quinta-feira, 15 de março de 2012
O primeiro seguidor e a rede social
O Primeiro Seguidor ! @comunicadores por comunicadores no Videolog.tv.
O vídeo acima, que serve como uma metáfora da rede social, foi indicação da colega e amiga Lisandra Sandini Beutler, educadora do NTE Santa Rosa - RS - Brasil.
Trata-se de vídeo da Agência Click, que utilizou o texto de Derek Sivers sobre Liderança e aplicou para as redes sociais, e que sugiro também a leitura do artigo Seguir também é ser líder, de autoria de Eduardo Cabral, postado no portal Comunicadores.
Veja link abaixo:
Seguir também é ser líder
O vídeo demonstra o quanto uma pessoa, por mais criativa e original, depende do primeiro seguidor para que se crie o embrião de uma rede social. A partir deste primeiro seguidor, outros vão se agregando e formando uma pequena rede que vai se ampliando a medida que mais vão aderindo aos objetivos da mesma.
Hoje, os educadores que aderiram as ferramentas como Twitter, Facebook, Orkut etc, criam suas redes a partir do conteúdo que divulgam. Todos tiveram um primeiro seguidor que já tinha os seus seguidores e dessas trocas, todos ganham e a educação lucra com experiências diversas, compartilhadas, via mundo digital.
Mal comparando, podemos dizer que o sucesso internacional do cantor e músico Michel Teló deveu-se muito aos seus ilustres seguidores e imitadores Neymar e Christiano Ronaldo, astros do futebol, que fizeram sua rede também seguir o cantor.
Quem sabe, um dia, outros ilustres sigam também os blogueiros educacionais...
quarta-feira, 14 de março de 2012
Menino de vidro (educação para o trânsito)
Glassboy from roni kleiner on Vimeo.
O vídeo Menino de vidro, foi indicação da colega e amiga Lisandra Sandini Beutler, educadora do NTE Santa Rosa - RS - Brasil.
Trata-se de animação de Roni Kliener para campanha sobre os perigos da velocidade no trânsito, através da frase "A vida é frágil. Reduza a velocidade". O objetivo é de conscientização para a redução da velocidade e do respeito as faixas de segurança (pedestre).
Um ótimo recurso para conscientizar, não apenas os atuais, mas como os futuros condutores de automóveis sobre os perigos do trânsito e do respeito aos limites impostos. Afinal, nem sempre temos ujma segunda chance, que nem num videogame, quando ocorre o "Game Over" na vida real.
As três lições de vida de Steve Jobs
O vídeo acima, que trata de famoso discurso de Steve Jobs em Stanford, para turma de formandos do ano de 2005, que foi indicação indireta, via Twitter de Tatiane Kielberman, de São Paulo - SP - Brasil, editora do blog When she danced. Um discuso breve, cerca de 14 minutos, com três grandes lições de vida, de um dos maiores inovadores e um dos responsáveis pelo mundo como hoje o vemos.
1ª história - Sobre ligar pontos. Ligar pontos olhando para frente e não apenas para trás. Pontos ligam você ao futuro.
Educa Tube: cada vez mais, não apenas na educação, como na sociedade, o fato de saber ligar pontos entre a casa e a escola, entre esta e o trabalho, estre este e a sociedade são fundamentais. Pontos que podem ser amigos em redes sociais, colegas em redes profissionais, enfim, saber fazer ligações diretas com pessoas com os mesmos ideais. Uma espécie de Corrente do Bem, como no filme que já foi destacado neste blog.
2ª história - Amor e perda. Encontrou sua vocação cedo na vida. Começou seu negócio na garagem da casa de seus pais e hoje vale mais de 2 bilhões de dólares a Apple. Foi demitido da própria empresa que criou. Recomeçou do zero. Não perdeu a fé. Amava o que fazia. Continuar procurando e não se acomodar. Educa Tube: Não existe motivação sem automotivação, saber aprender com os erros, sempre estar disposto a fazer coisas novas e significativas.
3ª história - Sobre morte. Aos 17 anos leu: "se você vive cada dia como se fosse o último, um dia você acerta". Fazer grandes escolhas. Saber dizer adeus. Não cair na armadilha do dogma. Aproveitar a vida. Escutar a voz interior. Seguir coração e intuição. Sejam tolos, sejam famintos.
Educa Tube: Lembrou-me esta 3ª história o professor Keating de Sociedade dos Poetas Mortos e seu Carpe diem, aproveitem a vida, enquanto são jovens, pois um dia todos serão apenas uma fotografia amarelada n'alguma parede ou algum álbum de retratos.
Enfim, 3 breves e profundas lições de vida de alguém que soube aprender com a própria vida, soube recomeçar do zero e transformar o mundo a partir de suas invenções... Um vídeo essencial para educadores e seus alunos assistirem em conjunto e ao final promover um debate sobre as ideias de Jobs eo mundo que ele nos legou... Abaixo, vídeo dublado do mesmo discurso.
http://youtu.be/nVA2OJ6pxGU
terça-feira, 13 de março de 2012
Cidade do Cérebro / Macaraíba - RN, por Miguel Nicolelis
O vídeo acima, trata-se de apresentação sobre a Cidade do Cérebro, de Miguel Nicolelis, neurocientista brasileiro, cotado para o premio Nobel, que está entre os vinte melhores do mundo, e que fala do seu projeto em Macaíba -
RN, na reunião conjunta das Comissões de Educação e de Ciência e Tecnologia, no Senado Federal Brasileiro, e foi indicação, via Facebook da educadora Solange das Graças Seno, de São Paulo - SP - Brasil.
A indicação partiu após eu compartilhar no facebook uma imagem com a seguinte frase de Carl Rogers: "Os educadores precisam compreender que ajudar as pessoas a se tornarem pessoas é muito mais importante do que ajudá-las a tornarem-se matemáticas, poliglotas ou coisa que o valha". Solange comentou que unir os dos saberes era melhor ainda, o que concordo plenamente.
Uma apresentação de 34 minutos que recomendo a todos os visitantes e seguidores do Educa Tube. Socializem na escola e na comunidade escolar... Para mostrar como é possível pensar e executar em uma escola do futuro, conceitos e ações vinculadas ao conhecimento e a prática...
Como disse Nicolelis, "não se inova por decreto". Sempre disse que comparo a construção do conhecimento como a construção civil, em que primeiro precisa-se fazer os alicerces e a estrutura básico da fundação de um prédio, debaixo para cima, para que depois o acabamento venha de cima para baixo...
O exemplo que Nicolelis dá sobre Steve Jobs, Albert Einstein e suas relações conflitantes com a escola tradicional é fato histórico a ser pensado e repensado...
E por falar em escola do futuro, sugiro leitura do artigo abaixo, indicado via Twitter pelo professor João Luis de Almeida Machado, editor do portal Vithais:
O futuro da educação ou a educação do futuro?
A indicação partiu após eu compartilhar no facebook uma imagem com a seguinte frase de Carl Rogers: "Os educadores precisam compreender que ajudar as pessoas a se tornarem pessoas é muito mais importante do que ajudá-las a tornarem-se matemáticas, poliglotas ou coisa que o valha". Solange comentou que unir os dos saberes era melhor ainda, o que concordo plenamente.
Uma apresentação de 34 minutos que recomendo a todos os visitantes e seguidores do Educa Tube. Socializem na escola e na comunidade escolar... Para mostrar como é possível pensar e executar em uma escola do futuro, conceitos e ações vinculadas ao conhecimento e a prática...
Como disse Nicolelis, "não se inova por decreto". Sempre disse que comparo a construção do conhecimento como a construção civil, em que primeiro precisa-se fazer os alicerces e a estrutura básico da fundação de um prédio, debaixo para cima, para que depois o acabamento venha de cima para baixo...
O exemplo que Nicolelis dá sobre Steve Jobs, Albert Einstein e suas relações conflitantes com a escola tradicional é fato histórico a ser pensado e repensado...
E por falar em escola do futuro, sugiro leitura do artigo abaixo, indicado via Twitter pelo professor João Luis de Almeida Machado, editor do portal Vithais:
O futuro da educação ou a educação do futuro?
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Corrente do Bem - a conta que muda o mundo (cinema, educação e rede social)
Estava zapeando canais de TV, de noite, quando eis que paro justamente na cena acima do filme Corrente do Bem, que já havia assistido tempo atrás, mas não com o enfoque educacional. Dessa feita, percebi o quanto é possível trabalhar cinema, educação e redes sociais através desta cena ou do filme como um todo.
A conta que pode mudar o mundo é bem simples, como na cena demonstra, mas para se atingir o resultado satisfatório requer que acreditemos no que pregamos, sejamos pais ou educadores...
