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sábado, 15 de agosto de 2026
[Brincando... de viver?]: plano-sequência artesanal simulando a vida e o passar do tempo em seriado [trabalho em equipe magistral]
Fazia um bom tempo que tinha visto esse incrível plano-sequência Kidding - The inside stuff [Brincadeira – Os bastidores], em tela dividida, mostrando os bastidores da criação, no Instagram de Caverna de Toth, mas não o localizava mais, até que descobrindo o nome do seriado Kidding [série de comédia dramática de 2018, protagonizada pelo ator Jim Carrey], encontrei o referido audiovisual [em tela dividida e em tela cheia] no YouTube e os divulgo agora nesta postagem com uma breve reflexão sobre a vida, o viver, o cinema, a arte, o trabalho e o cotidiano.
No primeiro momento, cabe a análise na perspectiva cinematográfica, do quanto uma obra precisa de uma equipe técnica de apoio nos bastidores para que a ilusão da sétima arte dê a sensação de realidade, por verossimilhança. O chamado Making off, em tela dividida demonstra esses efeitos visuais, feitos de forma artesanal para dar a impressão de lapsos de tempo, mudanças cronológicas amplas, ainda que tudo seja criado num mesmo espaço e tempo. Uma sequência genial que precisa ser planejada em cada detalhe para que o resultado seja magistral.
No segundo momento, a reflexão sobre o planejamento e organização que um professor deve ter em relação a cada aula, roteirizando sua metodologia e didática para que ambas causem um efeito especial no alunado. Os recursos digitais são aliados, meios, jamais o fim em si mesmo, pois do contrário, o resultado esperado não será atingido. Há que se tratar a sala de aula como um palco em que todos os participantes, mestre e alunos, são atores sociais, desempenhando um papel: que a informação gere conhecimento através das trocas de saberes e de experiências de vida.
Por fim, o terceiro momento, a reflexão sobre o mundo do trabalho e a importância fundamental do trabalho em equipe para o efetivo desempenho de uma profissão. Hoje, tudo está conectado, interligados, no sentido do maquinário [hardwares] e procedimentos [softwares], mas e os trabalhadores, colaboradores estão no mesmo ritmo que os algoritmos das máquinas? A etiqueta profissional, as habilidades e competências para o exercício daquela profissão estão sendo atingidos? Estão sendo oferecidos cursos de qualificação? Está bem remuneração e com condições de saúde física e mental o trabalhador em geral?
Não dá pra "Brincar de viver", ou viver numa eterna simulação, como um jogo. É preciso que o plano-sequência da vida também esteja em acordo com o projeto de vida de cada um, envolvendo as dimensões pessoais, sociais e profissionais. Para isso, requer pessoas que sejam diretores, conduzindo esse processo que envolve diversas pessoas num mesmo ambiente, seja ele familiar, escolar, laboral ou social. Fica aqui essa breve reflexão e provocação artística, filosófica e sociológica.
Para complementar esta postagem, indico o videoclipe da canção "Brincar de viver" [1983], com letra de Guilherme Arantes e interpretação de Maria Bethância:
Observação:
Esta postagem é de autoria de José Antônio Klaes Roig, professor, escritor e poeta, além de editor do blog Educa Tube Brasil. http://educa-tube.blogspot.com José Antonio Klaes Roig ou Zé Roig, como gosta de ser chamado, possui o Prêmio de Professor Transformador [2020] e seu blog Educa Tube Brasil, o Prêmio de um dos melhores blogues educacionais do Brasil [2020], conforme selos estampados na coluna à direta desta postagem.
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quinta-feira, 13 de agosto de 2026
"Seja [claro, direto, objetivo e] específico": cena do filme "Fenômeno" e breve reflexão sobre redação para o ENEM
Essa cena emblemática e divertida do filme "Fenômeno" [1996], com John Travolta, é ótima para promover uam reflexão sobre a forma de se expressar de forma clara, direta e objetiva que pede a Redação dissertativa-argumentativa para o ENEM - Exame Nacional do Ensino Médio, promovido pelo MEC - Ministério da Educação do Brasil.
Seja específico, deveria ser um critério para muitas profissões, e principalmente para a escrita argumentativa, evitando duviedades [duplos sentidos], rodeios desnecessários, falta de clareza e de objetividade, pois não bastar dizer, é preciso convencer [pela lógica e racionalidade] e/ou persuadir [pela emoção e bagagem sociocultural] o leitor ou interlocutor.
Sempre digo aos meus alunos que um texto deve ser composto, antes de tudo, por ideias. As palavras estão a serviço das ideias. Textos com muitas palavras e poucas ideias, ou ideias confusas, mal organizadas, sem estrutura adequada, sem de difícil compreensão. Ainda mais que se tem até 30 linhas para expor uma tese [ideia/opinião], a partir de um tema e problema, indicando as origens desse problema, contextualizando-o. Além disso, é preciso demonstrar entendimento do tema e propor uma intervenção, tudo de forma clara, direta e objetiva, sendo o mais específico possível. Para isso existem os argumentos, os conectivos que ligam as partes do texto para manter a coesão, os repertórios socioculturais pra apresentação de exemplos específicos ao leitor, dando à redação uma unidade [coerência].
