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sexta-feira, 27 de março de 2026
Tabela Periódica Inclusiva em Libras: material criativo e relevante para o estudo de Química produzido pelo IFMG Campus Bambuí
A TABELA PERIÓDICA INCLUSIVA, um material criativo e relavante para o estudo da Química, encontrei no Linkedin da professora Francilma Éverton e trata-se de produção da professora Alda Ernestina com apoio dos professores e professoras de Ciências e Química do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Minas gerais [IFMG], Campus Bambuí e, de fato, é uma proposta inclusiva ao ensino de química, e que merece ser divulgado e valorizado, visto que, como destaca a educadora Francilma: "A proposta traz a representação dos elementos químicos em LIBRAS, fortalecendo não apenas a aprendizagem, mas principalmente o acesso, a inclusão e o respeito às diferentes formas de comunicação dentro da sala de aula".
Iniciativas criativas e inclusivas para um ensino significativo.
Abaixo, link para a versão interativa da referida tabela, bastando clicar sobre os elementos para visualizar o respectivo sinal em Libras:
TABELA PERÍODICA INCLUSIVA EM LIBRAS - VERSÃO INTERATIVA NA WEB
Observação:
Esta postagem é de autoria de José Antonio Klaes Roig, professor, escritor e poeta, além de editor do blog Educa Tube Brasil. http://educa-tube.blogspot.com José Antonio Klaes Roig ou Zé Roig, como gosta de ser chamado, possui o Prêmio de Professor Transformador [2020] e seu blog Educa Tube Brasil, o Prêmio de um dos melhores blogues educacionais do Brasil [2020], conforme selos estampados na coluna à direta desta postagem.
quarta-feira, 26 de fevereiro de 2025
Nação Dopamina: psicologia e saúde mental com Anna Lembke e o alerta para a dependência digital entre os jovens
O vídeo acima, Nação Dopamina, de Anna Lembke, psiquiatra da Universidade de Stanford [EUA}, para o Fronteiras do Pensamento, é um grande alerta sobre problemas envolvendo psicologia e saúde mental, de crianças, jovens e adultos, pois descreve como sintomas como ansiedade, irritabilidade, insônia, depressão, tendências suicidas etc surgem pelo excesso de exposição aos meios virtuais e a dependência digital decorrente disso.
Basta um giro de 360 graus onde estivermos para vermos pessoas vidradas, hipnotizadas diantes de telas. Usuários vivendo como dependentes de uma droga digital, que é controlada por grandes espresas, mais ricas e poderosas que qualquer nação, e que parecem as cidades-estado da Antiguidade, rivalizando com impérios. De certa formas, as chamadas Big Techs e seu tecnofeudalimos lucram com o excesso de exposição de seus usuários. E por terem poder e riqueza, relutam em se submeter à legislação do estado naconal em que estão, pois são megacorporações transnacionais, se julgando acima do bem e do mal.
O termo NAÇÃO DOPAMINA foi derivado de denúncia de Anna Lembke sobre essa elicada e preocupante situação que é mundial, planetária, equivalente á dependência química, de anfetaminas e outros tipos de drogas.
Um dos caminhos é a regulação dessas empresas, de seu gigantismo, algoritmos nebulosos, respondendo por fake news em massa e tudo mais, pois tal quadro tornou-se um caso de saúde mental, como uma pandemia.
Para complementar esta postagem recoendo a leitura do texto abaixo:
Anna Lembke alerta para a dependência digital entre os jovens
Observação:
Esta postagem é de autoria de José Antonio Klaes Roig, professor, escritor e poeta, além de editor do blog Educa Tube Brasil. http://educa-tube.blogspot.com José Antonio Klaes Roig ou Zé Roig, como gosta de ser chamado, possui o Prêmio de Professor Transformador [2020] e seu blog Educa Tube Brasil, o Prêmio de um dos melhores blogues educacionais do Brasil [2020], conforme selos estampados na coluna à direita desta postagem.
sexta-feira, 10 de janeiro de 2025
Ciência em Show: portal transformando experimentos científicos em experiências divertidas e criativas [a magia do conhecimento]
A imagem acima é do canal de vídeos no YouTube CIÊNCIA EM SHOW, de Ana Ralston e colaboradores, de São paulo, SP, Brasil, que transformam experimentos científicos em experiências divertidas, criativas e originais e que recomendo a professores e alunos, pois é uma forma diferenciada de iniciar uma aula que envolva ciências da natureza, por exemplo.
O Ciência em Show por ser acompanhado também no Linkden, conforme links abaixo:
CIÊNCIA EM SHOW - YOUTUBE
CIÊNCIA EM SHOW - LINKEDIN
A seguir um Teaser Experiências do Grupo Ciência em Show, apresentado na TV aberta como se fosse um show de magia. A magia do conhecimento:
Observação:
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domingo, 18 de agosto de 2024
Coreografia de dança contemporânea e metáfora do trabalho em equipe: sintonia, sincronia, matemática, química, física e biologia
@layla_.mckenzie CDK contemporary #contemporary #contemporarydance #somebodyiusedtoknow #groupdance #contemporarydancer #danceperformance #dancesync #synchronicity #synchronicities #fyp #foryou #viral ♬ Somebody That I Used To Know - Ellie
O vídeo acima, This Choreography [Essa coreografia, tradução livre], encontrei no Tik Tok de Layla Mckenzie, e trata-se de uma espetacular apresentaçãod e um grupo de dança contemporânea, esbanjando sintonia, numa performance genial.
Um audiovisual que serve para debater sobre o trabalho em equipe envolvendo as diversas áreas do conhecimento, desde as linguagens [corporais] e humanas [o envolvimento do grupo com um objetivo em comum], além de ser um esforço que necessita de muita matemática [na sincronia dos passos], química [empatia entre os integrantes], física [ o movimento dos corpos pelo espaço] e biologia [o autoconhecimento dos limites de cada corpo].
Mais que isso, dá pra se refletir sobre metodologia, pois o resultado que é o vídeo envolveu um esforço coletivo tremendo de ensaios e mais ensaios até chegar a quase perfeição! Há muita física na coroeografia de uma dança: vibração, frequência, ritmo, harmonia...
