Uma instigante e necessária reflexão e provocação que encontrei no Instagram de Thaysa Canosa, fundadora do entre.nos.lab, sobre um tema por demais conhecido, mas nem sempre compreendido que é o conceito de BANALIDADE DO MAL, cunhado pela filósofa Hannah Arendt, em seu livro Einschmann em Jerusalém, depois de assistir ao julgamento do carrasco nazista e seu comportamento inesperado e longo do estereótipo do sociopata ou psicopata, mas de alguém que decidiu não pensar, não contestar ordens superiores, que se dizia apenas um burocrata, cumpridor de seu dever com o Estado, país.
Ainda que psicólogos contemporâneos, hoje, contestem essa tese, dizendo que o criminoso nazista manipulou o jukgamento e até Arendt, as ideias da pensadora ainda são válidas no contetxo geral, do chamado "cidadão de bem", de boa-fé, crédulo, que acreditar estar fazendo o bem, ao seguir diretrizes que podem ser doutrinação, manipulação, desinformação, alienação.
Hannah nos faz pensar sobre o próprio ato de PENSAR, base da moderna filosofia: se importar mais com as perguntas do que com as respostas; buscar vários pontos de vista antes de firmar opinião; de aceitar o ponto de vista do outro, quando seus argumentos forem válidos; de não se deixar levar por paixões, tentando ser mais lógico e racional do que passional; de não ficar atrelado ao espírito de grupo, de tribo, mas conseguir ver no estranho, no estrangeiro, alguém apenas diverso, mas nem tanto diferente de nós, etc.
Breve vídeo que serve para introdução a uma aula multidisciplinar de filosofia, sociologia e história...
Observação:
Esta postagem é de autoria de José Antônio Klaes Roig, professor, escritor e poeta, além de editor do blog Educa Tube Brasil. http://educa-tube.blogspot.com José Antonio Klaes Roig ou Zé Roig, como gosta de ser chamado, possui o Prêmio de Professor Transformador [2020] e seu blog Educa Tube Brasil, o Prêmio de um dos melhores blogues educacionais do Brasil [2020], conforme selos estampados na coluna à direta desta postagem.
Mais uma propaganda genial para a IKEA [empresa de móveis e decoração] que serve para uma poderosa crítica às redes sociais digitais a partir de uma contemporização e contextualização, transpondo o conceito de rede social do século XXI para o século XVIII.
No material divulgado por Alberto Lima no Instagram, consta o título sugestivo de que IKEA TRANSFORMOU UM HÁBITO MODERNO NUMA CRÍTICA SOCIAL.
Imaginem se os produtores de conteúdo digital de hoje viajassem para o tempo da corte francesa, e se tornassem um pintor de fatos do cotidiano, no caso, naturezas mortas, como fazem hoje os influencers, fotografando pratos de comida etc, e essa tela fosse compartilhada presencialmente com todos de porta em porta, de casa em casa, para receber o sinal de aprovação [ou famoso dedo de "certinho", como os emoticons das redes digitais].
É uma peça de humor inteligente e crítica social ao fato de que resgistramos hoje as banalidades, mais do que conteúdos relevantes, deixando as pessoas com quem convivemos de lado. A conexão é com ilustres desconhecidos, e nem sempre com que está ao nosso lado. Um ótimo material pra aulas de filosofia e sociologia, entre outras.
Observação:
Esta postagem é de autoria de José Antônio Klaes Roig, professor, escritor e poeta, além de editor do blog Educa Tube Brasil. http://educa-tube.blogspot.com José Antonio Klaes Roig ou Zé Roig, como gosta de ser chamado, possui o Prêmio de Professor Transformador [2020] e seu blog Educa Tube Brasil, o Prêmio de um dos melhores blogues educacionais do Brasil [2020], conforme selos estampados na coluna à direta desta postagem.
O "Vídeo de homem indignado com mulher no cinema viraliza" encontrei no Instagram de Planeta Paula, da biomédica Ana Paula Miranda, de Joinville, SC, Brasil, e é um ótimo exemplo sobre ENUNCIADO [o que se diz, o que se conta, o fato em si] e ENUNCIAÇÃO [o como se conta, a maneira, o jeito, o estilo de contar uma história, seja ela qual for]. Ou seja, muitas vezes, o que importa é o como se conta e nem tanto o que se conta. E, no caso do rapaz, ele, aparentemente demonstra uma leve indignação com a postura de algumas mulheres [que ele denominada de "aproveitadoras"] em relação a homens ingênuos que fazem todas as vontades, como ele se intitula, a partir de seu exemplo e uma saída ao cinema do shopping com uma garota que gosta muito.
Um vídeo interessante e reflexivo que recomendo seu uso, pausando alguns instantes antes de seu final e "chá de revelação"; pois a surpresa será imensa para aqueles que pré-julgam o todo apenas conhecendo uma parte da história. E esse pré-julgamento sumário parece uma tônica nas redes sociais digitais, em que sem ler todo o texto, sem ouvir todo o áudio, sem paciência para esperar o desfecho de uma notícia, reportagem ou narrativa criativa como essa, muitos já saem exaltados, praguejando e condenando os outros, sem direito à defesa.
