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quarta-feira, 18 de fevereiro de 2026

Crise das casas quadradas no Brasil: aula multidisciplinar sobre a "arquitetura da felicidade", história, física, geografia, artes etc




O vídeo "Crise das casas quadradas no Brasil" de Ramon Ferrary, um "short" no YouTube, foi indicação da amiga Fernanda Amaral Silveira, jornalista e revisora, de São José [SC], Brasil e trata-se de uma material relevante sobre arquitetura, mas que serve para aulas inter e multidisciplinares envolvendo memória, história, física, artes, geografia, filosofia, sociologia, literatura e língua portuguesa [a expressão "sem eira e nem beira" pode ser trabalhada em aula].
Um material audiovisual que pode ser trabalhado em conjunto a outro envolvendo arquitetura e sociedade, do filósofo suíço Alain de Botton, chama-se "Arquitetura da Felicidade", que recomendo logo abaixo, pois faz um paralelo a questão de como o conceito de felicidade vai mudando a cada geração a partir das construções habitacionais de cada tempo, refletindo valores de cada época. Uma provocação filosófica e sociológica também:



Observação:
Esta postagem é de autoria de José Antonio Klaes Roig, professor, escritor e poeta, além de editor do blog Educa Tube Brasil. http://educa-tube.blogspot.com José Antonio Klaes Roig ou Zé Roig, como gosta de ser chamado, possui o Prêmio de Professor Transformador [2020] e seu blog Educa Tube Brasil, o Prêmio de um dos melhores blogues educacionais do Brasil [2020], conforme selos estampados na coluna à direta desta postagem.

domingo, 6 de junho de 2021

A primeira "Casa Inteligente" do mundo: desenhistas soviéticos criaram sistema integrado futurista, antecipando em 20 anos as i-deias de Apple, Microsoft e Google




O vídeo acima, Una computadora soviética futurista anticipó ideas de Apple y Google, descobri via Twitter do amigo Fabio Paiva Fagundes e trata-se de matéria no YouTube no canal da RT (Televisão Russa) em Espanhol que traz incríveis imagens sobre projeto de design, em que especialistas da antiga URSS conceberam uma revolução tecnológica, décadas antes da Apple, criando em termos estéticos um sistema integrado de comunicação futurista que seria a PRIMEIRA CASA INTELIGENTE DO MUNDO, muito antes que houvesse tecnologia para isso e que tivessem surgido as Big Techs [fgigantes da tecnologia], como Apple, Microsoft, Google etc.
Um exercício de imaginação e planejamento que não foi adianta por causa da desintegração da própria União Soviética. Mas basta ver as imagens para perceber diversos conceitos, ideias e i-deias que estão no nosso cotidiano, seja de telas planas, de tablet's, sistema de comunicação sem fio etc.
Em 2011, a própria Microsoft fez um exercício de CASA INTELIGENTE, através da empresa Corning, no vídeo "A Day Made Of Glass" [Um Dia Feito de Vidro], mostrando, logo a seguir, como num futuro, não tão distante assim, o vidro seria uma superfície condutora de dados, em toda parte. Muito disso já está presente em nosso cotidiano, através da Realidade Virtual, a Realidade Aumentada, A Inteligência Artificial, a 5G, o wi-fi, os carros inteligentes, a internet da coisas e muito mais.



No Renascimento, com Leonardo Da Vinci, depois no século XIX, com a literatura fantástica e de ficção de Edgar Allan Poe, H.G. Wells, H.P. Lovercraft etc, algumas coisas do plano ficcional se aproximaram do plano da realidade, outras ainda esperam confirmação. Os limites paraa imaginação humana são infinitos, ainda que nem sempre, ao seu tempo, haja tecnologia suficiente para dar vazão a todo esse olhar visionário. Ainda não estamos no futuro utópico de "Os Jetsons" nem no distópico de "Mad Max". Tudo é gradual e muitos dos conceitos do passado ainda esperam tecnologia para transportá-los do reino da ficção para a realidade.
Entre o futurismo e o futuro, propriamente, há uma distância entre desejo e a inovação. Porém, conhecer esse percurso e valorizar essas ideias, adaptando-as ao que se tem de aparato tecnológico, mantendo viva a memória e a história da inventividade humana é fundamental, começando pela escola...

Observação:
Esta postagem é de autoria de José Antonio Klaes Roig, professor, escritor e poeta, além de editor do blog Educa Tube Brasil. http://educa-tube.blogspot.com
José Antonio Klaes Roig ou Zé Roig, como gosta de ser chamado, possui o Prêmio de Professor Transformador [2020] e seu blog Educa Tube Brasil, o Prêmio de um dos melhores blogues educacionais do Brasil [2020], conforme selos estampados na coluna à direta desta postagem.

quinta-feira, 6 de agosto de 2020

Vida de Inseto no Mundo Real: parece impressão 3D, mas é obra da natureza em 3 dimensões



O vídeo acima, que denominei de VIDA DE INSETO NO MUNDO REAL, encontrei no Twitter de Nature Is Lit e é um curta-metragem genial, pois mostra a engenharia social, 100% natural: lagarta cria, como numa impressão 3D, sua habitação e alimentação, cortando pedaço de folha da planta para se esconder dos predadores. 
3 dimensões: engenharia, segurança e alimentação! 
Isso sim é ser multifuncional. E um belo material para uma aula de biologia, ciências, arquitetura e algum projeto de educação ambiental.
Este vídeo foi compartilhado pelo colega e amigo Luciano Santos, professor de Novo Hamburgo, Rio Grande do Sul, Brasil.

domingo, 2 de agosto de 2020

Capela Sistina: experiência imersiva em visita virtual em 360 graus

A imagem acima é da SISTINE CHAPEL, mais conhecida como Capela Sistina, situada no Palácio Apostólico, residência oficial do Papa na Cidade-Estado do Vaticano, dentro do museu do Vaticano. Capela famosa pelos diversas pinturas em suas paredes e tetos, que possui um link na internet que permite uma experiência imersiva, em 360 graus, por meio de visitação on-line, clicando AQUI.
Um belo material compartilhado via WhatsApp por meu ex-professor Péricles Gonçalves, de Rio Grande Rio Grande do Sul, Brasil.
Um recurso virtual, não apenas para professores de Artes, mas de História, Literatura, Filosofia, Arquitetura e outros mais.
Conforme a Wikipedia:
"É famosa pela sua arquitetura, inspirada no Templo de Salomão do Antigo Testamento, e sua decoração em afrescos, pintada pelos maiores artistas da Renascença, incluindo Michelangelo, Rafael, Perugino e Sandro Botticelli.
A capela tem o seu nome em homenagem ao Papa Sisto IV, que restaurou a antiga Capela Magna, entre 1477 e 1480. Durante este período, uma equipe de pintores que incluiu Pietro Perugino, Sandro Botticelli e Domenico Ghirlandaio criaram uma série de painéis de afrescos que retratam a vida de Moisés e de Cristo, juntamente com retratos papais e da ancestralidade de Jesus. Estas pinturas foram concluídas em 1482, e em 15 de agosto de 1483, Sisto IV consagrou a primeira missa em honra a Nossa Senhora da Assunção.
Desde a época de Sisto IV, a capela serviu como um lugar tanto para religiosos, como funcionários para atividades papais. Hoje é o local onde se realiza o conclave, o processo pelo qual um novo Papa é escolhido."


sábado, 25 de julho de 2020

Mate Mágica: a magia da geometria e das matemáticas em curta-metragem de animação digital demonstrando a arte em toda parte



Maths Magic

La magia de la geometría y las matemáticas

Publicado por Ventura Divulgación em Segunda-feira, 23 de março de 2020


O vídeo acima, Maths Magic: La magia de la geometría y las matemáticas, é um fabuloso curta-metragem de animação digital, disponibilizado na página Ventura Divulgación e indicado por minha ex-aluna Sabrina Mogado, via Facebook e é de fato uma Mate Mágica, ao mostrar a magia presente na geometria e nas demais matemáticas, através de figuras geométricas presentes na natureza e nas obras arquitetônicas e demais produções humanas, com seus graus, ângulos, padrões, circunferências etc.
Um belo material, não apenas para professores de Matemática e Física, mas para os de Filosofia, Biologia, Artes, Literatura e outros mais, inclusive para alguma atividade integrada ou multidisciplinar, mostrando a "Arte em Toda Parte".
Um vídeo que dialoga com a Natureza dos Números, de Cristóbal Vila, já destacado neste blog educacional conforme link abaixo:

A Natureza dos Números e os números geométrica e matematicamente presentes na natureza

quarta-feira, 3 de junho de 2020

Espacialidade e temporalidade na educação, antes e depois da pandemia: ESTUDAR em locais diferentes poderá trazer RESULTADOS diferentes




O vídeo acima, ESTUDAR em Locais Diferentes pode trazer RESULTADOS Diferentes, foi indicação do grupo do WhatsApp PROFESSORES ONLINE, e trata-se de audiovisual de Eduardo Cortez, do canal Concurseiro Oculto, como dica de aproveitar melhor tempo e espaço de estudo, mudando de cenário para favorecer a aprendizagem, pois tal situação ajuda no plano individual os níveis de retenção de informações que promovam o conhecimento.
A sugestão do Eduardo se refere mais ao estudo individual de um candidato para concurso, mas que serve também para grupos, como os alunos de uma turma, essa rotatividade de cenários para obter resultados diferentes no estudo. Ainda, de acordo com Cortez, "Estudar em diferentes locais, tais como biblioteca, casa, praia, parque, entre outros pode trazer benefícios para o estudantes", pois "Estudos comprovam que quando há uma rotatividade de locais o cérebro consegue associar melhor as informações estudadas, isso ajuda na memorização da matéria e oxigenação do cérebro".
De fato, o editor deste blog educacional é prova viva disso, quanto a importância da questão do tempo e do espaço no fazer pedagógico, antes e, principalmente, após a pandemia, quando novas metodologias e didáticas serem necessárias, pois desde 2018, desenvolve projeto de incentivo à leitura e escrita, denominado PASSAPORTE LITERÁRIO que, justamente, promove saídas de estudos com os alunos de Literatura do ensino médio em experiências imersivas sem óculos VR, mas na realidade local, como igrejas, parques, praças, livrarias, bibliotecas, cafeterias, hotéis etc que tenham vinculação às escolas literárias estudadas em sala de aula, no livro didático, em vídeos e revistas, numa pequena viagem no tempo, sem máquina alguma, apenas a imaginação e a prática escolar em 360 graus, conforme links abaixo:

Passaporte Literário: experiência imersiva na realidade local em 3D e 360 graus, no EducAção 3D+

PDF Literário: adaptação do Projeto Passaporte Literário de distribuição de livros impressos a alunos, agora no formato digital

Essa metodologia de saídas de estudos, adoto desde 2005 em meus projetos educacionais, envolvendo diversas áreas do ensino e aprendizagem como no vídeo abaixo, chamado "Metodologia 4K e os quatro ambientes de interação escolar", que favorecem a metodologia e a didática do professor do século XXI e que num tempo e espaço de pandemia ficam mais evidenciados, justamente por não ser possível a mobilidade, a questão da afetividade presencial também fica prejudica, necessitando que o professor reaprenda a ser professor em tempos e espaços de confinamento social e que podem ser evidenciados a partir da adoção de ferramentas de saídas de estudos virtuais [Google Earth, Street View, Google Maps etc]:



quarta-feira, 27 de maio de 2020

Não podemos fabricar a felicidade – Pascal Bruckner. Fato! Ela precisa ser por nós manufaturada - José A. K. Roig




O vídeo acima, "Não podemos fabricar a felicidade", descobri nas redes sociais [mais precisamente no portal Pensar Contemporâneo] e trata-se de fala de Pascal Bruckner, escritor, ensaísta e filósofo francês, que é autor de livros de ficção e de não ficção e teve seu livro Lua de Fel adaptado para o Cinema pelo premiado diretor Roman Polanski.
De acordo com a Pensar Contemporâneo, Bruckner, "Além de proferir palestras pelo mundo, Bruckner também participa de programas de televisão e é colaborador de uma das principais revistas francesas, a Le Nouvel Observateur"; ou seja, um pensador do século XXI em diálogo com os "homens das letras" do século XIX, quanto à diversidade de ações e campos de atuação.
Na palestra dada à Conferência FRONTEIRAS DO PENSAMENTO, em 2014, Pascal, conforme apresentação do portal "afirma que a felicidade é um estado de graça e não um sentimento permanente e, por isso, nunca podemos produzi-la a partir de algo. Somos felizes por alguns instantes e, depois, esse sentimento se transforma em nostalgia e angústia".
A frase de sua fala, que dialoga ao meu ver com o livro ARQUITETURA DA FELICIDADE, do filósofo suíço Alain De Botton (vídeo a seguir, parte 1/5). E, antes mesmo de eu ter assistido à conferência propriamente dita, "Não podemos fabricar a felicidade" passei a refletir sobre a condição humana, seus avanços e retrocessos neste começo do século XXI, e incorporar um subtítulo {ELA PRECISA SER MANUFATURADA] de minha autoria na postagem deste blog educacional.



Mais que um mero jogo de palavras, a questão da MANUFATURA (desse artesanato do viver) em relação a felicidade FABRICADA (meio Tempos Modernos, de Chaplin, vide imagens acima, apertando inúmeros parafusos e sendo peça diminuta de uma engrenagem maior), é uma provocação poética e filosófica sobre a importância de não criarmos esses PARAÍSOS ARTIFICIAIS, como Baudelaire denominou, mas de que construamos, como uma casa, tijolo a tijolo a nossa RESIDÊNCIA POÉTICA como RESISTÊNCIA ÉTICA a esses tempos pandêmicos, polêmicos, povoados por uma Usina de Fake News disparadas de forma industrial, como linha de produção em larga escala através das redes sociais digitais.





Destaco na fala de Pascal, estes dois fragmentos interessantes que dão conta de sua visão da ideia de felicidade na contemporaneidade e em que defende um novo Iluminismo:

"A sabedoria nos recomenda não nos atirarmos sob as rodas de um automóvel, não nos pendurarmos na janela do 15º andar, não engolir qualquer coisa à mesa, não beber a água da sarjeta em respeito à nossa saúde, mas, por outro lado, nunca temos a possibilidade de fabricar a nossa felicidade a partir de coisa alguma.
[...]
Parece-me que a felicidade é um pouco análoga à visitação de uma providência simpática, de um espírito feliz que, durante algumas horas, alguns dias, alguns meses, nos inunda com seus benefícios. E então, um dia, sem nos darmos conta, ela se vai e nos deixa, evidentemente, em um estado de grande nostalgia, na esperança de que ela volte. Eu diria: deixemos ao acaso o cuidado de organizar nossos momentos de felicidade, deixemos à nossa sensibilidade a inteligência de reconhecer a felicidade quando ela chega, e deixemos à nossa prudência o cuidado de evitar as infelicidades quando elas passam por perto"
.

Essa Iluminação, em tempos de Trevas e Idade Mídia atuais, povoados pelas Fake News, remetem a outra imagem emblemática, não da literatura, mas do cinema, A FELICIDADE NÃO SE COMPRA (1946), [seja ela fabricada ou manufaturada] do diretor Frank Capra, um clássico eterno da Sétima Arte que é terrivelmente atual, em que um homem bom, desiludido com a corrupção em sua cidade, resolve se jogar de uma ponte, quando é interpelado por um Anjo [que precisa recuperar suas asas] e que lhe mostra como seria a sua cidade, caso esse desejo de fuga, escapismo, ele realizasse. Resistir é preciso, uma Resistência Ética em uma Residência Poética, como sempre defendo, e a fala de Pascal Bruckner vem ao encontro de minha inspiração, como blogueiro educacional, professor, escritor e poeta.
Abaixo, texto do referido filme:



sábado, 21 de dezembro de 2019

Animação da Academia Brasileira de Ciências conta a história do grande geógrafo Milton Santos




O vídeo acima Ciência Gera Desenvolvimento faz parte de série desenvolvida pela Academia Brasileira de Ciências, tendo neste episódio 4, animação que conta a história do grande geógrafo Milton Santos.
Santos, conforme portal Mundo Negro, foi um "geógrafo negro, de origem humilde, e único intelectual latino-americano a vencer o Prêmio Vautrin Lud, considerado o Prêmio Nobel da Geografia". Além disso, "graças a ele, a Geografia é utilizada como uma ferramenta para planejar não apenas cidades, mas políticas públicas para a redução das desigualdades".
Para entender uma cidade, um país, era preciso, segundo Milton, compreender as questões sociais políticas e econômicas, pois estes fatores estão relacionados. Seu pensamento inspirou áreas diversas como arquitetura, planejamento urbano, economia, filosofia e ciências sociais.
Um pensador que ainda influencia outros pensadores.

sábado, 27 de julho de 2019

História em Blocos: estudantes e professores utilizam jogo Minecraft para reconstituir patrimônios históricos destruídos pela guerra


History Blocks from History Blocks on Vimeo.


O vídeo acima History Blocks é de um projeto fabuloso que visa reunir historiadores e pesquisadores junto com educadores e especialistas em Minecraft para uma restauração virtual de centenas de monumentos históricos destruídos em zonas de guerra. Mais que isso segundo o projeto, a ideia é de que professores possam "trabalhar junto de seus alunos para reconstruir, restaurar e preservar os Patrimônios da Humanidade destruídos pelos conflitos. E eles podem fazer isso usando uma das ferramentas mais versáteis e divertidas que existem: o Minecraft".
Para isso, o professor e a escola podem participar fazendo o download do plano pedagógico para ser aplicado na sua sala de aula, acessando o link abaixo:

HISTORY BLOCKS

Uma ideia incrível que une noções de geometria, matemática, lógica, arquitetura, história, filosofia, sociologia, literatura etc.
Mais de 30 países já adotaram o projeto que permite que os alunos aprendam a valorizar o patrimônio histórico e cultural, que pertence à humanidade.
Para saber mais sobre o projeto, basta também acessar o link abaixo, com a reportagem completa:

Alunos usam Minecraft para reconstruir patrimônios históricos destruídos no Oriente Médio

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2019

Arquitetura da simplicidade em "Time Lapse": dois jovens munidos do conhecimento prático constroem um local incrível




O vídeo acima, que intitulei de Arquitetura da Simplicidade, encontrei no Twitter e carreguei para meu blog educacional. Não consegui identificar os dois jovens arquitetos autodidatas que conseguem - registrado em "time lapse" - construir um local incrível munidos apenas de peças artesanais e muita criatividade.
Um material para refletir sobre e rebater aquelas teorias conspiratórias de que os monumentos da antiguidade podem ter sido erguidos por civilizações extraterrestres. Se dois jovens conseguiram isso, a partir do conhecimento simples e prático, imaginem o que fariam milhares desses, mundo afora!
A arquitetura da simplicidade é saber lidar com as possibilidade de seu meio, valendo-se da criatividade originalidade, autenticidade e realidade local. Algo que muitos educadores já fazem em seu ambiente escolar adaptando recursos, criando projetos simples mas eficientes que permitem a continuidade.
Como sempre uso essa metáfora: A construção do conhecimento é muito semelhante à da construção civil, debaixo pra cima, como as fundações e alicerces da educação infantil, ensino fundamental e médio e que o acabamento vem de cima pra baixo com a graduação e pós-graduação.
A seguir, mais um vídeo que corrobora com minha alegação, em que um jovem vale-se dos materiais disponíveis em seu entorno para fazer uma bela construção do próprio conhecimento:



O professor do século XXI deve ser em parte um arte-educador, valendo-se de outras áreas do conhecimento, trabalhando de forma colaborativa com seus alunos (coordenando projetos) ou cooperativa com seus colegas de escola, pensando projetos inter e multidisciplinares. Documentando essas atividades, seja em time-lapse ou em tempo real, usando equipamentos seus ou de seus alunos, como câmera digital, fone celulares, smartphones, tablets, notebooks etc. E depois fazendo uma pequena mostra dessa produção coletiva. Eis a arquitetura da simplicidade no espaço escolar.

sexta-feira, 4 de janeiro de 2019

Paris 3D: animação virtual e jornada interativa pela cidade luz, da antiguidade até a Feira Mundial de 1889




O vídeo acima 3D Animated History of Paris: Take a Visual Journey from Ancient Times to the World’s Fair of 1889 , descobri no Twitter e como o título indica, trata-se de animação virtual e jornada interativa pela cidade luz (Paris), da antiguidade até a Feira Mundial de 1889. Um vídeo deslumbrante pela reconstituição de épocas, de prédios e tudo mais.
Conforme indica o Open Culture: "Uma das cidades mais famosas do mundo começou como um aglomerado de humildes cabanas, edifícios murados e construções baixas de madeira com telhados de colmo e pastagens cercadas - o assentamento de uma tribo celta conhecida como Parisii, que começou a habitar a região, em algum momento do século 3 a.C. No primeiro século, os romanos conquistaram e estabeleceram o que se tornaria a margem esquerda, e começaram a construir uma cidade impressionante e próspera, com um fórum, templos, casas de banho e teatros.
[...]uma 'jornada interativa no tempo' que retira centenas de anos de história para revelar modelos virtuais da cidade durante os períodos acima e durante a Idade Média, a Revolução Francesa e a Feira Mundial de 1889, com a recém-construída Torre Eiffel.
O projeto exigiu o trabalho de mais de 40 pessoas, incluindo vários especialistas sobre a história de Paris, por mais de dois anos"
.
Um rico material para trabalhar conceitos sobre história, memória, arquitetura, arte, cultura etc.
Lembro-me que anos atrás, quando coordenei um Núcleo de Tecnologia Educacional que formava professores da rede pública estadual do RS no uso das TIC e Mídias na Educação, participei de atividade integrada no laboratório do NTE com professores de história e geografia, usando datashow internet e Google Earth e Maps para visitar com os alunos de 7º ano da escola estadual onde o NTE funcionava, justamente a cidade do Rio Grande e depois Paris. O professor de História destacou aspectos logicamente históricos entre as duas cidades desde a disposição das ruas, a cultura etc e a professora de Geografia, analisou aspectos geográficos. Por fim, um dos alunos nos auxiliou na elaboração de pequeno vídeo sobre esse tour.
Utilizar multimeios, não apenas digitais para explorar o conteúdo das disciplinas é uma necessidade para o educador do século XXI, principalmente se quiser abordar e visitar eras passadas...
Vejam também a Roma Antiga, de 320 a.C., nessa História em 3D, logo abaixo:





E assistam também essa animação premiada que permite que você voe até a Londres do século XVII:



quinta-feira, 16 de março de 2017

"Arquitetura da mente" (Archiatric) em uma criativa e didática animação




O vídeo acima ARCHIATRIC (Arquitetura da Mente), descobri via Twitter de Simony Thomazini e trata-se de criativa animação feita por Federico Babina, arquiteto italiano conhecido por outros trabalhos instigantes, que mescla arquitetura e ilustração a outros temas, como Cinema, alfabeto, etc, como em: Archizoo, Archibet, Archilife, Archiportrait, Archist.
Vídeo que conta com a música de Elizabete Raspall, e que apresenta diversos comportamentos humanos estilizados em forma de habitações, algo que me lembra a Poética do Espaço do filósofo Gaston Bachelard que compara o corpo humano a uma casa, com escadarias que levam ao sótão e ao porão.
No caso da referida animação, demonstra as características principais de cada comportamento, de forma didática e até poética, ainda que as ilustrações demonstrem que cada situação seja bem delicada e requer um tratamento específico, como a demência, o autismo, a depressão, o transtorno bipolar etc.
Um vídeo interessante para se compreender de forma visual o que representa cada situação.
Do mesmo Babina, achei no You Tube outra bela animação, chamada ArchiDirectors que presta uma linda homenagem a arquitetura no cinema:



segunda-feira, 16 de maio de 2016

Arquitetura Escolar e os Espaços escolares para novos tempos




No vídeo acima, a professora da Unicamp Doris Kowaltowski fala sobre Arquitetura Escolar na TV Univesp, levando em conta fatores como "Acústica, iluminação, materiais que não sejam tão duros, uma arquitetura que contemple as especificidades locais" , além da funcionalidade deste espaço escolar. Trata do inovador e do tradicional na educação e as mudanças que ocorreram na arquitetura de algumas escola.
O referido vídeo encontrei no ótimo blog Arquitetando Ideias da amiga Elenara Stein Leitão, arquiteta em Porto Alegre (RS), Brasil, cujo tema era justamente os Espaços escolares para novos tempos, postagem feita por ela, a partir de indicação de outro post que fiz à Elenara, sobre Arquitetura da Aprendizagem.
Com alegria li a postagem do Arquitetando Ideias (link a seguir), que mostra "Como seriam espaços escolares para nossos novos tempos de tantas transformações". Uma bela postagem que recomendo por conta das diversas possibilidades de unir o espaço escolar a uma perspectiva mais eficiente, do ponto de vista arquitetônico como pedagógico. A arquitetura é uma arte que deve se incorporar aos espaços escolares, dentro de uma proposta de novas metodologias e didáticas, como algumas das experiências apontadas por Elenara, em que a construção do conhecimento está aliada à construção do próprio espaço escolar, arquitetonicamente adequada a inovações, tanto espaciais como educacionais. Mudar o espaço sem alterar a metodologia é como o editor deste blog sempre destaca: "Novas tecnologias requerem novas metodologias. Equipamentos que trazem em si o conceito da mobilidade, utilizados de forma fixa, acaba sendo uma contradição". E como destaca a prof. Doris, no vídeo mais abaixo: "Inclusão não é só construir rampas", há que se pensar o espaço muito além disso...

Espaços escolares para novos tempos, no Arquitetando Ideias

Dentro deste tema, pensando a questão dos espaços escolares, em sentido amplo, e pensando este espaço em que a Biblioteca Escolar deveria ser melhor explorado, tanto o exterior, como principalmente seu interior, indico um link do portal Publica, de Portugal, cujo tema é justamente "Uma viagem pela arquitetura das bibliotecas", vide link abaixo:

Uma viagem pela arquitetura das bibliotecas

Por fim, indico a seguir o vídeo Como a arquitetura contribui para o aprendizado, no programa Conexão Futura, do Canal Futura, uma entrevista realizada em 23/11/2015, com Doris Kowaltowski, arquiteta e professora Faculdade de Engenharia Civil Arquitetura e Urbanismo da Universidade Estadual de Campinas; Alexandre Delijaicov, arquiteto da Prefeitura de São Paulo e professor da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo; e Tatiana Klix, repórter do site Porvir e apresentação de Cristiano Reckziegel:



sábado, 30 de abril de 2016

"Do Lembrar e do Esquecer: Memórias de um Patrimônio Ignorado": Documentário cultural para se pensar a questão educacional




