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sexta-feira, 3 de abril de 2026
O filtro, o vídeo viral e a programação mental: metáfora visual e percepção humana #neurociência #psicanálise #inteligenciaemocional
A animação digital "Metáfora Visual e Percepção Humana", que rebatizei de "O filro e a programação mental", encontrei no Instagram de Djessica Surita, especialista em desenvolvimento, e mais que um audiovisual motivacional é um ótimo material para trabalhar outros temas como: inteligência emocional, autoconhecimento, liderança, neurociência, psicanálise, percepção visual, desenvolvimento pessoal e profissional, filosofia, interpretação de textos, criatividade, etc.
Ao vê-lo, pela primeira vez, a questão mencionada do filtro e a realidade, lembrou-me justamente do pensamento filosófico de Immanuel Kant sobre a ideologia, que é uma espécie de filtro, como as lentes coloridas de um óculos que nos fazem ver o mundo conforme a coloração da lente que estamos usando. Por lentes entenda-se princípios religiosos, valores familiares, culturais, profissionais, éticos, morais, etc. Somos o que vemos e vemos a partir do que somos. Ou como diria também Anaïs Nin: "Não vemos as coisas como são: vemos as coisas como somos". De fato: somos o reflexo daquilo que vemos, vivemos e com quem convivemos. Costumo inclusive dizer para colegas e amigos, por exemplo, que "entendo o aluno quando conheço seus pais e/ou responsáveis".
De Anaïs trago outro aforisma que se encaixa com o tema de percepção: "A vida se contrai e se expande proporcionalmente à coragem do indivíduo". Uma frase que tem o contexto social, mas que se encaixa perfeitamente na arquitetura dos videogames [abrindo e fechando fases] e na física quântica e os multiversos. Todos temos, em tese, um "gato de Schrördinger" nos aguardando a cada decisão que tomamos.
Para quem nunca ouviu falar desse experimento mental, ele foi pensado em 1935, pelo físico austríaco Erwin Schrödinger, para ilustrar conceitos envolvendo a mecânica quântica, quando aplicada a objetos macroscópicos. O gato, preso no interior de uma caixa hermeticamente fechada, pode estar tanto vivo como morto, dependendo do olhar do observador para se atribuir algum valor à realidade.
De certa forma, mal comparando, nosso futuro é um gato de Schrördinger aprisionado na caixa encefálica, podendo realizar os sonhos ou não a partir da visão de mundo que tenhamos, da nossa autoestima, inteligência emocional, autocontrole e outras habilidades e competências para ver, observar, interpretar e enxergar o mundo [social, do trabalho, dos estudos...] em suas múltiplas possibilidades e variedades. Somos personagens sociais de um livro vivo [a vida], mas podemos ser também os autores, narradores de nossos caminhos.
Observação:
Esta postagem é de autoria de José Antonio Klaes Roig, professor, escritor e poeta, além de editor do blog Educa Tube Brasil. http://educa-tube.blogspot.com José Antonio Klaes Roig ou Zé Roig, como gosta de ser chamado, possui o Prêmio de Professor Transformador [2020] e seu blog Educa Tube Brasil, o Prêmio de um dos melhores blogues educacionais do Brasil [2020], conforme selos estampados na coluna à direta desta postagem.
segunda-feira, 9 de fevereiro de 2026
"Quem lê sai na frente. Simples assim" por Eslen Delanogare [a importância da leitura para o repertório sociocultural]
Eslen Delanogare, psicólogo, neuricientista e escritor, no vídeo Quem lê sai na frente. Simples assim trata de diversos temas relevntes e atualíssimos como leitura, falta de leitura, analfabetismo funcional, falta de tempo, redes sociais, esforço ativo, agenda, momento para leitura etc.
Eslen possui podcast: @eslenpodcast e canal de vídeos: https://www.youtube.com/@CanaldoEslen, ambos no YouTube, com dicas, reflexões, provocações necessárias em prol de um benefício social e cultural.
Assim como é preciso exercitar o corpo, a mente requer exercícios mentais de leituras, as mais variadas possíveis, pois envolvem repertórico sociocultural, criticidade, autonomia e muito mais.