Após a pausa, ao dar continuidade ao vídeo, vejam os rostos das pessoas e promovam um novo debate sobre o referido audiovisual, discutindo justamente essa questão do pré-julgamento e da contação de histórias.
Um ótimo material para tratar de ética na filosofia, de comportamento na sociologia, de escrita e interpretação textual na Língua Portuguesa, sobre a arte da contação de histórias na literatura e muito mais.
Observação:
Esta postagem é de autoria de José Antônio Klaes Roig, professor, escritor e poeta, além de editor do blog Educa Tube Brasil. http://educa-tube.blogspot.com José Antonio Klaes Roig ou Zé Roig, como gosta de ser chamado, possui o Prêmio de Professor Transformador [2020] e seu blog Educa Tube Brasil, o Prêmio de um dos melhores blogues educacionais do Brasil [2020], conforme selos estampados na coluna à direta desta postagem.
O clipe I Won't Let You Go [não te deixarei ir, tradução livre], de James Morrison é uma daqueles audiovisual que parecem um curta-metragem cantado e contando uma história, muito alémd a questão motivacional, pois traz em si alguns arquétipos [modelos] universais: a mulher solitária, a multidão que se acerca sem saber o que fazer, até que um senhor idoso, de cabelos grisalhos, toma a iniciativa de replicar a posição da jovem deitada no chão, deitando-se ao lado dela, sendo imitado por todos ao redor.
Todos, em algum momento da vida, sentimo-nos sós, precisanod de um ombro amigo, uma palavra de conforto, ou apenas a presença de pessoas amigas ou que tenham por nós empatia.
Assim corre no plano real, saindo da ficção musical, quando alguém se coloca no lugar do outro, e demonstrando compaixão, sem querer acaba promovendo um efeito dominó nos que estão só observando sem saber o que dizer, fazer, a quem chamar. Precisamos de empatia, alteridade, solidariedade num mundo cada vez mais individualista, consumista e narcisista, dominado por telas que agem como espelhos, só que inversos, pois as pessoas muitas vezes não se reconhecem nos demais.
A arte, já disse Nietzsche no século XIX, "existe para que a realidade (ou a verdade) não nos destrua". Ideia essa recuperada pelo poeta Ferreira Gularte, no século XX: "A arte existe porque a vida não basta", pra tratar da criação literária e o sentido da própria vida.
Clipes, curtas, animações, desenhos animados, cenas de filmes e outros recursos audiovisuais são ótimos meios de se atingir um fim, seja numa dinâmica de grupos, numa introdução de aula, num encontro com pais, numa formação com professores, numa reunião congestões escolares ou públicos, numa trabalho em equipe pra conseguir aglutinar objetivos comuns, na pedagogia e filosofia do viver.
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O curta-metragem ABRA SEUS OLHOS, que encontrei no canal Dumela Filmes, no YouTube, considero genial pela simplicidade de meios, objetividade de filmagem [produzido em menos de 24 horas] e amplitude de mensagem, com direção de Bill Szilagyi, fotografia de Bea Ramos, argumento e direção de arte de Cris Szilagyi, roteiro de Carole Lago, montagem de Sara Machado e trilha sonora "Dark Waters" por Alex Collier. Um curta, como consta na apresentação do YouTube, feito "como exercício de um curso de cinema em Campinas/SP".
E a mensagem universal é a que o vídeo indica: "O que você faz com a tecnologia, ou o que ela faz com você". Mais do que perguntas retóricas, são constatações sobre o uso excessivo dos meios digitais, aproximando quem está distante, mas distanciando que está próximo, se não for dosada essa experiência imersiva. Como todo vício, nem sempre o usuário percebe essa dependência. Mas os maiores prejudicados, além do usuário, são aqueles que convivem com o dependente digital.
Um ótimo material para reflexão e debate. Curto, direto, objetivo.
Parabéns ao elenco do curta: Mayra Pacela, Adriano Pacela, Carole Lago, Cris Szilagyi e Bill Szilagyi.
Segue link para o canal de vídeos Dumela Filmes, no YouTube,c omo outros audiovisuais:
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A imagem destacada encontrei na internet e resolvi fazer esse vídeo curto no meu Tik Tok [@zeroig7] para discutir a questão da interpretação de textos, na era digital, cada vez mais dominada por uma leitura leitura e imagética. O caso em questão é bem emblemático, pois a embalagem de uma bicicleta ilustrada com uma TV serviu ao propósito do fabricante, de seu produto chegar ileso ao destino. Cuida-se melhor de uma TV dos que de uma bike. Mais que isso, serve para compreender a leitura apressada em tempos digitais.
Paulo Freire, em "A Pedagogia da Autonomia", declara que "a leitura de imagens antecede a leitura da palavra"; ou seja, em linhas gerais, indica que lemos o mundo por imagens antes mesmo de sermos alfabetizados e entendermos os códigos numéricos e alfabéticos. Isso fica mais evidencia nas gerações que cresceram aprendendo a jogar jogos eletrônicos, em língua estrangeira, diversa da nativa, antes mesmo de adentrarem aos bancos escolares. Criança e jovens por associação entre símbolos e resultados memorizam comandos.
