sexta-feira, 29 de maio de 2020
Mikiphone: fonógrafo de bolso dos anos 1920 (nanotecnologia muito antes do Walkman, Discman e iPod)
O vídeo acima, Mikiphone Pocket Phonograph, descrobri na rede social e no portal Pensar Contemporâneo, e trata-se de um fonógrafo, equipamento portátil para ouvir música, criado na distante década de 1920, ou exato um século atrás, contendo o conceito de "nanotecnologia", muito antes de outros recursos avançados como O Walkman (anos 1980), o Discman (anos 1990) e o iPod (2001), vejam imagens abaixo:
O Mikiphone lembra um brinquedo de montar, já que ele foi pensando pra vir compactado e depois remontado pelo usuário, conforme demonstra o vídeo acima. Esse fonógrafo de bolso, que "foi desenhado por Miklós Vadász, um designer húngaro que leva o nome" e, conforme o Pensar Contemporâneo, "Ele encomendou à empresa suíça Pillard a produção em massa e, entre 1925 e 1927, cerca de 180.000 peças deixaram a fábrica".
E o curioso é que esse dispositivo não usava bateria, mas funcionava através do girar de manivela 50 vezes, o que permitia rodar/tocar em disco de 10 polegadas (uma espécie de louça), antecessor ao de vinil (de plástico).
Esse mini gramofone e pai do toca-discos, um século antes já trazia a questão da mobilidade, portabilidade e nanotecnologia.
Para conhecerem um pouco mais da história de outros equipamentos radiofônicos e semelhantes, indico link abaixo:
RADIOPHONOMANIA
quinta-feira, 28 de maio de 2020
A casa e seu dono: delicada animação e contação de história com EVA (a simplicidade que permite a continuidade)
O vídeo acima, A casa e seu dono, considero daquelas pequenas lindezas e grandes delicadezas que encontramos, às vezes, quase por acaso nas redes sociais digitais, embora também ache que nada é por acaso nessa existência, tampouco o acaso.
Um audiovisual criativo e original que encontrei no Facebook de Valéria Vargas Mello, professora de Rio Grande (RS) Brasil e que se trata da adaptação de um poemas de Elias José, como um pequeno conto de fadas para alfabetização e letramento digital, produzido pela bibliotecárias Cíntia Martins Bodim e divulgado em seu canal, com a participação e edição de Diogo Bodim.
Um material que me remeteu a citação de Robert Frost: "Seremos conhecidos pela delicadeza de onde paramos".
No vídeo em questão, um curta-metragem que me lembra a frase do cineasta Glauber Rocha: "uma ideia na mente e uma câmera na mão". Neste caso, uma contação de historias gravada, aparentemente, por uma câmera digital ou um telefone celular ou smartphone. Mas o conceito está ali, "da simplicidade que permite a continuidade", como sempre defendo, de utilizar materiais de fácil acesso como EVA, palitos de sorvete etc e ir contando uma história, tanto em prosa como em verso, de que cada casa tem seu ocupante, num jogo poético e alfabético de palavras e rimas, com seus variados personagens.
O efeito é lúdico, mágico, poético e artístico. Mas também pedagógico. Algo simples de ser planejado e executado. Fácil de ser repetido e compartilhado. Mais do que reciclar coisas é preciso reciclar ideias e se reinventar quando recontar uma história.
Storytelling e artesanato, reciclagem de produtos e de ideias, metodologia e didática. Ressignificação dos espaços escolares e principalmente a biblioteca... Enfim, múltiplas possibilidades de que um audiovisual possa se integrar ao cotidiano escolar; das TIC, mídias e redes sociais se interligarem, da produção, execução e divulgação dos resultados.
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quarta-feira, 27 de maio de 2020
Não podemos fabricar a felicidade – Pascal Bruckner. Fato! Ela precisa ser por nós manufaturada - José A. K. Roig
O vídeo acima, "Não podemos fabricar a felicidade", descobri nas redes sociais [mais precisamente no portal Pensar Contemporâneo] e trata-se de fala de Pascal Bruckner, escritor, ensaísta e filósofo francês, que é autor de livros de ficção e de não ficção e teve seu livro Lua de Fel adaptado para o Cinema pelo premiado diretor Roman Polanski.
