CRIADO (ABRIL/2009) PARA INDICAR VÍDEOS DE E PARA EDUCADORES, ALÉM DE SUGERIR DIVERSOS RECURSOS TECNOLÓGICOS COM FINS EDUCACIONAIS.
Imagens: 3 filmes indicados aos educadores: A Cor do Paraíso e Filhos do Paraíso, de Majid Majidi (Irã) e Cinema Paradiso, de Giuseppe Tornattore (Itália).

sábado, 19 de abril de 2014

Reação das crianças diante de um Walkman: Que coisa é esta?



O vídeo acima KIDS REACT TO WALKMANS (Portable Cassette Players), foi indicação via Facebook do colega e amigo Robson Garcia Freire, educador do Rio de Janeiro, RJ, Brasil, e edito do blog Caldeirão de Ideias.
Trata de vídeo que faz parte de uma série, chamada KIDS REACT, que como o nome indicado, mostra a reação de crianças a diversas coisas... No vídeo em questão, mostra a reação delas diante de um aparelho Walkman (leitor de música antiga), criado em 1979. (Ativem as legendas e a tradução, no canto inferior direito do vídeo).
The Fine Bros é "uma página da web que grava as reações de crianças diante de objetos e dispositivos que eram utilizados habitualmente antes deles nascerem".
Acostumadas com uma série de recursos tecnológicos atuais para ouvi música como fones celulares, Shazam, Ipode, Mp4, diante de um anacrônico Walkman com botões, as crianças não sabem para que serve aquela "coisa". Um dos meninos, Derek comparra até o Walkman a um cubo de Rubik, aquele jogo de montar os lados coloridos de um cubo.
Este vídeo como outro, link logo abaixo, As crianças e a evolução tecnológica, que já disponibilizei no Educa Tube, em que crianças interagem com mídias antigas, demonstra que o mito da criança gênio das tecnologias é apenas isso: um mito. Mas é um mito tão arraigado que os adultos, sejam pais ou professores, temem as novas tecnologias, principalmente na educação. Mostrem a um jovem as tecnologias do passado e invariavelmente vão pensar que uma máquina datilográfica é uma espécie de microcomputador com "impressora embutida".
As crianças imaginam o walkman como walkie talkie, bip, boom box... A mesma disposição que eles têm diante de um smartphone e/ou tablet, frente a um walkman, não ocorre. Eles olham mas pouco mexem. São do toque na tela e não de apertar botões, como a nossa geração foi. E é simples perceber isso. Tudo é questão de interface. As antigas mídias não possuíam, logicamente, a mesma interface gráfica, visual, dinâmica do toque, que as crianças de hoje estão acostumadas. Tudo na verdade é questão de costume, de adaptação... E o vídeo demonstra que as crianças também agem como so adultos, em sentido inverso. Desanimando, se frustrando, não sabendo como usa uma mídia que não conhecem... E convenhamos: um walkman e uma fita de áudio k-7, para quem se acostumou a baixar músicas em mp3 e vídeos em mp4, via bluetooth é algo bem estranho mesmo. Toca em algo sólido, abrir uma gaveta e introduzir uma fita magnética e apertar um botão... Imaginem rebobinar fita k-7! Algo incompreensível para a atual geração.
Por fim, após diversas tentativas e um desânimo, uma das crianças diz: "Eu não posso imaginar viver os meus dias com essa coisa". Da mesma forma, eles poderiam dizer que não podem viver sem as tecnologias atuais. E pasmem! Para estas crianças, um walkman é algo muito difícil e complicado. Mesma expressão que os adultos usam para descrever ipad, iphone e tudo mais... O que demonstra que as tecnologias mudam, mas as pessoas nem tanto.
As crianças atuais têm talvez o mesmo desânimo de alguns adultos diante das novas tecnologias da informação e da comunicação. Cada geração tem a sua própria tecnologia, mas informação e comunicação são universais e atemporais, e um bom diálogo de gerações poderá dirimir as dúvidas de cada um a respeito, não apenas das tecnologias do tempo de cada um, mas das possibilidades de interação no presente.
O educador do século XXI não pode temer as tecnologias que fazem parte do mundo de seus filhos e alunos, sob pena de ficar parado no tempo e não poder mais se comunicar com ninguém. Mas deve ter essa consciência que é uma geração adaptada ao novo, mas que cabe ao professor tornar as TIC, mídias e redes sociais algo inovador na sala de aula. Talvez, conversando com os alunos e vendo juntos as diversas possibilidades...
Vejam abaixo, outra experiência similar:

AS CRIANÇAS E A EVOLUÇÃO TECNOLÓGICA

sexta-feira, 18 de abril de 2014

Oito experiências interessantes com água



O vídeo acima 8 Water Tricks That'll Melt Your Mind (8 truques com água que vão derreter sua mente), foi indicação via Twitter da colega e amiga Andrea Barreto, educadora do Rio de Janeiro, RJ, Brasil e editora do blog Dicas de Ciências.
Breves experiências, utilizando noções de química, física e ciências em geral que lembram truques de mágico e que, em alguns casos, podem ser replicados no ambiente escolar, outros não.
Mas que de modo geral servem para mostrar possibilidades de experimentações, através da curiosidade, criatividade e pesquisa.

terça-feira, 15 de abril de 2014

A imagem fotográfica do som (experiência de filmar ondas, rajadas e explosões de som no ar)



