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terça-feira, 19 de agosto de 2014
Opção ou Orientação Sexual?
O vídeo acima, Opção Sexual?, descobri via redes sociais e é um divertido material para refletir sobre um assunto sério: a orientação sexual, ou seja, a sexualidade.
Lembro-me de certa vez, na própria rede social falar do termo "opção" sem me dar conta do que ele representa, na escolha, quando, pensando bem, trata-se mesmo de orientação sexual que é o aceitar uma característica nata de cada um.
Para quem pensa que é "opção" os entrevistadores perguntam: "quando foi que você escolheu ser heterossexual?" Logo vem o embaraço, a confusão, e a constatação de que ninguém opta por algo que lhe é natural.
O resultado da enquete feita com transeuntes foi: Opção (08); Nasceu (10); Indecisos (02), Sem-Vergonha (01).
Um bom material para discutir sobre sexualidade, orientação sexual, discriminação, preconceito, desinformação...
terça-feira, 14 de janeiro de 2014
Por outros olhos: Homofobia na Escola (curta-metragem sobre alteridade e sexualidade)
O vídeo acima, Por outros olhos - Homofobia na Escola, descobri no You Tube e é um criativo e interessante curta-metragem, parceria entre o Grupo Arco-Íris e a UFRJ. Parte de uma premissa original e provocante, no sentido de estimular a alteridade (o olhar sobre o olho, como se fosse o outro) e a sexualidade.
Conforme apresentação do vídeo, imaginem: "Em um mundo onde todo mundo é homossexual, um menino e uma menina se apaixonam. Nessa realidade trocada, estes dois héteros têm de enfrentar os preconceitos e discriminações que LGBTs enfrentam no nosso mundo real". Já imaginou a situação?
Muito interessante a provocação desse olhar invertido para um tema que suscita tantos debates e polêmicas na sociedade... Um curta que lembra a mesma técnica, noutra temática, utilizada no também curta-metragem Vista a Minha Pele, paródia que discute racismo, preconceito e discriminação. Vejam link abaixo para o curta:
"Vista a Minha Pele" usa a paródia para discutir racismo e preconceito
terça-feira, 19 de novembro de 2013
Por uma forma mais simples de responder temas complexos ou por uma forma menos complexa de responder temas simples...
O engraçado vídeo acima As mulheres gostam de complicar, descobri por acaso no You Tube, e mais do que um momento divertido, serve a duas interpretações: a primeira, de como ainda, em pleno século XXI, é um tanto quanto complicado falar de sexualidade entre pais e filhos e de educação sexual entre professores e alunos, muitas vezes fazendo rodeios em torno do tema, utilizando-se de eufemismos, metáforas e longas histórias para chegar ao assunto. A segunda interpretação que se pode dar a este vídeo, é de que todo educador deveria ser mais direto e objetivo em sua explanação, para depois começar as explicações, tirar as dúvidas, iniciar um debate, seja qual tema for.
Há que se ter uma didática e metodologia adequadas que levem em conta estes tempos modernos, em que a atual geração de crianças e jovens é audiovisual, e que aprende melhor e associa o teórico ao prático, se utilizados recursos sonoros, visuais, táteis, de mobilidade etc.
Muitas vezes, como a menina do vídeo (que desejava saber o que significava o termo "virgem"), a pergunta tinha um outro contexto (o termo extra-virgem), que a resposta não consegue dar conta...
Muitas vezes simplificar, respeitando a complexidade do tema, é um dos melhores caminhos para iniciar um diálogo, mesmo envolvendo temas considerados complexos, que envolvem certos tabus...
Para o bom observador, o vídeo, desde o início apresenta uma mãe em uma cozinha, fazendo uma receita culinária, enquanto a sua filha esta entretida desenhando, provavelmente algum trabalho para a escola. Entretanto, educação não é bancária, tampouco culinária, e nem sempre a receita que funciona com um funcionará com outro, seja esse outro um aluno, uma turma, uma escola... Por isso, sempre é bom pensar que há sensíveis diferenças entre termos parecidos como "virgem" e "extra-virgem", bem como outros mais no ambiente escolar e na sociedade... E tudo depende e muito de se analisar antes em qual contexto às palavras são empregadas para que possamos melhor dar conta das mais apropriadas respostas, que evitem imensos rodeios...
Citando Marion Welchmann: "Se uma criança não pode aprender da maneira que é ensinada, é melhor ensiná-la da maneira que ela pode aprender."
terça-feira, 18 de setembro de 2012
Fábrica de Sonhos (Kinky Boots): cinema, educação, gênero e sexualidade
O vídeo acima, trailer do filme Kinky Boots (Fábrica de Sonhos), de 2005, que descobri por acaso em 2012, ao zapear os canais de TV a cabo. Mas não foi por acaso que o assisti e o recomendo. Primeiramente, pela cena inicial do filme, pensei tratar-se de outro filme, O Homem do Sapato Vermelho, uma das primeiras comédias de Tom Hanks. Mas, apesar do engano, o filme valeu a pena e me proporcionou diversas reflexões.
