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sexta-feira, 4 de setembro de 2026
ADAPTE Board: aplicativo gratuito lançado pela USP pra desenvolver a comunicação de pessoas com TEA
ADAPTE Board [imagem acima] é um aplicativo gratuito lançado pela USP - Universidade de São Paulo, SP, Brasil para desenvolver a comunicação de pessoas com TEA - Transtorno do Espectro Autista e que encontri no Instagram de Bruno Pfisier, engenheiro civil que se diz louco por ciência e inovação.
Conforme relevante notícia de Bruno, o app foi criado pela "ADAPTE Educação, e faz parte de uma pesquisa vinculada à Poli-USP para ampliar o acesso à Comunicação Aumentativa e Alternativa."
Como funciona? Pfisier explica: "Um toque em um cartão com a imagem de 'eu', outro em 'querer' e outro em 'brincar'", e a comunicação se estabelece. Além disso, "Ela funciona em português pelo navegador e pode ser utilizada no celular, tablet ou computador. É gratuita de verdade, sem mensalidade, cartão cadastrado ou versão paga escondida. Os cartões podem ser personalizados com imagens e palavras de acordo com as necessidades de cada pessoa TEA, enquanto a mensagem continua sendo construída por quem utiliza a ferramenta. O conteúdo das frases é processado no próprio dispositivo e não fica armazenado nos servidores do projeto. O uso precisa ser individualizado e não substitui o acompanhamento profissional".
Um recurso precioso que precisa ser divulgado.
Para explorar o app, em sua versão para computador, basta clicar no link logo abaixo:
ADAPTE Board
Observação:
Esta postagem é de autoria de José Antônio Klaes Roig, professor, escritor e poeta, além de editor do blog Educa Tube Brasil [ http://educa-tube.blogspot.com ]. José Antonio Klaes Roig ou Zé Roig, como gosta de ser chamado, possui o Prêmio de Professor Transformador [2020] e seu blog Educa Tube Brasil, o Prêmio de um dos melhores blogues educacionais do Brasil [2020], conforme selos estampados na coluna à direta desta postagem.
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segunda-feira, 16 de março de 2026
Vídeo do Peixinho: o uso da respiração para controle da ansiedade [exercício de 10 minutos de duração]
O VÍDEO DO PEIXINHO, como é popularmente conhecido, encontrei no Instagram de Psicologa Irônica que repassou a partir de @savanahmontt, sobre como o ajudou a controlar a ansidedade, apenas repetindo movimento de inspirar e soltar a respiração devagar, imitando o referido peixe digital.
Em seguinda, fiz pesquisa no YouTube e encontrei o vídeo original no YouTube, no canal do Edson Brandão, que é estudante de Direito e Especialista em Neurociência, além de Autista nível 1 e que também tem perfil no Instagram [AQUI]. Conforme apresentação do vídeo, no YouTube, a RESPIRAÇÃO DO PEIXINHO é Técnica simples para reduzir ansiedade, seguindo esses passos:
Basta acompanhar o movimento do peixinho:
⬆️ Quando o peixinho sobe → inspire lentamente pelo nariz;
⬇️ Quando o peixinho desce → solte o ar devagar pela boca;
Repita o ritmo da respiração durante todo o vídeo.
A respiração lenta e consciente ajuda a ativar o sistema nervoso parassimpático, responsável por reduzir o estresse e promover relaxamento no corpo.
Esse exercício pode ajudar em situações como:
✔ crises de ansiedade;
✔ momentos de estresse;
✔ dificuldade para relaxar;
✔ sobrecarga emocional;
✔ crianças agitadas ou ansiosas.
Muitas pessoas utilizam esta técnica com crianças, estudantes e pessoas autistas, porque o ritmo visual facilita acompanhar a respiração.
💡 Dica:
Se possível, sente-se confortavelmente, relaxe os ombros e respire junto com o peixinho durante todo o vídeo. Quanto mais você pratica, mais rápido seu corpo aprende a entrar em estado de calma.
No canal de vídeos do Edson Brandão têm mais conteúdos sobre:
• ansiedade;
• autismo;
• saúde mental;
• regulação emocional;
• desenvolvimento humano.
