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quarta-feira, 22 de fevereiro de 2023
Rebobinar [Rewind]: impactante episódio 03 da série The Twilight Zone [Além da Imaginação, temporada 2019] que trata de racismo estrutural e viagem no tempo
A imagem acima, encontrada na internet, é meramente ilustrativa do episódio 03, do seriado The Twilight Zone, temporada de 2019, do portal de streaming Amazon Prime. Série criada por Rod Serling, e que no Brasil foi batizada de "Além da Imaginação", e já teve diversas outras temporadas nos anos 60, 80, início dos anos 2020 e recentemente a temporada de 2019, sendo que o episódio em questão é intitulado "Rewind" [Rebobinar], tratando inicialmente de viagem no tempo, através do retroceder de imagens gravadas numa antiga câmera filmadora com fita magnética, mas pouco a pouco o espectador começa a pensar que se trata mesmo de uma experiência social de alegoria, travestida de ficção científica e suspense, remetendo ao racismo estrutural, a discriminação racial e a violência contra os negros, que se repete, ainda que se tente "rebobinar" e recomeçar a história. O próprio termo retroceder, que vem de retrocesso permite pensar no movimento oposto, que é avançar, ultrapassar limites, buscar novos caminhos, sempre avante.
Um episódio impactante, avassalador e perturbador, pois remete a uma questão quase institucional, e que pode ser feito um paralelo entre EUA e Brasil, no que tange seus passados escravocratas, a luta pelos direitos civis, as cotas raciais, a violência policial e muito mais.
Logo abaixo, fragmento de cena final do referido episódio para aguçar a curiosidade do educador [seja pai ou professor] que queira utilizá-lo como material de apoio à produção textual [ativem legendas e tradução nos ícones no canto inferior direito da janela de exibição do YouTube]. Em tempo: Sempre recomendando ver o original, atualmente à disposição no serviço de streaming da Amazon Prime Video.
Um ótimo material para aulas integradas de Linguagens e Humanas, envolvendo interpretação de imagens e escrita reflexiva ao final e que indico com o marcado #CinEducação neste blog educacional. Pode-se também tratar de filosofia, sociologia e tecnologia, além de história, memória, cinema e literatura em sala de aula.
Abaixo, seguem dois vídeos complementares, já que não foi possível inserir o episódio "Rebobinar" neste blog educacional, mas que tratam de "Rewind" e comentam sobre o próprio seriado cult The Twilight Zone [Além da Imaginação]: Primeiro, o canal CINEMA FALADO e em seguida do canal REFÚGIO CULT, ambos são espaços de crítica cinematográfica:
Observação:
Esta postagem é de autoria de José Antonio Klaes Roig, professor, escritor e poeta, além de editor do blog Educa Tube Brasil. http://educa-tube.blogspot.com
José Antonio Klaes Roig ou Zé Roig, como gosta de ser chamado, possui o Prêmio de Professor Transformador [2020] e seu blog Educa Tube Brasil, o Prêmio de um dos melhores blogues educacionais do Brasil [2020], conforme selos estampados na coluna à direta desta postagem.
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segunda-feira, 17 de janeiro de 2022
"Clara dos Anjos" (clássico de Lima Barreto): Leitura obrigatória para entender o racismo estrutural e o lugar da mulher no início do século XX
O vídeo acima, CLARA DOS ANJOS, trata-se de ótima análise da obra literária de Lima Barreto, um dos maiores escritores brasileiros e um dos destaques do Pré-Modernismo na Literatura, que encontrei em grupo de professores digitais no WhatsApp que participo.
A análise é da professora Valéria Mayworm Woll, de Petrópolis-RJ, mas residindo em Varginha-MG, e editora do canal de vídeos no YouTube Esquema Cursos: Aulas de Redação etc.
Conforme indica Valéria, "Clara dos Anjos" foi o livro escolhido como leitura obrigatória pelo CEFET-MG para o processo de seleção para o ano de 2022. Mas independentemente disso, é uma obra genial para entender além do racismo estrutural no Brasil, também o lugar da mulher, não apenas a carioca, no início do século XX, no Brasil.
Lima Barreto, autor da célebre frase, "No Brasil não tem povo, tem público" [que lembra muito a postura de espectador diante das tragédias sociais, como se assistindo pela TV um reality show], é um autor essencial para entender justamente a alma brasileira, através de sua riquíssima obra, em especial "Triste Fim de Policarpo Quaresma" que trata do ufanismo patriótico e o fanatismo; de "O Homem que sabia javanês", que critica a postura daqueles que fingem saber o que desconhecem, algo ainda terrivelmente atual e cultural no país e da crônica "O pai da ideia", que justamente ironiza a apropriação de ideias de terceiros feita por pessoas emcerta posição social, angariando "louros da fama" por algo que não lhe pertence...
Aqui no blog Educa Tube, algumas postagens já destacaram a genialidade de Afonso Henriques de Lima Barreto [1881-1922], conforme links a seguir:
"Lima Barreto: triste visionário", com Lázaro Ramos e Lilia Schwarcz (Flip 2017): aula magna sobre literatura, cidadania e sociedade brasileiras
A vida e obra de Lima Barreto, um dos autores mais INVENTIVOS da literatura brasileira (ótima resenha literária do canal Antofágica)
"O Homem que Sabia Javanês": conto clássico e emblemático de Lima Barreto que é uma radiografa da alma e do jeitinho brasileiros [Direito, Literatura e Sociedade]
Portal da Crônica Brasileira com riquíssimo acervo digital e "O pai da ideia", crônica centenária de Lima Barreto, terrivelmente atual (Literatura, História e Produção Textual]
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Esta postagem é de autoria de José Antonio Klaes Roig, professor, escritor e poeta, além de editor do blog Educa Tube Brasil. http://educa-tube.blogspot.com
José Antonio Klaes Roig ou Zé Roig, como gosta de ser chamado, possui o Prêmio de Professor Transformador [2020] e seu blog Educa Tube Brasil, o Prêmio de um dos melhores blogues educacionais do Brasil [2020], conforme selos estampados na coluna à direta desta postagem.
sexta-feira, 20 de agosto de 2021
Dúdú e o Lápis Cor da Pele: curta-metragem para refletir sobre o racismo estrutural e a descoberta da identidade
O video acima, Dúdú e o Lápis de Cor da Pele, trata-se de crta-mentragem com direção de Miguel Rodrigues e foi indicação da colega e amiga Josane Batalha Sobreira da Silva, de Campinas, São Paulo, Brasil.
