CRIADO (ABRIL/2009) PARA INDICAR VÍDEOS DE E PARA EDUCADORES, ALÉM DE SUGERIR DIVERSOS RECURSOS TECNOLÓGICOS COM FINS EDUCACIONAIS.
Imagens: 3 filmes indicados aos educadores: A Cor do Paraíso e Filhos do Paraíso, de Majid Majidi (Irã) e Cinema Paradiso, de Giuseppe Tornattore (Itália).

domingo, 29 de março de 2015

Deus Não Está Morto: a questão pedagógico mais que a filosófica entre professor e aluno (Cinema e educação)




O vídeo acima, trata-se do trailer oficial do filme Deus Não Está Morto (God's Not Dead), de 2014, dirigido por Harold Cronk e com a atuação de Shane Harper, Kevin Sorbo, David A.R. White, entre outros e que assisti recentemente.
Conforme sinopse: "Quando o jovem Josh Wheaton entra na universidade, ele conhece um arrogante professor de filosofia que não acredita em Deus. O aluno reafirma sua fé, e é desafiado pelo professor a comprovar a existência de Deus. Começa uma batalha entre os dois homens, que estão dispostos a tudo para justificar o seu ponto de vista - até se afastar das pessoas mais importantes para eles".
Sem querer ser um spoiler, evitarei dar detalhes de seu final, mas o que me interessou no filme, mais do que a questão filosófica, metafísica, existencial de Deus, foi justamente a questão pedagógica, presente neste ótimo filme, em que o professor severo, um tanto autoritário e seguro de si, ateu convicto e praticante, para queimar etapas de conteúdos, pede aos alunos que assinem uma declaração de que "Deus Está Morto" para que sigam em seus estudos.
Diante da negativa de um aluno cristão, confesso e praticante, o professor resolve que este defenda o seu Deus, permitindo que durante alguns encontros com a turma ele seja, digamos, seu advogado de defesa, enquanto o professor atua como promotor de Justiça e o resto da turma será o juiz.
Como é uma cadeira essencial (pré-requisito) para seguir nos estudos naquela faculdade, a maioria capitula, mas Josh aceita o desafio, e durante estes encontros traz, através de uma apresentação de slides, seu ponto de vista. E o que seria apenas uma falsa democracia, quando na verdade seria uma forma de ridicularização do aluno pelo professor, torna-se algo mais complexo, com réplicas e tréplicas.
Como dito anteriormente, mais que um exercício de defesa de alguma fé, ou da negação desta, é uma boa oportunidade para pensar na possibilidade que um conteúdo possa ser dado de forma interativa, entre professores e alunos, feito um seminário, que envolva pesquisa, defesa e contestação de dados, do que um ato meramente expositivo, passivo e sem espaço para troca de ideias.
O filme é surpreendente por diversas possibilidades de utilização, mas principalmente para exemplificar como pode estimular o debate em uma turma.
Debater é justamente defender um ponto de vista, oferecendo uma visão de mundo, amparada em dados, fatos, provas, como em um julgamento, em que a articulação de ideias, a oratória, a argumentação são necessárias. O próprio formato de seminário proporciona o exercício de falar em público, ainda que seja reduzido, restrito apenas ao professor e seus colegas de turma.
Dentro desse tema de debates, indico também, link abaixo, outro filme fabuloso, intitulado O Grande Desafio, inspirado em fatos reais, sobre um professor e seus alunos debatendo com as grandes universidades norte-americanas:

O Grande Desafio: cinema, educação e sociedade

Por fim, o criativo videoclipe God's Not Dead, que é tema do filme Deus Não Está Morto, da banda Newboys:



sábado, 28 de março de 2015

Renato Russo adiante de seu tempo (música, educação e sociedade)




O vídeo acima, Renato Russo adiante de seu tempo, descobri na rede social e trata-se de entrevista ao programa MTV no Ar, feito em 1994, mais de 20 anos atrás, noutro contexto, mas incrivelmente atual, ainda mais quando se percebe uma onda de conservadorismo, anacronismo, preconceito, discriminação, racismo, homofobia etc nas redes sociais digitais, nas manifestações de rua e tudo mais, por parte de alguns que, pelo jeito, sempre foram intolerantes em pensamento, ou em conversas mais reservadas, mas que na conjuntura atual parecem ter pedido o "pudor" de falar abertamente de todos os seus demônios interiores, extravazando-os livremente.
"A base do fascismo, do preconceito, da intolerância é a falta de informação", disse Renato Manfredini Junior, vulgo, Renato Russo, ex-vocalista e líder da banda Legião Urbana, quando atualmente alguns integrantes de outra legião urbana, parecem ter esquecido o tempo que viveram, pedindo volta da Ditadura, com cartazes e atitudes racistas, preconceituosas, discriminatórias, homofóbicas e muito mais.
Creio que não é somente a falta de informação que gera estas situações conflitantes e polêmicas, em pleno século XXI, mas também a falta de aulas de História e a desinformação sistemática também.
Um vídeo para debater sobre o ontem, o hoje e o amanhã, e o preconceito nosso de cada dia.
Sugiro também a releitura das canções de Renato Russo e da Legião Urbana original, para análise de texto, contexto e pretextos doutras legiões urbanas.