Nós somos o elo de uma corrente e podemos dar continuidade ou quebrá-la, com nossas ações... Como educadores, temos ou deveríamos ter a consciência, como disse alguém certa vez, que não educamos para o Hoje, e sim para o Amanhã... Não ensinamos uma turma, mas uma geração! E como blogueiros educacionais não temos a dimensão de nossas ações no mundo real, a não ser quando alguém deixa algum comentário... Mas se socializamos nossa prática, divulgamos ações, atividades, projetos relevantes nossos, da escola e/ou de outros colegas, estamos ampliando a corrente e mostrando ao mundo virtual, o que a grande mídia desconhece ou não mostra no horário nobre...
A corrente do bem é pensar, não apenas em ações imediatas com resultados instantâneos, mas ações a médio e longo prazo, que sejam aplicáveis, sustentáveis e significativas... Mas pra isso, é preciso saber mediar o tempo, o espaço, os recursos, sujeitos e agentes envolvidos neste processo... Planejar tudo isso é preciso... Boas ações não se mantém com apenas boas intenções...
A corrente do bem não é criar grandes projetos - muitos mirabolantes e pouco executáveis - para concorrer a premiações, mas fazer coisas simples, autênticas e de uma praticidade que motive outros a também seguirem o exemplo, e ai, por si só, o reconhecimento virá...
E cada vez mais, num mundo cheio de estímulos visuais, para se envolver o aluno é preciso conhecer esse novo mundo do jovem... que é bombardeado por todo tipo de coisa, sem o devido acompanhamento dos pais... E a corrente do bem precisa necessariamente iniciar na família, continuar na escola e seguir nos demais ambientes sociais... precisamos ser o exemplo do que queremos propor.
A pedagogia do exemplo tem que começar sempre por nós, eis a conta que pode mudar o mundo, a começar pelo nosso próprio...
Aprendi com meu pai, que pintava sempre as mesmas paisagens, mas nunca os quadros eram iguais um ao outro, haviam tons e detalhes únicos em cada um... Assim deveria ser o ato de educar, repetir-se enquanto artista sem ser uma repetição da mesma obra... Múltiplos olhares sobre a mesma paisagem humana...
Disse César Coll: "Tão importante quanto o que se ensina e
se aprende é como se
ensina e como se aprende". Metodologia e didática adequadas áquele tempo e espaço propostos dão significado à prática escolar, que precisa promover significação para o aluno... Afinal, como declarou Carl Rogers: "Os educadores precisam
compreender que ajudar as pessoas a se tornarem pessoas é muito mais importante do que ajudá-las a tornarem-se matemáticas,
poliglotas ou coisa que o valha." Educar para o mundo e para a vida, antes mesmo que para o trabalho... O sentido da vida é justamente buscar um sentido, um significado para a existência, dentro de uma corrente, de uma rede social...
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segunda-feira, 12 de março de 2012
Deus Existe!
O comercial acima, Deus Existe!, feito pelo ministério da educação e ciência da República da Macedônia, descobri nas atualizações do Facebook da amiga Rosa Barros, psicoterapeuta holística do Rio de Janeiro - RJ - Brasil, editora do blog Refletindo.
Um ótimo material para discussão para formação de professores sobre didática e metodologia.
Já conhecia essa história sobre o debate de ideias entre o menino Albert Einstein e seu professor sobre se Deus existia. O professor afirmava que não, usando o raciocínio lógico, enquanto o futuro gênio Einstein retrucava, usando a mesma argumentação. Aluno que pergunta demais é considerado contestador, quando muitas vezes é apenas alguém querendo confirmar descobertas... Nem sempre o aluno está testando seu mestre, mas querendo respostas às dúvidas... Há que se saber separar uma coisa de outra...
Mais do que uma disputa de beleza, de ego, de religiosidade ou de sabedoria, é um pequeno debate de ideias a respeito da visão de mundo de cada um... Seja sobre teologia ou tecnologia... Que bom se tais debates pudessem fazer parte do cotidiano escolar, o que valorizaria o próprio processo de ensino aprendizagem...
O educador do século XXI não se apropria da verdade, mas estimula a descoberta da verdade de cada um... E do debate de ideias chega ao denominador comum... Mais que passar conteúdos previamente estabelecidos, é importante saber dialogar com o aluno, que tem acesso às informações na ponta dos dedos (via celular, tablet, notebook etc), mas que nem tudo que existe no mundo virtual é de fato real...
Salvo se for um gênio, toda informação acaba gerando conhecimento para todos... E estimular o debate, a oratória, a sustentação de ideias pelo aluno, auxilia a própria atuação do professor em sala de aula, pois estimula à leitura, à pesquisa, às trocas, usando ou não os meios eletrônicos.
Eu, particularmente, em projetos de aprendizagem em parceria com professores da rede pública, uso a sala de aula, o laboratório de informática, a biblioteca escolar e saídas de campo para mostar o mesmo tema, assunto e conteúdo em 4D, quatro ambientes distintos...
E sei que para uma geração audiovisual, tátil, móvel, dinâmica, tais possibilidades ampliam não apenas a metodologia como a didática, favorecendo a aprendizagem.
Morte e Vida Severina em desenho animado (TV Escola)
A belíssima animação acima, Morte e Vida Severina, faz parte do kit DVD TV Escola - 5º Volume, distribuído pelo MEC às escolas da rede pública brasileira, aqui em versão no You Tube, e que me foi indicada pela colega e amiga Lilian Baungratz de Oliveira, educadora de Santo Augusto - RS - Brasil, editora dos blogs Informática, Educação e Afins e Conhecendo Santo Augusto.
Morte e Vida Severina, um clássico brasileiro, de autoria de João Cabral de Melo Neto, nesta versão em desenho animado, é uma ótima oportunidade de trabalhar com alunos, não apenas literatura e lígnua portuguesa, mas história, geografia, artes, cultura, sociedade, meio ambiente e muito mais... Para atividades inter e multidisciplinares, em que dois ou mais professores podem agendar um mesmo tempo e espaço para interação com alunos e suas turmas, propondo ao final um debate sobre os temas vistos e discutidos, via animação. Observação: No You Tube há a ferramenta CC - tradução de legendas, ou inclusão das mesmas sobre os vídeos. É uma tradução literal, mas dá para entender... E pode ser usado em qualquer vídeo, basta procurar na extremidade inferior á dirita da janela de exibição do mesmo, clicar em traduzir legenda, escolher o idioma, dar Ok e pronto. É só esperar que a legenda troque automaticamente.
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domingo, 11 de março de 2012
A Tecnologia e a Família
O vídeo acima, A Tecnologia e a Família, foi indicação via Facebook da educadora Josane Batalha Sobreira, de Campinas - SP - Brasil, editora do Josobreira's Blog.
Um vídeo de Eliezer Castillho, que já chama a atenção pela citação de Elbert Green Hubart: "Uma máquina pode fazer o trabalho de 50 homens comuns. Porém, não existe nenhuma máquina que possa fazer o trabalho de um homem extraordinário".
De fato: as máquinas podem fazer múltiplos serviços, mas jamais poderão substituir a criatividade humana. Da mesma forma que não tem de forma alguma a substituição do professor presencial pelo Professor You Tube - aquele que faz um vídeo, tendo formação ou não - e que com esse acervo poderá substituir o educador em geral. Cabe aos educadores criativos gravarem suas aulas e disponibilizarem no You Tube para incentivar a outros fazerem o mesmo, e com essas trocas, favoverece a própria educação. Saber usar os recursos tecnológicos a seu fazer é o grande desafio do educador do século XXI.
Desde o surgimento da TV, muita coisa mudou na relação familiar, quando não só os pais, mas as mães, começaram a trabalhar fora e a televisão a ser o primeiro educador dos filhos, quando deveria ser o terceiro ou quarto, justamente depois dos pais, escola...
Hoje assistimos às crianças serem o reflexo do que veem nesses espelhos digitais... Telas que se parecem janelas virtuais... Todos são receptores... Recebem algo sem a devida contextualização dos pais. O papel social dos pais, como primeiros educadores da criança, precisa ser resgatado com urgência.
Apesar de tudo, a educomunicação - que é usar os recursos de comunicação, mídias etc em prol da divulgação de atividades escolares -, pode ser uma grande aliada dos professores no ambiente esoclar e na comunidade em geral.
O blog é uma dessas ferramentas que promove a interação entre professores e alunos, e também a comunidade escolar. O uso adequado da televisão no ambiente escolar também requer planejamento, para que não seja mera atividade recreatia de assistir a um vídeo, filme, desenho animado sem nenhuma proposta educacional...
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sábado, 10 de março de 2012
O Som do Silêncio (animação, educação e inclusão)
O video acima, O Som do Silêncio, da ONG brasileira Vez da Voz, conta a história de uma menina surda e de como uma criança com deficiência se relaciona com seus amigos não-deficientes na escola, e foi indicação, via Facebook da colega e amiga Lilian Baungratz de Oliveira, educadora de Santo Augusto - RS - Brasil.
Um vídeo para refletir sobre como lidamos com as pessoas ao nosso redor. Nem todos são iguais, na verdade, somo todos diferentes. Nesse vídeo, contado em forma de fábula, mostra como o som do silêncio aproxima os diferentes.