De acordo com a Pensar Contemporâneo, Bruckner, "Além de proferir palestras pelo mundo, Bruckner também participa de programas de televisão e é colaborador de uma das principais revistas francesas, a Le Nouvel Observateur"; ou seja, um pensador do século XXI em diálogo com os "homens das letras" do século XIX, quanto à diversidade de ações e campos de atuação.
Na palestra dada à Conferência FRONTEIRAS DO PENSAMENTO, em 2014, Pascal, conforme apresentação do portal "afirma que a felicidade é um estado de graça e não um sentimento permanente e, por isso, nunca podemos produzi-la a partir de algo. Somos felizes por alguns instantes e, depois, esse sentimento se transforma em nostalgia e angústia".
A frase de sua fala, que dialoga ao meu ver com o livro ARQUITETURA DA FELICIDADE, do filósofo suíço Alain De Botton (vídeo a seguir, parte 1/5). E, antes mesmo de eu ter assistido à conferência propriamente dita, "Não podemos fabricar a felicidade" passei a refletir sobre a condição humana, seus avanços e retrocessos neste começo do século XXI, e incorporar um subtítulo {ELA PRECISA SER MANUFATURADA] de minha autoria na postagem deste blog educacional.
Mais que um mero jogo de palavras, a questão da MANUFATURA (desse artesanato do viver) em relação a felicidade FABRICADA (meio Tempos Modernos, de Chaplin, vide imagens acima, apertando inúmeros parafusos e sendo peça diminuta de uma engrenagem maior), é uma provocação poética e filosófica sobre a importância de não criarmos esses PARAÍSOS ARTIFICIAIS, como Baudelaire denominou, mas de que construamos, como uma casa, tijolo a tijolo a nossa RESIDÊNCIA POÉTICA como RESISTÊNCIA ÉTICA a esses tempos pandêmicos, polêmicos, povoados por uma Usina de Fake News disparadas de forma industrial, como linha de produção em larga escala através das redes sociais digitais.
Destaco na fala de Pascal, estes dois fragmentos interessantes que dão conta de sua visão da ideia de felicidade na contemporaneidade e em que defende um novo Iluminismo:
"A sabedoria nos recomenda não nos atirarmos sob as rodas de um automóvel, não nos pendurarmos na janela do 15º andar, não engolir qualquer coisa à mesa, não beber a água da sarjeta em respeito à nossa saúde, mas, por outro lado, nunca temos a possibilidade de fabricar a nossa felicidade a partir de coisa alguma.
[...]
Parece-me que a felicidade é um pouco análoga à visitação de uma providência simpática, de um espírito feliz que, durante algumas horas, alguns dias, alguns meses, nos inunda com seus benefícios. E então, um dia, sem nos darmos conta, ela se vai e nos deixa, evidentemente, em um estado de grande nostalgia, na esperança de que ela volte. Eu diria: deixemos ao acaso o cuidado de organizar nossos momentos de felicidade, deixemos à nossa sensibilidade a inteligência de reconhecer a felicidade quando ela chega, e deixemos à nossa prudência o cuidado de evitar as infelicidades quando elas passam por perto".
Essa Iluminação, em tempos de Trevas e Idade Mídia atuais, povoados pelas Fake News, remetem a outra imagem emblemática, não da literatura, mas do cinema, A FELICIDADE NÃO SE COMPRA (1946), [seja ela fabricada ou manufaturada] do diretor Frank Capra, um clássico eterno da Sétima Arte que é terrivelmente atual, em que um homem bom, desiludido com a corrupção em sua cidade, resolve se jogar de uma ponte, quando é interpelado por um Anjo [que precisa recuperar suas asas] e que lhe mostra como seria a sua cidade, caso esse desejo de fuga, escapismo, ele realizasse. Resistir é preciso, uma Resistência Ética em uma Residência Poética, como sempre defendo, e a fala de Pascal Bruckner vem ao encontro de minha inspiração, como blogueiro educacional, professor, escritor e poeta.