Um ótimo audiovisual para tratar sobre racismo estrutural presente na sociedade, bem como para lidar com questão lúdicas e do imaginário infantil, a partir da figura do menino Eduardo ou Dudu, que com o seu lápis cor da pele tenta encontrar alguém pela rua com aquela textura. Entre encontros e desencontros, Dudu encontra uma mulher que o auxilia a voltar para casa e ainda lhe ensina o significado de seu apelido, que em iorubá, Dúdú, duplamente acentuado no "u", siginifica "negro".
Um curta-metragem que serve para discutir racismo, cultura, arte, identidade e muito mais.
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Esta postagem é de autoria de José Antonio Klaes Roig, professor, escritor e poeta, além de editor do blog Educa Tube Brasil. http://educa-tube.blogspot.com
José Antonio Klaes Roig ou Zé Roig, como gosta de ser chamado, possui o Prêmio de Professor Transformador [2020] e seu blog Educa Tube Brasil, o Prêmio de um dos melhores blogues educacionais do Brasil [2020], conforme selos estampados na coluna à direta desta postagem.
quarta-feira, 17 de junho de 2020
"Ninguém Nasce Racista: Continue Criança": dois experimentos sociais e vídeos comoventes
O vídeo acima, Preconceito, assisti em uma Live sobre Educação em que o colega e amigo Francisco Velasquez, professor do Rio de Janeiro (RS), Brasil organizou junto com a colega e amiga Andrea Barreto, link AQUI, e é muito didático para tratar sobre racismo e preconceito, através de experimento social feito entre um pai e seu filho, demonstrando na prática que nenhuma criança nasce racista, mas torna-se por aquilo que lhe é "ensinado", criança não discrimina c=por cor de pele, raça, religião, política, que são construções sociais dos adultos. Mas crianças são espelhos de seus pais e/ou responsáveis.
Pra corroborar com isso, indico outro experimento social relevante e comovente, envolvendo crianças e o racismo, a partir do Projeto CRIANÇA ESPERANÇA, cujo título é "NINGUÉM NASCE RACISTA" e complementa ao final: "Continue Criança", nesse espírito mais solidário que muitos adultos esquecem e se deixam contaminar e dominar por preconceitos infundados:
Dois vídeos, dois experimentos sociais que remetem à frase emblemática de Nelson Mandela (imagem a seguir), que "foi um advogado, líder rebelde e presidente da África do Sul de 1994 a 1999, considerado como o mais importante líder da África Negra, vencedor do Prêmio Nobel da Paz de 1993, e pai da moderna nação sul-africana, onde é normalmente referido como Madiba ou 'Tata'".
domingo, 6 de outubro de 2019
Afros e Afins: canal de Nátaly Neri para refletir sobre afrodescendência e a arte e a cultura em geral
O vídeo acima A IMPORTÂNCIA DA ESTÉTICA E AUTOESTIMA NEGRA: Geração Tombamento é Política?, trata-se de um dos ótimos materiais do canal AFRO E AFINS, mantido por Nátaly Neri para discutir questões da afrodescendência.
No vídeo mencionado, Nátaly, uma jovem de 25 anos que mora em São Paulo (SP) Brasil, traz algumas questões a serem refletidas, tais como: "Qual a importância da estética negra? Qual a importância de falarmos sobre beleza e imagens criadas sobre a negritude no Brasil? Como isso está ligado ao desenvolvimento de uma agenda política para os movimentos negros? Esse tema é relevante?"
Conforme Nátaly: "O Canal Afros e Afins é um projeto que iniciei no início da minha faculdade em Ciências Sociais, há quase quatro anos atrás, movida pelo desejo de compartilhar com o máximo de pessoas, todas as descobertas e novas informações que eu estava acessando sobre sociedade, individualidade, estilo de vida e muito mais. Criei esse espaço para compartilhar meus processos de autonomia.
Por meio de vídeos humanos e simples, feitos com muita honestidade e dedicação, quero incentivar o desejo de busca por autonomia intelectual, mental e de consumo. Esse canal fala sobre raça, gênero, sociedade, sustentabilidade, slow living, amores, beleza, e tudo o que uma jovem interessada em melhorar sua vida e a realidade ao seu redor poderia se interessar".
Abaixo, link para o canal:
AFROS E AFINS
A seguir trailer do documentário NEGRITUDES BRASILEIRAS - #CreatorsForchange que ao final desta postagem está disponível em sua versão completa:
Documentário Negritudes Brasileiras, completo, vide abaixo:
terça-feira, 19 de fevereiro de 2019
2 minutos para entender a Desigualdade Racial no Brasil (uma poderosa e didática animação)
O vídeo acima 2 minutos para entender - Desigualdade Racial no Brasil, descobri no YouTube e trata-se de animação e material didático por si só, trazendo dados trágicos de um país com imensa desigualdade social e racial, fruto da falta de políticas públicas, de discriminação e má distribuição de renda.
Conforme apresentação do mesmo no YouTube: "A cada 12 minutos um negro é assassinado no Brasil. Não para por aí: a cor da sua pele influencia na sua educação, saúde e renda. Segundo o IBGE, negro é aquele que se identifica como preto ou pardo. Entenda como estamos longe de sermos igualitários em um país onde o preconceito racial atinge mais da metade da população".