Com o surgimento e popularização das redes sociais digitais, a linguagem mais dinâmica e imagética prosperou, alavancada pelos algoritmos, ao ponto de que, independentemnte da idade cronológica, muitos têm dificuldade de ler textos longos e assistir a filmes longos. Tudo se tornou um imenso videoclipe ou cura-metragem, numa lingagem semelhante ao videogame. Um procesos que requer uma ampla discussão da sociedade, pois tem leva à ansiedade, depressão, pela dopamina que causa nos usuários digitais, tal qual o efeito viciante dos alucionógenos.
Um breve vídeo pra uma provocação filosófica e sociológica.
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Eslen Delanogare, psicólogo, neuricientista e escritor, no vídeo Quem lê sai na frente. Simples assim trata de diversos temas relevntes e atualíssimos como leitura, falta de leitura, analfabetismo funcional, falta de tempo, redes sociais, esforço ativo, agenda, momento para leitura etc.
Eslen possui podcast: @eslenpodcast e canal de vídeos: https://www.youtube.com/@CanaldoEslen, ambos no YouTube, com dicas, reflexões, provocações necessárias em prol de um benefício social e cultural.
Assim como é preciso exercitar o corpo, a mente requer exercícios mentais de leituras, as mais variadas possíveis, pois envolvem repertórico sociocultural, criticidade, autonomia e muito mais.
A seguir, outro vídeo de Eslen, intitulado "Como parar de ser viciado em redes sociais":
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A MEC RED é aberta e destina-se a todas as pessoas interessadas na relação entre educação e cultura digital: professpores, gestores, alunos, comunidade acadêmica.
A MEC RED é uma rede para você se conectar com pessoas interessadas em Educação, bastando clicar no link abaixo:
O objetivo é de construção de rede de conhecimentos, interagindo com pessoas envolvidas com experiências educacionais que ocorrem em todo o Brasil!
É possível também, mediante preenchimento de cadastro no portal, conforme imagem acima:
Buscar e Baixar Recursos
São milhares de recursos educacionais à sua disposição, provenientes de parceiros do MEC e de professores que, como você, atuam por uma educação de qualidade!
Colecionar Recursos
Guarde e organize em coleções os recursos que você considera interessantes para elaborar a sua aula. Aproveite para indicá-los aos colegas pelas redes sociais ou e-mail.
Encontrar Materiais de Formação
A plataforma disponibiliza um conjunto de materiais de formação recomendados pelo Ministério da Educação com diversidade de temas e recursos educacionais.
Compartilhar suas Experiências
Você pode relatar suas experiências sobre o uso de recursos no seu cotidiano escolar. Aproveite esse espaço para sugerir e conhecer novos usos para um mesmo recurso.
Publicar o seu Recurso
Colabore e ajude a fortalecer a plataforma publicando um recurso educacional desenvolvido por você ou pelo coletivo da escola do qual faz parte. Compartilhe seu conhecimento e dê visibilidade ao seu recurso, torne-o público enriquecendo o conhecimento partilhado!
Faça novos Amigos
Você vai descobrir pessoas interessadas nos mesmos assuntos que você. Aproveite para explorar a rede de usuários da MEC RED para fazer novos amigos e enriquecer suas relações.
Conforme apresentação no portal, MEC RED é "espaço construído por e para pessoas interessadas em educação", possuindo "[...] mais de 30 mil recursos educacionais à disposição. São recursos de portais parceiros do MEC e de professores que atuam por uma educação de qualidade!"
MEC RED é ambiente de colaboração, pois a Plataforma é um espaço onde é possível colaborar ao publicar recursos autorais e compartilhar os de outros autores. "Além disso, cada um pode contribuir "relatando suas experiências de uso com os Recursos disponíveis."
O desenvolvimento da Plataforma é de "forma colaborativa por uma comunidade, seguindo os princípios do software livre, com atualizações frequentes e licenciada sob GNU AGP."
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Um alerta aos pais e/ou responsáveis por crianças e jovens vem justamente de vídeo produzido por estudante de Pedagogia e compartilhado no Instagram pelo perfil Bomfim Hoje e que logo se tornou um viral por tratar do impacto que certas plataformas, como Reddit, Discord, Twitch e 4chan podem causar, sem a supervisão de um adulto. Locais que os maiores de 30 anos nem desconfiam que possa neles circular, além de jogos, notícias etc, também assédio, abuso, desafios como supostamente ocasionou a morte do cão Orelha, por meio de conversas privadas e grupos fechados em que crianças e jovens podem estar lidando com diversos tipos de criminosos [pedófilos e outros] disfarçados.
Pais, responsáveis, professores conhecem apenas ponta do iceberg que são as redes sociais Instagram, Facebook e TikTok, em que igualmente crianças e jovens passam horas sem qualquer tipo de acompanhamento. Coomo dizia a sabedoria popular: "o que os olhos não veem, o coração não sente". Entretanto, essa lógica, no mundo virtual, não pode vigorar. É preciso que esse alerta ecoe e mais pessoas, principalmente os adultos que têm menores de idade em casa tenham ampla consciência que o mundo digital é uma "terra sem lei" e que todo cuidado é pouco, valendo-se de acompanhamento próximo ou remoto, utilizando apps de controle e outros recursos para evitar que tragédias como a do Orelha ou as retratadas em séries como Adolescência [Netflix], sejam a exceção, jamais a regra.