Abaixo, texto do referido filme:
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terça-feira, 26 de maio de 2020
Inferência e imaginário: como o elenco de "Stranger Things" reage a brinquedos brasileiros, valendo-se da memória e das equivalências sociais
O vídeo acima, Elenco de Stranger Things reage a brinquedos brasileiros, que descobri no YouTube, trata-se de um divertido e surpreendente experimento social entre duas culturas: a brasileira e a estadunidense.
A entrevistadora juvenil brasileira conversa com os jovens astros do famoso seriado da Netflix e vai apresentando a eles alguns de nossos populares brinquedos. Inicia com a curiosa peteca, de peça de jogo de praia que é comparada a um espanador; depois é mostrado o boneco Melocoton, que é associado à figura do dinossauro Barney do canal Discovery Kids; em seguida, o simpático dinossauro Horácio, da Turma da Mônica, do cartunista Maurício de Souza, lembra aos jovens do hemisfério Norte o Yoshi, do jogo Mário Kart; quando é indicado o boneco Fofão, que paradoxalmente chegou a ter programa de TV infantil no Brasil, a memória cinematográfica dos astros juvenis remete a Chuck, o brinquedo assassino, filme de terror dos anos 1990; por fim, o coelho azul da Turma da Mônica é confundido com o coelho Pernalonga aos cartoon's do estúdio Hanna & Barbera.
Pela inferência é possível promover essa associação. Por INFERÊNCIA temos "o raciocínio concluído ou desenvolvido a partir de indícios. Processo intelectual e dedutivo pelo qual é possível chegar a uma conclusão por conta de premissas" [Dicio.com.br].
Um experimento que serve para discutir aspectos da arte e da linguagem, bem como as relações de comunicação e associação de ideias, a partir das referências e equivalências culturais de cada povo e o imaginário coletivo universal.
Os jovens de lá, sem conhecer os brinquedos dos jovens de cá, fazem uma aproximação a partir da bagagem sentimental deles, do conhecimento prévio que possuem.
Pensando no contexto escolar, podemos, enquanto educadores, e, principalmente, das áreas das linguagens em geral, e, de produção textual, em específico, propor formos de organização de textos, levando em conta o conhecimento prévio que o aluno traz, como repertório e referências para a construção de uma Redação, por exemplo. Se não domina o tema proposto, nem conhece os materiais de apoios indicados, o aluno poderá promover um diálogo intertextual, por conta de sua memória afetiva, incorporando elementos culturais, como clipes, curtas, livros, canções etc para a persuasão do leitor/avaliador.
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segunda-feira, 25 de maio de 2020
Documentário "A História da Palavra - O Nascimento da Escrita": intertextualidade e interdisciplinaridade na prática
O vídeo acima A História da Palavra - O Nascimento da Escrita trata-se de um ótimo documentário, como o nome indica, sobre a origem da escrita e recomendo a professores e alunos para favorecer o debate nas aulas da área de linguagens.
Aproveito e faço link com dois filmes interessantes que tratam do tema da escrita, vide trailers em seguida, que são As Palavras (e o dilema da apropriação das ideias de outrem) e Palavras e Imagens (que é um divertido e motivador debate que dois professores, um de Literatura e outra de Artes, fazem com seus alunos sobre qual delas é a mais importante):
Já usei com meus alunos do ensino médio, uma cena de Palavras e Imagens, em que o professor fala justamente sobre o surgimento das palavras e são 2 minutos de uma ótima reflexão.
Valer-se de cenas de filmes, clipes, curtas, documentários no cotidiano escolar pode ser um ótimo recurso pedagógico e metodológico que auxilia na didática do professor.