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Esta postagem é de autoria de José Antonio Klaes Roig, professor, escritor e poeta, além de editor do blog Educa Tube Brasil. http://educa-tube.blogspot.com José Antonio Klaes Roig ou Zé Roig, como gosta de ser chamado, possui o Prêmio de Professor Transformador [2020] e seu blog Educa Tube Brasil, o Prêmio de um dos melhores blogues educacionais do Brasil [2020], conforme selos estampados na coluna à direta desta postagem.
terça-feira, 17 de fevereiro de 2026
Dias de Um Futuro Esquecido: quando o cinema de ação e cenas de filmes servem como reflexão sobre a educação inclusiva
As duas cenas dos herois da Marvel X-Men, dois marcos dos efeitos visuais no cinema de ação, me chamaram bastante a atenção e promoveram duas breves reflexões sobre herois invisíveis que convivem conosco na família, na escola, no trabalho e na sociedade, tal qual os alunos do Professor Xavier, cada qual com uma habilidade única.
A escola de talentos do professor Xavier, craida por Stan Lee, é um exemplo de escola inclusiva, bem antes desse conceito se popularizar na sociedade. Um local que não discrimina, que valoriza e incentiva a descoberta de talentos naturaisa de jovens desajustados à sociedade, dita normal.
Duas cenas incríveis: a primeira do filme X-Men: Apocalipse, em que a personagem Mercúrio salva os mutantes, como ele, da explosão é passível de reflexão sobre quem nunca teve um amigo nerd que salva todo o grupo de trabalho da escola, fazendo sozinho as coisas, enquanto so demais ficam invisíveis? Ou quem dá dicas incríveis sobre tecnologia, filmes, livros, músicas? Quem nunca teve um colega de trabalho que ajuda a todos, compartilhando sua experiência, mesmo que ninguém peça; um amigo que parece invisível, mas que resolve problemas nossos antes mesmo deles acontecerem, antecipando e consertando possíveis danos. Quem nunca teve um amigo tímido, chamado de esquisitão por quem não o conhece melhor, e que salva o dia de quem souber tê-lo como colega e amigo. Pois então, quantos Mercúrios, Wolverines, Ciclopes, Fênix e outros estão ao nosso lado na família, na sala de aula, no trabalho e no cotidiano, muitas vezes invisíveis, passando em alta velocidade, sem serem percebidos?
Incluir e interagir não é a mesma coisa. A primeira situação requer adequação de tempos e espaços, convivência efetiva, continuidade e progressão. A segunda situação é apenas colocar alguém num locla sem as devidas capacidades serem observadas, sem adequações ou adaptações.
Na segunda cena, logo a seguir, outro momento lendário do cinema de ação, também dos X-Men com o sugestivo título do filme de "Dias de um futuro esquecido". Quantas dessas crianças e jovens tiveram seu futuro esquecido, quando não puderam ser aceitas e respeitadas, seja com TDAH, autismo, síndrome de Down etc? Quantas de fato conseguiram demonstrar seus talentos invisíveis à sociedade?
Não sou o professor Xavier, mas já tive alunos X-Men incríveis, que de tímidos inicialmente, logo manifestaram seus talentos para a música, poesia, escrita, desenho, jogos, esportes, programação e muito mais, e soube valorizá-los, estimulá-los e incentivá-los conviver com os grupos. Alunos que conseguiram entrar calados e saírem integrados e incluídos, não apenas na escola. Eis o papel social do educador do século XXI. Ser também um X-Men, com visão diurna e noturna, estar em vários locais ao memso tempo, saber ouvir além das paredes de uma sala de aula, entre outras habilidades, quase supernaturais. ;-)
Educar, seja pela família, escola ou sociedade, é muito mais do que tolerar, é tentar entender o outro, conhecer seu mundo e a partir disso estabelecer pontes, caminhos, modelos de convívio social. A pedagogia do espelho e do exemplo demonstram que quando eu etendo o outro é muito mais fácil que o outro interaja conosco. Rechitégui: #ficaadica
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sábado, 15 de novembro de 2025
"O que me faz pular" de Naoki Higashida: literatura, autismo, educação, motivação e sociedade
Uma bela indicação de leitura que recebi da colega e amiga Marisa Barreto Pires, educadora de Rio Gramde [RS], Brasil sobre a história de vida de Naoki Higashida que, aos 13 anos escreveu o livro O QUE ME FAZ PULAR, escritor nascido no Japão e que ainda criança foi diagnosticado como autismo severo. Diante da dificuldade de comunicação convencional com as pessoas, Naoki aos 13 anos passa a escrever suas percepções sobre o mundo, num relato comovente e necessário a todos os educadores, sejam eles pais ou professores, convivam diretamente com a educação especial ou não. Um livro que se tornou referência mundial, conforme apresentação do perfil no Instagram Amigo Motivador.
O blog Educa Tube Brasil recomenda a leitura do referido livro que é inspirado nas vivências reais de seu autor, pois é relato inspirador, motivador, resiliente e muito mais.