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José Antonio Klaes Roig ou Zé Roig, como gosta de ser chamado, possui o Prêmio de Professor Transformador [2020] e seu blog Educa Tube Brasil, o Prêmio de um dos melhores blogues educacionais do Brasil [2020], conforme selos estampados na coluna à direta desta postagem.
O vídeo "A geração ansiosa", alusão a livro homônimo de Johanthan Haidt [psicólogo social, escritor e professor], encontrei, primeiro no Linkedin e depois no blog TIC, Educação e Web, ambos do professor Jorge Borges, do Ministério da Educação de Portugal, e trata-se de mais um material relevante daquele portal educacional, pois parte de uma provocação ética, filosófica e moral interessante: "Você deixaria seu filho de 10 anos ir a Marte com um estranho?"
A pergunta insólita é totalmente pertinente como analogia ao uso indiscriminado, sem controle nem acompanhamento de muitas crianças e jovens das diversas telas, rede e mídias sociais, que abrem inúmeras possibilidades para o bem e para o mal, conforme o livro de Haidt analisa e que a postagem de Borges destaca [vide link abaixo]:
Conforme sinopse do referido vídeo no YouTube: "O psicólogo social Jonathan Haidt alerta para uma crise de saúde mental sem precedentes que atinge a Geração Z devido à transição de uma infância baseada no brincar para uma vida dominada pelo telemóvel. Esta mudança tecnológica, ocorrida sobretudo a partir de 2010, substituiu as interações reais por redes virtuais asfixiantes, resultando num aumento alarmante de ansiedade, depressão e isolamento social entre os jovens. O autor argumenta que a exposição descontrolada a algoritmos e redes sociais prejudica o desenvolvimento cerebral ao privar os menores de sono, atenção e experiências físicas fundamentais para a maturidade. Para travar este cenário catastrófico, propõe soluções urgentes como a proibição de smartphones antes dos 14 anos e o fim das redes sociais até aos 16. Haidt incentiva pais e escolas a devolverem a independência e o jogo livre às crianças, permitindo que estas cresçam com as competências sociais necessárias para enfrentar o mundo real."
Um tema necessário, urgente e relevante a todo educador, seja ele pai ou professor.
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O vídeo The Other Side [O Outro Lado], com direção de John Devries é um curta-mentragem de ficção científica e thriller dispótipo que mostra um futuro em que facções dominam o planeta, numa batlaha pela sobreviência até que ambos, num prédio abandonado, dois rivais, um homem e uma mulher, encontram uma porta que se transforma num portal para outra dimensão onde é possível ter um contato coma natureza de um mundo perdido.
Mal comparando, pode-se estabelecer uma metáfora das redes digitais sociais e as pessoas divididas entre facções que travam uma batalha de narrativas, cada qual em sua bolha, muitas vezes distantes da realidade local, presos aos algoritmos e às fake news.
Um curta premiado que me fez relembrar máxima do artista plástico da cultura pop Andy Warhol que declarou nos anos 70 de que "No futuro, todos teria,m seus 15 minutos de fama", inspirado no poder da televisão, transformando a sociedade no que Marshall McLuhan definiu como "aldeia global". Hoje, vivemos numa aldeia digital, e parece que num futuro, de tamanha exposição diária e constante, todos teremos nossos 15 minutos de privacidade, sem tanta conexão aos meios digitais. Quem sabe, como no curta, as crianlas e jovens possam sair de suas realidades paralelas de seus queartos vidrados diante de telas e portais digitais e retornem a práticas de lazer em parques, praças e locais públicos, como era feito antes da hiperconexão prioporcionada pelas chamadas Big Techs.
Em alguns momentos, a sensação é de estarmos vivendo num mundo distópico, numa Matrix ou Caverna de Platão 5.0. E promover uma imersão ao mundo real é mais que uma questão de saúde mental, mas de necessidade humana. Poder conviver com a natureza, como fazem as personagens do curta, caminhando por floresta, mergulhando no mar, respirando o ar puro...
Como diz uma das personagens, quase no final do curta-mentragem: "Não somos tão doferentes assim". E de fato, despressurizados das redes digitais, dos discursos de ódio, dos algoritmos e das fake news, podemos ver que temos coisas mais em comum do que diferenças no plano concreto, muitos sendo alienados, desinformados, manipulados por informações que não conferem com a realidade.
Um audiovisual para promover reflexão, debate, interpretação de texto e escrita criativa ao final.
Ativem as legendas e tradução nos ícones da janela de exibição do YouTube, no canto inferior direito da tela.