Um vídeo daqueles para quem só desenhando para entender algo tão preocupante que requer reflexão.
A cidadania requer liberdade igualdade e fraternidade, ideias iluministas ainda longe de encontrar amparo em um país como um legislação avançada, mas com questões mal resolvidas com seu passado racista e escravocrata.
domingo, 18 de março de 2018
Mundo colorido: animação que trata de forma clara e lúdica sobre como respeitar a diversidade das cores, contra o racismo, o preconceito e a discriminação
O vídeo acima MUNDO COLORIDO é uma animação que descobri via Facebook da psicóloga Isabel Mendes, de Rio Grande(RS) Brasil. Vídeo que trata de forma clara e lúdica sobre como respeitar a diversidade cultural, racial e social. Música, arte e cultura contra o racismo, o preconceito e a discriminação. A criança é o espelho da sociedade. "O mundo é colorido a pele tem cor também" versos de uma canção envolvente com um visual dinâmico e contagiante.
Um belo material audiovisual para refletir sobre a diversidade humana.
segunda-feira, 14 de novembro de 2016
A Negação do Brasil: documentário sobre os atores negros, a televisão e a sociedade brasileira
O vídeo acima A Negação do Brasil, descobri no You Tube é um documentário essencial para entender a sociedade brasileira e, como destaca a apresentação no You Tube, "é uma viagem na história da telenovela no Brasil e particularmente uma análise do papel nelas atribuído aos atores negros, que sempre representam personagens mais estereotipados e negativos. Baseado em suas memórias e em fortes evidências de pesquisas, o diretor aponta as influências das telenovelas nos processos de identidade étnica dos afro-brasileiros e faz um manifesto pela incorporação positiva do negro nas imagens televisivas do país.
O documentário é enriquecido ainda mais com depoimentos de atores como Milton Gonçalves, Ruth de Souza, Zezé Motta e Maria Ceiça, entre outros, que contam suas experiências e discutem o preconceito contra artistas negros.
Em uma das passagens mais interessantes, o ator Toni Tornado lembra um episódio ocorrido em Roque Santeiro. O público soube que dois finais diferentes foram gravados para o folhetim: em um deles, a viúva Porcina (Regina Duarte) terminava nos braços de Roque (José Wilker), e no outro, o escolhido para ir ao ar, ela ficava com Sinhozinho Malta (Lima Duarte). O que ninguém ficou sabendo é que uma terceira opção foi filmada, na qual a personagem se entregava ao amor de seu fiel empregado, interpretado por Tornado. Um final transgressor demais para ser veiculado".
Um ótimo documentário para refletir sobre aspectos da arte da cultura e da história brasileira.
domingo, 13 de novembro de 2016
“Menina Bonita do Laço de Fita”: curta-metragem de animação para abordar o não-preconceito
O vídeo acima “Menina Bonita do Laço de Fita” é um curta-metragem de animação adaptado de obra homônima de Ana Maria Machado, com produção da Oger Sepol Produções e a direção de Diego Lopes e Claudio Bitencourt, e foi indicação via Facebook da colega e amiga Carla Kalindrah, arte educadora do Rio de Janeiro (RJ), Brasil e editora do blog Arte na Prática.
A Oger Sepol é uma produtora de conteúdo audiovisual sediada em Curitiba (PR).
Segundo a apresentação do vídeo no You Tube:
"O filme aborda o aspecto racial e o não-preconceito, através da convivência harmoniosa de indivíduos de raças e cores diferentes. Para isso, conta a história de um coelho que, apaixonado pela cor negra de sua vizinha, faz tudo para ficar igual ela. Depois de várias tentativas frustradas, acaba encontrando a felicidade ao se casar com uma coelha preta e ao ter filhos brancos, pretos e malhados".
De acordo com o portal Dhaena:
"É muito interessante inserirmos ensinamentos e valores que preconizem a igualdade entre todos os seres humano. A Lei 10.639/03 que obriga o ensino da História e Cultura Afro-Brasileira visando subsidiar o currículo de Educação Infantil, por esse motivo, os professores dos anos iniciais precisam ser transmissores desses ensinamentos e valores.
Sobre diversidade cultural, Santos (1987, p. 16) diz:
'É importante considerar a diversidade cultural interna à nossa sociedade; isso é de fato essencial para compreendermos melhor o país em que vivemos. Mesmo porque essa diversidade não é só feita de idéias; ela está também relacionada com as maneiras de atuar na vida social, é um elemento que faz parte das relações sociais no país. A diversidade também se constitui de maneiras diferentes de viver, cujas razões podem ser estudadas, contribuindo dessa forma para eliminar preconceitos e perseguições de que são vítimas grupos e categorias de pessoas'."
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domingo, 17 de julho de 2016
"Por que nos odiamos?" e a ótima resposta da educadora, ativista e humanista Jane Elliott
O vídeo acima "Por que nos odiamos?", descobri no Facebook da colega e amiga Ana Beatriz, educadora de João Pessoa (PB), Brasile trata-se de entrevista com a educadora, humanista e ativista anti-racismo Jane Elliott que precisa de apenas um minuto para dar uma aula de humanismo.
O racismo de fato é filho da desinformação e da ignorância, que gera a intolerância, o preconceito e a discriminação. Não nascemos racistas e intolerantes, mas a convivência e/ou criação com e por pessoas intolerantes gera um comportamento espelhado.
De fato mais do que raças, existe a espécie humana, que geneticamente falando já foi provado que somos todos primos uns dos outros...
Interesses escusos é que rotulam pessoas como se fossem coisas e como bem diz Jane Elliott: ninguém nasce intolerante, mas aprende a ser intolerante. E diz mais: que é uma educadora e que seu trabalho é tirar as pessoas da ignorância. Outro fato essencial, e por isso mesmo alguns temem tanto a educação e os educadores, tentando cerceá-los em sua liberdade de expressão, em sua criticidade e autonomia em sala de aula.