Um ótimo livro que reúne o conjunto de ensaios de Naoki e que recomendo para educadores utilizarem fragmentos em sala de aula, em eventos envolvendo interpretação textual e produção textual.
Abaixo, segue resenha literária de Diego Transpadini, do canal Meros Devaneios, sobre o livro de Naoki:
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sábado, 15 de março de 2025
O discurso final de uma mulher autista fantástica chamada Temple Grandin: cena de filme incrível que todo educador deveria assistir
O vídeo acima é uma poderosa cena do filme Temple Grandin, intitulado Discurso final de uma mulher autista fantástica!, que todo educador, seja pai ou professor, deveria assistir com seus filhos e/ou alunos. Um filme poderoso, como uma mensagem universal para refletirmos sobre aprendizagem, ensino, educação e sociedade.
Um filme que trata tambpem da importância da família no processo de aprendizagem. E de quanto não podemos julgar alguém pelas aparências.
Conforme sinopse, no YouTube: "Temple Grandin (TV Movie 2010) é um drama biográfico sobre a vida de Temple Grandin, uma mulher autista que se torna uma renomada especialista em comportamento animal. O filme, lançado em 2010, retrata a sua jornada única com um elenco excepcional, liderado por Claire Danes no papel titular. Com o apoio de Julia Ormond e Barry Tubb, o filme destaca as contribuições inovadoras de Grandin para o maneio de animais, a sua luta contra os estereótipos sociais e os seus inspiradores triunfos sobre a adversidade."
Um material muito mais do que motivocional, uma aula de filosofia de vida e de sociologia, que pode ser acompanhada, com o filme completo no YouTube, logo a seguir [ativem legendas e tradução]:
Observação:
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terça-feira, 19 de janeiro de 2021
Autismo ao lado: curta-metragem dramático e educativo sobre adolescente ingressando em escola pública, em que professor e alunos aprendem a entendê-lo
O vídeo acima Inside Autism (Autismo ao lado, tradução livre), que descobri no YouTube e trata-se, conforme apresentação do mesmo, "um curta-metragem dramático [e educativo] sobre as lutas de um adolescente com autismo ao ingressar em uma escola pública, e o professor e os alunos que aprendem a entendê-lo."
O referido curta foi produzido, dirigido e editado por Tane McClure, da McClureVideo.com, da Califórnia, EUA.
É possível ativar as legendas e a tradução, através dos ícones constantes no canto inferior direito da janela de reprodução do YouTube.
O curta inicia mostrando o impacto de um dia na vida de James, um adolescente com autismo, ingressando numa escola pública, a começar pelo conhecimento dos padrões de comportamento do jovem, que professor e colegas precisarão aprender para conviver, passando a seguir para a fase de contato e comunicação; acompanhando a rotina e a questão da visualização por imagens, de ideias e conceitos.
O professor, a turma e a escola se adaptam a nova realidade proporcionada pelo novo aluno, adicionando placas identificadoras, como forma de estabelecer uma comunicação com o mesmo, ou seja, inclusão na prática.
Na cena sobre a bola de basquete, fica evidenciada a questão de que, se a linguagem é um jogo, o jogo pode ser uma forma de linguagem também.
Um curta que mostra de forma didática e pedagógica uma das formas do autismo e que demonstra como é possível a convivência com adaptações, pois todos aprendem juntos, professores e alunos, em que o sentido da inclusão vai além do simples integrar alguém a um espaço físico e temporal. Requer que se aprenda e ensine ao mesmo tempo, supreando limitações de ambos os lados da questão. Se o autismo pode estar ao lado, todos precisam estar ao lado de quem precisa ser incluído e integrado ao ambiente sociocultural, como um exercídio de cidadania também.
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sábado, 23 de fevereiro de 2019
Animação comovente sobre o Autismo e depoimento encantador de um menino sobre seu irmão autista
O vídeo acima, da página Autismo e Aceitação no Facebook, foi indicação da amiga Ana Maria FP, de Campinas, São Paulo, Brasil e trata-se de interessante animação mostrando de forma criativa, divertida, didática e comovente aspectos sobre o Autismo.
Um vídeo que estimula a tolerância e o entendimento sobre o tema, promovendo a discussão e a reflexão.
Outro vídeo esclarecedor e encantador é o a seguir, sobre dois irmãos: Ítalo (9 anos) e Otávio (6 anos).
quarta-feira, 2 de janeiro de 2019
Brainy Mouse (Rato Atrevido): aplicativo e game para alfabetização de crianças com transtorno do espectro do autismo (TEA)
O vídeo acima é sobre o Brainy Mouse (Rato atrevido), aplicativo para alfabetização de crianças com autismo elaborado pela brasileira Ana Paula Sarrizo, em 2013, que após concorrer com 17 mil candidatos em toda América Latina, ganhou o “Prêmio Santander Universidades”, com este aplicativo que é um game para a alfabetização de crianças com Transtorno do Espectro do Autismo (TEA).