O vídeo incrível acima What Does Sound Look Like?, que rebatizei de "A imagem fotográfica do som", descobri no site Megacurioso e trata-se de "Experiência [que] utiliza técnica fotográfica avançada para filmar ondas, rajadas e explosões de som se propagando no ar.
Conforme dados extraídos do referido portal:
"Michael Hargather, professor de engenharia mecânica do Instituto de Tecnologia e Mineração do Novo México, usou uma avançada técnica científica de fotografia para estudar as ondas de choque causadas por explosivos. Ele filmou desde um homem batendo palmas, passando por livros batendo na mesa até uma metralhadora AK-47 disparando. As imagens retiradas dos sons desses eventos podem ser vistas no vídeo.
Quando a luz passa entre áreas de diferente densidade, ela se distorce. Você provavelmente já percebeu em um dia quente como uma área de asfalto distante parece trêmula ou como as estrelas às vezes parecem piscar. Você está vendo uma luz que está se distorcendo enquanto passa por variadas densidades de ar, que são, por sua vez, criadas por variações de temperatura e pressão.
Na metade do século 19, o físico alemão August Toepler inventou uma técnica de fotografia chamada Fluxo de Visualização Schlieren para capturar visualmente essas mudanças na densidade. A teoria é meio difícil de se descrever apenas em palavras — o vídeo explica de forma mais gráfica —, mas permite que cientistas e engenheiros vejam o que normalmente é invisível: o calor que sobe de uma vela, a turbulência ao redor da asa de um avião, a rajada de um espirro.
O conceito de Schlieren também pode ser usado para ver o som. Afinal, som é apenas outra mudança de densidade do ar, uma onda comprimida ambulante. Um emissor empurra o ar ao redor, criando uma onda que viaja no ambiente exterior até encontrar o ouvido do receptor. Ondas de som viajam extremamente rápido — 343 metros por segundo, aproximadamente —, logo, uma câmera de alta velocidade é necessária para ver a passagem dessa onda".

Ativem as legendas e depois a tradução do You Tube.

segunda-feira, 14 de abril de 2014

Você quer mudança. Então, mude! (série de vídeos da PUC-Rio sobre conscientização social)



O vídeo acima Você quer mudança. Então, mude, descobri por acaso no You Tube, quando procurava outro vídeo e trata-se de material produzido pela PUC-Rio sobre a conscientização para a verdadeira mudança.
Afinal, como bem demonstra, de forma crítica e didática, não basta auxiliar o próximo (ajudar colega cega) e usar camiseta ambientalmente correta, sobre reciclagem e sustentabilidade e , contraditoriamente, jogar lixo (produto qualquer) fora do lixo (local adequado para descarte). Este situação é insustentável e corriqueira, pois vejo seguidamente pessoas com adesivos no carro e com discurso "politicamente correto", jogando lixo pela janela do veículo, papel no chão e tudo mais... Pior de tudo: pessoas que se dizem esclarecidas jogarem lixo na rua, dizendo que com isso estão dando emprego ao lixeiro, o que remete aquela piada: se matar pra dar emprego ao coveiro ninguém quer. Risos.
Unir teoria à prática, discurso à ação é algo que evitaria tanto desperdício, lixo e contradição. O verdadeiro patrulheiro ambiental ou político e social, não é aquele que controla as ações dos outros, mas a de si mesmo. Muitos criticam algumas ações dos outros, mas não se policiam o suficientemente. Agem como ambientalistas e/ou fundamentalistas de ocasião, conforme seus interesses.
Eu faço a minha parte. Tenho consciência da pedagogia do espelho que represento ao meu filho e outros alunos. Procuro local adequado para o descarte, às vezes caminhando quadras com papel, garrafa de plástico na mão para não jogar no lixo e poder, com isso, cobrar do outro a mesma ação, seja ambiental, política ou social...
Se queremos mudanças também precisamos mudar. Ou parafraseando Mahatma Gandhi: "Sejamos a mudança que desejamos ao mundo!"
Vejam abaixo, outros vídeos desta interessante campanha educacional:





















Vejam abaixo, campanha do DENATRAN, no mesmo sentido, chamada O trânsito só muda quando a gente muda: Pare, Pense, Mude, indicada pelo colega e amigo Luís Carlos Paulino, educador de Quixeramobim e editor do blog Direito de ir e vir:



domingo, 13 de abril de 2014

Planeta Terra: Todas as espécies estão ligadas pela teia da vida



O vídeo acima Planeta Terra: Todas as espécies estão ligadas foi indicação via Facebook da colega e amiga Elis Zampieri, educadora de Curitibanos, SC, Brasil e editora do blog Sobre Educação.
Trata-se de belo material para falar de meio ambiente, de biologia, geografia etc, com produção e edição de imagens de Luís Diego Marín Schumacher, a partir de arquivos da Nasa, BBC, Dakota Lapse, Preserve Planet e outros.
Que estamos todos ligados, conectados por uma rede, uma teia da vida, isto é nítido e vídeos com a técnica "Time Lapse" (lapso de tempo, em filmagem acelerada) demonstram isso. A natureza e o universos funcionam matematicamente como imensos sistemas operacionais, em que tudo tem um sentido e que para se manter o equilíbrio há que se preservar o meio e os ecosssietamas em que se vive; preservar o planeta que é a nossa Terra, nosso lar.
Sempre que olho uma casa abandonada, percebo musgos, galhos, até árvores crescendo em suas fachadas e paredes "mortas", provando que a vida se renova, mesmo onde aparentemente só existe o abandono. Se a ação daninha de alguns seres humanos, via poluição, desmatamento, guerras etc não existisse, ou se o ser humano sumisse do planeta, as coisas reconstituiriam-se de maneira veloz. Basta ver cidades perdidas e construções engolidas por densas matas, enterradas por dunas de areia etc.
Para complementar esta discussão, sugiro que assistam um poderoso documentário da BBC (vide abaixo), que trata dessas possibilidades:

O MUNDO SEM NINGUÉM - DOCUMENTÁRIO DA BBC

sábado, 12 de abril de 2014

A Máquina do Tempo no You Tube (e o You Tube como uma Máquina do Tempo Virtual)