Em pleno século XXI, concordo com Jane, que já está na hora de superarmos essa ignorância de acharmos que somos uns superiores a outros, por causa de cor da pele, orientação sexual, classe social, crença religiosa etc.
domingo, 26 de junho de 2016
Somos todos primos uns dos outros, uns mais próximos e outros mais distantes (experimento social)
O vídeo acima "Somos primos uns dos outros" , foi indicação via Facebook da colega e amiga Marisa Barreto Pires, educadora de Rio Grande (RS), Brasil e trata-se de comovente e instigante experimento social, divulgado pelo portal E-Dublin, que "é o maior site de ajuda a brasileiros vindo fazer Intercâmbio na Irlanda".
O experimento do Momondo consistiu em uma viagem baseada no DNA, primeiro imaginária, e depois em convidar a essas pessoas extremamente nacionalistas e com um discurso até xenofóbico a descreverem seus antepassados, falarem de países e povos que não gostam, e depois se submeterem a um teste de DNA para ver o resultado (duas semanas depois), que é surpreendente, comovente e emocionante. Sem falar em instigante, pois mostra justamente que do ponto de vista genético, somos todos aparentados, e de certa forma todos primos uns dos outros, alguns mais próximos, outros mais distantes...
Como a própria apresentação do vídeo declara: "Pra começar a entender as outras culturas do mundo, às vezes só precisamos fazer uma jornada dentro de nós mesmos". E esse breve e profundo vídeo mostra justamente isso, ou como também demonstra: "O seu lugar não é seu... é nosso". Devemos ser menos singulares e mais plurais em nossas vidas, pois muitas vezes os mais variados discursos mais afastam do que unem as pessoas mundo afora...
Muitos dos preconceitos são frutos de pré-conceitos que nem sempre são baseados em comprovações mas em desinformações...
E cabe sim a devida distinção entre povos e governos, pois muitas vezes são governos radicais, extremistas e/ou imperialistas é que causam conflitos entre povos, que causam criam estereótipos, que promovem aculturação de uns pelos outros... Há que se promover a pluralidade respeitando a singularidade de cada um, há que se distinguir a universalidade de direitos e não a globalização das misérias. Muitas vezes governos, e não povos, socializam os prejuízos e privatizam os lucros.
E uma constatação: se todos se submetessem a testes de DNA, talvez, de fato, não existisse mais extremismos no mundo, ou não dessem ouvidos a discursos extremistas, racistas, xenófobos etc, estimulando, muitas vezes, por determinados governos, partidos políticos, grupos reacionários, pessoas intolerantes etc. Essa história de raça pura, de raça superior, de povo eleito etc, cedessem lugar a um ecumenismo, nem tanto religioso, mas sociológico... De todos nos vermos como seres humanos únicos mas comuns à espécie humana... Seres humanos com humanidade, respeitando a dignidade humanos de todos os primos e irmãos...
Muitas vezes, talvez, essas pessoas preconceituosas estão discriminando, sem saber, suas próprias origens, ou seja, a si mesmos!!! O exame de DNA pode ser considerado esse mágico espelho, espelho meu...
"Você tem mais em comum com o mundo do que imagina", e somos ou deveríamos ser uma grande comunidade global, apesar das diversidades culturais. "Um mundo aberto começa com uma mente aberta", sem tantos muros, nem discursos que fomentam o ódio entre os povos, estimulados por grupos que não se interessam por um mundo em paz.
Vivo a dizer que vivemos um tempo em que mega corporações são mais ricas e poderosas que qualquer Nação (qualquer uma!!) na face da Terra, e que além de estimularem a guerra fratricida entre povos, lucram vendendo remédios, armas, se apropriando das riquezas naturais de muitos povos e promovendo ondas de refugiados mundo afora, que causam indiretamente os discursos de ódio a essas pessoas que fogem da terra em guerra.
Muitos dos conflitos, mundo afora, aos desinformados não interessa saber, mas são frutos da cobiça de corporações transnacionais, ou seja, que estão acima de qualquer nação, que constituem verdadeiras empresas-0estados, como foram na antiguidade as cidades-estados, antes do surgimento das Nações...
Mais do que um exame de DNA, faz-se necessário também incentivar a pesquisa, a reflexão e a criticidade históricas para evitar que discursos de ódio imperem, mesmo com sua rasa superficialidade. Para isso, aprender a ler o mundo, mais do que livros é papel social de todo educador, seja pai ou professor.
terça-feira, 26 de abril de 2016
Corrida de Obstáculos: Propaganda para profundo exercício de alteridade e de humanidade
O vídeo acima The Obstacle Course (Corrida de Obstáculos), descobri na rede social e trata-se de tocante comercial e profundo exercício de alteridade e de humanidade, que nos faz experimentar o que passam pessoas discriminadas, agredidas e marginalizadas por conta de sua orientação sexual (LGTB). E que serve também para a pensar em qualquer tipo de discriminação, seja racial, religiosa, social, política etc.
Quem nãos e sentiu pelo menos uma vez excluído ou marginalizado na vida, que atire a primeira pedra. SE já passou por isso, ainda que de forma sutil, se identificará com o protagonista do vídeo, que é criação da agência de publicidade TBWA de Paris para a Inter-LGBT.
Conforme o portal Blue Bus: "O comercial começa com o bullying na escola, e conforme o tempo passa, a intimidação muda de figura, mas está sempre presente – você é alvo de piadas, de olhadores incriminadores, de violência física, de violência psicológica, é o motivo da raiva do seu pai e das lágrimas da sua mãe. Um pesadelo constante ao qual você precisa sobreviver praticamente sozinho. Para Angela Natividad, que fala sobre o filme na Adweek, quem olha de fora pode pensar que a luta por igualdade para as lésbicas, os gays, os bissexuais e os transexuais já está bem encaminhada, mas 'muitas das batalhas que ainda precisam ser vencidas são traiçoeiras e difíceis de ver'. 'Até que a sociedade progrida, nós continuaremos seguindo em frente'", finaliza referido o vídeo.
Recentemente, eu e meu filho passamos por um experimento social que foi assistir a um jogo de futebol na torcida do time arquirrival, como se fosse torcedor do mesmo, sem poder demonstrar alguma emoção além da esperada pela torcida azul (Grêmio), sendo os dois vermelhos (Internacional), ambos os clubes de Porto Alegre (RS), Brasil. Assistimos ao jogo no meio da torcida adversária, acompanhando uma prima gremista para conhecermos o estádio e ficamos "belos, recatados e do lar", sem poder nos manifestar, sob risco de sermos hostilizados. Se fosse o contrário, e a prima azul fosse ao estádio vermelho, aconteceria a mesma situação. Rivalidades esportivas e clubísticas à parte, a sensação de medo de cometer uma gafe e torcer pro time visitante fez nos policiarmos constantemente, sentindo uma pressão adicional e estressante. Algo que deu pra conversar com meu filho justamente sobre a situação que é o racismo, o preconceito, a discriminação política, religiosa e social contra minorias representativas. Naquele dia eu e ele éramos a minoria em um grande estádio de futebol, denominado de Arena, e ficamos com grande receio de sermos jogados aos leões, caso por algum deslize mostrássemos a nossa alma verdadeira e vermelha. Não pretendemos repetir esse experimento mais. :-)
Mas como educadores, sejamos pais e/ou professores, precisamos evitar estimular a criação desses obstáculos na vida de nossos filhos e alunos, refletindo sobre a condição e a dignidade humanas, sobre o sentido da alteridade, do colocar-se no lugar do outro, que é também um ser humano como nós e que não deve ser rotulado nem tratado por conta de suas orientações, sejam quais elas forem...
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segunda-feira, 21 de dezembro de 2015
"Rótulos são para latas, não para pessoas": Vídeo que nos faz esquecer que é um comercial
O vídeo acima "Rótulos são para latas, não para pessoas", descobri na rede social, mais precisamente no portal Best of Web e trata-se de nova campanha de empresa de refrigerantes, feita para o Oriente Médio e que tornou-se viral e nos faz esquecer que é uma propaganda comercial.
A ideia é ótima: Reunir seis pessoas que são desconhecidas entre si, colocando-as em uma sala escura e promovendo através desse "encontro ás escuras" uma amizade entre estranhos. Após alguns minutos em que cada um trocou informações sobre si (o que fazem, o que gostam, o que pensam), eis que acende-se a luz e a grande surpresa, pois os "rótulos" que cada um imaginou para os outros são na verdade estereótipos. Que as aparências enganam, que pré-julgamentos e pré-conceitos geram preconceitos, discriminação, racismo, fruto justamente do desconhecimento sobre o outro.
A luz promoveu um choque nos valores que cada um imaginou sobre o outro e o que ele aparenta. O rapaz do rosto tatuado é sensível; o que pratica esportes radicais e cadeirante etc. Uma surpresa atrás da outra para comprovar que as aparências realmente enganam.
Um belo experimento social (que poderia ser replicado no ambiente escolar) para refletir e demonstrar mesmo que "Rótulos são para latas, não para pessoas". Quem sabe em uma aula de filosofia, sociologia, história, geografia, ou qualquer outra disciplina, colocar alunos entrevistando uns aos outros para conhecer aqueles ilustres desconhecidos que chegam na sala de aula, e com o passar do tempo tornam se amigos. Para evitar situações como bullying etc. Fica a dica...
segunda-feira, 12 de outubro de 2015
Diversidade racial: menino Gustavo, de 11 anos, fala sobre poesia e preconceito
O vídeo acima, Diversidade racial, trata de entrevista do menino Gustavo Gomes Silva dos Santos, de 11 anos, quando falou ao Repórter Brasil, da TV Brasil, sobre a discriminação contra negros, comentando também sobre preconceito e poesia.
Um menino articulado, fruto das leituras desde menino, estimulado pela mãe.
Gustavo diz que "o mundo seria bem melhor se cada um respeitasse o outro". Um pequeno poeta e leitor, que adquiriu intimidade com as palavras, a partir das leituras estimuladas pelos pais.
Vítima de preconceito, segundo ele, "por ser esperto", por parte de algumas professores que o isolavam da turma por incomodar e atrapalhar o restante da turma, respondendo tudo. Quem já passou por situação semelhante, sabe o quanto existe a escola e professores progressistas, convivendo no mesmo espaço com uma escola conservadoras e professores que não se sentem á vontade com alunos considerados espertos ou acima da média.
Professores estanques, impedem o crescimento crítico de alunos diferenciados. Sorte que existem professores motivadores na trajetória de alunos como Gustavo, estimulando-os, valorizando-os, frente ao preconceito que nada mais é o desconhecimento.
Gustavo tem uma curiosa opinião sobre o preconceito: "A pessoa preconceituosa estava evoluindo e parou, retornando ao passado".
Estimulado pelas falas da tia, Gustavo pretende ser psicólogo e escritor.
Como dizia Paulo Freire: "A leitura de mundo antecede a leitura da palavra". E a leitura da palavra amplia horizontes, diz o editor deste blog educacional.
Para conhecer mais o menino Gustavo, vejam abaixo a entrevista original dada à TVT, quando na época tinha 10 anos, e que o tornou conhecido nas mídias e redes sociais, falando sobre a importância da cultura afro-brasileira no combate ao preconceito racial:
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terça-feira, 31 de março de 2015
Sobre "anjos negros", racismo e outras questões, por Muhammad Ali
O vídeo acima, Muhammad Ali, boxeador fala sobre o Racismo, trata-se de entrevista de 1971 com a lenda do boxe, e é um ótimo material para reflexão, que descobri via Facebook do colega e amigo Jarbas Novelino, educador de São Paulo, SP, Brasil e editor do blog Boteco Escola.
Trata-se, na verdade, de fragmento de entrevista (quase monólogo) em que Causius Clay, que adotou o nome muçulmano de Muhammad Ali, um dos maiores lutadores de boxe da história deu a TV, no início da década de 1970 e continua, infelizmente, mais de quatro décadas após, ainda atual no que tange a questões como preconceito, racismo, discriminação, intolerância.
Atualmente, por ironia, o presidente dos EUA é o negro Barack Obama (nome metade muçulmano, metade africano), mas ainda vemos pela TV diversas mortes de negros (de moradores de rua a delinquentes), em abordagens policiais discutíveis.
Com muito bom humor, Ali fala de suas inquietações quando jovem, das conversas que tinha com sua mãe, perguntando por que não existiam anjos negros nas igrejas; por que Tarzan, o Rei das Selvas na África (o famoso continente negro) era branco, e conseguia falar com os animais, enquanto todos os nativos negros, vivendo desde sempre lá, não tinham essa capacidade; e outras coisas mais, que comprovam as contradições humanas, de uma sociedade em que os brancos tem prevalência sobre os demais.
O mais emblemático e irônico é a história que Ali conta, após ganhar uma medalha olímpica no boxe e ir comemorar num local público, e se recusarem a servi-lo, pelo fato de ser negro.
Para os mais jovens, que nunca ouviram falar em Muhammad Ali, um homem que se tornou uma lenda, ele se negou a servir exército norte-americano, durante a guerra Vietnã; foi um bailarino nos ringues, simplesmente elevando o boxe à condição de arte (parecia balé, dança seus movimentos ágeis, leves, soltos, diante dos adversários). Foi o melhor lutador de boxe que o editor deste blog já viu lutar, e um gigante ao lutar também pela vida, depois que contraiu o mal de Parkinson.
Abaixo, vídeo com destaques do lutador Muhammad Ali e seus Melhores Movimentos:
O editor do Educa Tube Brasil, o escritor, poeta e educador José Antonio Klaes Roig é fã do boxeador, tanto que em 2006, escreveu um poema chamado justamente de MUHAMMAD ALI, conforme link para seu blog literário Control Verso, a seguir (a imagem que ilustra a poesia é também de sua autoria):
MUHAMMAD ALI - NO CONTROL VERSO
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segunda-feira, 23 de março de 2015
O Preconceito Cega, O Xadrez das Cores e Uma Experiência Sobre Racismo
O vídeo acima, O preconceito cega, ótimo curta-metragem que descobri no You Tube, e serve para autocrítica e reflexão sobre os múltiplos olhares de uma convivência em sociedade. Um material para forçar a outra perspectiva de narrativa e discutir sobre o preconceito "nosso de cada dia", calcado na falsa aparência.
Uma criativa abordagem para algo que precisa ser refletido, ainda mais quando se observa uma onda de ódio e intolerância nas redes sociais, sejam digitais ou não, devendo ser o educador um mediador os boatos e os fatos, entre a história e o "ouviu dizer".
Se verso da canção Camila Camila, da banda Nenhum De Nós diz que "o ódio cega", o preconceito também, como bem demonstra o curta-metragem.
Na mesma linha, segue vídeo abaixo, O Xadrez das Cores: o preconceito e o desafio da acolhida da diversidade, em que empregada doméstica aprende o jogo de xadrez e ensina crianças do local, que trocam armas de brinquedo pelo jogo, e ao final a patroa passa a jogar com as peças pretas, numa alusão ao colocar-se no lugar do outro, já que ela nunca jogara sem ser com as pedras brancas.
Conforme apresentação do curta-metragem acima: "(...) é um filme sobre a questão do preconceito nas relações humanas entre brancos e negros. Todavia, o filme nos convida a ir além da "questão racial"! Fala também de solidão, de cuidado, de superação... A educação para a diversidade é um dos grandes desafios de hoje para a família, a escola, a religião".
Por fim, segue outro vídeo cujos temas também são o racismo, o preconceito e a discriminação, intitulado Experiência sobre Racismo, indicado pelos colegas e amigos Júlio Sosa, educador de Rio Grande, RS e Robson Freire, educador do Rio de Janeiro, RJ, Brasil:
O vídeo acima, na Lituânia, trata-se de falsa seleção para comercial de TV, que coloca alguns lituanos na desagradável situação de traduzir para um jovem negro, uma suposta mensagem racista, deixada na sua rede social, só que escrito no idioma daquele país. A situação é comovente. E serve para tratar de racismo, preconceito e discriminação na sociedade em geral.
sexta-feira, 21 de março de 2014
Feijoada e Sociedade: Divertida Propaganda do Conar (órgão regulador) que serve para reflexão social e educacional
O vídeo acima, intitulado Feijoada, trata-se de criativa, humorada e original propaganda criada para o CONAR - Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária, órgão regulador do setor e que serve para diversas possibilidades de reflexão.
Como diz a própria propaganda: "O Conar regula a publicidade no Brasil e todos os dias recebe dezenas de reclamações, muitas são justas, outras nem tanto. Confie em quem entende."
Algo simples, direto, objetivo que mostra um casal em um restaurante, que após servida a mesa diversos pratos, põe-se a reclamar de tudo e de todos. Chamado o garçom, o rapaz pergunta e acusa de forma apressada, se ali eram a favor da segregação, já que feijão e arroz estavam em pratos separados. A moça acusa de a couve ser o único prato do gênero feminino e que, portanto, deveria estar ocorrendo machismo naquela mesa e que o paio tinha conotação sexual de mau gosto.
Obviamente que é apenas uma brincadeira, mas que reflete muito do que o Educa Tube Brasil tem assistido nas redes sociais, digitais ou não, de pessoas de forma apressada e superficial saírem fazendo acusações sérias de bullying, machismo, homofobia, racismo, sexismo e outras mais, apenas por ler o título de um artigo de opinião sem sequer ler toda matéria até o final, de alguns terem dificuldade de ler o sentido figurado, a ironia, o humor de uma piada, de um texto, de um comentário, agindo que nem criança, de forma ingênua e despreparada, acusando pessoas de crimes que não cometeram. E o pior, sem depois fazer a autocrítica, o mea culpa e se desculpar. Às vezes parece até uma histeria por parte de alguns que veem "chifre em cabeça de cavalo". Faltam leituras de livros, de vida e de mundo para estes apressadinhos de plantão e críticos de tudo e de todos.
Evidentemente que existem práticas condenáveis de bullying, racismo, machismo, sexismo, homofobia, etc. Mas desde que sejam avaliadas cuidadosamente como tal, sob pena de estarmos sendo injustos ao querermos a qualquer custo fazer justiça com as próprias mãos...
E falta, acima de tudo, diálogo, debate de ideias sem que seja preciso passar imediatamente para a ofensa pessoal, a ameaça (de bloqueio em redes sociais) e tudo mais, sem ouvir o outro lado, suas razões... Falta o chamado direito à ampla defesa, ao contraditório, a alteridade (de colocar-se no lugar do outro)... E isto está ocorrendo em todos os níveis e poderes constituídos...
Esta campanha do Conar serve para diversas aplicações no ambiente escolar, entre professores e alunos, entre pais e filhos, entre gestores e educadores, educadores e pais
A primeira reflexão: A falta da crítica e autocrítica, da avaliação e autoavaliação que tanto a publicidade, como a escola e a sociedade precisam ter, de se autorreconhecer e autorregular quando passam dos limites do bom senso e das boas normas de convívio em comunidade.
Segundo, um filme que mostra os exageros de pessoas superficiais, que reclamam de tudo e de todos, os chamados "do contra", que não têm o cuidado de antes averiguar os fatos, preferindo já iniciar uma conversa em tom de acusação.
Por fim, como diz a propaganda: "Há que se confiar em quem entende", ou seja, alguém que é especialista no tema, quem tem formação na área, quem pesquisa o assunto e não como simples leigo, sair querendo "ensinar o padre a rezar a missa", dar lição de moral em alguém sem conhecimento de causa e tudo mais que assistimos às vezes, entre estupefatos e incrédulos.
Sou exemplo vivo disto: Recentemente, via e-mail (e uma coisa que se tornou praxe, por redes sociais e emails, todos parecem promotores de justiça num tribunal!), uma aluna infrequente (vejam o detalhe!), reclamou de sua frequência (com o detalhe de não ter feito nenhuma prova nem trabalho avaliado), e alegava ter desistido por causa de supostos comentários meus em aula, com conotação homofóbica e machista. Depois de pensar muito, lembrei que tratando de teoria literária, abordando questões substantivas (características principais) e adjetivas (características secundárias) dos gêneros literários (Lírico, Épico e Dramático), comparei-os aos gêneros humanos. Como alguns tiveram mais dificuldades de compreensão da teoria, eu busquei analogia com coisas do cotidiano, e foi aí que a aluna viu homofobia (ódio a homossexuais!) e machismo...
Evidentemente que com 21 anos de Educação, com formação jurídica (bacharelado em Direito), tendo sido inclusive por 2 anos assessor jurídico na Educação, posso afirmar que tenho conhecimento do que é homofobia, machismo, racismo e que não faria tal prática, ainda mais em local público e em ambiente universitário. Mas infelizmente, como na propaganda acima, e como diz a sabedoria popular: "O apressado come cru e quente!".
Talvez, por conta destes equívocos de avaliação é que o humorismo atualmente esteja tão sem graça, pois tudo pode ser considerado racismo, homofobia, bullying, machismo se levados ao pé da letra. Mas há que se aprender a ler nas entrelinhas, de interpretar um texto em seu contexto. Um papel social de todo educador - seja pai ou professor - e que deve ser iniciado na tenra idade e dado continuação na maturidade, sob pena de, exageros à parte e outros nem tanto, que feijão e arroz em pratos separados sejam de fato considerados por algum desavisado de prática condenável de segregação... "Apartheid culinário" nunca vi, salvo na ficção, mas há quem veja coisas onde nada existe também. Portanto, como dizia minha avó: "Caldo de galinha e paciência não fazem mal a ninguém". E eu digo: "Conhecimento de causa e prudência, também".
terça-feira, 14 de janeiro de 2014
Por outros olhos: Homofobia na Escola (curta-metragem sobre alteridade e sexualidade)
O vídeo acima, Por outros olhos - Homofobia na Escola, descobri no You Tube e é um criativo e interessante curta-metragem, parceria entre o Grupo Arco-Íris e a UFRJ. Parte de uma premissa original e provocante, no sentido de estimular a alteridade (o olhar sobre o olho, como se fosse o outro) e a sexualidade.
Conforme apresentação do vídeo, imaginem: "Em um mundo onde todo mundo é homossexual, um menino e uma menina se apaixonam. Nessa realidade trocada, estes dois héteros têm de enfrentar os preconceitos e discriminações que LGBTs enfrentam no nosso mundo real". Já imaginou a situação?
Muito interessante a provocação desse olhar invertido para um tema que suscita tantos debates e polêmicas na sociedade... Um curta que lembra a mesma técnica, noutra temática, utilizada no também curta-metragem Vista a Minha Pele, paródia que discute racismo, preconceito e discriminação. Vejam link abaixo para o curta:
"Vista a Minha Pele" usa a paródia para discutir racismo e preconceito
sexta-feira, 10 de janeiro de 2014
Discriminar não é humano! Campanha da Anistia Internacional de Portugal
O vídeo acima, Discriminar não é humano, trata-se de criativa, original e surpreendente campanha institucional da Anistia Internacional de Portugal e foi indicação via Facebook do colega e amigo Robson Garcia Freire , educador do Rio de Janeiro, RJ, residindo em João Pessoa, PB, Brasil, editor do premiado blog educacional Caldeirão de Ideias.
Em apenas 36 segundos é passada uma forte mensagem contra a intolerância, o preconceito, o racismo e a discriminação. Um rapaz bem vestido e seu animal de estimação, um dócil cão. Os dois descem uma escadaria e veem no elevador um casal homossexual e o homem evita entrar; descem pela escada e quando um negro senta no mesmo banco da praça, o homem levanta-se irritado; mais adiante, numa passarela, um senhor vestido com roupas muçulmanas tenta acariciar o cão e é afastado de forma ríspida. No fim, quando chegam ao destino, um restaurante, homem e cão são barrados na entrada do mesmo pela funcionária que avisa: "Peço-te desculpas, mas não é permitida a entrada de animais". E um surpreendente final...
Um vídeo curto pra profunda reflexão sobre o racismo, a intolerância, o preconceito e a discriminação nossa de cada dia... Para refletir sobre aqueles que pensam que são gente, mas não agem como tal; aqueles que pensam que pensam, mas não raciocinam; aqueles que mesmo animais racionais, agem como irracionais... Que não veem noutro ser humano, independente da cor da pele, da religião, orientação sexual etc etc etc um outro ser humano como a si mesmo... Ser humano, mais do que SER espécie, necessita também SER verbo...
domingo, 25 de novembro de 2012
"Vista a Minha Pele" usa a paródia para discutir racismo e preconceito
O vídeo acima, Vista a Minha Pele, trata-se de curta-metragem que "usa a paródia para discutir racismo e preconceito", conforme apresentação no You Tube: "Nesta história, os negros são a classe dominante e os brancos foram escravizados. Os países pobres são Alemanha e Inglaterra. Os países ricos são da África. Maria é uma menina branca, pobre, que estuda em um colégio particular graças a uma bolsa de estudo, já que a mãe é faxineira na escola. A maioria de seus colegas a hostilizam, com exceção de sua amiga, que é filha de um diplomata, que morou em países pobres e tem outra visão da sociedade. Com todas as adversidades, Maria quer ser 'Miss Festa Junina' da escola. Conta com a ajuda da amiga Luana e as duas vão se envolver em uma série de aventuras para alcançar seus objetivos."
Uma história simples e criativa para discutir, através da paródia, situações do cotidiano. Nada como "vestir a pele do outro" para sentir-se no seu lugar. Lembrando que para o Educa Tube só existe uma raça: a humana. E a cor da pele, dos olhos, o local de nascimento são apenas identificadores da diversidade humana.
Um ótimo material para trabalhar a questão do preconceito, racismo e discriminação, juntamente com o episódio Tons de Culpa, do famoso seriado Além da imaginação, de Rod Serling (em 2 partes, logo abaixo). Que serve como exercício de alteridade, de colocar-se e sentir-se como o outro, literalmente sentindo seus efeitos na pele. Quando um personagem racista incorpora a identidade do outro e sente na pele todo o racismo existente em seu entorno.
A frase que finaliza o referido episódio é emblemática: "Você não conhece um homem até que tenha caminhado uma milha com seus sapatos".
TONS DE CULPA - ALÉM DA IMAGINAÇÃO
Conforme apresentação do vídeo no You Tube:
"Twiligth Zone foi uma série antológica, com apenas meia hora de duração, que apresentava o estranho, o bizarro, o inesperado. Essa série é o remake de 2002 desse clássico dos anos 50 e 60, apresentadas por um homem sinistro que abria com um pequeno texto e encerrava com uma lição ou sentença. Era de gelar a medula! Astros do cinema faziam filas para participar de seus episódios, mesmo como figurantes.
"Há uma quinta dimensão além daquelas conhecidas pelo Homem. É uma dimensão tão vasta quanto o espaço e tão desprovida de tempo quanto o infinito. É o espaço intermediário entre a luz e a sombra, entre a ciência e a superstição se encontra entre o abismo dos temores do Homem e o cume dos seus conhecimentos. É a dimensão da fantasia."
Shades of Guilt é o 3º episódio da temporada que foi produzida em 2002."
Se palavra puxa palavra, imagem leva a outra imagem, vídeo a outro vídeo, e assim vai... Falando de tons de pele, de racismo e preconceito, indico outros vídeos abaixo para ampliar o debate:
Um deles é fragmento de entrevista do ator Morgan Freeman (vide abaixo) a Mike Wallace, do famoso programa 60 minutos, sobre respeitar as diferenças sem querer ser diferente. Apesar de polêmico o tema, a fala de Freeman é coerente. Devemos pensar e conviver como seres humanos, independente da cor da pele, da religião, do partido político, do país etc. Raça, pra mim, torno a dizer, só existe uma: a humana. E precisamos ter essa consciência de que a cor da pele que nos difere não deva ser um diferencial de convivência na sociedade. Devemos lutar por igualdade e não apenas pela institucionalização disfarçada do racismo, em porcentagens e coisas assemelhadas. Lutar pela igualdade é combater o racismo, o preconceito e a discriminação.
Em seguida, outros vídeos relacionados ao tema do racismo, como esta propaganda antirracismo feita pela ONU, logo abaixo:
Além deste comercial de projeto "Antirracismo", campanha institucional da Universidade Central da Colômbia. Que pergunta: Até onde vai seu preconceito?
Achei também uma experiência que já conhecia com uma menina negra (Uma conversa sobre raça), mas dessa feita, a mesma experiência feita com crianças mexicanas, sobre o que é belo e feio.
Enfim, dentro da proposta desta postagem de falar sobre racismo e seus diversos tons, aproveito para divulgar texto da colega e amiga Elis Zampieri, em seu blog Sobre Educação:
Dia do Índio e Currículos Turísticos.
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