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O vídeo acima ADULTIZAÇÃO, lançado recentemente pelo youtuber e humorista Felca [Felipe Bressanim Pereira, de 26 anos] é um poderoso documentário-denúncia sobre diversos abusos físicos, sexuais e psicológicos que crianças e jovens sofrem por parte de influencers digitais, em busca de visualizações, viralizações, engajamento e monetização, causando danos severos aos envolvidos. Um material necessário que precisa ser divulgado, reproduzido, comentado e debatido, exigindo posicionamento mais efetivo de pais e/ou responsáveis, do conselho tutelar, do juízado da infãncia e adolescência, do Congresso Nacional, omisso quanto á regulação urgente das redes e mídias sociais, fiscalização dos algoritmos e criminalização de práticas assim, além de fake news em massa e muito mais.
Precisou um jovem, Felca, coletar durante 7 meses dados e provas para que algo concreto pudesse checar ao grande público e furar a bolha da omissão e conivência. Felca já tinha se manifestado com os jogos de azar e casas de apostas online, e outros temas sensíveis que também merecem investigação e severa punição. Cabe ás instituições reverem seus papeis sociais e legais, pois há uma imensa lacuna no combate a esse tipo de situações que estão explicitadas nos meios digitais e nada acontece aos agressores e criminosos, como pedofilia, bullying, vício em jogos etc. Onde estão esses? O que fazem? Do que se alimentam? breve no Globo Repórter e no Fant´pasticos? Onde estão esses programas que não repercutem temas tão sensíveis e fundamentais, como forma de esclarecimento à sociedade?
Foi preciso um jovem se posicionar pra que se projetassem luzes nessas sombras, o que é, por si só, algo temerário, pois há falhas, lacunas e omissões em diversos setores da socioedade, que têm como função principal cuidar de crianças e jovens. O que se passa? O que será feito?
Lima Barreto, escritor pré-modernista, em 1922, em entrevista, decretou algo que continua terrivelmente atual: "No Brasil não tem povo, tem público", que assiste suas mazelas, sem de fato tomar medidas cidadãs. Até quando isso?!?
Vejam o documentário, divulguem-o, façam circular mais e mais, rpa quem sabe as autoridades tomem medicas cabíveis à gravidade das denúncias! Que as chamadas Big techs possam ser enquadradas e que cumpram a lei brasileira.
Felca não monetizou o vídeo que atingiu em poucas horas milhões de visualizações, primeiro, pra deixá-lo mais acessível ao maiorio número de pessoas, sem a inclusão de comerciais, e, em segundo plano, para não lucrar com as mazelas sociais como o fazem a maioria dos influencers digitais, sendo patrocinados por todo tipo de negócios. O Educa Tube Brasil não monetiza conteúdo por motivos semelhantes, pra contribuir com o debate de ideias, a produção de conteúdo educativo e a reflexão sobre temas necessários à sociedade.
Além disso, algums professores comentam de a possibilidade de temas como adultização e erotização de crianças e jovens ser tema de redação para o ENEM.
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O vídeo acima "Comunidades e Mídias Sociais", trata-se de breve e profunda reflexão de Alain De Botton, o escritor, palestrante e filósofo suíço que popularizou a filosofia com seus livros e palestras. De Botton, mais conhecido como "o filósofo da vida cotidiana", tem diversos livros interessantíssimos como "Arquitetura da felicidade", "Como proust pode mudar a sua vida" etc, e no vídeo em questão, demonstra de forma bem didática a distinção entre comunidade, que tem a ver com o sentido coletivo de estar junto ainda que com ideias diversas, do sentido de mídias e redes sociais em que seus usuários se aproximam por causa de gostos semelhantes e se afastam por divergências, inclusive cancelamdo, bloqueando quem discorda de sua opinião. Na vida em comunidade, vizinhos pensam e agem de formas diversas mas se toleram, já nas mídias e redes sociais, talvez por serem relações superficiais, mediadas por telas, a intimidade e convivência seja distante.
Sobre este pensador, indico outro vídeo, também relativo a entrevista ao Fronteiras do Pensamento, já publicado neste blog educacional, confirme link abaixo:
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O vídeo acima, Como a geração atual conversa, no Instagram de Matheus Morimura Jordão que é produtor de conteúdo no canal MoriMura, no YouTube. O audiovisual em questão é uma peça de humor, mas serve para uma aula descontraída de língua portuguesa sobre grafia e verbalização, vocalização. Além disso, serve para tratar de choque de culturas e gerações.
Semore comento com meus alunos, sejam do ensino médio ou do EJA - Educação de Jovens e Adultos, que as palavras surgem a partir das transformações sociais e tecnológicas. A cada revolução industrial e estamos já na 4ª com um "pezinho" na 5ª [Da Inteligência Artificial], e a cada novo substantivo [nome, sujeito, coisa, equipamento] surgem novos verbos [ações], adjetivos, advérbios, semânticas alterando o sentido de palavras e verbos como lacrar, vazar, mitar, cancelar etc. Novos equipamentos e recursos tecnológicos criam palavras derivadas. Do ferro comum na natureza, surgiram com a evolução ferreiro, ferrugem, ferragem, ferrovia... Nem se fala, então, do rádio, do cinema que passou a rivakliar com o teatro, da televisão com o cinema, da internet com a TV, do streaming com os canais de TV a cabo e por aí vai. Com as inteligências artificiais, um "Admirável Mundo Novo" se descortina com os mesmos receios do passado [da extinção em massa de empregos e profissões], mas ao mesmo temmpo, do surgimento de profissões que nem ainda imaginamos. Ninguém imaginou que Instagram e Whatsapp, por exemplo, se tornariam plataformas de negócios; que o uber, um aplicativo aliado ao GPS, transformariam os transportes. Enfim, a "uberização" do trabalho, ou seja, Uber um nome próprio que se tornou denominação de aplicativo que derivou-se para adjetivo das transformações sociais, profissionais e tecnológicas, atpe que novos recursos sejam inventados e com eles, novas palavras surjam para designar ações, coisas, suas caraterísticas e tudo mais.
