sábado, 15 de fevereiro de 2020

Quando a RV supera a ficção científica: mãe ‘revê’ filha falecida através da imersão tecnológica




O vídeo acima, publicado em 06/02/2020 no canal MBC Life, descobri na internet, via portal Pensar Contemporâneo e é uma experiência imersiva comovente, de reencontro entre uma mãe e sua filha falecida, proporcionado pela Realidade Virtual.
Um vídeo que parece com um episódio do seriado Black Mirror, que trata por meio da ficção científica das possibilidades da tecnologia no cotidiano. Algo que também lembra um jogo virtual, como o Second Life (Segunda Vida).
Conforme matéria do referido portal: "Um programa de televisão coreano ["Meeting You"] usou a tecnologia para reunir uma mãe [Jang Ji-sung] com sua filha falecida de sete anos [Nayeon], completa com luvas sensíveis ao toque e áudio". Porém, há um componente filosófico e ético em um experimento psicológico tão radical. A mãe, munida de luvas especiais, sensíveis ao toque pode sentir e tocar a imagem da sua filha e com os óculos de VR e fones de ouvido, pode ver e ouvir.
A notícia ainda informa que a "empresa coreana Munhwa Broadcasting Corporation, ou MBC, trabalhou no design do rosto, corpo e voz de Nayeon", o que favoreceu a interação.
Um vídeo que mostra as possibilidades da tecnologia ser incorporada a vida, simulando os mais variados ambientes, pessoas, numa espécie de Máquina do Tempo. Imaginem só, unir Second Life, Realidade Virtual, Realidade Aumentada, Holodeck, Google Earth, Google StreetView, Google Map, e outros bancos de dados e recursos para que escolas e professores possam emular e simular tempos e espaços diversos. O impacto série imenso, embora experiências imersivas em museus livrarias, bibliotecas e outros locais públicos possam causar também impactos benéficos aos alunos, dependendo da criatividade da escola e do educador.
Abaixo, link para a publicação na íntegra, com alguns questionamentos éticos e filosóficos:

Mãe ‘revê’ filha morta há 4 anos com ajuda de realidade virtual

quinta-feira, 23 de janeiro de 2020

Sinfonia dos macacos: uma bela metáfora da educação entre o clássico e o popular, o rígido e o flexível, a cópia e o talento natural




O vídeo acima Monkey Symphony (Sinfonia dos macacos), descobri na rede social digital e trata-se para mim, de, além de uma ótima animação, também uma bela metáfora da educação, não apenas a musical, mas a pedagógica e a social, ao mostrar a disputa musical de dois jovens chimpanzés: um seguido o modelo clássico e o outro o popular, e entre modelos de educação, um rígido e calcado na memorização e outro mais flexível e dando vazão ao talento natural.
Quem lida com educação sabe que, em alguns momentos, a prática escolar deve ser calcada na memorização de fórmulas, conceitos, regras, mas que não pode se ater apenas a esse método. É preciso também ser flexível, permitindo uma didática que favoreça o diálogo entre gerações, e valorizando o talento nato que alguns alunos já trazem e outros precisam descobrir, seja nas artes, na cultura nos esportes, na tecnologia ou outra área qualquer.
Os dois chimpanzés, no fundo, flertam com os dois modelos: do clássico ao popular. Heitor Villa Lobos foi um compositor e maestro brasileiro que popularizou a música erudita através de suas sinfonias, como as Bachianas Brasileiras, por exemplo. Monteiro Lobato fez o mesmo na literatura com a figura do caipira, do caboclo, colocando como protagonistas figuras típicas do interior do país em seu O Sítio do Picapau Amarelo. Cândido Portinari, nas artes plásticas, com suas séries de pinturas emblemáticas, também trouxe para as galerias de arte e murais, mundo afora, os trabalhadores nos cafezais, os sertanejos e retirantes.
Saber promover essas diálogos entre as artes e a cultura, a educação e a tecnologia, a escola e a sociedade é papel essencial do educador do século XXI.

