terça-feira, 4 de agosto de 2026

Entre o texto e o contexto: a faixa de chegada como metáfora dos limites do meu entendimento comigo e com o mundo




O vídeo de humor que intitulei "Entre o texto e o contexto: a faixa de chegada como metáfora dos limites do meu entendimento" encontrei no Instagram de Arthur do Marketing é uma peça de humor que se presta a diversas interpretações.
Do ponto de vista literal, ser como crítica àqueles que confundem tempos e espaços, faixas amareladas de restrição com faixas de chegada de uma corrida. A situação corriqueira de uma corredora desatenta que faz toda essa confusão, comemorando a chegada de uma corrida contra si mesma sem perceber que se trata de um espaço isolado de um crime reflete o cidadão comum e também seu senso comum, confundindo "alhos com bugalhos", como diz a sabedoria popular.
Do ponto de vista semântica, da busca pelo significado das palavras, das ideias, dos termos de uma oração, seja ela visual, escrita, falada, fotografada, filmada, pintada etc, é entender a função que a linguagem possui, além da mera referencial [remeter a algo], mas também emotiva, poética, apelativa etc. Além do sentido figurado que as palavras possuem: irônico, metafórico, simbólico... Ou mais amplo, um sentido filosófico, ideológico, espirtual, ético, moral, social...
Interpretar o que palavras e imagens oferecem é uma competência para o século XXI, povoado de recursos tecnológicos que criam uma pós-verdade, confundindo o real com o fake. Saber não superinterpretar textos também é necessário, sem atribuir a uma obra, seja qual for, valores, ideias, conceitos que ao tempo da produção não existiam, é outra necessidade básica do leitor do século XXI; que não dá mais boa noite para o William Bonner, diante da TV ligada no telejornal, porém, conversa com chatbot [IA] como se estivesse tratando e convivendo com um ser humano.
Compreender que nenhuma linguagem é isenta, toda ela é todada de camadas e mais camadas do eu no mundo, de suas influências culturais, é essencial. Por isso que, desde 2009, este blog educacional sem fins lucrativos se vale de audiovisuais diversos para passar mensagens relevantes que podem ser adaptadas à educação de professores e alunos, como clipes, curtas, cenas de filmes, propagandas, slides, animações etc, abrindo um leque de possibilidades, não apenas sintáticas, mas, principalmente, semânticas. Assim sendo, a metáfora é uma das figuras de linguagem que permite a ampliação dos limites do meu entendimento comigo e com o mundo. Vemos o mundo na perspectiva do local e do tempo em que estamos, de preferência, em diálogo com outros tempos, espaços e sujeitos.

Observação:
Esta postagem é de autoria de José Antônio Klaes Roig, professor, escritor e poeta, além de editor do blog Educa Tube Brasil. http://educa-tube.blogspot.com José Antonio Klaes Roig ou Zé Roig, como gosta de ser chamado, possui o Prêmio de Professor Transformador [2020] e seu blog Educa Tube Brasil, o Prêmio de um dos melhores blogues educacionais do Brasil [2020], conforme selos estampados na coluna à direta desta postagem.

domingo, 2 de agosto de 2026

Entre o enunciado e a enunciação: Não pré-julguem alguém antes de ouvir toda a história [contação com final surpreendente]




O "Vídeo de homem indignado com mulher no cinema viraliza" encontrei no Instagram de Planeta Paula, da biomédica Ana Paula Miranda, de Joinville, SC, Brasil, e é um ótimo exemplo sobre ENUNCIADO [o que se diz, o que se conta, o fato em si] e ENUNCIAÇÃO [o como se conta, a maneira, o jeito, o estilo de contar uma história, seja ela qual for]. Ou seja, muitas vezes, o que importa é o como se conta e nem tanto o que se conta. E, no caso do rapaz, ele, aparentemente demonstra uma leve indignação com a postura de algumas mulheres [que ele denominada de "aproveitadoras"] em relação a homens ingênuos que fazem todas as vontades, como ele se intitula, a partir de seu exemplo e uma saída ao cinema do shopping com uma garota que gosta muito.
Um vídeo interessante e reflexivo que recomendo seu uso, pausando alguns instantes antes de seu final e "chá de revelação"; pois a surpresa será imensa para aqueles que pré-julgam o todo apenas conhecendo uma parte da história. E esse pré-julgamento sumário parece uma tônica nas redes sociais digitais, em que sem ler todo o texto, sem ouvir todo o áudio, sem paciência para esperar o desfecho de uma notícia, reportagem ou narrativa criativa como essa, muitos já saem exaltados, praguejando e condenando os outros, sem direito à defesa.
Após a pausa, ao dar continuidade ao vídeo, vejam os rostos das pessoas e promovam um novo debate sobre o referido audiovisual, discutindo justamente essa questão do pré-julgamento e da contação de histórias.
Um ótimo material para tratar de ética na filosofia, de comportamento na sociologia, de escrita e interpretação textual na Língua Portuguesa, sobre a arte da contação de histórias na literatura e muito mais.

Observação:
Esta postagem é de autoria de José Antônio Klaes Roig, professor, escritor e poeta, além de editor do blog Educa Tube Brasil. http://educa-tube.blogspot.com José Antonio Klaes Roig ou Zé Roig, como gosta de ser chamado, possui o Prêmio de Professor Transformador [2020] e seu blog Educa Tube Brasil, o Prêmio de um dos melhores blogues educacionais do Brasil [2020], conforme selos estampados na coluna à direta desta postagem.

sábado, 1 de agosto de 2026

"Orgulho, Preconceito e Humor": cinema, paródia e inteligência natural em tempos de vídeos ultrarrealistas produzidos por inteligência artificial




O divertidíssimo vídeo, que encontrei no Instagram de Nelly Miss, produtora de conteúdo digital de São Petersburgo, Rússia, é uma paródia do filme Orgulho e Preconceito, adaptado de obra homônima de Jane Austen. Além disso, é uma criativa peça de humor. Apesar falada em russo, a mescla de cenais do filme com imagens do cotidiano, dão um contexto universal à colagem visual, numa genial edição de imagens.
Num tempo em que se confunde todo tipo de vídeo, como sendo gerado pela IA, já que cada vez mais ficam todos ultrarrealistas e de difícil detecção pelo olhar humano, esse pastiche é hilário, pois fica evidente à primeira vista que se trata apenas de algo produzido pela inteligência natural de um cinéfilo, num recorte de cena cinematográfica sobreposta a cena de uma residência simples.
Abaixo, recorte da icônica cena final, de Pride & Prejudice [2005], que aos 4 minutos é possível encontrar a cena original:



Aproveitando o clima de humor, indico a seguir o vídeo que encontrei no material correlato do YouTube, com o sugestivo título de Se orgulho e preconceito fosse brasileiro, com recortes de cenas sobrepostas a áudios da legítima "Sofrência":



Observação:
Esta postagem é de autoria de José Antônio Klaes Roig, professor, escritor e poeta, além de editor do blog Educa Tube Brasil. http://educa-tube.blogspot.com José Antonio Klaes Roig ou Zé Roig, como gosta de ser chamado, possui o Prêmio de Professor Transformador [2020] e seu blog Educa Tube Brasil, o Prêmio de um dos melhores blogues educacionais do Brasil [2020], conforme selos estampados na coluna à direta desta postagem.

sexta-feira, 31 de julho de 2026

"As manchas do bullying": curta de animação e propaganda para campanha "Escolas Sem Bullying" da ABRACE - Programas Preventivos




O curta de animação As manchas do bullying, propaganda e campanha "Escolas Sem Bullying" da ABRACE - Programas Preventivos, encontrei inicialmente no Linkedin de Ludmilla Duarte e posteriormente no YouTube e trata-se de criativo, comovente e necessário vídeo para se discutir o bullying e suas implicações. Valendo-se da linguagem simbólica da mancha "viva" que acompanha o menino [e com ela a depressão, medo, ansiedade etc], associa-se também ao produto da publicidade de forma não ostensiva, sutil, delicada, pois, ao final do curta é informado ao espectador que dados indicam que essas manchas em uniformes escolares são sinais de que a criança ou jovem sofre algum tipo de bullying. E um dado alarmente constante na sinopse do vídeo: "De acordo com pesquisas, cerca de 7 milhões de crianças já sofreram alguma forma de bullying no espaço escolar. Além dos traumas gerados por essa forma de violência, o bullying é um problema silencioso que exige atenção e cuidado dos pais, responsáveis e educadores".
A cena final em que o menino aprende a como lidar com essas manchas e auxilia uma colega é didática, pois o audiovisual permite a abordagem de um tema complexo, sério, urgente e necessário.

Observação:
Esta postagem é de autoria de José Antônio Klaes Roig, professor, escritor e poeta, além de editor do blog Educa Tube Brasil. http://educa-tube.blogspot.com José Antonio Klaes Roig ou Zé Roig, como gosta de ser chamado, possui o Prêmio de Professor Transformador [2020] e seu blog Educa Tube Brasil, o Prêmio de um dos melhores blogues educacionais do Brasil [2020], conforme selos estampados na coluna à direta desta postagem.

quinta-feira, 30 de julho de 2026

O fim do mundo segundo "Os Simpsons" e a inversão dos valores: cena de seriado de animação provando que humor é coisa séria




O fim do mundo segundo "Os Simpsons" é uma cena emblemática desse seriado de animação longevo que tem sido "acusado" por teóricos das conspirações de "prever" vários situações históricas. Para alguém que ainda não tercerizou o senso crítico, e pensa "fora da caixa" do senso comum, é natural que um seriado de humor flerte sempre com o absurdo para fazer uma dura e inteligente crítica social, como foi o caso de "prever" a eleição de Donald Trump que, quando no contexto de produção da animação era algo escatológico, absurdo e surreal. Entretanto, com o passar do tempo, não foi a animação "Os Simpsons" que se tornou surreal, mas a própria realidade com a eleição controversa do bilionário. Algo como se o antigo programa de humor "Casseta & Planeta", dadas as devidas proporções, "prevesse" a eleição do humorista Tiririca para a presidência da República do Brasil e um dia ela se realizasse.
Mais que isso, esse recorte de um episódio do referido seriado de animação, que encontrei no Instagram de Psicanálise Raiz pode se tornar um ótimo material de análise e reflexão sociológica, filosófica, midiática, jornalística, artística e histórica, ao nos debruçarmos não apenas sobre o texto [imagem], mas o contexto histórico e cultural do período de produção e do contexto atual, em paralelo com momentos históricos que eram incompreensíveis ao seu tempo e que hoje parece-nos mais nítido como certas figuras chegam onde estão.
Outro exemplo em que a vida imita a arte é a eleição de Zelensky na Ucrânia e o episódio O Candidato Waldo, do seriado distópico britânico Black Mirror, que antecipou esse tipo de eleição midiática. Outros exemplos estão por aí, e quem quiser ampliar essa postagem colaborando com sugestões, ficarei à disposição.

Observação:
Esta postagem é de autoria de José Antônio Klaes Roig, professor, escritor e poeta, além de editor do blog Educa Tube Brasil. http://educa-tube.blogspot.com José Antonio Klaes Roig ou Zé Roig, como gosta de ser chamado, possui o Prêmio de Professor Transformador [2020] e seu blog Educa Tube Brasil, o Prêmio de um dos melhores blogues educacionais do Brasil [2020], conforme selos estampados na coluna à direta desta postagem.

quarta-feira, 29 de julho de 2026

"Comece algo novo": a vida é curta e os sonhos não têm prazo de validade [campanha publicitária e motivacional]




O vídeo "Comece algo novo" [Empieza Algo Nuevo] parece como muitos outros por aí, com foco motivacional e emocional, mas que após cenas repetitivas de idosos num parque toma outra direção e dimensão a partir da postura daquele idoso que sempre, dia a dia, retorna aquele local. Mas num dia em especial, ele retorna com algo novo e isso faz toda a diferença daí em diante.
Trata-se de inventiva, criativa, comovente e divertida campanha de marketing e publicidade para a IKEA Espanha, em 2013, que só vim a descobrir via Instagram do Artur do Marketing. Uma inteligente campanha publicitária da agência S.C.P.F. para empresas de cadeiras que, mais do que vender um produto, foca na ideia de viver a vida a cada dia, de forma única, e no ideal de saber aproveitar cada momento, buscando novas experiências, conhecendo novas pessoas e lugares.
Enfim, um audiovisual motivador sem ser piegas, publicitário sem ser ostensivo, criativo e humano, num tempo em que ploriferam vídeos produzidos por IA em que tudo parece massificado, pasteurizado, feito por algoritmos. O algoritmo da vida é bem mais compelxo e imprevisível que o das inteligências artificiais. Um vídeo que valoriza, inclusive, a inteligência emocional, combate o etarismo, os estigmas e os estereótipos de idade.
Um ótimo material para uma dinâmica de grupos, para interpretação textual e escrita criativa de jovens e adultos, e mais que isso, para uma diálogo entre gerações.

Observação:
Esta postagem é de autoria de José Antônio Klaes Roig, professor, escritor e poeta, além de editor do blog Educa Tube Brasil. http://educa-tube.blogspot.com José Antonio Klaes Roig ou Zé Roig, como gosta de ser chamado, possui o Prêmio de Professor Transformador [2020] e seu blog Educa Tube Brasil, o Prêmio de um dos melhores blogues educacionais do Brasil [2020], conforme selos estampados na coluna à direta desta postagem.

terça-feira, 28 de julho de 2026

"Siga o fluxo. Seja o fluxo": bela animação para trabalhar com grupos sobre liderança, colaboração, cooperação e motivação




Esse belo fragmento de animação que não localizei nome, mas que encontrei na página do Linkedin de Adriano Siqueira com o tÍtulo de "SIGA O FLUXO. SEJA O FLUXO", é um belo exemplo de material, muito além do motivacional, pois serve para dinâmica de grupos sobre liderança, trabalho colaborativo e cooperativo, sim. Porém, se presta a atividades diversas de interpretação textual e escrita criativa, aula sobre as funções da linguagem etc.
O que seria esse fluxo? O que seria ser esse fluxo? Perguntas que podem ser feitas tanto a jovens como adultos, pela atemporalidade e universalidade do tema.
Quantos de nós, através de um amigo, um colega, um vizinho, um parente, mudou sua rota, seguindo seu exemplo? A animação trata disso de forma poética e filosófica.
Enfim, "tudo vale a pena se a alma não é pequena", parafraseando versos de Fernando Pessoa. Afinal, valer-se de audiovisuais em atividades escolares, profissionais, de formação, capacitação e qualificação profissional é um meio de criar uma ligação com o outro. O poder das imagens é enorme e saber lidar com ele, de forma adequada à atividade é essencial.

Observação:
Esta postagem é de autoria de José Antônio Klaes Roig, professor, escritor e poeta, além de editor do blog Educa Tube Brasil. http://educa-tube.blogspot.com José Antonio Klaes Roig ou Zé Roig, como gosta de ser chamado, possui o Prêmio de Professor Transformador [2020] e seu blog Educa Tube Brasil, o Prêmio de um dos melhores blogues educacionais do Brasil [2020], conforme selos estampados na coluna à direta desta postagem.

segunda-feira, 27 de julho de 2026

Autognose: curta-metragem de suspense e metáfora do autoconhecimento




O curta-metragem AUTOGNOSE, de 2018, com direção de Bill Szilagyi, encontrei no canal de vídeos DUMELA, no YouTube, e considero o audiovisual como uma metáfora do autoconhecimento.
O curta inicia com uma epígrafe de John Donne, poeta metafísico inglês: ""Nenhum homem é uma ilha, completo em si próprio; cada homem é uma parte do continente, é uma parte do todo", promovendo uma reflexão sobre o fato de que estamos sempre morrendo e revivendo a cada fase da vida, nos reconhecendo e desconhecendo com o passar do tempo, entre encontros e desencontros conosco, entre o que sonhamos e realizamos, entre o que fizemos e o que deixamos de fazer.
Na apresentação do vídeo no YouTube é uma descrição direta: "Um jovem vagueia em busca de respostas. As vezes o que procuramos pode estar lá fora. Mas as vezes pode estar dentro de nós mesmos".
Da ficção para o mundo real, quantos de nós não se sente sozinho, ilhado, em busca de um sentido para a vida? Por falta de autoconhecimento, seguimos por caminhos que não nos levam a lugar algum, seja acadêmico, profissional, sentimental...
Muitas vezes tentamos "matar" a melhor parte que temos, ou ressuscitá-la quando deixamos de ser aquela pessoa. Quem eu sou? De onde vim? Para aonde vou? perguntas que nos acaompanharão e acompanham a humanidade desde sempre.
Quem não aprende com os erros, com a vida e com os outros corre o risco de viver numa dízima periódica, repetindo-se, como no curta-metragem".
Um bom material para uma aula de filosofia, mesclada com arte [cinema e literatura]. Além disso, pode ser usado numa oficina de leitura crítica e escrita criativa, com alunos do ensino médio, para que interpretem as imagens e indiquem as mensagens que ele possa conter.
Para quem quiser mais informações, segue página do filme: https://dumela.tv/autognose/

Observação:
Esta postagem é de autoria de José Antônio Klaes Roig, professor, escritor e poeta, além de editor do blog Educa Tube Brasil. http://educa-tube.blogspot.com José Antonio Klaes Roig ou Zé Roig, como gosta de ser chamado, possui o Prêmio de Professor Transformador [2020] e seu blog Educa Tube Brasil, o Prêmio de um dos melhores blogues educacionais do Brasil [2020], conforme selos estampados na coluna à direta desta postagem.

domingo, 26 de julho de 2026

Produto, consumo, hábito e nostalgia: como a Globo ensinou algo importante nessa Copa do Mundo, por meio da CazéTV, no YouTube


O vídeo GLOBO ensinou algo importante nessa Copa! de P.H. Santos, comunicador e crítico de Cinema de Fortaleza [CE], Brasil, em seu canal no YouTube, traz uma análise interessante sobre "PRODUTO, CONSUMO, HÁBITOS E NOSTALGIA", durante a Copa do Mundo 2026, nos Estados Unidos, a partir da observaçãod e alguns padrões que foram mudando durante a competição, seja das empresas de comunicação [Globo, CazéTV, SBT, etc], seja com os comunicadores em geral: de um padrão global que se viu frente á reeverência e humor sem limites, além do merchandising extremo das casas de apostas e tudo mais.
P.H. foi muito feliz em afirmar algumas coisas como "produto se reconquista, hábito, não", em relação a forma de ver TV, desde então. E, digo eu, assim como na pandemia, eliminou a resistência às videochamadas e compras online, a Copa do Mundo na CazéTV mudou o jeito de ver e fazer TV, seja com delay ou piada reversa, excesso de publicidade, narração em volume alto, choque de gerações e muito mais. Entretanto, tambpem provou que há público pra tudo: de jovem a nostálgico.
Mais que isso, certos influencers digitais aceleram, direta ou indiretamente, medidas políticas, antes travadas no Congresso Nacional, como foi o documentário do Felca sobre o abuso contra crianças e jovens, e agora o exagero da CazéTV e Virgínia com a divulgação extrema das chamadas Bets.
Como disse alguém: quando o produto é gratuito, você, consumidor, que é o produto!
A análise de P.H. é relevante pra discutir justamente a criticidade que deve ser mantida, para não nos tornarmos meros expectadores passivos. Expectadores críticos podem fazer com que medidas sejam tomadas em prol do interesse público, e essa Copa das Bets comprovou isso. E que existem públicos diversos por mais que se tente padrozinar um tipo de situação. E essa postagem não se refere apenas a futebol.

Observação:
Esta postagem é de autoria de José Antônio Klaes Roig, professor, escritor e poeta, além de editor do blog Educa Tube Brasil. http://educa-tube.blogspot.com José Antonio Klaes Roig ou Zé Roig, como gosta de ser chamado, possui o Prêmio de Professor Transformador [2020] e seu blog Educa Tube Brasil, o Prêmio de um dos melhores blogues educacionais do Brasil [2020], conforme selos estampados na coluna à direta desta postagem.

sábado, 25 de julho de 2026

É possível ler, mesmo sem saber ler? [letramento e criação literária com crianças]




O vídeo "É possível ler, mesmo sem saber ler?" é um momento mágico que demonstra como o imaginário pode influenciar o mundo de uma criança, que mesmo sem ler tenta interpretar imagens e recontar histórias. Uma audiovisual que lembra experiência que tive uns 10 anos atrás, ou mais, quando convidado para replicar um projeto de letramento, denominado Lego Poesia: poemas de montar, que fiz com alunos do 4º e 5º anos do ensino fundamental em escola pública municipal, ao transpor pra uma escola pública estadual [por alguma falha de comunicação] ao invés de alunos do 4º e 5º ano do ensino fundamental me deparei com alunos de 4 e 5 anos de idade, não alfabetizados.
Com apoio da professora regente da turma adaptei a oficina de escrita criativa para crianças não alfabetizadas, replicando os mesmos procedimentos, só que de um jeito diverso. Em vez dos alunos escolherem palavras aleatórias num livro, escolheram imagens e com elas, eu a a professora fomos escrevendo no quadro da sala de aula as ideias deles. Ao final, surgiu um conto de fadas, intitulado pelos alunos de O CASTELO MÁGICO.
Esse experimento escolar pode ser visitado no link abaixo:

O Castelo Mágico (oficina de criação literária com alunos de pré-escola)

Observação: Esta postagem é de autoria de José Antônio Klaes Roig, professor, escritor e poeta, além de editor do blog Educa Tube Brasil. http://educa-tube.blogspot.com José Antonio Klaes Roig ou Zé Roig, como gosta de ser chamado, possui o Prêmio de Professor Transformador [2020] e seu blog Educa Tube Brasil, o Prêmio de um dos melhores blogues educacionais do Brasil [2020], conforme selos estampados na coluna à direta desta postagem.

A Sinfonia da Natureza e a vida intertextual por um fio: uma fotografia de pássaros inspirando a arte musical e projeto coletivo




Quem nunca olhou para pássaros nos fios de energia elétrica, não os fotografou, ou não imaginou uma pauta musical que atirem sua câmera fotográfia ou celular ao ar. A arte e estética estão em toda parte, e o olhar imaginativo humano também. Porém, quando une uma bela foto [feita em 2009, pelo fotógrafo Paulo Pinto, em Santana do Livramento, RS] e o olhar de um músico [o compositor Jarbas Agnelli, 17 anos depois], a magia se completa com a sobreposição de notas musiciais ao posicionamento original e natural dos pássaros, formando uma bela e inesperada partitura, que só poderia surgir de uma maravilhosa sinfonia da natureza, projeto que se transformou na SINFONIA DA ENERGIA, com a participação de empresa de energia elétrica na promoção do evento.
Parece até roteiro de filme, mas é a vida intertextual, presente no cotidiano, e que somente olhares atentos percebem e registram. E, assim, que era prosaico torna-se artísticos e filosófico.
Da leituras de imagens da natureza [fotografias] surgiu uma bela canção [sinfonia] que foi batizada de "Birds on the wires" [Passáros nos fios], alusão à canção homônima de Leonard Cohen. Dali em diante, essa ação se tornou projeto coletivo, com o chamamento para que outros fotógrafos enviassem para Jarbas Agnelli fotos semelhantes de pássaros nos fios. Algo que remete a uma ideia que faz tempo que comento com meus alunos nas aulas de literatura: nem sempre o gênio é o que teve a ideia inicial, mas aquele que percebeu outras possibilidades. Exemplo: Shakespeare reorganizando as ideias de Marlowe de forma magistral; Machado de Assis se inspirando e superando José de Alencar e outros casos além da literatura, em que um outro olhar ressignifica uma obra, transformando-a, inovando-a. Ação colaborativa e cooperativa em prol da arte e cultura.
Valorizar esse olhar de observador de filhos e alunos, colegas e amigos, vizinhos e ilustres desconhecidos é necessária para preservar nossa humanidade e a própria sociedade.
Vejam mais detalhes dessa experiência incrível assistindo ao vídeo acima e à postagem da Agência Brasil, no Instagram, logo a seguir:



Observação: Esta postagem é de autoria de José Antônio Klaes Roig, professor, escritor e poeta, além de editor do blog Educa Tube Brasil. http://educa-tube.blogspot.com José Antonio Klaes Roig ou Zé Roig, como gosta de ser chamado, possui o Prêmio de Professor Transformador [2020] e seu blog Educa Tube Brasil, o Prêmio de um dos melhores blogues educacionais do Brasil [2020], conforme selos estampados na coluna à direta desta postagem.

sexta-feira, 24 de julho de 2026

A genialidade mora na simplicidade de pequenas ações e de grandes ideias e ideais: ação de marketing que estimula a doação




O vídeo que encontrei no Linkedin de Leandro Guerra, fundador da FAZ TEU FUTURO, é uma ideia genial e simples, ao mesmo tempo, algo que batizei de "A genialidade mora na simplicidade das pequenas ações e das grandes ideias e ideais", a partir dessa incrível companha de incentivar a doação, cujo conceito é “Swipe. Give. Watch the Change Happen” [“Deslize. Doe. Veja a mudança acontecer.”, tradução livre do blog].
Sabemos que uma imagem vale mais que mil palavras e nesse caso, cada imagem ali é redentora, inspiradora, motivadora: ao passar o cartão, reparte o pão, corta cordas, liberta, etc. Muito mais do que marketing. Uma pequena obra de arte.
Como o próprio Leandro destaca "Uma ideia genial que mistura generosidade com tecnologia: o conceito 'Swipe. Give. Watch the Change Happen' mostra como o ato de doar pode ser tão rápido quanto passar o cartão — e tão poderoso quanto transformar vidas."
Ainda, conforme postagem de Guerra, a campanha traz os seguintes conceitos:
1️⃣ Doação instantânea:
Com um simples deslizar, você apoia causas sociais diretamente de dispositivos interativos instalados em espaços públicos.

2️⃣ Transparência total:
A cada doação, uma tela mostra em tempo real o impacto gerado — seja uma refeição garantida, um abrigo providenciado ou um projeto financiado.

3️⃣ Experiência transformadora:
Além de facilitar a ajuda, a interação gera consciência e conexão emocional com quem precisa, criando uma cultura de empatia e ação.

Um conceito que poderia porsperar, valendo-se das tecnologias para promover a solidariedade.

Observação:
Esta postagem é de autoria de José Antônio Klaes Roig, professor, escritor e poeta, além de editor do blog Educa Tube Brasil. http://educa-tube.blogspot.com José Antonio Klaes Roig ou Zé Roig, como gosta de ser chamado, possui o Prêmio de Professor Transformador [2020] e seu blog Educa Tube Brasil, o Prêmio de um dos melhores blogues educacionais do Brasil [2020], conforme selos estampados na coluna à direta desta postagem.

quinta-feira, 23 de julho de 2026

"A natureza não precisa de pessoas. As pessoas precisam da natureza para sobreviver": o discurso-testamento do eterno Indiana Jones




"A natureza nao precisa de pessoas. As pessoas precisam da natureza para sobreviver", eis fragmento de fala potente e preciosa de Harrison Ford, o eterno Indiana Jones, Han Solo, Blade Runner, entre outras personagens emblemáticas do cinema, ao receber o título de Doutor Honoris Causa da Arizona State University, em maio de 2026, perante mais de 14 mil formandos. [ativem as legendas e a tradução nos ícones no canto inferior direito da janela de exibição do vídeo no YouTube]
Ford, aos 83 anos, chama os jovens do presente à ação, num discurso-testamento, como bem destaca Sebastião Faria Jr., no Linkedin, onde inicialmente vi o vídeo e depois o busquei no Instagram do Terragora e, por fim, no YouTube.
A fala de Harrison é um legado de um grande ator que viveu papéis incríveis no cinema e que não esquece de suas origens, e que procura dar uma lição de vida àqueles que serão os grandes atores sociais de um futuro não tão distante. Preservar a natureza, que não depende de nós, mas que por causa de nossas ações está demonstrando seu desconforto por meio de aquecimento global, mudanças climáticas, desastres naturais etc, que poderiam ser evitado, se medidas necessárias fossem tomadas. Como uma floresta, cada pessoa é uma pequena árvore, que solitária só produz sombra naquele local, mas juntas foram um ecossistema poderoso. Assim são as pessoas, e Ford deixa claro isso ao afirmar já no início de sua fala que "Sua geração tem mais poder do que vocês imaginam", ao comentar anteriormente que a geração dele deixou um mundo numa bagunça. Esse choque e diálogo de gerações é fundamental em casa, na sala de aula, no trabalho e na sociedade em geral. Cada um assumindo seu papel social em prol da preservação da natureza, nosso único lar possível em todo o universo.
Outras frases poderosas de Ford: "A humanidade faz parte da natureza, não está acima dela"; "Defendam quem não pode se defender"; "Vão mudar o mundo".
Harrison, ao receber o "título de doutorado honorário em Artes e Letras Humanas em reconhecimento à sua influência cultural global", proferiu discurso de mais de dez minutos, destacados aqui em apenas dois minutos [recorte no YouTube] de profunda reflexão para que professores possam trabalhar em sala de aula esse material audiovisual em diversos temas e atividades, sejam ambientais, filosóficas, sociais, educacionais. O ator veterano, ao final de sua fala, incentivou os jovens ali presentes a seguirem em busca de seus sonhos para transformar o mundo, preservando a natureza.

Observação:
Esta postagem é de autoria de José Antônio Klaes Roig, professor, escritor e poeta, além de editor do blog Educa Tube Brasil. http://educa-tube.blogspot.com José Antonio Klaes Roig ou Zé Roig, como gosta de ser chamado, possui o Prêmio de Professor Transformador [2020] e seu blog Educa Tube Brasil, o Prêmio de um dos melhores blogues educacionais do Brasil [2020], conforme selos estampados na coluna à direta desta postagem.

quarta-feira, 22 de julho de 2026

"Não te deixarei ir": clipe que parece curta e metáfora da rede social, muito além da digital [empatia e acolhimento]




O clipe I Won't Let You Go [não te deixarei ir, tradução livre], de James Morrison é uma daqueles audiovisual que parecem um curta-metragem cantado e contando uma história, muito alémd a questão motivacional, pois traz em si alguns arquétipos [modelos] universais: a mulher solitária, a multidão que se acerca sem saber o que fazer, até que um senhor idoso, de cabelos grisalhos, toma a iniciativa de replicar a posição da jovem deitada no chão, deitando-se ao lado dela, sendo imitado por todos ao redor.
Todos, em algum momento da vida, sentimo-nos sós, precisanod de um ombro amigo, uma palavra de conforto, ou apenas a presença de pessoas amigas ou que tenham por nós empatia.
Assim corre no plano real, saindo da ficção musical, quando alguém se coloca no lugar do outro, e demonstrando compaixão, sem querer acaba promovendo um efeito dominó nos que estão só observando sem saber o que dizer, fazer, a quem chamar. Precisamos de empatia, alteridade, solidariedade num mundo cada vez mais individualista, consumista e narcisista, dominado por telas que agem como espelhos, só que inversos, pois as pessoas muitas vezes não se reconhecem nos demais.
A arte, já disse Nietzsche no século XIX, "existe para que a realidade (ou a verdade) não nos destrua". Ideia essa recuperada pelo poeta Ferreira Gularte, no século XX: "A arte existe porque a vida não basta", pra tratar da criação literária e o sentido da própria vida.
Clipes, curtas, animações, desenhos animados, cenas de filmes e outros recursos audiovisuais são ótimos meios de se atingir um fim, seja numa dinâmica de grupos, numa introdução de aula, num encontro com pais, numa formação com professores, numa reunião congestões escolares ou públicos, numa trabalho em equipe pra conseguir aglutinar objetivos comuns, na pedagogia e filosofia do viver.

Observação:
Esta postagem é de autoria de José Antônio Klaes Roig, professor, escritor e poeta, além de editor do blog Educa Tube Brasil. http://educa-tube.blogspot.com José Antonio Klaes Roig ou Zé Roig, como gosta de ser chamado, possui o Prêmio de Professor Transformador [2020] e seu blog Educa Tube Brasil, o Prêmio de um dos melhores blogues educacionais do Brasil [2020], conforme selos estampados na coluna à direta desta postagem.

terça-feira, 21 de julho de 2026

Abra Seus Olhos: curta-metragem feito em menos de 24h pra curso de cinema e que trata sobre o excesso do uso dos meios digitais




O curta-metragem ABRA SEUS OLHOS, que encontrei no canal Dumela Filmes, no YouTube, considero genial pela simplicidade de meios, objetividade de filmagem [produzido em menos de 24 horas] e amplitude de mensagem, com direção de Bill Szilagyi, fotografia de Bea Ramos, argumento e direção de arte de Cris Szilagyi, roteiro de Carole Lago, montagem de Sara Machado e trilha sonora "Dark Waters" por Alex Collier. Um curta, como consta na apresentação do YouTube, feito "como exercício de um curso de cinema em Campinas/SP".
E a mensagem universal é a que o vídeo indica: "O que você faz com a tecnologia, ou o que ela faz com você". Mais do que perguntas retóricas, são constatações sobre o uso excessivo dos meios digitais, aproximando quem está distante, mas distanciando que está próximo, se não for dosada essa experiência imersiva. Como todo vício, nem sempre o usuário percebe essa dependência. Mas os maiores prejudicados, além do usuário, são aqueles que convivem com o dependente digital.
Um ótimo material para reflexão e debate. Curto, direto, objetivo.
Parabéns ao elenco do curta: Mayra Pacela, Adriano Pacela, Carole Lago, Cris Szilagyi e Bill Szilagyi.

Segue link para o canal de vídeos Dumela Filmes, no YouTube,c omo outros audiovisuais:

DUMELA FILMES

Observação:
Esta postagem é de autoria de José Antônio Klaes Roig, professor, escritor e poeta, além de editor do blog Educa Tube Brasil. http://educa-tube.blogspot.com José Antonio Klaes Roig ou Zé Roig, como gosta de ser chamado, possui o Prêmio de Professor Transformador [2020] e seu blog Educa Tube Brasil, o Prêmio de um dos melhores blogues educacionais do Brasil [2020], conforme selos estampados na coluna à direta desta postagem.

segunda-feira, 20 de julho de 2026

"Quantos estudantes talentosos passam silenciosamente pelas nossas salas?" - reflexão de Francilma Éverton sobre cena emblemática de Matilda: O Musical




Essa cena emblemática do filme MATILDA: O MUSICAL, da Netflix, encontrei no Linkedin da professora Francilma Éverton, junto de uma poderosa frase reflexiva: "Quantos estudantes talentosos passam silenciosamente pelas nossas salas?"
De fato, quantos de nós, professores, conseguem descobrir talentos natos entre seus alunos? Eu, particularmente, tenho conseguido perceber jovens talentosos, até pelo fato de ser, além de professor, escritor e poeta, com uma relação profunda com a arte e a cultura. Muitos alunos que desenham, escrevem prosa e poesia, que gostam de dança, música, esportes, etc.
Muito aluno, aparentemente dispersivo [e eu fui assim] tem algum um talento, e fica viajando noutra dimensão, quando sentado numa sala de aula convencional. Saber identificar esses talentos, e, mais que isso, proporcionar a todos essas descobertas, é um papel social da escola, entre tantos, como o da interação e socialização entre diferentes, da formação pata a cidadania e para o mundo, etc.
Abaixo, trailer do filme:

MATILDA: O MUSICAL



Observação:
Esta postagem é de autoria de José Antônio Klaes Roig, professor, escritor e poeta, além de editor do blog Educa Tube Brasil. http://educa-tube.blogspot.com José Antonio Klaes Roig ou Zé Roig, como gosta de ser chamado, possui o Prêmio de Professor Transformador [2020] e seu blog Educa Tube Brasil, o Prêmio de um dos melhores blogues educacionais do Brasil [2020], conforme selos estampados na coluna à direta desta postagem.