Na cena em questão, o entrevistador faz perguntar generalizantes e o entrevistado pede que seja mais específico para quem possa responder de forma adequada. Transpondo essa peça de ficção para o plano real, fica aqui essa "dica" aos estudantes que pretendem participar do ENEM, vestibular, concurso público etc. Não basta dizer algo [enunciar], é preciso ter um estilo e algo relevante a dizer [enunciação].
Em tempo: O filme "O Fenômeno", de 1996, ou seja, feito há três décadas, é ótimo Cine Pipoca, que recomendo aos educadores para tratar de linguagem, produção e interpretação textual. Abaixo o trailer do referido filme:
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Esta postagem é de autoria de José Antônio Klaes Roig, professor, escritor e poeta, além de editor do blog Educa Tube Brasil. http://educa-tube.blogspot.com José Antonio Klaes Roig ou Zé Roig, como gosta de ser chamado, possui o Prêmio de Professor Transformador [2020] e seu blog Educa Tube Brasil, o Prêmio de um dos melhores blogues educacionais do Brasil [2020], conforme selos estampados na coluna à direta desta postagem.
sábado, 1 de agosto de 2026
"Orgulho, Preconceito e Humor": cinema, paródia e inteligência natural em tempos de vídeos ultrarrealistas produzidos por inteligência artificial
O divertidíssimo vídeo, que encontrei no Instagram de Nelly Miss, produtora de conteúdo digital de São Petersburgo, Rússia, é uma paródia do filme Orgulho e Preconceito, adaptado de obra homônima de Jane Austen. Além disso, é uma criativa peça de humor. Apesar falada em russo, a mescla de cenais do filme com imagens do cotidiano, dão um contexto universal à colagem visual, numa genial edição de imagens.
Num tempo em que se confunde todo tipo de vídeo, como sendo gerado pela IA, já que cada vez mais ficam todos ultrarrealistas e de difícil detecção pelo olhar humano, esse pastiche é hilário, pois fica evidente à primeira vista que se trata apenas de algo produzido pela inteligência natural de um cinéfilo, num recorte de cena cinematográfica sobreposta a cena de uma residência simples.
Abaixo, recorte da icônica cena final, de Pride & Prejudice [2005], que aos 4 minutos é possível encontrar a cena original:
Aproveitando o clima de humor, indico a seguir o vídeo que encontrei no material correlato do YouTube, com o sugestivo título de Se orgulho e preconceito fosse brasileiro, com recortes de cenas sobrepostas a áudios da legítima "Sofrência":
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terça-feira, 28 de julho de 2026
"Siga o fluxo. Seja o fluxo": bela animação para trabalhar com grupos sobre liderança, colaboração, cooperação e motivação
Esse belo fragmento de animação que não localizei nome, mas que encontrei na página do Linkedin de Adriano Siqueira com o tÍtulo de "SIGA O FLUXO. SEJA O FLUXO", é um belo exemplo de material, muito além do motivacional, pois serve para dinâmica de grupos sobre liderança, trabalho colaborativo e cooperativo, sim. Porém, se presta a atividades diversas de interpretação textual e escrita criativa, aula sobre as funções da linguagem etc.
O que seria esse fluxo? O que seria ser esse fluxo? Perguntas que podem ser feitas tanto a jovens como adultos, pela atemporalidade e universalidade do tema.
Quantos de nós, através de um amigo, um colega, um vizinho, um parente, mudou sua rota, seguindo seu exemplo? A animação trata disso de forma poética e filosófica.
Enfim, "tudo vale a pena se a alma não é pequena", parafraseando versos de Fernando Pessoa. Afinal, valer-se de audiovisuais em atividades escolares, profissionais, de formação, capacitação e qualificação profissional é um meio de criar uma ligação com o outro. O poder das imagens é enorme e saber lidar com ele, de forma adequada à atividade é essencial.
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segunda-feira, 27 de julho de 2026
Autognose: curta-metragem de suspense e metáfora do autoconhecimento
O curta-metragem AUTOGNOSE, de 2018, com direção de Bill Szilagyi, encontrei no canal de vídeos DUMELA, no YouTube, e considero o audiovisual como uma metáfora do autoconhecimento.
O curta inicia com uma epígrafe de John Donne, poeta metafísico inglês: ""Nenhum homem é uma ilha, completo em si próprio; cada homem é uma parte do continente, é uma parte do todo", promovendo uma reflexão sobre o fato de que estamos sempre morrendo e revivendo a cada fase da vida, nos reconhecendo e desconhecendo com o passar do tempo, entre encontros e desencontros conosco, entre o que sonhamos e realizamos, entre o que fizemos e o que deixamos de fazer.
Na apresentação do vídeo no YouTube é uma descrição direta: "Um jovem vagueia em busca de respostas. As vezes o que procuramos pode estar lá fora. Mas as vezes pode estar dentro de nós mesmos".
Da ficção para o mundo real, quantos de nós não se sente sozinho, ilhado, em busca de um sentido para a vida? Por falta de autoconhecimento, seguimos por caminhos que não nos levam a lugar algum, seja acadêmico, profissional, sentimental...