O "Bom Sucesso" da leitura depende do incentivo aos livros e à literatura, como é feito de forma lúdica por essa telenovela



O vídeo acima, encontrei na página do Facebook da Bibliotecária e trata-se de belíssima cena da telenovela Bom Sucesso (2019/2020), em que os autores incentivam o hábito da leitura, divulgando livros e escritores.
Uma iniciativa relevante, pois segundo notícias, o número de venda de livros, dos mencionados na trama televisiva, aumentaram expressivamente desde o início de sua veiculação. Segundo jornal, a "busca por livros citados na trama registraram aumento de mais de 5.000%".
Apenas uma telenovela conseguiu isso, imaginem então se tivéssemos um canal de TV, tipo a TV Escola em canal aberto à população, divulgando arte e cultura, além da educação. Seria uma verdadeira revolução social. Seria a nossa BBC de Londres, no hemisfério sul.
Falar de poesia e literatura em geral, atualmente, parece um ato revolucionário, diante de certas manifestações agressivas de pessoas que desconhecem o poder libertário, emancipador e socializante de um livro.
Parafraseando a cena acima divulgada, qual seria o seu livro? Quem seria seu personagem? Eu, como poeta, escritor e professor, confesso, que me considero às vezes um Quixote enfrentando gigantes, às vezes desejo ser apenas O Pequeno Príncipe, noutras o Príncipe de Maquiavel, noutras, Dante em busca de Beatriz, em sua Divina Comédia, noutras algum dos heterônimos de Fernando Pessoa, ou apenas Fernão Capelo Gaivota, voando pelo céu da imaginação.
Não tenho assistido telenovelas sequer TV aberta nos últimos anos, por questão de tempo e outras coisas mais, mas que cenas como essas despertam o interesse em narrativas visuais, realmente isso fazem.
Mais uma vez, parabéns aos autores de "Bom Sucesso" Rosane Svartman e Paulo Halm por essas inserções na trama por eles escrita.
Abaixo, reportagem que destaca também a iniciativa da telenovela:

'Bom Sucesso' conquista público e incentiva leitura ao falar de forma lúdica de obras clássicas

quarta-feira, 22 de janeiro de 2020

No mundo ideal: paródia da animação Aladdin e a rede social digital




O vídeo acima No mundo ideal, é uma paródia da animação Aladdim que descobri no Facebook e tem uma letra humorada, criativa e original, transpondo o mundo dos contos de fadas e das mil e uma noites para o mundo - bem tão ideal assim - das redes sociais digitais.
De fato, no mundo ideal há situações incompatíveis com certos procedimentos da rede, às vezes, antissocial.
Um bom material para refletir sobre o cotidiano e as relações humanas entre o mundo ideal, o real e o virtual.

segunda-feira, 13 de janeiro de 2020

Do amor à primeira vista ao amor à Sétima Arte: cinema, tecnologia, imaginário e sociedade



O vídeo acima Sleeping Beauty Proposal (Original!) (Proposta de Bela Adormecida, tradução livre), descobri via Facebook do professor Literatura Inglesa Valter Henrique De Castro Fritsch, a FURG - Rio Grande - RS- Brasil e trata-se de iniciativa criativa, original e encantadora> O jovem Lee Loechler levou sua namorada Sthuthi David, em 30 de dezembro de 2019, a uma sala de cinema para verem o filme preferido dela, a animação “A Bela Adormecida” (1959) produção original da Disney de exatos 60 anos atrás.
Só que Lee teve uma ideia genial, editar a cena final do referido filme, incorporando ele como o príncipe e a namorada como Aurora. Entretanto, num mundo cada dia mais conectado, não basta ter uma ideia criativa e original, é preciso se associar a outros talentos para que o projeto se torne uma ação, nesse caso, coletiva já que não apenas contou com o apoio da animadora australiana Kayla Coombs que levou seis meses para reeditar a cena mais icônica, em que o Príncipe Phillip acorda a Princesa Aurora com um beijo, tudo para que ambos se parecesse com o casal do mundo real.
Mas mesmo assim, para que a surpresa ficasse completa, era preciso um cinema para reproduzir o filme e a cena final reeditada e para que isso ocorresse de forma pensada pelo namorado, foi preciso combinar com outras pessoas e entidades. Primeiro, com o Coolidge Corner Theatre, depois com familiares, amigos e "algumas pessoas que Lee Loechler encontrou no Reddit" que gostaram da ideia e lotaram a sala do cinema, sem chamar a atenção de Sthuthi.
Ao final, foram felizes para sempre, já que a moça aceitou o pedido de casamento do rapaz.
Mais que isso, cabe pequena reflexão sobre o poder do amor e da arte, sobre o poder do amor à sétima arte e do poder do amor à primeira vista. Num mundo cada vez mais dominado pela tecnologia, valer-se de um filme clássico de 60 anos de lançamento pra falar de amor na atualidade é algo genial, pois mostra o poder do imaginário do cinema, do amor e da tecnologia (em sua reedição). Mostra também como, por mais que a tecnologia avance com seus efeitos visuais, os clássicos, tanto da Literatura, da Música, bem como do Cinema são ternos e eternos. Que por mais que se tenha televisor 3D, 4K, Full HD Home theather e tudo mais nada supera a magia de um telão numa sala escura, dividindo emoções com ilustres desconhecidos, amigos, familiares e outros mais. Que, por fim, que as tecnologias, acusadas tanto de afastarem as pessoas, em algumas situações promovem justamente a interação, integração, colaboração, como essa notícia demonstra, já que Lee precisou além da ideia genial, se associar a pessoas distantes como a animadora, os amigos que fez no Reddit o cinema, sua rede de amigos e familiares etc.
Cinema, Música e Literatura são linguagens universais e atemporais, pois aproximam pessoas, independente do tempo e do espaço, e, inclusive, não importando o idioma que falem, o país que morem, o time que torcem, a religião que adotem etc. O imaginário coletivo também ajuda nesse diálogo entre gerações: 1959-2019.
De certa forma, somos todos A Bela Adormecida, e precisamos do Cinema, da Música, da Literatura e outras artes para nos despertarem do torpor do cotidiano. O que seria de nós e do mundo sem a Arte a Cultura?!? Impossível de imaginar os humanos sem a dança, a música, a escultura, a arquitetura, o cinema, a literatura e todas as formas de expressão que preservam nossa Humanidade e mantém nossa sanidade mental.