Ana Sarrizo conta no vídeo sobre sua fundação nos Estados Unidos, e como ela desenvolveu "um jogo interativo que estimula a compreensão e desenvolvimento da linguagem, um dos maiores desafios para aqueles que convivem com os autistas".
Para saber mais sobre o aplicativo, recomendo os link abaixo:
Brasileira lança aplicativo para alfabetização de crianças com autismo
Brainy Mouse Foundation
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quinta-feira, 18 de agosto de 2016
A História de Adam: Pokémon Go, autismo, educação, tecnologia e sociedade
O vídeo acima, da BBC Brasil, que intitulei de "A História de Adam", descobri no Facebook, na página Infoco Tech, e como lá indica, trata-se de "breve reflexão sobre os benefícios do jogo e o pré-julgamento das pessoas". No caso, o jogo é o Pokémon Go, que virou mania mundial, e alvo, tanto de elogios como de críticas.
Como tudo na vida, há o lado positivo e negativo. Este vídeo mostra o lado positivo da tecnologia em geral e do jogo Pokémon Go, em especial: conheça a história do garoto Adam, de 17 anos, que por 5 anos preferiu ficar dentro de casa, jogando Minecraft, até surgir o Pokémon Go e tudo mudar.
Segunda a mãe, Adam sofre de ansiedade, e raramente saia à rua, e quando assim fazia, não durava mais que 2 minutos e voltava para casa... Através do jogo, Adam começou a conviver com as pessoas e estreitar os laços de mãe e filho, já que ela diz que ele vivia numa espécie de casulo.
Como demonstra o artigo Temos que pegar, temos que falar: POKÉMON: "O jogo está sendo usado como terapia para crianças hospitalizadas saírem dos leitos e se divertir, pessoas depressivas que viram no jogo uma válvula de escape para sair e socializar, milhares de pessoas estão se conhecendo e conversando fora das telinhas de seus smatphones e computadores, estão ‘descobrindo’ sua cidade, estão redescobrindo a maneira de fazer amigos no ‘quintal’...", e evidentemente, como qualquer recurso, seja eletrônico ou não, "Nada é totalmente bom, mas também não é totalmente ruim e cada um escolhe o que quer ver".
Portanto, tudo depende da utilização que damos às coisas, e o bom senso é algo que deve prevalecer, e ai está o papel social do educador, seja ele pai ou professor, de estimular a interatividade, mas também a criticidade do filho e do aluno.
Como este blog tem sempre destacado: "Novas tecnologias requerem novas metodologias". E sendo assim, se equipamentos trazem em si os conceitos de mobilidade, portabilidade, e convergência; converGENTE também devam ser as pessoas, e não robotizadas.
Abaixo, algumas possibilidades de uso pedagógico do jogo Pokémon Go na educação:
Aprendendo trigonometria e Teorema de Pitágoras na aula de matemática usando Pokémon Go
domingo, 15 de maio de 2016
Estudantes de fonoaudiologia usam projeto de robótica em terapia com crianças autistas
O vídeo acima Projeto da Unesp usa a robótica para estimular a linguagem em autistas, descobri na rede social via revista A Rede Educa, e trata-se de "projeto de extensão do curso de fonoaudiologia da Unesp em Marília (SP, Brasil) que utiliza robôs para desenvolver a linguagem de crianças com autismo. A experiência é relatada nesta reportagem da TV Unesp".
Um belo exemplo do que alguns chama de "poder jovem", que a educação precisa melhor se apropriar, sabendo utilizar esse interesse e conhecimento que os jovens vão atrás, compartilham, socializam entre si e com os demais. O professor do século XXI precisa ser esse articulador desses saberes em sala de aula, como um mediador, em que seus alunos passam a ser monitores e apoiadores de diversas iniciativas que usem as TIc (Tecnologias da Informação e da Comunicação) no ambiente escolar.