Valer-se da intertextualidade e da interdisciplinaridade também podem ser formas de estimular as trocas de saberes, não apenas entre os alunos, mas os professores de outras áreas: linguagens com humanas, ciências da natureza com matemática. Afinal, todas, de certa forma, são linguagens, formas de descrever o mundo, seja por letras, números, símbolos, códigos, fórmulas etc.
Mais que isso, trabalhar com imagens e palavras, com literatura e cinema, música e dança etc, favorece uma interação maior com uma geração audiovisual.
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domingo, 24 de maio de 2020
Simulação reversa: jogar videogame na vida real (cibercultura, futebol e sociedade)
O vídeo acima, Jogando videogame na vida real, descobri no YouTube quando pesquisava sobre um vídeo semelhante, indicado por meu filho, em que jogadores de futebol virtual se reuniram no campo real e cada um numa mesa, na posição tática de um jogo convencional (mas jogando online), tipo, jogadores de defesa posicionados na linha de defesa, o dos de meio-campo também e os atacantes fixos no ataque. Como não o encontrei, localizei esse do gamer MS2 Michel Silva que reúne amigos de diversas idades,d e crianças a jovens para jogar aquela "pelada" num campinho próximo de sua casa e faz uma simulação reversa.
A cibercultura faz parte do imaginário da atual geração, que é audiovisual, e saber incoporar na educação este ferramental, não apenas na gameficação, mas na própria metodologia e didática que os jogos em geral podem trazer ao fazer pedagógico é essencial.
Essa simulação reversa, como denominei, é frito dessa cibercultura, pois o MS2 e as crianças e os jovens reproduzem no mundo real os comandos do controle do videogame: uma proposta divertida, criativa e original de dizer ao jogador real que conduz a bola no campo também real que "quadrado" equivale a chutar a gol; "triângulo", fazer o lançamento; "círculo", cruzar pra área e o "xis", fazer o passe. Uma simulação do virtual no mundo real.
Uma atividade de humor que pode ser uma proposta do professor de educação física, incorporando o imaginário do aluno na sua prática esportiva e no conteúdo diversificado de seu componente curricular.
Uma atividade que também pode servir ao professor de matemática para tratar da geometria no cotidiano, a partir das funções do controle do jogo virtual e seu desempenho na tela e muito mais.
Um vídeo que serve até para uma atividade integrada entre educação física e matemática, pelo que foi proposto acima, podendo integrar outros componentes curriculares como geografia (disposição tática nos espaços), artes, produção textual etc.
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sábado, 23 de maio de 2020
Intertextualidade entre a arte e a vida: a criticidade dos Memes e a Redação do Enem
O vídeo acima Intertextualidade entre a arte e a vida: a criticidade dos Memes e a Redação do Enem é uma produção de José Antonio Klaes Roig, editor do blog Educa Tube Brasil, mas específica para seu canal de vídeos EducAção 3D Mais.
O vídeo em questão aborda as intertextualidades entre literatura, cinema, música e sociedade, além de discutir a questão da criticidade que a Redação do Enem requer. Um material para suporte em produção textual.
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sexta-feira, 22 de maio de 2020
O Jogo do Privilégio (curta-metragem e experimento social) e a intertextualidade com o Jogo da Linha, do filme Escritores da Liberdade
O vídeo acima, O Jogo do Privilégio, é curta-metragem do diretor Neel Kolhatkar e, inspirado em experimentos sociais neste sentido, promove debate e reflexão sobre temas do cotidiano como machismo, racismo, feminismo, ideologia de gênero, ativismo político etc, como se estes fossem regras de um jogo social em que cada carta representa um movimento numa escadaria, em que os privilegiados ficam no topo e os demais lá embaixo.
Um curta-metragem que simula um jogo que simula a vida real, trazendo indagações políticas e filosóficas que ficam mais visíveis no desequilíbrio social presente no Brasil. Um jogo de relações de poder (Marx diria, luta de classes), em que grupos têm acesso a qualidade de vida melhor que outros e outros fazem parte da engrenagem de uma máquina. Um jogo que quem controla e determina as regras é quem detém o poder.
