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domingo, 6 de setembro de 2026
Reflexão para professores e sociedade: o rapper, a professora e a "História em Quadrinhos" de uma vida: do bueiro para o mundo
O vídeo "Reflexão para professores" encontrei no YouTube, após vê-lo, primeiramente no Linkedin, e é um material relavante, pois traz depoimento comovente do rapper Emicida sobre quando era aluno e a importância de sua professora, dona Rita de Cássia, em sua vida, ao resgatá-lo do bueiro, adaptando seu conteúdo ao formato HQ [história em quadrinhos] que o menino que se tornaria Emicida gostava tanto. Demonstra o olhar peculiar de uma educadora, e seu papel social transformador, observando e produzindo algo que fizesse sentido àqueles aluno. Quem salva uma vida, salva o mundo, alguém disse isso, e a professora Rita de Cássia salvou um jovem que se tornou um artista criativo, respeitado e consagrado. Um prêmio a um educador saber que auxiliou nesse processo de empatia que gerou cidadania, arte, cultura e tudo mais.
Uma História em Quadrinhos viva, de uma criança que se tornou um artista, tendo uma professora auxiliando nessa travessia. Do bueiro para o mundo, e os palcos e mídias. Quantos outros Emicidas existem por aí, nem sempre resgatados de seus "bueiros" físicos, emocionais e sociais, nem sempre compreendidos, muiats vezes rotulados como alunos-problema, sem um maior interesse e investigação?
No vídeo em questão, além do depoimento de Emicida [- Eu existo, pois teve uma professora teimosa que me buscou dentro do bueiro!], consta um clipe feito com animação discutindo a situação do trabalho infantil, e que compartilho com os visitantes deste blog educacional sem fins lucrativos.
Observação:
Esta postagem é de autoria de José Antônio Klaes Roig, professor, escritor e poeta, além de editor do blog Educa Tube Brasil [ http://educa-tube.blogspot.com ]. José Antonio Klaes Roig ou Zé Roig, como gosta de ser chamado, possui o Prêmio de Professor Transformador [2020] e seu blog Educa Tube Brasil, o Prêmio de um dos melhores blogues educacionais do Brasil [2020], conforme selos estampados na coluna à direta desta postagem.
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sexta-feira, 28 de agosto de 2026
Valores, limites e lições de vida: (NÃO) Preciso do seu amor, mas não abro mão do seu respeito
O vídeo (NÃO) Preciso do seu amor, mas não abro mão do seu respeito é um precioso, divertido e relevante material para tratar de valores e limites na educação, seja no âmbito familiar, escolar, profissional e/ou social. Rossandro Klinjey, psicólogo, palestrante e escritor, que possui o dom da oratória e da retórica nos brinda com breves reflexões e profundas lições de vida, a partir da própria experiência e do passado com sua mãe. Amar, verbo intransitivo, é um exercício de ensino-aprendizagem constante.
Quem lida com o público, quem atua na educação, sabem bem o quanto a falta de valores e limites impactam na formação de crianças e jovens, repercutindo na fase adulta, do quanto saber se impor, educar pelo exemplo, ser um espelho e uma referência nessa memória afetiva é fundamental para o bom desenvolvimento de pessoas e cidadãos.
Abaixo, um pouco do histórico de Rossandro, extreído de seu perfil na rede social Linkedin:
Rossandro Klinjey é psicólogo, professor convidado do curso de Felicidade da UNICAMP e do Mestrado em Psicologia Organizacional da PUC-RS. Além disso, é consultor em educação e desenvolvimento humano, contando com mais de 5 milhões de seguidores em suas redes sociais.
É autor de sete livros, incluindo os mais recentes: As Quatro Estações da Alma, escrito em parceria com o filósofo e amigo Mario Sergio Cortella, obra indicada ao Prêmio Jabuti de Literatura, e Vamos Conversar sobre Felicidade, coautoria com Lúcia Helena Galvão e Vanessa Rodrigues.
Rossandro atua como consultor da Rede Globo em temas relacionados a comportamento, educação e família. É também colunista da Rádio CBN, onde apresenta os quadros semanais O Divã de Todos Nós e Saúde Integral e uma coluna diária Refletir para Viver todas as manhãs no Jornal da CBN.