Muitas vezes tentamos "matar" a melhor parte que temos, ou ressuscitá-la quando deixamos de ser aquela pessoa. Quem eu sou? De onde vim? Para aonde vou? perguntas que nos acaompanharão e acompanham a humanidade desde sempre.
Quem não aprende com os erros, com a vida e com os outros corre o risco de viver numa dízima periódica, repetindo-se, como no curta-metragem".
Um bom material para uma aula de filosofia, mesclada com arte [cinema e literatura]. Além disso, pode ser usado numa oficina de leitura crítica e escrita criativa, com alunos do ensino médio, para que interpretem as imagens e indiquem as mensagens que ele possa conter.
Para quem quiser mais informações, segue página do filme: https://dumela.tv/autognose/
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quinta-feira, 23 de julho de 2026
"A natureza não precisa de pessoas. As pessoas precisam da natureza para sobreviver": o discurso-testamento do eterno Indiana Jones
"A natureza nao precisa de pessoas. As pessoas precisam da natureza para sobreviver", eis fragmento de fala potente e preciosa de Harrison Ford, o eterno Indiana Jones, Han Solo, Blade Runner, entre outras personagens emblemáticas do cinema, ao receber o título de Doutor Honoris Causa da Arizona State University, em maio de 2026, perante mais de 14 mil formandos. [ativem as legendas e a tradução nos ícones no canto inferior direito da janela de exibição do vídeo no YouTube]
Ford, aos 83 anos, chama os jovens do presente à ação, num discurso-testamento, como bem destaca Sebastião Faria Jr., no Linkedin, onde inicialmente vi o vídeo e depois o busquei no Instagram do Terragora e, por fim, no YouTube.
A fala de Harrison é um legado de um grande ator que viveu papéis incríveis no cinema e que não esquece de suas origens, e que procura dar uma lição de vida àqueles que serão os grandes atores sociais de um futuro não tão distante. Preservar a natureza, que não depende de nós, mas que por causa de nossas ações está demonstrando seu desconforto por meio de aquecimento global, mudanças climáticas, desastres naturais etc, que poderiam ser evitado, se medidas necessárias fossem tomadas. Como uma floresta, cada pessoa é uma pequena árvore, que solitária só produz sombra naquele local, mas juntas foram um ecossistema poderoso. Assim são as pessoas, e Ford deixa claro isso ao afirmar já no início de sua fala que "Sua geração tem mais poder do que vocês imaginam", ao comentar anteriormente que a geração dele deixou um mundo numa bagunça. Esse choque e diálogo de gerações é fundamental em casa, na sala de aula, no trabalho e na sociedade em geral. Cada um assumindo seu papel social em prol da preservação da natureza, nosso único lar possível em todo o universo.
Outras frases poderosas de Ford: "A humanidade faz parte da natureza, não está acima dela"; "Defendam quem não pode se defender"; "Vão mudar o mundo".
Harrison, ao receber o "título de doutorado honorário em Artes e Letras Humanas em reconhecimento à sua influência cultural global", proferiu discurso de mais de dez minutos, destacados aqui em apenas dois minutos [recorte no YouTube] de profunda reflexão para que professores possam trabalhar em sala de aula esse material audiovisual em diversos temas e atividades, sejam ambientais, filosóficas, sociais, educacionais. O ator veterano, ao final de sua fala, incentivou os jovens ali presentes a seguirem em busca de seus sonhos para transformar o mundo, preservando a natureza.
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terça-feira, 21 de julho de 2026
Abra Seus Olhos: curta-metragem feito em menos de 24h pra curso de cinema e que trata sobre o excesso do uso dos meios digitais
O curta-metragem ABRA SEUS OLHOS, que encontrei no canal Dumela Filmes, no YouTube, considero genial pela simplicidade de meios, objetividade de filmagem [produzido em menos de 24 horas] e amplitude de mensagem, com direção de Bill Szilagyi, fotografia de Bea Ramos, argumento e direção de arte de Cris Szilagyi, roteiro de Carole Lago, montagem de Sara Machado e trilha sonora "Dark Waters" por Alex Collier. Um curta, como consta na apresentação do YouTube, feito "como exercício de um curso de cinema em Campinas/SP".
E a mensagem universal é a que o vídeo indica: "O que você faz com a tecnologia, ou o que ela faz com você". Mais do que perguntas retóricas, são constatações sobre o uso excessivo dos meios digitais, aproximando quem está distante, mas distanciando que está próximo, se não for dosada essa experiência imersiva. Como todo vício, nem sempre o usuário percebe essa dependência. Mas os maiores prejudicados, além do usuário, são aqueles que convivem com o dependente digital.
Um ótimo material para reflexão e debate. Curto, direto, objetivo.
Parabéns ao elenco do curta: Mayra Pacela, Adriano Pacela, Carole Lago, Cris Szilagyi e Bill Szilagyi.
Segue link para o canal de vídeos Dumela Filmes, no YouTube,c omo outros audiovisuais:
DUMELA FILMES
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segunda-feira, 20 de julho de 2026
"Quantos estudantes talentosos passam silenciosamente pelas nossas salas?" - reflexão de Francilma Éverton sobre cena emblemática de Matilda: O Musical
Essa cena emblemática do filme MATILDA: O MUSICAL, da Netflix, encontrei no Linkedin da professora Francilma Éverton, junto de uma poderosa frase reflexiva: "Quantos estudantes talentosos passam silenciosamente pelas nossas salas?"