Por fim, uma duração constatação de quem media o jogo: “enquanto vocês estavam discutindo, ele chegou no topo”. Algo terrivelmente real e que reproduz as relações políticas e a falta de unidade de uns e os privilégios de outros.
Este curta-metragem me remeteu a outros dois vídeos, de maneira intertextual entre a ficção e a realidade. O primeiro, a cena O JOGO DA LINHA, cena emblemática do filme "Escritores da Liberdade", inspirado na relação da professora Erin Gruwell e seus alunos (fato verídico), logo a seguir, e outro, um experimento social, denominado Jogo do Privilégio Branco, que demonstra como a cor da pele e o racismo está presente em nosso cotidiano, ainda que muitos nem se deem conta disso:
quinta-feira, 21 de maio de 2020
Ler e escrever são tarefas de TODA A escola: Guedes e Souza (2011): vídeo educacional
O vídeo acima, Guedes e Souza (2011), foi indicação que recebi via Twitter da professora Chris Royes Schardosim, de Ibirama (SC), Brasil.
Trata-se de conversa sobre o texto “Leitura e escrita são tarefas da escola e não só do professor de português”, de Guedes e Souza (2011), que é material relevante de incentivo à leitura e à escrita na escolar, não apenas por alunos e seus professores da área das Linguagens, principalmente de Letras (Português e Línguas estrangeiras, e Produção Textual), mas de todos os professore de toda a escola.
Algo que concordo plenamente, pois toda e qualquer atividade escolar possui um enunciado (o que se diz) e uma enunciação (como se diz), seja na área da matemática, das ciências da natureza, das humanas ou das linguagens.
Já dizia Paulo Freire que "a leitura de mundo antecede a leitura da palavra", e diria mais: antecede à leitura de números, códigos, símbolos e tudo mais. A leitura de imagens se faz presente no aluno ainda não escolarizado que joga videogame com jogos em língua estrangeira, não tendo sido sequer alfabetizado na língua nativa, por exemplo. Que ler o cotidiano de placas do entorno da casa ou da escola pode ser uma ótima aula de Língua Portuguesa; que ver a construção de um prédio, uma pequena aula de matemática e ciências e por aí vai.
Os enunciados estão em toda parte, como por exemplo as "histórias matemáticas", presentes em "O Homem Que Calculava", de Malba Tahan (pseudônimo de Júlio César de Mello e Souza, mais conhecido como Malba Tahan, foi um professor, educador, pedagogo, conferencista, matemático e escritor do modernismo brasileiro, e, através de seus romances infanto-juvenis, foi um dos maiores divulgadores da matemática do Brasil: Wikipedia), vide animação abaixo:
Ou nas Aventuras de Caio Zip - O Viajante do Tempo, da professora e escritora Regina Gonçalves, do Rio de Janeiro (RJ), Brasil, Caio Zip é uma série de livros que mesclam ação, aventura, batalhas, crimes e mistério, com a participação especial de grandes personagens históricos.
Conforme apresentação do SITE:
"Cada livro da série será seu passaporte para que você faça uma grande viagem no tempo. Sem malas, sem documentos e com Caio Zip, você vai viver em várias épocas incríveis que vão desde o Antigo Egito, passando por momentos históricos com Alexandre, o Grande, Napoleão, os artistas Impressionistas, Santos Dumont, D. Pedro II, Einstein, Picasso, Agatha Christie, Chaplin e muito, muito mais. Acabe se envolvendo com mistérios, crimes que sempre terão revelações surpreendentes e também terá de encarar muitos enigmas que desafiarão a sua mente. Batalhas para você lutar e conquistar grandes conhecimentos, se você sobreviver".
Dessa forma, há que se incentivar a leitura de livros dentro de uma escola, pois é essencial para todos, e que a biblioteca escolar seja o coração da escola é algo que defendo desde sempre. Muito feliz, então, de ter esse amparo teórico para a prática cotidiana do professor.
quarta-feira, 20 de maio de 2020
O Livro e a Lição, o Professor e o Cidadão: a atemporalidade e a universalidade da Educação e da Liberdade de Expressão
O vídeo acima, é cena do filme Esta Terra É Minha (em inglês: This Land Is Mine) e foi indicação via Facebook do colega e amigo Fernando Luís, músico, poeta e artesão de Rio Grande (RS) Brasil.
O referido filme é de 1943, feito nos EUA, dirigido por Jean Renoir e estrelado por Charles Laughton e Maureen O'Hara e tendo como gênero o drama de guerra.
Uma cena emblemática pois mostra um professor lendo a seus alunos artigos da Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão que lembraram-me imediatamente dos versos do poema Estatutos do Homem, do poeta Thiago de Mello:
A cena do cinema e a poesia travam um diálogo intertextual, e podem ser utilizadas no contexto escolar num diálogo entre história e literatura, cinema e memória, sociologia e cidadania.
Abaixo, apresentação do filme, encontrada no YouTube e mais adiante sua sinopse:
"Este é outro filme de propaganda, inserido no esforço de guerra desenvolvido pelo governo dos EUA para motivar a população e prepará-la para os dias difíceis à frente. Sua diferença para outras produções semelhantes é a preocupação com o desenvolvimento dos personagens, vistos não de maneira unidimensional — bons ou maus -, porém como vítimas de uma situação não natural que afetou o mundo como um todo. Ainda assim, o filme pode se mostrar datado aos olhos contemporâneos, como acontece com outros exemplos da mesma época".
SINOPSE:
"Segunda Guerra Mundial. Em um país não especificado da Europa, invadido pelos nazistas, o professor Albert Lory vive com a mãe. Covarde, ele é motivo de zombaria por parte dos próprios alunos; na verdade, poucos na cidade o respeitam. Ele está apaixonado por Louise Martin, namorada de George Lambert e irmã de Paul, que faz parte do movimento de resistência. Quando Paul é assassinado pelos invasores, a responsabilidade recai indevidamente sobre Albert que, para provar sua inocência, enche-se de insuspeitada coragem.
terça-feira, 19 de maio de 2020
Pandemic: a história de um país que naufragou (paródia do filme Titanic contextualizando a pandemia no Brasil)
O vídeo acima, PANDEMIC, já tinha recebido via WhatsApp e consegui localizá-lo via Twitter de Charles Nisz, de São Paulo (SP< Brasil.
Trata-se de uma paródia contextualizando a trágica realidade do Brasil, durante a pandemia.
A paródia, produzida por Henrique Santilli Acquaviva, editor de vídeos de 35 anos, formado em Rádio e TV, mostra como a tragédia do coronavírus é conduzida pelo governo brasileiro, em paralelo com cenas do clássico de James Cameron.
Uma paródia assim requer sintonia e sincronia entre o real e o imaginário, e o sucesso foi tão grande nas redes sociais que diversos atores se prontificaram voluntariamente para dublar uma nova versão. E mais: Henrique prepara uma paródia para o "Rei Leão", intitulada "Mito Leão".
Toda peça de humor requer muita criticidade para lidar com o humor, mesmo quando em uma situação preocupante. Uma crítica que poderá conscientizar os negacionistas para o trágico da situação. Um vídeo genial e didático que provoca inúmeras discussões e reflexões.
Parabéns aos dubladores, que fizeram um ótimo trabalho, sem sair de casa e de máscaras: Dublagem: Angela Dippe (a Penélope do Rá-Tim-Bum), Anita Paschkes (ex-ESPN, FOX Sports e Gazeta), Enio Vivona (o Rick do Rick & Morty e Arturo do La Casa de Papel), Marcelo Araújo e Thiago Pach (cantores).
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segunda-feira, 18 de maio de 2020
Davi, menino autista de 12 anos, cria canal no YouTube para ajudar colegas do 6º ano nos estudos de matemática
O vídeo acima, Atividades de Matemática 23/03 Um Pouco Da História dos Números, descobri nas rede sociais e trata-se de ótima iniciativa do menino Davi, que possui autismo, e resolveu criar um canal no YouTube para ajudar seus colegas de 6º ano nos estudos da matemática.
O canal se chama Davi Craft ROBLOX Gamers (vejam imagem e link de acesso logo a seguir) e já possui mais de 4 mil inscritos, inclusive eu, do Educa Tube Brasil e Educação 3D+.
DAVI CRAFT ROBLOX GAMERS
Davi é uma criança de 12 anos, como muitas que tem canal de jogos no YouTube, e aproveitou o mesmo para auxiliar seus colegas nos estudos. Uma iniciativa louvável e inspiradora.
Conforme o portal PSICOEDU, o menino Davi gosta mesmo e de jogar ROBLOX, mas nas horas vagas ainda exerce a empatia com seus colegas e amigos. Grande iniciativa que merece ser destacada e incentivada.
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domingo, 17 de maio de 2020
#QuímicaSolidária : Aprenda a higienizar máscaras caseiras (campanha institucional e vídeo escolar)
O vídeo acima, Aprenda a higienizar máscaras caseiras, descobri no Twitter e trata-se de audiovisual institucional do Conselho Federal de Química, cuja tag/marcador é #QuímicaSolidária e é iniciativa relevante neste momento de pandemia que requer muitos cuidados, pois é um didático "passo a passo para fazer a desinfecção química da sua máscara".
Para obterem maiores informações sobre outras questões envolvendo Química e Sociedade, recomendo visita ao canal do CFQ no YouTube:
CONSELHO FEDERAL DE QUÍMICA - CANAL
Em tempo: Enquanto preparava esta postagem, recebido indicação de minha aluna do ensino médio Alana Dourado, de Rio Grande (RS) Brasil, sobre vídeo escolar, produzido por sua irmã e colegas, no ensino fundamental, e achei bem interessante e indico link a seguir:
PREVENÇÃO COVID-19 - VÍDEO ESCOLAR
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sábado, 16 de maio de 2020
Leveza: pequena e comovente aula sobre a importância e urgência da arte e da cultura no cotidiano
O vídeo acima, LEVEZA, descobri via Twitter e trata-se do oitavo episódio da 4ª temporada do Greg News, com o ator e humorista Gregorio Duvivier.
No episódio em questão, Gregorio consegue de forma intertextual (com diversas referências à arte e cultura nacional), fazer jus ao título de forma poética, filosófica, crítica, política e social. Vai entrelaçando com delicadeza e em certos momentos com a crueza da realidade imposta e exposta, as relações entre arte e cultura, razão e emoção. Uma pequena aula sobre a importância e a urgência da valorização da arte e da cultura no cotidiano.
E para fechar com "chave de ouro", Duvivier reúne a família para uma bela e comovente participação especial, encerrando esse vídeo essencial em tempos de confinamento, com a música "Menina Amanhã de Manhã", de autoria de Tom Zé e Antonio Perna, vide link abaixo a versão original:
sexta-feira, 15 de maio de 2020
E se Anne Frank tivesse webcam e diário virtual (vlog): seriado em 15 episódios transpondo o confinamento do passado para a atualidade
O vídeo acima, Presente mais lindo, trata-se de uma ideia genial: o episódio 1 de um seriado via YouTube, de transpor para o mundo digital um dos livros mais comovedores, O DIÁRIO DE ANNE FRANK. Mais que isso, traz uma indagação intertextual essencial nesses dias de intolerância e quarentena: "E se Anne Frank tivesse um diário virtual, se fosse uma Vlog?", intitulado ANNE FRANK HOUSE (A Casa de Anne Frank). [Ativem as legendas e a tradução]
Essa indicação preciosa, devo à minha talentosa aluna Júlia Godinho Goulart, que escreve poesias e faz ilustrações e mora em Rio Grande (RS), Brasil e que compartilhou comigo sua descoberta, em vista de nas aulas de Literatura e PDI - Profissões digitais inovadoras, já termos tratado do livro e da vida de Anne Frank, comparando ao blog de Malala Yousafzai.
Partindo dessa ideia genial de alteridade, empatia e criatividade, de propor pensar a jovem Anne Frank nos dias atuais, com se tivesse um diário e uma webcam, e dramatizar cada dia de seu diário, esse projeto se torna extremamente relevante, comovedor e inspirador àqueles que sofrem com o isolamento, o distanciamento, o confinamento e a quarentena social, mundo afora, por conta da pandemia do Covid-19.
Conforme apresentação: "O diário em vídeo de Anne Frank será exibido no YouTube em quinze episódios. Luna Cruz Perez interpreta Anne Frank, compartilhando sua vida no Anexo Secreto, seus pensamentos e sentimentos com a câmera. Todos os personagens, locais e eventos da série são baseados nas cartas do diário de Anne Frank".
É um exercício atemporal, universal e intertextual de transpor a tecnologia do passado: o livro impresso, para a contemporaneidade: vlogs, canais do YouTube, câmeras, smartphones etc.
Um dos "PRESENTES MAIS LINDOS" que recebi para este blog é esse vídeo e seriado, que impressiona também pela semelhança entre os atores que interpretam seus papeis em relação aos familiares da jovem Anne Frank.
Abaixo segue link para o canal, para quem quiser acompanhar os demais episódios da série:
ANNE FRANK HOUSE - SERIADO
Segue também link para "A CASA DE ANNE FRANK", entidade composta de museu e projetos educacionais, além de armazenar "Tudo sobre Anne Frank: sua vida, seu diário e o Anexo Secreto", e, que, segundo a própria apresentação no portal, "[...] foi fundada em 3 de maio de 1957 em cooperação com Otto Frank, pai de Anne Frank. Somos uma organização independente sem fins lucrativos que administra um museu na casa onde Anne Frank se escondeu e tentamos aumentar a conscientização sobre a história de vida de Anne em todo o mundo, incentivando as pessoas a refletir sobre os perigos do antissemitismo, racismo e discriminação. e a importância da liberdade, direitos iguais e democracia."
ANNE FRANK HOUSE - PORTAL
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quinta-feira, 14 de maio de 2020
O Guardador de Rebanhos: belíssima adaptação audiovisual da poesia de Alberto Caeiro / Fernando Pessoa
O vídeo acima, O Guardador de Rebanhos, descobri nos vídeos correlatos do YouTube, enquanto pesquisava outro material e achei simplesmente divino e maravilhoso, pois é envolve diversas situações: declamação dos poemas do livro homônimo, do poeta Alberto Caeiro, heterônimo do genial Fernando, uma Pessoa singular sempre escrevendo no Plural; segundo, pois envolve a dramatização e encenação dos poemas pela Cia. Quanta de Teatro, de Rio Claro, São Paulo, Brasil, feito em 2008, com direção de de J. P. Miranda Maio e roteiro de Jefferson Primo e, por fim, pela edição de áudio, da trilha sonora que acompanha este audiovisual.
Um belíssimo material para professores de Literatura, seus alunos e amantes da Poesia Maiúscula da Vida.
Um exemplo de como é possível adaptar textos em prosa e verso, de forma criativa e encantadora, unindo diversas linguagens: a literária, a cinematográfica, a musical, a digital etc.
O o mais importante de tudo: a divulgação deste livro precioso, que trata a Poesia de forma filosófica e a Filosofia de forma poética, pois cada versos são únicos, universais e atemporais, como o tamanho da altura, do Tejo que é o mais belo rio que passa por minha aldeia, embora não passa de fato e outras reflexões profundamente poéticas e filosóficas.
Literatura, Cinema e Música de mãos dadas à Educação e à Tecnologia.
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