Assistam até o final e tenham uma bela surpresa... Sensível e criativo.
Um vídeo para trabalhar a questão da inclusão educacional, tecnológica e social em sala de aula e na comunidade escolar.
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sexta-feira, 9 de março de 2012
O ritual de passagem e a metáfora da educação
Ride Of Passage from The Animation Workshop on Vimeo.
A divertida animação acima, chamada Ritual de passagem, foi indicação da amiga Rosa Barros, psicoterapeuta holística do Rio de Janeiro - RJ - Brasil, editora do blog Refletindo. Curiosamente, ao assistir esse pequeno vídeo tive uma profunda reflexão sobre o papel do educador (seja pai ou professor) nesses ritos de passagem do aluno/filho, desde o rito de passagem inicial da casa para escola e desta para o mundo do trabalho. Dos ritos dentro da escola, de um ano para o outro, de uma turma para outra, de um professor para outro, de uma disciplina para outra... De como o professor precisa ser de certa forma um camaleão neste processo. A história é simples: Um menino de uma tribo precisa adentrar a floresta, munido apenas de lança, precisa caçar um animal selvagem para mostrar sua valentia e provar sua maturidade. O menino entra e logo se depara com um enorme lagarto. Logo percebe tratar-se de imenso e dócil camaleão, que lhe dá carona às costas para conhecerem juntamente com um sapinho aquele novo mundo. Diversas descobertas são feitas pelo trio, até que caem numa armadilha... E ai o dilema do menino, que sai por um espaço da rede e tem nas mãos uma pedra afiada: deixar o seu amigo preso à rede para mostrar sua coragem a tribo ou soltá-lo? Antes do final, que deixo para os visitantes e seguidores do Educa Tube assistirem por sua própria conta, eu contarei a história que li nas entrelinhas, com um olhar de educador mais do que tudo... Vi um menino saindo de casa e fazendo seu primeiro contato com um ser estranho, o professor, que às vezes pode ser ou parecer uma fera ou um dócil lagarto aos olhos imaginantes do aluno. Este educador precisa ser de fato um camaleão para passar seu conteúdo, seja se adaptando a cada turma, e mudando literalmente de cor, dependendo do contéudo e ano a serem vistos, seja transformando-se - como um camaleão - em diversos papéis sociais (psicólogo, assistente social, enfermeiro, pai substituto etc etc etc, coisa rara de NÃO aocntecer numa escola pública, habituada e habitada por diversos camaleões.) Na convivência na floresta o menino e o camaleão aprenderam um com o outro, e quando preciso, um ajuda ao outro. Eis o futuro da educação: a colaboração! Uma bela animação de Christian Rovinc-Andersen, que meu olhar de educador capturou uma outra história para usar nas formações de professores sobre o uso das tecnologias no espaço escolar e da convivência em comunidade.
Apresentação do vídeo no portal Vimeo:
Bachelor film project 2012 from The Animation Workshop.
animwork.dk/en/
facebook.com/#!/pages/The-Animation-Workshop-Official-Page/1045254...
Story
Toki's tribe expects him to bring home the head of the biggest animal possible. In return, he will receive honor and respect. However, this rite of passage does not turn out as planned. With the help of a colorful new friend, he achieves something much bigger.
By: Christian Bøving-Andersen, Casper Michelsen, Eva Lee Wallberg, Tina Lykke Thorn, Søren B. Nørbæk, Allan Lønskov, Jakob Kousholt, David F. Otzen
rideofpassagefilm.blogspot.com/
Lições que aprendi quando era pequeno, por Gordon B Hinkley
http://youtu.be/LQFED1tH0do
O vídeo acima, Lições que aprendi quando era pequeno, que descobri por acaso no You Tube, se o despirmos da religiosidade de cada um e o vestirmos com o sentido social e humano, da mesma forma teremos um relato comovedor que Gordon B. Hinckley conta a respeito de uma antiga história que seu pai contou a ele, sobre dois garotos que transformaram um dia comum de brincadeiras em algo para ser lembrado para o resto da vida. De fato, é impossível assistir sem se emocionar. Importante destacar o valor dos exemplos aos jovens. Neste caso, o mais velho impede que o outro esconda as botas e roupas do trabalhador, e trocam esse trote por algo mais solidário... Assistam até o final e vejam por si sós... Bom pra refletir sobre trotes violentos feitos em calouros, e de valorizar os chamados trotes solidários que lembra bem a mensagem do vídeo. Socializando...
quarta-feira, 7 de março de 2012
Venho de ontem (homenagem às mulheres de todos os tempos e espaços)
Acima Venho de ontem (Vego del ayer) e video-poema, ilustrando o poema de Yenny Londoño na voz de Mercedes Pérez e música de Carmina Burana, e foi indicação, via Facebook, da colega e amiga Elis Zampieri, professora da educação especial de Curitibanos - SC - Brasil, editora do blog Sobre Educação e colunista do portal INCLUSIVE.
Uma homenagem do Educa Tube, antecipando o Dia Internacional da Mulher (08/03).
Como belos versos e imagens contundentes, traz um apanhado da trajetória da mulher na sociedade, desde seus primórdios e um rico material para discutir justamente o papel fundamental da mulher em nosso cotidiano.
Apesar de estarmos no século XXI, a mulher ainda sofre opressão, discriminação, violência sexual, mutilações, perseguições, mundo afora, por questões políticas, sociais, religiosas, culturais etc.
Já fora consideradas bruxas, loucas, vadias, que trazem má sorte e tantas outras superstições e discriminações.. sempre servindo a todos.
Encaro esse vídeo-poema como um belo material contra todo tipo de injustiça e opressão... Abaixo, uma canção que marcou época (anos 1970), e que também serve para homenagear as mulheres de todos os tempos e espaços, na voz de Milton Nascimento, o clássico da MPB Maria, Maria.
terça-feira, 6 de março de 2012
Caminhos da Escola - Desafio Mesa Americana
A história da sociedade através da culinária, um dos desafios. Uma ótima de ideia de propor desafios, que partiu de educador Jarbas Novelino, de São Paulo - SP - Brasil, que escreveu a proposta inicial de Desafio Mesa Americana para o Programa Caminhos da Escola, do MEC. Os produtores, segundo ele, lhe davam créditos apenas "pedagógicos", mas, na verdade, ele criava as linhas gerais do Desafio e publicou o texto que funcionou como ponto de partida ao Desafio Mesa Americana no seu blog Boteco Escola: ensaios sobre uso de blogs em educação, veja link abaixo:
DESAFIO MESA AMERICANA
No vídeo acima, conforme apresentação no You Tube, "Esta edição especial traz o Desafio Mesa Americana na íntegra, com as três fases do quadro em um único programa.Se inicia um novo Desafio! Os alunos do CEEP Newton Freire Maia em Curitiba-PR vão encarar o Desafio Cozinha Americana, em que terão que montar um cardápio com ingredientes originários das Américas."
Fonte: http://tvescola.mec.gov.br
Escola Games
Descobri o portal Escola Games (imagem acima), através de indicação do Twitter, do portal Canal do Ensino, que tabém recomendo visitação.
O Escola Games é, conforme apresentação do Canal do Ensino, "um site gratuito de jogos educativos para crianças a partir de 5 anos e todos os jogos são desenvolvidos com acompanhamento pedagógico para que elas aprendam brincando".
Lá possui "37 jogos educativos para crianças a partir de 5 anos, cujos temas se relacionam à língua portuguesa, à matemática, à geografia, à história, à ciências, ao inglês e ao meio ambiente", conforme link abaixo:
ESCOLA GAMES - JOGOS EDUCATIVOS
ESCOLA GAMES - JOGOS EDUCATIVOS
Causa perdida (música e educação)
Aviso aos navegantes: não existem causas perdidas, se nos dispomos a sonhar e lutar por elas... Causas são como calças, precisamos vestí-las... Vestir uma calça no corpo, vestir uma causa na alma... Eis o segredo que aprendi com o tempo... E educar é saber que não existe aluno que não aprenda, existem tempos diferenciados de aprendizagem... E um dos caminhos que favorecem o processo de ensino aprendizagem com alunos de uma geração audiovisual é justamente a música, os vídeos, os vídeoclipes que unem música, dança, pequenas histórias cantadas como se fossem curtas-metragens... Saber explorar esse pequeno universo pode ampliar horizontes e fazer com que causas perdidas tenham solução...
Abaixo, letra traduzida, da referida canção: Lost Cause - Beck http://letras.terra.com.br/beck/65850/traducao.html
segunda-feira, 5 de março de 2012
Escola da Vida (cinema e educação)
A Escola da Vida é um daqueles filmes despretensiosos que encantam justamente por isso...
A história começa com a narração de Dylan, um aluno que tem o pai e o avô como professores da escola. O avô, chamado de Norman "Tormenta" Warner, por 43 anos consecutivos ganhou o prêmio de Professor do Ano. De repente, acometido de mau súbito, vem a falecer. Eis ai a grande chance de Matt Warner, o filho, que viveu todos esses anos à sombra do pai. Porém, dois meses depois, chega o professor substituto de História, chamado Michael De Angelo, ex-aluno da instituição, que com seu jeito irreverente, criativo e original, conquista rapidamente o carinho, a atenção, o respeito e a admiração de todos, de alunos a professores.