O vídeo acima, First sound ever recorded é de 1860 e trata-se da reprodução do primeiro som gravado pelo homem (Édouard-Léon Scott de Martinville, França - apenas 10 segundos de uma mulher cantando "Au Clair de la Lune", À luz do luar ou apenas Luar), e o primeiro vídeo de projeto que pretende resgatar registros históricos, dispostos em uma linha do tempo, no You Tube Time Machine.
Tenho utilizado o You Tube como uma espécie de máquina do tempo, em diversos projetos educacionais e nas redes sociais, desde que comecei a ser formador de professores no uso das tecnologias da informação e da comunicação (TIC) na educação e também em projetos envolvendo alunos, resgatando, mostrando músicas, filmes, desenhos animados, propagandas e outros materiais do passado e do presente, com foco histórico, educacional e social. Ou seja, fazendo minha própria "arqueologia sentimental".
O You Tube, através de uma pesquisa sobre qualquer assunto, pode ser mesmo uma grande cápsula digital do tempo, não apenas sobre coisas do passado, mas sobre o nosso presente, preservando aos viajantes do tempo, num futuro distante, quando se debruçarem em suas "expedições" sobre nossa produção audiovisual, um pouco do que éramos e que conseguimos conservar para a posteridade...
Lembremos que muito do conhecimento da antiguidade foi perdido por desastres, guerras, e tudo mais, vide Biblioteca da Alexandria e outros locais. Mas hoje temos no You Tube (e outros portais de vídeos) um espaço para surpreendentes buscas.
Graças ao You Tube, Google e outros sites de busca, pude fazer uma "arqueologia sentimental", pesquisando por desenhos animados, animações, filmes, propagandas, videoclipes antigos que funcionam verdadeiramente como uma viagem no tempo.
Cito alguns deles, nos links abaixo:

A arca do Zé Colmeia: desenho animado e as primeiras noções de educação ambiental

Educação: Um jogo de palavras Além da Imaginação (cinema, videoclipe e sociedade)

Profissão Perigo: MacGyver - Como usar um mapa (televisão e educação)

Contrato de Risco (Stingray): televisão, rede social e educação

Maneco, o Super Tio (1978): educação, história, arte, cultura, cinema e meio ambiente

CinEducação - marcador do Educa Tube sobre filmes e educação

Estes são alguns exemplos do uso que faço do You Tube como minha máquina do tempo, mas muitos educadores podem também fazer suas viagens no tempo, pelo portal, e encontrarão preciosidades de sua memória e economia sentimental.
Sempre digo que "a memória é a nossa pequena máquina do tempo" e, recentemente, nas redes sociais, li frase atribuída ao ator Jeremy Irons, que vem ao encontro do que digo, penso e faço: "Todos nós temos nossas máquinas do tempo. Algumas nos levam de volta. Elas são chamadas recordações. Algumas nos levam adiante, elas são chamadas sonhos".
Cada professor têm seus sonhos, suas memórias, e saber utilizá-las em prol da educação é um achado que deveria ser a todos socializado, seja em blogs, redes sociais em canais de vídeo etc.
Para complementar esta postagem indico dois belos vídeoclipes que têm como tema a questão do Tempo, vide abaixo, que achei por acaso no You Tube:





sexta-feira, 11 de abril de 2014

A gente não quer só comida, a gente quer comida, diversão e arte (além de cultura e educação)



O vídeo acima Menina deu moedas pra músico de rua e olhem a surpresa, encontrei no You Tube e trata-se de mais um desses flash mob (movimentações relâmpago), muito comum na Europa e em algumas capitais, mundo afora, em que pessoas se reúnem com o objetivo de fazer apresentações em praças, estações rodoviárias, ferroviárias, aeroportos e todos os locais de grandes aglomerações humanas, levando arte e cultura, desde apresentações sinfônicas - como a do vídeo em questão - como de peças de teatro, dança, etc.
O que diferencia este flash mob de outras tantas? Nada em especial, apenas o insight que tive ao ver a surpresa da menina e a alegria de outras crianças, jovens, adultos e idosos com a beleza do espetáculo, em que os músicos não estão trajados à caráter, sem pompa e circunstância de um teatro. E por isso mesmo, lembrou outras duas canções brasileiras, das décadas de 1970, 1980.
A primeira, que me inspirou o título desta postagem é Comida, vídeo abaixo e link para a letra AQUI, da banda Titãs, que falava justamente dessa necessidade do povo, não apenas de comida, mas uma gama de coisas, dentre elas a arte e a cultura, para lhe dar subsistência, não apenas física, mas ética, moral, social e espiritual.



Sempre digo que não é que o povo goste apenas de músicas de gosto discutível. Não se pode gostar de algo que desconhece ou que está inacessível, restrito a lugares pequenos e caros. Ópera, música, clássica, teatro e muito mais, quando vão aonde o povo está, são bem vistas e bem vindas. E o flash mob acima é a prova cabal disto. Ninguém pode gostar de algo que lhe é negado pela grande mídia e a ditadura do mau gosto. Ditadura no sentido de que, por melhor que seja o ritmo, o estilo musical, ficar 24 horas por dia, 7 dias por semana, 30 dias por mês , 365 dias ao ano, apenas vendo e ouvindo as mesmas coisas é uma tortura. Não estou emitindo juízo de valor, apenas constatando a pouca diversificação da grade de programação das televisões, por exemplo.
A segunda canção que me lembrei foi Nos Bailes da Vida, de Fernando Brant e Milton Nascimento (logo a seguir e link para letra AQUI), que trata desta questão de "todo artista ir aonde o povo está"... E digo mais, não apenas o artista, mas principalmente o educador do século XXI, que precisa pensar outras formas de interação além da sala de aula, ainda no formato do século XIX e da formação expositiva, centralizada no professor, do século XX.



