos filósofos, artistas, cientistas, atores sociais e líderes políticos em mais de 500 horas de conteúdo exclusivo", "resultado de uma trajetória com mais de 300 conferências internacionais realizadas, além de entrevistas antológicas, documentários inéditos e curadoria de artigos, vídeos e conteúdos especiais." E que podem ser acessados em parte, vide link abaixo, junto ao site do referido evento:

FRONTEIRAS DO PENSAMENTO

Observação:
Esta postagem é de autoria de José Antonio Klaes Roig, professor, escritor e poeta, além de editor do blog Educa Tube Brasil. http://educa-tube.blogspot.com José Antonio Klaes Roig ou Zé Roig, como gosta de ser chamado, possui o Prêmio de Professor Transformador [2020] e seu blog Educa Tube Brasil, o Prêmio de um dos melhores blogues educacionais do Brasil [2020], conforme selos estampados na coluna à direta desta postagem.

domingo, 27 de junho de 2021

"O Homem que Sabia Javanês": conto clássico e emblemático de Lima Barreto que é uma radiografa da alma e do jeitinho brasileiros [Direito, Literatura e Sociedade]




O vídeo acima, O Homem que Sabia Javanês, trata-se da 1ª parte do programa Direito & Literatura [episódio 207], em que o apresentador Lenio Streck [destacado advogado], "[...] recebe no estúdio o doutor de Direito e professor do Programa de Pós-graduação em Direito da IMED Fausto Santos de Moraes, e o pós-doutor em Filosofia e coordenador do Programa de Pós-graduação em Filosofia da Unisinos, Alfredo Culleton", para debaterem sobre esse conto clássico da literatura brasileira, de autoria do genial Lima Barreto.
Afonso Henriques de Lima Barreto (1881-1922) foi um dos grandes escritores do Pré-Modernismo brasileiro, incorporando à sua obra uma profunda, irrevenrente e criativa crítica social e de costumes, como em "O Triste Fim de Policarpo Quaresma", em que critica o ufanismo [o patriotismo exagerado]; Recordações do Escrivão Isaías Caminha; Os Bruzundungas; Clara dos Anjos; além de diversas crônicas e contos, como o destacado nesta postagem, que considero uma radiografia da alma brasileira e da estrutura do país que mantém-se inalterada, quanto a valorização mais da aparência do que da essência, do jeitinho brasileiro, da malandragem... Algo de Macunaíma, antes de Macunaíma ter sido escrito por Mario de Andrade, já no Modernismo, em 1928.
É de Lima Barreto a frase, muito citada, de que "O Brasil não tem povo, tem público". Esta afirmação foi feita á Revista Careta, em 1922, ano de seu falecimento e da Semana da Arte Moderna, que inaugurará o Modernismo no Brasil.
De fato, se pararmos pra pensar Literatura, História e Direito, veremos que, desde que aportaram aqui as caravalas com Cabral e Caminha, primeiro escrivão que essa terra conheceu, primeiros os nativos, depois as pessoas trazidas para cá, escravizadas, e a popiulação em geral, sempre assistiu, como figurantes o desenrolar da História, tanto no Brasil-Colônia, depois Império e principalmente na República e seus diversos golpes de estado. Basta ver que durante o período, chamado democrático, e com eleições diretas, somente dois presidentes conseguiram concluir seu mandato, sendo os demais tragados pelas diversas intrigas políticas, urdidas antes nos bastidores do poder para depois chegar às ruas, quando chegaram.
A metáfora do "falar javanês" é emblemática dos famosos "Rolando Lero", personagem fictício e caricato, consagrado em programa humorístico de TV, chamado "A Escolinha do Professor Raimundo", capitaneado pelo ator e humorista Chico Anísio. Os "Rolando Lero" estão por aí, nos programas de TV, nos governos municipais, estaduais e federais, nas câmaras de vereadores e assembleias legislativas, na Câmara dos Deputados e no Senado, falando muito - com a fala propriedade que não têm - e dizendo pouco, inclusive, muitas vezes, se valendo das famosas "Fake News" com fonte de argumentação, ou seja, falácias, sofismas... Nada mais "javanês" que isso, contando com o desonhecimento do outro para se impor como falso intelectual.
Artefato artístico, histórico, sociológico, literário e peça importantíssima da memória nacional. Afinal, quantos "homens" que dizem falar javanês, internetês, juridiquês e outros jargões se impõem diante daquele que não os entende, na base da enrolação? Quantos ostentam em "Lives" uma vasta biblioteca, mais para impressionar o espectador do que de fato seja um grande leitor? Quantos fazem citações descontextualizadas para passar um verniz de intelectualidade? Quantos "javaneses" existem por essa Terra Brasilis, nas mais variadas áreas?
Para quem não conhece esse conto magistral de Lima Barreto, indico a seguir, link para sua leitura integral para sua utilização em aulas de Literatura, Língua Portuguesa, História, Sociologia, Produção Textual, entre outras:

O HOMEM QUE SABIA JAVANÊS - CONTO

Recomendo também a segunda parte do programa Direito & Literatura 207 - O homem que sabia javanês, disponível no YouTube no canal TV e Rádio Unisinos, que aborda diversos clássicos da literatura, na perspectiva do Direito.


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Esta postagem é de autoria de José Antonio Klaes Roig, professor, escritor e poeta, além de editor do blog Educa Tube Brasil. http://educa-tube.blogspot.com
José Antonio Klaes Roig ou Zé Roig, como gosta de ser chamado, possui o Prêmio de Professor Transformador [2020] e seu blog Educa Tube Brasil, o Prêmio de um dos melhores blogues educacionais do Brasil [2020], conforme selos estampados na coluna à direta desta postagem.

terça-feira, 9 de fevereiro de 2021

Direito e Literatura: Do Fato à Ficção [série de encontros intertextuais sobre clássicos da Literatura na perspectiva do Direito]




O vídeo acima Dom Casmurro - Direito e Literatura, faz parte da série de encontros intertextuais sobre clássicos da Literatura na perspectiva do Direito, promovida pelo programa Direito e Literatura: Do Fato à Ficção, do IHJ (Instituto de Hermenêutica Jurídica), com apoio do Programa de Pós-Graduação em Direito da UNISINOS - Universidade do Vale do Rio dos Sinos, de São Leopoldo, Rio Grande do Sul, Brasil.
No vídeo em questão, o professor de Direito faz uma relação entre as ideias de Freud e Machado, com visões semelhantes com perspectivas diferentes. E lembro que assim o ocorreu com Proust e Freud, que foram contemporâneos, e que o primeiro tratou da Memória e o outro do Inconsciente, dialogando suas obras, sem que eles tivessem sido leitores um do outro.
As ideias circulam ao seu tempo, pois como bem dizia Terêncio (cerca de 185 a.C - 159 a. C.), dramaturgo e poeta romano: "Sou humano e nada que é humano me é estranho".
Do fato à ficção, há que se pensar que o Direito (o fato) e a Literatura (a ficção), são formas de expressão. A primeira é a arte da argumentação e a segunda a arte da ilusão.
O Direito me fez aprender a usar as palavras no seu devido sentido, sem margens ao duplo sentido; já a Literatura, a metáfora, a simbologia, o imaginário são forças motrizes do escrever. O fato é matéria-prima à ficção. A teoria científica e jurídica, até comprovação, parte de uma ficção, de um modelo, de uma idealização.
Crime e Castigo, de Dostoiévski é um clássico da ficção jurídica, assim como O processo de Franz Kafka.
Nesta perspectiva, indico a série de 4 blocos sobre Dostoiévski e o Direito:









Outro ótimo vídeo da série Direito e Literatura, é sobre o livro O senhor das moscas, de William Goldin, Prêmio Nobel de Literatura:



Ampliando o debate, indico O Senhor das Moscas | William Golding | Literatura e Filosofia:



Por fim, indico trailer do filme O senhor das moscas, que tem sua versão integral no próprio YouTube:



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Esta postagem é de autoria de José Antonio Klaes Roig, professor, escritor e poeta, além de editor do blog Educa Tube Brasil. http://educa-tube.blogspot.com
José Antonio Klaes Roig ou Zé Roig, como gosta de ser chamado, possui o Prêmio de Professor Transformador [2020] e seu blog Educa Tube Brasil, o Prêmio de um dos melhores blogues educacionais do Brasil [2020], conforme selos estampados na coljuna à direta desta postagem.

sábado, 8 de agosto de 2020

GeoTchê, o canal, e "A Geografia no Estado Democrático de Direito" (provocação existencial e reflexão digital em tempos de pandemia)