De fato, quantos de nós, professores, conseguem descobrir talentos natos entre seus alunos? Eu, particularmente, tenho conseguido perceber jovens talentosos, até pelo fato de ser, além de professor, escritor e poeta, com uma relação profunda com a arte e a cultura. Muitos alunos que desenham, escrevem prosa e poesia, que gostam de dança, música, esportes, etc.
Muito aluno, aparentemente dispersivo [e eu fui assim] tem algum um talento, e fica viajando noutra dimensão, quando sentado numa sala de aula convencional. Saber identificar esses talentos, e, mais que isso, proporcionar a todos essas descobertas, é um papel social da escola, entre tantos, como o da interação e socialização entre diferentes, da formação pata a cidadania e para o mundo, etc.
Abaixo, trailer do filme:
MATILDA: O MUSICAL
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domingo, 12 de julho de 2026
Tela dividida: uma ideia na mente, uma câmera na mão e uma TV projetando imagens ao fundo [cinema em casa e acervo digital escolar]
Encontrei esse vídeo divertido e criativo no Instagram de D V Productions, monstrando em tela dividida o filme e o making of da criação de um curta-metragem doméstico, em todos os sentidos, bastando ter uma ideia [roteiro], uma câmera e uma TV funcionando como cenário de fundo, passando imagens. Ideia simples e interessante de fazer literalmente um estúdio de cinema em casa, a partir de recursos acessíveis, e que pode servir de inspiração a professores e alunos para produção de vídeos diversos, trabalhos criativos e materiais didáticos.
O audiovisual foi divulgando pela Nikon Índia, mas imaginem só uma aula de geografia, história, literatura, filosofia projetando imagens diversas na TV e professores e alunos podendo ser atores dessa produção Netflix artesanal.
Grande projetos podem nascer de ideias simples, acessíveis e que permitem sua manutenção e reprodução, sem a necessidade de grandes investimentos financeiros. Quantas aulas ficariam mais dinâmicas, com a participação dos alunos na colaboração da produção audiovisual de conteúdos educacionais. Sem falar que o professor e a escola poderiam criar no YouTube um canal, restrito ou aberto, para reunião desse acervo, funcionando como repositório institucional e material para reutilização na sala de aula com outras turmas e professores. Fica a dica: uma tela dividida entre o cinema e a educação!
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quinta-feira, 25 de junho de 2026
Singular: curta-metragem que proporciona sentimentos plurais #CinEducacao [cinema, educação e filosofia]
Singular é um curta-metragem, de Miguel Atanes, com um final em aberto que permite múltiplas possibilidades e que proporciona seu uso numa aula de interpretação textual e escrita criativa, ao final, convidando os alunos do ensino médio a fazerem unma releitura a partir do que entenderam, do que poderia ser esse amigo invisível, que seu José não vê [será?] nas câmeras do condomínio, ou não deseja contar a moradora do apartamento 74, uma pessoa singular e solitária que deixa mensagens pela casa.
"Essa é a vida que você sonhou?"; "O que aconteceu com a felicidade dos velhos tempos?"; "Seja única, seja só você" são alguns dos bilhetes deixados pelo eu lírico dessa moradora a si mesma, e, antes que interpretemos isso com sinais de alguma patologia [alzheimer, esquizofrenia, amnésia], pode ser um tipo de filosofia poética, de auto conversação, como muitos que falam sozinhos,e, no caso dela, escreve mensagens pra si, como um ajuste de contas entre o eu do passado e o eu do presente, entre o que sonhado e o que é vivido.
Fiquei a pensar sobre um bilhete para enviar pra mim: "Você foi fiel aos sonhos do menino?" e eu responderia que sim, e que não mudaria nada nesse roteiro entre o imaginado e o vivenciado.
Vendo o curta, lembrei-me dessa passagem de Dante Alighieri: "No meio do caminho da nossa vida / me vi numa floresta escura”, — Divina Comédia, Inferno, Canto I. E fiquei filosofando sobre essa floresta escura que cada um traz dentro de si, em alguma momento da vida. A moradora do apartamento 74, parece-me que tinha uma rotina, um algoritmo simplificado e singular:> de casa para o trabalho e do trabalho para casa, sendo o único contato, além dela própria, o seu José. Quantas outras pessoas vivem assim, dentro de suas cápsulas do tempo, pequenos apartamentos, sem conviver com outras pessoas, igualmente singulares?
Plurais são as emoções que esse curta-metragem proporcionam ao espectador.
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segunda-feira, 22 de junho de 2026
Canal EducaCINE e série BiblioTELA no YouTube: cinema e educação
O canal EducaCINE encontrei no YouTube, quando procurava recuperar alguns vídeos envolvendo cinema e educação para meu blog Educa Tube Brasil, e foi uma grata surpresa que resolvi compartilhar e recomendar aos visitantes deste espaço virtual, sem fins lucrativos, de descobertas e aprendizagens compartilhadas.