Com mais de 30 mil alunos em 32 países, Rossandro lidera as imersões do Instituto RK, oferecendo cursos transformadores como Aprendendo a se Amar e Parar de se Sabotar e Alma Leve: Aprendendo a Perdoar e Perdoar-se.
Em 2021, fundou a Educa, uma iniciativa voltada para o desenvolvimento de competências socioemocionais em alunos, pais e educadores, promovendo uma educação mais humana e integradora em centenas de escolas do pais.
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terça-feira, 25 de agosto de 2026
Machado de Assis Sincerão: por uma literatura filosófica e por uma filosofia poética, com sutileza, elegância e fina ironia
Encontrei essa postagem sobre Machado de Assis, o grande escritor brasileiro, no Instagram de Pense Filosofia BR e considero um interessante material para entender o contento de vida e de obra do "Bruxo do Cosme Velho", que mesmo contra tudo e contra todos, conseguiu ser o "Sincerão" com elegância, sutileza, fina ironia e humor inteligente se impor num mundo dominado por valores contraditórios. A obra de Machado de Assis abarca temas complexos como racismo, preconceito, discriminação, machismo, moralidade, falso moralismo, ética, filosofia, desigualdade social etc. Seus contos e romances são uma radiografia do século XIX, ainda presente estruturalmente em grande parte no século XXI, e que servem como repertórios socioculturais para vestibular, ENEM, concursos etc.
A obra de Machado de Assis envolve uma filosofia poética e uma literatura filosófica, pois é influenciada pelos textos clássicos de literatura e pelos grandes conceitos filosóficos que circulavam ao seu tempo, refletindo a realidade na ficção. Ler Machado de Assis é essencial para conhecer esse Brasil brasileiro, país continental que se recusa a ser Nação.
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quinta-feira, 20 de agosto de 2026
As transformações educacionais e sociais: da máquina de escrever até a inteligência artificial por Jose Manuel Moran [do analógico ao digital]
Encontrei o vídeo Internet e IA, primeiro no Linkedin do professor, escritor, pesquisador e palestrante José Manuel Moran - espanhol por nascimento, brasileiro por adoção - e depois localizei no YouTube, para compartilhá-lo em meu blog educacional.
O vídeo em questão, considero tanto uma viagem no tempo, como uma breve história do uso das mídias e tecnologias da informação e da comunicação [TIC] na educação. Digo isso, pois a história do professor Moran se funde e confunde com a utilização das mídias e TIC na educação, principalmente pra mim, pois desde que passei a utilizá-las, como educador, uma de minhas principais referências na área foi justamente o prof. Moran, e, desde então, acompanho seu trabalho, projetos, vídeos e reflexões. Uma história viva de amor à educação, da troca de saberes e de experiências de vida e de trabalho, do tempo da máquina de escrever, hoje peça de museu, até a badalada IA. Seu depoimento é motivador às novas gerações de professores, por toda dedicação e bagagem sociocultural. Ótimo para uma aula inaugural. Praticamente um memorial de vida exemplar e de excelência.
Tomei a liberdade de copiar, logo a seguir, a manifestação escrita do prof. Moran no Linkedin, apresentando o referido vídeo que recomendo a todos os educadores, sejam pais ou professores, pis são questões e indagações necessárias e relevantes a todos nós:
"Refletindo sobre a minha trajetória de quase 40 anos na pesquisa em mídias e educação — desde a máquina de escrever até a descoberta da internet na USP, e agora com o avanço acelerado da Inteligência Artificial —, percebo que estamos vivendo uma transição sem precedentes.
A IA nos dá respostas instantâneas, mas a educação é sobre encontros, projetos de vida e vínculos reais. O gargalo do aprendizado hoje não é a falta de tecnologia, mas a escassez de espaço para a escuta, a empatia e a pedagogia da pergunta. A tecnologia é o meio. A transformação das pessoas é o fim. A IA traz eficiência, personalização e apoio 24/7. Mas ela não sente, não acolhe e não lidera com empatia. A transformação real acontece no equilíbrio: usar a inteligência da máquina para potencializar a sensibilidade, o pensamento crítico e a conexão humana.
Se muitos alunos confiam mais na IA do que nos seus pais e professores, onde estamos errando? 🤔
É necessário focar na educação básica e no desenvolvimento de competências humanas sólidas: aprender a pensar criticamente, saber avaliar informações, ler, escrever e fazer perguntas profundas.