E este é o papel do educador moderno: fomentar discussões, incentivar a análise crítica sobre um contexto, mostrar outras formas de arte, fontes históricas etc Não ficar restrito apenas ao livro didático e seu "estudo dirigido", aos cadernos amarelados pelo tempo, à cultura massificada pelos meios de comunicação, que visam audiência e lucro acima de tudo... E as crianças e jovens são um mercado consumidor a ser explorado e às vezes manipulado por agressivas campanhas publicitárias.
Pensando esta bela e ainda atual canção, sob ponto de vista educacional: "Cantar era buscar o caminho/ Que vai dar no sol/ Tenho comigo as lembranças do que eu era/ Para cantar nada era longe, tudo tão bom". E de fato, educar é buscar um caminho que faça a informação gerar conhecimento, e neste processo, as lembranças do que fomos é algo essencial neste diálogo com o aluno. Cantar e educar levam ao duplo encantamento do ouvinte... A arte é um agregador, que possibilita diversas formas de expressão de um conteúdo educacional, pois a verdadeira arte é a expressão máxima de uma sociedade.
"Foi nos bailes da vida ou num bar/ Em troca de pão/ Que muita gente boa pôs o pé na profissão/ De tocar um instrumento e de cantar/ Não importando se quem pagou quis ouvir/ Foi assim" e assim deve agir o bom professor, diferentemente do simples burocrata do saber, que se importa mais com planos estéticos, carga horária, vestuário, número de dias letivos, sem interagir de forma lúdica, afetiva, experimental com seus alunos, sem se importar se quem pagou ou não, quis ouvir. O educador moderno deve fazer seu melhor e aqueles alunos que não são cativados pela arte, cultura, experiências de vida e boa metodologia e didática, jamais será tocado, encantado, e ai não é culpa da Educação Escolar, mas da formação familiar, da falta de limites e valores...
Entretanto, o Educa Tube Brasil sempre lembra que esta geração é eminentemente audiovisual, e saber utilizar de recursos que envolvam imagens, vídeos, música, dança, teatro, esportes e todo tipo de forma de arte e cultura poderá ser uma boa forma de encantá-la.
Imaginem chamar para reunião os pais, e ao invés de só expor reclamações e receios - que são reais e contundentes -, vez em quando promover algum tipo de flash mob (mobilização relâmpago) com os alunos, mostrando a seus progenitores e/ou responsáveis, os talentos natos de seus filhos para a arte, cultura e educação, de uma forma criativa, original e simples.
O aluno precisa ser acordado, despertado, encantado para as múltiplas formas de passar um conteúdo, seja ele qual for, desde que com humor, criatividade, colaboração (entre os próprios alunos e o professor) e cooperação (entre outros professores e suas turmas). Não é simples, não é fácil, requer trocas de experiências, planejamento, ensaios, mas quem disse que educar é algo simples? Nem tudo se aprende de forma autodidata. A visão e experiência de um professor sempre será necessária para qualificar um projeto, uma atividade, uma vida escolar, pois sejam "Nos Bailes da Vida" e nos caminhos do conhecimento, todos aprendemos e ensinamos uns aos outros...
Então, diante de flash mob's e outras mobilizações em prol da educação, ficam as perguntas que não querem calar, pois se "Bebida é água!/ Comida é pasto!/ Você tem sede de que?/ Você tem fome de que?.../ A gente não quer só comida/ A gente quer comida/ Diversão e arte/ A gente não quer só comida/ A gente quer saída/ Para qualquer parte.../ A gente não quer só comida/ A gente quer bebida/ Diversão, balé/ A gente não quer só comida/ A gente quer a vida/ Como a vida quer.../ A gente não quer só comer/ A gente quer comer/ E quer fazer amor/ A gente não quer só comer/ A gente quer prazer/ Prá aliviar a dor.../ A gente não quer/ Só dinheiro/ A gente quer dinheiro/ E felicidade/ A gente não quer/ Só dinheiro/ A gente quer inteiro/ E não pela metade..." (fragmento canção Comida, dos Titãs).

quinta-feira, 10 de abril de 2014

Nem tudo é o que parece. Não julgue tão rápido (publicidade, educação e sociedade)



O vídeo acima Nem tudo é o que parece - Não julgue tão rápido, descobri por acaso no You Tybe e trata-se de brilhante campanha publicitária, vencedora do Leão de Ouro de Cannes em 2005, feita para uma companhia hipotecária, indicando que a empresa, apesar das aparências do cliente, não o julga precipitadamente. Fantástica mensagem, ainda mais quando se percebe a grande precipitação que as pessoas estão envolvidas nas redes sociais, acusando, julgando e condenando outras pessoas por conta de certas imagens e postagens, muitas vezes sem ler as legendas ou o texto que as acompanha e já fazendo juízo de valor sobre assuntos que não domina.
A apresentação do vídeo no You Tube esclarece: "Não julgue tão rápido, procure ver o contexto. Um homem comendo cocô de cachorro, uma prostituta recebendo dinheiro, um enfermeiro matando um paciente, uma mulher fazendo sexo no avião e o namorado matando seu gato podem ser na realidade, um brownie que caiu no chão, um pai dando dinheiro para a filha, um enfermeiro matando uma mosca com um desfibrilador, uma mulher apertada para ir no banheiro enrolada com a turbulência e um gato atrapalhado sujo de molho de tomate".
A educação precisa incorporar os princípios básicos e eficazes da boa publicidade, passando uma mensagem em poucos instantes e imagens, de forma criativa, original e bem humorada. Vídeos como este e muitos outros que existem no ciberespaço servem mais do que dinâmica de grupo ou motivação, mas de fonte de debate crítico sobre textos e contextos sociais.
Tenho, como educador e pesquisador, percebido o grande clima de animosidade que existe nas redes sociais, justamente pela precipitação de alguns, que teimam em seguir a lógica da repressão policial em tempos de ditadura: "Meter o pé na porta! Atirar primeiro e depois fazer as perguntas..."
Percebo um fenômeno que denominei de "profunda superficialidade" por parte de estressados, apressados, fundamentalistas e patrulheiros de plantão, que são aquelas pessoas que se julgam acima do bem e do mal, que fazem a crítica antes da autocrítica, que tem uma visão binária do mundo (1 - 0; sim - não; certo - errado; falso- verdadeiro; preto - branco; homem - mulher, etc), sem ser especialista em coisa alguma, mal lendo o enunciado até o final, e se assim o faz, não sabe interpretar corretamente o sentido irônico, crítico, humorado de uma escrita...
Há muita mentira e sofismas circulando nas redes sociais, e as pessoas curtem e compartilham sem uma cuidadosa checagem. Há um apedrejamento virtual de certas figuras políticas e celebridades na base do achismo, da fofoca, do boato com roupagem de manchete, furo jornalístico, quando na verdade é apenas isso, um furo, um erro de avaliação...
Desde os tempos bíblicos - o Cristo nos ensinou - que é mais fácil jogar pedra do que olhar-se no espelho. Depois da vidraça quebrada, de uma pessoa apedrejada no sentido literal ou figurado, nem sempre se tem possibilidade de recuperar uma amizade, um coleguismo, um amor...
Somos todos humanos e o erro faz parte da aprendizagem, mas se é para errar que não seja sempre com as mesmas coisas e pessoas; que os erros nos sirvam de lição para tentar checar antes informações, reler um texto, antes de sair acusando, xingando, julgando, condenando, bloqueando pessoas, seja nas redes sociais digitais ou não... Afinal, como educadores - sejamos pais ou professores -, quando curtimos, compartilhamos e criticamos algo, somos também formadores de opinião...
Um ótimo material para tratar de alteridade, publicidade, educação e sociedade em tempos de redes sociais online e off line. E também para pensar um pouco sobre as falsas polêmicas da web e as precipitações de juízo de valor (sobre o que desconhecem) de uns pelos outros...