O vídeo acima, "A GEOGRAFIA NO ESTADO DE DIREITO", é uma "Live" do canal GeoTchê, que é um espaço virtual de interação do colega e amigo Roger Walteman, de Santa Maria, mas residindo em Rio Grande, extremo sul do Rio Grande do Sul, Brasil.
Tanto o vídeo, que traz uma provocação existencial e uma reflexão digital sobre contextos geográficos, políticos, históricos e sociais, como as demais "Lives" que fazem parte do acervo do canal, são relevantes materiais para suporte a educadores e alunos, pois tratam de temas atemporais e universais, de forma crítica, pedagógica e filosófica.
Geografia, como História, Literatura e outras disciplinas são ferramentas essenciais para ver e entender o mundo.
A Geografia no Estado Democrático de Direito é um tema extremamente necessário, atualíssimo e que requer uma abordagem crítica e criativa sobre algo que dos respeito a todos, mas que muitos não têm a mínima noção das implicações no tempo e espaço de suas vidas, de suas cidades, estados, países... Algo que me lembrou a geografia e o Estado Democrático de Direito na Literatura de Euclides da Cunha e o seu monumental Os Sertões, dividido em três partes: A terra (um tratado geográfico), o Homem (um tratado sociológico) e a Luta (uma narrativa em tom documental que rivaliza com narrativas clássicas e modernas, como, O Inferno de Dante Alighieri e O Assalto, último capítulo de Estação Carandirú, do médico e escritor Dráuzio Varela, que relata a invasão e morte de mais de uma centena de detentos dentro do maior presídio da América Latina, e que tem uma terrível "intertextualidade" com o último capítulo do clássico de Euclides, quando descreve uma cena dantesca: "Canudos não se rendeu. Exemplo único em toda a história, resistiu até o esgotamento completo. Expugnado palmo a palmo, na precisão integral do termo, caiu no dia 5, ao entardecer, quando caíram os seus últimos defensores, que todos morreram. Eram quatro apenas: um velho, dois homens feitos e uma criança, na frente dos quais rugiam raivosamente 5 mil soldados".
Enfim, o mais interessante no GeoTchê, além dos temas instigantes e inspiradores, são os convidados que trazem uma riquíssima bagagem para o debate online, tratando de temas complexos de uma forma aparentemente informal, mas muito qualificada. Material audiovisual que fica à disposição no ciberespaço, como apoio e aula virtual a alunos e outros professores, não apenas de Geografia, pelo conteúdo esclarecedor e inspirador.
E o mais emblemático da Live, no vídeo acima mencionado, é o professor Roger ter convidado sua ex-aluna Isadora Mendes de Barros, que brinda o espectador com seus conhecimento e olhar peculiar. Aquela questão do mestre e do discípulo, e, do papel do educador na formação de novos educadores, no sentido mais amplo, não necessariamente de futuro professores, mas de pessoas que intervenham no mundo, que sejam transformadores, primeiro da própria realidade e depois nas dos demais. Algo que me remeteu a autobiografia de Erico Verissimo, que dizia que devia muito a Monteiro Lobato o seu gosto pela Literatura, tanto à leitura como à escrita, pois ele considerava Lobato "um escritor fecundante" que o inspirou a ser escritor. Assim acontece com os professores. Cada um deve a um outro professor essa "fecundação", num sentido de inspiração, de modelo, de paradigma, de guia..
GeoTchê é um dos tantos canais educativos que o Educa Tube Brasil recomenda por conta da proposta inovadora que contém.
Abaixo, imagem e link para o referido canal:

GEOTCHÊ

domingo, 28 de agosto de 2016

Mensagem de Sobral Pinto aos jovens: um dos maiores juristas do país e a atualidade brasileira




O vídeo acima, Mensagem de Sobral Pinto aos jovens, encontrei no You Tube, enquanto procurava pelo vídeo ao final desta postagem, fruto de uma conversa sobre a atualidade com o colega Gilnei Coutinho Veleda, educador de Rio Grande (RS), Brasil.