Observação do Educa Tube Brasil:

Posteriormente à publicação deste post, encontrei outro vídeo de entrevista de Renato Russo, feita na TV, provavelmente no início anos 1990 (falecido em 1996), que trata de um período ainda não totalmente esclarecido da História do Brasil, que foi da ditadura militar e do legado que isso nos deixou. Uma fala equilibrada e necessária à reflexão, principalmente por aqueles que não vivenciaram aquele período, há 50 tons de cinza passados:

Renato Russo fala sobre o governo militar!

Essa é para quem está achando que o militarismo é solução!

Posted by Táxi Márcio Dias on Sábado, 28 de fevereiro de 2015


sexta-feira, 27 de março de 2015

Ultrassom ou edição de imagens? Bebê de 14 semanas supostamente bate palmas em exame




O vídeo acima, Clap your hands, baby announcement, que descobri via Portal G1, cujo título da notícia é "Ultrassom mostra feto batendo palmas enquanto mãe canta".
Já na primeira visualização que fiz do referido vídeo, postado no You Tube dia 26/03/2015 e que já obteve até a publicação desta postagem mais de 146 mil visitas, tive a impressão matricial - nada jato de tinta ou laser, muito menos 3D - de que se tratava de edição de imagem.
Segundo a notícia e a apresentação do vídeo no You Tube, "Casal alega que ultrassom mostra seu bebê de 14 semanas batendo palmas enquanto a mulher e o médico cantam 'Se és feliz e sabes disso, bata palmas'".
O vídeo foi gravado e postado pelo pai, Jean Cardinal, que declarou: "The experience is one I'll never forget, the baby clapped three times, then the doctor rewound and scrubbed it while we sang. No mystery. It was amazing. Trolls won't get me down! " (A experiência é algo que nunca esquecerei, o bebê bateu três vezes, em seguida, o médico rebobinou (?) e esfregou-o enquanto cantamos. Não há nenhum mistério. Foi incrível. Trolls não vão me derrubar!). Tradução livre do blog.
Se for real, este bebê não nascerá com cordão umbilical, nem cabo USB, mas já com sistema sem fio (wi fi).
Brincadeiras a parte, segundo depoimento, nos comentários do You Tube, de Magd El Din M Aly, que se declara obstetra: "This is repetition of a single accidental movement (Esta é a repetição de um único movimento acidental!) E também tenho a mesma impressão "matricial"...
Um material para que educadores, sejam pais e/ou professores, refletirem com seus filhos e alunos sobre a autenticidade ou não do que é publicado no mundo virtual, sejam fotos, animações, vídeos, notícias etc, sugerindo pesquisas sobe os dados de uma notícia que foge ao convencional.
Mesmo que o fato, supostamente extraordinário, seja noticiado por uma site conhecido, a própria coluna de publicação, denominada "Planeta Bizarro", indica a classificação das imagens como algo fora do comum.
Apesar da cada vez maior precocidade das crianças, como no vídeo abaixo, em que Bebê ensina adulto a usar o iphone, há que sempre exercer a criticidade sobre tudo que é publicado no mundo digital:

Bebê ensina adulto a usar o iphone: aprendiz de feiticeiro?

Em contrapartida, sabemos também que existem recursos para editar duas ou mais fotos e dar a falsa impressão de movimento, o chamado GIF (imagem animada); assim como, a partir de um movimento único é possível fazer uma simulação maior. Comprovação disso é a junção da canção Brincadeira de Criança, da banda Molejo, com a dança e movimentos da boca do cantor Michael Jackson, dando a falsa impressão de que o segundo canta e dança a canção do primeiro, vide link abaixo, já publicado anteriormente neste blog:

Brincadeira de criança (música e edição de imagens)

Em vista de tudo, com a palavra os cineastas e os médicos...