A seguir, outro vídeo de Eslen, intitulado "Como parar de ser viciado em redes sociais":
Observação:
Esta postagem é de autoria de José Antonio Klaes Roig, professor, escritor e poeta, além de editor do blog Educa Tube Brasil. http://educa-tube.blogspot.com José Antonio Klaes Roig ou Zé Roig, como gosta de ser chamado, possui o Prêmio de Professor Transformador [2020] e seu blog Educa Tube Brasil, o Prêmio de um dos melhores blogues educacionais do Brasil [2020], conforme selos estampados na coluna à direta desta postagem.
segunda-feira, 11 de agosto de 2025
Neuro Educa Ação: Você já reparou como muitos adolescentes têm deixado de sonhar?, por William Borghetti
O vídeo acima, encontrei no Instagram de Neuro Educa Ação e trata-se de mais uma preciosa reflexão de William Borghetti, tutor, professor e especialista em neurocomunicação, que possui o portal NEUROCOMUNICAÇÃO.
William traz uma percepção que já é comum a muitos educadores [sejam pais ou professores], sobre as influências que agem sobre o imaginário dos jovens, bombardeado por diversos estímulos que comprometem não apenas a atenção, concentração, estudo, mas os sonhos, os desejos, os projetos de vida.
Borghetti foi muito feliz na abordagem e o Educa Tube Brasil endossa esse posicionamento, pois sempre procurar, seu editor que pe professor, estimular os sonhos de seus alunos, por meio de vídeos, clipes, curtas, livros etc.
Uma juventude sem sonhos é um grande dilema para o futuro, não apenas desses jovens, mas da própria escola, sociedade e mundo. Algo que não envolve apenas a neurociência, como a psicologia, a pedagogia, a filosofia e a sociologia.
Observação: Esta postagem é de autoria de José Antonio Klaes Roig, professor, escritor e poeta, além de editor do blog Educa Tube Brasil. http://educa-tube.blogspot.com José Antonio Klaes Roig ou Zé Roig, como gosta de ser chamado, possui o Prêmio de Professor Transformador [2020] e seu blog Educa Tube Brasil, o Prêmio de um dos melhores blogues educacionais do Brasil [2020], conforme selos estampados na coluna à direita desta postagem.
sábado, 27 de julho de 2024
O conhecimento em T [criatividade e inovação] e o Princípio de Pareto [produtividade] para educadores, educandos e profissionais do século XXI
O vídeo acima, encontrei no Instagram de William Borghetti, pesquisador em neurociências que trata de neurocomunicação e aprendizagem, entre outros temas instigantes, provocadores e reflexivos.
A fala de William vem ao encontro de questões que discuto faz tempo com meus alunos, sobre a importância do conhecimento geral e não apenas da cultura inútil, embora tudo seja válido. Aprendemos muito com memes, por exemplo, que requer criatividade, síntese, objetividade, humor e visão crítica, num mundo cada vez mais dominado por banalidades.
William destaca justamente isso, de como ser especialista num mundo globalizado? Vagar entre a profundidade e a generalidade. Se lembramos dos grandes mestres da filosofia clássica grega, dos artistas renascentistas, dos homens das letras do período romântico, das pessoas multitarefa, multifuncionais da atualidade, veremos muito desses conceitos que Borghetti nos brinda: o "conhecimento em T" [que envolve criatividade e inovação] e o Princípio de Pareto [sobre produtividade] que, como ele mesmo destaca, "são fundamentais para o desenvolvimento eficaz. O conhecimento em T implica ter um amplo entendimento geral (barra horizontal) e uma especialização profunda em uma área específica (barra vertical). Já o Princípio de Pareto, ou regra 80/20, nos ensina que 80% dos resultados vêm de 20% dos esforços. Combinando esses conceitos, podemos focar em áreas chave para maximizar o aprendizado e a eficiência dos adolescentes".
Eu mesmo, como editor deste blog educacional, além de educador, escritor e poeta, procuro fazer um constante diálogo em diversas áreas do conhecimento, dando aulas de Língua Portuguesa, Literatura, Produção Textual, Filosofia e do EJA, já foi instrutor e multiplicador de informática básica, assessor jurídico na educação, trabalhei no setor administrativo de escola [secretaria] e numa contabilidade [meu primeiro emprego] e cada setor, profissão, área me fez ampliar meu horizonte, além das três graduaçãoes [direito, letras e pedagogia] que me auxiliam no uso adequado das palavras, das quatro especializações [Mídias e TIC na educação, história do Rio Grande do Sul: cultural, política e sociedade e em pedagogia empresarial], mais mestrado e doutorado em letras [área de concentração: História da Literatura]. Multifuncional, multitarefa, multifacetado... Tudo é aprendizagem, tudo é válido e necessário.
Para saber mais sobre os conceitos que William Borghetti nos traz, indico os dois audiovisuais, logo a seguir:
Sobre o Conhecimento T [Criatividade e Inovação], segue vídeo logo abaixo:
Em relação ao Príncípio de Pareto [Produtividade], indico esse outro vídeo:
Observação:
Esta postagem é de autoria de José Antonio Klaes Roig, professor, escritor e poeta, além de editor do blog Educa Tube Brasil. http://educa-tube.blogspot.com José Antonio Klaes Roig ou Zé Roig, como gosta de ser chamado, possui o Prêmio de Professor Transformador [2020] e seu blog Educa Tube Brasil, o Prêmio de um dos melhores blogues educacionais do Brasil [2020], conforme selos estampados na coluna à direta desta postagem.
domingo, 22 de agosto de 2021
Fone celular faz mal? O que a neurociência diz: interessante reflexão de especialista sobre essa ferramenta que pode ser aliada, mas que deve ser moderada
O vídeo acima, CELULAR FAZ MAL? O QUE A NEUROCIÊNCIA DIZ, descobri nos vídeos correlatos do YouTube e considero uma importante reflexão de Claudia Feitosa-Santana, mestre e doutora em Neurociência pela USP com pós-doutoramento pela University of Chicago, que conta ao canal CASA DO SABER, "o que os estudos científicos, principalmente os de Neurociência, já sabem sobre o impacto dessa tecnologia em nosso cérebro, corpo e comportamento".
Algo fundamental para orientar pais e professores, além dos próprios filhos e alunos. O equipamento em si não é o problema, mas sim, como tudo na vida, seu uso excessivo, sem limites, sem controles, sem consciência do que ele representa.
O audiovisiual traz dados muito interessantes e relevantes, para orientar famílias e escolas. Dados como que homens, passam mais jogando on-line e que mulheres, ficam mais conectadas às redes sociais digitais. Entretanto, o uso excessivo causa transtornos físicos e mentais, como: depressão e ansiedade; estresse e insônia; distanciamento social e dependência, tal qual o vício das drogas ilegais.
Como tudo na vida, há que se ter moderação. Uma faca para cortar pão, pode ser uma arma e causar mal a alguém; o açucar ou sal em excessos, podem comprometer índices de glicose e colestoral no organismo; enfim, tudo requer certa moderação e adequação á necessidade, como o próprio trabalho que leva à dependência e ao chamado workholic por parte de alguns. A própria paixão, que é o amor em excesso, pode levar a decepções, traumas, quebra de relacionamentos.
Em contrapartida, durante a pandemia, as redes sociais digitais e os equipamentos eletrônicos, dentre eles os fones celulares, smartphones, tablets, notebooks etc, foram essenciais para manter a humanidade e preservar a sanidade, quando usados para entretenimento, educação, arte e cultura, trabalho em casa [home office], conversar com familiares noutras cidades, etc.
Então, nem 8 nem 80, mas o meio termo, o equilíbrio, a ponderação e a reflexão constantes são necessárias nesse processo de autoconhecimento. A tecnologia em si não é a "vilã malvadona", mas o uso sem controle de seja o que for, poderá gerar transtornos às pessoas, em sua "Caverna de Platão 3.0", no "efeito bolha" e tudo mais...
Um bom material para agregar a essa discussão pode ser o documentário O DILEMA DAS REDES [vide trailer a seguir], veiculado pela Netflix, com cenas dramatizadas, inspiradas em fatos reais, que aborda um assunto semelhante, do vício que as redes sociais digitais promovem nos seus usuários. Estes dois audiovisuais podem ser referências para uma produção textual, no formato dissertativo-argumentativo, tal qual a Redação do ENEM, para incentivar a reflexão, argumentação e proposta de uma intervenção dos alunos sobre tal situação.
Observação:
Esta postagem é de autoria de José Antonio Klaes Roig, professor, escritor e poeta, além de editor do blog Educa Tube Brasil. http://educa-tube.blogspot.com
José Antonio Klaes Roig ou Zé Roig, como gosta de ser chamado, possui o Prêmio de Professor Transformador [2020] e seu blog Educa Tube Brasil, o Prêmio de um dos melhores blogues educacionais do Brasil [2020], conforme selos estampados na coluna à direta desta postagem.
quarta-feira, 22 de julho de 2020
O Mais Desconhecido: documentário épico reunindo 9 cientistas, cada um explicando ao outro sua área de uma forma poética e filosófica
O vídeo acima, The Most Unknown - Nine Scientists Meet for the First Time / O MAIS DESCONHECIDO: Nove Cientistas Encontram-se Pela Primeira Vez (tradução livre do blog), que assisti no streaming Netflix e encontrei na íntegra no YouTube (ativem legendas e tradução), e trata-se de um monumental, genial e épico documentário, de Ian Cheney, com duração de 132 minutos, que reuniu 9 cientistas das mais variadas e complexas áreas do conhecimento humano para conversar entre si, tipo um revezamento, tentando explicar ao outro um pouco de sua área de pesquisa e atuação, como: microbiologia, neurociências, geobiologia, psicologia cognitiva, física quântica, astrobiologia, astrofísica, físico de partículas e ecobiologia.
Inicia com uma microbiologista conversando com um físico de partículas tentando explicar um ao outro suas áreas, vendo coisas em comum, como o termo "massa escura". Ambos veem o mundo ao seu modo, mas cada qual, em algum momento, precisa valer de recursos da linguística (analogia), da literatura (metáfora) e da filosofia (reflexões abrangentes) para descrever seu campo de atuação de forma inteligível para o outro. Os dois se encontram num laboratório sofisticado, no subsolo, para evitar radiação de prótons e elétrons do universo, fato que me lembrou poesia e filosofia pura a partir dos diálogos entre ambos... Ele, o físico de partículas, diz que estavam num "silêncio cósmico" e ela, a microbiologista, comenta que os cientistas tentam com suas lanternas colocar luz na escuridão. Algo que me fez, de forma intertextual, lembrar automaticamente naquele momento de "Gaia Ciência" e "Assim Falou Zarathustra!", de Friedrich Nietzsche. Pura metáfora, poesia e filosofia que não cessa por aí, e se assim o fizesse, já era fabuloso.
Mas esses "encontros consonantais" entre 9 cientistas segue, sendo que o segundo, recebe um terceiro, uma psicóloga cognitiva que estuda os elementos da consciência que depois irá se revezar com um neurocientista que estuda a autoconsciência, num movimento duplo: interno e externo, que se repete em cada encontro. Quando um astrobiólogo se encontra com um astrofísico, fica mais evidenciado esse diálogo entre quem estuda a terra e os micro-organismos com o que pesquisa o céu, as estrelas e o universo. A analogia entre o espaço, massa escura, logo me remete a questão da neurociências e a massa escura da inconsciência. O astrofísico que estuda a formação das estrelas, troca a noite pelo dia, pois diferente de outras áreas, ele precisa da escuridão do céu, da noite para concluir sue trabalho e o sol, nesse caso, atrapalha... A astrobióloga convida o astrofísico para conhecer uma ilha e um vulcão em erupção, pois pra ela é como ir ao espaço e conhecer um pouco a origem das estrelas. Algo poético e filosófica também. O micro e o macrocosmos estão interligados, como dois espelhos em escalas diferentes.
Com a geobiologia e a ecobiologia acontecem fenômeno semelhante entre esses diálogos quase platônicos, em pleno século XXI. Algo que me remeteu ao livro "O Visível e o Invisível", de Merlau-Ponty, sobre o que vemos e cremos, e sobre o que não enxergamos e é para nós desconhecido, que tem muito a ver com o conceito de "massa escura", "buraco negro" etc. Então, algo fabuloso acontece: os dois cientistas fazem pequena expedição de submarino à escuridão do mar, ao fundo do oceano, como uma pequena cápsula espacial, que me lembras os escritos de Júlio Verne: "20 Mil Léguas Submarinas" e "Da Terra à Lua". Lá no fundo, veem estrelas... mas do mar... A pequena esfera lembra o submarino Nautilus, sem o Capitão Nemo, logicamente.
Mais adiante, surge um físico quântico dizendo que se sente meio que dentro do filme "Intertestelar" e os conceitos da mecânica quântica, de levar luz à escuridão. Seu laboratório o próprio comenta, possui diversas entropias [função de estado cuja variação infinitesimal é igual à razão entre o calor infinitesimal trocado com meio externo e a temperatura absoluta do sistema, vide Wikipedia]. O físico usa câmeras de vácuo e luz, num formato de pêndulo e construiu um relógio atômico mais preciso do mundo para poder calcular a idade do universo. Um incrível laboratório que tem seus dados de pesquisa acessados numa quantidade impressionante, tanto quanto o buscador do Google, com bilhões de acessos diários. O físico diz algo que me remeteu imediatamente às "Confissões" de Santo Agostinho, sobre o paradoxo: "Não sabemos filosoficamente o que é o tempo, mas podemos medi-lo"; o que é algo intertextual com a fala do teólogo da filosofia Patrística: "Que é, pois, o Tempo? Se ninguém me pergunta, eu o sei; mas se me perguntam, e quero explicar, não sei mais nada".
Do mesmo modo, lembrei de "A Máquina do Tempo", de H. G. Wells, enquanto o físico falava de matéria escura, energia escura, buraco negro etc.
A neurocientista faz também esse movimento entre o micro e o macrocosmos ao pesquisar as imagens do cérebro e tratar do tempo psicológico que é bem diverso do tempo cronológico dos relógios atômicos. A neurociência também estuda a percepção do tempo, filmando o cérebro do físico quântico, colocando sensores do tempo em sua cabeça. E lembrei dos "censores" do tempo da ditadura militar e o filme Agentes do tempo. A neurocientista brinca com o físico, ao dizer que o homem que construiu o relógio mais preciso do mundo, não tinha a percepção correta das imagens que lhe colocaram à frente dos olhos, pois não sabia medir, calcular o tempo psicológico. E logo me veio à mente a nave USS Enterprise, comandada pelo capitão Kirk, com apoio do Senhor Spock, Senhor Sulu, Checov, Tenente Uhura, o médico McCoy, o engenheiro Scott e aquela equipe multidisciplinar, que nem os 9 cientista desse fabuloso documentário, indo onde nenhum homem jamais esteve, nessa jornada entre as estrelas do céu e as do mar... Uma jornada do conhecimento cumulativo da Humanidade que fez os humanos chegarem às estrelas e ao interior da terra, dominar os mares, as terras e os ares.
Por fim, aparece a psicóloga cognitiva, falando sobre a cognição humana e um turbilhão de ideias me veio à mente, quando ela vai a uma ilha onde são realizadas pesquisas sobre o conhecimento com primatas, mais especificamente macacos. Lembro primeiro de A Caverna de Platão, em que vemos sombras e não imagens, e isso remete às cavernas reais e ao próprio universo infinito e tão desconhecido ainda, tanto quanto o fundo dos mares. Mas também lembrei de a ilha de José Saramago, em que dizia que para ver a ilha é preciso air da própria ilha. Nesse caso, em sentido inverso: pra pesquisar o conhecimento é preciso ficar ilhado. A ilha dos macacos, em Porto Rico, me lembrou o filme "O Planeta dos Macacos". E a questão que a psicóloga cognitiva fala sobre o ver e o não ver dos macacos, e também os humanos, que influenciam o conhecimento de mundo me trouxe de novo "O Visível e o Invisível", de Merlau-Ponty. A psicóloga diz que ser cientista é lidar com incertezas, pensar de outra forma e dali retornar ao início, fechando o círculo de encontros e revezamentos, ao visitar a microbiologista que iniciou o documentário, e pra variar, lembrei do clássico "O Tempo e o Vento", de Erico Verissimo, que conta a história de uma família e do Estado do Rio Grande do Sul, em tom épico, por duzentos anos, sendo que ao final do mesmo, descobrimos que quem narra a história é a personagem que iniciou contando a história da própria família, um descendente, remontando o quebra-cabeças e árvore genealógica, entrelaçada com a história de seu Estado: o microcosmos e o macrocosmos na literatura. Erico Verissimo se espelha em sua família e estado pra contar essa história num movimento de pêndulo, finalizando a trilogia com sete volumes, com a mesma frase que iniciara aquela epopeia familiar.
Enfim, "The Most Unknown" é um documentário em tons épicos, reunindo 9 cientistas que como num círculo se revezando, um entrevistando o outro, até que o círculo se fecha com o retorno à primeira das entrevistadas, nessa viagem científica entre o tempo e o vento... Mais que isso, esses "diálogos platônicos" nos fazem perceber muitas coisas em comum entre as diversas áreas científicas e elas se expressando muitas vezes por meio de instrumentos literário e filosóficos para poder tornar inteligível a leigos ou para não especialistas na área, que precisam valer-se de figuras de linguagem, por meio de analogias e metáforas. Muitas vezes, lembrei também de Carl Sagan a divulgação e popularização das ciências em geral, com sua série Cosmos e de Jacques Costeau, que formaram meu pensamento juvenil. Essa mistura de ciências com literatura com filosofia, Carl Sagan fez com maestria em sua "O Romance da Ciência" e "O Mundo Assombrado pelos Demônios: A Ciência Vista Como Uma Vela No Escuro" e "Pálido ponto azul: uma visão do futuro da humanidade no espaço" e "Os Dragões do Éden", entre outros livros e programas de TV, nos anos 1970, 80 e 90.
Um documentário que é possível de ser assistido na íntegra, nos links abaixo, na Netflix e no YouTube (ativem legendas e tradução), assim como na janela, no alto desta postagem, em meu blog educacional, e que todo educador - seja pai ou professor - do século XXI e seus filhos e alunos devem assistir, de preferência juntos, para debater ao final as inter-relações, intertextualidades, interdisciplinaridades, interdiscursividades e multidisciplinaridades...
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terça-feira, 5 de março de 2019
Softwares Educativos Pedagógicos: Habilidades Cognitivas (alfabetização e letramento)
O vídeo acima Softwares Educativos Pedagógicos: Habilidades Cognitivas foi indicação via Facebook de Geraldo Magela Silva e trata-se de atividade de alfabetização e letramento através das habilidades cognitivas, utilizando a ferramenta computador como facilitadora desse processo.
O software educativo foi desenvolvido por Geraldo Magela Silva e testado, no vídeo em questão, pela psicopedagoga e neuroeducadora Miriam de Oliveira, em sua clínica, por meio de software totalmente interativo, valendo-se de cores, texturas, sons, imagens, animações e/ou vídeos para as atividades e desafios, concebidos a partir da Educação Baseada no Cérebro (Brain-based-Learning).
Os softwares são desenvolvidos para o fim de auxiliar os profissionais da educação e da saúde que trabalham com pessoas com dificuldade no desenvolvimento de suas habilidades cognitivas, na Comunicação Aumentativa.
Abaixo, link para o blog:
SOFTWARE EDUCATIVO PEDAGÓGICO: HABILIDADES COGNITIVAS
segunda-feira, 18 de julho de 2016
Didatics: canal sobre teorias de aprendizagem, neurociência cognitiva e design em tecnologia educacional
A imagem acima é do DIDATICS que é canal de vídeos no You Tube e página no Facebook, dois espaços para discutir teorias de aprendizagem, neurociência cognitiva e dicas de design em tecnologia educacional, criados por Amanda Costa, educadora de Recife (PE), Brasil.
Abaixo, Por que estudar a memória humana?, do acervo digital do didatics, "vídeo [que] fala um pouco sobre os diferentes sistemas de memória que todos temos":
quinta-feira, 19 de maio de 2016
Games e a Educação no Conexão Futura (E o cérebro, entre o elástico e o plástico da Neurociência)
O vídeo acima, Games e a educação, encontrei na rede social é trata-se de interessantíssima entrevista ao programa Conexão Futura (20/11/2015), do Canal Futura, com especialistas em jogos na educação, como Maíra Pimentel, co-fundadora da Tamboro Educacional; Antonio Marcelo, game designer, pedagogo e fundador da Riachuelo Games; e Rafael Parente, fundador da Aondê Educacional e do Laboratório de Inovação Educacional.
Conforme apresentação do referido vídeo: "Febre entre os jovens, os games podem ser uma alternativa para atrair mais a atenção dos estudantes para o conteúdo ensinado dentro da sala de aula. O uso dos jogos na educação pode aumentar o engajamento e, por consequência, o aprendizado dos alunos. Porém, muitos pesquisadores e educadores ainda tentam desvendar como utilizar esse potencial. Será possível aplicar o fascínio que os jovens tem pelos jogos para resolver questões também na sala de aula?"
Um programa muito esclarecedor para leigos e educadores interessados na gameficação, no uso de jogos analógicos ou digitais na educação, a partir de algumas ideias, conceitos e reflexões que são trazidas pelos pesquisadores e educadores.
A começar pelos conhecimentos da neurociências, de que o cérebro é elástico e plástico, e molda-se ao mundo em que vive e a situações em que é exposto. Que "a metáfora e elementos de jogos podem e devem ser utilizados no processo de aprendizagem da álgebra e da matemática"; que games vêm superando o orçamento do cinema, inclusive influenciando o cinema, em adaptações de jogos para a tela grande da sétima arte; que jogos que educam, e que se pode trazer o jogador para seu mundo (o mundo da educação, pela questão da linguagem, de como apresentar isso de forma dinâmica); de aplicar metodologia dos jogos no dia a dia.
Os entrevistados esclarecem ainda que todos os jogos geram aprendizagem, socialização, coordenação motora, desenvolvimento raciocínio lógico, etc. E que ampliar o olhar do aluno (penso, dentro de um contexto e perspectiva histórica, unindo jogo e educação, educação e sociedade), pois durante este processo ocorre operação, cooperação, trabalho em equipe. Que jogos tanto analógico como digital partem da mesma base, e podem conter uma narratividade (storytelling).
Por fim, que jogos trazem também o conceito da mobilidade, e que todo aluno tem hoje em dia um fone celular, em que usa jogos e aplicativos, que podem ser aliados ao processo de ensino-aprendizagem.
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sábado, 1 de agosto de 2015
Como podemos aprender melhor? A aprendizagem por tentativa e erro (Neurociências e educação)
O vídeo acima Como podemos aprender melhor?, descobri via Twitter da colega e amiga Andrea Barreto, educadora do Rio de Janeiro, Rj, Brasil e editora do blog Dicas de Ciências.
O referido vídeo trata-se de parte da entrevista com a "neurocientista Suzana Herculano-Houzel [que] participou do programa Roda Viva da TV CULTURA (25/03/2013). Dentre os assuntos discutidos estiveram o aprendizado, como a motivação é capaz de influenciar esse processo e quais são as contribuições das neurociências para essas e outras questões da atualidade".
A fala de Suzana vem ao encontro do que o Educa Tube tem destacado em algumas postagem, sobre a importância do erro na aprendizagem, desta feita, nada intuitivo e experimental, mas com suporte de uma especialista na Neurociências e de suas possibilidades na Educação.
A neoricientista Suzana Houzel destaca ainda "a importância da motivação como um dos motores para o aprendizado", também uma das linhas deste blo de divulgar o trabalho de diversos educadores como motivação a outros educadores, a partir de projetos, atividades e recursos diversos utilizados na educação.
Sua fala destaca também a importância da "aplicação prática do conhecimento e de como aprender melhor"; além da experiencia e da prática, há que se dispor de métodos adequados, não há como padronizar o método, pois cada grupo requer uma abordagem única. Para ela, há que se motivar alunos e professores; que os cientistas e professores são mal remunerados, mas tem uma motivação enorme. Os professores querem se atualizar, às vezes arcando com o próprio custo de um curso de capacitação, mas falta certo reconhecimento dos governos, em todos os níveis.
Um pequeno vídeo para um amplo debate sobre questões estuturais da própria educação.
O Educa Tube Brasil recomenda o blog Neuro Educa e o canal de vídeos Neurociências e Educação, link's logo abaixo:
NEURO EDUCA
NEUROCIÊNCIAS E EDUCAÇÃO
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quinta-feira, 6 de março de 2014
O Cérebro Nosso de Cada Dia: Descobertas recentes da neurociência
A imagem acima é do portal O CÉREBRO NOSSO DE CADA DIA, que traz descobertas recentes da Neurociência (com vídeos, jogos, artigos, livros, rádio, imagens etc) e que foi "elaborado com o apoio da FAPERJ e do CNPq, pela equipe de Suzana Herculano-Houzel, neurocientista do Instituto de Ciências Biomédicas da UFRJ, empenhada desde 1999 em trazer ao público não-especializado os conhecimentos que a neurociência gera sobre o ser humano e examinar como eles se aplicam ao nosso dia-a-dia".
Ótima iniciativa que tem apoio e divulgação do Educa Tube Brasil.
Abaixo, link para o referido portal:
O CÉREBRO NOSSO DE CADA DIA: Descobertas recentes da neurociência
sábado, 8 de dezembro de 2012
Como a ciência do cérebro vai mudar a computação, por Jeff Hawkins, no TED
O vídeo acima, trata-se de palestra de Jeff Hawkins, sobre Como a ciência do cérebro vai mudar a computação, feita ao TED.
Jeff Hawkins, designer de computador e pesquisador do cérebro, além de criador do Treo (fone celular) e "recomenda que olhemos o cérebro de uma nova maneira - para vê-lo não como um processador rápido, mas como um sistema de memória que armazena e recupera experiências para nos ajudar a predizer, inteligentemente, o que acontecerá em breve."
Jeff Hawkins "foi pioneiro no desenvolvimento de PDAs como o Palm e Treo. Agora ele está tentando entender como o cérebro humano realmente funciona, e adaptar o seu método - que ele descreve como um sistema profundo para armazenamento da memória - para criar novos tipos de computadores e ferramentas".
Conforme apresentação no portal do TED:
Duplo objetivo de Hawkins é alcançar uma compreensão de como o cérebro humano funciona de verdade - e, então, desenvolver software para imitar a sua funcionalidade, oferecendo verdadeira inteligência artificial.
Outra palestra do TED que compara cérebro e computador, a exemplo dos estudos de Henry Markham, e que servem para refletir sobre esta poderosa máquina biológica que é o cérebro humano. Interessante a questão de ao invés de chamar realidade nominá-la como inteligência real (humana) e a inteligência artificial (máquina). Interessante o experimento mental da porta alterada, do prever a próxima nota musical, antes mesmo de ser tocada e de outras manifestações culturais.
E o mais interessante de toda a fala de Hawkins e que destaco para a educação é quando ele comenta sobre os inventores do microprocessador, que tinham consciência de que estavam fazendo algo significante, mas que não podiam antecipar todos os avanços tecnológicos que viriam depois, graças aquela invenção, como internet, telefones celulares, e tudo mais. Eles apenas sabiam que com aquele conhecimento poderiam construir calculadoras e semáforos.
Assim deverá agir o bom educador, tendo a consciência de que seu trabalho é significante e poderá modificar a partir de seus alunos, sua turma, seu papel na escola, unido a de outros colegas e gestores a transformar a educação, e quiçá a sociedade. Utopia? Ficção científica? Muitas coisas que foram imaginadas por visionários tornaram-se um dia realidade... E a tecnologia com enfoque social poderá, quem sabe, promover outras revoluções além das máquinas, na própria sociedade.
Como diz Hawking, a tecnologia poderá proporcionar mudanças inimagináveis nos próximos 100 anos, e se pensarmos nos 100 anos anteriores, quanta coisa de fato saiu das páginas da ficção científica para a mais pura realidade?
sexta-feira, 7 de dezembro de 2012
Henry Markham constroi um cérebro em um supercomputador
O instigante e fascinante vídeo acima, trata-se de palestra ao TED por "Henry Markram (que) é diretor do Blue Brain, um projeto de supercomputação que pode modelar componentes do cérebro dos mamíferos ao detalhe celular e simular a sua atividade em 3D. Logo ele vai simular um cérebro de rato inteiro em tempo real. Henry Markram afirma que os mistérios da mente podem ser desvendados. Doença mental, Memória, Percepção: São efeitos de neurônios e sinais elétricos e elementos. Ele planeja desvendá-los com um supercomputador que modele todas as 100.000.000.000.000 sinapses do cérebro."
Markram vê o cérebro como uma projeção do universo, em menor escala. E nos brinda com alguns conceitos como bolha de percepção, teoria do mundo intenso (autismo) e de que nós compartilhamos o mesmo tecido do cérebro.
Segundo ele, "99% do que você vê não vem através dos olhos", mas o que você infere com base no local que você está, a partir de cálculos que o cérebro executa como se fosse um supercomputador. A comparação do cérebro como um supercomputador e sua evolução, feita através de imagens é incrivelmente didática, apesar da complexidade do tema.
Termos como sinfonia da percepção, sinfonia do seu cérebro, padrão de tapeçaria, além de metáforas, geram poesia.
Confoirme Markham, neurônios são geradores elétricos e a matemática um recurso para entender essa linguagem entre sinapses, e as descargas elétricas que promovem reações químicas. Para ele, um laptop é necessário para calcular um neurônio, e 10 mil laptops para calcular e mapear todo o cérebro.
De fato: um vídeo fascinante e instigante, para ser visto e revisto e discutido em sala de aula por educadores de Física, Química, Biologia, Matemática, História, Literatura, Linguagem etc.
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