Fica aqui masi uma provocação filosófica, tecnológica e sociológica aos seguidores, visitantes e colaboradores informais deste blog educativo sem fins lucrativos.
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Nem sabia, até agora quem era Sabrina Carpenter, do videoclipe Please, please, please, acima, e só descobri graças à indicação via Instagram da amiga Fernanda Amaral, jornalista, comunicóloga e revisora de São José [SC], Brasil que me indicou a matéria logo a seguir, sobre o que acontece no jogo online Fortnite, em que os jogadores que usam a "skin" da cantora, ao invés de tentar se eliminar no jogo, passam a dançar e confraternizar.
Brincadeiras à parte, mas agora creio que [ironicamente] Sabrina Carpenter até poderá salvar a humanidade, mais que John Connor, promovendo a paz mundial, pelo menos no Fortnite. Observem o hilário da situação, e como a cibercultura sempre surpreende, sendo um campo de investigação, pesquisa e articipação que o educador do século XXI precisa observar melhor:
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O vídeo acima, TREND VIROU POLÊMICA! Studio Ghibli contra ChatGPT, tomou conta das redes sociais por dois fenômenos distintos: o primeiro, quando muitas pessoas passaram a usar um filtro do chatGPT que permite que fotos e vídeos lembrem os traços do famoso estúdio de animação japonês; no segundo momento, a declaração de Hayao Miyazaki, criticando o uso da IA para copiar o trabalho de dezenas, centenas de profissionais para criar um padrão reconhecido mundialmente que é, justamente, o do Studio Ghibli.
Miyazaki, produtor de obras incríveis como "A Viagem de Chihiro" e outras, do mesmo estúdio de animação, veio a público criticar o uso da IA sobre suas obras que ele considera tal situação como um insulto à vida humana e à criatividade.
No vídeo, logo abaixo, há uma animação no padrão Ghibli, em cima das imagens do filme Interestelar que pode ser, de alguma forma, considerada uma apropriação artística e cultural que a IA está normatizando e naturalizando. Fácil é adaptar ideia genial usando filtros e lucrar em cima disso. Quero ver, sem plagiar a criatividade humana, fazer algo de fato original. IAs não inventaram a roda, nem descobriram o fogo! Pra mim, IA é um mega banco de dados com um super processador. Sem acesso à produção humana, nenhuma IA deixará de ser apenas um cãozinho esperando comandos básicos, pra ser adestrado. O tal "aprendizado de máquina" é, dadas as devidas proporções, um sofisticado control C + control V, aceleradíssimo, diga-se de passagem. Podem imitar Shakespeare, Cervantes, Homero, Kafka, Poe, Woolf, mas jamais, do nada, serão gênios da palavra, da arte. Simulações apenas, podendo fazer em microssegundos operações digitais que as operações mentais dos humanos levaram séculos. Inteligência coletiva humana versus processamento avançado do conhecimento humano em segundos. Cópia sobre original. Filtro sobre ideas alheias. Paráfrases sobre conceitos já existentes.
Ainda que o resultado seja deslumbrante [vejam vídeo logo a seguir], é, de fato, desconfortável sabwr que nossa produção, em qualquer área, poderá ser livremente copiada e nada se ganhar, sequer reconhecimento por seu uso indevido.
Para complementar esta postagem, recomendo a leitura das reportagens logo abaixo:
Observação:
Esta postagem é de autoria de José Antonio Klaes Roig, professor, escritor e poeta, além de editor do blog Educa Tube Brasil. http://educa-tube.blogspot.com José Antonio Klaes Roig ou Zé Roig, como gosta de ser chamado, possui o Prêmio de Professor Transformador [2020] e seu blog Educa Tube Brasil, o Prêmio de um dos melhores blogues educacionais do Brasil [2020], conforme selos estampados na coluna à direita desta postagem.
O vídeo acima, Adolescência: Série mais vista na Netflix gera debate nas redes, é uma interessante reportagem que destaca a série mais vista na Netflix e, tudo indica, no mundo, neste início de 2025, impactando pais e professores pelo realismo do tema e pela excelência de questões técnicas como o plano-sequência que cada um dos quatro episódios nos brinda.