quinta-feira, 26 de março de 2015

Quem ensina aprende em dobro (AprendizATO), por Rafael Giuliano ao TEDxUFPR



O vídeo acima Quem ensina aprende em dobro, trata-se de palestra de Rafael Giuliano, feita ao TEDxUFPR e socializada via Facebook pelo seu e meu colega Lindemberg Jackson, filósofo de Fortaleza, CE, Brasil.
Rafael Giuliano é empreendedor, pesquisador, criador do Método ApreciATO e que desde 2005 dedica-se ao que chama de "missão de promover o pleno desenvolvimento das pessoas e organizações", e expõe, nesta divertida TEDxTalk, que quem ensina aprende em dobro!
Giuliano explica que AprendizATO é coletivo de pessoas, pequenos especialistas, que compartilham suas experiências com outras pessoas e profissionais e que o público-alvo são jovens 16 e 18 anos de idade, que vivem em casas abrigo, retirados das família e não que foram adotados, aconselhando-os e os orientando.
Entre algumas ideias de Rafael, destaco os seguintes tópicos:
- Quando se tem dúvida gera aprendizagem;
- O que acontece com as pessoas que ensinam?;
- Aprender com as interações é colecionar pessoas e apreender experiências;
- A prática como ambiente de reflexão;
- Compartilhar e valorizar pessoas com quem interagimos;
- Transmitir ideias;
- Luiz Lavelle e a presença total, a convivência com a pessoa ao lado e o que ela tem para lhe ensinar;
- O poder da experimentação;
- Não se trata de uma experiência utilitarista, interesse próprio apenas, mas de trocas de saberes;
Por fim, Rafael finaliza com citação de Aldous Huxley: "Experiência não é o que acontece com você, é o que você faz com aquilo que acontece com você".
Uma fala reflexiva e motivadora, pois vem ao encontro de muitas coisas que o Educa Tube e o seu editor têm destacado, debatido e refletido neste blog, em cursos, palestras, nas redes sociais, da importância das trocas (sejam de dúvidas ou certezas), dos saberes compartilhados, da aprendizagem permanente, de que o futuro da educação e da sociedade é a socialização de informações que gerem conhecimento mútuo.
O próprio nome do coletivo que Rafael Giuliano integra já é emblemático: APRENDIZATO, junção das palavras Aprendiz e Ato. Ser aprendiz é um ato contínuo - uma formação continuada - neste mundo (digital ou não) em que a informação e o conhecimento mudam a cada instante.
Esta aprendizagem em dobro, realmente, é evidente quando o educador ao ensinar está de fato reaprendendo a conviver, a empreender, a ver o mundo com outros olhos: os olhos deste eterno aprendiz, que procurará nunca repetir a mesma aula, palestra, curso, conversa, ainda que use os mesmos conteúdos, conceitos e visões de mundo. Este educador aprendiz em dobro é como o artista que pinta uma tela que, ainda que a paisagem seja a mesma, o resultado nunca será igual; como a cantora que canta a mesma música, mas a interpretação nunca será igual, e assim por diante...
E como bem destacada Lindemberg Jackson, em seu Twitter: "Empreender me parece uma ação tão natural quanto aprender, pois exige uma visão de mundo e uma ação correspondente".
Sejamos todos bons empreendedores e aprendizes, independente de nossa atuação, tendo a consciência de nosso papel social na comunidade e no mundo.

quarta-feira, 25 de março de 2015

"O melhor vídeo anti fumo do mundo": Não faça pra você o que não deseja para seu filho




O vídeo acima Criança fumando, descobri visitando o portal Awebic e trata-se mesmo de talvez "o melhor vídeo anti fumo do mundo", produzido pela agência de publicidade Ogilvy, da Tailândia para a organização Thai Health, mas que causa um efeito impressionante nos fumantes abordados.
A ação é simples: "Um casal de crianças anda pelas ruas de Bangkok com um cigarro na mão, pedindo fogo para as pessoas que elas encontravam fumando".
O mais irônico de tudo é que a totalidade das pessoas abordadas, confrontadas pela inusitada atitude das crianças, recusa a acender o cigarro e reconhece os efeitos prejudiciais à saúde, relatando os males do fumo, tentando impedir que o jovem casal se inicie naquele danoso vício.
Ao final da abordagem, depois de ouvirem a "lição de moral" e os discursos sobre o malefício do fumo, feito pelos adultos, as crianças entregam um pequeno bilhete e se afastam. No papel apenas uma pergunta: "Por que você fuma?"
Uma ação anti fumo que promoveu de imediato uma mudança de hábito naqueles que foram abordados, desacomodando muitos deles e que após aquela campanha passaram a fazer contato com instituições de combate ao fumo para se tratar.
Um vídeo genial - entre tantos produzidos na Tailândia -, que tanto como peça publicitária como campanha de saúde pública, comove, desacomoda e faz refletir para o fato de que a criança ainda possui uma lógica concreta, amparada em ação e reação, que os adultos, com o tempo vão perdendo, inclusive a autoavaliação e a autocrítica; pois todos sabem que o fumo faz mal à saúde, mas poucos combate esse vício, procuram ajuda, salvo quando confrontados por ações como esta, simples e eficientes.
A lógica infanto-juvenil está presente na família, na escola e na sociedade, confrontando as ações dos adultos que muitas vezes pedem: "Faça o que eu digo, mas não façam o que eu faço". Muitos professores precisam se autoavaliar, autocriticar seus exemplos negativos que dão aos filhos e alunos, para poder avaliar a estes de forma adequada. O professor fuma mas não permite que alunos, sejam maiores de idade, na sua aula; proíbem o uso de fone celular, mas atendem o seu em sala de aula, mandam e recebem mensagens. Exigem uniforme, mas não usam o seu. E por ai vai. É a pedagogia do espelho, que se reflete nas próprias ações e nas reações conflitantes que podem decorrer disso tudo.
Enfim, dessa "concordância discordante" (do saber do mal que faz aos outros e continuar fazendo mal a si mesmo), presente neste pequeno vídeo é que são alimentados muitos conflitos cotidianos na família, na escola e na sociedade entre crianças, jovens e adultos. E saber se autocriticar antes de efetuar uma crítica é essencial para estabelecer um bom relacionamento com o seu grupo.
Parafraseando Mahatma Gandhi: "Seja a mudaça que desejamos para o mundo".

