Mostrando postagens com marcador seriado. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador seriado. Mostrar todas as postagens

sábado, 15 de agosto de 2026

[Brincando... de viver?]: plano-sequência artesanal simulando a vida e o passar do tempo em seriado [trabalho em equipe magistral]






Fazia um bom tempo que tinha visto esse incrível plano-sequência Kidding - The inside stuff [Brincadeira – Os bastidores], em tela dividida, mostrando os bastidores da criação, no Instagram de Caverna de Toth, mas não o localizava mais, até que descobrindo o nome do seriado Kidding [série de comédia dramática de 2018, protagonizada pelo ator Jim Carrey], encontrei o referido audiovisual [em tela dividida e em tela cheia] no YouTube e os divulgo agora nesta postagem com uma breve reflexão sobre a vida, o viver, o cinema, a arte, o trabalho e o cotidiano.
No primeiro momento, cabe a análise na perspectiva cinematográfica, do quanto uma obra precisa de uma equipe técnica de apoio nos bastidores para que a ilusão da sétima arte dê a sensação de realidade, por verossimilhança. O chamado Making off, em tela dividida demonstra esses efeitos visuais, feitos de forma artesanal para dar a impressão de lapsos de tempo, mudanças cronológicas amplas, ainda que tudo seja criado num mesmo espaço e tempo. Uma sequência genial que precisa ser planejada em cada detalhe para que o resultado seja magistral.
No segundo momento, a reflexão sobre o planejamento e organização que um professor deve ter em relação a cada aula, roteirizando sua metodologia e didática para que ambas causem um efeito especial no alunado. Os recursos digitais são aliados, meios, jamais o fim em si mesmo, pois do contrário, o resultado esperado não será atingido. Há que se tratar a sala de aula como um palco em que todos os participantes, mestre e alunos, são atores sociais, desempenhando um papel: que a informação gere conhecimento através das trocas de saberes e de experiências de vida.
Por fim, o terceiro momento, a reflexão sobre o mundo do trabalho e a importância fundamental do trabalho em equipe para o efetivo desempenho de uma profissão. Hoje, tudo está conectado, interligados, no sentido do maquinário [hardwares] e procedimentos [softwares], mas e os trabalhadores, colaboradores estão no mesmo ritmo que os algoritmos das máquinas? A etiqueta profissional, as habilidades e competências para o exercício daquela profissão estão sendo atingidos? Estão sendo oferecidos cursos de qualificação? Está bem remuneração e com condições de saúde física e mental o trabalhador em geral?
Não dá pra "Brincar de viver", ou viver numa eterna simulação, como um jogo. É preciso que o plano-sequência da vida também esteja em acordo com o projeto de vida de cada um, envolvendo as dimensões pessoais, sociais e profissionais. Para isso, requer pessoas que sejam diretores, conduzindo esse processo que envolve diversas pessoas num mesmo ambiente, seja ele familiar, escolar, laboral ou social. Fica aqui essa breve reflexão e provocação artística, filosófica e sociológica.
Para complementar esta postagem, indico o videoclipe da canção "Brincar de viver" [1983], com letra de Guilherme Arantes e interpretação de Maria Bethância:



Observação:
Esta postagem é de autoria de José Antônio Klaes Roig, professor, escritor e poeta, além de editor do blog Educa Tube Brasil. http://educa-tube.blogspot.com José Antonio Klaes Roig ou Zé Roig, como gosta de ser chamado, possui o Prêmio de Professor Transformador [2020] e seu blog Educa Tube Brasil, o Prêmio de um dos melhores blogues educacionais do Brasil [2020], conforme selos estampados na coluna à direta desta postagem.

quinta-feira, 30 de julho de 2026

O fim do mundo segundo "Os Simpsons" e a inversão dos valores: cena de seriado de animação provando que humor é coisa séria




O fim do mundo segundo "Os Simpsons" é uma cena emblemática desse seriado de animação longevo que tem sido "acusado" por teóricos das conspirações de "prever" vários situações históricas. Para alguém que ainda não tercerizou o senso crítico, e pensa "fora da caixa" do senso comum, é natural que um seriado de humor flerte sempre com o absurdo para fazer uma dura e inteligente crítica social, como foi o caso de "prever" a eleição de Donald Trump que, quando no contexto de produção da animação era algo escatológico, absurdo e surreal. Entretanto, com o passar do tempo, não foi a animação "Os Simpsons" que se tornou surreal, mas a própria realidade com a eleição controversa do bilionário. Algo como se o antigo programa de humor "Casseta & Planeta", dadas as devidas proporções, "prevesse" a eleição do humorista Tiririca para a presidência da República do Brasil e um dia ela se realizasse.
Mais que isso, esse recorte de um episódio do referido seriado de animação, que encontrei no Instagram de Psicanálise Raiz pode se tornar um ótimo material de análise e reflexão sociológica, filosófica, midiática, jornalística, artística e histórica, ao nos debruçarmos não apenas sobre o texto [imagem], mas o contexto histórico e cultural do período de produção e do contexto atual, em paralelo com momentos históricos que eram incompreensíveis ao seu tempo e que hoje parece-nos mais nítido como certas figuras chegam onde estão.
Outro exemplo em que a vida imita a arte é a eleição de Zelensky na Ucrânia e o episódio O Candidato Waldo, do seriado distópico britânico Black Mirror, que antecipou esse tipo de eleição midiática. Outros exemplos estão por aí, e quem quiser ampliar essa postagem colaborando com sugestões, ficarei à disposição.

Observação:
Esta postagem é de autoria de José Antônio Klaes Roig, professor, escritor e poeta, além de editor do blog Educa Tube Brasil. http://educa-tube.blogspot.com José Antonio Klaes Roig ou Zé Roig, como gosta de ser chamado, possui o Prêmio de Professor Transformador [2020] e seu blog Educa Tube Brasil, o Prêmio de um dos melhores blogues educacionais do Brasil [2020], conforme selos estampados na coluna à direta desta postagem.

sábado, 24 de janeiro de 2026

EBC - TV Brasil Play - Entretenimento: filmes, séries, animações infantis e jornalismo




Indicação e link que recebi via Bluesky para o portal da EBC, que é a Empresa Brasil de Comunicação, "uma empresa pública federal que possui um conglomerado de mídia no Brasil, tendo sido criada em 24 de outubro de 2007 para prestar serviços de radiodifusão pública e gerir as emissoras de rádio e televisão públicas federais. Também é responsável pela EBC Serviços, ramo que produz A Voz do Brasil para a Secretaria de Governo da Presidência da República, gerencia a Rede Nacional de Rádio, licencia os programas dos veículos da EBC, fornece monitoramento e análise de mídias sociais e realiza todo o trabalho de publicidade legal para os órgãos da administração pública federal." E EBC possui o plataforma TV BRASIL PLAY com uma programação cultural nacional para divulgação gratuita, constando filmes, séries, animações infantis, jornalismo brasileiro, no link logo abaixo:

TV BRASIL PLAY

Um de meus programas preferidos na TV Brasil, que assistia no canal do YouTube e agora posso ver na plataforma, é o programa SEM CENSURA, com ótimas entrevistas e mesa redonda com diversas personalidades das mais variadas áreas, veja, link a seguir:

SEM CENSURA - TV BRASIL

Observação:
Esta postagem é de autoria de José Antonio Klaes Roig, professor, escritor e poeta, além de editor do blog Educa Tube Brasil. http://educa-tube.blogspot.com José Antonio Klaes Roig ou Zé Roig, como gosta de ser chamado, possui o Prêmio de Professor Transformador [2020] e seu blog Educa Tube Brasil, o Prêmio de um dos melhores blogues educacionais do Brasil [2020], conforme selos estampados na coluna à direta desta postagem.