Enfim, um material para uma dinâmica de grupos, para tratar desde projetos escolares, atividades empresariais, trabalho institucional etc. E, por fim, na questão das linguagens, observar as referências criativas a alguns passos de "Thriller", de Michael Jackson, com se nota no videoclipe original, logo abaixo:
Observação:
Esta postagem é de autoria de José Antonio Klaes Roig, professor, escritor e poeta, além de editor do blog Educa Tube Brasil. http://educa-tube.blogspot.com José Antonio Klaes Roig ou Zé Roig, como gosta de ser chamado, possui o Prêmio de Professor Transformador [2020] e seu blog Educa Tube Brasil, o Prêmio de um dos melhores blogues educacionais do Brasil [2020], conforme selos estampados na coluna à direta desta postagem.
quinta-feira, 2 de fevereiro de 2023
"The Last Of Us": o jogo, a série, a pandemia e a educação [análise e proposta pedagógica]
O vídeo acima é "teaser" da série "The Last Of Us", que estreou recentemente no canal por streaming HBO Max, se tornando um sucesso, além dos fãs do jogo eletrônico de mesmo nome, campeão de vendas e acessos.
Mas o que tem a ver o jogo, a série, a pandemia e a educação conforme subtpitulo desta postagem em blog educacional?
Inicialmente, cabe salientar que o editor deste blog educacional, além de professor, escritor e poeta, foi por muito tempo fã de jogos eletrônicos, e ainda é, desde os jurássicos telejogo [em tela prata na TV] aos fliperamas, passando pelos consoles Atari, superNES, até chegar ao Playtation e agora no streaming.
Feita essa consideração inicial, cabe também destacar que como educador, sempre utilizei de jogos, cenas de filmes, clipes, curtas e variados audiovisuais em minhas formações, sejam como formador de professores da rede pública estadual do Rio Grande do Sul, quando foi multiplicador e coordenador de NTE - Núcleo de Tecnologia Educacional, seja como professor de escola particular no ensino médio. Inclusive, de 2007 a 2011, coocrdenei projeto de educação incousiva em informática, em parceria com professoras da educação especial da EEEF Barao de Cêrro Largo, Rio Grande, RS, Brasil, tendo turmas de alunos surdos, cegos, com déficit de inteligência e altas habilidades.
Dessa forma, penso que o uso de recursos tecnológicos, artísticos e culturais em formações pedagógicos seja algo essencial ao professor digital do século XXI, principalmente após a pandemia, que potencializou os multimeios, o ensino remoto, a educação a distância, as metodologias ativas, o ensino híbrido, etc.
Nunca mais a educação, os educadores e os educandos serão os mesmos de antes da pandemia; assim como a humanidade nunca mais foi a mesma depois de grandes eventos como a revolução francesa, a revolução industrial, as grandes guerras, o 11 de setembro de 2001 e outros eventos que são marcos históricos e sociais.
Com o Covid 19, a resistência de muitos aos comércio eletrônico, aos uso de recursos digitais em sala de aula, das videochamadas, Lives, dos comunicadores como WhatsApp, das redes sociais digitais de forma mais sistemática foi amenizando, por questões óbvias. A educação, os educadores e os educandos precisaram se adaptar às transformações da pandemia com ares de distopia, semelhante ao jogo e série "The Last Of Us". Um vírus que contaminou boa parte da população mundial, que fez mudar hábitos dos sobreviventes, que precisou que uns ajudassem aos outros a travessar esse complexo e perigoso trajeto rumo à busca por uma vacina. Joel, Ellie e outros são de certa forma a metáfora de muitos pais e professores jutos a seus filhos e alunos, em que um precisou contar com a ajuda do outro num momento extremo de saúde pública.
Sem querer dar spoilers quanto ao jogo e a série que está em sua primeira temporada, cabe frisar que tanto jogo, cinema, literatura, história possuem suas peculiaridades e narrativas; e que toda adaptação, como o próprio nome diz, é uma nova vesão sobre um tema em comum.
Por isso, o seriado THE LAST OF US, assim como o jogo, podem ser recursos pedagógicos para aulas diversificadas e até inter e multidisciplinares, envolvendo Química, Biologia, Geografia, História, Filosofia, Sociologia e outras mais, tratando de temas transversais como meio ambiente, saúde, higiene, tecnologia, bioética, fake news, intolerância etc.
Pode-se abordar também como há atualmente uma inversão: antigamente filmes e livros eram adaptados para o mundo dos jogos. Hoje, ocorre o oposto: jogos de sucesso são adaptados para filmes e séries, vide The Walking Dead, Resident Evil, Assassin's Creed etc. Um curioso "remake".
Professores conectados com o mundo jovem poderão fazer uma ligação, conexão com o universo de seus alunos, valendo-se de cenas do jogo, cenas do seriados, em diálogo com notícias do período da pandemia e muito mais. A criatividade, o bom senso, a empatia poderão prpporcionar bons momentos de reflexão, interação, debate de ideias e produção textual. Fica a dica para o início do ano letivo.
Indico aos professores que pretendam utilizar essa proposta em sala de aula, ver o vídeo a seguir [com spoilers], sobre A HISTÓRIA COMPLETA DE THE LAST OF US, que além da resenha literária há um belo storytelling em formato HQ que poderá ser um ótimo material de apoio:
Por fim, recomendo outro vídeo, do Canal Nerdologia, do biólogoa Átila Iamarino, que ficou conhecido justamente durante a pandemia e que trata de ciência e um pouco sobre o fungo que faz parte da ideia geral do jogo e do seriado:
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quarta-feira, 15 de setembro de 2021
"Sem Abelha, Sem Alimento": videoaula sobre a importância das abelhas na produção de alimentos
O vídeo acima, "Sem Abelha, Sem Alimento", trata-se de ótima videoaula sobre a importância das abelhas na produção de alimentos e descobri video Twitter do amigo Fabio Paiva Fagundes.
E uma abordagem didática e criativa, o audiovisual demonstra a importância das abelhas, não apenas no tema que intitula o vídeo, mas sociedade humana em geral, por conta necessitada da politização e muito mais. Interessante dados que compo~em um painel qu envolve outras áreas, como biologia, matemática, química, física etc.