terça-feira, 24 de março de 2015

A história do olheiro no futebol e do professor na educação




O vídeo acima, A história do olheiro, descobri no You Tube, e trata-se de peça publicitária para empresa de seguros, contando a história de Nelson, que é olheiro profissional no futebol, sabendo diferenciar o jogador talentoso daquele sem vocação para o esporte. Um caça-talento, como existe em outras áreas.
Seja no futebol ou na educação, o bom educador - professor de educação física ou de outra disciplina - deveria poder ter tempo e espaço suficientes para descobrir em suas turmas talentos natos e os que necessitam de incentivo, de preparo, de apoio, nas mais variadas áreas do conhecimento (ciência, tecnologia, arte, cultura, esportes etc). Talentos estes que se tiverem como meio de expressão a dança, a música, o esporte, o teatro, o cinema, a fotografia e outras metodologias, através de projetos pedagógicos multi e interdisciplinares, poderão melhor se integrar à escola e à sociedade.
Entretanto, com 30 a 40 alunos por sala de aula, fica difícil de dar um atendimento adequado, de poder conhecer a fundo seu alunado, de reconhecer naquele grupo essas aptidões, talentos e competências.
Mesmo assim, muitos professores, por intuição ou conhecimento de causa, experiência profissional e de vida, acabam encontrando esses alunos diferenciados, sabendo distinguir o trabalho autêntico do mero plágio.
Um exemplo claro foi o que aconteceu comigo, no ensino médio, quando, filho de pai artista plástico, tive o dom familiar de saber desenhar, e colegas de classe que não desenhavam me pediram pra lhes ajudar. A professora conseguiu perceber o meu traço em mais 2 ou 3 trabalhos dos colegas, vindo me pedir para não mais ajudá-los assim, fazendo uma tarefa para eles. SE quisesse eu poderia auxiliá-los, ensinado-os a desenhar, mas não desenhando para eles. Da mesma forma, esta mesma professora uma vez, vendo outro desenho meu em que ampliei um chamado "santinho" de Jesus me disse que estava ótimo, mas que eu precisava evitar copiar, para não restringir meu olhar, tentando desenhar de forma mais livre. Para o jovem que fui, no início o conselho foi encarado como crítica, e não entendi que o copiar que ela se referia não era o passar por cima, já que tinha feito o desenho de forma ampliada. Com o tempo entendi a preocupação dela de que meu talento para o desenho não ficasse vinculado à cópia simples, ou seja, apenas a reprodução do que já existia, sem tentar dar vazão à imaginação.
É importante valorizar o papel social destes olheiros do esporte e da educação, pois, se a vida não é um jogo, educar não é competição, muito pelo contrário, é estabelecer parcerias, incentivar a colaboração entre professores e alunos. Mais do que saber ser um bom "olheiro" de alunos, é preciso estabelecer com ele trocas, buscar lideranças positivas e monitorias, construindo um caminho para a educação e a sociedade.
Parafraseando o texto do comercial: Onde os olhos normais enxergam alunos comuns, os olhos do bom educador veem jovens com potencial para ir além da educação tradicional...

segunda-feira, 23 de março de 2015

O Preconceito Cega, O Xadrez das Cores e Uma Experiência Sobre Racismo




O vídeo acima, O preconceito cega, ótimo curta-metragem que descobri no You Tube, e serve para autocrítica e reflexão sobre os múltiplos olhares de uma convivência em sociedade. Um material para forçar a outra perspectiva de narrativa e discutir sobre o preconceito "nosso de cada dia", calcado na falsa aparência.
Uma criativa abordagem para algo que precisa ser refletido, ainda mais quando se observa uma onda de ódio e intolerância nas redes sociais, sejam digitais ou não, devendo ser o educador um mediador os boatos e os fatos, entre a história e o "ouviu dizer".
Se verso da canção Camila Camila, da banda Nenhum De Nós diz que "o ódio cega", o preconceito também, como bem demonstra o curta-metragem.
Na mesma linha, segue vídeo abaixo, O Xadrez das Cores: o preconceito e o desafio da acolhida da diversidade, em que empregada doméstica aprende o jogo de xadrez e ensina crianças do local, que trocam armas de brinquedo pelo jogo, e ao final a patroa passa a jogar com as peças pretas, numa alusão ao colocar-se no lugar do outro, já que ela nunca jogara sem ser com as pedras brancas.



Conforme apresentação do curta-metragem acima: "(...) é um filme sobre a questão do preconceito nas relações humanas entre brancos e negros. Todavia, o filme nos convida a ir além da "questão racial"! Fala também de solidão, de cuidado, de superação... A educação para a diversidade é um dos grandes desafios de hoje para a família, a escola, a religião".