quarta-feira, 9 de abril de 2014

Incrível trabalho "manual" com os pés de um marceneiro etíope



O vídeo acima Amazing Ethiopia Sentayehu Teshale Works (Incrível trabalho do etíope Sentayehu Teshale), como o próprio nome indica, mostra a destreza que Sentayehu tem com os pés, trabalhando como marceneiro, fazendo bancos de madeira há 20 anos, sem usar as mãos. Percebam a força que seus pés e pernas têm para bater um prego com 0 martelo. Fantástica adaptação de alguém às limitações que a vida lhe impôs.
Mais que um vídeo motivacional, uma grande lição de humildade, força, persistência, resistência, competência e inclusão social.
Pessoas como Sentayehu são exemplos de superação que devem ser mostrados àqueles que dizem não ter talento para coisa alguma...
Todos têm ou descobrem uma aptidão na vida. E como lembra sempre o Educa Tube, entre o ideal e o possível, saibamos lidar com as nossas possibilidades.

segunda-feira, 7 de abril de 2014

Metrô: animação que mostra os caminhos inesperados do viver



O vídeo acima Metro, descobri via Twitter do Jorge Freire, de São Paulo, SP, Brasil, editor do Nerd Pai: o blog do pai nerd.
Conforme o Nerd Pai nos apresenta, animação conta a história de: "Uma estação de metrô, uma menina e a inesperada aparição de uma raposa e sua artimanha que torna possível a descoberta de um novo mundo. É assim que no curta de animação Metro, Jacob Wyatt mostra a cativante jornada de uma menina em busca de seu ticket roubado através dos subsolos do metrô".
Pensando o metrô e suas inúmeras estações de trem como a metáfora da vida, somos muitas vezes a menina da história, que em sua jornada pelo desconhecido, e através da educação, poderá encontrar um mundo novo do Conhecimento. Neste trajeto, o educador é a raposa que instiga a curiosidade da menina, levando-a pelos caminhos do saber...
Percebam que a menina não possui rosto, e as pessoas - os adultos - são apenas sombras e silhuetas numa multidão... Há muita simbologia nesta animação. O próprio ticket que é o ingresso para o metro, pode-se pensar, no campo educacional, como o ingresso da criança numa outra viagem em que os adultos são os guias, podendo ser positivos ou negativos em suas ações e omissões.
A raposa é este espírito de liberdade, de fuga... Impedida de seguir viagem no trem, derrubada pela multidão sem rosto, a menina segue a raposa pelas tubulações da estação, encontrando um mundo mágico e misterioso... Ao roubar e fugir com o ingresso da menina, a raposa leva-a até um imenso mosaico de outros tickets de outras crianças (alunos), quiçá, se alguma raposa educadora.
Dependendo das metodologia e didática utilizadas pelo professor, poderá aproximar ou afastar o aluno de sua aula... E cabe ao educador mostrar que todos somos uma peça de um imenso mosaico do conhecimento humano.

domingo, 6 de abril de 2014

Experiências Superloucas no Discovery Channel TV: cientistas analisam vídeos malucos da internet



O vídeo acima, Experiências Superloucas, descobri por conta de meu filho, enquanto este zapeava os canais de TV a cabo; mais precisamente no Discovey Channel Brasil e trata-se de interessante programa em que "cientista analisam vídeos malucos da internet".
Começa com o vídeo intitulado "escalada líquida", viral para empresa de trajes esportivos, em que um rapaz consegue caminhar literalmente sobre as águas, mas que analisado sobre a ótica da física, logo é desmascarado o "pequeno milagre", ainda mais quando depois mostram os artistas responsáveis pelo efeito especial, confessando tratar-se apenas de uma propaganda.
Há também a imagem do ciclista que sem pedalar consegue acompanhar um caminhão em alta velocidade por uma estrada. Fraude ou realidade? Neste caso é real, pois os cientistas demonstram que não se trata de um boneco e sim um ser vivo que se ampara nas leis da física, e no vácuo proporcionado.
Imaginem os professores de matemática, física, química, biologia e outros mais, popularizarem o conhecimento científico através de programas divertidos como este, que instiga a curiosidade humana, fazendo o aluno pensar, pesquisar, trocar ideias, antes deles mostrarem o resultado. Uma espécie de charada ou enigma visual.
Transportar o ambiente das chamadas "pegadinhas" e "videocassetadas", que as crianças e jovens veem e gostam, para o ambiente escolar, utilizando um material relevante de um canal de TV confiável, é um bom apoio para o início de uma aula.
Vejam abaixo, link para o programa na internet:

EXPERIÊNCIAS SUPERLOUCAS DISCOVERY CHANNEL

Um outro exemplo de como se pode, através vídeos divertidos, despertar o interesse dos jovens pelas ciências é esta cena da ótima série The Big Bang Theory, em que a personagem Sheldon inventa "physics mad libs" (frases físicas malucas):



Conforme apresentação do vídeo acima, no You Tube: "Sheldon está no refeitório da universidade com Leonard, Howard e Raj enquanto tem suas ideias excêntricas e além disso o Reitor da universidade o obriga a tirar férias". Um momento impagável.
O curioso é que falando de "frases físicas malucas", recentemente estudo falso foi aceito para publicação em mais de 150 revistas científicas renomadas, vejam AQUI.

sábado, 5 de abril de 2014

O Grande Salto: "A vida é um belo esporte" e, com sorte, graças à educação, poderá tornar-se até amor...



O vídeo Life is a beautiful sport (A vida é um lindo esporte), é um belo comercial que vi na TV e procurei no You Tube.
De fato, "A vida é um belo esporte" como na propaganda de 2014 (de apenas 30 segundos), em que um rapaz sente um frio na barriga, como se estivesse saltando do alto de um arranha-céu quando tenta beijar sua amada e provavelmente a ela se declarar.
Concordo que o simbolismo das imagens e o espírito da propaganda, no sentido de que às vezes precisamos mergulhar de cabeça no amor; dar saltos triplos nos problemas; praticar revezamento de sonhos; enfrentar os diversos "rounds" de nossos projetos; e só vencerá aquele que não desistir à primeira derrota e adversidade! E quando se ama o que se faz, tudo passa a ter outra dimensão...
A via e a educação, de certa forma, se assemelham mesmo ao esporte, e nos ensinam a trabalhar em equipe, a respeitar os conhecimentos de um treinador ou professor. Não é por acaso que os jogadores de futebol no Brasil, muitas vezes chamam seu técnico de professor... O futebol, por exemplo, o Educa Tube sempre considera a "metáfora da vida" pelas lições de superação que dá aos seus atletas e torcedores. É talvez o único esporte em que uma equipe nitidamente inferior física e tecnicamente, através da força, da disciplina tática, do motivação, pode enfrentar de igual para igual um "time dos sonhos"b e ainda sagrar-se campeã... Noutro esporte coletivo (volei, basquete, beisebol, etc) é inconcebível um time quase amador vencer um profissional. Quando muito um jogo apenas, jamais um campeonato...
Vejam também abaixo o mesmo comercial, ampliado (duração de 1 minuto), com alguns efeitos visuais a mais, intitulado "The Big Leap" (O Grande Salto):



O Grande Salto para o Futuro, parafraseando nome de programa do MEC - Ministério da Educação do Brasil (vide link a seguir), talvez seja um grande salto no escuro, pois o futuro é algo que ainda se está a construir no presente. Muitos projetos grandiosos nem sempre têm continuidade, justamente por isso, enquanto pequenos saltos, proporcionam, pela sua simplicidade, justamente a almejada continuidade, como Educa Tube sempre reitera em suas postagens. Em que o ensino e aprendizagem precisam correr juntos. Não basta ser um profissional do saber, há quer amar o que se faz...
Se pensarmos a educação sob a ótica do esporte - inspirados nos dois vídeos acima -, bem que podemos compará-la ao salto triplo do atletismo, em que o corredor toma uma boa distância e inicia sua corrida veloz, dando o primeiro salto e ainda no ar já se preparando para o segundo e novamente no ar preparando o corpo inteiro para o terceiro salto, caindo com os dois pés juntos... Ensino fundamental é aquele que requer maior impulso, e a partir deste, o ensino médio é o intermediário, que prepara para o derradeiro salto, do ensino superior...
Incentivar a prática esportiva, no ambiente escolar e familiar é essencial para o desenvolvimento físico e emocional da criança e do jovem. Trabalhar com limites e superação; com conceitos como vitória, derrota, empate; com alegrias e frustrações é fundamental. Educação e esporte são essenciais à sociedade.
Vejam abaixo, o por trás das cenas, do referido comercial: :



Abaixo, link para o programa Salto para o Futuro, da TV Escola/MEC/Brasil, que possui diversas séries de vídeos que podem ser utilizados pelos educadores com seus alunos, como "A Arte de Ilustrar Livros para Crianças e Jovens", "Cinema e Educação: Um Espaço em Aberto", " Cultura Digital e Escola", "Cultura Urbana e Educação", "Educação ao Longo da Vida" e muito mais:

SALTO PARA O FUTURO / TV ESCOLA /MEC

sexta-feira, 4 de abril de 2014

Os Caminhantes: cadeirante e paraciclista superando seus limites



O vídeo acima, Sobre Rodas / The Walkers (Os caminhantes), descobri nas redes sociais e trata-se de I Festival de Histórias Inspiradoras no YouTube, que mostra depoimento de Fred Carvalho, cadeirante e paraciclista que apesar das limitações físicas tornou-se um esportista e que sua superação dos limites é um exemplo àqueles que desejam seguir em frente, motivando outros e se auto motivando.
Um ótimo material para professores trabalharem a educação física, a educação especial, a inclusão social.