segunda-feira, 6 de janeiro de 2020

Projeto HoaxBusters com professor Estevão e seus alunos do ensino médio e a checagem de notícias na internet




O vídeo acima Projeto de Hoaxbusters, uma ótima iniciativa colaborativa do professor Estevão Zilloli com seus alunos do ensino médio de Ourinho, interior de São Paulo Brasil, que transformaram-se em caçadores de boatos na web, e as famosas Fake News (notícias falsas).
Conforme o referido vídeo, o prof. Estevão prefere usar o termo Hoax (farsa, boato, enganação), por isso o nome do projeto HoaxBusters, caçadores de farsas. Segundo o professor Estevão, o projeto usa método semelhante ao científico, estimulando o senso crítico do alunado. Depois da checagem as notícias recebem um dos nove selos possíveis, que vão além do simples "verdadeiro" ou "falso". Enfim, uma ótima e relevante iniciativa em tempos de boatos, teorias da conspiração e notícias falsas. Tanto e relevante que o projeto não sendo obrigatório e elaborado às sextas-feiras à tarde e tem ótima receptividade e participação dos alunos.
Além disso, há uma intertextualidade com o filme Ghostbusters (Os caça-fantasmas) no título do projeto, um grande sucesso do cinema no ano 1984, vide trailer abaixo:



Projeto escolar que também remete aos famosos Mythbusters: Os caçadores de mitos, do Discovery Channel:



Abaixo a notícia completa do projeto escolar HOAXBUSTERS no portal da EBC:

Alunos de SP viram caçadores de boatos na web

domingo, 5 de janeiro de 2020

Farenheit 451: cena de distopia com diálogo primoroso entre professora e bombeiro sobre a questão dos livros e da leitura




O vídeo acima, é cena emblemática de FARENHEIT 451, filme de 1966, dirigido por François Truffaut, adaptado da obra clássica da literatura de Ray Bradbury, em que consta o precioso e filosófico diálogo entre a Professora e o Bombeiro durante o trajeto para a casa da primeira.
O livro de Bradbury foi publicado pela primeira vez em 1953, mas segundo consta, "O conceito inicial do livro começou em 1947 com o conto 'Bright Phoenix'". Em 2018 teve um remake do filme, vide trailer ao final dessa postagem.
A história conta que num futuro nem "tão tão distante assim", surgirá um estado totalitário em que os livros passam a ser proibidos e incinerados pelos bombeiros. O próprio título indica a temperatura, na medição da cultura inglesa, para a incineração do papel.
Nesse futuro distante, a literatura ficou considerada como propagadora da infelicidade, despertando nas pessoas são lado antissocial (leia-se nas entrelinhas, estimulando a criticidade).
O livro e o filme, com diálogos inteligentes, tem sua melhor parte nessa caminhada da professora com o bombeiro, em que a mesma faz diversas perguntas a ele, ficando surpresa em saber que antigamente os bombeiros apenas apagam incêndios e não incineravam livros, como naquela atualidade. Mais ainda, fica sabendo pela voz do bombeiro que "Os livros são apenas lixo... não têm nenhuma importância", o que ecoa nas falas atuais de algumas pessoas obscurantistas.
Sempre é bom lembrar, àqueles que já leram livros de História, a máxima proferida por alguém: que todo regime totalitário, primeiro começa proibindo livros, depois os queimando, por fim, literalmente queimando pessoas em suas inquisições, às vezes, amparadas em discursos religiosos fundamentalistas.
Ainda bem que tais situações ocorrem apenas na ficção e nas distopias, né mesmo?