Usar tecnologia de ponta com uma mentalidade atrasada não gera inovação. Precisamos de mais professores, líderes e educadores preparados para guiar pessoas em um mundo incerto.
Aprender é um projeto para a vida inteira, utilizando o melhor do potencial tecnológico para expandir e iluminar todo o potencial humano!
O futuro da aprendizagem é humano, híbrido e contínuo; construído agora, de mãos dadas entre a criatividade, o afeto e os valores fundamentais".
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segunda-feira, 17 de agosto de 2026
A Inteligência Artificial dominará o mundo? [Esquete de humor e ótima crítica social a partir de esquete impagável]
Encontrei esse vídeo incrível sobre se "As Inteligências artificiais dominarão o mundo", no Instagram de Lara Santana [atriz, humorista e triatleta], que interpreta quatros IAs que dialogam entre si, com frases hilárias e profunda crítica social ao momento em que vivemos. A parte que uma das IAs comenta que o seu usuário queria saber dela a própria opinião do filme que ele assistiu é o retrato de boa parte das pessoas que terceirizou os neurônios, delegando tudo às inteligências artificiais, robotizando a mente, e automatizando ao extremo a vida.
Um bom material para debater as implicações das tecnologias e a valorização da criatividade humana num mundo cada vez mais mecanizado. Uma bela crítica social e filosófica.
Eu, particularmente, creio que é uma nova revolução tecnológica, que como as outras [invenção da imprensa, carvão como força motriz, petróleo, energia elétrica, automação, robótica, computação, internet] extinguirá profissões e criará outras. Se a bolha das IAs estourará , como alguns especialistas dizem, pelo consumo extremo de água pelas datacenters e o impacto ambiente disso tudo, só aguardando pra ver. O que penso é que uma ferramenta tão poderosa não poderia ficar na mão de megacorporações, pelo impacto que elas podem ter no processo civilizatório e humano. Mas isso já é ponto de pauta pra um outro debate.
Abaixo, link para o canal de vídeo no YouTube de Lara:
LARA SANTANA - YOUTUBE
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domingo, 16 de agosto de 2026
Inteligência emocional: breve lição de como manter o autocontrole sob pressão e intensa provocação [liderança e gestão]
O vídeo é uma pequena aula de AUTOCONTROLE SOB PRESSÃO que encontrei no Instagram de Octávio Guidini e é bem ilustrativo de como com autoconfiança, autoconhecimento e calma é possível reverter um quadro de intensa provocação, usando as palavras do oponente contra si mesmo, como numa arte marcial. A oratória e a retórica eram ensinadas na Antiguidade greco-romana como artes, de bem falar em público e manter a força dos argumentos.
Ótimo material para trabalhar com formação de equipes, qualificação e etiqueta profissional, além de introdução a uma aula de Filosofia grega, por exemplo, para exemplificar o que são oratória e retórica, e de como manter o autocontrole é fundamental na maioria das situações e profissões. Vencer pela força das ideias e não apenas pela força das palavras.
Um belo material ainda para tratar de gestão de pessoas, liderança, motivação e muito mais. NUm tempo dominado pelas inteligências artificiais, nada como destacar e valorizar a inteligência emocional.
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sábado, 15 de agosto de 2026
[Brincando... de viver?]: plano-sequência artesanal simulando a vida e o passar do tempo em seriado [trabalho em equipe magistral]
Fazia um bom tempo que tinha visto esse incrível plano-sequência Kidding - The inside stuff [Brincadeira – Os bastidores], em tela dividida, mostrando os bastidores da criação, no Instagram de Caverna de Toth, mas não o localizava mais, até que descobrindo o nome do seriado Kidding [série de comédia dramática de 2018, protagonizada pelo ator Jim Carrey], encontrei o referido audiovisual [em tela dividida e em tela cheia] no YouTube e os divulgo agora nesta postagem com uma breve reflexão sobre a vida, o viver, o cinema, a arte, o trabalho e o cotidiano.