O EducaCINE contém diversas resenhas, resumos e análises sobre filmes cuja temática é a educação, por isso indico o link do canal, logo a seguir:
EDUCACINE
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domingo, 14 de junho de 2026
"A escrita em abismo" e "O labirinto de espelhos": duas versões sobre o mesmo tema ["Mrs Dalloway" e "As Horas"] by José A. K. Roig
"A Escrita em Abismo" é um conceito, discutido no ensaio literário de José Antônio Klaes Roig, editor do Educa Tube Brasil, além de escritor, poeta e professor, cujo título original é "Três Tigres Tristes: a estrutura em abismo em As Horas, de Michael Cunningham", em paralelo com o romance Mrs Dalloway de Virgínia Woolf. Material apresentado durante meu doutorado em Letras [área: História da Literatura], a FURG - Universidade Federal do Rio Grande, RS, Brasil, concluído em 2017.
Aproveitei o recurso do Google NotebookLM para gerar esse vídeo resumo bem direto e didático sobre um texto original de 13 páginas, apresentado em evento literário. E, em seguida, submeti o mesmo texto a uma segunda versão, logo abaixo, chamada de "O Labirinto de espelhos" [ambos os materiais estão meu canal de vídeos no YouTube, denominado Educação 3D+], que também destaca outros aspectos que no artigo original são tratados de forma mais ampliada, e que futuramente pretendo reunir com outros ensaios para publicação em livro:
"As Horas" era o título original de Mrs Dalloway, de Virgínia Woolf, que Cunningham reaproveita em seu livro, utilizando a figura de Virgínia como personagem e o livro como hipotexto. O livro de Cunninhgham foi adaptado para o cinema em 2002, vide trailer a seguir, com elenco estelar [Ed Harris, Nicole Kidman, Juliane Moore e Meryl Streep]:
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sábado, 6 de junho de 2026
O Melhor Professor da Minha Vida: um filme sobre e para professores que ensinam aprendendo e aprendem ensinando
O filme O Melhor Professor da Minha Vida [Les Grands Esprits, título original], que flerta entre o drama e a comédia francesa, dirigido por Olivier Ayache-Vidal, em 2017, é daqueles audiovisuais sobre professores e que todo educador, seja ele pai ou professor, deveria assistir, pois conta a história de um professor de uma escola de excelência em Paris [o Liceu Henri IV] que pela comédia de erros se vê num evento com uma representante do Ministério da Educação que se impressiona como seu projeto de educação inovador. Na verdade, um simples comentário, que o leva ao ministro, e que muda completamente sua vida, trocando a renomada instituição de ensino por uma escola de periferia, com alunos problemáticos, para tentar colocar em prática suas ideias.
Assim é a vida, como um imenso filme sem cortes, em que de repente, quando menos esperamos, passamos de meros coadjuvantes a protagonistas do próprio viver, em desafios imprevistos e imprevisíveis. O Tempo, nosso maior professor, aos poucos vai nos ensinando a aprender com os outros, nos dando também um autoconhecimento, como é demonstrado na película, em que o professor ensina ao aluno rebelde o gosto pela literatura e como impressionar a colega de aula por quem tem interesse romântico. O próprio professor nutre um amor escondido por uma colega professora da instituição.
Denis Podalydès, em uma interpretação sóbria e marcante, interpreta o professor François Foucault que troca uma escola de elite por uma escola pública no subúrbio. Um professor que tenta motivar os alunos demotivados e que, em paralelo, enfrenta um sistema rígido, com regras para conter a indisciplina e com professores que desconhecem o alunado, e os rotulam como incapazes, sem tentar mudar a próprio metodologia, didática e pedagogia. Não existe uma receita de bolo que funcione com todos os alunos e todas as turmas.
Diante disso, um filme que lembra em parte Escritores da Liberdade, pelo uso didático e poético da Literatura, a partir de um livro especial, no caso Os Miseráveis, de Victor Hugo, das saídas de estudo, como ao palácio de Versalhes, e das relações entre literatura e sociedade.
Enfim, o ótimo roteiro de Ludovic du Clary e Olivier Ayache-Vidal, que mescla humor, crítica social, autoconhecimento e motivação de uma forma agradável de se assistir, e que o Educa Tube Brasil recomenda. Vídeo que faz parte do acervo do canal Imovision, no YouTube e da Plataforma Imovision, que destaca filmes de arte, conforme links a seguir:
IMOVISION - YOUTUBE
IMOVISION: A maior plataforma de filmes independentes da América Latina
O Melhor Professor da Minha Vida | Filme Completo
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quinta-feira, 4 de junho de 2026
Um segundo atrasado: curta-metragem poético-filosófico que flerta com as múltiplas possibilidades que a vida nos oferece
O curta-metragem "One Second Difference" [Um Segundo Atrasado, tradução livre], produzido em 2026, conforme apresentação no YouTube, trata "sobre o timing e as pessoas que quase conhecemos" e que podemos refletir sobre nossas vidas as múltiplas realidades paralelas que se abrem ou poderiam existir a cada porta que abrimos ou fechamos, a cada viagem que fazem ou deixamos de fazer, a cada amizade que conquistamos e perdemos, e por aí vai. Cada escolha e não escolha que fazemos e os dilemas e angústias decorrentes delas, como diria o filósofo dinamarquês Soren Kierkegaard em "O Temor e o Tremor".