Para complementar este material, indico também o vídeo a seguir:
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domingo, 25 de abril de 2021
Plantão Química: canal de vídeos no YouTube para tratar de teoria, provas vestibulares, dicas e análises com conteúdo diversificado
A imagem acima é do canal de vídeos PLANTÃO QUÍMICA, que descobri via WhatApp no grupo de Professores Online e é um interessante espaço de construção de conhecimento no mundo digital, segue link para acesso ao referido:
PLANTÃO QUÍMICA
O canal, que foi criado em 2019, é uma iniciativa dos professores de química, Marcelo Brillantino e Vanessa Marques, do Rio de Janeiro (RJ), Brasil.
Esse espaço virtual visa tratar de teoria, provas vestibulares, dicas, análises e tira-dúvidas, com foco no conteúdo de química, com vídeos criativos e diversificados.
Abaixo, vídeo sobre a Tabela periódica, de uma forma diferenciada:
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José Antonio Klaes Roig ou Zé Roig, como gosta de ser chamado, possui o Prêmio de Professor Transformador [2020] e seu blog Educa Tube Brasil, o Prêmio de um dos melhores blogues educacionais do Brasil [2020], conforme selos estampados na coluna à direta desta postagem.
sábado, 24 de outubro de 2020
Aula interdisciplinar: Pesquisadores japoneses criam animação via supercomputador que mostra o efeito da umidade e como o coronavírus se espalha na mesa de jantar
O vídeo acima Supercomputer shows humidity effect on COVID-19, foi indicação da colega e amiga Josane Batalha Sobreira da Silva, professora de Campinas (SP), Brasil.
Como a tradução livre indica, trata-se de surpreendente animação feita por supercomputador demonstrando o efeito da umidade nas pessoas, durante a pandemia de Covid-19.
Animação japonesa, divulgada pela rede NBC, dos EUA (link AQUI), que "mostra como o coronavírus se espalha na mesa de jantar". Segundo a notícia, " Pesquisadores japoneses [das universidades de Riken e Kobe] usaram um supercomputador para examinar como as partículas [do vírus] se espalham quando sentadas à mesa".
Durante o inverno, por causa da umidade do ar, a pouca ventilação, as aberturas fechadas, o vírus se concentra nos ambientes e prolifera de forma ampla, aumentando os casos de infecções respiratórias e contaminação exponencial. Conhecer o microcosmos é uma necessidade para estabelecer políticas públicas eficientes em marcoescala.
Imaginem, então, em uma sala de aula, mesmo respeitado o distanciamento social, em plena pandemia do Covid-19, sem ainda a vacina! Existem cidades em que a umidade do ar é intensa, tanto no inverno como no verão.
Mais didático impossível e um ótimo material para os professores de Ciências, mostrando toda a física, química e bilogia envolvida nisso. Audiovisual que permite uma aula inter e multidisciplinar nas Ciências da Natureza.
quarta-feira, 22 de julho de 2020
O Mais Desconhecido: documentário épico reunindo 9 cientistas, cada um explicando ao outro sua área de uma forma poética e filosófica
O vídeo acima, The Most Unknown - Nine Scientists Meet for the First Time / O MAIS DESCONHECIDO: Nove Cientistas Encontram-se Pela Primeira Vez (tradução livre do blog), que assisti no streaming Netflix e encontrei na íntegra no YouTube (ativem legendas e tradução), e trata-se de um monumental, genial e épico documentário, de Ian Cheney, com duração de 132 minutos, que reuniu 9 cientistas das mais variadas e complexas áreas do conhecimento humano para conversar entre si, tipo um revezamento, tentando explicar ao outro um pouco de sua área de pesquisa e atuação, como: microbiologia, neurociências, geobiologia, psicologia cognitiva, física quântica, astrobiologia, astrofísica, físico de partículas e ecobiologia.
Inicia com uma microbiologista conversando com um físico de partículas tentando explicar um ao outro suas áreas, vendo coisas em comum, como o termo "massa escura". Ambos veem o mundo ao seu modo, mas cada qual, em algum momento, precisa valer de recursos da linguística (analogia), da literatura (metáfora) e da filosofia (reflexões abrangentes) para descrever seu campo de atuação de forma inteligível para o outro. Os dois se encontram num laboratório sofisticado, no subsolo, para evitar radiação de prótons e elétrons do universo, fato que me lembrou poesia e filosofia pura a partir dos diálogos entre ambos... Ele, o físico de partículas, diz que estavam num "silêncio cósmico" e ela, a microbiologista, comenta que os cientistas tentam com suas lanternas colocar luz na escuridão. Algo que me fez, de forma intertextual, lembrar automaticamente naquele momento de "Gaia Ciência" e "Assim Falou Zarathustra!", de Friedrich Nietzsche. Pura metáfora, poesia e filosofia que não cessa por aí, e se assim o fizesse, já era fabuloso.
Mas esses "encontros consonantais" entre 9 cientistas segue, sendo que o segundo, recebe um terceiro, uma psicóloga cognitiva que estuda os elementos da consciência que depois irá se revezar com um neurocientista que estuda a autoconsciência, num movimento duplo: interno e externo, que se repete em cada encontro. Quando um astrobiólogo se encontra com um astrofísico, fica mais evidenciado esse diálogo entre quem estuda a terra e os micro-organismos com o que pesquisa o céu, as estrelas e o universo. A analogia entre o espaço, massa escura, logo me remete a questão da neurociências e a massa escura da inconsciência. O astrofísico que estuda a formação das estrelas, troca a noite pelo dia, pois diferente de outras áreas, ele precisa da escuridão do céu, da noite para concluir sue trabalho e o sol, nesse caso, atrapalha... A astrobióloga convida o astrofísico para conhecer uma ilha e um vulcão em erupção, pois pra ela é como ir ao espaço e conhecer um pouco a origem das estrelas. Algo poético e filosófica também. O micro e o macrocosmos estão interligados, como dois espelhos em escalas diferentes.
Com a geobiologia e a ecobiologia acontecem fenômeno semelhante entre esses diálogos quase platônicos, em pleno século XXI. Algo que me remeteu ao livro "O Visível e o Invisível", de Merlau-Ponty, sobre o que vemos e cremos, e sobre o que não enxergamos e é para nós desconhecido, que tem muito a ver com o conceito de "massa escura", "buraco negro" etc. Então, algo fabuloso acontece: os dois cientistas fazem pequena expedição de submarino à escuridão do mar, ao fundo do oceano, como uma pequena cápsula espacial, que me lembras os escritos de Júlio Verne: "20 Mil Léguas Submarinas" e "Da Terra à Lua". Lá no fundo, veem estrelas... mas do mar... A pequena esfera lembra o submarino Nautilus, sem o Capitão Nemo, logicamente.