No primeiro momento, cabe a análise na perspectiva cinematográfica, do quanto uma obra precisa de uma equipe técnica de apoio nos bastidores para que a ilusão da sétima arte dê a sensação de realidade, por verossimilhança. O chamado Making off, em tela dividida demonstra esses efeitos visuais, feitos de forma artesanal para dar a impressão de lapsos de tempo, mudanças cronológicas amplas, ainda que tudo seja criado num mesmo espaço e tempo. Uma sequência genial que precisa ser planejada em cada detalhe para que o resultado seja magistral.
No segundo momento, a reflexão sobre o planejamento e organização que um professor deve ter em relação a cada aula, roteirizando sua metodologia e didática para que ambas causem um efeito especial no alunado. Os recursos digitais são aliados, meios, jamais o fim em si mesmo, pois do contrário, o resultado esperado não será atingido. Há que se tratar a sala de aula como um palco em que todos os participantes, mestre e alunos, são atores sociais, desempenhando um papel: que a informação gere conhecimento através das trocas de saberes e de experiências de vida.
Por fim, o terceiro momento, a reflexão sobre o mundo do trabalho e a importância fundamental do trabalho em equipe para o efetivo desempenho de uma profissão. Hoje, tudo está conectado, interligados, no sentido do maquinário [hardwares] e procedimentos [softwares], mas e os trabalhadores, colaboradores estão no mesmo ritmo que os algoritmos das máquinas? A etiqueta profissional, as habilidades e competências para o exercício daquela profissão estão sendo atingidos? Estão sendo oferecidos cursos de qualificação? Está bem remuneração e com condições de saúde física e mental o trabalhador em geral?
Não dá pra "Brincar de viver", ou viver numa eterna simulação, como um jogo. É preciso que o plano-sequência da vida também esteja em acordo com o projeto de vida de cada um, envolvendo as dimensões pessoais, sociais e profissionais. Para isso, requer pessoas que sejam diretores, conduzindo esse processo que envolve diversas pessoas num mesmo ambiente, seja ele familiar, escolar, laboral ou social. Fica aqui essa breve reflexão e provocação artística, filosófica e sociológica.
Para complementar esta postagem, indico o videoclipe da canção "Brincar de viver" [1983], com letra de Guilherme Arantes e interpretação de Maria Bethância:
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sexta-feira, 14 de agosto de 2026
Uma Vida Contigo: campanha "Help", mais que comercial de seguros; comovente lição de vida
Uma criativa campanha publicitária, intutilada Uma Vida Contigo, para companhia de segura espanhola, valendo-se da letra da canção "Help", dos Beatles de fundo, ilustrada por cenas de dois irmãos já idosos que compartilham o mesmo espaço durante a velhice. Mais que um comercial de empresa de seguros, cada detalhe desse curta-metragem fala com o espectador, valorizando a amizade, os momentos juntos de quem se ama, da solidariedade e muito mais.
Viver bem a vida e pensar no futuro, além de uma apólice de seguro, é aproveitar o próprio viver, principalmente, incutindo nos jovens a necessidade de planejar o futuro, que parece hoje bem distante, mas que chegará. Educação financeira, poupança, seguro, plano de saúde, convênios etc, são formas de organizar, planejar e otimizar o tempo e a própria existência.
Um vídeo belo, criativo e comovente que se encerra com uma frase poderosa e motivadora: No hay nada más humano que ayudar y ser ayudado. #UnaVidaContigo [Não há nada mais humano do que ajudar e ser ajudado].
Mais um material que encontrei no Instagram de Alberto Lima e que serve pra promover interpretação textual e escrita criativa com jovens e adultos.
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quarta-feira, 12 de agosto de 2026
Dicionário do Ranço Docente: seis palavras e expressões muito utilizadas pelo sistema educacional para esconder suas falhas
Essa postagem, intitulada DICIONÁRIO DO RANÇO DOCENTE, encontrei no Instagram dos professores DigiProfe e Jeferson Costa, faz uma dura e necessária crítica e, talvez, autocrítica, ao sistema educacional e a alguns professores que a utilizam em excesso, de forma eufemística, para esconder as falhas do próprio sistema e culpa os professores pela falta de investimentos, infraestrutura, valorização profissional, capacitação continuada e remuneração adequada. Palavras-chave e expressões como: RESILIÊNCIA; DOMÍNIO DE TURMA; INOVAÇÃO; AMOR À PROFISSÃO; HORÁRIO FLEXÍVEL e ALINHAMENTO.