sexta-feira, 3 de janeiro de 2020

Sala de leitura interativa: biblioteca desperta o interesse dos alunos pela leitura em escola da rede pública




O vídeo acima Biblioteca desperta o interesse dos alunos pela leitura em escola da rede, descobri no Facebook é trata-se do projeto "Sala de Leitura Interativa", da EE Prof.ª Maria Ribeiro Guimarães Bueno, do estado de São Paulo, Brasil, que "transformou a biblioteca em um ambiente vivo e interativo, despertando o interesse dos alunos pela leitura". Como diz um dos alunos: "ler é vivenciar a história" e essa leitura deve ser estimulada, mediada pela escola e o mundo através de ambientes interativos em que professores e alunos possa interagir, ler e também produzir textos a partir dessas experiências.
Uma biblioteca escolar deve ser um local vivo e não um depósito de livros, mas para isso, há que se ter, mais que acervo literário, planejamento, criatividade, empatia e produção textual junto às leituras e rodas de leituras.
Para ampliar essa postagem recomendo o vídeo a seguir, Alfaletrar - Biblioteca escolar e literatura, projeto que, segundo apresentação do referido vídeo no canal NOVA ESCOLA, é "projeto que foi concebido pela professora Magda Soares da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) em 2006 e promoveu ações para alfabetização em todas as escolas da rede municipal de Lagoa Santa (MG). Hoje, com 97% das crianças alfabetizadas no 3º ano do Ensino Fundamental, esse trabalho é referência nacional. A série de 19 vídeos da qual esse faz parte foi produzida pela Atta Mídia e Educação com financiamento da Fundação Lemann durante 2016 e mostra a base teórica e as práticas do projeto tanto para apoio ao trabalho dos professores alfabetizadores como para prefeituras que queiram implementar ações dessa natureza adaptando esse projeto às suas especificidades".



quinta-feira, 2 de janeiro de 2020

Jornalista demonstra a lógica atual da rede social digital: da democracia ao autoritarismo via Fake News e a checagem de notícias na internet




O vídeo acima Facebook's role in Brexit — and the threat to democracy, descobri via Twitter e é uma interessante conferência feita ao TED pela jornalista britânica Carole Cadwalladr, que explica como "a rede social perverteu a democracia e promove o autoritarismo" [Recomendo ativar legendas e a tradução].
Carole mostra através de uma forma didática sua pesquisa in loco a partir de uma pequena cidade e vai esclarecendo fatos assustadores, como a publicidade invisível, que apenas os usuários veem e depois some sem deixar vestígios entre outros recursos manipuladores da opinião pública e que têm impactado a democracia mundo afora, tomando por exemplo o Brexit.
Um contexto que lembra as distopias da literatura e do cinema, mas que chegaram ao cotidiano. Mais que isso uma forma de comprovar a importância do professor e do estímulo ao senso crítico, de não se deixar levar por fake news e outros mecanismos perversos que imperam na atualidade.
Muitas dessas Fake News só imperam diante da desinformação da falta de senso crítico, de pesquisa, aliadas ao preconceito de cada um.
Para combater esse tipo de situação, recomendo essa outra matéria em que professor da rede pública de ensino elaborou um projeto fantástico com seus alunos justamente para combater as Fakes News:

Alunos de SP viram caçadores de boatos na web: Projeto HoaxBusters está em seu segundo ano e estimula a checagem de fatos na internet