Abaixo, segue na íntegra a matéria de A Rede Educa, sobre o projeto:
"Pioneiro no país, um projeto de extensão do curso de fonoaudiologia da Unesp em Marília utiliza robôs para desenvolver a linguagem de crianças com autismo. A experiência, realizada desde 2015 pelo Laboratório de Estudos das Alterações de Linguagem Infantil (Leali), tem adotado a robótica em terapias com crianças e adolescentes portadoras de Transtornos do Espectro do Autismo. Coordenado pelas pesquisadoras Andréa Regina Nunes Misquiatti, professora do Departamento de Fonoaudiologia da Unidade e coordenadora do Leali, e Maria Claudia Brito, pesquisadora CNPq SET-Nível A e do Laboratório, o projeto é o primeiro a utilizar esse tipo de intervenção terapêutica.
A iniciativa se deu a partir de um projeto que vem sendo realizado por Maria Claudia, que envolve o desenvolvimento e a adaptação de dispositivos robóticos e mecatrônicos para favorecer as interações sociais de pessoas com Transtornos do Espectro do Autismo. O trabalho tem financiamento do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e é desenvolvido em parceria com a empresa Pete – Educação com Tecnologia, de São Carlos (SP).
O Programa tem entre seus objetivos principais utilizar a robótica para favorecer as habilidades sociais, comunicativas e cognitivas de crianças e adolescentes. As situações e atividades são planejadas, registradas e analisadas por meio de procedimentos metodológicos de pesquisa científica.
Nas sessões de terapia fonoaudiológica são utilizados kits de robótica — compostos por peças, sensores, motores e controladores, além de um ambiente de programação com interface amigável e acessível — tanto em sessões individuais e em grupo.
De acordo com Maria Claudia, os dados coletados e analisados até o momento têm evidenciado resultados significativamente positivos. “Já é perceptível o aumento da atenção compartilhada, habilidades sociais no trabalho em grupo, desenvolvimento da coordenação motora fina, motivação e engajamento nas atividades propostas”, comenta a pesquisadora.
Com esses resultados já observados, o projeto mostra que as contribuições da colaboração multidisciplinar da Fonoaudiologia e da Robótica para o desenvolvimento de conhecimento científico e práticas em tecnologias de inovação podem melhorar o desenvolvimento e a qualidade de vida da população. É o que evidenciam os relatos dos próprios participantes: “Isso é magnífico” (paciente de 11 anos); “Sempre quis fazer jogos de computador” (paciente de 14 anos); “Finalmente irei construir uma máquina, eu queria isso desde pequeno, vou construir uma máquina que transforma bactéria em dinossauro” (paciente de 12 anos). (Luiz Gustavo Leme, do jornal da Unesp)".
Dentro do mesmo tema, e nos vídeo correlatos do You Tube, indico abaixoa ótima série "Autismo", com médico Drauzio Varela, que passou na TV, em compilação de todos os episódios:
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terça-feira, 1 de março de 2016
Crianças nos ensinam a sermos humanos com todos os humanos (Educação Especial)
Crianças contam como é conviver com amigo autista na escolaFonte: Portal Virgula no youtubeLindo video falando sobre o Tom, filho da Silvia Ruiz
Publicado por Síndrome de Asperger - Autismo em Quarta, 1 de abril de 2015
O vídeo acima, Síndrome de Asperger - Autismo, descobri por acaso no Facebook e é um ótimo material para tratar de inclusão de crianças com deficiência na escola. Todos somos portadores de alguma necessidade especial, sem pensarmos num sentido amplo. Num sentido estrito, há a necessidade de que a Educação Especial seja pensada no ambiente escolar, promovendo a inclusão social e a interação educacional.
O vídeo em questão permite reflexão sobre como as crianças nos ensinam a sermos humanos com todos os seres humanos, independente de suas limitações físicas, neurológicas, pedagógicas, sociais...
Como comentou lá no Facebook a amiga Pâmela Gonçalves, mãe de um menino autista: "Crianças não são preconceituosas, não as ensinem a ser".
Um belo vídeo sobre Tom, filho de Sílvia Ruiz, em que "crianças contam como é conviver com amigo autista na escola".
Conviver com o diferente nos faz mais gente. A alteridade é justamente esse exercício de colocar-se no lugar do outro... E as crianças dão lição de interação...
Fonte: Portal Vírgula no You Tube.
domingo, 22 de março de 2015
Alteridade: 60 segundos sentindo como um autista vê e escuta o mundo ao redor
O vídeo acima Autism and sensory sensitivity (Autismo e sensibilidade sensorial), descobri visitando o portal Awebic, em postagem intitulada "60 segundos sentindo na pele como um autista vê e escuta o mundo a sua volta", que é justamente um exercício de alteridade, do colocar-se no lugar do outro para melhor entendê-lo.
Conforme o Awebic: "O autismo é uma desordem que requer muita atenção pela sociedade e, infelizmente, não é assim que acontece. Embora atinja 70 milhões de pessoas em todo o mundo, eu diria que poucos são aqueles que entendem de fato o que significa ter autismo".