Mensagem de Sobral Pinto aos jovens foi extraído do documentário Sobral: O Homem Que Não Tinha Preço. E é uma pequena lição de vida, atualíssima, ainda mais em tempos tão intolerantes.
Heráclito Fontoura Sobral Pinto, apelidado de "Senhor Justiça", foi um dos maiores juristas do Brasil. E foi um defensor intransiGENTE do Direito, com letra maiúscula! Um jurista conservador, fervoroso em sua religiosidade e anticomunista, que tornou-se lenda quando apelou para a Lei de Proteção aos Animais para defender presos políticos (em sua maioria ateus, comunistas ou esquerdistas), que eram barbaramente torturados durante a ditadura, e que a Lei dos Homens não protegia a integridade física nem mental.
Um cidadão que viveu quase 100 anos e que faz uma falta imensa na atualidade, que é mais kafkaniana que Kafka e o seu O Processo, pois basta ver o noticiário para perceber o atropelo as leis, a falta de valores e limites por parte de quem deveria legislar sobre o bem comum e não em causa própria, sobre a utilização de teorias jurídicas esdrúxulas que não promovem jurisprudência, por conta da insegurança jurídica por certas medidas que não preservam as garantias individuais e constitucionais etc.
Falta o espírito de Sobral Pinto, que se dizia ser "nem de esquerda nem de direita, mas pelo Direito".
Abaixo, outro documentário, intitulado Tempo e História - Sobral Pinto, que conta mais um pouco da história desse "Notável defensor dos direitos humanos, [que] marcou o Direito e a história do Brasil por sua atuação como advogado criminalista de perseguidos políticos durante o Regime Militar. Em 1937, advogou em favor dos comunistas Luís Carlos Prestes e Harry Berger no Tribunal de Segurança".



Para finalizar essa postagem humanista, legalista e solidária, volto ao início da mesma, quando citei conversa com o colega e amigo Gilnei Coutinho Veleda, educador que em sua aula de Filosofia, discutindo sobre o cotidiano da sociedade, sobre neurociências, e usando texto de Donald Hoffman, além dos mundos distópicos da ficção (cinema e literatura), conta que: "Com o primeiro ano do médio propus um trabalho onde eles escrevessem uma carta de aniversário de 15 anos para o filho(a) e contassem o mundo deles com 15 anos (essa é a média de idade deles)".
Esse projeto e a carta dos alunos me lembrou vídeo produzido pela UBES (União Brasileira dos Estudantes Secundaristas), intitulado A história vai fazer justiça, eu estava nas Ruas, que mostra jovens em maio 2016, durante manifestações a favor da Democracia que falam como se estivessem há 20 anos adiante, em 2036, com a emblemática música de fundo "Coração de Estudante", de Milton Nascimento, que foi hino do movimento Diretas Já, pelo fim da ditadura e a volta das eleições livres no país:



"Somos quem podemos ser, sonhos que podemos ter", já cantara nos anos 1980 a banda de rock Engenheiros do Hawaii.

quinta-feira, 17 de março de 2016

Os fins NÃO justificam os meios (Breve aula de Direito sobre chavões jurídicos)




O vídeo acima, Os fins NÃO justificam os meios, descobri na rede social e trata-se de aula de Túlio Viana, professor da Faculdade de Direito da UFMG, que de forma clara e direta trata de ética, legislação e sua devida utilização no contexto judicial. Mas que pode ser pensada a questão da ética no contexto escolar. Não é possível empregar qualquer tipo de meio para atingir uma finalidade.
Ainda neste contexto, recomendo o vídeo Argumentum ad hominem - Falácias Argumentativas (argumento contra a pessoa e não o fato, que engloba insultos e xingamentos para desqualificar seu opositor), presentes dos discursos jurídicos aos debates na internet, na escola, na comunidade, em toda parte.
Como o professor Túlio demonstra: o debate deve ser sobre as ideia e não sobre a vida do autor dessas ideias. Neste vídeo (abaixo) é comentado o uso do "argumentum ad hominem", nas suas variantes "tu quoque", "ad hominem" circunstancial, "ad hominem" por associação.



Estes dois vídeos do prof. Túlio Viana lembraram-me este ótimo filme, chamado O Grande Desafio (The Great Debaters), inspirado em fato real, em que professor de oratória ensina seus alunos a argumentarem e contra-argumentarem para enfrentamento com as grandes universidades norte-americanas.
Neste contexto, do jurídico ao educacional, de político ao social, recomendo o filme "O Grande Desafio", como exemplo de como o debate de ideias pode ser estimulado em sala de aula, na escola, e na sociedade, de forma civilizada, argumentativa, com réplica, tréplica, direito de resposta, abordagem dos dois lados de uma questão, contraditório e outros princípios constitucionais que têm sido esquecidos no calor das paixões, sejam nas redes sociais digitais ou não.

O Grande Desafio: cinema, educação e sociedade (postagem no Educa Tube)