Matt, professor de Ciências, vê ameaçado o seu sonho de tornar-se Professor do Ano. Sr. D, como é chamado, não se importa com prêmios, se diverte com as aulas, encenando episódios da História Norte-Americana. Veste-se de Lincoln para representar a Guerra Civil Americana no pátio da escola, ora se traveste de Indiana Jones para falar de arqueologia e civilizações antigas... Uso o farto imaginário do aluno em seu proveito, promove mudanças na distribuição das cadeiras e classes na sala de aula, colocando os alunos em círculo e ele se colocando no centro, numa poltrona giratória.
Motivador, Sr. D brinca com os alunos, usando a linguagem e o conhecimento de mundo, mas principalmente o mundo do aluno. Enquanto isso, Matt é mais tradicional, e a cada gracejo de um aluno, manda-o para a direção.
Conciliador, o Sr. D percebe que certo aluno é gago e tímido e ao apresentá-lo aos demais, diz que todos são diferentes e especiais. Por dominar o conteúdo tenho o domínio de classe, calcado em metodologia e didática adequadas àquele público. O Sr. D. brinca, faz piada, se diverte, mas tabém fala sério... E pergunta a turma: Quanto tempo nós temos? A resposta a questão, amigos - diz ele -, não está no relógio. Não muito - continua -, é esse tempo que nós temos, conclui, promovendo a reflexão do alunado. E estabelece a seguir um pacto com a turma: De agora em diante, cada minuto, cada segundo é valioso. Estabelecer esse acordo, ora expresso, ora tácito com o aluno é importante, desde o início de uma atividade, projeto, ano letivo...
Com Matt, alunos colam, com Sr. D. , ele brinca, escrevendo a palavra "Cola", na sola do sapato, na janela de persiana e outros locais da sala de aula, durante a prova, de uma forma bem humorada... Enquanto isso Matt continua a levar alunos para a direção da escola e contesta a avaliação do Sr. D., mesmo este recebendo uma premiação externa.
Quando Sr. D. adoece e precisa se afastar da escola - substituído pela Sra. Hunt -, Matt vê ai a oportunidade de recuperar o terreno perdido, rumo ao cobiçado prêmio de Professor do Ano, e passa a imitar os recursos utilizados pelo seu "adversário". Porém, imitar não é inovar... para ser criativo, tem que ser original, ou acreditar profundamente no que faz. Sem o mesmo jeito natural do Sr. D., Matt não consegue colher mesmos frutos. Mas eis que, ao saber da gravidade da doença do professor, Matt muda... Começa a ser mais autêntico e a falar com o coração aos alunos... Diz que todos tem um pedaço de cada professordentro de si, basta procurar. Aos poucos os alunos começam a conhecer um novo professor... Matt chega a reconhecer que existem professores que transformam outros professores com seu jeito de ser... E começa a pedir ajuda aos alunos para as atividades em sala de aula... Para mudar é preciso querer mudar...
Mas a cena mais emblemática de todo filme e que resume esse choque de gerações e de metodologias e didáticas é quando o prof. Matt, como o Sr. D., resolve ajudar ao time de basquete da escola, sem ter muito conhecimentos da tática do esporte. Tem boa vontade, entusiasmo, consegue motivar a turma, mas quando lhe perguntam o que fazer quando perderem a bola, diz, depois de alguns segundos: façam a Defesa Fred Astaire. Mas o que é Fred Astaire?, pergunta um dos alunos. Evidentemente que Matt utiliza seu imaginário de quando ainda era aluno para trabalhar com alunos que jamais ouviram falar deste famoso ator e dançarino do cinema... Não tinha significação alguma aquela expressão para os alunos. Já o r. D. usava expressões, frases, se vestia como Indiana Jones, Luke Skywalker (da série Guerra nas estrelas) e outros personagens do imaginário do aluno... Não são os alunos que devem ir para "Em algum lugar do passado" de seu professor, mas sim, este ir "De volta para o futuro" de seu alunado... Enfim, didática e metodologia que levem em conta o conhecimento prévio do aluno, seu imaginário, seu mundo e linguagem são as ideiais...
O final do filme? Bom, assistam, pois embora o filme tenha um tom humorado e descompromissado, trouxe grandes reflexões e lições a este educador...
domingo, 4 de março de 2012
Homens versus Mulheres e as diferenças de gênero
A animação acima, Hombre Vs Mujer - Las diferencias, com direção e roteiro de Bruno Bozzetto, foi indicação via facebook da colega e amiga Elis Zampieri, professora da educação especial de Curitibanos - SC - Brasil, editora do blog Sobre Educação e colunista do portal INCLUSIVE.
Como consta na apresentação do vídeo no You Tube:
"Cuál es la diferencia entre los hombres y las mujeres? Cuán diferentes somos? Estereótipos?"
Um vídeo que além de divertido, rende mesmo, como bem colocou a Elis, no Facebook, uma discussão sobre gêneros.
Homens e mulheres, aparentemente possuem bio e um algoritmo diferenciados. recentemente uma reportagem de programa dominical mostrou como homens e mulheres veem a questão espacial. Enquanto os primeiros pensam em distância, as mulheres elegem marcadores em seu caminho, por isso mesmo, talvez, consigam se localizar melhor, tenham melhor orientação. Homens pensam no todo, mulheres no detalhe. Homens, em sua maioria, salvo exceções, pensam de forma focal, uma tarefa de cada vez... Mulheres conseguem ser multifocais, multitarefas e multifuncionais, antes mesmo que equipamento com este nome fosse inventado. A multifuncional clássica é uma máquina que faz três os mais funções (impressora, fotocopiadora e scanner). mulher multitarefa é mãe, esposa, dona de casa, primeira educadora de todo mundo, além da profissão que resolva seguir... Apesar disso, dessa multifuncionalidade, a maioria das mulheres ainda ganha menos que um homem, na mesma função, ou seja, apenas de profissional, sem os encargos domésticos e tudo mais.
Conhecer essas questões e diferenças auxilia a execução de projetos coletivos em sala de aula, mesclando meninos e meninas em grupos. Todos acabam aprendendo uns com os outros, através de suas diferenças e das coisas que têm em comum.
Que bom que existem diferenças, pois é justamente na diferenaça que estabelecemos as convergências, pois é necessários olhares diferenciados sobre o mesmo foco para que a aprendizagem sea mais ampla e significativa a todos...
A animação acima, se presta a outras reflexões, esta é a minha pequena contribuição.
sábado, 3 de março de 2012
Um Sonho Possível (cinema e educação)
O trailer acima é do filme Um Sonho Possível, estrelado do Sandra Bullock, que dá muita autenticidade ao relato verídico de Michael Oher ou Big Mike, e que considero um ótimo material para trabalhar com alunos e nas formações de professores. Mais uma indicação da série CinEducação, para sugerir no menu de marcadores outros filmes que envolvem cinema e educação, didática e metodologia escolar. Filme que tem nome original The Blind Side, algo como O Ponto Cego, espaço que não é vislumbrado pelo olhar. Educar é encontrar esse spontos cegos e propor soluções...
Big Mike é um jovem corpulento e alto que tem um talento natural para os esportes, principalmente o futebol americano, entretanto, devido a uma vida de privações, sem lar, vivendo de abrigo em abrigo e fugindo sempre para encontrar a mãe drogada, acaba vagando um dia pela rua, num dia de chuva, quando a socialite Leigh Anne Tuohy, passando de carro com a família, vê aquela cena e se apieda do rapaz, levando para passar uma noite em sua casa (mansão).
Big Mike é acomodado no sofá da sala que custa a "módica" quantia de 10 mil dólares. E com o tempo acaba sendo adotado pela família de posses como se fosse um filho seu. Numa das cenas mais emocionantes, quando Leigh adapta um dos cômodos para quarto dele, com uma cama nova e pergunta se é confortável, o jovem diz que nunca teve uma cama. Leigh é bem-vinda ao mundo real de Big Mike. E a cada interação uma aprendizagem mútua... Na reunião semanal com suas amigas socialites, Leigh ao ouvir uma delas dizer que ela mudou a vida do rapaz, retruca: "Não, foi ele que mudou a minha vida". De fato, as pessoas entram umas nas vidas das outras, cada qual com o seu papel transformador. A cada interação, nunca mais somos os mesmos, cada qual transforma-se ou pra melhor ou pior, dependendo do grau de afetividade e envolvimento...
O filme Um sonho possível mostra como, apesar de todas as carências e dificuldades, é possível superar a todas, desde que se tenha um lar, uma família comprometida com o bem estar de uma criança/jovem. Com isso até certas limitações de aprendizagem são possíveis de superação em função dessa união. Comovedor quando Leigh recupera a contação de histórias para o filho menor SJ, mas visando atingir Big Mike, que nunca teve alguém para lhe contar histórias, quando menino, e isso é fundamental para desenvolver raciocínio, afetividade, imaginação e a própria aprendizagem, que nele era tão comprometida. A história escolhida não poderia ser mais apropriada: O Touro Ferdinando, uma história que conta a vida de um touro imenso, mas que adorava flores e era pacífico demais, um incrível paralelo com a vida de Oher, um imenso jovem que tirava notas baixas em todas as disciplinas, mas que tinha a incrível média de 98 em Instintos Protetores. Esta informação será ponto chave para que Leigh consiga motivá-lo a enfrentar os desafios de um esporte calcado na força bruta, conseguindo a façanha que nem o treinador do time de futebol tinha atingido. E é também uma cena emblemática, quando no treinamento do time da escola, Leigh ensina a Big Mike as posições do jogo, associando a afetividade familiar. E mais divertido e didático, quando explica ao treinador que ele precisa conhecer seus alunos/jogadores primeiro, antes de pensar estratégias de jogo. Bingo! Ponto para a educadora Leigh, a mãe adotiva do Oher. Conhecer o universo do alunado é ponto pacífico e essencial para o educador pensar didáticas e metodologias adequadas de interação, independente do ambiente, mas tendo a consciência de que espaços diferenciados (casa, sala de aula, laboratório de informática, quadra de esportes etc) requerem formas diferenciadas de interação.
Outra cena emblemática é o treinamento auxiliar, feito em casa, por seu irmão adotivo SJ, que utiliza fracos e vidros em conserva para explicar a sistemática do jogo de futebol a Oher, já que todos observam que ele tem uma percepção visual aguçada. Leigh é a primeira pessoa a descobrir que Michael joga melhor quando enxerga o que precisa fazer e por isso sempre propõe a associação visual ligada a tática a ser empregada. Talvez ai o Ponto cego a ser atingido... Educar é propor caminhos...e enfrentar os pontos cegos da prórpia aprendizagem
Por fim, um fator que mostra a diferença no quesito educação... Para que Michael seja contratado por um grande time universitário, precisa obter uma média satisfatória nos estudos, o que força a família adotiva a contratar uma professora particular Donna Sue (interpretada pela talentosa Kathy Bates) para tentar essa façanha...
Em um dos momentos mais simbólicos do filme, Sean, o pai adotivo, consegue fazer com que Oher entenda e interprete uma poesia, a partir de sua declamação, fato que nem a professora particular tinha conseguido. Não podemos ser bons em tudo, contudo, para alguma coisa temos uma vocação natural... Todos somos educadores e há didáticas e metodologias que funcionam e outras não. Ter essa sensibilidade para perceber isso é fundamental ao educador do século XXI, para trabalhar de forma inter e multidisciplinar, o que favorece a supressão dos pontos cegos do saber, trabalhando coletivamente com outros educadores e colaborativamente com os alunos. Conhecer profundamente o aluno, requer tempo, paciência e muitas vezes troca de ideias com a família, os colegas e outros educadores. Voltando ao quesito educação e seu diferencial: enquanto nos EUA, o esporte está interligado em todos os níveis escolares e para se jogar futebol americano ou outro esporte na universidade, por mais talentoso que seja, é preciso ter notas boas na escola, aqui no Brasil, muitos largam a escola para jogar bola... E a educação física ainda não é um projeto social e educacional concreto, dependendo muito de alguns educadores que fazem esse diferencial... A exceção e não a regra...
Enfim, um filme para se ver, rever, refletir, divulgar, socializar com alunos e filhos, entre professores e pais, gestores escolares e públicos e formadores de professores, e toda a comunidade escolar.
Fonte: http://youtu.be/qacQrxVl0Xo
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quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012
Contrato de Risco (Stingray): televisão, rede social e educação
Imagem acima de STINGRAY ou Contrato de Risco, seriado que passou na TV aberta entre 1985 e 1987, e que lembrei recentemente por ser, ao meu ver o embrião de uma curiosa rede social, ainda que ficcional. Um homem misterioso que resolvia casos intrincados graças a ajuda de pessoas das mais variadas classes sociais e profissões, que lhe deviam favores. Favores estes nunca cobrados em moeda corrente. Apenas era pedido um favor futuro, caso necessitasse.
Atualmente, meu papel nas redes sociais tem sido este, de ajudar pessoas sem nada cobrar e quando preciso contar com o apoio também gratuito e generoso de amigos e colegas, tanto no mundo virtual como no real. Já perdi as contas de quantas vezes me pediram ajuda e de quantas solicitei auxílio à minha rede...
Cada vez mais tenho a convicção que o futuro da educação e da própria sociedade é compartilhar essas dúvidas e certezas, uns com os outros. E mais: que os educadores precisam saber trabalhar cooperativamente entre si e coolaborativamente com seus alunos... Trabalho cooperativo pressupõe mesmo nível de conhecimento e o colaborativo, em que necessite de um mediador.
Vejam abaixo resumo da série Stingray ou Contrato de Risco e me digam se educar, cada vez mais, não é um contrato de risco que requer o acerto entre as partes (educador e educandos) para que o resultado seja satisfatório para todos...
SINOPSE DO SERIADO STINGRAY OU CONTRATO DE RISCO:
Stingray ou Contrato de Risco foi uma série de televisão, do gênero drama e crime, produzido e criado por Stephen J. Cannell, estrelado por Nick Mancuso como Ray, que morava na Southen California e dedicava sem tempo para ajudar as pessoas em dificuldades. Ray era um sujeito meio sombrio e muito pouco era conhecido dele. Ele colocava anúncios em jornais oferecendo seus serviços em troca de outros favores quando os necessitar. Ray não cobrava dinheiro, mas extraia a promessa com antecedência de seu cliente que o reembolsaria em algum futuro próximo executando um outro favor, talvez fácil ou difícil, a pedido de Ray. Quando a série tem início Ray, aparentemente já havia extraído várias promessas de outros clientes, o que lhe permitia solicitar vários outros favores ao longo dos episódios. Ray era um bom motorista, artista marcial, possuía memória fotográfica, adotar diversas personalidades e um excelente encobridor de seus rastros e de sua identidade. Em várias ocasiões, os clientes e as autoridades do governo achavam que haviam descoberto sua verdadeira identidade, mas depois descobriam que estavam completamente enganados. O espetáculo foi apresentado originalmente nos Estados Unidos pela rede NBC, entre 14 de julho de 1985 a 8 de maio de 1987, num total de 23 episódios, de aproximadamente 60 minutos cada e um telefilme em duas partes e no Brasil através da Rede Globo e também pela TV a cabo Sony. A série foi introduzido por um episódio piloto, em duas partes intitulada "Stingray" que foi apresentada pela NBC, nos Estados Unidos, no dia 14 de junho de 1985, contendo 120 minutos de duração e narrava a história de uma promotora pública muito atraente que pede ajuda a Ray para lidar com um criminoso mexicano responsável por seqüestro e morte de várias pessoas. A série semanal propriamente dita começou a ser exibida no dia 11 de março de 1986, com o episódio denominado "Anciente Eyes", que narrava as história de Ray na trilha de um pesquisador desaparecido, quando descobre uma fazenda de maconha, cujos proprietário matavam os trabalhadores quando a colheita acabava. Este seriado não deve ser confundido com uma outra série de marionetes, também chamada "Stingray", produzida na Inglaterra na década de 60, que fez um enorme sucesso em diversas partes do mundo. O seriado Stingray a qual estamos narrando trata-se de uma produção norte-americana do gênero crime e investigação e que coincidentemente possui o mesmo nome.
SINOPSE DO SERIADO STINGRAY OU CONTRATO DE RISCO:
Stingray ou Contrato de Risco foi uma série de televisão, do gênero drama e crime, produzido e criado por Stephen J. Cannell, estrelado por Nick Mancuso como Ray, que morava na Southen California e dedicava sem tempo para ajudar as pessoas em dificuldades. Ray era um sujeito meio sombrio e muito pouco era conhecido dele. Ele colocava anúncios em jornais oferecendo seus serviços em troca de outros favores quando os necessitar. Ray não cobrava dinheiro, mas extraia a promessa com antecedência de seu cliente que o reembolsaria em algum futuro próximo executando um outro favor, talvez fácil ou difícil, a pedido de Ray. Quando a série tem início Ray, aparentemente já havia extraído várias promessas de outros clientes, o que lhe permitia solicitar vários outros favores ao longo dos episódios. Ray era um bom motorista, artista marcial, possuía memória fotográfica, adotar diversas personalidades e um excelente encobridor de seus rastros e de sua identidade. Em várias ocasiões, os clientes e as autoridades do governo achavam que haviam descoberto sua verdadeira identidade, mas depois descobriam que estavam completamente enganados. O espetáculo foi apresentado originalmente nos Estados Unidos pela rede NBC, entre 14 de julho de 1985 a 8 de maio de 1987, num total de 23 episódios, de aproximadamente 60 minutos cada e um telefilme em duas partes e no Brasil através da Rede Globo e também pela TV a cabo Sony. A série foi introduzido por um episódio piloto, em duas partes intitulada "Stingray" que foi apresentada pela NBC, nos Estados Unidos, no dia 14 de junho de 1985, contendo 120 minutos de duração e narrava a história de uma promotora pública muito atraente que pede ajuda a Ray para lidar com um criminoso mexicano responsável por seqüestro e morte de várias pessoas. A série semanal propriamente dita começou a ser exibida no dia 11 de março de 1986, com o episódio denominado "Anciente Eyes", que narrava as história de Ray na trilha de um pesquisador desaparecido, quando descobre uma fazenda de maconha, cujos proprietário matavam os trabalhadores quando a colheita acabava. Este seriado não deve ser confundido com uma outra série de marionetes, também chamada "Stingray", produzida na Inglaterra na década de 60, que fez um enorme sucesso em diversas partes do mundo. O seriado Stingray a qual estamos narrando trata-se de uma produção norte-americana do gênero crime e investigação e que coincidentemente possui o mesmo nome.
Como treinar o seu dragão (cinema e educação)
A cena acima, da animação Como treinar o seu dragão , apresenta o universo do cinema que pode ser utilizado na educação, seja o longa-metragem com os alunos, seja fragmentos e cenas na formação de professores, quanto à didática e à metodologia. Já assisti duas vezes a essa animação que possui belo visual, cenas divertidas e motivadoras, com uma mensagem universal.
Soluço, o menino viking não é o modelo de guerreiro que seu pai - Estoico, o imenso - deseja, a começar por não gostar de matar dragões. Moram numaa pequena ilha que é frequentemente assolada por furiosos dragões... Soluço é aprendiz do mestre de armas Bocão e uma noite, resolve por conta própria ajudar a defesa da aldeia, atingindo sem querer um dragão com seu arpão. O menino tenta agradar o pai, mesmo sem vocação. Soluço treina com outros recrutas - dentre eles a menina Astrid - a como enfrentar os dragões.
No dia seguinte, sempre acompanhado de seu bloco de anotações, onde escreve e desenha sobre o mundo ao redor, encontra o dragão que atingiu na noite anterior. Diz que é viking e que vai matar o dragão e arrancar seu coração, mas apieda-se e o solta das redes. O pequeno dragão voa com dificuldade, com a calda machucada. Da convivência que estabelece diariamente com o dragão ferido, apelidado de Banguela, observando-o de longe, e com os recrutas, nos treinamentos sobre como matar dragões, percebe que o conhecimento que todos têm sobre dragões não é o mesmo que ele estabelece com o seju dragão de estimação, e desse conhecimento, acaba se valendo para enfrentar os dragões cativos em seu treinamento, logo se tornando especialista na questão. A observação é essencial para estabelecermos qualquer tipo de interação no mundo real, seja com pessoas ou "dragões". É preciso em parte ser um eterno aprendiz, munido de bloco de notas para fazer registro dessas expedições... E conhecer os "cuspidores de fogo pelas ventas", para poder estabelecer uma efetiva comunicação.
Soluço percebendo problemas de aerodinãmica no voo de Banguela, por conta de seu machucado, pensa e cria um dispositivo mecânico para suprir essa lacuna. Mas precisa colocar em prática e voar. Assim o educador também precisa de, munido do conhecimento empírico e das observações, colocar em prática as soluções que acha convenientes, isso se chama estágio inicial... de qualquer tipo de interação social. Mais, Soluço procura um livro antigo, que resgistra todo conhecimento da aldeia sobre dragões - exceto o Fúria da Noite - que ninguém sabe nada a respeito. Os demais recrutas recusam-se a ler esse livro. Hoje, essencial ler, e ler muito sobre o tema que iremos abordar. A falta de leitura cria o "achismo", o experimentalismo sem amparo suficiente e os equívocos de interpretação, os conceitos relativos, os pré-conceitos e os preconceitos...
Ao levar peixe para alimentar o dragão, Soluço estabelecer um contato e contrato de confiança - é preciso alimentar os sonhos e o conteúdo de quem convive conosco também para ambos alçarem voos longos... Ao acoplar o mecanismo composto de aba de couro, que simula parte da calda machucada, que é presa por cinto, Soluço acaba voando junto com Banguela pelos céus, um dependendo do outro... Parceria. Os dois vão aprendendo um com o outro: Soluço a voar, e o dragão a reaprender a voar... Aprendizagem constante e continuada... Em um mundo dinâmico, não batsa voar é preciso reaprender a voar constantemente, reciclar, se atualizar, pois as coisas mudam. Como li certa vez: cuidado se sabe todas as respostas, pois as perguntas podem mudar. Fato!
No retorno do voo, o pai Estoico, sabendo das façanhas no domínio de dragões, dá a Soluço seu elmo, para seguir a tradição familiar... Ou seja, matar dragões... Soluço e Banguela, a cada voo passam a ter uma visão panorãmica do mundo, lá do alto... E descobrem o ninho do dragão imenso... Soluço quer mostrar outra realidade à sua aldeia, que resiste em mudar o pensamento sobre o mundo e as coisas. O menino descobre que nem todos os dragões são iguais - assim como as pessoas. Assim como os alunos e os próprios professores, cada um tem seu jeito de ser e é preciso estabelecer uma forma de comunicação entre ambos... É preciso que cada qual conheça o mundo do outro... O professor precisa conhecer o universo do aluno e este saber que existe vida antes da informática e da internet e que o conhecimento humano é fruto das sucessivas gerações...
Por fim, unindo o conhecimento adquirido, com o trabalho coletivo de seus amigos recrutas, Soluço lidera seu povo junto ao ninho do temido dragão gigante, conseguindo a redenção com o pai. O filme é um pouco diferente do livro de Cressida Cowell, conforme atesta a crítica literária/cinematográfica (vídeo abaixo), assim como são diversas as adaptações da literatura para o cinema, pois são mídias diferentes e requerem muitas vezes esses ajustes para poder contar uma boa história no formato diferenciado. O que importa é que a história de Como treinar o seu dragão traz uma mensagem universal, que serve bem seu uso na educação, a medida que valoriza a observação, a anotação, a experimentação das coisas ao redor.
Como dito no início desta postagem, um ótimo material para ser usado com alunos, mas também na formação de professores, para tratar de didática e metodologia. Mais uma postagem da série CineEducação, que reúne cenas ou filmes inteiros para tratar de temas relacionados ao cinema e à educação.
CABINE LITERÁRIA - análise crítica do livro
http://youtu.be/uQVJIV-kvy0
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terça-feira, 28 de fevereiro de 2012
A beleza da polinização
O vídeo acima, chamado A beleza da polinização, foi indicação, via Facebook, da amiga Rosa Barros, psicoterapeuta holística do Rio de Janeiro - RJ - Brasil, editora do blog Refletindo.
Trata-se de mais que um belíssimo vídeo com cenas de polinização, mas como a evidência maior de uma força superior que rege o universos, como se este fosse mesmo um imenso sistema operacional com seu algoritmo próprio. Tudo funciona com perfeição, os ciclos, os ecossistemas, tudo feito para funcionar como uma engrenagem harmoniosa...
Cabe à humanidade perceber e respeitar esse sistema perfeito e preservá-lo, enquanto ainda é tempo.
Um rico material, não apenas para tratar meio ambiente e educação ambiental, mas para tratar de relações humanas e sociais, de trabalho coletivo, como em colmeia, etc.
Um divino material como prova da presença de Deus - independente da crença de cada um - entre nós... Amém.
Como diz o slogan da apresentação no You Tube: We are all dependent to each other. Taken from TEDTalks
Nós somos todos dependentes um do outro.
Endosso, adoço e repasso...
Como escreveu Erico Verissimo em sua autobiografia Solo de clarineta, existem escritores que são fecundantes de outros escritores. Parafraseando-o, digo que existem educadores polinizadores de outros educadores, que graças ao seu fazer pedagógico estimularam a outros alunos seguirem sua profissão e vocação. Sim, há que se distinguir profissão de vocação, pois a primeira é um cargo e a outra uma função. Nem todo professor é um educador. Educar é dialogar, é polinizar ideias e ideais em uma turma, como flores num jardim. Algumas se abrirão e colorirão os dias de outros; outras secaram ou servirão de modelos para naturezas mortas em pinturas estáticas de paredes mofadas...
Educar é fazer florescer o saber prévio, que o aluno traz de casa, aliado ao saber formal que aprenderá na escola... :-))
Como diz o slogan da apresentação no You Tube: We are all dependent to each other. Taken from TEDTalks
Nós somos todos dependentes um do outro.
Endosso, adoço e repasso...