Mais adiante, surge um físico quântico dizendo que se sente meio que dentro do filme "Intertestelar" e os conceitos da mecânica quântica, de levar luz à escuridão. Seu laboratório o próprio comenta, possui diversas entropias [função de estado cuja variação infinitesimal é igual à razão entre o calor infinitesimal trocado com meio externo e a temperatura absoluta do sistema, vide Wikipedia]. O físico usa câmeras de vácuo e luz, num formato de pêndulo e construiu um relógio atômico mais preciso do mundo para poder calcular a idade do universo. Um incrível laboratório que tem seus dados de pesquisa acessados numa quantidade impressionante, tanto quanto o buscador do Google, com bilhões de acessos diários. O físico diz algo que me remeteu imediatamente às "Confissões" de Santo Agostinho, sobre o paradoxo: "Não sabemos filosoficamente o que é o tempo, mas podemos medi-lo"; o que é algo intertextual com a fala do teólogo da filosofia Patrística: "Que é, pois, o Tempo? Se ninguém me pergunta, eu o sei; mas se me perguntam, e quero explicar, não sei mais nada".
Do mesmo modo, lembrei de "A Máquina do Tempo", de H. G. Wells, enquanto o físico falava de matéria escura, energia escura, buraco negro etc.
A neurocientista faz também esse movimento entre o micro e o macrocosmos ao pesquisar as imagens do cérebro e tratar do tempo psicológico que é bem diverso do tempo cronológico dos relógios atômicos. A neurociência também estuda a percepção do tempo, filmando o cérebro do físico quântico, colocando sensores do tempo em sua cabeça. E lembrei dos "censores" do tempo da ditadura militar e o filme Agentes do tempo. A neurocientista brinca com o físico, ao dizer que o homem que construiu o relógio mais preciso do mundo, não tinha a percepção correta das imagens que lhe colocaram à frente dos olhos, pois não sabia medir, calcular o tempo psicológico. E logo me veio à mente a nave USS Enterprise, comandada pelo capitão Kirk, com apoio do Senhor Spock, Senhor Sulu, Checov, Tenente Uhura, o médico McCoy, o engenheiro Scott e aquela equipe multidisciplinar, que nem os 9 cientista desse fabuloso documentário, indo onde nenhum homem jamais esteve, nessa jornada entre as estrelas do céu e as do mar... Uma jornada do conhecimento cumulativo da Humanidade que fez os humanos chegarem às estrelas e ao interior da terra, dominar os mares, as terras e os ares.
Por fim, aparece a psicóloga cognitiva, falando sobre a cognição humana e um turbilhão de ideias me veio à mente, quando ela vai a uma ilha onde são realizadas pesquisas sobre o conhecimento com primatas, mais especificamente macacos. Lembro primeiro de A Caverna de Platão, em que vemos sombras e não imagens, e isso remete às cavernas reais e ao próprio universo infinito e tão desconhecido ainda, tanto quanto o fundo dos mares. Mas também lembrei de a ilha de José Saramago, em que dizia que para ver a ilha é preciso air da própria ilha. Nesse caso, em sentido inverso: pra pesquisar o conhecimento é preciso ficar ilhado. A ilha dos macacos, em Porto Rico, me lembrou o filme "O Planeta dos Macacos". E a questão que a psicóloga cognitiva fala sobre o ver e o não ver dos macacos, e também os humanos, que influenciam o conhecimento de mundo me trouxe de novo "O Visível e o Invisível", de Merlau-Ponty. A psicóloga diz que ser cientista é lidar com incertezas, pensar de outra forma e dali retornar ao início, fechando o círculo de encontros e revezamentos, ao visitar a microbiologista que iniciou o documentário, e pra variar, lembrei do clássico "O Tempo e o Vento", de Erico Verissimo, que conta a história de uma família e do Estado do Rio Grande do Sul, em tom épico, por duzentos anos, sendo que ao final do mesmo, descobrimos que quem narra a história é a personagem que iniciou contando a história da própria família, um descendente, remontando o quebra-cabeças e árvore genealógica, entrelaçada com a história de seu Estado: o microcosmos e o macrocosmos na literatura. Erico Verissimo se espelha em sua família e estado pra contar essa história num movimento de pêndulo, finalizando a trilogia com sete volumes, com a mesma frase que iniciara aquela epopeia familiar.
Enfim, "The Most Unknown" é um documentário em tons épicos, reunindo 9 cientistas que como num círculo se revezando, um entrevistando o outro, até que o círculo se fecha com o retorno à primeira das entrevistadas, nessa viagem científica entre o tempo e o vento... Mais que isso, esses "diálogos platônicos" nos fazem perceber muitas coisas em comum entre as diversas áreas científicas e elas se expressando muitas vezes por meio de instrumentos literário e filosóficos para poder tornar inteligível a leigos ou para não especialistas na área, que precisam valer-se de figuras de linguagem, por meio de analogias e metáforas. Muitas vezes, lembrei também de Carl Sagan a divulgação e popularização das ciências em geral, com sua série Cosmos e de Jacques Costeau, que formaram meu pensamento juvenil. Essa mistura de ciências com literatura com filosofia, Carl Sagan fez com maestria em sua "O Romance da Ciência" e "O Mundo Assombrado pelos Demônios: A Ciência Vista Como Uma Vela No Escuro" e "Pálido ponto azul: uma visão do futuro da humanidade no espaço" e "Os Dragões do Éden", entre outros livros e programas de TV, nos anos 1970, 80 e 90.
Um documentário que é possível de ser assistido na íntegra, nos links abaixo, na Netflix e no YouTube (ativem legendas e tradução), assim como na janela, no alto desta postagem, em meu blog educacional, e que todo educador - seja pai ou professor - do século XXI e seus filhos e alunos devem assistir, de preferência juntos, para debater ao final as inter-relações, intertextualidades, interdisciplinaridades, interdiscursividades e multidisciplinaridades...