Conhecer o outro, seja ele portador de necessidade especial, do ponto de vista da educação especial ou não, é essencial tanto para pais como professores, justamente para que o processo de inclusão educacional e social promova a adequada interação uns com os outros. No sentido amplo da expressão, somos todos portadores de alguma necessidade, nem sempre especial, mas que requer um cuidado especial, seja na aprendizagem, no ensino, na convivência em sociedade.
Há que se ter essa sensibilidade sensorial e social, que só se obtém passando por situações que simulem o que o aluno passa, seja autista, surdo, cego, tetraplégico etc.
Da mesma forma que há que se ter sensibilidade social e educacional com alunos com baixo rendimento escolar, com problemas de disciplina, investigando as causas desse modo de agir, pois muitas vezes é fruto de uma desestruturação familiar, em que as consequências repercutem na escola. Uma bomba-relógio social.
Como "urbanauta" em expedição ao Planeta Educação, lembro-me de certa vez que conversei com menino que tinha um comportamento reservado e às vezes agressivo com os professores, e por conta disso, estava proibido de participar de jogos realizados na escola. Dessa conversa, descobri que ele morava com a avó doente, que vivia sobre a cama, e que ele fazia tudo, desde sua higiene, até cozinhas, limpar casa, além de estudar. E que muitas vezes a escola era essa válvula de escape, essa comporta de represa. A partir de conversa com outros educadores, foi possível estabelecer essas comportas para impedir essa represa vazar, e o esporte foi uma das formas de promover sua integração. Sem esse exercício de alteridade, sua situação tenderia a se agravar. Tempos depois, ao reencontrá-lo, já adulto, soube que a avó não tinha resistido, já que estava em idade avançada, mas que ele conseguiu seguir os estudos, trabalhar e constituir uma família.
Já pensar e entender o portador de necessidade especial, em sentido mais restrito, requer uma atenção maior, e um atendimento especializado no turno inverso ao processo de ingresso em classe inclusiva, é essencial. Que o professor de sala de aula necessita de auxílio de pessoa especializada, como colaborador neste processo em sala de aula e fora dela, idem. Do contrário, esta inclusão será mera tentativa de...
Segundo Awebic: "O vídeo foi produzido pela organização britânica National Autistic Society. E No site deles é possível ter mais informações sobre o autismo".
E aqui no Brasil existe a AMA — Associação de Amigos do Autista.
segunda-feira, 9 de março de 2015
A Máquina do Abraço, de Temple Grandin (autismo, tecnologia, inclusão e educação)
O vídeo acima Mulher consegue vencer autismo com máquina do abraço nos EUA, foi indicação da amiga Alessandra Rios Simões Miranda, de Rio Grande, RS, Brasil e trata-se de reportagem sobre a vida de "Temple Grandin [que] nasceu com autismo grave. Em uma época na fazenda, a partir da vacinação das vacas, ela criou a máquina do abraço. Hoje, ela tem pós-doutorado em veterinária e já consegue abraçar".
A afetividade é algo essencial em qualquer relação humana, e um fator preponderante na educação, principalmente na educação especial.
Como o vídeo declara afeto da família, ajuda profissional de um terapeuta e apoio de professores e escola podem muito auxiliar nessa interação, integração e inclusão.
Grandin convivendo com animais descobriu que pensa com imagens. Sua máquina do abraço foi pensada a partir da observação do método de vacinação do gado, para sentir a pressão, como uma simulador. Temple, já foi destacada pelo Educa Tube Brasil, em 10/11/2010, por conta de ótima palestra feita ao TED, intitulada "O mundo necessita de todos os tipos de mentes". Nesta postagem, link abaixo, "Temple Grandin, diagnosticada com autismo na infância, fala sobre como a sua mente funciona — compartilhando a sua habilidade de “pensar em imagens”, que a ajuda a resolver problemas que cérebros neurotípicos não conseguiriam. Ela traz à tona que o mundo precisa de pessoas com o espectro autista: pensadores visuais, pensadores em padrões, pensadores verbais e todos os tipos de crianças espertas e inteligentes."