Como escreveu Erico Verissimo em sua autobiografia Solo de clarineta, existem escritores que são fecundantes de outros escritores. Parafraseando-o, digo que existem educadores polinizadores de outros educadores, que graças ao seu fazer pedagógico estimularam a outros alunos seguirem sua profissão e vocação. Sim, há que se distinguir profissão de vocação, pois a primeira é um cargo e a outra uma função. Nem todo professor é um educador. Educar é dialogar, é polinizar ideias e ideais em uma turma, como flores num jardim. Algumas se abrirão e colorirão os dias de outros; outras secaram ou servirão de modelos para naturezas mortas em pinturas estáticas de paredes mofadas...
Educar é fazer florescer o saber prévio, que o aluno traz de casa, aliado ao saber formal que aprenderá na escola... :-))
Aprendizagem e Criação em Rede
Aprendizagem e Criação em Rede from Weslei Vianna on Vimeo.
O vídeo acima, Aprendizagem e Criação em Rede, foi indicação indireta, via Twitter de Debora Sebriam, Master em Engenharia de Mídias para a Educação, professora, multifuncional, em São Paulo - SP, Brasil e editora do blog Internetando. Trata-se de vídeo de Weslei Vianna referente palestra com Augusto de Franco sobre redes sociais. Um potimo material para quem já atua em redes sociais e/ou para quem deseja ingressar no mundo virtual. Traz conceitos e desmistifica outros, como Interação e Participação... Augusto diz que "Somos formados para o mundo centralizado (educação ainda é centralizada). Mas o mundo cada vez mais distribuído." Que "A natureza se adapta ao próprio meio" e que existe "A ilusão do mundo único... Quando se está em rede, o seu mundo é a sua rede." Para ele existem "Muitos mundos, através das diversas formas de comunicação..." A "Broadcast - Rede, que dá essa ilusão de mundo único." Mas afinal o que é Rede? Segundo De Franco, é preciso saber a "difereneça entre descentralização e distribuição, entre participação e interação... entre o site da rede e a rede; facebook e tuiter são os sites da rede, a rede social são as pessoas interagindo e não a rede/ferramenta". A seguir, mostra o diagrama de Paul Baran que trata das estações de trabalho, em que o primeiro modelo é o centralizado, em que a rede possui um centro único, na descentralizada, muitos centros... e na distribuída ocorre uma distribuição de tarefas a maneira dos neuronios conectados no cérebro, múltiplas conexões". Conforme Augusto, "99% das organizações são descentralizadas, não há um link direto" com a chefia maior. E que "Redes mais distribuídas que descentralizadas são multiplos caminhos de chegar." E ainda afirma que "não são as pessoas que fazem a diferença mas a maneira como são distribuídas", no que concordo plenamente. A escola não é distribuída, muitas vezes é centralizada na figura do diretor ou descentralizada em outros centros que nem sempre se comunicam ao mesmo tempo e espaço. Para De Franco "participação é reunião, uma parte de um negócio, cuja as regras já existiam antes da interação dele. Interação é conviver" e dá o incrível exemplo do torpedo/sms e seu papel social em diversos eventos mundiais, como recentemente no conflito que depôs o ditador Mubarak, no Egito, em que a Rede de Internet foi bloqueada pelo governo, mas que através de torpedos, as pessoas mantiveram contato. É o que chama de modelo p to p, ou people to people, pessoa para pessoa... Penso que o uso sitemático e distribuído de sms no espaço escolar e fora dele, por professores e alunos - desde que haja um programa de barateamento ou isenção disto, tipo o professor cadastrar sua turma numa empresa de telefonia e pague um centavo, ou sejam todos isentos - seria grande revolução na educação, pois poderiam ser envados arquivos no formato Podcast, com áudio, que seriam editados via programas como Audacity, em que basta ter um computador e um microfone e fazer um arquivo de som, como atividade complementar e enviar aos alunos. Estes pediram reenviar suas produções e todo esse rico material ficar armazenado, ou na Nuvem, ou nalgum computador, HD externo etc. Mas para isso, requer uma distribuição que venha de cima para baixo, em que o professor é um dos elos dessa Rede, que requer comprometimento do gestor escolar, o gestor público, toda equipe diretiva, corpo docente e discente, comunidade escolar e sociedade. Entretanto, atualmente, por desconhecimento ou receio, fones celular e várias m´dias e redes sociais são proibidas no espaço escolar... De Franco demonstra que "só somos pessoas por que imitamos outra pessoa, uma criança não sobrevive sozinha. Aprendizagem é imitação, baseado num fenômeno não voluntário, mas da interação social". E remetendo-me à formação de professores, vejo também que é preciso distribuir a Rede, não penas lógica e sem fio, no que tange à informática, mas a rede social da própria esocla, usando ou não as tecnologias... prover e promover espaços físicos e temporais de diálogo entre os educadores, para roca de experiências, dúvidas e certezas. Afinal, por imitação, primeiro reproduzindo o que o colega fez, depois produzindo o próprio conteúdo, ai sim, a Rede será melhor distribuída, outros educadores poderão conhecer o trabalho do colega, que às vezes mal tem tempo de dizer bom dia, que trabalham no mesmo espaço público, porém, só se encontram nos intervalos para o café ou reuniões administrativas, conselhos escolares. Há que ter um espaço próprio para formação continuada, troca de experiências e planejamento distribuído de ações. Por fim, De Franco conclui dizendo que "os mundos ficam menores a medida que há a interação, quanto mais interativo, mais contraí o mundo" e mais aproxima as pessoas, mesmo que vivam a quilômetros de distância uns dos outros. Uma ótima palestra para se pensar na Rede e no Social, nem toda rede é social... nós que damos o foco social a uma rede ou não... Uma rede social escolar é a reunião de educadores interagindo com foco e função social em sua comunidade escolar. Para De Franco "a tecnologia não muda a sociedade, mas o uso dela que a faz social. A sociedade que força a tecnologia a se inovar", e percebo bem isso a partir de pesquisas no Twitter e Facebook. Muitos recursos vão surgindo a partir de uma demanda natural que ocorre dentro das próprias redes, que as vão inovando e renovando. Augusto relembra que "os apaches faziam rede com sinal de fumaça, os africanos com tambor, com essas mídias pode-se fazer rede", "a declaração de independência dos EUA foi feita em rede: a carta, [a pena e o tinteiro], e o cavalo; escrita por muitas mãos. A mídia era a própria carta." Penso que uma bilbioteca esoclar bem utilizada promove uma rede, uma corrente do bem, de troca de saberes entre professores e alunos, muito melhor que um laboratório de informática mal utilizado, de forma apenas recreativa e de pesquisa simples no Google, sem um planejamento efetivo de utilização das TIC e mídias com enfoque social e educacional. Uma palestra provocadora e motivadora que socializo com os visitantes e seguidores do Educa Tube.
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domingo, 26 de fevereiro de 2012
Paulo Freire Contemporâneo - Documentário TV Escola
O documentário acima, Paulo Freire Contemporâneo, produzido pela TV Escola / MEC, encontrei também no You Tube e socializo a todos os educadores, por ser essencial àqueles que se propõem aprender Pa aprender, já que educar é um dipalogo constante com o tempo e o espaço. O pensamento de paulo Freire ainda á atual, inclusive em tempos de tencologias da informação e da comunicação e muito do que este educador pregou, coloco em prática em cursos, oficinas, palestras e/ ou conversar com outros educadores e projetos de aprendizagem com alunos. "Educar é ter a consciência do inacabamento", "a leitura de mundo antecede a da palavra" e outros pensamentos de Freire encontram eco hoje em dia, numa geração audiovisual... Que aprende a a lidar com a tecnologia, de forma autodidata, utilizando jogos em lingua estrangeira, quando sequer estão alfabetizados na língua materna. Socializem esse documentário em sua escola, pois estudar Paulo Freire ainda é uma prática necessária, motivadora, reflexiva e atual.
O Preço do Amanhã (cinema e educação)
O Preço do Amanhã, filme com direção de Andrew Niccol e ótima interpretação de Justin Timberlake (ator e cantor) é um desses momentos criativos, provocadores e inteligentes de um cinema, cada vez mais preocupado com efeitos especiais do que com uma boa história que nos faça pensar profundamente no tempo presente, ainda que a história nos remeta a um futuro não "tão tão distante" assim... O enredo é feito de diversas camadas de interpretação e reflexão. Uma espécie de Matrix.. Mais um filme com o marcador CinEducação.
Veja resumo abaixo, extraído do You Tube:
"No mundo de "O Preço do Amanhã", tempo virou moeda. As pessoas param de envelhecer aos 25 anos. Os ricos conseguem 'ganhar' décadas de uma só vez, podendo até se tornar imortais. Os outros têm de pedir esmolas, pegar emprestado ou roubar mais horas pra chegar vivo até o final do dia. Ao ser falsamente acusado de assassinato, Will Salas terá de provar sua inocência e descobrir um jeito de destruir este sistema."