Por fim, segue outro vídeo cujos temas também são o racismo, o preconceito e a discriminação, intitulado Experiência sobre Racismo, indicado pelos colegas e amigos Júlio Sosa, educador de Rio Grande, RS e Robson Freire, educador do Rio de Janeiro, RJ, Brasil:



O vídeo acima, na Lituânia, trata-se de falsa seleção para comercial de TV, que coloca alguns lituanos na desagradável situação de traduzir para um jovem negro, uma suposta mensagem racista, deixada na sua rede social, só que escrito no idioma daquele país. A situação é comovente. E serve para tratar de racismo, preconceito e discriminação na sociedade em geral.

domingo, 22 de março de 2015

Alteridade: 60 segundos sentindo como um autista vê e escuta o mundo ao redor




O vídeo acima Autism and sensory sensitivity (Autismo e sensibilidade sensorial), descobri visitando o portal Awebic, em postagem intitulada "60 segundos sentindo na pele como um autista vê e escuta o mundo a sua volta", que é justamente um exercício de alteridade, do colocar-se no lugar do outro para melhor entendê-lo.
Conforme o Awebic: "O autismo é uma desordem que requer muita atenção pela sociedade e, infelizmente, não é assim que acontece. Embora atinja 70 milhões de pessoas em todo o mundo, eu diria que poucos são aqueles que entendem de fato o que significa ter autismo".
Conhecer o outro, seja ele portador de necessidade especial, do ponto de vista da educação especial ou não, é essencial tanto para pais como professores, justamente para que o processo de inclusão educacional e social promova a adequada interação uns com os outros. No sentido amplo da expressão, somos todos portadores de alguma necessidade, nem sempre especial, mas que requer um cuidado especial, seja na aprendizagem, no ensino, na convivência em sociedade.
Há que se ter essa sensibilidade sensorial e social, que só se obtém passando por situações que simulem o que o aluno passa, seja autista, surdo, cego, tetraplégico etc.
Da mesma forma que há que se ter sensibilidade social e educacional com alunos com baixo rendimento escolar, com problemas de disciplina, investigando as causas desse modo de agir, pois muitas vezes é fruto de uma desestruturação familiar, em que as consequências repercutem na escola. Uma bomba-relógio social.
Como "urbanauta" em expedição ao Planeta Educação, lembro-me de certa vez que conversei com menino que tinha um comportamento reservado e às vezes agressivo com os professores, e por conta disso, estava proibido de participar de jogos realizados na escola. Dessa conversa, descobri que ele morava com a avó doente, que vivia sobre a cama, e que ele fazia tudo, desde sua higiene, até cozinhas, limpar casa, além de estudar. E que muitas vezes a escola era essa válvula de escape, essa comporta de represa. A partir de conversa com outros educadores, foi possível estabelecer essas comportas para impedir essa represa vazar, e o esporte foi uma das formas de promover sua integração. Sem esse exercício de alteridade, sua situação tenderia a se agravar. Tempos depois, ao reencontrá-lo, já adulto, soube que a avó não tinha resistido, já que estava em idade avançada, mas que ele conseguiu seguir os estudos, trabalhar e constituir uma família.
Já pensar e entender o portador de necessidade especial, em sentido mais restrito, requer uma atenção maior, e um atendimento especializado no turno inverso ao processo de ingresso em classe inclusiva, é essencial. Que o professor de sala de aula necessita de auxílio de pessoa especializada, como colaborador neste processo em sala de aula e fora dela, idem. Do contrário, esta inclusão será mera tentativa de...
Segundo Awebic: "O vídeo foi produzido pela organização britânica National Autistic Society. E No site deles é possível ter mais informações sobre o autismo".
E aqui no Brasil existe a AMA — Associação de Amigos do Autista.

sábado, 21 de março de 2015

Somos Todos Um: Treze Meninos e Um Destino (diversão, educação e reflexão)




O vídeo acima Quem disse que precisa de dinheiro para se divertir!?, foi indicação de minha colega e esposa Elisabete Brasil Roig, educadora em Rio Grande, RS, Brasil, e que socializou em sua rede social e que me serve para pequena reflexão sobre diversão e educação, sobre educar se divertindo e outras coisas mais.
Primeiramente, trata-se de um resgate histórico das brincadeiras do editor deste blog, de quando era criança, como o carrinho de rolimã, acima mostrado, que, neste caso, é uma ação coletiva, unindo diversas crianças, como num trenzinho, descendo um pequeno declive de rua.
São treze meninos e um destino, um percursos em comum, ainda que seja apenas naquele trecho em descida veloz. Muitos deles seguiram caminhos diversos em seu viver, mas naquela ação entre amigos, estão todos irmanados pelo mesmo meio (o carrinho de rolimã) e a mesma finalidade: chegarem sãos e salvos lá embaixo.
Assim deveria ser o ato de educar, irmanando professores e alunos, ainda que por meios diversos mas com a mesma finalidade.
Antigamente as crianças construíam os próprios brinquedos, muitas vezes de sucata, como latas de óleo e leite em pó, madeira, etc. Hoje as crianças nem sempre têm essa oportunidade de utilizar o conhecimento em ações como esta.
Meu sonho, enquanto educador, é elaborar futura oficina de construção de brinquedos antigos para e com alunos, em parceria com diversos educadores que possam utilizar ali o conhecimento da sua disciplina: história, matemática, ciências, geografia, arte etc
Em segundo lugar, promover uma reflexão entre pais e filhos, professores e alunos sobre a aprendizagem que ocorrer além da sala de aula, do conhecimento agregado de geração à geração, da troca de experiências, das descobertas múltiplas entre uma geração que criava seus brinquedos com a que já os compra feitos. Entre o apertar botões e o reciclar ideias.
Enfim, uma oficina para convidar pais e alunos para interagirem coletivamente, contando suas histórias de vida, uns aos outros, de como era ser aluno, tempo atrás e como é hoje. Fotografando, gravando vídeos e áudios dos depoimentos e ações conjuntas para o acervo digital e histórico daquela turma, escola e comunidade escolar.