O vídeo acima "Do Lembrar e do Esquecer: Memórias de um Patrimônio Ignorado", é um ótimo documentário que encontrei ao visitar o também igualmente ótimo blog TELECINE BRASIL, que recomendo visita, que traz resenhas sobre filmes.
O referido documentário, conforme apresentação no blog e no You Tube "conta, através de depoimentos e imagens, a história e destino de um conjunto arquitetônico demolido pelos novos proprietários dias após ser tombado como Patrimônio Histórico e Cultural. Por meio de um caso local, se discute como tem se desenvolvido esta relação conflituosa envolvendo especulação imobiliária, preservação do patrimônio, poder público e interesses privados, relação esta que é observada atualmente em diversas partes do Brasil", tendo como direção de Jorge Costa e produção do Laboratório de Produção Audiovisual MacacuCine.
Um vídeo "sobre as práticas educacionais e da necessidade de lembrar e não deixar cair no esquecimento, esse repositório educacional", muitas vezes restrito à sala de aula, para que não fique ignorado às gerações futuras toda essa trajetória histórica e escolar, entre o vivido e o recordado, quando "cinema vira igreja, coreto da praça é demolido", todo um patrimônio histórico que deve ser preservado.
Como bem destaca a prof. de Historia Elaine Fátima do C.E. Quintino Bocaiúva, de Cachoeiras de Macacu, RJ, Brasil, "Uma cidade que não preserva seus monumentos, seus prédios, sua História, não preserva sua identidade".

terça-feira, 11 de agosto de 2015

O melhor jardim de infância do mundo: Fuji Kindergarten do Japão




O vídeo acima Takaharu Tezuka: O melhor jardim da infância que você já viu, foi indicação indireta via jornal virtual do professor Marco Ananias, educador do Rio de Janeiro, RJ, Brasil, matéria destacada também pelo Portal Porvir.
O vídeo apresentado pelo arquiteto Takaharu Teruka, mostra escola de educação infantil japonesa que foi projetada pela empresa Tezuka Architects, com sede em Tóquio, Japão.
As inovações começam pela estética, o visual em círculo que se conecta à ideia de espaço infinito de interação. Em círculos vivemos e convivemos, em círculos nos aproximamos das pessoas, criamos laços de afeto, de trabalho, de estudo. Melhor ainda: o respeito ao meio ambiente, já que foi constuido em torno de árvores que já existiam no local e que fazem parte, não apenas da "arquitetura", como da funcionalidade e das possibilidades de interação de professores com alunos e estes com a própria natureza viva, no meio da escola e um parquinho no telhado.
O conceito de rede social, começa pela colocação literal de uma rede de cordas, para que as crianças possam subir ao telhado (um espaço também de convivência e aprendizagem, e descer aos demais cômodos, como numa brincadeira, como num parque de diversos. Pelas imagens é possível ver dezenas de crianças em torno da árvores, sobre a rede de proteção, brincando, subindo nos galhos das árvores, que atravessam a escola, de cima para baixo e vice-versa, dependendo do rumo da interação.
Na borda do telhado há grades de proteção, que servem também como local de apreciação de atividades pelos alunos, como num estádio, teatro, para atividade no centro do piso inferior da escola. A ideias simples, o visual incrível e a praticidade é ótima.
Este jardim de infância, segundo Takaharu Tezuka, é aberto a maior parte do ano, sem divisões entre interior e exterior do prédio, que é praticamente um telhado, sem proteção acústica, para favorecer justamente a interação dos alunos, evitando o silêncio. Todos ouvem a todos... De fato: o silêncio, espaços fechados não combinam ou deveriam não combinar com a educação infantil. Mas para isso, deve ser uma filosofia da escola, aceita pela comunidade, num outro contexto social em que a insegurança exterior não invada, logicamente a paz interior. Não podem (ou não deveriam) ser uma bolha, prisão, como muitas são, por questões de violência no entorno da instituição. Mas infelizmente e compreensivelmente, muitas são...
A arquitetura da escola não prevê divisões entre turmas e alunos, todos convivendo com todos. Como o espaço é circular, aquele aluno que não deseja ficar na sala, logo, pelo conceito do círculo, ele voltará... Então, as crianças que saem das salas de aula, logo retornam as mesmas, apenas circulam pelo ambiente...
Outra questão interessante é a concepção de silêncio e barulho, pensando a educação infantil, em que a interação funciona melhor com o barulho do que no silêncio, algo que quem convive com crianças percebe bem... E esta geração audiovisual e multifocal consegue fazer diversas coisas ao mesmo tempo, em uma aparente bagunça, organizada.
Há árvores dentro de certas salas, e todas estas possuem pelo menos uma claraboia, que além de favorecer a iluminação natural, permitem atividades extras, como "Papai Noel" entrar na época de Natal. E o espaço permite não apenas liberdade individual, mas ações coletivas, de crianças ajudam a outras crianças a subirem e descerem árvores, escadas, rampas, edes etc. E o mais interessante, na apresentação de Tezuka é apresentação de dados como que a circunferência da escola (183 metros) e o deslocamento de um menino, durante 20 minutos equivale a cerca de 6 quilômetros durante a manhã. Confome dados, as crianças nesta escola percorrem em média 4 quilômetros ao dia, praticando atividades atléticas de correr, pular, subir, descer etc Mas não existe um treinamento específico, apenas ficam livres pela escola. Não há controle nem supreproteção, o cair faz parte do próprio processo de apendizagem do correr, caminhar, viver...
Tezuka diz: "Penso que a arquitetura é capaz de mudar o mundo, e a vida das pessoas"; algo que remete ao livro do filósofo Alain De Botton, chamado Arquitetura da Felicidade (Vejam vídeos sobre o mesmo, ao final desta postagem). Realmente, o espaço escolar, familiar, social deve ter uma arquitetura que favoreça a sensação de bem estar, levando em conta a finalidade, a função social que terá.
Para saber mais sobre a escola, vejam o link da matéria no portal Porvir:

Por dentro do melhor jardim de infância do mundo

O Fuji Kendergarden do Japão, lembra-me outras experiências de escolas com a educação infantil, levando justamente em conta a questão espacial como um dos fatores, junto às questões temporais e de ensino, na formação das crianças, como oytras duas escolas que o Educa Tube Brasil já destacou neste blog, como a Escola de Reggio Emília, na Itália, e a CEI Raio de Sol, de Joinville, SC, Brasil, conforme links abaixo:

As Escolas de Educação Infantil de Reggio Emilia, Itália (Univesp TV)

CEI Raio de Sol (Joinville, SC) e Os espaços sustentáveis através da arte e educação

Há também a Telefonplan School, de Estocolmo, na Suécia, "A escola [que] tem um projeto arquitetônico inovador, com poucas paredes e salas, e vários espaços pensados para aguçar a criatividade dos alunos. A tecnologia faz parte do dia a dia dos estudantes e professores, que usam laptops para estudar e trabalhar. A aprendizagem é baseada em projetos, de acordo com interesses individuais e feita de maneira colaborativa", conforme link abaixo:

TELEFONPLAN SCHOOL

terça-feira, 23 de junho de 2015

Engenharia interessante: Modelos estruturais (Da teoria à prática na educação)


Structural Model

Structural ModelMeet www.interestingengineering.com

Posted by Interesting Engineering on Segunda, 6 de abril de 2015


O vídeo acima Modelo estrutural, descobri via Facebook da colega e amiga Ana Beatriz, educadora na UFPE, PE, Brasil, a partir de página Interesting Engineering (Engenharia interessante)e trata-se do que chamo da unir a teoria à prática, de forma didática.
Diversos princípios (conceitos) são apresentados como: Ligação de base, coluna, peça de montagem, ligação rotulada, viga, ligações rotuladas, ligação hipostática, contraventamentos, compressão, tração, pórtico indeslocável, ligação rígida, pórtico deslocável, momento, ligações rígidas, estrutura hiperestática, estrutura isostática e estrutura hipostática.
Ainda que não seja das exatas, mas das humanas, vejo que na vida em sociedade, vislumbramos algumas dessesas estruturas na prática, ainda que de forma intuitiva. Entretanto, pensando a educação no sentindo amplo e universal, este material serve para refletir sobre os diversos "modelos estruturais" de nossa sociedade, sejam eles rígidos, tradicionais e consevadores, sejam flexíveis, maleáveis, progressistas...
Transpondo as leis da física dos corpos às almas de algumas pessoas, assistimos, às vezes, pensamentos pontuais e monolíticos querendo ser estruturantes da sociedade, seja na estrutura do modelo familiar, da orientação sexual, religiosa, política, educacional etc.
Muitos, sem o devido conhecimento dessa arquitetura, não se sustentam em seus polêmicos modelos estruturantes de si mesmos, querendo levar e elevar aos demais.
A tentantiva de impor modelos generalizantes, redundantes e/ou reducionistas de uns a todos, não se sustentam por muito tempo, justamente por falta de base sólida, de alicerce e fundações concretas. Frutos de leituras rasas de mundo, a partir do próprio UMbigo.
A construção do conhecimento, o Educa Tube Brasil sempre destaca em diversas postagens, assemelha-se e muito à construção civil, justamente por que requer que o ensino básico (alicerce e fundação do próprio sistema nacional de ensino) seja sólido, planejado e bem executado, feito de baixo para cima. E que o acabamento, venha em sentido inverso, de cima para baixo, como em um prédio de diversos andares (graduação, especialização, pós-graduação etc).
Não basta ter teoria sem a experimentação, seja na engenharia como na educação; da mesma forma, só a prática sem o referencial teórico, carece tambem da devida sustentação e continuidade. Torna-se muitas vezes o modelo estrutural de um castelo de cartas que ao primeiro vento ou tremor, desaba...
Unir os fundamentos, os conceitos, os principios das Humanas às Exatas, e vice-versa, evitam vícios de construção, como rachaduras, fissuras, infiltrações, vazamentos, tombamentos etc.
Ainda que seja uma digressão, além do que o vídeo contém, acho que a metáfora da física, da engenharia civil à engenharia social, que é a própria Educação, é pertinente. Salvo alguma correção.

E já que abordei nesta postagens, temas como engenharia, física, construção civil, sustentabilidade e outros, recomendo a postagem abaixo, Construção civil e desenvolvimento sustentável, da Prof. Luciane Kawa, Química Especialista em Meio Ambiente, Sustentabilidade e Psicopedagogia, editora do blog Química, Meio Ambiente e Edificações:

Construção civil e desenvolvimento sustentável

quarta-feira, 29 de abril de 2015

Paredes que se movem: O futuro dos apartamentos e da educação?




O vídeo acima Pop Up Apartment: an interactive flexible house + ready prototype (Pop Up Apartamento Pop Up: Uma casa flexível interativa + protótipo pronto), descobri via Twitter da amiga Elenara Stein Leitão, arquiteta de Porto Alegre, RS, Brasil e editora do ótimo blog Arquitetando Ideias.
A expressão "Pop Up", lembra aqueles livros de abrir e montar que crianças e jovens adoram. Como um jogo Lego em 3D e tamanho gigante.
No caso do vídeo em questão, trata-se, conforme destaca Elenara, de:

"Apartamentos conceituais onde os espaços vão sendo usados de acordo com as conveniências é a proposta desse projeto da equipe de design Hyperbody de TU Delft, na Holanda.
A ideia básica é de um espaço único de 50 m2 que possa se mover de acordo com as necessidades.
Mover? Como assim? Através de um motor que fica sob o piso e que faz com que as paredes se movimentem e criem o espaço que se precisa. Tudo está em constante mudança, paredes, móveis, pessoas, vida...e tudo controlado por aplicativos de smartphones".


Imaginem só, espaços móveis de interatividade, não apenas na sala de casa, mas na sala de aula, em que painéis pudessem sem deslocados de lá pra cá e de cá pra lá, promovendo a mesma portabilidade e mobilidade que os equipamentos eletrônciso sem fio permitem aos jovens.
Realmente, algo muito hightec, ainda mais quando nem conseguimos imginar como será a própria tecnologia do futuro, diante dos cada vez maiores avanços tecnológicos que deixam o que era moderno hoje, ultrapassado em questão de poucos meses. O notebook nem bem foi incorporado ao ambiente escolar e já veio o tablet, logo virão outras novidades tecnológicas, requerendo cada vez mais avanços também metodológicos, na questão do tempo e espaço educacionais.
Mas é também uma genial ideia, de levar em conta um pequeno espaço, promovendo as múltiplas possibilidades de uso, respeitando a luminosidade do dia, em que são distribuídas certas divisórias, como a da noite, da mesma forma, o meio ligado ao ambiente que se deseja, adaptando-o à necesidade de cada momento. Algo para instigar, não apenas arquitetos de construções de moradias, mas aos "arquitetos" de construções do conhecimento, nas escolas. Como um jogo de montar uma aula, conforme a necessidade daquela disciplina e/ou conteúdo programático.
Esse apartamento do futuro é um protótipo, movido por motores e aplicativo, requerendo uma experimentação. A sala de aula do futuro, os motores de sua utilização devem ser os professores e alunos, e os aplicativos que movem estes, muitos estão aí disponíveis, bastando uma pesquisa e imaginação de como usá-los no cotidiano escolar. São inúmeras as possiblidades, sejam na questão da inclusão digital, seja na mobilidade de fazer uma sala de aula, qualquer lugar: uma saída de campo em torno da escola, numa biblioteca pública, num parque etc
Há que se pensar a questão da mobilidade humana, seja do mobiliário, que permita usos variados, racionalizando inclusive pequenos espaços. Pensar a mobilidade do próprio tempo e espaço escolares, através de outras formas de interação em sala de aula, dentro da escola e fora dela... A criatividade poderia ser incentivada, nas interações entre professores e alunos, pensando formas conjuntas de utilização desses tempos e espaços de convívio social, educacional e tecnológico.
Não sabemos sequer como será a internet do futuro, mas esperamos que a escola mude um pouco seu espaço, para que não continue a reproduzir seu padrão de fundação, lá no século XIX, e ainda arquitetonicamente tão fiel ao tradicional, ao formal, sem a devida mobilidade e portabilidade que as tecnologias eletrônicas já permitem aos alunos, fora das austeras salas de aula.
Mais que um exercício de iamginação, o vídeo acima nos permite pensar conceitos como portabilidadem, mobilidade, modernidade, tecnologia, metodologia, tempo, espaço, interatividade, convergência etc.
Como escreveu Elenara Stein Leitão em seu blog: "Um arquiteto tenta projetar espaços com razão e sensibilidade. Tenta transformar sonhos de vida em paredes e cores, luzes e nuances que se tornarão realizáveis com o passar das horas de um dia. Um arquiteto tenta conceber aquilo que se antevê apenas em sonhos".
O educador, seja pai ou professor, precisa ter essa concepção de intervenção, na "arquitetura" do tempo e espaço de seus filhos e alunos, antevendo o futuro, e projetando neles sonhos possíveis de realização, a partir de seu experi~encia de vida, sensibilidade e dinâmica de grupo.

Posteriormente à publicação desta postagem, encontrei outro vídeo que dialoga om a ideia de mobilidade do espaço, no vídeo abaixo, que ecncontrei no portal eCycle, com a proposta de eco design ou um "Design inteligente faz [que] espaço minúsculo ser multifuncional" e que remete a ideia também de um design educacional. Se o design instrucional é um conceito de tornar mais acessível o espaço virtual, esse design educacional, deveria ser formas de tornar o espaço físico em algo mais dinâmico, agradável, motivador e instigante. Veja que interessante ideia de tornar um espaço único em um ambiente múltiplo (sala de visitas, cozinha e quarto de dormir) com um simples uso de divisórias móveis e móveis embutidos:

ALL I OWN HOUSE by PKMN Architectures from PKMN [pac-man] on Vimeo.


O vídeo acima, encontra-se no portal Vimeo, intitulado de All I Own House (Tudo o que tenho casa) que, conforme o portal eCycle, a ideia é do "estúdio PKMN Architectures, da Espanha, [que] bolou um espaço interno de uma casa com cômodos ajustáveis. A organização lembra muito a de certas bibliotecas, em que uma estante precisa ser empurrada para liberar espaço. No projeto, as estantes foram feitas com madeira leve e colocadas sobre trilhos. Dessa forma, o mesmo espaço pode servir para receber visitas, dormir em uma confortável cama ou cozinhar".
Algumas escolas utilizam a sala de vídeos, o teatro, a própria biblioteca como esse espaço de múltiplas interações e adaptações.

segunda-feira, 20 de abril de 2015

O corpo que entende a física: Le Parkour (o percurso) da teoria à prática (desportiva)




O vídeo acima, The World's Best Parkour and Freerunning, descobri na rede social e mostrei ao meu filho de dez anos que, encantado, me perguntou como era possível fazer tudo aquilo - ser um "homem aranha" - e se havia algum tipo de efeito especial naquilo?
Conversei como ele que ali estavam atuando as leis da física, pois aquele jovem atleta não vestia nenhum tipo de equipamento, apenas usando e abusando da força e da velocidade, e os limites do corpo e da arquitetura. Mas como era leigo na área, pediria ajuda a alguém que fosse um especialista para explicar melhor.
Dito e feito. Pensei logo no colega e amigo José Carlos Antonio, professor de física em Santa Bárbara do Oeste, SP, Brasil e editor do blog Professor Digital.
Convite feito, via Twitter e depois por e-mail, o Professor Digital, gentilmente elaborou um texto que é um primor de objetividade, concisão e poesia, vindo ao encontro da intenção deste blog e postagem, mostrando as intertextualidades entre a prática esportiva (educação física) e a própria disciplina de física, e como é possível que estes dois educadores, em uma escola, interajam com seus alunos demonostrando como O Percursos (Le Parkour) une teoria e prática.
Segue abaixo o texto produzido especialmente para este blogueiro educacional e para esta postagem:

O corpo que entende a Física, por José Carlos Antonio

No Le Parkour fica evidente como somos adaptados para aprender Física independentemente das aulas que temos no colégio. Os movimentos exigem precisão, equilíbrio, força e muita habilidade. Nossa biologia se encarregou de dotar nosso cérebro com o "poder" de entender alguns princípios físicos e aplicá-los, mesmo sem saber suas definições formais e sem que nenhuma conta seja feita.
O atleta do Le Parkour tem aulas de Física aplicada durante seus treinamentos. Em cada erro ele aprende como fazer melhor da próxima vez. Um aprendizado que pode custar tombos doloridos ou coisa pior, mas que funciona não só nesse exótico esporte como também em todos os demais.
A beleza de conhecer a Física como disciplina formal, seus princípios e leis, não está em ser capaz de fazer os mesmos movimentos que o atleta, mas sim em compreender como eles funcionam!
Para o atleta tudo é desafio, diversão e superação. Para o físico, ou um admirador da Física, além da graça dos movimentos há todo um jogo de transformação de energia, alavancas e pontos de equilíbrio, conservação do momento linear e angular, impulso, centro de massa... Enfim, uma infinidade de conceitos que estão graciosamente presentes no espetáculo.
Ao leigo que nada sabe de Física cabe apreciar "meio espetáculo" mas, conhecendo um pouco mais a Física podemos "sentir" como todas essas leis e princípios estão presentes nos movimentos e, dessa forma, o atleta se torna mais que uma pessoa apenas habilidosa: ele se torna um espetáculo da natureza e um grande físico experimental.


Como educadores, sempre querendo aprender, para melhor ensinar, ainda temos um logo PERCURSO, observando a arquitetura escolar, seu espaço, as forças físicas do tempo agindo sobre as coisas e as pessoas, a resistência do ar e a resistência de alguns, por receio do novo e da novidade... Como o jovem que usa essa própria arquitetura ao seu favor, com força e velocidade, o educador de século XXI, precisa se adaptar às novas forças de interagir com o aluno, pensar novas didáticas e metodologias para tecnologias que são substituídas com cada vez maior velocidade e força. O computador de mesa (desktop) foi ultrapassado pelo notebook, que já está sendo substituído pelo tablet, que logo terá algo para superá-lo. Entretanto, o ato de educar jamais poderá ser substituído por uma máquina, justamente por envolver outros fatores, como bagagem cultural, experiência de vida, afetividade etc.
Mas uma coisa que, como educador e editor deste blog, tenho aprendido nesse meu percurso é que através das trocas de saberes com outros colegas e alunos, podemos superar certos limites ou utilizá-los como ponto de apoio para saltos maiores rumo ao futuro. E pensar atividades cooperativas entre professores e colaborativas entre professores e seus alunos, facilitam um novo percurso em comum, em comunidade.
Afinal, Isaac Newton, pai da moderna física, já dizia em sua Terceira Lei, da Ação e Reação, que toda ação resulta uma reação ("Para toda interação, na forma de força, que um corpo A aplica sobre um corpo B, dele A irá receber uma força de mesma direção, intensidade e sentido oposto"). E podemos dizer que a cada ação educativa do professor e da escola resultará uma reação do aluno.
Como não domino o conteúdo da física, tampouco a educação física, aproveitei a poética, que é a área de minha formação, para complementar esta minha breve reflexão. Embora, tanto professores de física como de educação física devem convir comigo que os saltos, cambalhotas, e outras acrobacias do Le Parkour são poesias visuais àqueles que ficam a tudo observar :-)
Abaixo, segue vídeo David Belle - Parkour (Origine Le Parkour), com o filho do criador da técnica e arte do Le Parkour, que conforme apresentação do mesmo no You Tube, "remonta a década de 1960, durante a guerra do Vietnã, quando o soldado francês Raymond Belle utilizava o corpo para transpor obstáculos de forma rápida e fluida para resgatar feridos nas florestas fechadas do País. A inspiração veio do fisiculturismo de Georges Herbert (1875-1957), o tão conhecido método natural. Na década de 80, o filho de Raymond Belle, cujo nome é David Belle, adquirindo o conhecimento do pai, transpôs todos os movimentos e técnicas para as 'ruas', utilizando o mobiliário urbano como possíveis obstáculos. Para isso houve todo um estudo de sua parte para desenvolver o que hoje chamamos de Parkour".



As cenas em câmera lenta demonstram toda a técnica e uma arte passada de pai para filho, como deve ser o conhecimento humano, transportado de geração à geração. No Le Parkour, o respeito às leis da física e a geometria e a arquitetura das coisas é essencial para que velocidadee força atuem sobre os mesmos. Aprender com o meio para atingir uma finalidade... Aprender com a movimentação dos corpos dos alunos, que requerem práticas não tão fixas e sim móveis. Que a mobilidade dos equipamentos tecnlógicos seja também utilizada em projetos de ensino e aprendizagem que permitam essa movimentação dentro e fora da escola, em atividades curriculares e extracurriculares, presenciais e/ou a distância...
É um percurso longo e ainda estamos todos aprendendo uns com os outros...

domingo, 12 de abril de 2015

"Escola Google": Sala de aula no Brasil, inspirada no escritório da gigante de buscas


"Escola Google". Conheça a sala de aula no Brasil que é inspirada no escritório da gigante de buscas.

Posted by Olhar Digital on Quarta, 8 de abril de 2015


O vídeo acima, "Escola Google", descobri no Facebook do portal OLHAR DIGITAL e mostra a sala de aula, no Brasil, que é inspirada no escritório da gigante de buscas.
Trata-se de experiência em escola de São Paulo, que adaptou seu espaço a um modelo semelhante ao que é utilizado pela empresa Google, com almofadas coloridas substituem cadeiras e mesas; telas multimídias ao invés de lousas digitais; tablets e notebooks em vez de livros e cadernos; o professor não à frente de uma turma, mas atrás, do lado mediando, orientado a pesquisa.
A escola propôs um parceria para criar o primeiro Google Learning Space (Espaço de Aprendizagem Google) do mundo.
Conforme Marcelo de Freitas Lopes, Coordenador Educacional do Colégio Mater Dei, "é um espaço interativo usado por crianças da educação infantil até jovens do ensino médio" e "o foco da sala é criar um ambiente de aprendizado mais aconchegante, mais descontraído, mais informal, que permite trocas". Segundo ele, não necessariamente utilizando neste ambiente apenas tecnologias, mas podendo ser também uma roda de conversas, promover um debate ou produzir um trabalho colaborativo.
O objetivo é trazer para a escola os mesmos estímulos da produtividade e criatividade que marcam as empresas do Vale do Silício, no EUA, onde gigantes como Google, Apple e outras desenvolvem seus projetos inovadores.
Espaço e tempo mais flexíveis frente a currículos mais engessados. O método expositivo sibstituído pelo colaborativo entre professor e alunos.
Entretanto, se professor neste novo modelo, funciona como um guia que explora com os alunos as chamadas infinitas possibilidades de conteúdo, em que o educador aprende com aluno, cabe lembrar que esta inovação não se distancia tanto assim do que o educador Paulo Freire pregava décadas atrás, com a sua Pedagogia da Autonomia, cada vez mais atual, em tempos de Mídias e Redes Sociais, quando declarava que ninguém ensina a ninguém e que todos aprendem em comunhão. Um fato, independente de se usar tecnologia dita de ponta, eletro-eletrônica ou prosaicos quadros e giz.
Como toda metodologia, a inovação só poderá ser comprovada a partir de ações decorrentes desta ideia. Ainda que a tecnologia tenha avançado, o mais importante é que a metodologia acompanhe esta chamada evolução e inovação na arquietetura escolar, e não que seja acessória deste processo. Uma metodologia mais flexível, em que a mobilidade, inclusive, além deste novo espaço arquitetônico, pressupõe a convergência de pessoas tanto quanto das funções de seus aparelhos eletrônicos.
Estaremos acompanhando as notícias o Google Learning Space, para uma maior reflexão sobre suas possibilidades de adaptação ao cotidiano escolar.

terça-feira, 1 de julho de 2014

Uma Vida de Artes: A História de Vida de José Américo Roig (Zeméco)




O vídeo acima Uma Vida de Artes: A História de Vida de José Américo Roig, trata-se de Documentário (2006) da APHAC - Norte (Associação do Patrimônio Histórico Artístico e Cultural de São José do Norte, Rio Grande do Sul, Brasil sobre a vida e obra do artista plástico autodidata José Américo Roig, mais conhecido pelo nome artístico de Zeméco (1934-2011), e conta com produção e edição de Maicon Bravo e J.F. Costa (José Fernando Silveira Costa).
Lançado no VIII Seminário da APHAC Norte "São José do Norte, Mui Heróica: Ontem e Hoje", em 23/10/2006, contém cenas de pontos turísticos da cidade, sobrepostos a filmagem dos quadros do autor, contando ainda com depoimentos de pessoas da comunidade, ligados à história, arte e cultura; e o apoio da Secretaria Municipal de Educação de São José do Norte, Rio Grande do Sul, Brasil.
Conforme a apresentação do vídeo: "Uma das figuras mais carismáticas de São José do Norte e pintor conhecido por além fronteiras do estado do Rio Grande do Sul, José Américo Roig, Zeméco, traz o relato de sua vida, suas experiências, suas aventuras, seu amor pela terra natal e sua perseverança na arte neste documentário produzido pela Aphac-Norte. Exemplo a ser seguido no longo caminho da vida, símbolo de talento e força de vontade e ícone em torno do qual nortenses, gaúchos e brasileiros devem se espelhar para construir uma identidade forte, Zeméco é quase que mitológico ao ser o protagonista de inúmeras façanhas que já fazem parte do imaginário coletivo de São José do Norte".
Dentre tais façanhas, consta que certo dia o menino Zeméco fez um par de asas voadoras e pulou de cima do telhado de um casario histórico, ficando com várias fraturas. O sonho de Zeméco (pai do editor do blog Educa Tube) resistiu à queda, e até mesmo a perda parcial da visão, anos depois... Resolveu após a aventura de querer voar, apenas dar asas a imaginação, através das artes plásticas...
Falecido em 29/03/2011, sua produção artística pode ser conhecida também através do blog VIDA E OBRA DO ZEMÉCO, criado em 2006 para ser um acervo digital do pintor.