O referido seriado é um alerta a pais sobre uma realidade que muitos professores já percebem nas salas de aula, mundo afora, muitas vezes por fatores como alienação parental direta ou indireta, quando pais convivem na mesma casa com seus filhos, mas estão totalmente alheios ao que ocorre nos quartos fechados de seus filhos; trata também dos riscos que os algoritmos das Big Techs [megacorporações de tecnologia] expõe crianças e jovens aos discrusos de ódio, de intolerância, fake news; os riscos à saúde mental dessas crianças e jovens que ficam presas fáceis de todo tipo de pessoas, escondidas atrás de avatares, em supostos jogos eletrônicos inocentes como roblox, tigrinho etc; o ciberbullying e tudo mais que leva a uma masculinidade frágil e tóxica de alguns meninos que aderem às ideias dos chamados redpill's e incels, que são jovens frustrados que desenvolvem um ódio às meninas e mulheres que os rejeitam, tornando-se misóginos, machistas e violentos.
Entre o plano-sequência cinematográfico do seriado e a falta de planos-sequência familiares e sociais para lidar com esse assunto, surge no vácuo de tudo isso, o discurso extremista de direita que visa capturar, abduzir, sequestrar, arrebatar corações e mentes infantis e juvenis para sua causa, que nada mais é que um projeto de poder, visando viralizar, engajar, fidelizar e monetizar à base de fake news em massa e distorções da realidade.
O seriado mostra como pais que foram vítimas de abusos, na infância e adolescência, de pais violentos e intransigentes, podem, tentando não ser a mesma coisa, tornarem-se permissivos demais, o que leva a um vácuo nas relações humanas, pois crianças e jovens criados sem limites nem valores são um terreno fértil a todos tipo de "sementes" em sua mente plantadas. Nem todos, mas sempre alguns youtubers, tiktokers, influencers que possuem milhões de seguidores - em sua maioria, crianças e dolescentes -, movimentam a rede antissociais com todo tipo de vídeos, muitoas vezes descolados da realidade, com o intuito de gerar polêmica pela polêmica, já que perceberam que tal Mecanismo os torna celebridades e milionários. As Big Techs já foram investigadas por escritotes sérios que desvendarem essa engenharia social presente nos algoritmos em livros como "A Máquina do Caos", de Max Fisher e "Engenheiros do Caos", de Giuliano da Empoli. Um documentário da Netflix, "O Dilema das Redes", já tinha abordado antes sobre o poder de indução das redes sociais entre os jovens usuários. O termo usuário, por sinal, só é adotado em duas áreas: na tecnologia e no tráfico de drogas, pelo poder viciante. Os algoritmos promovem dopamina e se tornaram a droga digital do momento.
Enfim, mais que um caso de saúde pública, parece, cada vez mais, se tornar um caso de polícia, com a necessidade urgente de regulação das Big Techs e da fiscalização dos algoritmos dessas megacorporações, mais ricas e poderosas do que qualquer nação, desestabilizando inclusive o processo eleitoral mundo afora. Não é uma tarefa fácil, já que parece que tais empresas já possuem sua propria bancada em diversos países, eleitas por fake news em massa que transitam nessas megacorporações livremente, pois essa engenharia social não possui um controle externo eficiente, ainda. Mas é um caminho sem volta a necessidade da fiscalização de empresas transnacionais que estão impactando na aprendizagem de toda uma geração, que hipnotizada diante das telas digitais está perdendo habilidades milenares, como escrita, conversação, diálogo, prática esportiva...
Um tema abrangente que requer medidas também abrangentes, eficazes e regulatórias.
Abaixo, resenha de Isabela Boscov, crítica de cinema, que considera "Adolescência", uma série brutal e extraordinária [com spoilers]:
Vejam também, mais duas resenhas relevantes, uma na perspectiva cinematográfica e a outra na esfera psicológica:
Observação:
Esta postagem é de autoria de José Antonio Klaes Roig, professor, escritor e poeta, além de editor do blog Educa Tube Brasil. http://educa-tube.blogspot.com José Antonio Klaes Roig ou Zé Roig, como gosta de ser chamado, possui o Prêmio de Professor Transformador [2020] e seu blog Educa Tube Brasil, o Prêmio de um dos melhores blogues educacionais do Brasil [2020], conforme selos estampados na coluna à direita desta postagem.
O vídeo acima, Nação Dopamina, de Anna Lembke, psiquiatra da Universidade de Stanford [EUA}, para o Fronteiras do Pensamento, é um grande alerta sobre problemas envolvendo psicologia e saúde mental, de crianças, jovens e adultos, pois descreve como sintomas como ansiedade, irritabilidade, insônia, depressão, tendências suicidas etc surgem pelo excesso de exposição aos meios virtuais e a dependência digital decorrente disso.
Basta um giro de 360 graus onde estivermos para vermos pessoas vidradas, hipnotizadas diantes de telas. Usuários vivendo como dependentes de uma droga digital, que é controlada por grandes espresas, mais ricas e poderosas que qualquer nação, e que parecem as cidades-estado da Antiguidade, rivalizando com impérios. De certa formas, as chamadas Big Techs e seu tecnofeudalimos lucram com o excesso de exposição de seus usuários. E por terem poder e riqueza, relutam em se submeter à legislação do estado naconal em que estão, pois são megacorporações transnacionais, se julgando acima do bem e do mal.
O termo NAÇÃO DOPAMINA foi derivado de denúncia de Anna Lembke sobre essa elicada e preocupante situação que é mundial, planetária, equivalente á dependência química, de anfetaminas e outros tipos de drogas.