A postagem é autoexplicativa, reflexiva, provocativa e necessária para abrir o debate sobre a escola como espelho da sociedade. Que os graves problemas da educação brasileira, dentre eles a falta de docentes, é fruto, muitas vezes, de gestão, de investimentos e de culpar o lado mais fraco dessa relação. Sem falar nos ataques de extremistas à autonomia de cátedra, as falácias de doutrinação do alunado [qual bancada de professores existe em alguma câmara de vereadores, assembléia legislativa ou Congresso Nacional pra justificar essa alegação infundada?] e outras situações que levam muitas vezes o professor à depressão e ao bournout, analisando isso em escala nacional.
Faltaram outras palavras, como: PROJETO; ACOLHIMENTO; EMPATIA; INCLUSÃO; ALTERIDADE, que representam boas intenções carecendo de investimentos estruturais para chegarem ao plano da execução efetiva.
Uma postagem para se ler, reler, divulgar, debater e cobrar das autoridades e candidatos que colocam nos seus discursos a palavra EDUCAÇÃO como prioridade, mas que na prática ainda está muito longe de efetivamente ser sociológica e filosoficamente tornada prioritária.
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terça-feira, 11 de agosto de 2026
A banalidade do mal: de Hannah Arendt às fake news e algoritmos da rede social digital [pausa para reflexão]
Uma instigante e necessária reflexão e provocação que encontrei no Instagram de Thaysa Canosa, fundadora do entre.nos.lab, sobre um tema por demais conhecido, mas nem sempre compreendido que é o conceito de BANALIDADE DO MAL, cunhado pela filósofa Hannah Arendt, em seu livro Einschmann em Jerusalém, depois de assistir ao julgamento do carrasco nazista e seu comportamento inesperado e longo do estereótipo do sociopata ou psicopata, mas de alguém que decidiu não pensar, não contestar ordens superiores, que se dizia apenas um burocrata, cumpridor de seu dever com o Estado, país.
Ainda que psicólogos contemporâneos, hoje, contestem essa tese, dizendo que o criminoso nazista manipulou o jukgamento e até Arendt, as ideias da pensadora ainda são válidas no contetxo geral, do chamado "cidadão de bem", de boa-fé, crédulo, que acreditar estar fazendo o bem, ao seguir diretrizes que podem ser doutrinação, manipulação, desinformação, alienação.
Hannah nos faz pensar sobre o próprio ato de PENSAR, base da moderna filosofia: se importar mais com as perguntas do que com as respostas; buscar vários pontos de vista antes de firmar opinião; de aceitar o ponto de vista do outro, quando seus argumentos forem válidos; de não se deixar levar por paixões, tentando ser mais lógico e racional do que passional; de não ficar atrelado ao espírito de grupo, de tribo, mas conseguir ver no estranho, no estrangeiro, alguém apenas diverso, mas nem tanto diferente de nós, etc.
Breve vídeo que serve para introdução a uma aula multidisciplinar de filosofia, sociologia e história...
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segunda-feira, 10 de agosto de 2026
A poética do espaço: comercial simples, criativo e original que valoriza as pessoas mais que os veículos [marketing, publicidade, design e motivação]
Uma criativa, original e motivadora publicidade e campanha de marketing para veículo de 2003, que encontrei no Instagram de Arthur do Marketing que, mais do que destacar o espaço e o design dos automóveis da empresa, valoriza o espaço de seus ocupantes, cujo lema da campanha é "Quando projetamos nosso carros não vemos chapas de metal, mas imaginamos pessoas que um dia poderão dirigi-los".
Criativo, motivador, original. E assim deveriam ser pensados os espaços em geral, sejam das escolas, universidades, fábricas, escritórios, etc, considerando o fator humano, como durante o período Humanista que antecedeu ao renascimento, em que as igrejas góticas, como torres pontiagudas, dirigidas aos céus e a Deus, foram cedendo espaço para igrejas mais acolhedoreas, com arcos e colunas que permitissem as pessoas transitarem, circularem e ficarem durante os cultos nos templos.
Muitas vezes o diferencial é a simplicidade, sem a necessidade de grandes efeitos visuais, e esse comercial para o Saturn Ion comprova isso. Pessoas transitando pelas ruas em seus carros imaginários, de passeio, ônibus, etc, sendo de fácil reconhecimento pelo espectador, pela quantidade e disposição espacial de seus ocupantes.