THE MOST UNKNOWN - NETFLIX
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segunda-feira, 13 de julho de 2020
"Travelers": viajantes do tempo e as pandemias, entre a ficção e a realidade, a educação e a sociedade (Episódio 05 da 2ª Temporada)
A imagem acima, da série de TV canadense TRAVELERS, sobre viajantes do tempo, comecei a ver recentemente, em função de comentário de amigos no Facebook Elenara Stein Leitão (de Porto Alegre, RS) e Paulo Ricardo Correa (Rio Grande, RS). Elenara foi além, me sugerindo ver o episódio 05 da 2ª temporada, intitulado "JENNY" (cena abaixo), em que é tratado o surgimento veloz de uma pandemia muito semelhante a do COVID-19.
Jenny é referência à paciente zero, de onde prolifera o vírus gripal, uma também viajante do tempo.
Apenas um detalhe: o referido episódio foi produzido em 2017 e levado ao streaming em 2018, mas dadas as devidas proporções entre arte e realidade é bem curiosa a coincidência e recomendo pra quem quiser verificar na plataforma de streaming Netflix.
Todavia, é apenas isso, daquelas estranhas coincidências entre a vida e a arte... E um bom seriado sobre viajantes do tempo e as implicações éticas, históricas, morais e sociais dessa situação.
O roteiro conta a história de um grupo inicial de cinco "travelers" (viajantes) que vêm do futuro pós-apocalíptico para assumir os corpos de pessoas que já estão com a morte certa (uma espécie de invasores de corpo, outro clássico da sci-fi), mas seguindo rigorosos protocolos de cumprir uma missão específica, sem provocar outras transformações e vindo isso, confinados no século XX, assumirem o restante da vida do hospedeiro (alusão a outro filme de sci-fi).
Os cinco viajantes, que tem sua transferência do futuro para o nosso presente, requer a localização exata do alvo, possibilitada pelos smartphones e GPS do século XXI. Cinco "travelers" fazem parte de um grupo de elite multifuncional, pois há um líder que assume vida de um policial do FBI, uma médica, um engenheiro, uma estrategista e um historiador e especialista em tecnologias.
Algo interessante que, trabalha com os valores humanos (da inteligência coletiva desse grupo) em diálogo com a Inteligência Artificial, que é o "Diretor" (IA) que coordena essa expedição dos viajantes do tempo em missão especial.
Ficção científica à parte, é um bom seriado que recomendo àqueles que buscam entretenimento e também reflexão sobre os PROTOCOLOS, seja na questão da saúde, da ética e da moral.
A partir de postagem e comentário sobre o seriado e o episódio recomendado, destaco comentário da professora Flávia Landgraf lá no Facebook que trago fragmento aqui para o Educa Tube Brasil, para promover um diálogo intertextual, interdiscursivo e para favorecer a pluralidade de vozes em uma rede social e num blog educacional:
"A 'coincidência' com a realidade mostra o rigor na qualidade com que os criadores da série se utilizam para colocar esse episódio no ar.
Quanto maior for a semelhança entre ficção e realidade, significa que o autor se utilizou das melhores fontes sobre o assunto. Por que Star Trek, por exemplo, coleciona uma legião de fãs até hoje, mesmo após 50 anos que foi criada? Porque o Gene Roddenberry era um misto de nerd com visionário, e muito bem assessorado pelas pessoas mais informadas no assunto. A parte que eu menos gosto, por atuar na educação na área das ciências, é quando eu vejo um filme ou um série com riqueza nos detalhes científicos eu fico imaginando que nem todo mundo vai conseguir atingir e dimensionar o que está vendo, a não ser que passe por aquilo na vida real. Se as pessoas aproveitassem esse tempo pra estudar as melhores fontes sobre os vírus, certamente o Cassino* não estaria com a praia cheia todos os finais de semana. As pessoas evitariam de ficar amontoadas nas filas para entrar nos estabelecimentos comerciais. Se recusariam a sair na rua sem todo o equipamento de proteção, ao invés de apenas colocar um pedaço de pano na cara (e olhe lá).
Começariam a evitar abraços e proximidade, mesmo com as pessoas da casa ... e mesmo assim saber que não vão ter a garantia de não se contaminarem.
Hoje no planeta Terra só está livre do covid-19 quem precisa viver dentro de uma bolha que não admita nem 0,0001% de contaminação no ambiente.
(Desculpa pelo textão, mas é que está ficando cada dia mais difícil ver nesse pandemônio todo que estamos incluídos e ficar sem falar nada.)"[Prof Flávia Landgraf, Rio Grande, RS, Brasil].
Um comentário que deixei na íntegra, pois traz dados relevantes e demonstra a intertextualidade entre a realidade e a ficção, entre a vida e a imaginação, como este blog tem trazido de forma recorrente, e que mais recentemente até produziu postagem sobre as tecnologias de Star Trek na educação e na sociedade (link abaixo):
Professor quântico: do teletransporte da ficção para a realidade da educação em tempos de pandemia
Enfim, um ótimo material para professores de Química, Física, Biologia trabalharem de forma inter e multidisciplinar e também intertextual com seus alunos, usando, seja um episódio de seriado, um filme, uma reportagem, um audiovisual para discutir temas da contemporaneidade. A própria questão dos PROTOCOLOS que os viajantes do tempo seguem é algo que pode ser discutido nas aulas de Filosofia, Sociologia e História, seja do ponto de vista da saúde, da ética, da moral, da política e da sociedade, ampliando os discursos, a interdisciplinaridade e intertextualidade.
Afinal, maior viajante do tempo é o professor, que já foi aluno e hoje diante de suas turmas é um "Diretor", promovendo essas viagens com seu alunado, seja na sala de aula, em saídas de estudo, em atividades virtuais ou presenciais, incentivando que informações se transformem em conhecimento.
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terça-feira, 7 de julho de 2020
Projeto Meninas SuperCientistas, de Marcela Medicina, em bate-papo com o canal "Mas você só estuda?", de Joyce Casimiro
O vídeo acima, Projeto MENINAS SUPERCIENTISTAS, é um bate-papo com a Marcela Medicina, idealizadora do projeto Meninas SuperCientistas, que é também aluna do bacharelado em matemática aplicada e computacional da UNICAMP e que conversa com Joyce Casimiro, do canal "MAS VOCÊ SÓ ESTUDA?", já destacado anteriormente neste blog, AQUI.
Essas duas jovens talentosas e dedicadas à pesquisa científica, conversam nessa LIVE sobre esse projeto incrível, chamado Meninas SuperCientistas que, como consta na apresentação do referido vídeo no YouTube, "(...) é um projeto educativo e inspirador, que tem como objetivo incentivar meninas a seguirem carreira nas áreas STEM (sigla em inglês para Ciência, Tecnologia, Engenharia e Matemática). O evento é organizado completamente por mulheres, para que as participantes sintam-se representadas e tenham em quem se espelhar, afinal toda menina pode ser o que ela quiser!"
Conforme vídeo e conversa, o projeto, antes da pandemia, era composto de uma programação variada como: visita ao Museu Aberto de Astronomia (MAAs) e ao Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM), onde está o Sirius, o acelerador de partículas, a maior infraestrutura científica do país. Além de palestras, oficinas e muito mais.
Esse Protagonismo Jovem e Feminino é algo que tenho destacado muito com meus alunos (De Anne Frank a Malala, de Severn Suzuki a Greta Thumberg entre outras), divulgando diversas iniciativas promovidas por jovens como elas: talentosas, dedicadas, interessadas em fazer diferença e contribuir para um mundo melhor.
Abaixo, imagem da página do projeto e link para o mesmo:
MENINAS SUPERCIENTISTAS
Segue também imagem e link para a canal "Mas você só estuda?"
MAS VOCÊ SÓ ESTUDA?
terça-feira, 30 de junho de 2020
Distanciamento social: não basta desenhar, tem que filmar e publicizar como nessa campanha criativa do Uruguai sobre o coronavírus
Desenhando, aliás, filmando a importância do isolamento e também do distanciamento social...
Publicado por José Antonio Klaes Roig em Quinta-feira, 25 de junho de 2020
O vídeo acima, trata-se de campanha do Uruguai, defendendo o DISTANCIAMENTO SOCIAL como uma das formas de combater o COVID-19 e é outro vídeo que encontrei no Twitter, carreguei para o Facebook e de lá trouxe, via código Embed, para este blog educacional pela relevância do assunto.
Parece que para certas pessoas, não basta mais desenhar, tem que adicionar movimento, como o cinema [que é a fotografia em movimentação], pois parece incrível como o "Elementar, meu caro Watson!", não é compreendido por alguns, que preferem descrer da Ciência e acreditar em Fake News, das mais absurdas possíveis, negando as evidências dessa grave crise de saúde pública mundial.
Não se trata de "uma simples gripezinha", como alguns leigos, de forma inconsequente, fizeram crer inicialmente e os números alarmantes fazem com que medidas mais sérias sejam tomadas, até que uma vacina seja disponibilizada. Enquanto esse dia não chega, o DISTANCIAMENTO SOCIAL, o isolamento, o confinamento, a quarentena e o lockdown são as medidas mais acertadas, conforme a evolução do contágio em determinada região.
É de fato um efeito dominó a propagação do coronavírus, e todo cuidado é pouco nesse momento delicado da história da Humanidade, pois jamais teve tanta gente confinada em suas casas. Dados indicam que mais de um terço da população mundial, e os demais, gravitam entre aqueles que mantém a máquina funcionando: médico, enfermeiros, e outras profissões; aqueles que não tem outra forma de subsistência nem tem recursos para ficar em casa; e os que, tendo condições para isso, se recusam a ver a gravidade da situação.
Neste momento, conscientizar às pessoas quanto às formas de contágio e os cuidados com higiene, além de manter o distanciamento social àqueles que precisam se deslocar pelas ruas é tão importante como a alfabetização. Uma alfabetização por meio digital se faz necessária, através de campanhas como está do governo uruguaio, que com bom senso e responsabilidade, assumiu seu papel social.
Um material para pode promover reflexões nas aulas de biologia e química e nas de ciências em geral, além de nas aulas de produção textual (uma aula sobre linguagem não-verbal, sem uma única palavra, escrita ou falada).
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sexta-feira, 26 de junho de 2020
Arte Viva: Inteligência artificial recria rostos de sete pinturas clássicas e famosas (intertextualidade e interdisciplinaridade)
O vídeo acima [AI stuff] Top-7 world-famous portraits transformed into living human beings ("Os sete retratos mais famosos do mundo transformados em seres humanos vivos", tradução livre), encontrei no portal Olhar Digital, site especializado em informações que envolvem tecnologia.
Essa Inteligência Artificial que recriou rostos humanos de sete das mais famosas pinturas de mestres das artes plásticas, foi inventada por Denis Shiryaev que, segundo consta, teve outro projeto que restaurou o famoso curta "L'Arrivée d’un train em gare à La Ciotat", uma das primeiras produções de cinema, elaborada pelos irmãos Lumière, em 1895.
O mais interessante dessa notícia e vídeo, mais que a própria tecnologia envolvida e da IA em si, serve para demonstrar toda a genialidade de grandes pintores da Humanidade, como Leonardo da Vinci, Van Gogh entre outros, que desenvolveram técnicas fabulosas, envolvendo conhecimento de diversas áreas do conhecimento como a matemática, a física, a geometria, a química, a biologia etc.
Imaginem uma aula sobre a química envolvida na confecção de tintas, nelas sobre a tela e o resultado obtido; uma aula de geometria nas obras de Da Vinci, de Física nos movimentos das estrelas em Van Gogh, a questão da ótica em Vermeer, da Lógica e da Psicologia em Dalí e Magritte e outros mestres da pintura! Um rico manancial para interação de professores e alunos.
Imagino aulas integradas ou LIVE's interdisciplinares e multidisciplinares entre Física, Química, Matemática, por exemplo, tendo como tema transversal a arte e cultura Renascentista, Moderna etc. Que rico material para observação, reflexão e debate entre professores das mais variadas áreas e seus alunos, de forma online ou presencial.
Uma aula de Biologia com História, a partir da tela e o Nascimento de Vênus, de Sandro Botticelli.
A arte viva através dessa humanização da pintura, valendo-se ou não da Inteligência Artificial para contextualizar a Inteligência Humana através dos tempos, dos avanços tecnológicos, sociais e educacionais... Uma História da Arte e da Humanidade, com professores de História e de Artes e outros mais.
Tais recriações histórias, tornando rostos realistas de pinturas clássicas, mais que uma técnica e uma tecnologia, é uma forma de utilizar na prática o conhecimento em rede, não apenas digital, mas rede lógica, não apenas enquanto tecnologia. A lógica do conhecimento humano em roda de conversas entre turmas e escolas. Fazer valer o conceito de "rede neural", não apenas no campo da Ciência e da Tecnologia, dita "high-tech", mas no cotidiano escolar e social.
SE a arte imita a vida, a vida também se vale da arte. Da mesma forma, a tecnologia mais avançada, já foi pensada antes no campo da mitologia e da ficção literária. O próprio conceito de "Inteligência Artificial" está lá no teatro grego, tanto no mito de Prometeu (que será Frankenstein, de Mary Shelley, muitos séculos depois), como na moderna ficção científica de HAL-9000 e hoje nas IA como Sofia, Watson e outras.
Pensando a questão da intertextualidade, convém refletir pra outro tema que se relaciona com a IA, e que o Olhar Digital indica: "A recriação dos quadros remete a uma prática não muito interessante, mas que também é fruto de IA: os deepfakes. Softwares específicos conseguem criar vídeos de pessoas famosas falando qualquer coisa. Pode ser algo engraçado, mas também comprometedor e criminoso. Com o aprimoramento dos sistemas, essa pode ser uma realidade cada vez mais presente."
Por deepfakes, segue alguns exemplos, que podem causar bastante danos, principalmente em pleitos eleitorais, em que as Fake News vigoram. O outro lado da moeda digital:
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domingo, 17 de maio de 2020
#QuímicaSolidária : Aprenda a higienizar máscaras caseiras (campanha institucional e vídeo escolar)
O vídeo acima, Aprenda a higienizar máscaras caseiras, descobri no Twitter e trata-se de audiovisual institucional do Conselho Federal de Química, cuja tag/marcador é #QuímicaSolidária e é iniciativa relevante neste momento de pandemia que requer muitos cuidados, pois é um didático "passo a passo para fazer a desinfecção química da sua máscara".
Para obterem maiores informações sobre outras questões envolvendo Química e Sociedade, recomendo visita ao canal do CFQ no YouTube:
CONSELHO FEDERAL DE QUÍMICA - CANAL
Em tempo: Enquanto preparava esta postagem, recebido indicação de minha aluna do ensino médio Alana Dourado, de Rio Grande (RS) Brasil, sobre vídeo escolar, produzido por sua irmã e colegas, no ensino fundamental, e achei bem interessante e indico link a seguir:
PREVENÇÃO COVID-19 - VÍDEO ESCOLAR
sábado, 31 de agosto de 2019
O que forma nosso pensamento: um jeito poético de divulgação científica para crianças
O vídeo acima O que forma nossa pensamento é o peisódio 1 de uma série de pequenos vídeos produzidos pelo Instituto Serrapilheira, que desafiou o neurocientista Bruss Lima a apresentar sua pesquisa para crianças, universitários e especialistas de sua área. E diga-se de passagem, fez de uma forma criativa e poética ao comparar o pensamento com pequenos choques elétricos no cérebro que se parecem com tempestades. Não por acaso chama-se "brainstorm" (tempestade de ideias) uma das formas de pensamento inicial, visando organizar ideias para um projeto de aprendizagem.
Sempre comento que mais que o enunciado (o que se diz) é importante para um professor e para o aluno a enunciação (o como se diz). Saber modular o discurso, conforme o público, é uma arte. Temas complexos podem ser popularizados a partir de analogias, de metáforas, de jogos de palavras como no vídeo em questão.
Segundo a apresentação do vídeo no YouTube, Bruss Lima é "(...) biólogo da Universidade Federal do Rio de Janeiro, [que] pesquisa o papel das oscilações neurais na comunicação cerebral. Para isso, ele faz experimentos usando eletrodos em macacos acordados, a fim de entender as atividades neurofisiológicas e elétricas do cérebro, o que as diferentes áreas cerebrais fazem ao mesmo tempo e como se comunicam".
Para verem outros vídeos interessantes, em áreas como física, biologia, química e matemática, recomendo visitação ao canal Serrapilheira, que é "uma instituição privada sem fins lucrativos, criada para valorizar a ciência e aumentar sua visibilidade e impacto no Brasil":
INSTITUTO SERRAPILHEIRA
terça-feira, 13 de agosto de 2019
Projeto de Química do IFPB produz vídeos para ensinar Atomicidade para Surdos: inclusão e acessibilidade
O vídeo acima Atomicidade para Surdos - MODELO ATÔMICO DE DALTON, trata-se de material integrante do Projeto de Química produz vídeos para ensinar Atomicidade para Surdos e é realizado por servidores e estudantes do IFPB Campus João Pessoa, Paraíba, Brasil.
"Conforme dados extraídos do portal do IFPB, que o Educa Tube Brasil reproduz na íntegra, a seguir:
Promover o ensino inclusivo de Química é a proposta do Projeto Atomicidade para Surdos, que une conhecimentos sobre a Língua Brasileira de Sinais (Libras) e os conteúdos desenvolvidos na Educação Básica sobre essa ciência. A área de Química ainda carece de metodologias e ferramentas que possibilitem os estudantes surdos terem acesso a assuntos da disciplina.
A ideia surgiu da observação de que o ensino de Química para surdos, por meio da Libras ainda esbarra em algumas dificuldades porque os termos frequentemente utilizados nesta disciplina não possuem seus correspondentes na língua. Outro obstáculo é a falta de material didático adaptado, principalmente porque o número de sinais em Libras específicos para Química é muito reduzido e essa limitação dificulta a comunicação e a construção do conhecimento do aluno surdo.
Participam do projeto os professores de Química Andréa Lira e Anderson Simões; as docentes de Libras Regina Monteiro e Katia Albuquerque; os estudantes Matheus dos Santos (Instrumento musical), Brenda Dantas (Instrumento Musical), Fernanda Amaral (Controle Ambiental); e o técnico administrativo da coordenação de Produção Audiovisual, Marcos Paiva.
A proposta inicial do projeto foi a produção de vídeo-aulas sobre o tema Teorias Atômicas. Os professores de Química que participam do projeto construíram roteiros pedagógicos e as professoras de Libras buscaram e criaram termos específicos da disciplina que não tinham uma sinalização fácil ou adequada em Libras.
Em seguida o material foi gravado pelo servidor da coordenação de Produção Audiovisual do Campus João Pessoa com um estudante surdo, que atuou como interprete de Libras nas gravações. E a vídeo-aula foi editada e finalizada. Confira o material neste link.
A orientadora do projeto, professora Andréa Lira, acredita que os vídeos terão uma boa recepção por parte dos alunos e podem auxiliar os estudantes surdos na preparação para o Enem. Outro benefício, segundo a docente é que o projeto pode 'contagiar outros professores no despertar e desenvolvimento de materiais didáticos voltados para a inclusão', frisou.
O próximo passo do projeto é a produção de vídeo-aulas de outros conteúdos de Química. “O resultado ficou muito bom, o grupo desenvolveu um excelente trabalho, pensado em muitos detalhes e com uma alta qualidade de edição”, ressaltou Andréa ao agradecer os integrantes da equipe do projeto pelo trabalho executado.
Fonte: http://www.ifpb.edu.br/joaopessoa/noticias/2019/04/projeto-de-quimica-produz-videos-para-ensinar-atomicidade-para-surdos
Abaixo, canal de vídeos do IFPB:
Coordenação de Audiovisual IFPB Campus João Pessoa
Vejam também, tema correlato, clicando no link a baixo:
Servidores e estudantes da IFSC produzem revista online para surdos
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domingo, 3 de março de 2019
DIDAPS INES: canal no YouTube sobre material didático em Libras na área de Ciências
Acima, vídeo de apresentação do grupo de pesquisa "Desenvolvimento de Instrumentos Didáticos Acessíveis na Perspectiva Surda" (DIDAPS), um canal de vídeos no YouTube que me foi indicado via WhatsApp pela colega e amiga Cristiana de Barcellos Passinato, educadora do Rio de Janeiro (RJ), Brasil.
No DIDAPS encontram-se diversos vídeos direcionados à comunidade surda, portanto, é um grupo de produção de material didático em Libras na área de Ciências, vinculado ao INES - "Instituto Nacional de Educação de Surdos (Ines), órgão do Ministério da Educação, tem como missão institucional a produção, o desenvolvimento e a divulgação de conhecimentos científicos e tecnológicos na área da surdez em todo o território nacional, bem como subsidiar a Política Nacional de Educação, na perspectiva de promover e assegurar o desenvolvimento global da pessoa surda, sua plena socialização e o respeito às suas diferenças".
Vide a seguir imagem do e link para o referido canal:
DIDAPS INES
Vejam abaixo o Elemento Químico - Sinalário Ilustrado de Química em Libras - SinQui / INES:
Segundo a apresentação do vídeo acima: "Sinal e conceito de Elemento Químico em Libras, criado no grupo Sinalizando Química – SinQui – , que desenvolve trabalhos na criação de sinais de conceitos químicos em Libras, atuando como linha de pesquisa do DIDAPS/INES. Liderado pelas professoras de Química Joana Saldanha e Jomara Fernandes e pelas professoras de Libras Vanessa Lesser e Bárbara Carvalho".
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sábado, 12 de janeiro de 2019
Tabela periódica na linha do tempo: animação que conta 300 anos de descobertas (1719-2019)
O vídeo acima, Tabela periódica na linha do tempo é um valioso material que me foi indicado via Facebook pelo amigo Fernando Luís, músico e poeta de Rio Grande, Rio Grande do Sul, Brasil e trata-se de 300 anos de descobertas envolvendo os elementos da referida tabela.
Um ótimo material que abarca de 1719 a 2019 e que serve para professores e alunos de Química, mas também para professores de História, pois envolve o conhecimento humano atravessando gerações, a verdadeira inteligência coletiva além do tempo e do espaço. Uma memória universal.
quinta-feira, 3 de janeiro de 2019
Tabela periódica interativa criada por professor de Química mostra o propósito prático e cotidiano de cada elemento
A imagem acima, encontrei na rede social, através do portal da Revista Galileu, e trata-se de criativa TABELA PERIÓDICA INTERATIVA, desenvolvida pelo norte-americano Enevoldsen que mostra através de exemplos, imagens e explicações (em inglês) o propósito de cada elemento no cotidiano.
Muito interessante para os professores de Química mostrarem o sentido de se estudar essa tabela e o significado prático de cada elemento.
De acordo com a notícia: Enevoldsen é formado em física pela Colorado College, nos Estados Unidos, e atualmente trabalha como engenheiro de softwares. "Quando era criança, gostava das tabelas periódicas com figuras, mas elas nunca tinham boas imagens de todos os elementos", disse ele à BBC.
E o mais interessante que ele comenta que: "Inspirado pelo livro Building Blocks of the Universe (Blocos de Construção do Universo, em tradução livre), de Isaac Asimov, que possui relatos da história e do uso dos elementos, o engenheiro desenvolveu a 'The Periodic Table of the Elements, in Pictures and Words' (A Tabela Periódica dos Elementos, em Figuras e Palavras)". Ou seja, a Literatura influenciando a ciência.
Para interagir com essa criativa produção, basta clicar no link abaixo, e ao clicar em cada elemento, aparece no canto superior da imagem dados sobre o mesmo:
TABELA PERIÓDICA INTERATIVA
Mais um detalhe interessante: "O site de Enevoldsen também disponibiliza a tabela em pdf em diversos tamanhos para serem impressas em casa — tudo de graça", veja a seguir:
TABELA PERIÓDICA INTERATIVA PARA IMPRESSÃO
quarta-feira, 13 de junho de 2018
A Química do Amor em pleno Dia dos Namorados: uma aula diferenciada e interdisciplinar
O vídeo acima A Química do Amor foi indicação dos professores Renata Ongarato e Allan Magalhães, respectivamente, de Química e de Biologia meus colegas no Colégio São Pedro, escola de ensino médio de Rio Grande (RS), Brasil, onde leciono Literatura e Produção textual.
O vídeo foi apresentado aos alunos dentro da programação da escola, em aula interativa e interdisciplinar, no Dia dos Namorados (12/6) no Brasil e foi bem interessante a receptividade de todos inclusive os demais professores que interagiram ao final com todos os alunos, em outras atividades envolvendo o Amor nas mais variadas perspectivas.
A educação e o afeto, precisam andar de mãos dadas, na pedagogia do cotidiano, entre pais e filhos, professores e alunos neste processo de "educação sentimental" que envolve (ou deveria envolver) a família, a escola e a sociedade.
Abaixo, outro vídeo interessante em que Cientistas explicam química do amor através de comandos do cérebro:
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