quinta-feira, 13 de agosto de 2026
"Seja [claro, direto, objetivo e] específico": cena do filme "O Fenômeno" e breve reflexão sobre redação para o ENEM
Essa cena emblemática e divertida do filme "O Fenômeno" [1996], com John Travolta, é ótima para promover uam reflexão sobre a forma de se expressar de forma clara, direta e objetiva que pede a Redação dissertativa-argumentativa para o ENEM - Exame Nacional do Ensino Médio, promovido pelo MEC - Ministério da Educação do Brasil.
Seja específico, deveria ser um critério para muitas profissões, e principalmente para a escrita argumentativa, evitando duviedades [duplos sentidos], rodeios desnecessários, falta de clareza e de objetividade, pois não bastar dizer, é preciso convencer [pela lógica e racionalidade] e/ou persuadir [pela emoção e bagagem sociocultural] o leitor ou interlocutor.
Sempre digo aos meus alunos que um texto deve ser composto, antes de tudo, por ideias. As palavras estão a serviço das ideias. Textos com muitas palavras e poucas ideias, ou ideias confusas, mal organizadas, sem estrutura adequada, sem de difícil compreensão. Ainda mais que se tem até 30 linhas para expor uma tese [ideia/opinião], a partir de um tema e problema, indicando as origens desse problema, contextualizando-o. Além disso, é preciso demonstrar entendimento do tema e propor uma intervenção, tudo de forma clara, direta e objetiva, sendo o mais específico possível. Para isso existem os argumentos, os conectivos que ligam as partes do texto para manter a coesão, os repertórios socioculturais pra apresentação de exemplos específicos ao leitor, dando à redação uma unidade [coerência].
Na cena em questão, o entrevistador faz perguntar generalizantes e o entrevistado pede que seja mais específico para quem possa responder de forma adequada. Transpondo essa peça de ficção para o plano real, fica aqui essa "dica" aos estudantes que pretendem participar do ENEM, vestibular, concurso público etc. Não basta dizer algo [enunciar], é preciso ter um estilo e algo relevante a dizer [enunciação].
Em tempo: O filme "O Fenômeno", de 1996, ou seja, feito há três décadas, é ótimo Cine Pipoca, que recomendo aos educadores para tratar de linguagem, produção e interpretação textual. Abaixo o trailer do referido filme:
Observação:
Esta postagem é de autoria de José Antônio Klaes Roig, professor, escritor e poeta, além de editor do blog Educa Tube Brasil. http://educa-tube.blogspot.com José Antonio Klaes Roig ou Zé Roig, como gosta de ser chamado, possui o Prêmio de Professor Transformador [2020] e seu blog Educa Tube Brasil, o Prêmio de um dos melhores blogues educacionais do Brasil [2020], conforme selos estampados na coluna à direta desta postagem.
quarta-feira, 12 de agosto de 2026
Dicionário do Ranço Docente: seis palavras e expressões muito utilizadas pelo sistema educacional para esconder suas falhas
Essa postagem, intitulada DICIONÁRIO DO RANÇO DOCENTE, encontrei no Instagram dos professores DigiProfe e Jeferson Costa, faz uma dura e necessária crítica e, talvez, autocrítica, ao sistema educacional e a alguns professores que a utilizam em excesso, de forma eufemística, para esconder as falhas do próprio sistema e culpa os professores pela falta de investimentos, infraestrutura, valorização profissional, capacitação continuada e remuneração adequada. Palavras-chave e expressões como: RESILIÊNCIA; DOMÍNIO DE TURMA; INOVAÇÃO; AMOR À PROFISSÃO; HORÁRIO FLEXÍVEL e ALINHAMENTO.
A postagem é autoexplicativa, reflexiva, provocativa e necessária para abrir o debate sobre a escola como espelho da sociedade. Que os graves problemas da educação brasileira, dentre eles a falta de docentes, é fruto, muitas vezes, de gestão, de investimentos e de culpar o lado mais fraco dessa relação. Sem falar nos ataques de extremistas à autonomia de cátedra, as falácias de doutrinação do alunado [qual bancada de professores existe em alguma câmara de vereadores, assembléia legislativa ou Congresso Nacional pra justificar essa alegação infundada?] e outras situações que levam muitas vezes o professor à depressão e ao bournout, analisando isso em escala nacional.