Na sinopse do YouTube consta: "Um homem corre para pegar um trem a caminho de uma entrevista de emprego… mas e se uma única decisão pudesse mudar seu futuro para sempre? Dois estranhos, três realidades, um pequeno momento que muda tudo."
A palavra estrangeiro é derivada de estranho, um estranho vindo de longe. E todos nós, em determinado momento somos estranhos para alguém e alguém é estranho para nós, até mesmo nós nos sentimos estranhos, vez em quando, diante do espelho. Entretanto, todos somos frutos de escolhas que fazemos e não escolhas [não escolhemos o nome próprio, os pais nem o país, e são situações que moldam nossa identidade e jeito de ser].
Pelas estranhezas do viver, eu, por exemplo, escolhi fazer Direito e me tornar advogado, fiz vestibular, passei, cursei a faculdade, mas a Vida me tornou professor. Quando criança, imaginava me tornar bombeiro, depois astronauta. O Tempo me moldou como escritor e poeta, e me fez ver o mundo sobre outra perspectiva.
Temos, de certe forma, vidas passadas numa mesma existência, diante de relacionamentos que iniciamos e que se findam, empregos que ingressamos e empresas e profissões que vamos trocando durante o viver. Iniciamos estranhos para pessoas que serão nossas grandes amizades ou amores, terminamos como estranhos para essas, quando os relacionamentos se distanciam [pelos mais variados motivos] ou se encerram.
Uma das únicas, das milhares de poesias que escrevi, desde os 17 anos, justamente, denominou-se, originalmente, ERAM ESTRANHOS, e foi fruto de uma conversa entre duas colegas, que ouvi quando eu estava de passagem, em que uma delas confessava que após 10 anos de separação, enfim, tinha ido assinar o divórcio, e aquela pessoa com quem ela dividiu leito, sonhos, despesas etc, era um completo estranho para ela. Vide abaixo o referido poema, feito em forma de PALÍNDROMO AMOROSO.
PALÍNDROMO AMOROSO - BLOG CONTROLVERSO
Observação:
Esta postagem é de autoria de José Antonio Klaes Roig, professor, escritor e poeta, além de editor do blog Educa Tube Brasil. http://educa-tube.blogspot.com José Antonio Klaes Roig ou Zé Roig, como gosta de ser chamado, possui o Prêmio de Professor Transformador [2020] e seu blog Educa Tube Brasil, o Prêmio de um dos melhores blogues educacionais do Brasil [2020], conforme selos estampados na coluna à direta desta postagem.
terça-feira, 2 de junho de 2026
Imovision: plataforma de filmes de arte completos e gratuitos no YouTube
A plataforma IMOVISION, encontrei no YouTube, e, segundo descrição da mesma, está "Presente no Brasil há 35 anos, a Imovision vem se consolidando como uma das maiores incentivadoras do melhor cinema mundial na América latina, tendo lançado mais de 500 filmes no Brasil. Criada pelo empresário Jean Thomas Bernardini, a distribuidora tem em seu catálogo, realizações de consagrados diretores estrangeiros e brasileiros, e filmes premiados nos mais prestigiados festivais de cinema do mundo, como Cannes, Veneza e Berlim. Mantendo seu foco em títulos de qualidade, a Imovision fortificou o cinema francês no Brasil e foi a responsável por introduzir cinematografias raras e movimentos internacionais expressivos no país, como o Movimento Dogma 95 e o Cinema Iraniano."
Uma plataforma que possui 53,8 mil inscritos, 817 vídeos e 37.924.820 visualizações.
Dentre os filmes, o Educa Tube Brasil recomenda:
O Melhor Professor da Minha Vida - Filme completo e gratuito
Abaixo, imagem e links de acesso à referida plataforma, bem como seus endereços nas redes sociais:
IMOVISION - SITE
IMOVISION - CANAL NO YOUTUBE
Links:
Instagram: instagram.com/imovision
Facebook: facebook.com/imovision
X: twitter.com/imovision
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Esta postagem é de autoria de José Antonio Klaes Roig, professor, escritor e poeta, além de editor do blog Educa Tube Brasil. http://educa-tube.blogspot.com José Antonio Klaes Roig ou Zé Roig, como gosta de ser chamado, possui o Prêmio de Professor Transformador [2020] e seu blog Educa Tube Brasil, o Prêmio de um dos melhores blogues educacionais do Brasil [2020], conforme selos estampados na coluna à direta desta postagem.
quarta-feira, 27 de maio de 2026
Magnífica Humanitas x Ex Machina: encíclica papal sobre uso das IAs que serve para aula interdisciplinar [filosofia, sociologia, tecnologia e meio ambiente]
MAGNIFICA HUMANITAS é a primeira encíclica do Papa Leão XIV e trata de um tema necessário e inadiável, que governos e governantes ainda não se debruçaram: o uso responsável, digno e humano das IAs [inteligências artificiais], controladas por megacorporações que visam o lucro acima de tudo, independente dos riscos que o uso indiscriminado de qualquer tecnologoia possa causar no elemento humano, na economia e no meio ambiente.
O Papa é pop? Não. Mas um líder espiritual defendendo a dignidade humana nas relações com as IAs, dominada por megacorporações [mais ricas e poderosas do que qualquer nação] sem preocupações com a questão humana nem limites éticos e morais. A tradição espiritual tentando regular a inovação sem controle algum. Um texto que serve para uma aula interdisciplinar envolvendo FILOSOFIA, SOCIOLOGIA, TECNOLOGIA, MEIO AMBIENTE e muito mais.
Esse relevante material e provocação filosófica e sociológica encontrei no Linkedin da consultora Patty Moreira, de Curitiba, Paraná, Brasil, e recomendo a todos os educadores [sejam pais ou professores], empreendedores, gestores públicos e escolares, políticos e cidadãos do mundo se debruçarem, pois é atualíssimo e inadiável essa discussão e que megacorporações não queiram ser deuses, acima do bem e do mal. Entre o deus ex machina [deus está na máquina] dos gregos e o deus ex machina das Big Techs, há uma caverna de Platão profunda que merece ser iluminada, ou uma caixa de Pandora que precisa ser regulada, e os dados e notícias preocupantes estão aí para todos acompanharem [casas de apostas, problemas de saúde mental, dependência emocional etc]. Empresas transnacionais não se submentem às leis dos países, como se estivessem acima de tudo e de todos, e é preciso o mínimo de controle, regulação e fiscalização sobre algoritmos e decisões nebulosas e pouco transparentes que impactam o planeta e a humanidade.
Para complementar essa postagem, indico logo a seguir o trailer do filme Ex Macnhina para axuxiliar no debate:
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segunda-feira, 18 de maio de 2026
Liguei pra falar que "Te amo": a conexão entre pessoas deve sempre superar a entre máquinas e equipamentos
O vídeo cativante que encontrei no Linkedin da professora Francielma Everton, referente atividade proposta por professor, provavelmente da EJA - Educação de Jovens e Adultos, convidando seus alunos: “Pega o celular e liga pros teus pais.”
Os diálogos entre filhos e pais que se sucedem são daqueles momentos que a gente deve parar tudo pra refletir sobre as verdadeiras conexões que devem ser valorizadas: as afetivas, humanas e sociais.
Como disse a personagem de Charles Chaplin, na cena final [link logo abaixo] do filme O Grande Ditador [1940]: "Pensamos em demasia e sentimos bem pouco. [...] Mais do que de máquinas, precisamos de humanidade. Mais do que de inteligência, precisamos de afeição e doçura. E sem isso, a vida será de violência e tudo estará perdido". Um discurso atemporal e universal e que se encaixa perfeitamente nesses tempos digitais.
CENA FINAL DE O GRANDE DITADOR [1940] DE CHARLES CHAPLIN
E você, já ligou para quem você ama para dizer o quanto gosta dessa pessoa? Não deixe para amanhã o que pode fazer hoje!
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sexta-feira, 15 de maio de 2026
Diferente: curta-metragem sobre a amizade de Emily e Sam, dois jovens diferentes um do outro
Diferente é um curta-metragem premiado, com direção de Tahneek Rahman e Derian Persuad que encontrei nos vídeo correlatos do YouTube que trata da amizade entre Emily e Sam, que vão descobrindo aos poucos que apesar das diferenças têm coisas em comum: ela surda e ele cadeirante.
Um audiovisual para tratar de interpretação textual, empatia, alteridade, e as diferenças que temos uns com os outros.
Reiterando a frase que encerra o curta: "Quão diferente você é?" Já parou pra pensar nisso?
Pais e filhos, professores e alunos, empregados e empregadores, cada qual possui suas diferenças...
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terça-feira, 12 de maio de 2026
Spcine Play: streaming público com o melhor da cinematografia brasileira e produções independentes para uso em sala de aula
A SPCINE PLAY é uma plataforma pública de streaming, com o melhor da cinematografia brasileira e de produções independentes, mediante cadastro, que pode ser uma ótima opção para professores trabalharem audiovisuais na sala de aula.
Conforme apresentação na referida plataforma: "A Spcine Play é uma plataforma de streaming dedicada ao cinema brasileiro que oferece filmes online grátis. Aqui você encontra filmes, séries e festivais. Para ver quando e onde quiser. Sem assinatura, aluguel ou compra."
O acesso é mediante cadastro prévio. Detalhe: "Disponíveis apenas em território brasileiro, os conteúdos da SPCine Play podem ser vistos em qualquer equipamento com acesso à internet (computador, celular, tablet, Chromecast), Android TV, Apple TV e smart TV LG e Samsung."
Mais interessante: "Você também pode adicionar um perfil para menores com controle parental. Para isso, entre na conta principal, em 'Configurações', escolha 'Adicionar perfil'. Preencha o nome, indique a classificação etária adequada e crie uma senha/pin para travar e destravar os acessos." E um dado importante para educadores: "Se você é professor(a) ou agente de ensino, você pode exibir alguns títulos do catálogo da Spcine Play exclusivamente para fins educativos, em contextos escolares, centros culturais e análogos.
Essa ação reforça o compromisso da Spcine com a pesquisa, a produção e a difusão das artes e da cultura brasileira, com ênfase na exibição, na oferta de conteúdos de referência sobre os artistas e em iniciativas educacionais."