sexta-feira, 20 de março de 2015

Patrimônio Escolar: animação sobre a importância da participação da comunidade escolar nas ações da instituição




O vídeo acima, Patrimônio Escolar , trata-se de animação com o "objetivo fomentar a reflexão, a partir do significado de patrimônio escolar, sobre a importância da participação da comunidade escolar nas ações da instituição como uma via para o senso de pertencimento e responsabilidade", produzido em 2015, pela Coordenação de Produção Multimídia de Secretaria de Educação, do Estado do Paraná, Brasil, e socializada via Twitter pela colega e amiga Eguimara Branco, educadora de Curitiba, PR, Brasil; coordenadora de produção multimídia e editora do blog Just Egui.
Cuidar da história e a cultura do lugar, é promover de fato e de direito o resgate e a preservação da história da educação, e da história da própria comunidade patrimônio público. Ações como esta, de sensibilizar a todos para a valorização do patrimônio arquitetônico, artístico, cultural, histórico, social e educacional, presentes em uma escola, que pertence a toda comunidade escolar, a toda uma coletividade é promover a própria preservação dos valores daquele local.
Fotos, imagens, vídeos diversos coletados por aquele grupo social devem ser recuperados, resgatados, preservados e disponibilizados àquela comunidade, principalmente dos projetos, atividades, ações desenvolvidos por professores e alunos, dentro e fora da sala de aula, inspirando a outros educadores e seus educandos.
O Educa Tube parabeniza à Coordenação de Produção Multimídia pela produção deste ótimo material para reflexão e recomenda também visita aos Recursos Didáticos, link abaixo, disponibilizados no portal da Seduc, como as Séries "Livro Trailer", "Educando", "Recreio com História", entre outros:

Recursos Didáticos - Animações

quinta-feira, 19 de março de 2015

A grandeza do Universo: Círculos concêntricos em progressão geométrica no lago universal




O vídeo acima, A grandeza do Universo, uma aparente progressão geométrica (?) que inicia, como se fossem círculos concêntricos, numa pequena roda de crianças em uma praça de Veneza, Itália, e vai seguindo até os confins do Universo; em que o planeta parece uma pequena pedra jogada neste lago universal.
Ótimo vídeo para professores de matemática tratarem de progressões aritméticas e geométricas, como outros educadores buscarem relações, razões, graus e proporções não apenas na matemática, mas em toda parte.
Para tratar de humildade, respeito, limites, valores, coisas que às vezes passam a ter outras dimensões, ora pequenas, ora grandes demais em relação aos verdadeiros valores da geometria da vida em sociedade.
Educar é ás vezes jogar pedras num lago e aguardar que os círculos concêntricos se formam nos alunos, na turma, no ambiente. As ações mais importantes são aquelas simples, como o ato de lançar uma pedra na água, mas que por serem justamente simples, permitem sua continuidade, em círculos e mais círculos, a cada geração; sejam círculos de pais e mestres, grêmios estudantis, etc.
Valorizar a realidade local, dentro de geometria social, é torná-la também universal, dadas as devidas proporções, sejam elas geométricas ou aritméticas.
Vídeo que me lembrou versos de Alejandro Jodorowsky: "Algún día nuestro más potente telescopio nos hará ver un universo desde donde nos observan con un microscopio".
Com a palavra, os professores de matemática. ;-)

quarta-feira, 18 de março de 2015

O Ter, o Ser e o Parecer: o preconceito e a desinformação como pai e mãe da intolerância, do racismo e da discriminação