quinta-feira, 3 de abril de 2014

Nascido para a internet: divertido comercial sobre o futuro que nos aguarda



O vídeo acima, MTS Internet Baby , trata-se de comercial produzido para empresa de internet da Índia e de uma forma divertida e provocativa demonstra - de forma exagerada -, como a atual geração parece já nascer conectada aos multimeios e à cibercultura.
O Educa Tube Brasil até brinca com colegas e amigos de que do jeito que as coisas vão, logo as crianças nascerão com um cabo USB, ao invés de um cordão umbilical. O que fez uma colega dizer que não demorará também para virem "wi fi" (sem fio).
No que tange às tecnologias, as crianças atuais não têm medo de manipular qualquer tipo de equipamento moderno, digital (mas não tem a mesma destreza de manipulação de equipamentos analógicos e antigos de seus pais e avós, vide vídeo ao final desta postagem), sabem compartilhar descobertas entre si, aprendem em rede, socializam vestuário, calçados, seus brinquedos eletrônicos.
Já os pais, criados na cultura no "Não mexe que estraga!", alguns deles educadores, ainda encontram-se atados, dependentes da ajuda dos filhos para utilizarem televisores com diversas funções e configurações, DVD e Bluray, notebook, tablet e toda a parafernália tecnológica que a cada seis meses, no máximo um ano, torna-se obsoleta, diante de novos lançamentos nas versões 2, 3, 4 , 5 ... Neste sentido, os pais ainda não cortaram o cordão umbilical da dependência tecnológica de seus filhos, pois são estes, mesmo em tenra idade que mexem e remexem em tudo.
Se o professor dominar o conteúdo de sua disciplina, terá também o domínio de classe, utilizando ou não às Tecnologias da Informação e da Comunicação (TIC), mídias e redes sociais. Mas se souber interagir com seus alunos, através destes meios eletrônicos, poderá abrir um leque de possibilidades para ambos, fazendo do aluno seu monitor no uso das tecnologias, pois por melhor que seja o equipamento e a destreza de seu manuseio pelo aluno, este não terá jamais a bagagem de um professor que tem formação na área, se atualiza, se capacita, dialoga, interage com a sua turma. Que pesquisa formas de utilização das tecnologias aplicadas à educação. Existem projetos fantásticos disponibilizados no mundo virtual, que podem ser adaptados do universal para o particular. Existem diversos educadores que não apenas socializam sua prática educacional e tecnológica, como interagem com seus alunos e com outros educadores, via blog, e-mail, redes sociais... É preciso saber conectar-se às diversas possibilidades da tecnologias, sem se preocupar demais em ser um expert no assunto, pois, como o vídeo bem demonstra, de forma satírica, a criança já nascem com esta capacidade de de forma autodidata utilizar todo tipo de tecnologia que está surgindo, "nascendo" a cada dia...
Como educadores, sejamos pais ou professores, precisamos aprender a nos reinventarmos a cada dia, pois o futuro da educação e da sociedade indica que pais e filhos deverão cortar aos poucos uns dos outros seus cordões umbilicais de dependência tecnológica e financeira, respectivamente, atando laços de afeto, carinho, aprendizagem mútuos. Os pais precisam se conectar ao mundo dos filhos, principalmente os professores, para entender o modo de vida de seus alunos, para só assim, diante das novas tecnologias que podem ser aplicadas à educação, planejarem novas metodologias e didáticas de ensino.
Abaixo, vídeo sobre experiência sobres As crianças e a evolução tecnológica, utilizando as tecnologias conhecidas por seus pais e avós. Vejam a reação deles, se não é bem similar a de seus pais e avós, diante das modernas tecnologias atualmente em uso, o que demonstra que cada geração tem a sua tecnologia própria e sua forma de interação com elas:



quarta-feira, 2 de abril de 2014

Charlie e o Mar: comovente contato de um fotógrafo com duas focas na Antártida



O belo vídeo acima Charlie And The Seal! trata-se de comovente encontro, durante expedição à Antártida, entre o fotógrafo Charlie Bird e duas focas que ao verem o homem de sobrenome "Pássaro" deitado no chão, se aproximam e dão um abraço (sem braços), numa prova de carinho entre espécies, comprovando que a natureza é bela, mas que a natureza humana precisa se conectar mais aos demais seres vivos, colocados muitos em extinção ou perigo de - inclusive as focas - por conta da ação predatória e desumana de alguns seres que se dizem humanos.
Um vídeo que descobri no Twitter de Julio Valentim, que é Consultor e estrategista de marketing digital, de São Paulo, SP, Brasil, focado em resultados nas áreas de educação, empreendedorismo, música e política. O "focado" da apresentação de seu perfil, não é nenhum trocadilho com o vídeo das focas. :-)) Julio também encontrou o vídeo no interessante site Update or Die! (Atualização ou Morte!), que segundo o próprio portal: "Somos um movimento que celebra a inovação, através da troca de referências e insights entre membros de uma comunidade de early adopters, formada por profissionais das mais diversas áreas criativas e nossos leitores. Nossa vontade é inspirar e formar novos “updaters”, agentes da mudança em seus próprios universos pessoais e profissionais. Somos adeptos do ensino informal e do autodidatismo. Nossa dinâmica principal é online, através deste site e de nossas redes sociais. Presencialmente atuamos através de projetos, consultorias, relatórios e eventos. Curiosos em ação". Fica a dica para quem quiser visitar e seguir seu exemplo.
Pensando educação e sociedade, precisamos, enquanto educadores - sejamos pais ou professores - estarmos mais focados, tanto na teoria como na prática, tanto no discurso como na ação. Focar no trabalho, e fotografar, documentar, divulgar nossas experiências de vida, de trabalho, de lazer, arte e cultura que podem incentivar a outras pessoas, mandando a lógica perversa da grande mídia, de só mostrar o lado obscuro da humanidade, que existe e é uma realidade, mas que não é a maior parte. Há muita coisa boa acontecendo no mundo, muita gente fazendo o seu melhor, mas infelizmente, tanto educadores como focas só viram manchete de revistas, jornais, mídias digitais quando são vítimas de alguma agressão. Ações como a de Charlie Bird, um fotógrafo que não é paparazzi de plantão para revistas de fofocas, e de educadores que fazem projetos educacionais relevantes, raramente são destacados com a mesma dimensão das tragédias humanas e do reino animal. Os bons são maioria silenciosa, pois, do contrário, a humanidade e todo reino animal já estariam extintos, se as manchetes da grande mídia fossem a regra e não a exceção dentro de uma proporção muito maior que fica de fora do horário nobre, enquanto nome, mas nem tanto enquanto programação (discutível e às vezes nada nobre!), principalmente a dominical, que mostra gentes e bichos em vídeos, chamados pegadinhas, caindo, se machucando sem ser propaganda de remédio contra escoriações...
Precisamos estar mais focados enquanto educadores e fotógrafos de nossas experiências educacionais e sentimentais... Precisamos estar mais conectados entre o meio e o ambiente, promover esta sintonia entre à Mãe Natureza e a Natureza Humana.
Para ver, rever, refletir, debater e divulgar.

terça-feira, 1 de abril de 2014

Vaga-lumes e uma ideia luminosa: a inclusão e o outro lado da educação



O vídeo acima The Other Side(Fireflies)/ O Outro Lado (Vaga-lumes), da banda New Heights (Novas Alturas), descobri por acaso no You Tube, e trata-se de edição de videoclipe, feita por Skipper Williams, para o Projeto Jubileu para Consciência do Autismo, a partir da referida canção, parecendo um curta-metragem.
O vídeo sobre o qual foi inserida a canção, ainda não consegui descobrir na internet a versão original, mas conta a história de um menino que se muda para um novo bairro e inicia amizade com uma menina, sua vizinha, que o presenteia com seu brinquedo preferido: um uso branco de pelúcia.
O menino nada entende daquela curiosa "Boas Vindas", mas passa a observar a menina do outro lado da rua, já que as janelas de seus quartos ficam frente a frente...
Peter e Annie se comunicam através de escrita em folhas de papel (que remete ao curta Signs, Sinais). Um diálogo divertido e silencioso se instaura entre os dois amigos. Ele gosta de História, ela acha Matemática mais fácil. Ele gosta de aranhas por causa do Homem-Aranha; ela, de vaga-lumes, pois acredita que "eles enviam mensagens secretas uns aos outros". Algo que será essencial para entender ao final este belo clipe. Ambos gostam de um tipo de bala, mas Annie faz a ressalva: "apenas as vermelhas". Bom material para refletir sobre as coisas que temos em comum e nossas diferenças com as outras pessoas...
Peter tenta aproximação, visitando Annie em sua casa, tentando levar um presente: uma flor e um vidro cheio de balas vermelhas, as preferidas de sua nova amiga. Annie foge e a mãe chega para dizer a Peter que a menina tem autismo e que "ela tem dificuldade de falar com as pessoas cara a cara", frente a frente.
Diante do desconhecimento do que é autismo, o menino vai pro Google pesquisar o que significa. Autismo, segundo a Wikipédia: "é uma disfunção global do desenvolvimento. É uma alteração que afeta a capacidade de comunicação do indivíduo, de socialização (estabelecer relacionamentos) e de comportamento (responder apropriadamente ao ambiente — segundo as normas que regulam essas respostas). Esta desordem faz parte de um grupo de síndromes chamado transtorno global do desenvolvimento (TGD), também conhecido como transtorno invasivo do desenvolvimento (TID), do inglês pervasive developmental disorder (PDD). Entretanto, neste contexto, a tradução correta de "pervasive" é "abrangente" ou "global", e não "penetrante" ou "invasivo". Mais recentemente cunhou-se o termo Transtorno do Espectro Autista (TEA) para englobar o Autismo, a Síndrome de Asperger e o Transtorno Global do Desenvolvimento Sem Outra Especificação".
Segundo dados: "Algumas crianças, apesar de autistas, apresentam inteligência e fala intactas, outras apresentam sérios problemas no desenvolvimento da linguagem. Alguns parecem fechados e distantes, outros presos a rígidos e restritos padrões de comportamento. Os diversos modos de manifestação do autismo também são designados de espectro autista, indicando uma gama de possibilidades dos sintomas do autismo. Atualmente já há a possibilidade de detectar a síndrome antes dos dois anos de idade em muitos casos. Certos adultos com autismo são capazes de ter sucesso na carreira profissional. Porém, os problemas de comunicação e socialização causam, frequentemente, dificuldades em muitas áreas da vida. Adultos com autismo continuarão a precisar de encorajamento e apoio moral na sua luta para uma vida independente. Pais de autistas devem procurar programas para jovens adultos autistas bem antes dos seus filhos terminarem a escola".
Diante da situação, Peter, no dia seguinte, deixa outro presente para Annie à frente da porta de sua casa. Um manual de Código Morse para crianças, que é justamente uma linguagem a partir de sinais sonoros ou de luz, e junto a este um bilhete dizendo: "Para as nossas mensagens secretas".
Dito e feito, às noites, como dois vaga-lumes iluminando a escuridão, os dois amigos passam a trocar suas mensagens em uma nova linguagem de inclusão, um no mundo do outro. Existem muitas linguagens e sinais. A linguagem de sinais, normalmente, é pensada na questão da surdez, mas no caso do vídeo acima, trata de uma linguagem universal, utilizando sinais de luz, uma ideia luminosa, que poderá acontecer não apenas na ficção, mas na realidade...
Muito do sucesso de uma amizade e de uma atividade envolvendo pais e filhos, professores e alunos é fruto das diferentes linguagens que se usa para promover a interação de um no mundo do outro. E as TIC, mídias e redes sociais proporcionam diversas possibilidades de comunicação e interação.
Nossas diferenças são muitas, mas podemos, através da arte, da cultura, do espírito solidário e da educação, diminuir as barreiras entre as pessoas, quando procuramos entender e aceitar o outro como alguém diferente e não deficiente. Alguém que possui uma necessidade e que pode ser superada quando buscamos outras formas de comunicação, como fez o menino, neste belo vídeo.
Abaixo, clipe com a canção The Other Side, em sua versão integral:



A seguir, link para a tradução da referida canção:

The other side (Fireflies) - New Heights