Conforme notícia do portal EBC: "Em Ourinhos, interior de SP, os estudantes e o professor Estevão Zilloli preferem usar o termo Hoax (que significa farsa, enganação) do que a palavra fakenews. Daí o nome do projeto, HoaxBusters ou caçadores de notícias falsas". Segundo o professor Estevão, o projeto usa método semelhante ao científico, estimulando o senso crítico do alunado. Depois da checagem as notícias recebem um dos nove selos possíveis, que vão além do simples "verdadeiro" ou "falso". Enfim, uma ótima e relevante iniciativa em tempos de notícias falsas.

terça-feira, 31 de dezembro de 2019

BiblioTubers: projeto educacional e clube de leitura digital de e para adolescentes




O vídeo acima BiblioTubers: ¿Quiénes somos?, descobri via Twitter e é uma experiência muito interessante, envolvendo o referido canal no YouTube que faz parte de uma seção dentro do canal oficial de "Bibliotecas Públicas Municipales del Ayuntamiento de Madrid", Espanha.
BiblioTubers, como o nome indica, lançado em abril de 2017, é um "projeto pionero para fomentar a leitura na adolescência" e traz alunos como jovens youtubers protagonistas de séries de vídeos estimulando a leitura de outros jovens.
Unir o impresso ao digital, incentivar a leitura através de um canal do YouTube em que os alunos indicam leituras é algo bem diferenciado, criativo e original, pois trata-se de uma espécie de "clube de leitura" só que na versão digital. Além disso, o acervo digital se torna um repositório institucional, servindo de suporte a outros alunos e escolas mundo afora.
De acordo com Diana Mangas, chefe de divisão deste centro de Vallecas, e idealizadora desta atividade: "el objetivo de atraer al público adolescente que por su edad dejaba de venir con sus padres, y se perdía como lector en las bibliotecas".
Conforme notícia no portal Soy Bibliotecario: "La iniciativa nace para animar a los adolescentes a formar parte de un club de lectura especial, ya que los participantes se convierten en youtubers de la Red de Bibliotecas, y protagonizan vídeos donde realizan una pequeña sinopsis y crítica de la lectura que han trabajado para recomendarla a público de su edad".
Sobre a dinâmica de trabalho do BiblioTubers: "[...] consiste en un encuentro de hora y media los viernes en el que ponen en común lo que han leído durante la semana, leen en grupo, ven a otros booktubers que han realizado críticas del mismo libro, y van elaborando una cartulina con biografía del autor, dibujos, personajes principales, frases que más les han gustado etc. El resultado de todas estas actividades lo exponen en la biblioteca".
E o mais interessante: Depois que os alunos leem o livro, passam a criação do vídeo, com os detalhes percebidos, elaborando resenhas para a posterior edição final.
Uma proposta que pode inspirar outros clubes do livro digitais, seja nas escolas ou no próprio YouTube, valendo-se das TIC como facilitadoras dessas produção de material audiovisual.
Para mais detalhes e conhecer um pouco dos integrantes do BiblioTubers, recomendo visitação no link abaixo:

Bibliotubers, un proyecto pionero para fomentar la lectura en la adolescencia

sábado, 28 de dezembro de 2019

Nossos Filhos: recomendações para uma vida equilibrada entre o real e o digital




O vídeo acima Reflexão sobre os pais dos filhos da tecnologia, recebi certa feita pelo WhatsApp, mas apenas recentemente pude assisti-lo na íntegra e considerá-lo adequado para que pais observem as recomendações sobre limites do uso das tecnologias no cotidiano por crianças e jovens para haja uma vida equilibrada entre o real e o digital.
Como educador e pai, percebo que há a necessidade dessa reflexão para pais e professores, pois tudo que é utilizado em excesso compromete uma vida tranquila e sadia, seja em família, na escola ou na sociedade.
A tecnologia pode ser uma ótima ferramenta facilitadora, mas apenas um meio de se atingir certos objetivos e não a finalidade em si.
Um bom material para debate, produzido por Luis Rojas Marcos médico psiquiatra e que encontrei no YouTube.

sexta-feira, 27 de dezembro de 2019

RAP do Lixo: vídeo de conscientização ambiental produzido por alunos de escola pública da Ilha dos Marinheiros (Rio Grande, RS)