O vídeo acima, que intitulei de O Ter, o Ser e o Parecer, encontrei via Facebook da colega Christiane Angelotti, editora educacional, em São Paulo, SP, Brasil.
De fato não importa a cor de nossa pele ou nossa suposta raça se, de fato, a ciência tem provado e comprovado que existe, do ponto de vista genético, apenas uma raça: a humana.
As aparências enganam, pois muitas vezes pode-se ter recursos e ser pobre de espírito. Não basta parecer, tem que ser humano, e só com ações de respeito a todos, pode-se melhor conviver em sociedade.
Atitudes da moça que sentada em um banco de uma praça se afasta de um jovem negro (bem vestido, não se trata de morador de rua nem pedinte) e se recusa a doar 50 centavos para ele, mas que na mesma situação, para outro jovem, dessa vez de pele branca, com as mesmas palavras, não se afasta e até doa a mesma quantia pedida pelo outro, prova algo que se vê no cotidiano de qualquer cidade. O preconceito e a desinformação, que se não esclarecidas, agem como "pai" e "mãe" de filhos que com o tempo crescem, como a intolerância, o racismo, a discriminação, e que levam muitas vezes a atos violentos por conta desses estereótipos sociais.
A coisa começa assim: Primeiro se afastando levemente, recusando ajuda, daqui a pouco aumenta o tom, com discursos discriminatórios, racista, preconceituosos, intolerantes, xenófobos etc.
Somente promovendo exercícios de alteridade, de se colocar no lugar do outro e de ver-se como aquele que é discriminado, é que poderemos melhor conviver em sociedade.
Recentemente já tivemos incidentes com médicos cubanos, principalmente os negros, e mais abaixo, outra notícia de intolerância e ao mesmo tempo de ignorância contra haitianos, em sua maioria negros e pobres também:

O preconceito contra haitianos no Brasil

Para complementar este tema, sugiro visitação ao link abaixo, que trata de mesmo tema, só que de forma ficcional, através de curta-metragem:

"Vista a Minha Pele" usa a paródia para discutir racismo e preconceito

terça-feira, 17 de março de 2015

Ciranda Literária na Educação: Pedagogia do desapego e distribuição de livros por alunos em locais públicos




O vídeo acima, Ciranda Literária na Educação, trata-se de entrevista de 25 minutos, dada pelos idealizadores do projeto literário e educacional, no dia 16/03/2015, ao programa FM Café, da Rádio e TV FURG, da Universidade Federal do Rio Grande, da cidade de Rio Grande, RS, Brasil.
Ciranda Literária é um projeto pedagógico da professora Rita Perez Germano, educadora de Rio Grande, RS, Brasil, que desenvolveu com seus alunos do Colégio Salesiano, nascido de parceria com o educador José Antonio Klaes Roig, educador e editor do blog Educa Tube, que iniciou uma ação familiar e literária de distribuição de livros em locais públicos (com mensagem pedindo sua circulação após leitura do mesmo), acompanhado de seu filho Allan, de 10 anos, e compartilhando as imagens via Facebook, em dezembro/2014.
A partir de conversa, via também rede social Facebook, com a prof. Rita Germano surgiu a ideia de adaptar a ideia à educação, o que foi colocado em prática neste mês de março/2015 na instituição de ensino, acima citada. E os resultados foram ótimos, pois os alunos aderiram de imediato à ideia, trazendo livros de casa para distribuição em locais próximos à escola, conversando com algumas pessoas que foram sensibilizadas para a importância não apenas do exercício do desapego de livros, mas da valorização da circulação de ideias que os livros podem conter. E nisso, a simbologia da "ciranda cirandinha, vamos todos cirandar" é um convite à participação das crianças de todas as idades e cidades. ;-)
Uma ação individual que tornou-se coletiva, calcada nas "pedagogias" do afeto, do exemplo e do desapego; em que pese que as crianças se espelham no comportamento dos adultos, e todo educador deve ter essa consciência de seu papel social de formador de opinião e de mediador entre a informação e o conhecimento...
Erico Verissimo dizia que existiam escritores fecundantes, e que Monteiro Lobato tinha sido um deles que fecundou em si o gosto pela leitura e escrita.
Todo educador, seja pai e/ou professor, deve ser, de certa forma, agir dessa forma, incentivando seus alunos e filhos na leitura e escrita de mundo.
Abaixo, link para os antecedentes da Ciranda Literária, divulgados no Educa Tube Brasil, em 2014:

Ciranda Literária e o Sentimento do Mundo

Observação do Educa Tube Brasil:

No Dia Nacional da Poesia, 14/03/2015, o Jornal Agora, de Rio Grande, RS, Brasil, destacou iniciativa da colega e amiga Rita Germano, professora de língua portuguesa e parceira do projeto Ciranda Literária, que o adaptou à realidade escolar, desenvolvendo com seus alunos, conforme link para notícia que foi capa do referido jornal, logo abaixo:

Estudantes compartilham cultura deixando livros em locais públicos

segunda-feira, 16 de março de 2015

O uso das tecnologias da informática é adequado para as crianças? Via Webfilhos




O vídeo acima, O uso das tecnologias da informática é adequado para as crianças?, descobri via Canal Webfilhos, no You Tube, cujo tema é "As novas tecnologias de informática: o uso adequado sem exageros", promovido pelo Dr. Martins, pediatra, que em linhas gerais diz que não se deve limitar o uso das tecnologias pelas crianças, mas orientá-las, justamente para evitar uma exposição exagerada à tela e ao suas interferências, tanto do ponto de vista da saúde física como emocional.
Conforme apresentação do referido vídeo: "Computador, celular, videogame e TV, hoje, significam diversão. Para as crianças e adolescentes, essa tecnologia toda é lazer. Como adequar esse uso para que não haja exageros?"
Todo educador, seja pai e/ou professor, deve estar atento a esses conselhos de um especialista, que poderão inclusive favorecer ao processo de interação social e educacional.
Há que se promover a interação entre as pessoas, também da forma convencional, e não apenas por meio digital.
Cada vez mais, crianças e jovens apresentam problemas de audição e visão por conta dessa excessiva exposição às telas e suas interferências eletromagnéticas, que poderão causar até outros problemas de saúde. Sem falar em distúrbios no sono, por deitarem tarde e acordarem cedo, não tendo rendimento adequado em seus estudos.
Tanto o uso das tecnologias por lazer como por formação educacional precisam ser adequados, seja na questão espacial, como temporal. Espacial, não apenas em relação à conexão com rede e tudo mais, mas justamente respeitar certos espaços em que deve-se conectar ao outro e nem tanto ao aparelho eletrônico, como temos vistos cada vez mais em espaço públicos, das pessoas juntas mas sem interagir, a não ser pelas telas digitais. Na questão temporal, pensar um limite de tempo a essa exposição, evitando o desgaste físico, visual pela longa permanência diante das mesmas telas.
Tudo é questão de bom senso, de cuidado, de orientação; até pelo fato que a criança não tem como adquirir aparelhos eletrônicos, manter o custo de uma conta telefônica, de um plano de conexão à internet sem o aval dos pais e/ou responsáveis.
Afinal, tudo em excesso é prejudicial à saúde física e mental.
Incentivar aos filhos a lerem também livros, em formato impresso, também é um meio de educar o olhar para uma leitura de mundo.
"Educar dá trabalho, e se você não der trabalho, não estará educando", afirma apropriadamente o Dr. Martins.

domingo, 15 de março de 2015

Homenagem à "mãe de 1.000 filhos" sem nenhum biológico




O vídeo acima A mãe de 1000 filhos, descobri no You Tube, através de vídeo comercial, antes de assistir a outro que pesquisara, e como indica, trata-se de propaganda de empresa de produtos de higiene infantil que ao comemorar seus 100 anos de existência, resolveu homenagear Maria Inês, uma técnica de enfermagem que trabalha na UTI neonatal há 24 anos, e dos seus milhares de filhos, ainda que não tenha nenhum filho biológico.
O resultado é comovente, pois além de mostrar em telões as fotos dela com seus bebês, em seguida, aparecem estes já adultos, vindo lhe abraçar e agradecer o carinho, a atenção e a dedicação. Estavam presente muitos daqueles que ela cuidou, inclusive Samuel, seu "Primeiro Bebê", nascido em 02/07/1983.
Emocionante ouvir Maria Inês dizer que "Eu não sou mãe biológica mas tenho essa imensidão de filhos"; algo que comprova que para ser feliz, basta fazer o bem, sem nada esperar em troca.
Iniciativas que reconhecem o valor das pessoas que se dedicam a uma causa, seja forma profissional ou diletante, têm total apoio e divulgação deste blog educacional.
Há que se valorizar todas as pessoas que fazem parte de nossa história particular e social.
Assim como os funcionários de um hospital, os servidores de uma escola são outros que fazem parte da história de todos, sendo a escola o segundo lar da maioria, em que os professores e funcionários, muitas vezes são uma segunda mãe/pai daqueles que não os têm, ou os têm de forma acessório, quando deveria ser principal.
Ser grato àqueles que fazem parte de nossa vida é um exercício de cidadania e merece ser conhecido, reconhecido, divulgado e imitado, pois existem nas escolas, professores que, como enfermeiras e parteiras, conhecem os alunos desde crianças, e durante 25, 30, 35 anos de trabalho, acabam sendo, não somente professores, mas "país adotivos" não só de uma geração, de duas ou mais, que passam pelos chamados bancos escolares.
Profissionais da educação, da saúde que às vezes conhecem nosso filhos tão bem como nós...
Saber valorizar estes educadores que contribuem com a instrução e a educação de nossos filhos é uma saudável ação.

sábado, 14 de março de 2015

Codinome Beija-flor (música e meio ambiente)




O incrível vídeo acima, que intitulei Codinome Beija-flor (alusão de canção de mesmo nome do cantor Cazuza), descobri no Facebook e me inspirou o verso "Há os que nada pedem e passam confiança, e os que tudo exigem e com fiança...", justamente pela delicadeza da situação. Um beija-flor se alimentando literalmente na mão de uma pessoa, chegando até a pousar mansamente nos desta para poder descansar.
Algo que além de remeter à canção romântica, videoclipe logo abaixo, promove uma breve reflexão justamente pelo ato de confiar, que é algo que se conquista com calma e deve ser exercido da mesma forma, em qualquer relação que envolva seres vivos.
Estar de bem consigo mesmo, respeitar a natureza faz que a própria natureza seja preservada. Do contra´rio, como vemos nos crimes ambientais, ao invés de confiança entre as partes, é necessário estabelecer alta fiança aos que devastam florestas, capturam animais e causam maus tratos.
O ágil e veloz beija-flor pousou e repousou nas mãos de alguém que alimentou antes no pequeno pássaro a confiança, acima de tudo. E é comovente, tanto quanto a letra da canção a seguir: