sábado, 22 de setembro de 2018

RPG Literário (Jogos Poéticos Virtuais): escrita colaborativa e interativa via blog, no canal EducAção 3D




O vídeo acima RPG Literário (Jogos Poéticos Virtuais), trata-se de projeto de escrita colaborativa e interativa via blog, que o editor do blog Educa Tube Brasil, o professor, escritor e poeta José Roig criou em parceria com jogos escritores digitais da cidade do Rio Grande, Rio Grande do Sul, Brasil, durante o ano de 2008 e que serviu como inspiração para algumas escolas brasileiras replicarem essa metodologia entre professores e alunos.
No vídeo em questão, no canal EducAção 3D, outra iniciativa digital de José Roig [de reunir num espaço virtual pequenos vídeos sobre suas reflexões e experimentações envolvendo arte, cultura e tecnologia no ambiente escolar], seu autor conta um pouco dessa experiência de trabalhar com literatura e mídias e redes sociais, em uma atividade online, em tempo real, de escrita criativa, colaborativa e interativa, com jovens escritores, nesse Jogos Poéticos Virtuais.
O Educa Tube recomenda o canal EducAção 3D a educadores digitais, blogueiros, tuiteiros e youtubers educacionais. basta se inscreverem no canal, ativar o sininho de notificações e divulgar essa iniciativa em sua redes social digital ou não.

Ballet Rotoscope e a Dança com algoritmos, de Masahiko Sato (a arte em toda parte)




O vídeo acima Ballet Rotoscope, descobri via Twitter de Vanize Lemos, jornalista, repórter e fotógrafa de Teresina, Piauí, Brasil.
Trata-se do fantástico balé do artista japonês Masahiko Sato e do grupo Euphrates, e, segundo Vanize, "os movimentos do ballet são traçados por geometrias geradas por algoritmos, através da rotoscopia, para revelar a beleza geométrica da dança".
Noutro dia, estava conversando com meus alunos do 2º ano do ensino médio, na disciplina de "PDI - Profissões digitais inovadoras", que criei na escola onde atuo, e falávamos justamente da linguagem dos algoritmos: os da natureza e os digitais. Um dos alunos comentou sobre a proporção áurea. Assistimos alguns vídeos sobre o tema e refletimos sobre arte, cultura ciência e tecnologia na educação e na sociedade.
E eis que, dias depois, descubro esse vídeo incrível sobre a dança dos algoritmos nesse balé, chamado Rotoscope, produzido pelo artista japonês Masahiko Sato e o grupo Euphrates e que, segundo minha amiga Vanize Lemos, "os movimentos do ballet são traçados por geometrias geradas por algoritmos, através da rotoscopia, para revelar a beleza geométrica da dança".
Simplesmente mágico, divino, criativo e tecnologicamente impressionante.
A arte está em toda parte e este material comprova minha alegação, seja em sala de aula ou no cotidiano.

sexta-feira, 21 de setembro de 2018

EVAN: Criativa a avassaladora propaganda sobre a escola, a sociedade e certos sinais, com um final surpreendente




O vídeo acima EVAN, descobri no Twitter e se trata de uma propaganda genial e avassaladora em seu final. Como certo filme, anos atrás, The Crying Game (Traídos pelo Desejo, 1992), do gênero suspense, escrito e dirigido por Neil, conseguiu que todos que o assistiram no cinema ou em vídeo guardassem o segredo sobre o final, pra causar o mesmo impacto e surpresa no público em geral. Por isso mesmo que evitarei aqui de fazer "spoiler" também; apenas dizendo que é um rico material para uma profunda reflexão escolar e social, entre pais e filhos, professores e alunos; e quem assistir o vídeo saberá do que estou tratando.
Os sinais estão ai, mas nem sempre conseguimos perceber em tempo.
Um vídeo, uma propaganda que é um curta-metragem que poderá ser utilizado com alunos do ensino médio em uma oficina de produção textual, de exercício de redação, de resenha, etc. Enfim, serve a diversas possibilidades de leitura de imagens e de mundo.
Nos comentários desta postagem poderemos aprofundar o debate.

quarta-feira, 19 de setembro de 2018

A terceira margem do rio: criativo curta-metragem escolar inspirado no conto de Guimarães Rosa




O vídeo acima, A terceira margem do rio, descobri no YouTube e é uma criativa e interessante adaptação do conto homônimo de João Guimarães Rosa, adaptado para a linguagem de curta-metragem, feito por alunos de escola que não pude identificar.
O vídeo que tem participação de Gabrielly Victorino, conta com a música A Terceira Margem do Rio, de Milton Nascimento e Caetano Veloso, cuja intérprete é Victória Bertoldo. O professor orientador deste trabalho audiovisual, conforme indicação de Gabrielly, chama-se Renato. Um vídeo escolar que une as linguagens cinematográfica e literária, o conto e o curta-metragem.
A terceira margem do rio é um dos contos mais belos da literatura brasileira, pois trata de uma viagem pela memória que é a terceira margem do rio da imaginação. Um ótimo material para trabalhar a questão audiovisual no ambiente escolar, não é apenas reproduzir material de terceiro, mas adentrar a essa "terceira margem do rio" da Educação que é a produção de sentidos, de novos olhares e de curtas, contos, vídeos diversos com alunos e orientação do professor. Adaptar um conto, uma música, um causo, uma lenda etc., poderá proporcionar momentos de trocas de saberes entre professores e alunos.
Segue abaixo a interpretação de A terceira margem do rio feita por José Miguel Wisnik, que é conhecido e reconhecido músico, compositor e ensaísta brasileiro. É também professor de Literatura Brasileira na Universidade de São Paulo:



terça-feira, 18 de setembro de 2018

De 2018 a 3018: uma experiência "imersiva" na Realidade Local e Natural (humor digital para reflexão sobre o cotidiano)




O vídeo acima We are living in 2018 while he is in 3018 (Estamos vivendo em 2018 enquanto ele está em 3018, tradução livre), descobri no Twitter e é uma divertida provocação, uma peça de humor que simula um experimento imersivo no futuro, daqui mil anos, quando, talvez cansados de tanta tecnologia digital, não mais reconheçamos a realidade natural ao nosso redor, em 360 graus, precisando de um óculos sem lentes para reconhecer plantas, flores, paisagens e tudo mais, no que denominam de Actual Reality (AR), que prefiro traduzir como Realidade Natural, de contato com a natureza.
Eu já nem digo que precise mil anos para que isso ocorra, nem sequer um século, diante da tamanha exposição aos equipamentos eletrônicos que estão transformando a vida de algumas pessoas em um jogo de VR ou em filmes como Matrix, Avatar, O Passageiro do Futuro etc.
Mais que a questão do humor, há que se refletir sobre o excesso de exposição de jovens e até adultos aos meios eletrônicos, alguns perdendo a própria noção de realidade, de contato social e com a natureza, presos em suas cavernas digitais, algo que remete ao Mito de Platão.
Pensando pelo lado positivo, este vídeo irônico pode ser um ótimo material pra provocar experimentos sociais entre pais e filhos, professores e alunos pelo entorno da casa e da escola, observando os detalhes que às vezes passam despercebidos. A RL (realidade local) é algo essencial para estabelecer uma conexão com o mundo real, inclusive o digital.

sexta-feira, 14 de setembro de 2018

EducAção 3D: um canal de vídeos para tratar de Arte, Cultura e Tecnologia no ambiente escolar



A imagem acima é do canal de vídeos EducAção 3D: Arte, Cultura e Tecnologia, um novo desafio digital do educador escritor e poeta José Roig, editor do blog Educa Tube Brasil, de reunir num canal um pouco de sua experiência profissional de seus projetos educacionais, artísticos e culturais, por conta de suas andanças pelo planeta Educação.
Serão vídeos curtos propondo reflexão sobre a Arte a Cultura e a Tecnologia na Educação do século XXI.
A seguir, o vídeo de apresentação do canal EducAção 3D:



Abaixo, link para o referido canal educacional:

EDUCAÇÃO 3D: ARTE, CULTURA & TECNOLOGIA

sexta-feira, 7 de setembro de 2018

Criativo flash mob entre o erudito e o popular (a música clássica e o funk) numa estação de metrô




O vídeo acima Guerra De Passinho - No Metro (musica clássica e funk 2013), descobri no Twitter de Olívia Ferreira, e trata-se de um "flash mob", essa movimentação rápida e de surpresa no meio da multidão em algum local público.
Mesclar o particular com o universal, o popular com o erudito, assim fizeram grandes artistas brasileiros em suas obras, como Heitor Vila-Lobos (música), Monteiro Lobato (literatura) e Cândido Portinari (artes plásticas).
O professor do século XXI deve ser em parte esse arte-educador que saiba unir a cultura, a arte a educação e a tecnologia em seu fazer pedagógico e metodológico. E o resultado sempre será criativo e original.
Dança, música, arte em geral, são linguagens universais.
Recomendo também o Clipe do Passinho e a canção Todo Mundo Aperta o Play, que foi tema das Olimpíadas dos Rio de Janeiro, em 2016, e que curiosamente não fez o sucesso merecido, pois é uma música e um clipe contagiantes:



domingo, 2 de setembro de 2018

Mais cinco minutos: curta-metragem de animação que é uma bela viagem pelo país da Imaginação


5 MORE MINUTES - animated short from Tom Yaniv on Vimeo.


O vídeo acima Mais cinco minutos, descobri via Twitter de Christiane Angelotti, editora do site educativo Para Educar e eEditora de livros de Literatura Infantojuvenil, Educação e Comunicação, de São Paulo(SP), Brasil.
Trata-se de "Curta de animação belíssimo do diretor Tom Yaniv, inspirado em sua filha. Síntese da importância da brincadeira na vida de uma criança. Além de sua beleza, este curta nos serve para muitas reflexões".
Uma narrativa visual com trilha sonora de fundo da canção canção Staralfur (olhos abertos) da banda islandesa Sigur Rós (Rosa da vitória), apresenta uma menina solitária num parque, se embalando no balanço enquanto sua imaginação via longe, por um mundo de fantasia, aventura, com o todo sonhador de olhos abertos o faz.
Um ótimo material para uma dinâmica de grupo, seja com professores ou alunos para tratar de imagem e imaginação. Uma bela viagem pela país da Imaginação.

sexta-feira, 31 de agosto de 2018

Sussurrofone: telefone de brinquedo feito com PVC e metodologia de leitura e interpretação de textos adotada por escola pública




O vídeo acima, foi indicação via Facebook, pelo amigo Fernando Luis, poeta, músico e artesão de Rio Grande (RS), Brasil e trata-se do Sussurrofone, um equipamento criado de forma artesanal, com tubos de PVC, e adotado como metodologia de leitura e interpretação de textos por escola pública brasileira. É um telefone de brinquedo, construído artesanalmente e adotado por escola municipal de Curitiba, Paraná, e tem auxiliado à professora no exercício da leitura com seus alunos. Os resultados são além dos esperados, pois foi inicialmente pensando tal recurso a ser usado com os alunos com maior dificuldade de leitura, mas toda a turma quis participar do experimento. Algo criativo e de fácil execução.
Depois de uma pesquisa na internet, a professora Eliana Karan adotou com sua turma de 3º ano do ensino fundamental. Uma iniciativa que promoveu o incentivo à leitura e à escrita.
Como o editor deste blog educacional sempre destaca, em suas andanças pelo Planeta Educação, visitando escolas, professores e alunos: o bom projeto é aquele que além de criativo é de simples execução, pois é justamente a simplicidade que permite a continuidade, por não envolver grandes recursos financeiros nem humanos.

terça-feira, 28 de agosto de 2018

A professora, o teste surpresa e o pontinho preto no papel: uma reflexão sobre a educação para a vida




O vídeo acima A professora, o teste surpresa e o pontinho preto no papel, foi indicação via WhatsApp de minha aluna do curso de Pedagogia e considero um ótimo material para uma reflexão entre professores, educadores e educandos, pais e filhos sobre a questão da educação para a vida, para a leitura de mundo além do papel e, por fim, o papel social da escola, dos professores, dos alunos e da comunidade escolar na sociedade.
Um experimento social e um exercício de cidadania, muito além de apenas um ponto preto numa folha branca do papel.

sábado, 25 de agosto de 2018

Filha canta para seus pais surdos em Língua de Sinais Francesa: Cinema, Inclusão e a Voz do coração




O vídeo acima Louane Emera - Je Vole (Língua de Sinais Francesa), recebi via grupo do WhatsApp que trata de Inclusão e trata-se de cena do filme "A Família Bélier", no qual a personagem Paula (Louane Emera) é "Jovem tem o sonho de ser cantora e seus pais são surdos e faz uma surpresa a eles, durante sua apresentação.
Não importa que a cena em si seja de ficção, mas que toque fundo ao coração. Não importa a linguagem utilizada, desde que seja a do coração. Inclusão é feita de pequenos sinais, além dos de comunicação, como os de respeito, carinho, afeto, solidariedade, alteridade, empatia, etc.
Um vídeo muito mais do que motivacional. Para voar na imaginação, como na letra da canção. Para refletir sobre arte e cultura na educação; além da própria inclusão... social, digital, educacional...
Para quem se interessar, descobri no YouTube o filme completo e socializo logo abaixo o link para o referido, em versão dublada e legendada:

A FAMÍLIA BÉRLIER

terça-feira, 21 de agosto de 2018

No mar: "clipe que parece curta", da palavra cantada esperando ser contada




O vídeo acima, On the Sea (No mar), é um videoclipe da banda Beach House (Casa de praia) e o encontrei no YouTube.
Além de ser uma canção etérea, o clipe é uma belíssima animação que promove a intertextualidade entre a narrativa visual e a literária, fazendo alusão ao livro As aventuras do Barão de Munchausen, com cena emblemática da menina literalmente mergulhando no livro para fugir daquele monstro marinho que quer destruir sua embarcação...
Um clipe que possui uma narrativa de curta-metragem e que será incorporado pelo editor do Educa Tube Brasil em seu projeto CLIPES QUE PARECEM CURTAS, que justamente trabalha com projetos de escrita criativa a partir da leitura de imagens, da leitura de mundo freireana: "a leitura de mundo antecede a palavra" (in: Pedagogia da Autonomia).
A arte e cultura são linguagens universais que, por conta de seu grande poder simbólico tornam o particular universal e vice-versa como este educador não se cansa de destacar.
Abaixo, link para o referido projeto:

Clipes que parecem Curtas - Projeto unindo mídias, literatura e língua portuguesa

Palavra cantada & história contada: clipes que parecem curtas

Minha Alma (A paz que eu não quero): clipe que parece curta

segunda-feira, 20 de agosto de 2018

Alberto Manguel: O poder da escrita e as lembranças do que lemos e vivemos




O vídeo acima O poder da escrita, descobri nos vídeos correlatos do YouTube e trata-se de fragmento de uma relevante fala do escritor e pesquisador Alberto Manguel, no evento denominado Fronteiras do Pensamento, em 2014, quando tratou sobre "a capacidade de ultrapassar aqueles que considera as duas maiores fronteiras da humanidade: o tempo e o espaço".
Manguel, argentino naturalizado canadense, é autor de livros como Lendo Imagens e Uma História da Leitura e, na juventude, teve o privilégio de ser leitor para o genial Jorge Luís Borges.
Apesar do fragmento tratar do poder da escrita Manguel é um dos grandes pesquisadores e incentivadores da leitura até pelo próprio senso comum de que para alguém ser um bom escritor requer, antes de tudo, ser um grande leitor não apenas de livros e palavras mas de mundo, o que vem ao encontro de máxima do educador Paulo Freire, quando em A pedagogia da Autonomia dizia que "A leitura de mundo antecede a leitura da palavra".
Aproveitando o tema, indico a seguir mais dois vídeo com fragmentos de falas de Alberto Manguel para ampliar na escola o debate sobre o poder da escrita e da leitura: "A conquista do tempo através dos livros" e "Lembranças do que lemos e vivemos", afinal, o genial Marcel Proust, em sua colossal obra Em busca do tempo perdido, escreveu que "Todo o leitor é um leitor de si mesmo". Poderíamos complementar que assim age o escritor, escrevendo sobre o seu entorno guiado pela Razão, mas com os olhos encantados pela Emoção:





Trabalhar o particular, através do universal, e vice-versa, é o grande desafio do educador do século XXI e de todo ativista cultural que lida com leitura e escrita no cotidiano.

domingo, 19 de agosto de 2018

Diálogo com crianças de escola na Índia: a possibilidade de viver nesse mundo sem ser corrupto




O vídeo acima Krishnamurti, foi indicação via Facebook pelo colega e amigo Fernando Luis, poeta e músico de Rio Grande (RS), Brasil e trata-se de "Diálogo com crianças de uma escola na Índia sobre a possibilidade de viver nesse mundo sem ser corrupto" e considero uma grande lição de vida de um professor com seus alunos.
Um material para uma reflexão filosófica e social sobre o particular e o universal, o individualismo e o coletivismo, o todo e a parte, humildade e humanidade.

terça-feira, 14 de agosto de 2018

Como ensinar crianças a desenhar usando letras e números: criatividade e imaginação




O vídeo acima Como ensinar seus filhos a desenhar usando letras e números, encontrei no Facebook da colega e amiga Ivone Machado de Araújo, educadora de Rio Grande (RS), Brasil e resolvi trocar o termo filhos por crianças, por causa da generalidade da situação, pois poderá ser mostrado não apenas para filhos mas também alunos, vizinhos, etc.
Mais do que uma oficina de desenho é um material para trabalhar o imaginário infantojuvenil. Saber utilizar imaginação (imagem em ação), valendo-se da criatividade de cada um é essencial.
No link abaixo contém mais imagens sobre o referido vídeo:

Como ensinar seu filho a desenhar usando letras e números

sexta-feira, 10 de agosto de 2018

Mia Couto conta poeticamente como se tornou um leitor e um escritor de poesia e prosa




O vídeo acima A literatura por Mia Couto, descobri via Twitter da amiga Vanize Lemos, jornalista, repórter e fotógrafa de Teresina, Piauí, Brasil.
No referido vídeo, o escritor moçambicano conta como se tornou leitor e escritor, tanto de poesia como de prosa do papel de seu pai, também poeta, como seu primeiro incentivador e divulgador, dos escritores que influenciaram seu fazer poético como o brasileiro Jorge Amado e muita coisa mais em poucos minutos.
A importância da leitura para a escrita, todos sabem disso, mas como já foi dito por vários: não existe o bom escritor sem antes um grande leitor, não apenas de livros, de palavras, mas de imagens, de paisagens, de pessoas, da sociedade...
E este processo de construção do escritor a partir do leitor, a família e a escola têm papel fundamental, de fundação mesmo. Lembro de minha mãe, quando ía visitá-la (já que fui criado por meus avós paternos), de sempre ter livros, revistas, jornais, HQs por cima da mesa da sala... Ela nunca me disse: leia isso, leia aquilo. Simplesmente eu a via lendo e passei a me espelhar nela, lendo de tudo um pouco: de livros, revistas, jornais, HQs, sim, até álbuns de figurinhas, almanaques do pensamento (distribuídos pelas farmácias, com curiosidades), até me associar na biblioteca pública da cidade e adentrar de vez, ainda na adolescência, no mundo mágico da Literatura e de lá nunca mais me exilar...
Fazendo o link com essa imagem poética de meu passado, utilizo a imagem abaixo, encontrada na linha do tempo do Twitter da amiga Vanize, que envolve três gerações de mulheres, e que lembra minha história de vida com minha mãe e meu filho, também um grande leitor:



Observação: A imagem acima, trata-se de fotografia de Candelaria Rivera, em 'Amor de Campo', na Nicarágua. E a legenda que consta lá é de citação de Paola Klug: "A minha avó dizia-me que quando uma mulher se sentisse triste, o melhor que podia fazer era entrançar o seu cabelo; de modo que a dor ficasse presa no cabelo e não pudesse atingir o resto do corpo".
Ler e escrever é saber entrelaçar as palavras que geram narrativas de vida, ficcionais ou não, digo eu.