Lembrei-me da Poética do espaço, de Gaston Bachelard, que de forma poética trata da filosofia presente nos espaços de convivência humana, cheio de simbolismos, metáforas e poesia, como no referido comercial.
Abaixo, pequena apresentação dessa póetica de Bachelard, fragmento do referido texto lido por Eliana Yunes, filósofa, especialista em leitura, ensaísta e crítica literária:
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domingo, 9 de agosto de 2026
Redes digitais e crítica social por meio de propaganda atemporal e universal [conexões e contextualizações]
Mais uma propaganda genial para a IKEA [empresa de móveis e decoração] que serve para uma poderosa crítica às redes sociais digitais a partir de uma contemporização e contextualização, transpondo o conceito de rede social do século XXI para o século XVIII.
No material divulgado por Alberto Lima no Instagram, consta o título sugestivo de que IKEA TRANSFORMOU UM HÁBITO MODERNO NUMA CRÍTICA SOCIAL.
Imaginem se os produtores de conteúdo digital de hoje viajassem para o tempo da corte francesa, e se tornassem um pintor de fatos do cotidiano, no caso, naturezas mortas, como fazem hoje os influencers, fotografando pratos de comida etc, e essa tela fosse compartilhada presencialmente com todos de porta em porta, de casa em casa, para receber o sinal de aprovação [ou famoso dedo de "certinho", como os emoticons das redes digitais].
É uma peça de humor inteligente e crítica social ao fato de que resgistramos hoje as banalidades, mais do que conteúdos relevantes, deixando as pessoas com quem convivemos de lado. A conexão é com ilustres desconhecidos, e nem sempre com que está ao nosso lado. Um ótimo material pra aulas de filosofia e sociologia, entre outras.
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sábado, 8 de agosto de 2026
Você pertence ou apenas se adapta aos espaços sociais em que convive e interage? Mais que uma pergunta, uma filosofia de vida!
O vídeo incrível que descobri no Instagram de Sol Moraes, com o sugestivo título de VOCÊ PERTENCE OU APENAS SE ADAPTA é um convite à reflexão sobre textos e contextos, sobre pessoas e lugares, sobre sensações e sentimentos e muito mais a partir de sucessão de imagens sem nenhuma palavra, a partir de linguagem universal e atemporal.
Como destaca Sol Moraes, na apresentação do vídeo: "Há lugares em que você consegue ficar, mas não consegue existir".
Pertencer e Adaptar-se são situações bem diversas, e que nos fazem pensar muito mais do que apenas lugares físicos, mas filosofias de vida. E que remete a conceitos como Inclusão e Interação. O primeiro é integrar-se a um meio e o segundo a ser tolerado, nem sempre estar integrado. Algo profundo que encaminha para outrso conceitos como Igualdade e Equidade. O primeiro, que significa tratar a todos de forma igual, inclusive os desiguais; já, o segundo, pressupõe adaptações para equilibrar as desigualdades, sejam sociais, físicas, intelectuais etc.
Na natureza, há o exmeplo mais nítidos de diversos animais que pertecenem a ela, inclusive seres humanos, como os povos originários; enquanto os colonizadores são aqueles que tentam se adaptar ao clima, local, costumes.
Para Sol, pertencer é chegar inteiro; adaptar-se, geralmente, indica a perda de parte em prol do outro, digo eu. Há, por aí, quintais e quintanares, poeticamente falando. Nem todos os locais são abrigo, alguns podem ser cavernas. Entretanto, muitos podem ser a acolhida que necessitamos. Tudo depende da soma de diversos fatores culturais e sociais.
Com as mudanças climáticas, parece que não pertencemos mais a esse mundo,e apenas tentamos nos adaptar para sobreviver.
Um vídeo simples, criativo e profundamente filosófico, que permite diversas possibilidades de uso em dinâmicas de grupo, formação profissional, atividades coletivas, artísticas etc.
E você? Pertence ou se adapta, seja à família, à escola, ao trabalho, à sociedade, ao mundo?
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terça-feira, 4 de agosto de 2026
Entre o texto e o contexto: a faixa de chegada como metáfora dos limites do meu entendimento comigo e com o mundo
O vídeo de humor que intitulei "Entre o texto e o contexto: a faixa de chegada como metáfora dos limites do meu entendimento" encontrei no Instagram de Arthur do Marketing é uma peça de humor que se presta a diversas interpretações.
Do ponto de vista literal, ser como crítica àqueles que confundem tempos e espaços, faixas amareladas de restrição com faixas de chegada de uma corrida. A situação corriqueira de uma corredora desatenta que faz toda essa confusão, comemorando a chegada de uma corrida contra si mesma sem perceber que se trata de um espaço isolado de um crime reflete o cidadão comum e também seu senso comum, confundindo "alhos com bugalhos", como diz a sabedoria popular.
Do ponto de vista semântica, da busca pelo significado das palavras, das ideias, dos termos de uma oração, seja ela visual, escrita, falada, fotografada, filmada, pintada etc, é entender a função que a linguagem possui, além da mera referencial [remeter a algo], mas também emotiva, poética, apelativa etc. Além do sentido figurado que as palavras possuem: irônico, metafórico, simbólico... Ou mais amplo, um sentido filosófico, ideológico, espirtual, ético, moral, social...
Interpretar o que palavras e imagens oferecem é uma competência para o século XXI, povoado de recursos tecnológicos que criam uma pós-verdade, confundindo o real com o fake. Saber não superinterpretar textos também é necessário, sem atribuir a uma obra, seja qual for, valores, ideias, conceitos que ao tempo da produção não existiam, é outra necessidade básica do leitor do século XXI; que não dá mais boa noite para o William Bonner, diante da TV ligada no telejornal, porém, conversa com chatbot [IA] como se estivesse tratando e convivendo com um ser humano.
Compreender que nenhuma linguagem é isenta, toda ela é todada de camadas e mais camadas do eu no mundo, de suas influências culturais, é essencial. Por isso que, desde 2009, este blog educacional sem fins lucrativos se vale de audiovisuais diversos para passar mensagens relevantes que podem ser adaptadas à educação de professores e alunos, como clipes, curtas, cenas de filmes, propagandas, slides, animações etc, abrindo um leque de possibilidades, não apenas sintáticas, mas, principalmente, semânticas. Assim sendo, a metáfora é uma das figuras de linguagem que permite a ampliação dos limites do meu entendimento comigo e com o mundo. Vemos o mundo na perspectiva do local e do tempo em que estamos, de preferência, em diálogo com outros tempos, espaços e sujeitos.
Observação:
Esta postagem é de autoria de José Antônio Klaes Roig, professor, escritor e poeta, além de editor do blog Educa Tube Brasil. http://educa-tube.blogspot.com José Antonio Klaes Roig ou Zé Roig, como gosta de ser chamado, possui o Prêmio de Professor Transformador [2020] e seu blog Educa Tube Brasil, o Prêmio de um dos melhores blogues educacionais do Brasil [2020], conforme selos estampados na coluna à direta desta postagem.
domingo, 2 de agosto de 2026
Entre o enunciado e a enunciação: Não pré-julguem alguém antes de ouvir toda a história [contação com final surpreendente]
O "Vídeo de homem indignado com mulher no cinema viraliza" encontrei no Instagram de Planeta Paula, da biomédica Ana Paula Miranda, de Joinville, SC, Brasil, e é um ótimo exemplo sobre ENUNCIADO [o que se diz, o que se conta, o fato em si] e ENUNCIAÇÃO [o como se conta, a maneira, o jeito, o estilo de contar uma história, seja ela qual for]. Ou seja, muitas vezes, o que importa é o como se conta e nem tanto o que se conta. E, no caso do rapaz, ele, aparentemente demonstra uma leve indignação com a postura de algumas mulheres [que ele denominada de "aproveitadoras"] em relação a homens ingênuos que fazem todas as vontades, como ele se intitula, a partir de seu exemplo e uma saída ao cinema do shopping com uma garota que gosta muito.
Um vídeo interessante e reflexivo que recomendo seu uso, pausando alguns instantes antes de seu final e "chá de revelação"; pois a surpresa será imensa para aqueles que pré-julgam o todo apenas conhecendo uma parte da história. E esse pré-julgamento sumário parece uma tônica nas redes sociais digitais, em que sem ler todo o texto, sem ouvir todo o áudio, sem paciência para esperar o desfecho de uma notícia, reportagem ou narrativa criativa como essa, muitos já saem exaltados, praguejando e condenando os outros, sem direito à defesa.
Após a pausa, ao dar continuidade ao vídeo, vejam os rostos das pessoas e promovam um novo debate sobre o referido audiovisual, discutindo justamente essa questão do pré-julgamento e da contação de histórias.
Um ótimo material para tratar de ética na filosofia, de comportamento na sociologia, de escrita e interpretação textual na Língua Portuguesa, sobre a arte da contação de histórias na literatura e muito mais.
Observação:
Esta postagem é de autoria de José Antônio Klaes Roig, professor, escritor e poeta, além de editor do blog Educa Tube Brasil. http://educa-tube.blogspot.com José Antonio Klaes Roig ou Zé Roig, como gosta de ser chamado, possui o Prêmio de Professor Transformador [2020] e seu blog Educa Tube Brasil, o Prêmio de um dos melhores blogues educacionais do Brasil [2020], conforme selos estampados na coluna à direta desta postagem.
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sexta-feira, 31 de julho de 2026
"As manchas do bullying": curta de animação e propaganda para campanha "Escolas Sem Bullying" da ABRACE - Programas Preventivos
O curta de animação As manchas do bullying, propaganda e campanha "Escolas Sem Bullying" da ABRACE - Programas Preventivos, encontrei inicialmente no Linkedin de Ludmilla Duarte e posteriormente no YouTube e trata-se de criativo, comovente e necessário vídeo para se discutir o bullying e suas implicações. Valendo-se da linguagem simbólica da mancha "viva" que acompanha o menino [e com ela a depressão, medo, ansiedade etc], associa-se também ao produto da publicidade de forma não ostensiva, sutil, delicada, pois, ao final do curta é informado ao espectador que dados indicam que essas manchas em uniformes escolares são sinais de que a criança ou jovem sofre algum tipo de bullying. E um dado alarmente constante na sinopse do vídeo: "De acordo com pesquisas, cerca de 7 milhões de crianças já sofreram alguma forma de bullying no espaço escolar. Além dos traumas gerados por essa forma de violência, o bullying é um problema silencioso que exige atenção e cuidado dos pais, responsáveis e educadores".
A cena final em que o menino aprende a como lidar com essas manchas e auxilia uma colega é didática, pois o audiovisual permite a abordagem de um tema complexo, sério, urgente e necessário.
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quinta-feira, 30 de julho de 2026
O fim do mundo segundo "Os Simpsons" e a inversão dos valores: cena de seriado de animação provando que humor é coisa séria
O fim do mundo segundo "Os Simpsons" é uma cena emblemática desse seriado de animação longevo que tem sido "acusado" por teóricos das conspirações de "prever" vários situações históricas. Para alguém que ainda não tercerizou o senso crítico, e pensa "fora da caixa" do senso comum, é natural que um seriado de humor flerte sempre com o absurdo para fazer uma dura e inteligente crítica social, como foi o caso de "prever" a eleição de Donald Trump que, quando no contexto de produção da animação era algo escatológico, absurdo e surreal. Entretanto, com o passar do tempo, não foi a animação "Os Simpsons" que se tornou surreal, mas a própria realidade com a eleição controversa do bilionário. Algo como se o antigo programa de humor "Casseta & Planeta", dadas as devidas proporções, "prevesse" a eleição do humorista Tiririca para a presidência da República do Brasil e um dia ela se realizasse.
Mais que isso, esse recorte de um episódio do referido seriado de animação, que encontrei no Instagram de Psicanálise Raiz pode se tornar um ótimo material de análise e reflexão sociológica, filosófica, midiática, jornalística, artística e histórica, ao nos debruçarmos não apenas sobre o texto [imagem], mas o contexto histórico e cultural do período de produção e do contexto atual, em paralelo com momentos históricos que eram incompreensíveis ao seu tempo e que hoje parece-nos mais nítido como certas figuras chegam onde estão.
Outro exemplo em que a vida imita a arte é a eleição de Zelensky na Ucrânia e o episódio O Candidato Waldo, do seriado distópico britânico Black Mirror, que antecipou esse tipo de eleição midiática. Outros exemplos estão por aí, e quem quiser ampliar essa postagem colaborando com sugestões, ficarei à disposição.
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