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sábado, 1 de maio de 2021
"Fred Astaire e Rita Hayworth, dançando forró": incrível e encantadora edição intertextual de áudio e vídeo [arte, cultura e sociedade]
O video acima, Fred Astaire e Rita Hayworth, dançando forró, encontrei no YouTube, após recebê-lo através de grupo de poetas no WhatsApp e achei fantástico, não apenas pela beleza dos grandes dançarinos do passado, mas a tremenda intertextualidade entre culturas diversas como a norte-americana e a brasileira, e , em especial, ao forró nordestino.
A cena, me indicou internauta no Twitter, é do filme de 1942 "You Were Never Lovelier" (Você nunca foi mais adorável, tradução livre), com o número musical "The Shorty George" [vejam cena completa a seguir]. Um exemplo da riqueza cultural que proporciona a edição desse audiovisual. O filme de 1942 e a edição de 2021. Quase oito décadas se os separam e ao mesmo tempo os aproximam nessa criativa edição.
A sincronia entre dança e música, díspares, demonstra a sensibilidade de quem editou áudio e vídeo, pela bagagem cultural de seu autor, tornando o plural em algo singular. A singularidade das coisas e das gentes está aí presente, em momentos atemporais e universais em que a arte e acultura se entrecruzam, se abraçam, bailam e promovem diálogos além do tempo e do espaço.
Uma belíssima edição de áudio e vídeo que serve para professores e alunos dialogarem entre passado e presente, entre as referências de cada geração, neste encantador itinerário mundial.
No video abaixo, a versão original da canção Feira de Mangaio [vídeo de 1978], na voz da cantora Clara Nunes, uma das grandes intérpretes da MPB - Música Popular Brasileira, nos anos 70 e 80, acompanhada do arcodeonista Sivuca, outra lenda da arte e cultura brasileiras:
Um ótimo material para professores entre si promoverem a interdisciplinaridade.
Mais que isso, para divulgar a rica diversidade cultural que o Brasil possui, de Norte a Sul, unindo Geografia e Língua Portuguesa, História e Sociologia, Arte e Educação Física e muito mais nessa memória nacional, que precisa ser preservada, em audiovisuais, como um belo acervo digital de uma videoteca escolar, destinada àqueles que por ali passarem.
EM TEMPO: Após a publicação desta postagem, encontrei outra edição fantpastica, envolvendo múltiplos ritimos num "algoritmo" criativo e sincrônico apesar de serem vídeo e áudio de épocas tão distintas. Genialidade de seus autores, reunindo cenas de diversos filmes com estrelas do passado dançando a canção Uptown Funk, de Bruno Mars:
Por fim, esta edição de Footloose é igualmente genial:
Observação:
Esta postagem é de autoria de José Antonio Klaes Roig, professor, escritor e poeta, além de editor do blog Educa Tube Brasil. http://educa-tube.blogspot.com
José Antonio Klaes Roig ou Zé Roig, como gosta de ser chamado, possui o Prêmio de Professor Transformador [2020] e seu blog Educa Tube Brasil, o Prêmio de um dos melhores blogues educacionais do Brasil [2020], conforme selos estampados na coluna à direta desta postagem.
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quinta-feira, 15 de abril de 2021
Quarentena, Pandemia e Loucura: A Máscara da Morte Rubra, de Edgar Allan Poe, conto do Romantismo terrivelmente atual
O vídeo acima, A Mascara da Morte Rubra, é uma dramatizando do canal Conto um Conto, em que narra esse conto de terror do mestre Edgar Allan Poe, que em tempos de quarentena, pandemia e loucura [política e social], parece terrivelmente atual.
Para quem quiser ler este clássico da literatura gótica e romântica, indico a ótima matéria abaixo, da Revista Prosa Verso e Arte, que traz o texto original de Poe.
O parágrafo inicial do texto parece tremendamente semelhante a muita coisa que acontece no Brasil atual, basta ler este fragmento:
"Por muito tempo a 'Morte Rubra' devastara o país. Jamais pestilência alguma fora tão mortífera ou tão terrível. O sangue era seu avatar e seu sinal — a vermelhidão e o horror do sangue. Surgia com dores agudas, súbitas vertigens; depois, vinha profusa sangueira pelos poros e a decomposição. As manchas vermelhas no corpo, em particular no rosto da vítima, estigmatizavam-na, isolando-a da compaixão e da solidariedade de seus semelhantes. A irrupção, o progresso e o desenlace da moléstia eram coisa de apenas meia hora. Mas o príncipe Próspero sabia-se feliz, intrépido e sagaz. Quando seus domínios começaram a despovoar-se, chamou à sua presença um milheiro de amigos sadios e frívolos, escolhidos entre os fidalgos e damas da corte, e com eles se encerrou numa de suas abadias fortificadas. Era um edifício vasto e magnífico, criação do gosto excêntrico, posto que majestoso, do próprio príncipe. Forte e alta muralha, com portões de ferro, cercava-o por todos os lados. Uma vez lá dentro, os cortesãos, com auxílio de forjas e pesados martelos, rebitaram os ferrolhos, a fim de cortar todos os meios de ingresso ao desespero dos de fora, e de escape, ao frenesi dos de dentro. A abadia estava amplamente abastecida. Com tais precauções, podiam os cortesãos desafiar o contágio. O mundo externo que se arranjasse. Por enquanto, era loucura pensar nele ou afligir-se por sua causa. O príncipe tomara todas as providências para garantir o divertimento dos hóspedes. Contratara bufões, improvisadores, bailarinos, músicos. Beleza, vinho e segurança estavam dentro da abadia. Além de seus muros, campeava a 'Morte Rubra'".
Para ampliar o tema, indico o vídeo a seguir, com resenha literária de Christian Araújo sobre o texto em questão:
Observação:
Esta postagem é de autoria de José Antonio Klaes Roig, professor, escritor e poeta, além de editor do blog Educa Tube Brasil. http://educa-tube.blogspot.com
José Antonio Klaes Roig ou Zé Roig, como gosta de ser chamado, possui o Prêmio de Professor Transformador [2020] e seu blog Educa Tube Brasil, o Prêmio de um dos melhores blogues educacionais do Brasil [2020], conforme selos estampados na coluna à direta desta postagem.
domingo, 19 de abril de 2020
Achadouros da Infância: série de podcast de contação de histórias elaborada por professora da educação infantil
A imagem acima é do podcast ACHADOUROS DA INFÂNCIA, projeto criado por Beatriz Almeida, professora de Português, de João Pessoa, Paraíba, Brasil, que tem, como a própria idealizadora indica, "por objetivo maior levar histórias para crianças, pequenas ou grandes. Todo domingo ao meio-dia em todas as plataformas digitais!", vide imagem e link do Instagram do projeto, logo a seguir:
ACHADOUROS DA INFÂNCIA NO INSTAGRAM
A professora Beatriz Almeida populariza a literatura infantil através da contação de histórias por meio digital, no caso podcast via Spotify e divulgado no Instagram. Projeto simples e ao mesmo tempo relevante, pois incentiva o hábito da leitura através do imaginário da contação [e dos contos de fadas], uma das artes mais antigas da humanidade, agora por meio eletrônico.
Beatriz começou a contar histórias ainda na graduação e depois em 2017, em escola pública de Colinas do Sul. Em final de 2019 produziu o primeiro podcast e não parou mais, basta ver a lista de arquivos do projeto no Spotify.
Parabéns à Beatriz pela criatividade e inovação, valendo-se de ferramentas digitais para registrar, produzir e divulgar seu fazer pedagógico. Como sempre o Educa Tube Brasil destaca: é a simplicidade que permite a continuidade de projetos de trabalho e de vida.
Para saber um pouco mais e conhecer Beatriz, recomendo o link de reportagem abaixo e link para o Spotify do Projeto:
Professora paraibana cria podcast para ampliar o consumo de histórias infantis
ACHADOUROS DA INFÂNCIA - SPOTIFY
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quarta-feira, 8 de agosto de 2018
Rambo citando Drummond: criativa edição de áudio e vídeo, unindo cinema e literatura
O vídeo acima Rambo recitando Drummond, foi indicação via Facebook pelo amigo Fernando Luis, músico poeta e artesão de Rio Grande (RS), Brasil.
Um hilário audiovisual, que além de ser uma criativa edição de áudio e vídeo, é um inteligente material unindo cinema e literatura. Impagável ouvir a declamação de versos pelo próprio poeta brasileiro Carlos Drummond de Andrade, sincronizado à fala da personagem de filmes de ação Rambo interpretada pelo ator Sylvester Stallone. Claro que se fosse o poeta Arthur Rimbaud com o poeta Drummond, combinaria mais. Mas é um exemplo do humor digital: unir cena do filme Rambo IV, com o áudio de declamação do poeta de Itabira (MG), num efeito quase perfeito. Parabéns à Confraria do Vento pela edição desse material.
E o incrível nisso tudo é justamente mesclar os opostos, e com essa atividade mostrar toda a criatividade, sintonia e sincronia. Um pequeno exemplo das possibilidades que a edição de vídeos e áudios proporciona, e que os professores podem com seus alunos, não serem meros receptores, mas produtores de conteúdo, ora irreverente, ora pedagogicamente relevante, mesclando arte e cultura, história e literatura, filosofia e tecnologia etc. Adaptar um poema para cenas do cotidiano e vice-versa. Usar cenas de filmes e adaptá-las para o ambiente escolar, promovendo dublagens criativas e originais, mesclando tudo com humor e criticidade, etc. Há inúmeras possibilidades que podem ser exploradas com a edição de vídeos e áudios escolares.
quarta-feira, 18 de outubro de 2017
Humor e criatividade em vídeo que simula uma corrida de Fórmula 1 inusitada
O vídeo acima, recebi de um amigo pelo WhatsApp e achei interessante compartilhar nas redes sociais e depois neste blog educacional, pois considero o material muito criativo e humorado, unindo o som com o imaginário da Fórmula 1. O próprio nome do irreverente "autódromo" InterLagoas une o universal ao particular: um banhado com rãs que parecem mesmo com Ferraris McLarens e outras equipes passando zunindo pela cerca.
Incentivar a criatividade, o humor inteligente, a arte e cultura, unindo áudios e vídeos pode ser uma grande ferramenta educacional para o professor abordar seu conteúdo programático, ou ilustrar alguma atividade curricular ou extraclasse.
Só faltou o "Acelera, Ayrton!" e a musiquinha que ficou famosa nas transmissões da vitória do campeão Senna, nas manhãs de domingo pela TV.
Abaixo, um vídeo autêntico do zumbido das rãs digo, carros de Formula 1 justamente no autódromo de Interlagos 2012:
domingo, 27 de dezembro de 2015
Pintura Viva: Audiovisual resultado de interação em rede social e proposta de projeto educacional
Vídeo acima Pintura Viva, fiz de forma casual ao filmar em 24/12/2015 a fachada de São José do Norte (RS) Brasil, extremo sul do RS, que lembrava um quadro de meu pai, o artista plástico José Américo Roig, o Zeméco (daí o motivo do título Pintura Viva), que entre seus inúmeros quadros retratando a paisagem de sua cidade natal, seguidamente pintou essa fachada.
Ao perceber a movimentação de gaivotas próximas à lancha em que eu estava, dei o zoom e deixei gravando suas evoluções no céu. 46 segundos de pura magia.
Quando levei este vídeo para a rede social Facebook, dois amigos, Gilson Borges Corrêa (riograndino) e Paulo Troina (nortense vivendo em Porto Alegre), em suas interações me sugeriram, o primeiro colocar uma música de fundo, e o segundo indicou a canção Voa Liberdade, do cantor Jesse. Dito e feito: levei vídeo e áudio para o Movie Maker e editei o "Pintura Viva", fruto dessa interação.
Um pequeno exemplo como uma ideia quase acidental de filmar a fachada de uma cidade, por conta de que o interior da lancha estava lotado, me fez ir para o alto da mesma e dali ver o belo visual e lembrar da obra de meu pai. A participação das gaivotas foi de forma incidental, assim como a interação dos amigos e a edição da canção, de forma incidental também, preservando o som ambiente da travessia do canal que separa São José do Norte a Rio Grande. A canção achei no You Tube e baixei o vídeo, convertendo-o só em áudio para inseri-lo na gravação original, via editor de vídeo Movie Maker. A música casou perfeitamente às imagens, pois apenas a adicionei e deixei rodando os primeiros 46 segundos e o resultado não poderia ter sido melhor pela sincronia e sintonia com o tema. E viva a esta pequena criação coletiva, via rede social.
Um pequeno exemplo também de como professores podem interagir com seus alunos no ambiente escolar, sugerindo vídeos e eles músicas, ou vice-versa, na produção de material audiovisual, relativa as atividades em sala de aula ou projetos que envolvam saídas de campo, no entorno da escola ou além dele.
Para quem se interessar sobre a vida e obra de Zeméco, meu pai (falecido em março 2011) podem visitar (link abaixo) o blog que fiz em 2006 para ser acervo digital de sua produção:
VIDA E OBRA DE ZEMÉCO: PINTOR AUTODIDATA NORTENSE
domingo, 29 de novembro de 2015
Natal das Crianças: Encantadora encenação dos alunos da educação infantil
O vídeo acima Natal das Crianças, trata-se de cativante encenação das crianças da Educação Infantil do Colégio E. Pe. Colbachini, de Nova Bassano, RS, Brasil, feita em 2014, e coordenada pela professora Marli Dagnese Fiorentin , editora do Blogosfera Marli.
O trabalho encantador ou se ver as imagens aliadas ao áudio em que as crianças contam, ao seu jeito, a história do Natal, com seu sotaque peculiar, da serra gaúcha.
Ainda que seja uma versão muito particular, torna-se universal, por encenar um tema como o Natal e por ser feito por crianças, que por si só já encarnam esse espírito de nascimento e renascimento...
quarta-feira, 11 de fevereiro de 2015
Edição de imagens com discursos de Barack Obama o fazem parecer cantar Taylor Swift
O vídeo acima, Barack Obama Singing Shake It Off by Taylor Swift (Barack Obama canta "Deixar pra lá", de Taylor Swift), descobri na rede social e trata-se de divertida e criativa edição de imagens e áudio, a partir de discursos do presidente dos EUA, dando a impressão de que canta música de conhecida cantora também norte-americana.
Mais do que mostrar as possibilidades da tecnologia, ao editar - de forma intencional e humorada - som, imagem, etc, serve para mostrar aos jovens (filhos e/ou alunos), como de forma subliminar e/ou mal intencionada também é possível editar notícias, histórias, boatos que geram fatos, basta criatividade, seletividade e publicidade, sem a devida checagem de dados.
O mundo virtual, seja através de mensagens de correio eletrônico, postagens de fotos e vídeos em redes sociais e tudo mais, está repleto de manipulações de textos, imagens e áudio. Diversos poemas, contos, artigos de opinião atribuídos à celebridades - ainda que de boa qualidade -, não corresponde à verdadeira autoria; outras vezes, textos de autores consagrados são plagiados por ilustres desconhecidos, ou atribuída autoria a outra pessoa, ou jogados na vala comum do chamado "autor desconhecido".
Não existe essa figura de "autor desconhecido"; todo texto tem uma autoria, mas o que se deve dizer, quando não conhece quem produziu algo é "autor não identificado" por nós...
Enfim, toda edição de vídeo e áudio nos serve para mostrar o quanto somos criativos, fazendo paródias de situações reais, mas que poderão ser manipuladas e repassadas aos desavisados, como se fato concreto fosse, gerando uma rede de intrigas, calúnia e difamação. Ter crítica e , acima de tudo, autocrítica é essencial para evitar mal entendidos e/ou desinformação, mesmo quando se tenta se informar. Afinal, algumas edições, seja de imagens, textos e sons, são mais sutis e dissimuladas, com o sentido de (de)formar a opinião pública a respeito de algum assunto, mas nem todos percebem tal edição, manipulação.
Vejam também, criativa edição de imagens com clipes e shows de Michael Jackson, simulando cantar e dançar música do grupo Molejo:
Brincadeira de Criança (Música e edição de imagens)
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