Um dos caminhos é a regulação dessas empresas, de seu gigantismo, algoritmos nebulosos, respondendo por fake news em massa e tudo mais, pois tal quadro tornou-se um caso de saúde mental, como uma pandemia.
Para complementar esta postagem recoendo a leitura do texto abaixo:
Observação:
Esta postagem é de autoria de José Antonio Klaes Roig, professor, escritor e poeta, além de editor do blog Educa Tube Brasil. http://educa-tube.blogspot.com José Antonio Klaes Roig ou Zé Roig, como gosta de ser chamado, possui o Prêmio de Professor Transformador [2020] e seu blog Educa Tube Brasil, o Prêmio de um dos melhores blogues educacionais do Brasil [2020], conforme selos estampados na coluna à direita desta postagem.
O vídeo acima, trata-se de entrevista do escrito Aldous Huxley, em 1958, em programa de maior audiência na TV dos EUA, muito antes da criação da internet como temos hoje, da popularização do computador, do surgimento das Big Techs [megacoporações de tecnologia, mais ricas e poderosas do que qualquer nação] e das Inteligências Artificiais. Porém, os sinais já estavam sendo dados no pós-guerra, e na chamada Guerra Fria, em que a tecnologia seria uma poderosa ferramenta de controle de dados e de mentes, num preocupante projeto de engenharia social que hoje vivenciamos na prática, de redes sociais digitais onipresentes no cotidiano dos países, sendo livre trânsito para todo tipo de informação, inclusive fake news, golpes midiáticos, avanço da extrema direita mundo afora.
Huxley chamou de "a ditadura perfeita" esse sistema focado no narcisismo, individualismo e consumismo que ora é praxe, com pessoas sendo hipnotizadas, abduzidas, arrebatadas pelos algoritmos das redes sociais, os espelhos, espelhos meus digitais, muito mais invasivos que o da Madrasta da Branca de Neve, que via e ouvia tudo.
Diversas postagens neste blog educacional demonstram o cuidado que pais e professores devem ter com o uso excessivo dos multimeios pelos filhos e alunos, pelo poder de sispersão, alienação, desinformação que podem ter na mão de inflouencers digitais, youtubers, tiktokers sem compromisso com a realidade e sim, engajados no arrabatamento dos algortimos, por meio da visualização, fidelização e consequente monetização, e para que isso ocorra, a denominada "lacração", sem compromisso com a fidelidade da informação, é o modus operandi de muitos desses operadores digitais, em que o lucro acima de tudo é a lei maior.
Regular essas plataformas é questão de soberania nacional. Nenhuma empresa pode estar acima da legislação de um país, de uma nação! Nenhum magnata e sua megacorparação podem dispor de poder maior que o da sociedade, sob pena de implosão do próprio tecido social.
Huxley nunca esteve tão atual, mais até do que Orwell, que em 1984 previu uma sociedade assumidamente totalitária, autoritária. Huxley pressentiu que as tecnologias, as mídias, poderiam ter um poder brutal de controle de informação, que de fato hoje possuem, e que isso deveria ser percebido, discutido e enfrentado.
Um bom material para produção sobre os limites da chamada "liberdade de expressão" em uma sociedade. Até pelo fato de que os que pedem liberdade de esxpressão irrestrita agem como censores virtuais em suas empresas, ao manipularem os algoritmos, decidindo o que deve viralizar e o que fica nas sombras da nova Caverna de Platão. Para complementar esta postagem trago outra relevante entrevista com a filósofa Marilena Chauí [TV Brasil], que trata desse novo narcisismo digital em tempos e templos de globalização, como se tornaram as redes sociais digitais, do "teclo, logo existo", um movimento que leva à depressão, ansiedade, em alguns casos até ao suicídio, e outras situações que envolvem a saúde mental. Considero brilhante a reflexão de Chauí, quando diz que "não houve uma transformação tecnológica, mas uma mutação civilizacional. O que existe hoje é outra coisa". Diria, um poderoso projeto de engenharia social envolvendo big techs + IA + Mercado financeiro etc, e que deve ser também regulado, em prol da sociedade minimamente civilizada:
Por fim, para concluir esta postagem, seguindo a linha de consumismo e alienação, segue outra poderosa reflexão O CAPITALISMO É A RELIGIÃO DO MUNDO, que convém fazer, sobre os mecanismos a que estamos expostos por megacorporações e oligopólios da informação. Antes fossem meras teporias da conspiração, mas são dados já comprovados através de farta literatura e documentários como Máquina do Caos e Enhengenhrios do caos, respectivamente, por Max Fisher e Giuliano da Empoli, e Dilema das Redes [Netflix]:
Observação:
Esta postagem é de autoria de José Antonio Klaes Roig, professor, escritor e poeta, além de editor do blog Educa Tube Brasil. http://educa-tube.blogspot.com José Antonio Klaes Roig ou Zé Roig, como gosta de ser chamado, possui o Prêmio de Professor Transformador [2020] e seu blog Educa Tube Brasil, o Prêmio de um dos melhores blogues educacionais do Brasil [2020], conforme selos estampados na coluna à direita desta postagem.