O MUNDO NECESSITA DE TODOS OS TIPOS DE MENTES
Abaixo cena do filme longa-metragem que conta a vida de Temple Grandin, interpreatada pela atriz Claire Danes:
E para completar esta postagem, por falar em "Máquina do Abraço", nada como conhecer um belo livro do escritor uruguaio Eduardo Galeano, chamado de O Livro dos Abraços, que pode ser lido em versão em PDF, link a seguir:
O LIVRO DOS ABRAÇOS, de Eduardo Galeano
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terça-feira, 1 de abril de 2014
Vaga-lumes e uma ideia luminosa: a inclusão e o outro lado da educação
O vídeo acima The Other Side(Fireflies)/ O Outro Lado (Vaga-lumes), da banda New Heights (Novas Alturas), descobri por acaso no You Tube, e trata-se de edição de videoclipe, feita por Skipper Williams, para o Projeto Jubileu para Consciência do Autismo, a partir da referida canção, parecendo um curta-metragem.
O vídeo sobre o qual foi inserida a canção, ainda não consegui descobrir na internet a versão original, mas conta a história de um menino que se muda para um novo bairro e inicia amizade com uma menina, sua vizinha, que o presenteia com seu brinquedo preferido: um uso branco de pelúcia.
O menino nada entende daquela curiosa "Boas Vindas", mas passa a observar a menina do outro lado da rua, já que as janelas de seus quartos ficam frente a frente...
Peter e Annie se comunicam através de escrita em folhas de papel (que remete ao curta Signs, Sinais). Um diálogo divertido e silencioso se instaura entre os dois amigos. Ele gosta de História, ela acha Matemática mais fácil. Ele gosta de aranhas por causa do Homem-Aranha; ela, de vaga-lumes, pois acredita que "eles enviam mensagens secretas uns aos outros". Algo que será essencial para entender ao final este belo clipe. Ambos gostam de um tipo de bala, mas Annie faz a ressalva: "apenas as vermelhas". Bom material para refletir sobre as coisas que temos em comum e nossas diferenças com as outras pessoas...
Peter tenta aproximação, visitando Annie em sua casa, tentando levar um presente: uma flor e um vidro cheio de balas vermelhas, as preferidas de sua nova amiga. Annie foge e a mãe chega para dizer a Peter que a menina tem autismo e que "ela tem dificuldade de falar com as pessoas cara a cara", frente a frente.
Diante do desconhecimento do que é autismo, o menino vai pro Google pesquisar o que significa. Autismo, segundo a Wikipédia: "é uma disfunção global do desenvolvimento. É uma alteração que afeta a capacidade de comunicação do indivíduo, de socialização (estabelecer relacionamentos) e de comportamento (responder apropriadamente ao ambiente — segundo as normas que regulam essas respostas). Esta desordem faz parte de um grupo de síndromes chamado transtorno global do desenvolvimento (TGD), também conhecido como transtorno invasivo do desenvolvimento (TID), do inglês pervasive developmental disorder (PDD). Entretanto, neste contexto, a tradução correta de "pervasive" é "abrangente" ou "global", e não "penetrante" ou "invasivo". Mais recentemente cunhou-se o termo Transtorno do Espectro Autista (TEA) para englobar o Autismo, a Síndrome de Asperger e o Transtorno Global do Desenvolvimento Sem Outra Especificação".
Segundo dados: "Algumas crianças, apesar de autistas, apresentam inteligência e fala intactas, outras apresentam sérios problemas no desenvolvimento da linguagem. Alguns parecem fechados e distantes, outros presos a rígidos e restritos padrões de comportamento. Os diversos modos de manifestação do autismo também são designados de espectro autista, indicando uma gama de possibilidades dos sintomas do autismo. Atualmente já há a possibilidade de detectar a síndrome antes dos dois anos de idade em muitos casos. Certos adultos com autismo são capazes de ter sucesso na carreira profissional. Porém, os problemas de comunicação e socialização causam, frequentemente, dificuldades em muitas áreas da vida. Adultos com autismo continuarão a precisar de encorajamento e apoio moral na sua luta para uma vida independente. Pais de autistas devem procurar programas para jovens adultos autistas bem antes dos seus filhos terminarem a escola".
Diante da situação, Peter, no dia seguinte, deixa outro presente para Annie à frente da porta de sua casa. Um manual de Código Morse para crianças, que é justamente uma linguagem a partir de sinais sonoros ou de luz, e junto a este um bilhete dizendo: "Para as nossas mensagens secretas".
Dito e feito, às noites, como dois vaga-lumes iluminando a escuridão, os dois amigos passam a trocar suas mensagens em uma nova linguagem de inclusão, um no mundo do outro. Existem muitas linguagens e sinais. A linguagem de sinais, normalmente, é pensada na questão da surdez, mas no caso do vídeo acima, trata de uma linguagem universal, utilizando sinais de luz, uma ideia luminosa, que poderá acontecer não apenas na ficção, mas na realidade...
Muito do sucesso de uma amizade e de uma atividade envolvendo pais e filhos, professores e alunos é fruto das diferentes linguagens que se usa para promover a interação de um no mundo do outro. E as TIC, mídias e redes sociais proporcionam diversas possibilidades de comunicação e interação.
Nossas diferenças são muitas, mas podemos, através da arte, da cultura, do espírito solidário e da educação, diminuir as barreiras entre as pessoas, quando procuramos entender e aceitar o outro como alguém diferente e não deficiente. Alguém que possui uma necessidade e que pode ser superada quando buscamos outras formas de comunicação, como fez o menino, neste belo vídeo.
Abaixo, clipe com a canção The Other Side, em sua versão integral:
A seguir, link para a tradução da referida canção:
The other side (Fireflies) - New Heights
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domingo, 11 de novembro de 2012
O que aprendi com meus irmãos autistas: Faith Jegede no TED
O belo vídeo acima, de apenas 5 minutos, descobri visitando o portal do TED - Ideias que merecem ser espalhadas, e trata-se de depoimento de Faith Jegede sobre seu relacionamento e aprendizagem com seus dois irmãos autistas.
Faith (Fé em inglês) Jegede conta de modo comovente e engraçado sobre como cresceu com seus dois irmãos autistas. Faith é escritora e baseia-se em suas experiências crescimento junto aos dois irmãos autistas, a fim de difundir o conhecimento e entendimento sobre o diagnóstico cada vez mais comum.
Como ela mesma destaca: "A normalidade desconhece a beleza que a diferença nos traz".
Um ótimo material para tratar de educação especial e inclusão no ambiente escolar e social.
quarta-feira, 29 de agosto de 2012
A História de Carly (autismo severo) e a tecnologia favorecendo a conexão
O incrível e comovente vídeo acima, trata-se de História de Carly, uma jovem que possui autismo severo, e que até os 11 anos de idade não conseguia se comunicar com os pais ou quem quer que seja, até que o computador pessoal promoveu esta surpreendente interação.
A máquina que é tão criticada por distanciar as pessoas, neste caso, fez esta fantástica ligação entre o, até então, desconhecido mundo interior de Carly Fleischmann com o mundo exterior de quem habita seu entorno.
O vídeo foi indicação, via Facebook da coleg'amiga Elis Zampieri, professora da educação especial e coordenadora pedagógica da APAE de Curitibanos, SC, Brasil, editora do blog Sobre Educação e colunista do portal INCLUSIVE.
Vejam a postagem de Elis Zampieri em seu blog Sobre Educação, link abaixo:
HISTÓRIA DE CARLY, no Sobre Educação
Cabe destacar o empenho dos pais da menina em tentar alguma forma de comunicação, e como disse seu pai: "Quem desiste de um filho?"
Durante anos, os pais falavam de tudo em volta da menina, sem se dar conta de que ela os ouvia, mas não conseguia se expressar por conta do autismo.
Uma lição de vida para pais e professores não desistirem de seus filhos e alunos, por maior que seja o desafio, sempre há um caminho de comunicação, interação, usando ou não as tecnologias da informação e da comunicação (TIC).
Um vídeo que todo educador precisa assistir para refletir com a comunidade escolar sobre as práticas educacionais, que devem iniciar na família e estenderem-se posteriormente à escola e à sociedade.
Afinal, será que entendemos o que se passa com nossos filhos e/ou alunos? Conhecemos seus pequenos universos, se às vezes nos surpreendemos com nossas próprias atitudes? Dar vez e voz ao outro, usando ou não as TIC, sempre será desafiador, mas os resultados poderão ser surpreendentes, tenha ele uma deficiência ou não.
Destaco a fala de Carly: "Ninguém sabe o que é ser eu. O que é não poder sentar quieta porque parece que minhas pernas estão pegando fogo. É como se centenas de formigas estivessem escalando meus braços."
Destaco também observação da coleg'amiga Elis: "O desafio que se coloca diante de nós, educadores é adentrar este universo ainda desconhecido e obscurecido da pessoa com autismo. Calçar seus sapatos e caminhar com eles."
Abaixo, link para outra postagem do Educa Tube, tratando de filme inspirado em fato verídico, em que editor de revista sofre um acidente e paralisado quase todo o corpo, consegue se comunicar apenas piscando seu olho esquerdo. Um método de comunicação feito entre a terapeuta e o paciente promove esta comunicação e favorece até que este publique um livro que serve de título ao referido filme. Vejam link abaixo:
O ESCAFANDRO E A BORBOLETA; MAIS QUE UM SIMPLES PISCAR DE OLHOS, no Educa Tube
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