Abaixo, link para acesso à plataforma:
SPCINE PLAY
Depois do acesso, entrei na plataforma para conhecer o conteúdo e recomendo o vídeo UM FILME DE CINEMA, imagem e link a seguir:
UM FILME DE CINEMA
O referido filme de 2023, com 84 minutos, e dirigido ao público infantil, tem a seguinte sinopse: "Bebel, filha de um diretor de cinema em crise, quer fazer um filme com seus amigos para um projeto escolar. A realização do filme se torna uma grande aventura e leva Bebel, sua família e seus amigos a uma viagem pela história do cinema." Vale a pena conferir o vídeo que tem direção de Thiago B. Mendonça.
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domingo, 10 de maio de 2026
Michael Jackson e O Pequeno Príncipe: intertextualidades entre literatura, cinema, dança e música [De Bob Fosse a Moonwalker]
A cena de THE LITTLE PRINCE [O Pequeno Príncipe], adaptação cinematográfica do clássico da literatura infantojuvenil homônima, de autoria de Antoine de Saint-Exupéry é um exemplo da intertextualidade [o diálogo atemporal e universal] entre obras e autores, nas mais variadas artes e temas.
O livro foi escrito em 1943 pelo escritor francês que desapareceu, curiosa e coincidentemente, em seu avião, durante a II Guerra Mundial. Há cena no livro de um avião que cai no deserto. Premonição? Licença poética? Mera coincidência de a vida imitando a arte? Provalmente a última alternativa.
. Esta postagem por exemplo, foi possível, graças a postagem de Presepada Geek, no Facebook, trazendo essas semelhanças. Já tinha lido sobre essas influências, mas a referida postagem me permitiu pesquisar mais fundo a respeito para a produção deste post.
Alguns dados interessantes a respeito dessas intertextualidades: O filme, produzido em 1974, trazendo como um dois protagonistas o lendário dançarino Bob Fosse, e sua emblemática coreografia da dança da serpente do deserto, que influenciou o popstar Michael Jackson, fã confesso do coreógrafo e dançarino. Ali se percebe, nitidamente, mas influências em alguns passos das coreografias de Michael em Billy Jean, Thriller, etc, nos anos 1980. A famosa "Moonwalker" [Caminhante da lua ou aquele que caminha na lua] é vislumbrada nas passadas de Bob Fosse. Mas aí cabe um adendo: a distinção do plágio [cópia e apropriação], da inspiração e genialidade em produzir algo novo em cima de uma ideia genial, no caso de Jackson.
Já publiquei neste blog educacional minha opinião sobre a questão da genialidade ser muitas vezes daquele que pega a ideia original e produz algo novo em cima dela, como no caso de Michael Jackson, que elevou ao extremo unma coreografia experimental de Bob Fosse, a quem ele, Michael, sempre reverenciou e jamais negou ser fã. O próprio Fosse se inspirou em outros dançarinos de outras épocas para compor suas obras e coreografias. É algo intrínseco do ser humano, imitar o jeito de andar, falar, caminhar, seu vestuário, forma de escrever e ver o mundo.
Vejam algumas semelhanças de Bob Fosse nos clipes de Michael Jackson, ao final desta postagem.
Da mesma forma, na literatura, além do cinema e da dnaça e música, Exupéry criou uma geração de escritores que se inspiraram em O Pequeno Príncipe para elevar a literatura infantojuvenil a uma categoria relevante, por si só. Todos os que vieram depois beberam na mesma fonte de Antoine, como o exemplo de O Menino do Dedo verde, de Maurice Druon [1955], e outros clássicos inafntis e hjuvenis que se seguiram a porta aberta por Saint-Exupéry.
Portanto, saber aproveitar ideias alheias e ampliá-las, dando o crédito ao autor original, é uma forma de manter a arte sempre viva, o que difere e muito das produções artísticas criadas por IA [inteligência artificial], que se apropriam da criatividade humana, sem o devido crédito cultural e econômico [direitos autorais e suas implicações financeiras].
Elvis incorporou a sua performance, muito do jeito de cantar e dançar dos afrodescendentes norte-americanos, por exemplo. A arte não sobrevive sem a intertextualidade. William Shakespeare elevou temas de Christopher Marlowe, primeiro seu rival, depois sócio, à categoria de obra-prima e basta uma pesquisa do repertório de ambos pra constatar essa afirmação. O memso processo se repete em Machado de Assis, o mais shakesperianos dos escritores latino-americanos [Dom Casmurro, uma releitura de Othelo, transpondo a temática do ciúme do século 17 para o 19] e outras situações.
Da literatura para o cinema, pode-se perceber uma série de citações visuais de Brian de Palma e outros diretores a Alfred Hitchcock e outros diretores. Assim, como na música e na dança.
Portanto, somos todos seres intertextuais, reescrevendo ideias, adaptando-as aos novos tempos, ressignificando obras e autores a cada geração. Ora por meio de paródias, ora por meio de releituras mais sofisticadas. O escritor Erico Verissimo, na literatura, em sua autobiografia Solo de Clarineta, chamava de "escritores fecundantes", atribuindo a Monteiro Lobato a sua inspiração para ser, além de leitor, escritor, editor, tanto de literatura adulta, como infanto juvenil.
Alguns passos de Michael Jackson que imitam os de Bob Fosse:
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