Hotel Reverie [Black Mirror] e a intertextualidade cinematográfica com Casablanca e A Rosa Púrpura do Cairo #CinEducacao




A sétima temporada do seriado britânico Black Mirror trouxe diversos episódios provocadores, alguns comoventes, como Eulogy; outros avassalodores feito Pessoas comuns. Já o episódio 03 dessa sétima temporada, HOTEL REVERIE [2025], é um de meus preferidos pelas diversas camadas intertextuais que ele contém, pricipalmente ao remeter a outros dois clássicos do cinema Casablanca [1942] e A Rosa Púrpura do Cairo [1985], por conta das diversas referências. Principalmente ao filme de Wooody Allen, numa parodia reversa, já que ao invés do ator atravessar a tela do cinema para viver um amor com a mocinha cinéfila, o movimento é o inverso, de uma atriz adentrar a um jogo que simula um filme do passado. No episódio do Hotel Reverie há um software chamado de Ressonhar [redream] que permite essa simulação e serve como um mote sobre o poder da tecnologia, seus limites e implicações. Além de outras questões como metalinguagem, romantização e roteirização da vida [via redes sociais digitais], vivendo a existência como num filme, um jogo, tipo Playstation 7.
Livros, filmes, músicas "antigas", os famosos "clássicos", nunca morrem de fato, pois pertencem ao imaginário universal e estão sempre dialogando em outras obras contemporâneas, direta ou indiretamente, como no Hotel Reverie.
Toda escrita é intertextual, toda linguagem é dialógica.
Recomendo a interessante resenha de PH Santos, logo a seguir, que trata dessa conexão física, emocional, de passado e presente semelhantes, se entrecruzando e de, como ele destaca, a "arte é vida real, é mais viva que a própria vida":



Indico logo abaixo os trailers dos clássicos Casablanca e A Rosa Púrpura do Cairo para ilustrar e ampliar essa postagem:





Observação:
Esta postagem é de autoria de José Antonio Klaes Roig, professor, escritor e poeta, além de editor do blog Educa Tube Brasil. http://educa-tube.blogspot.com José Antonio Klaes Roig ou Zé Roig, como gosta de ser chamado, possui o Prêmio de Professor Transformador [2020] e seu blog Educa Tube Brasil, o Prêmio de um dos melhores blogues educacionais do Brasil [2020], conforme selos estampados na coluna à direta desta postagem.

sábado, 25 de outubro de 2025

Segunda Chamada: quando "Odete Roitman" era professora da EJA em escola pública brasileira [telenovela, seriado e sociedade]




SEGUNDA CHAMADA é o nome de série de TV [Globoplay] em que a talentosa atriz Débora Bloch [comsagrada em seu papel recente de Odete Roitman, no remake de Vale Tudo] interpreta a professora Lúcia, que assume turma de Educação de Jovens e Adultos (EJA) em uma escola estadual na periferia de São Paulo, diante os desafios e choque de realidade de uma escola pública brasileira.
Lógico que a alusão à Odete Roitman deve-se ao título original da postagem, que trouxe do Linkedin, preservando-o. Não se trata de "pegadinha" ou de caça-cliques.
O vídeo em questão, encontrei, portanto, no Linkedin da professora Francilma Everton e é um convite à reflexão, não apenas sobre o valor de uma boa interpretação dramática [Débora Block brilha como vilã em telenovela e como professora idealista em seriado], mas uma provocação à valorização da educação e dos educadores, tidos por extremistas como vilões, e por cidadãos, como profissionais que enfrentam inúmeros desafios para ensinar crianças, jovens e adultos.
Abaixo, vídeo que apresenta a personagem principal do seriado SEGUNDA CHAMADA, a professora Lúcia:



Observação:
Esta postagem é de autoria de José Antonio Klaes Roig, professor, escritor e poeta, além de editor do blog Educa Tube Brasil. http://educa-tube.blogspot.com José Antonio Klaes Roig ou Zé Roig, como gosta de ser chamado, possui o Prêmio de Professor Transformador [2020] e seu blog Educa Tube Brasil, o Prêmio de um dos melhores blogues educacionais do Brasil [2020], conforme selos estampados na coluna à direita desta postagem.

domingo, 19 de outubro de 2025

Enfim, tempo suficiente [para a leitura de livros]: episódio clássico do seriado televisivo Além da Imaginação




O vídeo Enfim, tempo suficiente, trata-se de o fonal do episódio Time Enough at Last (Tempo suficiente, enfim) da série clássica que marcou época, chamada Twilight Zone, no Brasil denominada de Além da Imaginação, e o encontrei, primeiro no instagram de Touche Livros, onde, além das legendas, constava uma bela sinopse, que tomo a liberdade de reproduzir na íntegra:

Henry Bemis, um homem solitário, só queria uma coisa na vida: tempo para ler. Na rotina cinzenta, o chefe o repreendia, a esposa o humilhava e os livros lhe eram sempre arrancados das mãos. Então, o impensável acontece: uma explosão nuclear destrói a cidade, e Henry, protegido no cofre do banco, sobrevive. De repente, o mundo inteiro em ruínas se torna seu paraíso particular.
Entre destroços e silêncio, Henry encontra a biblioteca. Pilhas de livros intactos se erguem diante dele como tesouros, promessas de dias infinitos de leitura. Pela primeira vez, ele sorri com esperança. Organiza volumes em montes, planeja meses, anos, uma vida inteira de palavras ao alcance dos olhos. Afinal, havia tempo suficiente… por fim.
Mas o destino guarda sua crueldade: ao se preparar para mergulhar no primeiro livro, seus óculos escorregam, caem e se estilhaçam no chão. Henry, praticamente cego, tateia em desespero, cercado por tudo o que sempre sonhou e incapaz de tocar esse sonho. Sua voz ecoa entre as ruínas: “That’s not fair! That’s not fair!” — “Não é justo! Não é justo!”


Destaco também o ótimo comentário de Angela Annunciato, no referido vídeo no Instagram: "Aconteceu com Jorge Luis Borges, que ficou cego aos 55 anos e, um ano depois, foi escolhido para ser diretor da biblioteca nacional da Argentina. Seu comentário a respeito foi mais ou menos assim: “A ironia magnífica do destino, que me concedeu ao mesmo tempo os livros e a noite”.
Borges, inclusive, em um de seus maravilhosos contos, falava de uma biblioteca universal em que todo conhecimento humano estaria presente, numa clara referência à Biblioteca de Alexandria. Jamais devendo ser superinterpretado como o pai da ideia da internet, Google, Wikipedia. A biblioteca que ele imaginara era física, não virtual. Um repositório universal, como na Antiguidade.
Dito isso, em seguida, busquei o referido vídeo no YouTube, achando-o em boa resolução [acima], seriado que surgiu primeiramente na TV entre 1959-1964, em versão preto e branco. Posteriormente, voltou à TV em cores, nos anos 1980 e outra versão no início dos anos 2000, dessa série emblemática que inspirou outras diversas [Black Mirror, Love + Dead + Robots etc].
O que esse episódio nos traz de reflexão é justamente sobre o papel do livro e da memória em nossa humanidade, algo que remete de forma intertextual ao livro e depois filme Farenheit 451, inclusive numa cena antológica que já foi destacada neste blog educacional, vide link abaixo:

Farenheit 451: cena de distopia com diálogo primoroso entre professora e bombeiro sobre a questão dos livros e da leitura

Em tempos de não leitura, e de não leitores, cada vez mais vidrados às telas, telinhas e telões, tais materiais são fundamentais para abrir um debate sobre a importância do livro, da memória, da literatura, da arte para a preservação do conhecimento da e para a humanidade. Ótimo material para uma oficina de interpretação textual e escrita criativa com jovens e adultos.