Sinopse do filme:
Baseada em uma hilariante história real, Kinky Boots - Fábrica de Sonhos é a nova e deliciosa comédia do mesmo time que os trouxe Garotas do Calendário. Há décadas, a familia Price é especialista em fazer sapatos masculinos tradicionais. Mas para salvar o negócio que está a beira da falência, Charlie recorre a um inusitado consultor criativo: um transformista cantor de cabaré. Com um estilo de extravagante e os mais loucos designs, ele vai transformar a velha loja de sapatos na nova sensação da cidade. Engraçado e original, Kinky Boots - Fábrica de Sonhos é a prova de que quem não arrisca não petisca.
Resenha do Educa Tube:
Fábrica de Sonhos, como o próprio nome indica, traz uma mensagem de superação. Uma história inspirada em fato real, que diverte e comove.
Charlie Price, herdeiro de uma fábrica de sapatos, passada de geração em geração, mas após a morte do pai, encontra-se em processo de falência, tendo a última encomenda de sapatos a ser entregue ao comprador.
Charlie tenta convencer ao comprador que cancelou o pedido a reconsiderar, mostrando a qualidade de seus sapatos, feitos para durar, mas ouve algo que é emblemático por ser símbolo dos tempos que vivemos. O comprador recusa seus argumentos justamente por que o sapato dura demais, fazendo jus à lógica consumista do mercado de que produto bom é aquele que dura pouco e força ao consumidor comprar mais e mais. Só com esta cena, já é possível discutir as relações sociais, econômicas, históricas...
Em seguida, Charlie, na saída de um bar, resolve acudir uma mulher que está sendo assediada por dois homens, mas acaba desmaiando, quando esta revida a agressão, atingindo-o por engano.
Quando acorda, descobre que a mulher, na verdade, é um travesti, chamado Lola, muito divertido, que tem problemas justamente com os saltos de seus sapatos, feitos para mulheres e não homens que se sentem mulher.
A partir da amizade que surge entre Charlie e Lola, está passa a visitar a Fábrica daquele e, acaba o auxiliando na ideia de criar calçados para mulheres que são homens, ou homens que se sentem mulheres. O protótipo é calamitoso, pois trata-se justamente de uma bota masculina, quando Lola, faz Charlie pensar na questão do outro. Ele precisa pensar em um calçado que não seja para homens, mas para mulheres em corpos de homens.
Quantas vezes pensamos em projetos para alunos sem conhecer o imaginário deste alunado, seus gostos, sonhos, projetos? E quantas vezes estes projetos não dão certo, justamente por que são pensados por adultos para adultos e não para o público-alvo, ou quando muito, a partir do imaginário do adulto e não do jovem?
Outra cena simbólica e relevante é quando Lola se vê constantemente ameaçada ou intimidada pelo fortão da Fábrica, campeão de queda-de-braço e homofóbico, que um dia é desafiado por ela para uma luta. Inicialmente resistente, depois confiante, o valentão, logo percebe que é Lola que irá vencer, mas que na hora exata, desiste e permite que ele ganhe, sem que os demais notem. Surpreso, confuso, curioso, o homem se dirige ao transformista, querendo saber o motivo daquilo e recebe uma resposta que o faz reavaliar a sua postura e visão de mundo. Lola diz que não queria que ele passasse pela humilhação que ela sente diariamente, e o poupou disto, embora ele não a poupasse nunca das piadinhas. Uma lição de colocar o outro no seu lugar, mais um exercício de alteridade, que vale não apenas pela questão de gênero e sexualidade, mas pela questão de humanidade e civilidade, de viver bem em comunidade, respeitando o outro para ser respeitado.
Por fim, Charlie, que até então devia o sucesso de seu novo empreendimento a Lola, acaba o descartando, tendo que bancar sozinho o convite para um desfile de moda em Milão. E ai, vem o grande final, que não revelarei ao seguidor deste blog para ver o filme e tirar suas próprias conclusões. Coloquei mais abaixo link para donwload do mesmo.
Enfim, Kinky Boots (Fábrica de Sonhos) é desses filmes que nos promove diversas reflexões, além de ser um ótimo entretenimento, mas das lições que traz, uma é de fazer refletir sobre questões de gênero, sexualidade, alteridade, consumismo, trabalho em equipe e vida em sociedade. O sucesso de um empreendimento deve-se, primeiro a uma boa ideia, depois uma boa execução, mas para isso, precisamos de pessoas comprometidos com o projeto de trabalho, pessoas que conheçam o que fazem ou que aceitem a opinião de quem é o consumidor final, como no caso das botas para mulheres em corpos de homens.
Todos podemos fazer de nossa escola uma fábrica de sonhos, sejamos educadores ou gestores escolares, desde que aprendamos a dar vez e voz ao outro, de nos colocarmos no lugar do outro, aprendendo com ele e convivendo com ele em harmonia, respeitando as diferenças e diversidades de cada um.
Abaixo, link para download do referido filme, no blog Baixar Filmes Completos:
KINKY BOOTS (FÁBRICA DE SONHOS)
Para tratar também de questões de gênero, sexualidade, alteridade, diversidade, sugiro o belo vídeoclipe abaixo, Vel Til Viorar loftarasa (Bom dia para ataques aéreos), da banda islandesa Sigur Rós, que mais parece um curta-metragem, contando a história de dois garotos que são obrigados pelos pais a jogarem futebol, quando na verdade gostam de brincar de bonecas.
Tanto o filme, como o videoclipe podem ser trabalhados por educadores com seus alunos das séries finais do ensino fundamental ou do ensino médio, dentro de uma proposta que contemple justamente a discussão de questões de gênero, sexualidade, alteridade e sociedade.
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