Análise do Educa Tube sobre o filme:
O PREÇO DO AMANHÃ, trata das relações entre o Capital e o Trabalho, em que o Tempo é a moeda corrente. Trabalho de muitos, riqueza de poucos. Neste mundo idealizado, as pessoas usam relógios digitais implantados sobre a pele que servem para calcular o tempo em sentido decrescente que cada um possui e serve de moeda de troca para aquisição de bens, serviços e a própria manutenção da vida. Sem tempo não há vida, e quando o relógio é zerado a vida cessa automaticamente sem chances de retorno. É uma corrida contra o tempo para os assalariados e um passeio sem pressa para os que são afortunados pelo Tempo. Assim como na vida real, as pessoas percebem pelo modo de andar quem é quem: os pobres vivem correndo, os donos do Tempo sem pressa alguma.
Durante o filme, algumas frases levam a reflexão: "os pobres morrem e os ricos não vivem", diz uma personagem. Os assalariados vivem sem perspectivas, vivendo o hoje para garantir o amanhã. Trabalham muito hoje para garantir o mínimo de mais um dia de sobrevivência. São todos sobreviventes, confinados em seus guetos, impedidos de atravessar a fronteira que leva a Zona do Tempo, que cobra pedágio de 1 ano de vida a cada parada e são várias até chegar ao topo do poder e da riqueza. O que impede de um simples mortal chegar até lá, justamente pela falta de "tempo".
Até ai, alguma semelhança com fatos e pessoas do mundo real?
Tempo literalmente é dinheiro nesse mundo futuro. Somente nesse mundo e nesse futuro? Um minuto de tempo equivale a uma ligação telefônica, descontado do relógio digital implantado no braço; 1 ano igual a uma noite em uma suíte hotel de luxo; 59 anos paga um valioso carro importado. A falsa eternidade, adquirida através da exploração do capital pelo trabalho. Logicamente que os abonados pelo Tempo não tem 59 anos seus para adquirir um carro luxuoso, mas sim a acumulação da mais valia, do que deveria ser pago de forma justa pelo trabalho semi-escravo do trabalhador. Dessa acumulação indevida, de empresas que não cumprem leis trabalhsitas, contando com a inércia da Justiça, é que se formam grandes fortunas. Já dizia ditado popular: "O trabalho enobrece o homem e enriquece o patrão". Brincadeiras à parte, o assunto é serio, e cada vez mais a distância entre mostais e imortais é calculada pelo Tempo/Riqueza que uns e outros possuem ou não. Pagar um milhão de reais mensais a jogador bola e dividir esse valor pelo salário mínimo nacional que equivale a R$ 622,00 significa 1.607,72 salários. Se levarmos em conta que a expectativa de vida do brasileiro que é de 73,2, e covertermos isso em meses, são 876,2 meses (arredondei para 876) equivale a 1,84, ou quase 2 vidas inteiras de um trabalhador. É a falsa eternidade, pois ainda que um carro de luxo equivalha a 59 anos de vida, no filme, se colocássemos todo o patrimônio de um milionário e o convertêssemos em tempo de vida, logicamente caracterizaria a eternidade, se comparado com o dia a dia suado de cada trabalhador que mal ganha para a própria subsistência digna e é preciso, como no filme, atingir cada vez mais uma cota, o que remete ao tempo da Inconfidência Mineira, em que as taxas eram aumentadas mais e mais (vide História do Brasil e a derrama). Na Matrix Real, riqueza existe suficiente no mundo, que se compartilhada entre todos, daria uma vida digna e todos, sem pobre nem ricos. Estudos comprovam isso. Utopia? Para o modelo atual, calcado no petróleo, armas, drogas e corrupção, logicamente uma Utopia Selvagem... Praticamente impossível de ser revertida. Entretanto, recursos existem, o que não existe é a devida distribuição justa de renda, e a devida valorização do trabalho pelo capital...
Um filme para trabalhar questões históricas e matemáticas como as quatro operações normais (adição, subtração, multiplicação e divisão), proporção, conversão, associação entre tempo e dinheiro, propondo aos alunos esse exercicio de conversão entre quanto tempo é necessário para adquirir tal bem ou serviço, enfim, várias possibilidades de uso matemático com alunos das séries iniciais do ensino fundamental e alunos do ensino médio. Esse um dos exemplos de uso pedagógico deste filme que pretendo rever em breve, pois propõe uma outra Matrix para a sociedade... Seria interssante converter, com base no salário mínimo, outros bens e serviços, e convertê-los em tempo ao invés de dinheiro. Ver quanto da vida de um trabalhador custa uma prosaica garrafa de água, uma refeição, uma passagem de ônibus, uma calça jeans, uma camiseta, etc. dadas as diferenças de preços e não ser professor de matemática, deixo aos colegas essa trabalho e indicação de projeto, unindo cinema e educação. :-))
Por fim, já que o tema desta postagem é o Tempo, segue abaixo a canção Oração do Tempo, de autoria de Caetano Veloso, com interpretação magistral de Maria Bethânia, que introduz versos de Vinícius de Moraes, antes da referida canção. Um efeito mais que especial...
http://youtu.be/jHTcEj_Am2E Veja abaixo também o videoclipe Savin Me, da banda Nickelback, que é trilha sonora do filme In Time (O Preço do Amanhã).
sábado, 25 de fevereiro de 2012
Ser diferente é normal
O vídeo acima, Ser diferente é normal, produzido para o Instituto Meta Social é um criativo material para trabalhar a questão da educação, da educação especial, da inclusão tecnológica, educacional e social no espaço escolar. No caso da menina diferente, acima, de fato, sua diferença é que toca bateria. Ótima mensagem para reflexão e motivação. Diferentes, todos somos, até os siameses e os gêmeos, dito idênticos, possuem suas diferentes, enquanto indivíduo. Aceitar as diferenças no espaço escolar é o primeiro desafio, não apenas do professor como da própria instituição, não fossem assim, e não seria necessário a criação de medidas chamadas afirmativas, promovendo a inclusão não apenas de alunos com alguma deficiência (física, motora, visual, mental, auditiva etc), como de outras vunerabilidades. Entretanto, a aprendizagem, seja na ensino regular como na educação especial, dadas as devidas proporções, ocorre de forma bem similar, em que num grupo temos alunos com aprendem com mais facilidade, outros com maior dificuldade e os que são medianos. Como formador de outros educadores, vejo em minhas turmas formadas por diversos professores, no que tange às tecnologias no meio escolar e suas possibilidades, também esses três grupos bem definidos: os que já possuem uma trajetória no uso das TIC, mas querem se atualizar, os que estão migrando para esse "admirável mundo novo", os que são totalmente leigos... E em todos os grupos sociais que venhamos a reunir, teremos a mesma impressão; SER DIFERENTE É SER NORMAL.
Abaixo, apresentação do vídeo da Menina Diferente, no You Tube: Menina Diferente: esse é o título do novo filme do Instituto MetaSocial criado pela Giovanni+Draftfcb. Essa é a sexta campanha desenvolvida pela agência para a ONG que dá orientação aos pais de filhos com síndrome de Down. No filme, Paula Werneck, atriz que já protagonizou outras campanhas do MetaSocial, está em casa e declara ser uma menina diferente. A suposição leva a crer que essa "diferença" seria por outros motivos até que ela declara que é por gostar de tocar bateria.
O Educa Tube aproveita a notícia que lida no Facebook, para compartilhar e socializar aqui no Educa Tube, por vim de encontro, tanto ao vídeo como ao texto acima:
Estudante de 21 anos é o primeiro com Síndrome de Down a passar no vestibular da Universidade Federal de Goiás
Abaixo, reproduzo, com a devida referência, teor da notícia e imagem:
Kallil Assis Tavares, 21, é o primeiro estudante com Síndrome de Down a ingressar na UFG (Universidade Federal de Goiás). Ele foi aprovado para o curso de geografia, no campus de Jataí, cidade a 325 quilômetros de Goiânia. O curso tinha concorrência de 1,2 candidatos por vagas. A escolha do curso e a decisão de prestar o vestibular partiram de Tavares, que foi aprovado em seu primeiro processo seletivo. A mãe do estudante, Eunice Tavares, conta que o filho não teve avaliação diferenciada e concorreu "de igual para igual" com os demais candidatos. Por ter uma baixa visão, ele teve uma prova com letras maiores e uma pessoa que leu as questões. Ela conta que, desde a adolescência, o filho despertou um interesse maior pelos mapas. O jovem iniciará a vida acadêmica na segunda-feira, 27. Em entrevista ao UOL, Eunice diz que a família está tranquila em relação à nova etapa da vida de Tavares. Segundo ela, não há nada "especial" planejado para os primeiros dias de aula. Eunice conta que a vida escolar do filho, que frequentava uma escola de ensino regular, foi tranquila: "Ele sempre se preocupou com seus deveres. É algo novo, mas vamos esperar os acontecimentos. E quando forem aparecendo as questões, as soluções virão aos poucos".
Fonte: http://vestibular.uol.com.br/ultimas-noticias/2012/02/23/estudante-de-21-anos-e-o-primeiro-com-sindrome-de-down-a-passar-no-vestibular-da-universidade-federal-de-goias.jhtm
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