EM TEMPO: Após esta postagem, encontrei uma interessante resenha sobre o episódio "Enfim, tempo suficiente", no canal METEORO, que compartilho logo abaixo, tratando de diversos episódios de TWILIGHT ZONE [Além da Imaginação], com o tema IGNORÂNCIA ALÉM DA IMAGINAÇÃO, algo terrivelmente atual:



Observação:
Esta postagem é de autoria de José Antonio Klaes Roig, professor, escritor e poeta, além de editor do blog Educa Tube Brasil. http://educa-tube.blogspot.com José Antonio Klaes Roig ou Zé Roig, como gosta de ser chamado, possui o Prêmio de Professor Transformador [2020] e seu blog Educa Tube Brasil, o Prêmio de um dos melhores blogues educacionais do Brasil [2020], conforme selos estampados na coluna à direita desta postagem.

sábado, 13 de setembro de 2025

"Eles vivem" e são "Pessoas comuns": filme de sci-fi e episódio avassalador de Black Mirror sobre a Sociedade do Consumo e do Cansaço




ELES VIVEM! [trailer de They Live] é um filme de ficção científica de John Carpenter, de 1989, considerado por alguns trash, pois traz como protagonista o aitor candadense Roddy Piper, um ex-lutador de luta livre [telecatch], em que as disputas eram coreografadas e levavam ao delírio os espectadores; evento muito popular nos anos 1970 a 1990 na TV. Mas a saca de Carpenter é mesclar sci-fi com crítica política e social, pois John Nada [Roddy Piper], um operário em Los Angeles, descobre numa caixa estranhos óculos escuros que, ao serem usados, permitem ler a linguagem subliminar da propaganda e ideologia consumista [numa hilária crítica ao capitalismo], descobrindo que os alienígenas já estão entre nós, eles vivem entre nós, controlando a sociedade, e só podendo ser visualizados por meio daqueles pculos pretos. E aí começa a resistência a essa invasão, sendo ele perseguido pelos aliens infiltrados em todas as instituições da sociedade. Sacada genial. Um filme que o editor deste blog educacional recomenda a fãs do gênero e a qualquer um que goste de um bom cine pipoca com crítica social.
Recentemente, em 2025, vi o episódio PESSOAS COMUNS [vídeo abaixo], episódio 01 da 7ª temporado do seriado britânico BLACK MIRROR, presente na Netflix, que faz uma crítica ao uso nebuloso das tecnologias, e que muitas vezes, episódios de temporadas anteriores se tornaram previsões sombrias que se realizaram. Em Pessoas comuns, vemos um casal de trabalhadores [ele operário, ela professora] que vivem uma vida pacata, até que ela precisa se submenter a um tratamento médico e precedimento experimental caro para sobreviver. O marido, para conseguir recursos financeiros para o procedimento precisa participar de lutas e outras situações constrangedoras que são compartilhadas pelas redes sociais digitais. Com a esposa recuperada, começa o martírio, pois o plano de saúde deles não comporta tamanhas despesas e precisa migrar do simples para o plus, desde para o "premium" e por aí vai. Antes disso, o plano mais comum, como num pacote de streaming, contém publicidade. Só que há um inconveniente:a professora no meio de uma aula começa a fazer comerciais aleatórios. Para migrar para um plano sem essas inserções, mais custos e mais o marido se expõe a todo tipo de atividade abjeta, numa clara crítica ao sistema econômico que todas as "pessoas comuns" estão submetidas, remetendo à sociedade de consumo, do espetáculo e do cansaço, a necropolítica etc, tão bem analisadas por diversos pensadores, sociólogos e filósofos como Guy Debord, Zygmuth Bauman, Byung Chul-Han, Achille Mbembe entre outros.



Recomendo também essa ótima análise de PH Santos sobre o mesmo episódio, e que é importante para refletir sobre o modelo civilizatório em que estamos presos, por sermos pessoas comuns:



Ambos os vídeos abordam esse modelo econômico e engenharia social que publiciza, monetiza tudo e todos, e sobre os quais, como cidadãaos comuns, estãos sujeitos, numa ruptura do estado do bem-estar social para o estado mínimo, em que os meios justificam os fins. os meios midiáticos e os fins lucrativos. Mais que uma visão apocalítica e distópica da realidade, ambas as abordagens, uma em 1989 e outra em 2025, refletem um processo de desumanização social que precisa ser revisto, pois os prejuízos são socializados e os lucros privatizados, como disse alguém, tempos atrás.
se Mais que isso, a vida de pessoas comuns, sem condiç~eos de planos de sáude ou de streaming, entre outros, se tornou um imenso espaço de publicidade, com alguma programação no intervalo, pois jogos, filmes, vídeos em plataformas são interrompidos de quando em quando por comerciais, a não ser que paguem por um plano que não tenha tamanha intervenção, invasividade. Uma questão para se refletir e debater: ética e estética.
Observação: Esta postagem é de autoria de José Antonio Klaes Roig, professor, escritor e poeta, além de editor do blog Educa Tube Brasil. http://educa-tube.blogspot.com José Antonio Klaes Roig ou Zé Roig, como gosta de ser chamado, possui o Prêmio de Professor Transformador [2020] e seu blog Educa Tube Brasil, o Prêmio de um dos melhores blogues educacionais do Brasil [2020], conforme selos estampados na coluna à direita desta postagem.

quinta-feira, 1 de maio de 2025

O drama britânico e a realidade brasileira de educadores e da educação: um "reality show" que poucos assistem e muitos palpitam




A poderosa cena acima é de episódio da série britânica "Waterloo Road" que dramatiza situações do ambiente escolar, não apenas do Reino Unido, mas que poderia ser reflexo das escolas brasileiras e outras nacionalidades, pois traz um diálogo entre dois professores que poderiam estar vivendo e trabalhando em uma escola de qualquer país, pois a realidade da maioria dos educadores, transformados por um sistema mecanizados, robotizado é de torná-los "burocratas do saber" inundados por diversas pressões e atividades mais administrativas do que pedagógicas: aprovação por causa de índices que remetem a verbas públicas ou privadas; diversas planilhas, dados que deveriam ser tabulados e analisados por outros setores; planejamentos detalhados que consomem tempo para preparação de materiais didáticos e pedagógicos; poucos recursos metodológicos e de infraestrutura; baixos salários e falta de incentivo; carreira desvalorizada e atacada por extremistas etc.
Uma reflexão profunda, realista e necessária que trago do Instagram do perfil Coração de Professor, neste Dia do Trabalhador [01/05], que é uma questão atemporal e universal: a valorização da educação, a defesa de um plano de carreira que motive e reconheça o valor dos educadores, o papel social relevante do professor e muito mais.
Ser a realidade da sala de aula, da escola, da própria educação fosse televisionada, como num reality show, teria tamanha audiência como nesses programas que simulam fofocas com atores canastrões numa mansão sem nada fazer durante meses? Com certeza "há mais coisas entre o céu e a terra que pode supor nossa vã televisão"...
Este vídeo é uma necessária provocação pedagógica e social, pois uma sociedade adoecida acaba adoecendo seus integrantes [o número de professores afastados por problemas de saúde mental ou que se demitiram só vem aumentando]. Um mundo individualista, consumista, narcisista combate uma educação cidadã, emancipadora, solidária. Escola é uma fábrica de sonhos não uma indústria de consumidores e de mão de obra barata para o mercado. Escola não é mero preparatório para outras instâncias: universidade, trabalho. Escola promove socialização, valorização de talentos, senso crítico, habilidades e competências para a Vida e para o Mundo! Pra que estudar física, matemática, química, biologia, história, literatura, sociologia, filosofia, artes? Pra não ser um negacionista, terraplanista, ora bolas! Para que nessa grande fábrica de sonhos a matéria-prima [o aluno] durante sua "linha de produção" de informações, geral ao final do processo, não um produto comercializável, mas um conhecimento geral, e não a cultura inútil de dancinhas e vídeos monetizaveis nas redes sociais digitais.
A escola é uma das primeiras redes sociais, após a família! E como tal, seu papel é fundamental na construção de valores e limites, muitas vezes sonegados aos jovens no período anterior ao ingresso no ambiente escolar. O papoel social da educação é de instrução, a educação em sentido ampla cabe primeiro à família, que tem terceirizado às "babás eletrônicas" [smartphones, videogames, tablets etc], como visto em outro seirado britânico, chamado ADOLESCÊNCIA. Um chamado à realidade dramática que muitas escolas e professores estão vivenciando mundo afora. Pausa pra reflexão...

Observação:
Esta postagem é de autoria de José Antonio Klaes Roig, professor, escritor e poeta, além de editor do blog Educa Tube Brasil. http://educa-tube.blogspot.com José Antonio Klaes Roig ou Zé Roig, como gosta de ser chamado, possui o Prêmio de Professor Transformador [2020] e seu blog Educa Tube Brasil, o Prêmio de um dos melhores blogues educacionais do Brasil [2020], conforme selos estampados na coluna à direita desta postagem.

sábado, 19 de abril de 2025

Parece episódio do seriado Black Mirror: tecnologia 6DoF + IA que prometem imersão entre ficção e realidade




O vídeo acima encontrei no Instagram de Bubows IA e trata-se da tecnologia 6DoF, da V-Nova PresenZ que promete quebrar as barreiras entre a ficção e a realidade, permitindo que o espectador entre literalmente para o interior do filme, vendo cada detalhe das cenas, personagens, cenário etc. Uma junção de videogame, IA e cinema em três dimensões, usando óculos VR mais sofisticados, permitindo uma imersão total no filme, quem sabe no futuro em jogos. Segundo o texto, a tecnologia é compatível com óculos Meta Quest, PC-VR e em breve no Apple Vision Pro e fazem oarte do projeto Sharkarma e Weightless.
Algo revolucionário que lembra o episódio Hotel Reverie, da 7ª temporada do seriado Black Mirror [vídeo abaixo, COM SPOILERS], que mostra o lado sombrio e avançado das tecnologias, com o uso da IA favorecendo a interação entre uma atriz do presente e uma personagem do cinema do passado. A vida imitando a arte, em estilo high tech? Um episódio que lembra muito Casablanca e A Rosa Púrpura do Cairo, em sentido inverso, já que não é a personagem que sai da tela do cinema, apaixonada por uma espectadora, mas uma atriz do presente que se adentra à película digital e se apaixona por uma personagem do passado. Um episódio que trata de amor entre humana e IA e que serve para diversas reflexões sobre interações entre humanos e IAs e seus desdobramentos éticos e psicológicos.



Para complementar esta postagem segue cena do filme clássico A ROSA PÚRPURA DO CAIRO [1985], de Woody Allen, que é uma das referências do episódio Hotel Reverie. No filme de Allen que, conforme sinopse no YouTube: "Nos anos 30, uma garçonete de Nova Jersey tenta fugir de sua triste rotina assistindo filmes. Até que um dia, o impossível acontece e o herói de seu filme predileto sai da tela para declarar seu amor por ela, provocando uma verdadeira confusão".



Indico também outra referência do episódio de Black Mirror que é o outro clássico cinematográfico CASABLANCA [1942], com a cena final, que é aludido no Hotel Reverie, com uma das frases mais famosas do Cinema: “Nós sempre teremos Paris”, proferida pelo personagem Rick Blaine (Humphrey Bogart).



Como educador, fico sempre pensando nessas possibilidades no ambiente escolar. Imaginem uma saída de estudos "high tech" sem sair de fato da escola, apenas na sala de aula adaptada pra isso, em que professor e alunos podem ter aulas de história, geografia, artes, literatura, filosofia etc, in loco [nos ambientes retratados, antes em livros didáticos, vídeos do YouTube, filmes, jogos etc e que poderão ser acessadas mediante óculos VR, IA e imersão digital]. Uma pequena máquina do tempo a serviço da educação, da arte e da cultura.

Observação:
Esta postagem é de autoria de José Antonio Klaes Roig, professor, escritor e poeta, além de editor do blog Educa Tube Brasil. http://educa-tube.blogspot.com José Antonio Klaes Roig ou Zé Roig, como gosta de ser chamado, possui o Prêmio de Professor Transformador [2020] e seu blog Educa Tube Brasil, o Prêmio de um dos melhores blogues educacionais do Brasil [2020], conforme selos estampados na coluna à direita desta postagem.

domingo, 30 de março de 2025

Série "Adolescência": a saúde mental de jovens diante dos algoritmos das redes "antissociais" e o plano-sequência da vida real




O vídeo acima, Adolescência: Série mais vista na Netflix gera debate nas redes, é uma interessante reportagem que destaca a série mais vista na Netflix e, tudo indica, no mundo, neste início de 2025, impactando pais e professores pelo realismo do tema e pela excelência de questões técnicas como o plano-sequência que cada um dos quatro episódios nos brinda.
O referido seriado é um alerta a pais sobre uma realidade que muitos professores já percebem nas salas de aula, mundo afora, muitas vezes por fatores como alienação parental direta ou indireta, quando pais convivem na mesma casa com seus filhos, mas estão totalmente alheios ao que ocorre nos quartos fechados de seus filhos; trata também dos riscos que os algoritmos das Big Techs [megacorporações de tecnologia] expõe crianças e jovens aos discrusos de ódio, de intolerância, fake news; os riscos à saúde mental dessas crianças e jovens que ficam presas fáceis de todo tipo de pessoas, escondidas atrás de avatares, em supostos jogos eletrônicos inocentes como roblox, tigrinho etc; o ciberbullying e tudo mais que leva a uma masculinidade frágil e tóxica de alguns meninos que aderem às ideias dos chamados redpill's e incels, que são jovens frustrados que desenvolvem um ódio às meninas e mulheres que os rejeitam, tornando-se misóginos, machistas e violentos. Entre o plano-sequência cinematográfico do seriado e a falta de planos-sequência familiares e sociais para lidar com esse assunto, surge no vácuo de tudo isso, o discurso extremista de direita que visa capturar, abduzir, sequestrar, arrebatar corações e mentes infantis e juvenis para sua causa, que nada mais é que um projeto de poder, visando viralizar, engajar, fidelizar e monetizar à base de fake news em massa e distorções da realidade.
O seriado mostra como pais que foram vítimas de abusos, na infância e adolescência, de pais violentos e intransigentes, podem, tentando não ser a mesma coisa, tornarem-se permissivos demais, o que leva a um vácuo nas relações humanas, pois crianças e jovens criados sem limites nem valores são um terreno fértil a todos tipo de "sementes" em sua mente plantadas. Nem todos, mas sempre alguns youtubers, tiktokers, influencers que possuem milhões de seguidores - em sua maioria, crianças e dolescentes -, movimentam a rede antissociais com todo tipo de vídeos, muitoas vezes descolados da realidade, com o intuito de gerar polêmica pela polêmica, já que perceberam que tal Mecanismo os torna celebridades e milionários. As Big Techs já foram investigadas por escritotes sérios que desvendarem essa engenharia social presente nos algoritmos em livros como "A Máquina do Caos", de Max Fisher e "Engenheiros do Caos", de Giuliano da Empoli. Um documentário da Netflix, "O Dilema das Redes", já tinha abordado antes sobre o poder de indução das redes sociais entre os jovens usuários. O termo usuário, por sinal, só é adotado em duas áreas: na tecnologia e no tráfico de drogas, pelo poder viciante. Os algoritmos promovem dopamina e se tornaram a droga digital do momento.
Enfim, mais que um caso de saúde pública, parece, cada vez mais, se tornar um caso de polícia, com a necessidade urgente de regulação das Big Techs e da fiscalização dos algoritmos dessas megacorporações, mais ricas e poderosas do que qualquer nação, desestabilizando inclusive o processo eleitoral mundo afora. Não é uma tarefa fácil, já que parece que tais empresas já possuem sua propria bancada em diversos países, eleitas por fake news em massa que transitam nessas megacorporações livremente, pois essa engenharia social não possui um controle externo eficiente, ainda. Mas é um caminho sem volta a necessidade da fiscalização de empresas transnacionais que estão impactando na aprendizagem de toda uma geração, que hipnotizada diante das telas digitais está perdendo habilidades milenares, como escrita, conversação, diálogo, prática esportiva...
Um tema abrangente que requer medidas também abrangentes, eficazes e regulatórias.
Abaixo, resenha de Isabela Boscov, crítica de cinema, que considera "Adolescência", uma série brutal e extraordinária [com spoilers]:

Vejam também, mais duas resenhas relevantes, uma na perspectiva cinematográfica e a outra na esfera psicológica:





Observação:
Esta postagem é de autoria de José Antonio Klaes Roig, professor, escritor e poeta, além de editor do blog Educa Tube Brasil. http://educa-tube.blogspot.com José Antonio Klaes Roig ou Zé Roig, como gosta de ser chamado, possui o Prêmio de Professor Transformador [2020] e seu blog Educa Tube Brasil, o Prêmio de um dos melhores blogues educacionais do Brasil [2020], conforme selos estampados na coluna à direita desta postagem.

domingo, 2 de fevereiro de 2025

Tela Brasil: plataforma gratuita de streaming do Ministério da Cultura para promover o audiovisual brasileiro: filmes, séries e documentários




A imagem acima do TELA BRASIL, iniciativa do Ministério da Cultura do Brasil, que é plataforma de streaming gratuito para promover o audiovisual nacional: filmes, séries e documentários brasileiros à disposição da população.
Uma ótima iniciativa para valorização da arte e da cultura do povo brasileiro que merece todos os elogios, e que poderá ser acessada pelo link abaixo, utilizando cadastro e senha da conta no GOV.BR:

TELA BRASIL - STREAMING GRATUITO DE FILMES BRASILEIROS

Como educador, há décadas defendo a criação de uma BBC do Brasil, uma espécie de TV escola em canal aberto, com programação variada, envolvendo folclore, arte, cultura do Brasil, de fácil acesso a todas as camadas da população.
Como a consequente popularização e democrativação do acesso à internet - deve ser o passo seguinte - cogitar e implantar uma plataforma com esse objetivo é algo que se deve festejar, pois não é que o brasileiro não goste de arte, cultura, cinema, literatura etc. Apenas o acesso a esses bens imateriais é de alto custo. Tendo um canal para isso, de forma gratuita, promoverá um grande desenvolvimento sociocultural, abrindo portas a talentos consagrados e outros em fase de consolidação.
Imaginem só, para os professores de Linguagens e Humanas, em especial, e das demais áreas, em geral, poder trabalhar com alunos filmes, seriados, documentários nacionais, altamente premiados, que envolvem todas as áreas do conhecimento, enriquecendo os componentes curriculares e divulgando a riquíssima arte e cultura deste país continental. Algo precioso demais. Um sonho a ser realizado.

Observação:
Esta postagem é de autoria de José Antonio Klaes Roig, professor, escritor e poeta, além de editor do blog Educa Tube Brasil. http://educa-tube.blogspot.com José Antonio Klaes Roig ou Zé Roig, como gosta de ser chamado, possui o Prêmio de Professor Transformador [2020] e seu blog Educa Tube Brasil, o Prêmio de um dos melhores blogues educacionais do Brasil [2020], conforme selos estampados na coluna à direita desta postagem.

segunda-feira, 29 de julho de 2024

Manual de Sobrevivência da Literatura Brasileira: seriado infantil da TV Brasil que trata de um portal para diversos mundos da literatura nacional




O vídeo acima, abertura do seriado infantil "Manual de Sobrevivência da Literatura Brasileira", da TV Brasil [TV pública, criada em 2007, que reúne ede de emissoras públicas brasileiras com uma programação que reflete a diversidade cultural e social do país]. A referida atração, anteriormente citada, conta com a direção de Aly Muritiba, que chegou na TV Brasil Animada, em junho de 2024.
Conforme nota da EBC [Empresa Brasil de Comunicação], a referida série "acompanha os primos Gabriela e Rodrigo em uma aventura no mundo dos livros. A obra é uma produção independente realizada por meio do edital do Programa de Apoio ao Desenvolvimento do Audiovisual Brasileiro (Prodav) TVs Públicas." Ainda, segundo a EBC: "A atração vai ao ar de segunda a sábado, às 10h30, dentro da faixa TV Brasil Animada, dedicada à programação infantil. A emissora é uma das principais janelas em TV aberta para animações nacionais e conteúdos voltados a esse público. São mais de quatro horas diárias de conteúdo para crianças, livres de inserções comerciais, com transmissão para todo o país por intermédio das emissoras afiliadas à Rede Nacional de Comunicação Pública (RNCP), gerida pela EBC".
Sinopse: "Em Manual de Sobrevivência da Literatura Brasileira, os dois protagonistas recebem uma visita inesperada do avô Edgard, que desencadeia uma aventura mágica. Uma biblioteca secreta e mística se revela num portal para os diversos mundos encantados da literatura brasileira. A cada livro, a dupla encara um novo desafio e embarca em missões sob a tutela do avô".
Dados técnicos: A direção da série é de Diego Lopes, Cláudio Bittencourt e Aly Muritiba, responsável por produções de peso na TV e no streaming, como “Carcereiros”, “O Caso Evandro” e “Cangaço Novo”.
O canal TV Brasil possui uma variada programação, disponível no You Tube:

TV BRASIL - YOUTUBE

Abaixo, destaco dois interessantes vídeos da TV Brasil, em seu canal do YouTube, tratando de temas contemporâeos e relevantes:





Observação:
Esta postagem é de autoria de José Antonio Klaes Roig, professor, escritor e poeta, além de editor do blog Educa Tube Brasil. http://educa-tube.blogspot.com José Antonio Klaes Roig ou Zé Roig, como gosta de ser chamado, possui o Prêmio de Professor Transformador [2020] e seu blog Educa Tube Brasil, o Prêmio de um dos melhores blogues educacionais do Brasil [2020], conforme selos estampados na coluna à direta desta postagem.

sábado, 4 de maio de 2024

Ripley: "O melhor fracasso da Netflix" e a geração ansiosa Tik Tok que quer tudo instantâneo e curto como um clipe


@caradalocadora Uma das melhores minisséries da Netflix dos últimos anos já pode ser considerada o melhor fracasso da plataforma. Mesmo com roteiro e direção excelentes de Steven Zaillian, um cara que assinou roteiros de filmes como A Lista de Schindler, Missão: Impossível, O Irlandês, entre outros. E sabe por quê? Dê o play no vídeo e descubra #ocaradalocadora #dicadeserie #serie #series #melhoresseries #dicasdeseries #netflix #serienanetflix #dicananetflix #ripley #edit ♬ som original - caradalocadora


O vídeo acima, encontri no Tik Tok de Cara da Locadora, que faz críticas e resenhas sobre filmes e seriados.
No vídeo em questão, ele aborda o ótimo seriado Ripley, adaptação da literatura e do próprio cinema, agora para o formato seriado e pela Netflix, com um tratamento de arte e estética únicos, em fotografia preto e branco, narrativa mais arrastada, o que tem ocasionado reclamações do que ele denomina de "geração Tik Tok", que quer tudo instantâneo, que num o miojo, que bats de 3 a 5 minutos para fazer um alimento básico. Por "geração Tik Tok" entendo, não apenas a quesstão da idade, mas de todos que se acostumaram com acelarçaõ de áudios no WhatsApp, da vida corrida, de clipes e curtas e que não tem tempo nem paciência para narrativas densas, que precisam de um tempo para desenvolver os personagens e a própria história, o enredo, a trama. E isso é uma carterísttca da geração atual, independente da idade cronológica que tenham os espectadores. Um fenbômeno que tem a ver com a "engenharia social" dos algoritmos das redes sociais digitais e as Big Techs, da Indústria Cultural que trata os espectadores como consumidores e a obra de arte como um produto descartável, um fast food. Público que se acotumou com lanches rápidos e não com uma culinária mais elaborada, mal comparando.
Como diz o resenhador, "O melhor fracasso da Netflix". Fracasso, não pela qualidade do produto, que é genial, mas por não agradar um público mal acostumado a tramas superficiais, personagens planas, muitos efeitos visuais e trama previsível. Lembrei inclusive de citação de William Shakespre, quando disse que "Alguns vencem por seus crimes e outros são condenados pelas suas virtudes". A série Ripley tem muitas virtudes e talvez seja justamente esse o motivo de seu fracasso. Ser muito boa para um público que não está preparado para algo fora do consumo rápido, como um delivery de lanches, num cardápio recheado de mais do mesmo...
Para quem desejar uma "culinária" mais refinada, Ripley, a série, é um prato cheio e saboroso, com o tempêro na medida certa.
Por isso, como professor de Língua Portuguesa, produção textual, literatura e filosofia, incentivo que os meus alunos ampliem seus horizontes de perspectivas, lendo clássicos e contemporâneos, independentemnte do tamanho do texto, para que adquriram vocabulário, técnica de escrita, conhecimento de mundo e senso crítico.
Ripley, como outros seriados e filmes adaptados da literatura devem ser vistos e também lidos os escritos originais, pois são um filme vivo, construído na mente do leitor, que cria junto á narrativa o vestuário, a fisionomia, a arquitetura, todo um contexto único para aquele texto. Ler é como passar um filme na cabeça. Uma outra forma de linguagem que deve ser sempre estimulada.
Para ampliar o debate, indico o livro A GERAÇÃO ANSIOSA, que trata desse tema e dos impactos de hiperconectividade está trazendo às crianças e jovens [e ouso dizer, aos adultos também], link abaixo: A GERAÇÃO ANSIOSA, DE JOHANTHAN HAIDT
Segue também um vídeo sobre o conceito de INDÚSTRIA CULTURAL, que serve como repertório à redação dissertativa-argumentativa do ENEM:



Observação:
Esta postagem é de autoria de José Antonio Klaes Roig, professor, escritor e poeta, além de editor do blog Educa Tube Brasil. http://educa-tube.blogspot.com José Antonio Klaes Roig ou Zé Roig, como gosta de ser chamado, possui o Prêmio de Professor Transformador [2020] e seu blog Educa Tube Brasil, o Prêmio de um dos melhores blogues educacionais do Brasil [2020], conforme selos estampados na coluna à direta desta postagem.



terça-feira, 23 de janeiro de 2024

"O mundo que sei" é projeto multimídia [série em 6 episódios + documentário com entrevistas] dando voz às crianças




O vídeo acima, é o episódio 1 da série O MUNDO QUE SEI, que é projeto multimídia, junto a documentário com entrevistas dando voz às criancas de 6 a 12 anos, abordando temas contemporâneos e do cotidiano da infância no Brasil. A minisséire visa revelar aos espectadores como as crianças veem e explicam o mundo pela ótica infantil.
No link abaixo, a plataforma com mais detalhes sobre o projeto:

O MUNDO QUE EU SEI - PLATAFORMA DIGITAL

O primeiro epísódio aborda o tema: DE ONDE EU VENHO. Abaixo, outros episódios da série que valoriza o olhar e a voz das crianças:









Em tempo: até a publicação deste post ainda não estava disponível o episódio 6, do referido seriado.

Observação:
Esta postagem é de autoria de José Antonio Klaes Roig, professor, escritor e poeta, além de editor do blog Educa Tube Brasil. http://educa-tube.blogspot.com
José Antonio Klaes Roig ou Zé Roig, como gosta de ser chamado, possui o Prêmio de Professor Transformador [2020] e seu blog Educa Tube Brasil, o Prêmio de um dos melhores blogues educacionais do Brasil [2020], conforme selos estampados na coluna à direta desta postagem.

domingo, 23 de outubro de 2022

Inferências e intertextualidades para Redação do ENEM: "Footloose Dance-Off!", cena antológica do seriado "The Umbrella Academy" | Netflix




O vídeo acima, Footloose Dance-Off! | The Umbrella Academy | Netflix, descobri no stories do Instagram e achei genial, pois trata-se de estabelecer os conceitos de inferência e intertextualidade, visando a redação dissertativa-argumentativa para o ENEM - Exame Nacional do Ensino Médio, pois envolve ambos os conceitos.
Por INFERÊNCIA, entenda-se as referências que produzimos, percebemos, interpretamos dentro de uma produção etxtual, seja ela escrita, falada, visual, etc. Já intertextualidade é o diálogo entre textos de um tempo presente que remetem [inferem] a outros textos passados, sejam eles clássicos da Antiguidade ou da própria contemporaneidade.
A partir disso, cabe estabelecer uma linha argumentativa para que tais REPERTÓRIOS façam sentido, lógica, tenham significação sociocultural num texto redacional. Por sociocultural entenda-se: bagagem artística, cultural, referencial com caráter analítico, crítico e social que se insere numa produção textual, para denfender um ponto de vista, uma ideia, uma opinião a respeito de uma tema em comum.
Na cena em questão, logo acima, um seriado criativo e atual, The Academy Umbrella, faz uma ligação direta com a canção tema do filme Footloose [de Kenny Loggins], um clássico do cinema dos anos 1980, de forma irreverente e original, num estiloso duelo coreografado entre dois grupos rivais. Tais inferências só poderão ser plenamente compreendidas a partir de uma ligação do referido [o termo atual] ao referente [algo de um passado longíquo, mediano ou recente]. Sem o estabelecimento dessas rede de relações intertextuais, o exemplo em si se perde dentro de uma argumentação falha. Há que se afrimar algo, explicar essa referência no que ela tem em si e em que dialoga com o tema proposto, além de exemplificar com uma situação prática que seja inteligível ao leitor/espectador. Simplesmente citar Platão, Sócrates ou Aristóteles num texto redacional sem demonstra no que esses pensadores têm algo em comum com o tema do enunciado, em nada favorecerá a defesa de um ponto de vista, tampouco o convencimento ou persuasão deste leitor/espectador.
Neste processo, a ideia de retextualização, ou seja, de reescrever algo a partir de um texto anterior é fundamental.
Abaixo, cena também já clássica, emblemática e antológica do filme original, a dança final [1984] e a sua adaptação para 2011, ou seja, uma outra RETEXTUALIZAÇÃO:



Abaixo, o videoclipe original de Kenny Loggins:



Observação:
Esta postagem é de autoria de José Antonio Klaes Roig, professor, escritor e poeta, além de editor do blog Educa Tube Brasil. http://educa-tube.blogspot.com
José Antonio Klaes Roig ou Zé Roig, como gosta de ser chamado, possui o Prêmio de Professor Transformador [2020] e seu blog Educa Tube Brasil, o Prêmio de um dos melhores blogues educacionais do Brasil [2020], conforme selos estampados na coluna à direta desta postagem.

terça-feira, 17 de agosto de 2021

O poder da arte e a genialidade de Van Gogh em cena comovente do seriado Doctor Who




O vídeo acima, Vincent Van Gogh visita sua galeria, trata-se de comovente cena de episódio 10 da 5ª. temporada do seriado Doctor Who, em que o célebre pintor viaja no tempo e vê o resultado de sua obra na atualidade.
Um belo material para uma aula sobre história da arte, unindo ficção e realidade, e demonstrando o poder da arte e a genialidade do mestre Vincent. A descrição que o professor de arte faz da obra de Van Gogh é sensacional.

Observação:
Esta postagem é de autoria de José Antonio Klaes Roig, professor, escritor e poeta, além de editor do blog Educa Tube Brasil. http://educa-tube.blogspot.com
José Antonio Klaes Roig ou Zé Roig, como gosta de ser chamado, possui o Prêmio de Professor Transformador [2020] e seu blog Educa Tube Brasil, o Prêmio de um dos melhores blogues educacionais do Brasil [2020], conforme selos estampados na coluna à direta desta postagem.

terça-feira, 8 de junho de 2021

Melhor Amigo: curta-metragem de animação sobre a solidão acompanhada e amizade virtual que lembra episódio de Black Mirror e filme Matrix




O vídeo acima, Best Friend [Melhor Amigo], trata-se de curta-metragem de animação de 2018, com produção da escola de cinema Gobelins, da França e foi indicação de minha ex-aluna Ursula Marques.
Antes, sugiro que ativem as legendas e depois a tradução automática do YouTube, clicando nos ícones (de página e engrenagem] no canto inferior direito da janela de exibição do vídeo.
Conforme sinopse: "Num futuro próximo, um homem solitário se tornará viciado em um produto chamado 'Melhor Amigo' que lhe proporciona amigos virtuais perfeitos. Em um futuro próximo, um homem solitário se tornará viciado em um produto chamado 'Melhor amigo', que lhe oferece amigos virtuais perfeitos."
Ao assisitr ao referido audiovisual, lembrei instantaneamente ao filme Matrix que trata de uma simulação da realidade e ao episódio 03 "The Entire History of You" [Toda a Sua História], da 1ª temporada do seriado Black Mirror, em que o jovem tem um implante que permite revisitar suas memórias, conforme resenha a seguir, do canal Elegante:



Essa experiência intertextual que "Melhor Amigo" remeteu também a uma citação de Nietzsche bem apropriada "A solidão não tem nada a ver com a presença ou ausência de pessoas... Detesto quem me rouba a solidão, sem em troca me oferecer verdadeiramente companhia."
Cada vez mais as pessoas ficam dependentes de Inteligências Artificiais, de jogos, de contato não humano em seu cotidiano.
Na animação, mostra que o vício do protagonista chega ao extremo de, ao ser atacado e roubado de seu dispositivo implantado na lateral do rosto, quando se recupera do trauma, logo se percebe que ele tem outro implante, no outro lado e uma voz do "Melhor Amigo" o desperta. Como em Black Mirror e Matrix, que discutem o lado sombrio das tecnologias digitais, "Bets Friend" é provocador também e serve como ótimo material para reflexão com jovens sobre esse impacto de estarem conectados a esses paraísos artificiais [parafraseando livro de Baudelaire], paraísos aetificiais e digitais que precisam ter um uso adequado para que não se perca justamente a noção da realidade.

Observação:
Esta postagem é de autoria de José Antonio Klaes Roig, professor, escritor e poeta, além de editor do blog Educa Tube Brasil. http://educa-tube.blogspot.com
José Antonio Klaes Roig ou Zé Roig, como gosta de ser chamado, possui o Prêmio de Professor Transformador [2020] e seu blog Educa Tube Brasil, o Prêmio de um dos melhores blogues educacionais do Brasil [2020], conforme selos estampados na coluna à direta desta postagem.

quinta-feira, 3 de junho de 2021

F.R.I.E.N.D.S: Joey escreve uma carta de recomendação [cena de humor de seriado de TV que ilustra o poder da linguagem e o uso adequado das palavras]




O vídeo acima, F.R.I.E.N.D.S - Joey writes a letter of recomendation [Amigos - Joey escreve uma carta de recomendação], é uma compilação de cenas de famosos seriado de TV e foi indicação de uma aluna bem participativa [Clarice Bainy], durante uma aula de Língua Portuguesa, envolvendo os níveis sintático, morfológico e semântico, em que debatíamos sobre o poder da linguagem e o uso das palavras buscando o sentido para o texto.
Recomendo, primeiro, que os visitantes deste blog educacional ativem as legendas e posteriormente a tradução no YouTube, selecionando respectivamente os ícones [folha e engrenagem] no canto inferior direito da janela de reprodução do audiovisual. [Porém, antecipo que é tradução automática e por conta disso, certas expressões idiomáticas poderão não ter sua equivalência atingida. Entretanto, é possível compreender as situações envolvidas nessa escrita de uma carta de apresentação por uma das personagens]. Na imagem abaixo, indico onde localizar os ícones para ativar legendas e tradução:



É uma peça de humor de um seriado que teve 10 temporadas e que o tema girava em torno de "Seis amigos, três homens e três mulheres, enfrentam a vida e os amores em Nova York e adoram passar o tempo livre na cafeteria".
Uma obra de ficção e humor que se presta a uma boa, criativa e divertida aula sobre linguagem e escrita criativa, já que Joey precisa escrever uma carta de recomendação e tem sérias dificuldades em sua produção, auxiliado pelos amigos. Um audiovisual que promove diversas reflexões, pois não basta apenas tentar aumentar seu vocabulário, valendo-se de sinônimos de um dicionário, se a organização do texto e as palavras não forem adequadas à mensagem desejada. Aparentar intelectualidade pode tornar-se um exercício de verborragia: escrever muito e dizer pouco.
Um texto, recheado de palavras que demonstrem essa intelectualidade poderá se tornar pernóstico, pedante e pouco inteligível, se o objetivo for atingir um determinado público que não domine aquele tipo de expressão ou jargão. O princípio elementar da linguagem é promover a comunicação e não um diálogo enigmático; ou uma interação do leitor, mais com o dicionário do que com o texto.
Em uma redação, por exemplo, há que se buscar clareza, objetividade, concisão, e muitas vezes tudo isso poderá ser obtido com simplicidade, sem invencionices linguísticas. Contudo, valendo-se da praticidade da linguagem; utilizando-se do ferramental da exemplificação, enumeração; mostrando elementos que tornam um assunto acessível, ainda que o tema seja complexo; apresentando causas e consequências e, ainda, além da argumentação direta, propor uma solução para a problemática, aproveitando-se da bagagem cultural, do repertório vocabular, das associações entre a vida e o mundo.
Uma cena de filme, de seriado, uma letra de canção, um clipe ou curta podem ser materiais relevantes ao educador do século XXI, para promover esse diálogo entre gerações, e entre o professor e o aluno.
Para quem é fã do seriado, "Friends: The Reunion", é um episódio especial da sitcom americana Friends, produzido recentemente, para justamente reunir os seis amigos, depois de tanto tempo. Vide abaixo o trailer:



Observação:
Esta postagem é de autoria de José Antonio Klaes Roig, professor, escritor e poeta, além de editor do blog Educa Tube Brasil. http://educa-tube.blogspot.com
José Antonio Klaes Roig ou Zé Roig, como gosta de ser chamado, possui o Prêmio de Professor Transformador [2020] e seu blog Educa Tube Brasil, o Prêmio de um dos melhores blogues educacionais do Brasil [2020], conforme selos estampados na coluna à direta desta postagem.

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2021

O Tribunal da Rede Social: de Urso Branco (episódio do seriado Black Mirror) à eliminação de participante de reality show com alto nível de rejeição




O vídeo acima, URSO BRANCO - BLACK MIRROR | A SOCIEDADE DO ESPETÁCULO, de Silvia Geruza, psicoterapeuta familiar e de casal e especialista em sexualidade humana, encontrei no YouTube para ilustrar uma breve reflexão sobre as realções entre ficção e realidade, a partir de famoso seriado e um episódio em especial e a cultura do cancelamento, do julgamento através dos "tribunais" das redes sociais e dos realities shows que funcionam como alegorias digitais tal qual o mito da Caverna de Platão, a partir da eliminação de uma participante de um desses programas, por conta de seu alto npivel de rejeição, beirando a unanimidade dos votantes.
Como apresenta Silvia Geruza, "Urso Branco (White Bear) episódio do seriado Black Mirror que pode parecer um acontecimento no futuro de uma geração que se diverte assistindo a perseguição e o sofrimento de uma jovem, mas que nos desperta para a realidade atual: a banalização da morte e da violência."
O que URSO BRANCO e a eliminação de Karol Conká [integrante do BBB - Big Brither Brasil] têm em comum, além da questão da superexposição via multimeios? Que tanto a personagem de Urso Branco como a influencer brasileira, fazendo parte de um experimento social, em que são acompanhadas por um público e ambas são depois hostilizadas pelo seu, digamos, "público" e "juri", em seu parque temático.
Décadas atrás, Guy Debord, criou o conceito de “sociedade do espetáculo” (vejam video a respeito mais abaixo) para descrever esse fenômeno de espetacularização da vida que tem contaminado diversos setores, além das mídias e seus programas sensacionalistas, expondo pessoas vulneráveis, programas policialescos e todo tipo de apelação em busca de audiência e manipulação da informação que aos poucos foram banalização e naturalizando a exceção, como se fosse a regra. Além disso, a glamourização de pessoas que são apenas famosas por serem célebres e celebridades por serem famosas, expondo sua vida, quase que 24h ao público, como um peixe num aquário.



O Brasil parou, décadas atrás, para saber quem matou Odete Roitman, numa das famosas telenovelas campeãs de audiência. Recentemente, a jovem influencer Karol Conká receber 99,17% de rejeição que levou a sua eliminação do programa, intitulado BBB. Diferentemente de Josef K, que foi julgado por um crime que não sabia qual, Karol Conká ao expor suas opiniões controversas e ter atitudes, digamos, tóxicas, durante o reality show, canalizou muito desse sentimento coletivo, que curiosamente não tem sido refletido nas pesquisas de opinião a políticos e gestores por suas administrações calamitosas durante uma pandemia que já ceifou a vida de centenas de milhares de pessoas. Um escapismo digital?
Tanto o seriado, o reality show e o conceito de "sociedade do espetáculo" servem para que refltitamos sobre questões éticos e morais na sociedade atual, e o poder da informação e desinformação (Fake News), atualmente, circulando entre nós. Nunca tivemos tanto acessoa informação, mas também nunca fomos expostos a tanta desinformação. Poucos pesquisam por fontes, sem checar se o site, blog, ou imagem em whatsapp é confiável, lógico e racional. Alguns sentem a necessidade de acreditar em tudo, principalmente aquilo que legitime seus pré-conceitos, preconceitos e discriminações.
Para ampliar o debate, indico alguns links que vem ao encontro desses temas, como a curiosa manchete: BBB tem audiência de Copa do Mundo com eliminação de Karol Conká (clique no título para ler na íntegra seu teor), em que, conforme imagem abaixo, mostra como um evento de reality show canaliza o interesse semelhante a de um evento mundial, como uma Copa do Mundo.



Na notícia a seguir, outro efeito que lembra o seriado Black Mirror e o episódio Urso Branco, quando sabe-se que "Karol Conká terá esquema especial de segurança após eliminação" (clique no título para ler na íntegra seu teor), diante de tamanha rejeição que capitalizou:



Em contrapartida à tamanha rejeição, ocorre outro fenômeno também bem Black Mirror, já tratado em outro episódio do referido seriado, quando outra participante, chamada "Juliette vira fenômeno na web e alcança 10 milhões de seguidores" (clique no título para ler na íntegra seu teor). A "brother" chegou a superar em número de seguidores a celebridades mundiais, como o jogador de futebol americano Tom Brady.
Enfim, quem já assistiu o episódio Urso Branco, do seriado britânico Black Mirror, entenderá esse conceito de "Tribunal da Rede Social" em plena sociedade do espetáculo. Fenômeno que também se instarou inclusive no Judiciário brasileiro, a partir da famosa e polêmica operação Lava Jato que contou com forte cobertura midiática, em suas prisões espetaculosas, vazamentos de informações etc, nem sempre dentro dos padrões do devido processo legal.
Qual a diferença entre a Lava Jato e BBB21? Qual o limite ético e moral desses "dois" realities shows e suas pirotecnias e manipulações?
Karol Conká, enquanto esteve dentro da Caverna de Platão 3.0, parece ter perdido a noção de realidade, vendo sombras, e pode ter achado que ter personalidade é dizer o que pensa, dando-lhe a mesma imunidade que outras figuras polêmicas da sociedade fazem e dizem, contando com a imunidade e impunidade reinante no país. Só que este país-continente ainda não acertou suas contas com seu passado escravocrata, colonial, de seculares desigualdades sociais.
Porém, como nos Tribunais da Inquisição da Idade Média, temos hoje Tribunais das Redes Socoais na Idade Mìdia. Qualquer semelhança com da ficção com a realidade, será mera coincidência? Eis a questão! E provocação filosófica que este blog traz!

Observação:
Esta postagem é de autoria de José Antonio Klaes Roig, professor, escritor e poeta, além de editor do blog Educa Tube Brasil. http://educa-tube.blogspot.com
José Antonio Klaes Roig ou Zé Roig, como gosta de ser chamado, possui o Prêmio de Professor Transformador [2020] e seu blog Educa Tube Brasil, o Prêmio de um dos melhores blogues educacionais do Brasil [2020], conforme selos estampados na coluna à direta desta postagem.