Faltaram outras palavras, como: PROJETO; ACOLHIMENTO; EMPATIA; INCLUSÃO; ALTERIDADE, que representam boas intenções carecendo de investimentos estruturais para chegarem ao plano da execução efetiva.
Uma postagem para se ler, reler, divulgar, debater e cobrar das autoridades e candidatos que colocam nos seus discursos a palavra EDUCAÇÃO como prioridade, mas que na prática ainda está muito longe de efetivamente ser sociológica e filosoficamente tornada prioritária.
Observação:
Esta postagem é de autoria de José Antônio Klaes Roig, professor, escritor e poeta, além de editor do blog Educa Tube Brasil. http://educa-tube.blogspot.com José Antonio Klaes Roig ou Zé Roig, como gosta de ser chamado, possui o Prêmio de Professor Transformador [2020] e seu blog Educa Tube Brasil, o Prêmio de um dos melhores blogues educacionais do Brasil [2020], conforme selos estampados na coluna à direta desta postagem.
terça-feira, 11 de agosto de 2026
A banalidade do mal: de Hannah Arendt às fake news e algoritmos da rede social digital [pausa para reflexão]
Uma instigante e necessária reflexão e provocação que encontrei no Instagram de Thaysa Canosa, fundadora do entre.nos.lab, sobre um tema por demais conhecido, mas nem sempre compreendido que é o conceito de BANALIDADE DO MAL, cunhado pela filósofa Hannah Arendt, em seu livro Einschmann em Jerusalém, depois de assistir ao julgamento do carrasco nazista e seu comportamento inesperado e longo do estereótipo do sociopata ou psicopata, mas de alguém que decidiu não pensar, não contestar ordens superiores, que se dizia apenas um burocrata, cumpridor de seu dever com o Estado, país.
Ainda que psicólogos contemporâneos, hoje, contestem essa tese, dizendo que o criminoso nazista manipulou o jukgamento e até Arendt, as ideias da pensadora ainda são válidas no contetxo geral, do chamado "cidadão de bem", de boa-fé, crédulo, que acreditar estar fazendo o bem, ao seguir diretrizes que podem ser doutrinação, manipulação, desinformação, alienação.
Hannah nos faz pensar sobre o próprio ato de PENSAR, base da moderna filosofia: se importar mais com as perguntas do que com as respostas; buscar vários pontos de vista antes de firmar opinião; de aceitar o ponto de vista do outro, quando seus argumentos forem válidos; de não se deixar levar por paixões, tentando ser mais lógico e racional do que passional; de não ficar atrelado ao espírito de grupo, de tribo, mas conseguir ver no estranho, no estrangeiro, alguém apenas diverso, mas nem tanto diferente de nós, etc.
Breve vídeo que serve para introdução a uma aula multidisciplinar de filosofia, sociologia e história...
Observação:
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segunda-feira, 10 de agosto de 2026
A poética do espaço: comercial simples, criativo e original que valoriza as pessoas mais que os veículos [marketing, publicidade, design e motivação]
Uma criativa, original e motivadora publicidade e campanha de marketing para veículo de 2003, que encontrei no Instagram de Arthur do Marketing que, mais do que destacar o espaço e o design dos automóveis da empresa, valoriza o espaço de seus ocupantes, cujo lema da campanha é "Quando projetamos nosso carros não vemos chapas de metal, mas imaginamos pessoas que um dia poderão dirigi-los".
Criativo, motivador, original. E assim deveriam ser pensados os espaços em geral, sejam das escolas, universidades, fábricas, escritórios, etc, considerando o fator humano, como durante o período Humanista que antecedeu ao renascimento, em que as igrejas góticas, como torres pontiagudas, dirigidas aos céus e a Deus, foram cedendo espaço para igrejas mais acolhedoreas, com arcos e colunas que permitissem as pessoas transitarem, circularem e ficarem durante os cultos nos templos.
Muitas vezes o diferencial é a simplicidade, sem a necessidade de grandes efeitos visuais, e esse comercial para o Saturn Ion comprova isso. Pessoas transitando pelas ruas em seus carros imaginários, de passeio, ônibus, etc, sendo de fácil reconhecimento pelo espectador, pela quantidade e disposição espacial de seus ocupantes.
Lembrei-me da Poética do espaço, de Gaston Bachelard, que de forma poética trata da filosofia presente nos espaços de convivência humana, cheio de simbolismos, metáforas e poesia, como no referido comercial.
Abaixo, pequena apresentação dessa póetica de Bachelard, fragmento do referido texto lido por Eliana Yunes, filósofa, especialista em leitura, ensaísta e crítica literária:
Observação:
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domingo, 9 de agosto de 2026
Redes digitais e crítica social por meio de propaganda atemporal e universal [conexões e contextualizações]
Mais uma propaganda genial para a IKEA [empresa de móveis e decoração] que serve para uma poderosa crítica às redes sociais digitais a partir de uma contemporização e contextualização, transpondo o conceito de rede social do século XXI para o século XVIII.
No material divulgado por Alberto Lima no Instagram, consta o título sugestivo de que IKEA TRANSFORMOU UM HÁBITO MODERNO NUMA CRÍTICA SOCIAL.
Imaginem se os produtores de conteúdo digital de hoje viajassem para o tempo da corte francesa, e se tornassem um pintor de fatos do cotidiano, no caso, naturezas mortas, como fazem hoje os influencers, fotografando pratos de comida etc, e essa tela fosse compartilhada presencialmente com todos de porta em porta, de casa em casa, para receber o sinal de aprovação [ou famoso dedo de "certinho", como os emoticons das redes digitais].
É uma peça de humor inteligente e crítica social ao fato de que resgistramos hoje as banalidades, mais do que conteúdos relevantes, deixando as pessoas com quem convivemos de lado. A conexão é com ilustres desconhecidos, e nem sempre com que está ao nosso lado. Um ótimo material pra aulas de filosofia e sociologia, entre outras.
Observação:
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sábado, 8 de agosto de 2026
Você pertence ou apenas se adapta aos espaços sociais em que convive e interage? Mais que uma pergunta, uma filosofia de vida!
O vídeo incrível que descobri no Instagram de Sol Moraes, com o sugestivo título de VOCÊ PERTENCE OU APENAS SE ADAPTA é um convite à reflexão sobre textos e contextos, sobre pessoas e lugares, sobre sensações e sentimentos e muito mais a partir de sucessão de imagens sem nenhuma palavra, a partir de linguagem universal e atemporal.
Como destaca Sol Moraes, na apresentação do vídeo: "Há lugares em que você consegue ficar, mas não consegue existir".
Pertencer e Adaptar-se são situações bem diversas, e que nos fazem pensar muito mais do que apenas lugares físicos, mas filosofias de vida. E que remete a conceitos como Inclusão e Interação. O primeiro é integrar-se a um meio e o segundo a ser tolerado, nem sempre estar integrado. Algo profundo que encaminha para outrso conceitos como Igualdade e Equidade. O primeiro, que significa tratar a todos de forma igual, inclusive os desiguais; já, o segundo, pressupõe adaptações para equilibrar as desigualdades, sejam sociais, físicas, intelectuais etc.
Na natureza, há o exmeplo mais nítidos de diversos animais que pertecenem a ela, inclusive seres humanos, como os povos originários; enquanto os colonizadores são aqueles que tentam se adaptar ao clima, local, costumes.
Para Sol, pertencer é chegar inteiro; adaptar-se, geralmente, indica a perda de parte em prol do outro, digo eu. Há, por aí, quintais e quintanares, poeticamente falando. Nem todos os locais são abrigo, alguns podem ser cavernas. Entretanto, muitos podem ser a acolhida que necessitamos. Tudo depende da soma de diversos fatores culturais e sociais.
Com as mudanças climáticas, parece que não pertencemos mais a esse mundo,e apenas tentamos nos adaptar para sobreviver.
Um vídeo simples, criativo e profundamente filosófico, que permite diversas possibilidades de uso em dinâmicas de grupo, formação profissional, atividades coletivas, artísticas etc.
E você? Pertence ou se adapta, seja à família, à escola, ao trabalho, à sociedade, ao mundo?
Observação:
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quinta-feira, 6 de agosto de 2026
Letramento racial: 8 sites que todo educador #ANTIRRACISTA precisa conhecer e divulgar
Essa postagem relevante de Rafael Silva, especialista e palestrante em Letramento Racial e Educação Antirracista, no Linkedin, intitulada 8 SITES QUE TODO EDUCADOR #ANTIRRACISTA PRECISA CONHECER, é extremamente necessária para esclarecer, informar, divulgar dados que nem todos têm acesso ou sequer conhecem. Alguns desses sites já tinha visitado e inclusive divulgado em minhas aulas de Literatura e divulgado em meu blog educaiconal Educa Tube Brasil, como o SlaveVoyages.
Uma indicação incrível para professores de história, literatura, filosofia, sociologia para tratarem temas de forma transversal como o racismo, a discriminação, o preconceito, etc.
Abaixo, segue descrição dos 8 sites, copiadas da postagem original do Rafael, que destaca: "Produzir uma educação antirracista exige formação contínua. Felizmente, hoje existem plataformas gratuitas que reúnem pesquisas, bancos de dados, materiais didáticos, mapas, documentos históricos e informações qualificadas para apoiar o trabalho de professores, gestores e pesquisadores. Separei oito delas que fazem parte das minhas referências"; além de ressaltar que "Esses sites ajudam a transformar boas intenções em práticas pedagógicas mais consistentes. Quanto maior o acesso a fontes confiáveis, mais qualificada se torna a implementação da Educação das Relações Étnico-Raciais nas escolas." Eis os 8 sites:
📌 DACOR (Dados Contra o Racismo)
Reúne indicadores e estatísticas sobre desigualdades raciais em diferentes áreas, como educação, saúde, mercado de trabalho e segurança pública. É uma excelente fonte para fundamentar aulas, palestras e projetos pedagógicos com evidências.
📌 Povos Indígenas no Brasil Mirim (ISA)
Versão voltada ao público infantojuvenil, com linguagem acessível e materiais que ajudam a apresentar a diversidade dos povos indígenas brasileiros de forma respeitosa e baseada em pesquisas.
📌 Povos Indígenas no Brasil (ISA)
Uma das maiores referências sobre povos indígenas no país. Disponibiliza informações atualizadas sobre territórios, culturas, direitos, mapas, notícias e documentos, sendo indispensável para quem deseja superar estereótipos.
📌 SlaveVoyages
Banco de dados internacional que reúne informações sobre o tráfico transatlântico de africanos escravizados. Permite explorar mapas, rotas, documentos históricos e estimativas, enriquecendo o ensino da História da África e da diáspora africana.
📌 O Brasil Indígena
Portal com conteúdos educativos, materiais de apoio e recursos voltados ao ensino das histórias e culturas indígenas, contribuindo para a implementação da Lei nº 11.645/2008.
📌 Linha de Cor
Projeto que reúne reportagens, pesquisas, análises e conteúdos sobre relações raciais no Brasil. É uma ótima fonte para discutir temas contemporâneos com estudantes e ampliar o repertório de educadores.
📌 DARA – Dados e Análises do Racismo e do Antirracismo
Disponibiliza estudos, levantamentos e análises sobre racismo e políticas antirracistas, facilitando o acesso a evidências para quem desenvolve ações de formação, pesquisa ou gestão.
📌 Observatório da Branquitude
Produz artigos, pesquisas e reflexões sobre branquitude, privilégios raciais e relações de poder. É um recurso importante para aprofundar debates que ainda aparecem pouco nos materiais didáticos tradicionais.
Observação:
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terça-feira, 4 de agosto de 2026
Entre o texto e o contexto: a faixa de chegada como metáfora dos limites do meu entendimento comigo e com o mundo
O vídeo de humor que intitulei "Entre o texto e o contexto: a faixa de chegada como metáfora dos limites do meu entendimento" encontrei no Instagram de Arthur do Marketing é uma peça de humor que se presta a diversas interpretações.
Do ponto de vista literal, ser como crítica àqueles que confundem tempos e espaços, faixas amareladas de restrição com faixas de chegada de uma corrida. A situação corriqueira de uma corredora desatenta que faz toda essa confusão, comemorando a chegada de uma corrida contra si mesma sem perceber que se trata de um espaço isolado de um crime reflete o cidadão comum e também seu senso comum, confundindo "alhos com bugalhos", como diz a sabedoria popular.
Do ponto de vista semântica, da busca pelo significado das palavras, das ideias, dos termos de uma oração, seja ela visual, escrita, falada, fotografada, filmada, pintada etc, é entender a função que a linguagem possui, além da mera referencial [remeter a algo], mas também emotiva, poética, apelativa etc. Além do sentido figurado que as palavras possuem: irônico, metafórico, simbólico... Ou mais amplo, um sentido filosófico, ideológico, espirtual, ético, moral, social...
Interpretar o que palavras e imagens oferecem é uma competência para o século XXI, povoado de recursos tecnológicos que criam uma pós-verdade, confundindo o real com o fake. Saber não superinterpretar textos também é necessário, sem atribuir a uma obra, seja qual for, valores, ideias, conceitos que ao tempo da produção não existiam, é outra necessidade básica do leitor do século XXI; que não dá mais boa noite para o William Bonner, diante da TV ligada no telejornal, porém, conversa com chatbot [IA] como se estivesse tratando e convivendo com um ser humano.
Compreender que nenhuma linguagem é isenta, toda ela é todada de camadas e mais camadas do eu no mundo, de suas influências culturais, é essencial. Por isso que, desde 2009, este blog educacional sem fins lucrativos se vale de audiovisuais diversos para passar mensagens relevantes que podem ser adaptadas à educação de professores e alunos, como clipes, curtas, cenas de filmes, propagandas, slides, animações etc, abrindo um leque de possibilidades, não apenas sintáticas, mas, principalmente, semânticas. Assim sendo, a metáfora é uma das figuras de linguagem que permite a ampliação dos limites do meu entendimento comigo e com o mundo. Vemos o mundo na perspectiva do local e do tempo em que estamos, de preferência, em diálogo com outros tempos, espaços e sujeitos.
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domingo, 2 de agosto de 2026
Entre o enunciado e a enunciação: Não pré-julguem alguém antes de ouvir toda a história [contação com final surpreendente]
O "Vídeo de homem indignado com mulher no cinema viraliza" encontrei no Instagram de Planeta Paula, da biomédica Ana Paula Miranda, de Joinville, SC, Brasil, e é um ótimo exemplo sobre ENUNCIADO [o que se diz, o que se conta, o fato em si] e ENUNCIAÇÃO [o como se conta, a maneira, o jeito, o estilo de contar uma história, seja ela qual for]. Ou seja, muitas vezes, o que importa é o como se conta e nem tanto o que se conta. E, no caso do rapaz, ele, aparentemente demonstra uma leve indignação com a postura de algumas mulheres [que ele denominada de "aproveitadoras"] em relação a homens ingênuos que fazem todas as vontades, como ele se intitula, a partir de seu exemplo e uma saída ao cinema do shopping com uma garota que gosta muito.
Um vídeo interessante e reflexivo que recomendo seu uso, pausando alguns instantes antes de seu final e "chá de revelação"; pois a surpresa será imensa para aqueles que pré-julgam o todo apenas conhecendo uma parte da história. E esse pré-julgamento sumário parece uma tônica nas redes sociais digitais, em que sem ler todo o texto, sem ouvir todo o áudio, sem paciência para esperar o desfecho de uma notícia, reportagem ou narrativa criativa como essa, muitos já saem exaltados, praguejando e condenando os outros, sem direito à defesa.
Após a pausa, ao dar continuidade ao vídeo, vejam os rostos das pessoas e promovam um novo debate sobre o referido audiovisual, discutindo justamente essa questão do pré-julgamento e da contação de histórias.
Um ótimo material para tratar de ética na filosofia, de comportamento na sociologia, de escrita e interpretação textual na Língua Portuguesa, sobre a arte da contação de histórias na literatura e muito mais.
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sábado, 1 de agosto de 2026
"Orgulho, Preconceito e Humor": cinema, paródia e inteligência natural em tempos de vídeos ultrarrealistas produzidos por inteligência artificial
O divertidíssimo vídeo, que encontrei no Instagram de Nelly Miss, produtora de conteúdo digital de São Petersburgo, Rússia, é uma paródia do filme Orgulho e Preconceito, adaptado de obra homônima de Jane Austen. Além disso, é uma criativa peça de humor. Apesar falada em russo, a mescla de cenais do filme com imagens do cotidiano, dão um contexto universal à colagem visual, numa genial edição de imagens.
Num tempo em que se confunde todo tipo de vídeo, como sendo gerado pela IA, já que cada vez mais ficam todos ultrarrealistas e de difícil detecção pelo olhar humano, esse pastiche é hilário, pois fica evidente à primeira vista que se trata apenas de algo produzido pela inteligência natural de um cinéfilo, num recorte de cena cinematográfica sobreposta a cena de uma residência simples.
Abaixo, recorte da icônica cena final, de Pride & Prejudice [2005], que aos 4 minutos é possível encontrar a cena original:
Aproveitando o clima de humor, indico a seguir o vídeo que encontrei no material correlato do YouTube, com o sugestivo título de Se orgulho e preconceito fosse brasileiro, com recortes de cenas sobrepostas a áudios da legítima "Sofrência":
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sexta-feira, 31 de julho de 2026
"As manchas do bullying": curta de animação e propaganda para campanha "Escolas Sem Bullying" da ABRACE - Programas Preventivos
O curta de animação As manchas do bullying, propaganda e campanha "Escolas Sem Bullying" da ABRACE - Programas Preventivos, encontrei inicialmente no Linkedin de Ludmilla Duarte e posteriormente no YouTube e trata-se de criativo, comovente e necessário vídeo para se discutir o bullying e suas implicações. Valendo-se da linguagem simbólica da mancha "viva" que acompanha o menino [e com ela a depressão, medo, ansiedade etc], associa-se também ao produto da publicidade de forma não ostensiva, sutil, delicada, pois, ao final do curta é informado ao espectador que dados indicam que essas manchas em uniformes escolares são sinais de que a criança ou jovem sofre algum tipo de bullying. E um dado alarmente constante na sinopse do vídeo: "De acordo com pesquisas, cerca de 7 milhões de crianças já sofreram alguma forma de bullying no espaço escolar. Além dos traumas gerados por essa forma de violência, o bullying é um problema silencioso que exige atenção e cuidado dos pais, responsáveis e educadores".
A cena final em que o menino aprende a como lidar com essas manchas e auxilia uma colega é didática, pois o audiovisual permite a abordagem de um tema complexo, sério, urgente e necessário.
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quinta-feira, 30 de julho de 2026
O fim do mundo segundo "Os Simpsons" e a inversão dos valores: cena de seriado de animação provando que humor é coisa séria
O fim do mundo segundo "Os Simpsons" é uma cena emblemática desse seriado de animação longevo que tem sido "acusado" por teóricos das conspirações de "prever" vários situações históricas. Para alguém que ainda não tercerizou o senso crítico, e pensa "fora da caixa" do senso comum, é natural que um seriado de humor flerte sempre com o absurdo para fazer uma dura e inteligente crítica social, como foi o caso de "prever" a eleição de Donald Trump que, quando no contexto de produção da animação era algo escatológico, absurdo e surreal. Entretanto, com o passar do tempo, não foi a animação "Os Simpsons" que se tornou surreal, mas a própria realidade com a eleição controversa do bilionário. Algo como se o antigo programa de humor "Casseta & Planeta", dadas as devidas proporções, "prevesse" a eleição do humorista Tiririca para a presidência da República do Brasil e um dia ela se realizasse.
Mais que isso, esse recorte de um episódio do referido seriado de animação, que encontrei no Instagram de Psicanálise Raiz pode se tornar um ótimo material de análise e reflexão sociológica, filosófica, midiática, jornalística, artística e histórica, ao nos debruçarmos não apenas sobre o texto [imagem], mas o contexto histórico e cultural do período de produção e do contexto atual, em paralelo com momentos históricos que eram incompreensíveis ao seu tempo e que hoje parece-nos mais nítido como certas figuras chegam onde estão.
Outro exemplo em que a vida imita a arte é a eleição de Zelensky na Ucrânia e o episódio O Candidato Waldo, do seriado distópico britânico Black Mirror, que antecipou esse tipo de eleição midiática. Outros exemplos estão por aí, e quem quiser ampliar essa postagem colaborando com sugestões, ficarei à disposição.
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quarta-feira, 29 de julho de 2026
"Comece algo novo": a vida é curta e os sonhos não têm prazo de validade [campanha publicitária e motivacional]
O vídeo "Comece algo novo" [Empieza Algo Nuevo] parece como muitos outros por aí, com foco motivacional e emocional, mas que após cenas repetitivas de idosos num parque toma outra direção e dimensão a partir da postura daquele idoso que sempre, dia a dia, retorna aquele local. Mas num dia em especial, ele retorna com algo novo e isso faz toda a diferença daí em diante.
Trata-se de inventiva, criativa, comovente e divertida campanha de marketing e publicidade para a IKEA Espanha, em 2013, que só vim a descobrir via Instagram do Artur do Marketing e depois achei no YouTube.
Uma inteligente campanha publicitária da agência S.C.P.F. para empresas de cadeiras que, mais do que vender um produto, foca na ideia de viver a vida a cada dia, de forma única, e no ideal de saber aproveitar cada momento, buscando novas experiências, conhecendo novas pessoas e lugares.
Enfim, um audiovisual motivador sem ser piegas, publicitário sem ser ostensivo, criativo e humano, num tempo em que ploriferam vídeos produzidos por IA em que tudo parece massificado, pasteurizado, feito por algoritmos. O algoritmo da vida é bem mais compelxo e imprevisível que o das inteligências artificiais. Um vídeo que valoriza, inclusive, a inteligência emocional, combate o etarismo, os estigmas e os estereótipos de idade.
Um ótimo material para uma dinâmica de grupos, para interpretação textual e escrita criativa de jovens e adultos, e mais que isso, para uma diálogo entre gerações.
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terça-feira, 28 de julho de 2026
"Siga o fluxo. Seja o fluxo": bela animação para trabalhar com grupos sobre liderança, colaboração, cooperação e motivação
Esse belo fragmento de animação que não localizei nome, mas que encontrei na página do Linkedin de Adriano Siqueira com o tÍtulo de "SIGA O FLUXO. SEJA O FLUXO", é um belo exemplo de material, muito além do motivacional, pois serve para dinâmica de grupos sobre liderança, trabalho colaborativo e cooperativo, sim. Porém, se presta a atividades diversas de interpretação textual e escrita criativa, aula sobre as funções da linguagem etc.
O que seria esse fluxo? O que seria ser esse fluxo? Perguntas que podem ser feitas tanto a jovens como adultos, pela atemporalidade e universalidade do tema.
Quantos de nós, através de um amigo, um colega, um vizinho, um parente, mudou sua rota, seguindo seu exemplo? A animação trata disso de forma poética e filosófica.
Enfim, "tudo vale a pena se a alma não é pequena", parafraseando versos de Fernando Pessoa. Afinal, valer-se de audiovisuais em atividades escolares, profissionais, de formação, capacitação e qualificação profissional é um meio de criar uma ligação com o outro. O poder das imagens é enorme e saber lidar com ele, de forma adequada à atividade é essencial.
Observação:
Esta postagem é de autoria de José Antônio Klaes Roig, professor, escritor e poeta, além de editor do blog Educa Tube Brasil. http://educa-tube.blogspot.com José Antonio Klaes Roig ou Zé Roig, como gosta de ser chamado, possui o Prêmio de Professor Transformador [2020] e seu blog Educa Tube Brasil, o Prêmio de um dos melhores blogues educacionais do Brasil [2020], conforme selos estampados na coluna à direta desta postagem.
segunda-feira, 27 de julho de 2026
Autognose: curta-metragem de suspense e metáfora do autoconhecimento
O curta-metragem AUTOGNOSE, de 2018, com direção de Bill Szilagyi, encontrei no canal de vídeos DUMELA, no YouTube, e considero o audiovisual como uma metáfora do autoconhecimento.
O curta inicia com uma epígrafe de John Donne, poeta metafísico inglês: ""Nenhum homem é uma ilha, completo em si próprio; cada homem é uma parte do continente, é uma parte do todo", promovendo uma reflexão sobre o fato de que estamos sempre morrendo e revivendo a cada fase da vida, nos reconhecendo e desconhecendo com o passar do tempo, entre encontros e desencontros conosco, entre o que sonhamos e realizamos, entre o que fizemos e o que deixamos de fazer.
Na apresentação do vídeo no YouTube é uma descrição direta: "Um jovem vagueia em busca de respostas. As vezes o que procuramos pode estar lá fora. Mas as vezes pode estar dentro de nós mesmos".
Da ficção para o mundo real, quantos de nós não se sente sozinho, ilhado, em busca de um sentido para a vida? Por falta de autoconhecimento, seguimos por caminhos que não nos levam a lugar algum, seja acadêmico, profissional, sentimental...
Muitas vezes tentamos "matar" a melhor parte que temos, ou ressuscitá-la quando deixamos de ser aquela pessoa. Quem eu sou? De onde vim? Para aonde vou? perguntas que nos acaompanharão e acompanham a humanidade desde sempre.
Quem não aprende com os erros, com a vida e com os outros corre o risco de viver numa dízima periódica, repetindo-se, como no curta-metragem".
Um bom material para uma aula de filosofia, mesclada com arte [cinema e literatura]. Além disso, pode ser usado numa oficina de leitura crítica e escrita criativa, com alunos do ensino médio, para que interpretem as imagens e indiquem as mensagens que ele possa conter.
Para quem quiser mais informações, segue página do filme: https://dumela.tv/autognose/
Observação:
Esta postagem é de autoria de José Antônio Klaes Roig, professor, escritor e poeta, além de editor do blog Educa Tube Brasil. http://educa-tube.blogspot.com José Antonio Klaes Roig ou Zé Roig, como gosta de ser chamado, possui o Prêmio de Professor Transformador [2020] e seu blog Educa Tube Brasil, o Prêmio de um dos melhores blogues educacionais do Brasil [2020], conforme selos estampados na coluna à direta desta postagem.
domingo, 26 de julho de 2026
Produto, consumo, hábito e nostalgia: como a Globo ensinou algo importante nessa Copa do Mundo, por meio da CazéTV, no YouTube
O vídeo GLOBO ensinou algo importante nessa Copa! de P.H. Santos, comunicador e crítico de Cinema de Fortaleza [CE], Brasil, em seu canal no YouTube, traz uma análise interessante sobre "PRODUTO, CONSUMO, HÁBITOS E NOSTALGIA", durante a Copa do Mundo 2026, nos Estados Unidos, a partir da observaçãod e alguns padrões que foram mudando durante a competição, seja das empresas de comunicação [Globo, CazéTV, SBT, etc], seja com os comunicadores em geral: de um padrão global que se viu frente á reeverência e humor sem limites, além do merchandising extremo das casas de apostas e tudo mais.
P.H. foi muito feliz em afirmar algumas coisas como "produto se reconquista, hábito, não", em relação a forma de ver TV, desde então. E, digo eu, assim como na pandemia, eliminou a resistência às videochamadas e compras online, a Copa do Mundo na CazéTV mudou o jeito de ver e fazer TV, seja com delay ou piada reversa, excesso de publicidade, narração em volume alto, choque de gerações e muito mais. Entretanto, tambpem provou que há público pra tudo: de jovem a nostálgico.
Mais que isso, certos influencers digitais aceleram, direta ou indiretamente, medidas políticas, antes travadas no Congresso Nacional, como foi o documentário do Felca sobre o abuso contra crianças e jovens, e agora o exagero da CazéTV e Virgínia com a divulgação extrema das chamadas Bets.
Como disse alguém: quando o produto é gratuito, você, consumidor, que é o produto!
A análise de P.H. é relevante pra discutir justamente a criticidade que deve ser mantida, para não nos tornarmos meros expectadores passivos. Expectadores críticos podem fazer com que medidas sejam tomadas em prol do interesse público, e essa Copa das Bets comprovou isso. E que existem públicos diversos por mais que se tente padrozinar um tipo de situação. E essa postagem não se refere apenas a futebol.
Observação:
Esta postagem é de autoria de José Antônio Klaes Roig, professor, escritor e poeta, além de editor do blog Educa Tube Brasil. http://educa-tube.blogspot.com José Antonio Klaes Roig ou Zé Roig, como gosta de ser chamado, possui o Prêmio de Professor Transformador [2020] e seu blog Educa Tube Brasil, o Prêmio de um dos melhores blogues educacionais do Brasil [2020], conforme selos estampados na coluna à direta desta postagem.
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