O vídeo acima RAP DO LIXO, segundo apresentação do YouTube no canal PORTAL DAS ÁGUAS, foi Rap "composto pelos alunos Jorge Jean F. Mackmillan e Renan Marques dos Santos com ajuda do Professor Renato Silva Junior da EMEF Sylvia Centeno na Ilha dos Marinheiros para a I Conferência Municipal Infantojuvenil de Educação Ambiental de Rio Grande [Rs, Brasil] e produzido por Gregor Arruda com Trilha composta por Gregor Neetzow. O Clip foi produzido pelos Oficineiros da SMED Gregor Arruda e Ro Moraes com imagens de Jorge Jean, Ro Moraes e Gregor Arruda com a participação dos Alunos do 7, 8 e 9 ano: Jorge Jean Figueiredo Mackmillan, Renan Marques dos Santos, Vinicius Machado Machado, Aline Dias Bastos, Lucas Marques da Silva, Juliana da Silva Camacho Pereira, Lidiane Marques Silveira e Marielli Rodrigues Marques, Liniker Marques Branco e Joice Ferreira Branco. O RAP do Lixo foi criado para colaborar na conscientização sobre reciclagem do lixo na Ilha dos Marinheiros".
A Ilha dos Marinheiros fica situada no extremo sul do Rio Grande do Sul, na Laguna dos patos, junto à cidade histórica e portuária do Rio Grande e é um dos locais mais belos da região, pois a ilha no meio da laguna possui uma lagoa em seu interior, chamada Lagoa do Rei, rodeada de dunas e árvores. Um ecossistema que já tive o prazer de visitar por diversas vezes acompanhando escolas, professores e alunos.
Parabenizo ao projeto, à escola os professores e os alunos pela ideia do vídeo e a escolha do RAP - Rhythm and Poetry (Ritmo e Poesia) para passar a ideia de conservação ambiental através da provocação artística. Valer-se do "discurso rítmico com rimas e poesias" é uma das linguagens utilizadas pela geração audiovisual. A arte e a cultura são meios de falar uma língua universal.
O referido vídeo foi indicação via WhatsApp pela colega Andrea Nunes da Rosa, educadora de Rio Grande (RS).

Sobre o efeito Dunning-Krueger ou Por que os incompetentes se acham gênios (um fenômeno da comunicação a ser estudado)




O vídeo acima Por que os incompetentes se acham gênios? Entenda o efeito Dunning-Krueger encontrei no Twitter da jornalista Madeleine Lacsko e considero material extremamente didático, produzido pela própria jornalista, para analisar um fenômeno que cada vez mais aumenta entre as redes sociais, digitais ou não, e que "favorecem", indiretamente, a propagação das chamadas Fake News, por conta dos palpites furados (como diria minha avó), do achismo e da opinião sem maior reflexão que alguns expressam, sem ter o conhecimento adequado sobre o tema. Ou o popular "ouvi dizer" e já sai comentando; de ler apenas a manchete sem sequer passar os olhos no teor da notícia; do ler literalmente um texto sem conseguir interpretar os níveis do discurso; sem compreender o sentido irônico e sarcástico; sem ter a devida intertextualidade e criticidade, justamente pela falta de bagagem que o assunto exija.
Em tempo: o verdadeiro gênio é muitas vezes reconhecido pela simplicidade de sua genialidade, por conseguir ver o que sempre esteve ao redor, mas poucos conseguem enxergar. Colombo, Newton, Einstein e tantos outros conseguiram seus feitos, graças a muita observação, pesquisa e reflexão. Não saíram "decretando verdades absolutas", sem antes dispor de muito tempo coletando e analisando dados, experimentando hipóteses, debatendo com outros pensadores para enfim expor suas teorias.
Abaixo, mais um interessante vídeo sobre a referida teoria, do psiquiatra Fernando Fernandes:



sábado, 21 de dezembro de 2019

Animação da Academia Brasileira de Ciências conta a história do grande geógrafo Milton Santos




O vídeo acima Ciência Gera Desenvolvimento faz parte de série desenvolvida pela Academia Brasileira de Ciências, tendo neste episódio 4, animação que conta a história do grande geógrafo Milton Santos.
Santos, conforme portal Mundo Negro, foi um "geógrafo negro, de origem humilde, e único intelectual latino-americano a vencer o Prêmio Vautrin Lud, considerado o Prêmio Nobel da Geografia". Além disso, "graças a ele, a Geografia é utilizada como uma ferramenta para planejar não apenas cidades, mas políticas públicas para a redução das desigualdades".
Para entender uma cidade, um país, era preciso, segundo Milton, compreender as questões sociais políticas e econômicas, pois estes fatores estão relacionados. Seu pensamento inspirou áreas diversas como arquitetura, planejamento urbano, economia, filosofia e ciências sociais.
Um pensador que ainda influencia outros pensadores.

sexta-feira, 20 de dezembro de 2019

Impressionante animação que mostra como seria a Terra se todo o gelo derretesse e cena final de filme de sci-fi para reflexão




O vídeo acima How Earth Would Look If All The Ice Melted, trata-se de impressionante animação produzida pelo Business Insider a partir de estudo do National Geographic, que segundo o portal Realidade Simulada, "consultou especialistas para tentar prever o que aconteceria com o planeta caso todo o gelo da Terra derretesse".
O referido vídeo foi indicação do colega e amigo e ex-orientando Albio Fabian Melchioretto professor de Filosofia em Blumenau (SC), Brasil.
Embora tal simulação indique que esse quadro, se vier a ocorrer, será talvez daqui a 5 mil anos, levando em conta os índices de emissão de gases e o aquecimento global atual, há que se prevenir para não remediar, e antes que se chegue a esse ponto, todo o ecossistema planetário será impactado com diversas mudanças climáticas. Já está sendo! Mudanças no clima já estão impactando a produção de alimentos, ocasionando seca e pragas mundo afora, além de ondas de calor e envenenamento dos oceanos, colocando em extinção diversas espécies, segundo estudos.
O vídeo serve como um sinal de alerta para a possibilidade de um futuro sombrio, nada ficcional, caso nada se faça para alterar esse panorama. Se elevar o nível do mar em cerca de 65 metros, muitas cidades e até países ficariam submersos.
Se um dia isso vier a acontecer, aí não é o professor, mas o escritor e poeta que me habitam que imagina, como num filme de ficção científica, como o Planeta dos Macacos (1968), as gerações futuras descobrirem submerso uma estátua gigante de uma mulher, com coroa de pontas na cabeça, uma tocha em uma das mãos e na outra um livro e venham os sobreviventes desse apocalipse ambiental a imaginar que era alguma deusa de um culto pagão de uma civilização perdida, como a Atlântida (vide imagem abaixo da cena final do filme clássico da sci-fi, que impactou minha geração).



Trabalhar com temas transversais, de forma inter e multidisciplinar é necessário em qualquer escola e por todo professor. O print da tela dessa cena final até hoje mexe com minhas memória e imaginário. De como a arte e a cultura podem ser ferramentas de conscientização, de como minhas primeiras noções ambientais foram frutos dos filmes que vi e livros que li. Essa bagagem é essencial para se pensar o presente em diálogo com aquilo que já passou e o que poderá vir. Essa imagem é avassaladora e permite debate e reflexão sobre tema tão preocupante.



segunda-feira, 16 de dezembro de 2019

A fórmula para abolir o extremismo: vídeo essencial do Prêmio Nobel Amós Oz




O vídeo acima A fórmula para abolir o extremismo, descobri nas redes sociais digitais e trata-se de fragmento de entrevista do Prêmio Nobel de Literatura Amós Oz ao Fronteiras do Pensamento.
Oz, de forma direta, trata de extremismo e fanatismo, sobre gulags e câmaras de gás, mas, mais que tudo, de memória e esquecimento, de luzes e sombras e da importância da tolerância e de respeito ao diverso, ao diferente, pois o "fanatismo é o não tolerar o outro, principalmente se pensa diferente, se é diferente".



Amós Oz declara que a "igualdade não quer dizer que todos deveríamos ser a mesma coisa", pois isso seria o fim da civilização e o início do totalitarismo, seria o fim da literatura, do cinema, da arte e da cultura. Para Oz, a igualdade é direito que todo ser humano tem de ser diferente e ser aceito por suas diferenças de gênero e tudo mais. Que não se deve tentar transformar as pessoas "em cópias, réplicas de si mesmo", como alguns tentam a todo instante, por questões políticas, religiosas, econômicas etc; pois isso seria o fim da diversidade, da criatividade e da própria civilização adentrando à barbárie. Para ele, deve-se influenciar pessoas sem exigir delas algo forçado, que tudo seja natural.
Breve vídeo com profundos conselhos para pais e filhos, professores e alunos, homens e mulheres, vizinhos, compartilhem experiências e sabedoria com os amigos, respeitando as diferenças, algo que o fundamentalismo parece desconhecer.
Uma fórmula simples e ao mesmo tempo complexa de bem viver, pois depende da consciência, do respeito, da tolerância, da empatia e da alteridade. Mas se for colocada em prática, muita coisa poderá se transformar na sociedade.