CRIADO (ABRIL/2009) PARA INDICAR VÍDEOS DE E PARA EDUCADORES, ALÉM DE SUGERIR DIVERSOS RECURSOS TECNOLÓGICOS COM FINS EDUCACIONAIS.
Imagens: 3 filmes indicados aos educadores: A Cor do Paraíso e Filhos do Paraíso, de Majid Majidi (Irã) e Cinema Paradiso, de Giuseppe Tornattore (Itália).

sábado, 28 de fevereiro de 2015

O Menino da Internet: a História de Aaron Swartz (documentário sobre tecnologia e sociedade)




O vídeo acima, O Menino da Internet: a História de Aaron Swartz, foi indicação via Facebook da colega e amiga Elis Zampieri, educadora de Curitibanos, Sc, Brasil e editora do blog Sobre Educação, e trata-se de documentário que "narra a história do jovem Aaron Swartz (1986-2013), um jovem programador norte-americano que acreditava na mudança radical do mundo através da internet e da computação. Durante toda a sua vida, Aaron usou a programação computacional como uma forma de nos ajudar a resolver problemas e tornar o mundo um lugar mais democrático, justo e eficiente. Em uma destas tentativas, Aaron irá usar a rede do MIT (Massachusetts Institute of Technology) para realizar o download massivo de milhões de artigos acadêmicos de uma base de dados privada chamada JSTOR. Nesse meio-tempo, o Ministério Público dos Estados Unidos irá conduzir um processo criminal contra Aaron, que termina por levá-lo ao suicídio. Fonte: Daniel Valentim".
Um vídeo não apenas para tratar das possibilidades de uso da tecnologia na educação, mas para conhecer um pouco de um jovem, como muitos que existem nas escolas, que tem vontade de aprender e ensinar; que antecipou a wikipédia, com o portal Open Library (Biblioteca Livre) e que quando aluno, seu professor não entendeu seu potencial, e o criticou, rotulando-o como muitos fazem.
Professores dominadores, controladores, precisam rever seus conceitos, pré-conceitos e preconceitos sobre jovens que nem sempre são contestadores, mas que podem ser grandes aliados no processo de ensino-aprendizagem como apoiadores, monitores, facilitadores do uso das TIC, mídias e redes sociais na educação.
Um menino de 26 anos, pois vivia dentro da lógica de uma criança antes de ser convertida às convenções sociais, e às vezes à hipocrisia e tudo mais, já que investia em projetos com informação publica e conceitos como domínio público e aceso público a todos, quando de manifesto pela difusão livre de conteúdo.
Um jovem idealista que se inspirou noutro idealista, Tim Berners-Lee, o pai da moderna internet (www) que doou seu conhecimento sem obter lucro. Ambos defendem o acesso ao conhecimento como um direito humano.
Entretanto, como todo o revolucionário, seja digital ou não, sofreu um processo judicial por parte do governo dos EUA, que queria fazer dele um "modelo exemplar de punição" aos hackers e que o levou a um caminho sem volta.
Em um mundo cada vez mais consumista e individualista em que tudo é patenteado, Aaron não queria ganhar dinheiro, mas fazer um mundo melhor para as pessoas, defendendo o direto à liberdade para se conectar e pesquisar tudo, algo que tem a ver com a "cultura remix", de utilizar partes de um todo e recriar algo novo, que é essencial aos educadores hoje diante de seus alunos , podendo produzir conteúdo educacional relevante, mas que é barrado por limitadores e direitos autorais.
Como um amigo comentou, Aaron era aquele sujeito que risca um fósforo atrás do outro na ventania, até que um dia um deles acende e logo incendeia tudo, e todos... Um incentivador de produção coletiva, de deixar abertas suas invenções no mundo virtual para que outros pudessem utilizar e melhorar suas criações. Um documentário que traz uma visão tanto positiva e negativa web, como o próprio Aaron possuía, e dizia que só o tempo definirá se o que vencerá é a invasão de privacidade ou a liberdade de expressão e criação.
Assim como a internet, na educação, as TIC, mídias e redes sociais, bem como livro didático, televisão e tudo mais poderá ser bem utilizada ou não. Essa duplicidade somente o bom professor, junto com seus alunos poderá definir com o tempo, experimentando possibilidades, avaliando resultados, trocando experiências, como o menino da internet bem fazia.
Um documentário que serve para refletir sobre o mundo que vivemos e o mundo que desejamos para nós, nosso filhos, netos e os que virão depois...

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2015

Os alunos de hoje face à tecnologia de ontem (memória, história e sociedade)




O vídeo acima Os alunos de hoje face à tecnologia de ontem, trata-se de reportagem da TVI, Portugal, que encontrei visitando o blog TIC, Educação e Web, de Jorge F. Borges. Um material para refletir sobre a tecnologia na educação e os paradoxos de que os jovens, considerados gênios, são apenas seres que nasceram dentro de um processo tecnológico próprio e dominam melhor estas ferramentas, desconhecendo as tecnologias do passado, mostrando toda a dificuldade que têm (como os adultos com as novas tecnologias), como o simples manuseio de uma máquina datilográfica, a colocação da folha de papel e o digitar num teclado muito semelhante ao de um computador.
Vídeos como estes, além de uma boa aula de história da tecnologia, pode servir para sensibilizar professores e alunos para o uso compartilhado de informações, cada um ensinando e aprendendo um com o outro.
Mimeógrafo, retroprojetor, máquina datilográfica, videocassete, fitas de áudio K-7, telefone discado, compact disc (CD), etc, ja foram modelos de modernidade, de avanços tecnológicos, e hoje são peças de museu.
Tecnologias ficam ultrapassadas, pessoas, somente aquelas que não investem na formação, na capacitação continuada, na troca de experiências, na cooperação e colaboração com colegas e alunos, respectivamente.
Há muita resistência de adultos diante das novas tecnologias, mas mostrar que também há uma dificuldade dos jovens lidarem com tecnologias do passado é mostrar que todos podem ensinar e aprender com todos. Ninguém é melhor do que ninguém. E que trabalhar coletivamente traz benefício a todos.
Aproveito esta postagem para fazer link (logo abaixo) com outros dois vídeos de mesma temática, em que mostra experiência com crianças usando tecnologias antigas:

As crianças e a evolução tecnológica

Reação das crianças diante de um Walkman: Que coisa é esta?

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015

O drone do futuro e o carro voador de Os Jetsons (da ficção à realidade)




O vídeo acima, Uçan Motorsiklet Test Aşamasında (Fase de teste de motocicleta voadora, tradução livre em turco), descobri indiretamente via Twitter do escritor e poeta Beto Quelhas, de São Paulo, SP, Brasil e editor do blog Germina - Revista de Literatura e Arte. Trata-se, como o nome indica, de uma motocicleta adaptada a um tipo de circulador de ar, que a faz literalmente voar como um drone.
A alusão a um "drone do futuro", foi do Beto Quelhas, mas é bem plausível que no futuro consigamos de fato imitar a ficção científica e, mais propriamente, ao desenho animado Os Jetsons (vide abertura do mesmo, logo abaixo), em que num futuro distante as pessoas iriam para o trabalho, escola, fazer compras e tudo mais em carros voadores. Seriado dos anos 1960/70, que parecia algo inatingível, mas que a tecnologia tem se apressado em desmentir e imitar...
Não pude ainda identificar a que país esse invento pertence, descobrindo apenas que o referido vídeo da moto voadora foi publicado no You Tube, em 17/07/2013, e que a apresentação do mesmo é no idioma turco.



Cada vez mais os drones têm servido para inúmeros atividades, além da questão da espionagem e ações militares, sendo utilizados por pesquisadores, artistas, fotógrafos e cineastas, cabendo aos educadores se apropriarem dessas novas possibilidades em projetos com maior mobilidade, seja na educação ambiental ou em outras áreas do conhecimento.
Recentemente o Educa Tube destacou a criatividade de Alan Simões que junto com amigos criou o "PanDrone" que é uma pandorga (pipa) com uma câmera GoPro presa sendo empinada no céu da praia do Cassino, em Rio Grande, RS, Brasil, aproveitando os fortes ventos da região, numa criativa, simples e sustentável inovação, conforme link abaixo, com algumas propostas de sua utilização no ambiente escolar:

Drone nas Cataratas do Niágara (EUA) e "PanDrone" na praia do Cassino (BRA): simplicidade e inovação

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015

Aumente o sinal do Wi-fi usando uma latinha de cerveja ou de refrigerante (criatividade)




O vídeo acima, Minute Hacks: How To Boost Your Wifi Signal , descobri por acaso, quando fui citado no Paper (jornal virtual) do amigo Chris Gar, cantor e compositor do Rio de Janeiro, RJ e editor do portal que leva seu nome Chris Gar.
Esta postagem é fruto dessa "inteligência coletiva" que navega na rede social, compartilhando descobertas ao acaso, socializadas por ilustres desconhecidos, amigos, colegas, que sem essas trocas seria praticamente impossível saber da existência de projetos, atividades, notícias que mostram a criatividade humana, disponibilizada gratuitamente no mundo virtual.
É o caso deste vídeo que achei, ao ler o jornal de Chris Gar, e achei um site despretensioso, chamado Feicebuque, em que seu editor divulga suas descobertas da rede e em rede também, e que trata da possibilidade de aumentar o sinal do Wi-fi, usando uma latinha de cerveja, como demonstra no vídeo acima e no link abaixo:

Aumente o sinal do wi-fi usando uma latinha de cerveja

Uma pequena lata de alumínio, cortada seu fundo, dobrada ao contrário a parte de cima com o lacre, e recortada pela metade a aberta como uma pequena antena parabólica, se colocada sobre a antena do wi-fi, funciona como amplificador de sinal.
Confesso que não testei na minha rede wi-fi, já que meu sinal está no máximo, mas segundo pesquisa e comentários, é procedente a ação. Se alguém testar e quiser me repassar o feedback, socializarei aqui nesta postagem.
Deixado de lado superstições, crendices antigas, de meu tempo de criança, que um copo d'água sobre a TV, ou uma palha de aço de lavar louça na antena VHF melhorava o sinal, o vídeo em questão serve para professores de ciências conversarem com seus alunos sobre as possibilidades tecnológicas e o conhecimento agregado da informação que gere conhecimento mútuo. Muitas vezes conseguimos atingir os mesmos objetivos de projetos grandiosos, utilizando este conhecimento lógico, usando poucos recursos.
Gosto muito de comparar justamente o processo de construção do conhecimento humano à construção civil: nesta, a fundação, os alicerces vem de cima pra baixo (o ensino básico), enquanto o acabamento (reboco, pintura etc) acontece de cima para baixo (tal qual o ensino superior). Observando operários, vi que num prédio de 4 andares, por exemplo, os dois primeiros são feitos com tijolo maciço pra resistir à pressão dos dois demais, feitos com tijolo furado, mais leve. Mal comparando, o tijolo maciço é a aprendizagem pra toda vida, a base do ensino fundamental e médio, enquanto o tijolo furado seria o ensino superior e pós-graduação, que requer mais autonomia. Mas sustentabilidade, do ponto de vista de segurança e longevidade é sim, o tijolo maciço do ensino básico. A base de nossa sustentação ética, moral e social quando estamos em formação ou já temos nossa identidade formada.
Entre o ideal e o possível, às vezes temos que adaptar nossa realidade às possibilidades que o meio permite. Muitas vezes, projetos grandiosos são estressantes e não permitem a continuidade, que atividades mais simples evidenciam.
Exemplo disso, de não tendo condições ideias, adaptou-se projeto didático à realidade local (link abaixo), em que professora da rede pública, minha orientanda em pós-graduação em Mídias na Educação, não podendo adquirir equipamentos para a criação de uma rádio escolar, aliou-se à rádio comunitária para execução do referido projeto que serviu de base para seu TCC - Trabalho de Conclusão de Curso.

Projeto Rádio Escola: do local ao universal (Mídias na Educação)

Observação: Após publicação desta postagem o colega e amigo Francis Velasquez, educador e produtor digital do Rio de Janeiro, RJ, Brasil, socializou em meu Facebook o link abaixo, que trata de tema semelhante, mas utilizando uma lata de batata fritas:

TechMundo: Área 42: Melhore o sinal Wi-Fi com uma lata de batatas fritas [vídeo]

terça-feira, 24 de fevereiro de 2015

Educação e ciência a todo o Mundo e quase sem custos, via Internet



O vídeo acima Internet abre educação e ciência a todo o Mundo e quase sem custos, encontrei via Twitter de Jorge F. Borges, editor do blog TIC, Educação e Web.
Trata-se de reportagem do programa Learning World ("Mundo a Aprender"), do canal Euronews, com tradução do português de Portugal,que visitou Reino Unido, Grécia, Estados Unidos e Egito, para analisar "As novas tecnologias [que] têm vindo a invadir de forma progressiva as salas de aula nas últimas décadas. Já são muitos, aliás, os cursos que se podem tirar à distância, por exemplo, via vídeo-conferência. O ensino tradicional é ainda, contudo, a prioridade e, em tempos de crise, as despesas com livros e material são uma das maiores dores de cabeça para pais e estudantes. Mas… e se toda a informação necessária para o ensino fosse disponibilizada gratuitamente, sem restrições de tempo ou espaço, apenas dependente de uma ligação à internet?".
Outro conceito é de conhecimento aberto, não apenas versões pagas restritas pela conta de direitos autorais, mas disponíveis a todos, bastando um simples clique na tela. Algo que de fato está revolucionando a aprendizagem e a própria sociedade, mas ainda é um caminho longo, árduo e que requer investimentos, principalmente nesse espírito de comunidade, de trocas, de aprendizagens mutuas em que todos podem ensinar e aprender com todos (algo bem freireano, para citar o educador brasileiro Paulo Freire e seu pensamento por uma Pedagogia da Autonomia).
O referido programa aborda temos como o Open Book (livro aberto, plataforma aberta de publicação de trabalhos), Wikipedia (a enciclopédia digital, coletiva, online e gratuita), o compartilhamento de pesquisas e informações no mundo virtual, os videogames como recursos pedagógicos etc.
São apresentadas "três reportagens que mostram ser possível aprender, ensinar ou aprofundar os conhecimentos científicos sem ser necessário pagar pelos tradicionais livros didáticos ou monografias especializadas. Basta uma ligação à internet".
Ligação esta que ainda encontra-se precária na maioria das escolas de países chamados emergentes, como o próprio Brasil, em que o custo é alto e a velocidade é lenta, quando deveria ser justamente o contrário: baixo preço e alta velocidade para surtir de fato efeito na sala de aula, na escola e fora dela. Algo que precisa ser mudado na lógica da ele lógica, sem fio ou não...
Conforme mostra o vídeo: "Desde 2008 – curiosamente no início da crise global que mergulhou boa parte do Mundo desenvolvido na austeridade – um grupo de acadêmicos dedicou-se a uma nova plataforma de estudo gratuito pela internet. Chamaram-lhe "Open Book Publishers" (em tradução livre: "Editores Livro Aberto"). Já tem mais de 40 títulos publicados e alguns de autores bem conhecidos, como é o caso de Noam Chomsky (linguísta, filósofo e ativista político norte-americano). É usada em salas de aula de mais de 120 países, muitos deles subdesenvolvidos. Na Grécia, um dos países mais pressionados pela crise global, a “Open Book” é um sucesso. Veja acima porquê".

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015

Imenso mosaico que artista fez com 66 mil copos de água (da chuva)




O vídeo acima, The World's Largest Artistic (Rain)Water Mosaic by Artist Belo, foi indicação de minha esposa e colega Elisabete Brasil Roig, educadora de Rio Grande, RS, Brasil, que descobriu no Facebook.
Como o nome indica, trata-se de imenso mosaico de 3.600 metros quadrados, que o artista Belo criou com 66 mil copos plásticos (descartáveis e biodegradáveis) com água colorida (15 mil litros de água da chuva, 1 kg de corante vegetal), justamente para sensibilizar as pessoas sobre a questão hídrica e a crise global de água potável.
Este imenso mosaico precisou da colaboração de mais de 100 voluntários, durante 62 horas de trabalho, que segundo o portal Compartilhável, se colocados em fila, mediria aproximadamente 5,2 km de comprimento.
Ainda que a maior parte do planeta Terra seja coberta por água, a quantidade deste líquido essencial para sobrevivência dos seres vivos, é uma parte bem pequena, proporcional ao todo. E pensar em formas de tratar esta crise é um desafio para esta e as próximas gerações.
Um ótimo material para trabalhar noções de meio ambiente, sustentabilidade, cidadania, arte, cultura e sociedade.
Além disso, serve para mostrar como ações de grandes proporções como este mosaico, se feitas de forma coletiva (com uma comunidade), cooperativa (entre educadores e outros profissionais) ou colaborativa (entre educadores e seus alunos) poderá tornar algo complexo em uma experiência única e universal. Saber lidar com pequenos ou grandes grupos é algo essencial à educação e à sociedade, e os educadores que trabalham desta forma, conseguem resultados equivalentes a quantidade de pessoas que conseguem envolver numa dinâmica, num projeto, numa atividade. Sozinhos, somos como um pequeno copo plástico com água. Juntos, podemos ampliar as possibilidades educacionais e sociais, e ultrapassar os limites da própria sala de aula, escola, comunidade; inclusive, aumentando a nossa autoimagem.
O Educa Tube aproveita este tema para fazer um link (logo abaixo) com outro vídeo com temática ambiental, um audiovisual chamado "Carta ao Ano 2070", que busca a conscientização para o uso racional da água:

Carta do ano 2070 - Advertência à Humanidade - Preservação da Água | Meio Ambiente

domingo, 22 de fevereiro de 2015

Por que Heloísa? (curta conta o 1º. dia de aula de menina com paralisa cerebral em escola comum)




O vídeo acima Por que Heloísa?, em versão Libras (Língua Brasileira de Sinais), foi indicação via Facebook da colega e amiga Marisa Barreto Pires, educadora de Rio Grande, RS, Brasil.
O curta-metragem de animação, inspirado em livro homônimo de Cristiana Soares, "conta a história do primeiro dia de aula de uma menina de sete anos, com paralisa cerebral, em uma escola comum".
DE acordo com a coluna Catraquinha, do portal Catraca Livre, "a autora Cristiana Soares se baseou numa história real para levar o espectador a repensar o conceito de deficiência. O curta-metragem dá continuidade à trajetória de Heloísa, uma menina com paralisia cerebral, a partir do seu primeiro dia de aula em uma escola comum. Mostra também outros aspectos da primeira infância como suas relações familiares".
Além disso, do tema sobre inclusão, o vídeo traz componentes inclusivos como os "recursos acessíveis para pessoas com deficiências auditiva e visual". A inclusão efetiva, de tema e de recursos.
E este processo inclusivo tem que levar em conta não apenas a interação de crianças com deficiência em sala regular, como socialização, mas também observar aspectos essenciais de tempo de aprendizagem diferentes, que existem inclusive com alunos regulares (alguns mais lentos, outros mais avançados), dotando de um mediador, facilitador ou outro termo que empreguem para auxiliar o professor da disciplina, da turma; o espaço escolar, sejam dotado de rampas de acesso, de fácil locomoção, de equipamentos adaptados à determinada deficiência (surdez, cegueira, física, neurológica etc); do contrário, será apenas uma tentativa de inclusão, assim como é aquela que dispõe de equipamentos eletroeletrônicos de última geração, mas não proporciona ao profissional do saber formação adequada, capacitação continuada, especialização etc.
Por se tratar de tema similar, indico abaixo o curta premiado Cuerdas (Cordas), que apresentei aos seguidores do Educa Tube em postagem em fevereiro de 2014, que trata de um comovente e encantador curta-metragem de animação espanhol, que ganhou o prêmio Goya em 2014 e que foi inspirado em fato real, nos filhos do seu criador, Pedro Solis, que possui filha apaixonada pelo irmão com paralisia cerebral, e que merece recordação e divulgação:

Cordas: entre o acordar e o despertar para a inclusão educacional e social (Cinema e Educação)

sábado, 21 de fevereiro de 2015

A Língua das Coisas: belíssimo curta-metragem inspirado em poemas de Manoel de Barros




O vídeo acima A Língua das Coisas, descobri via Twitter de Chris Angelotti, editora de Literatura, de São Paulo, SP e trata-se de "Curta-metragem selecionado pelo programa Curta Criança do MINC e TV Brasil, livremente inspirado na obra de Manoel de Barros, exibido e premiado em festivais de cinema no Brasil e no exterior" e cujo link é destacado pelo portal CONTI outra: artes e afins.
O curta conta a história de um avô e seu neto, que moram num sítio próximo ao rio, em que o idoso ensina ao menino a pescar palavras e deixá-las secando nas árvores ao redor.
Mais do que um exercício poético, um material que serve para pais e filhos, professores e alunos verem em conjunto e discutirem depois suas impressões. Haja visto que cada um, seja criança, jovem, adulto tem a sua própria língua para definir as coisas ao redor. E conhecer um pouco do mundo do outro é necessário para que ambos possam melhor conviver, dialogar...
Com diz o avô ao neto: "Têm palavras que a gente leva pra vida toda e nem se dá conta" e que "tristeza engolida é a pior tipo de tristeza, gruda por dentro e não solta mais" E a vida se parece mesmo muito com o rio, de quem mora no interior, e o mar da grande cidade.
Quando o menino vê a mãe retornar, percebe suas mudanças, a cor do cabelo pintado, os vestidos coloridos, transformada. Logo sabe que terá que ir pra capital estudar e deixar o avô. Ambos combinam se comunicar pelas águas do rio que leva ao mar...
Na escola, o menino que falava por poesia, ensinado pelo avô, não é bem entendido em suas palavras pela professora, a escola tradicional normalmente represa a criatividade.
Há um rito de passagem de se ver refletido nas águas, entre a imagem e a identidade. O peixe pequeno do rio precisa crescer no mar imenso da grande cidade... A língua do rio é bem diferente da falada na cidade...
Então, as coisas não entram na cabeça do menino, não cabem, pois muito diferentes de sua antiga realidade. Crianças criativas (pessoas em geral), são consideradas muito diferentes das ditas normais, são seres estranhos, como poeta, escritor, artista, que veem o mundo ao redor com os mesmos olhos, mas não a mesma imagem, conseguem captar a mensagem da natureza, algo que a gente da cidade esqueceu de cultivar.
Um bom material para discutir o papel social do educador, levando em conta a sua realidade local (o rio), diante de um conteúdo universal (o mar).
Belo, lírico, poético e didático roteiro e direção Alan Minas, com produção Daniela Vitorino e trilha sonora de Clower Curtis.
Abaixo, Sinopse do curta-metragem:

"Em um sítio, distante de tudo, vivem o menino Lucas e seu avô. O avô só sabe a língua do rio, dos bichos e das plantas. Lucas está cansado da rotina de pescar e das histórias inventadas pelo avô, que diz pescá-las no rio: palavra por palavra. Um dia, a mãe de Lucas vem buscá-lo para morar na cidade. Mesmo contrariado, o avô o encoraja a ir para aprender a falar língua de gente. Na escola, a nova língua não entra na sua cabeça. Não cabe. E pra piorar, ele começa a escrever uma língua inventada, só dele. Todos pensam que ele tem um parafuso a menos. Em seguida, sua mãe recebe a notícia da morte do avô. De volta ao sítio, Lucas corre em desespero na esperança de encontrá-lo, na ilusão daquela notícia ser uma história inventada. Mas não é. Desolado, ele se senta a margem do rio, e sem se dar conta, dezenas de palavras são trazidas pela correnteza".

Posteriormente, pesquisa a trilha sonora, achei este vídeo, vinculado no You Tube a Clower Curtis e traz uma bela canção, também extremamente poética como o curta, um videoclipe infantil, desenvolvido pela grife Bebê Composer.



Para finalizar esta postagem, ligando a questão da poesia, da literatura, do imaginário, indico abaixo, link para matéria do portal Educar para Crescer, para entendermos "por que, desde pequenas, as crianças constroem narrativas onde situações vividas, imaginadas ou ouvidas se misturam":

TEM UM MONSTRO NO MEIO DA HISTÓRIA

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2015

A Casa de Pequenos Cubinhos: curta de animação sobre a solidão




O vídeo acima, A Casa de Pequenos Cubinhos, é um curta de animação japonês (2002), com direção de Kunio Katô, sobre a solidão e foi indicação via Facebook do colega e amigo Júlio Sosa, educador de Rio Grande, RS, Brasil, editor do Blog do Prof. Júlio .
O curta conta a história de um idoso que vive sozinho em um prédio alto, em uma cidade ao nível do mar, que com o passar do tempo começou a ser inundado por cauda do aquecimento global. Os cubinhos do título é uma referência à construção da casa feita de tijolos em forma de cubos, que teve que ser elevada a cada ano conforme o aumento do nível das águas.
Quando o idosos perde seu cachimbo, ele coloca equipamento de mergulho e vai descendo andar por andar, mergulhando também no passado, relembrando momentos de sua vida, revivendo tudo o que anteriormente havia acontecido naquela casa, antes de o prédio e a cidade serem inundados.
Um mergulho profundo que todos nós somos submetidos, quando submergimos em nossas memórias sentimentais. Se recordar é viver, manter a memória viva é o papel social de todo educador, resgatando o histórico de uma disciplina, escola, educação em geral para não nos sentirmos tão solitários, dividindo experiências de vida e profissionais.
O bom material para discutir questões ambientais, históricas e sociais.

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2015

Melhor prevenir do que remediar: três palavrinhas mágicas diariamente




O vídeo acima, que descobri na rede social e intitulei de Melhor prevenir do que remediar, é uma dramatização de algo que tem acontecido com frequência na vida real. E não apenas médicos, mas principalmente professores sabem muito bem que isso acontecesse cada vez mais, na mais tenra idade. E quando a escola assume o papel social de pais omissos, ausentes de corpo presente, permissivos e displicentes, estes muitas vezes se revoltam, superprotegendo os filhos. Muitas vezes justificando o injustificável, defendendo o indefensável.
Crianças sem valores nem limites, serão adultos, igualmente, sem valores nem limites. E aquelas três palavrinhas mágicas (desculpe, obrigado e por favor) nunca devem ser esquecidas, jamais deixarem de ser ensinadas.
Não basta dar bens materiais e não dar afeto. Não se compra respeito num consultório médico, numa farmácia. É preciso prevenir, do que depois remediar o futuro de crianças sem limites nem valores éticos, morais e sociais.
Educação começa em casa, instrução na escola, formação durante toda a vida... Eis as lições que o Tempo, nosso maior professor, poderá sempre nos dar...

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2015

A História de Meu Pai: “O futuro de uma criança vale qualquer sacrifício”




O vídeo acima, "My Dad’s Story: Dream for My Child" (A História de Meu Pai: Sonho para meu filho, tradução livre deste blog) encontrei visitando o portal PavaBlog, e trata-se de "comercial da empresa de seguros que emocionou muita gente e se tornou viral". Um entre tantos comerciais asiáticos (este, filmado na Tailândia) que tem emocionado o mundo e que conta "a história de menina que descobre que o pai esconde um segredo: uma mentira".
Um dia, enquanto ele passeia com ela por um parque e lê uma carta da filha, dirigida ao seu pai, tudo toma outra dimensão.
As primeiras palavras e frase são elogiosas: “Papai é o mais doce do mundo. O mais bonito. O mais esperto. O mais inteligente. O mais gentil. Ele é meu super-homem”. Depois há pausa e uma ressalva é feita pela menina: “Ele mente sobre ter um emprego. Ele mente sobre ter dinheiro. Ele mente sobre não estar cansado. Ele mente sobre não estar com fome. Ele mente sobre termos tudo. Ele mente… por minha causa”.
A comovente história ficcional encontra eco em muitos pais e mães que abrem mão de coisas para si mesmo, para poder dar o mínimo de satisfação a seus filhos, pois para estes, como encerra o vídeo: “O futuro de uma criança vale qualquer sacrifício”.
Segundo Pavablog: "O vídeo promove o MetLife’s EduCare, um programa que possibilita aos pais guardarem dinheiro para a educação dos filhos". E a associação que o portal faz do comercial com os de longas=-metragens “A Vida é Bela” ou “À Procura da Felicidade” são pertinentes, pois estes contam histórias de pais que fazem tudo pelo futuro de seus filhos.
Em um tempo que alguns pais atuam como "adolcescêntricos", sem se importar muito com o futuro dos seus filhos, dando-lhes babás eletrônicas digitais (tablets, videogames, notebooks, smartphones etc) para compensar sua falta de tempo e atenção; sempre bom lembrar que o maior bem que um pai pode dar a seu filho é afeto, carinho, dedicação, dentro de suas possibilidades.
Muitos dos problemas de relacionamento de crianças e jovens convivendo em sociedade,em geral, e na escola, em especial, são frutos do abandono emocional, ainda que tenham alguns muitos bens materiais.
Pensar o papel social dos educadores, sejam eles pais e/ou professores, como quem precisa dar exemplos, ser o guia daquele que está aprendendo a falar, caminhar, pensar é essencial, e nenhuma inteligência artificial poderá suprir, pois por mais inteliGENTE que as máquinas sejam ou ainda possam ser, jamais terão a nossa humanidade de se emocionar com pequenas coisas como um curta-metragem, que apesar de ficcional, é o espelho social de muitas crianças mundo afora. Nem todas tendo um pai tão dedicado como aquele ator...

terça-feira, 17 de fevereiro de 2015

Do Giz ao Tablet: por que a tecnologia não revolucionou a educação (documentário educacional)




O vídeo acima Do Giz ao Tablet: por que a tecnologia não revolucionou a educação , documentário que descobri na rede social. através do portal Terra - Educação, que como a apresentação do mesmo indica, trata-se de entrevista "com 35 pessoas totalmente imersas no universo da educação e a realidade é que ninguém tá feliz com a escola como ela é hoje. Os professores, os pedagogos, os pais, e muito menos os alunos, estão satisfeitos com o formato atual de educação". Senso comum de que a escola inventada no século XIX e ainda mantida sua estrutura básica até este século XXI, precisa urgentemente ser reinventada.
De acordo com o portal Terra - Educação: "O documentário tem como objetivo discutir o papel da escola de hoje, frente as diferentes mudanças que as novas gerações trazem e que a tecnologia deveria proporcionar". Do Giz ao Tablet mostra justamente este período entre o tradicional e o considerado mais moderno, entre tanto, como o Educa Tube Brasil tem reiterado em, diversas postagens: novas tecnologias requerem novas metodologias de interação entre professores e alunos e a comunidade escolar. De nada ainda substituir o mimeógrafo pelo computador com impressora, o retroprojetor pelo datashow, o giz pelo tablet, que são acessórios, ferramentas que complementam o ato de educar, se a didática e a metodologia continuar centrada no Magister Dixt (mestre disse), se o aluno for considerado apenas receptor de informação, se equipamentos que possibilitam mobilidade são utilizados de forma fixas em espaços rígidos, enfileirados; se o ensino mecanizado, centrado na memorização apenas tornar pessoas robotizadas... Enfim, se o pontual estiver acima do estrutural, já que o tablet, logo será peça de museu como a máquina datilográfica.
Para corroborar com o vídeo e texto deste blog, recomendo entrevista com Angel Pérez Gómez (Professor da Universidade de Málaga, na Espanha, defende uma mudança radical nos currículos e metodologias para adequar as escolas à era digital), que me foi indicada via Twitter pela colega e amiga Sibele Fausto, de São Paulo, SP, Brasil:

Angel Pérez Gómez: “Novas tecnologias com velhas pedagogias não servem para nada”

De fato, novas tecnologias com velhas pedagogias nada servem, pois repetem a mesma metodologia com novos recursos, apenas adaptando-os ao que já existia, sem promover transformações, apenas adequações ao modus operandi de sempre. Novas tecnologias requerem, sim, novas metodologias. Mais que isso, de sensibilidade para adaptar a tecnologia à realidade local, pois nem sempre o que funciona a contendo numa escola ou região, será assimilada ou surtirá o mesmo efeito noutra. A tecnologia será sempre o acessório do bem principal que é o ato de educar uns aos outros.
Como destaca Angel Pérez Gómez: "Ou as escolas mudam ou vão desaparecer em pouco tempo".
Não digo desaparecer, mas perder seu sentido social, isso sim, pois o modelo tradicional de educação tem se desgastado e mostrado ineficiente, desagradando a todos os envolvidos nele, de alunos e professores, a pais e funcionários, até gestores escolares e públicos.
Com os multimeios, as TIC, ,mídias e redes sociais, a escola, tanto como a sociedade tem sofrido mudanças, e estes recursos, às vezes tão criticados, podem ser sim, aliados, se utilizados em forma colaborativa, dentro e fora da escola, além do tempo e espaço tradicionais. Blogs, redes sociais, e-mails, SMS, internet, tablets, smartphones podem, se utilizados com planejamento, infraestrutura, avaliação tornarem-se também recursos pedagógicos extraclasse, complementando conteúdos que não possam ser trabalhados em sala de aula, por questões de logística, seja no tempo ou no espaço. Propor atividades extras, como assistir um filme, ler um livro relacionado a tema discutido e depois retomado em sala de aula, criar uma comunidade virtual para troca de ideias, esclarecimento de dúvidas entre professores e alunos, um blog para publicação de pesquisas e projetos, que poderá, enquanto em execução, ser restrito apenas aos integrantes da turma e professor, e após sua conclusão, disponibilizado a toda comunidade escolar e ao mundo digital, para estabelecer outras trocas entre turmas da mesma escola ou de outras escola e cidades.
Já dizia o poeta Fernando Pessoa: "Tudo vale a pena se a alma não é pequena", e e atualmente, graças as TIC, o que era antes uma imensa aldeia global, integrada aos poucos via televisão, hoje, digo eu, tornou-se uma pequena aldeia digital, acessada por telas que deveriam ser janelas para o mundo e muitas vezes são apenas tratadas como espelhos de Narciso, para auto-exposição. Como tudo na vida, há sempre elementos pró e contra, cabendo os educadores (pais ou professores) discutirem, avaliarem, planejarem formas adequadas de utilização.

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2015

Operação "Boca a Bico": pai ensina ao filho reanimar pássaro caído em piscina




O vídeo acima Pássaro é Salvo Com Massagem e Respiração Cardíaca, publicado no You Tube em 23/09/2014, descobri primeiramente no Facebook do colega e amigo José Carlos Antonio, educador de Santa Bárbara do Oeste, SP, Brasil e editor do blog Professor Digital.
Trata-se de ação caridosa, atribuída a Alessandro Sambatti, que faz massagem cardíaca e respiração "boca a bico" em pássaro que caiu na piscina de sua casa, secando depois a ave com secador de cabelos, e deixando-a reanimada no pátio, aguardando pelo voo.
O vídeo se encerra antes do reencontro do pássaro com sua mãe e do provável voo. Não se sabe se a ave sobreviveu. Eu já tentei ajudar pássaro que caiu do ninho, mas pelo estresse do tombo, e talvez o calor de minha mão, este não sobreviveu.
Entretanto, tenha sobrevivido ou não, o mais importante desta ação de Alessandro é que além da solidariedade aos animais (seres vivos em geral), tudo foi registrado, não apenas diante de uma câmera ligada, mas dos olhos atentos de seu filho (que só se ouve a voz no vídeo), dando uma verdadeira lição de amor ao próximo, ainda que este próximo não seja um ser humano, mas um ser alado. Com certeza, essa ação será inesquecível para pai e filho.
Todo educador, seja pai ou professor, e o Educa Tube Brasil nunca cansa de repetir isso, precisa ter a consciência de que seus atos são espelhados em seus filhos e alunos, sejam ações positivas ou negativas; que são replicadas num grupo social. É o que denomino de as pedagogias do Exemplo e do Afeto, que ficam cristalizadas neste breve vídeo comovedor.
Como bem escreveu o escritor e educador Augusto Cury: "A vida pode ser considerada como uma 'universidade', mas pouco ensina a quem não sabe ser um aluno". Pais devem ensinar e aprender com seus filhos todos os dias, pois a vida e o tempo são nossos maiores professores. E precisamos constantemente nos revezarmos neste duplo papel de professor-aluno, aluno-professor; apendendo e ensinando coletivamente. Professar a fé nos valores humanos, na defesa dos animais, do meio ambiente, do convívio em sociedade são obrigações de todos nós, e que nos fazem de fato representantes da Humanidade e não da barbárie...
Um pequeno material para uma profunda reflexão entre pais e filhos, professores e alunos sobre nosso papel social neste mundo.

domingo, 15 de fevereiro de 2015

Drone nas Cataratas do Niágara (EUA) e "PanDrone" na praia do Cassino (BRA): simplicidade e inovação




O vídeo acima, DJI Phantom - Niagara Falls, descobri no portal Awebic, e como o nome indica, trata-se de um veículo não tripulado (tipo drone), guiado por controle remoto e com uma câmera acoplada que faz imagens espetaculares sobre as Cataratas do Niágara. Uma espécie de "bumerangue" eletrônico, haja vista que ele sai do chão, sobrevoa uma região bela e perigosa, faz sua filmagem e retorno ao ponto de partida.
Como bem destacou no Facebook a colega e amiga Ana Beatriz, professora em João Pessoa, PB, Brasil: "As imagens são lindas, é claro, mas fiquei pensando como a roupagem tecnológica muda as coisas: colocamos pequenas câmeras de alta definição nos aviões e helicópteros com controle remoto e agora os chamamos de 'drones'".
Pensando nessa ideia dela, lembrei de experiência recente do amigo Alan Simões, filho da colega Marilene Simões, aqui de Rio Grande, RS, Brasil, que junto com outros amigos seus, pegou o conceito de "drone" e inovou com simplicidade e criatividade, levando em conta a realidade local, inventando o "PanDrone": junção as palavras Pan, de pandorga ou pipa com a figura do drone, instalando uma câmera GoPro, que é alçada voo, usando a força da natureza, na beira da Praia do Cassino, em Rio Grande, extremo sul do país, e conhecida pelos seus ventos constantes. O resultado pode ser apreciado no vídeo abaixo:



Em conversa com Alan pelo Facebook, sugeri a ele a possibilidade de um projeto pedagógico inter e multidisciplinar no início do ano letivo corrente, para que ele possa mostrar sua ideia e trabalho com o "PanDrone" a professores e alunos de uma escola pública que farei contato em breve, para que possamos trabalhar não apenas conceitos de drone, controle remoto, filmagem em alta distância, em ambientes que as pessoas não possam se deslocar, mas envolvendo também outros conceitos como mobilidade, educação ambiental, o próprio conhecimento agregado na construção de um "Pandrone", que envolve noções de física, matemática, ciências, tecnologia, arte, cultura, geografia, história, esportes e muito mais. Imagino saídas de campo com professores e alunos em que numa primeira fase se elabore as pipas, e use em usa delas ou mais, se houve possibilidade, seja uma câmera mais sofisticada, ou quem sabe, até mesmo um celular, para filmar o entorno, o grupo, documentando uma atividade extraclasse. O céu não tem limite, dependendo da criatividade.
E para ampliar esta questão, lembrei desta propaganda de empresa de tecnologia, Samsung - Start Amazing (Início surpreendente), que justamente destaca que "Todo mundo tem algo surpreendente dentro de si, esperando para ser lançado". E por lançado aos céus, pensei imediatamente na ideia de Alan Simões que utilizou a criatividade para fazer algo que envolveria um custo alto, no caso, da aquisição de um drone mesmo. Usando de materiais de baixo custo, à disposição, unindo a cultura da região, do empinar pipas (pandorgas), valendo-se da força constante dos ventos na beira da praia, ele fez algo diferente do que temos visto em drones convencionais.
E eu, nesta ideia simples e eficiente, vislumbrei essa possibilidade educacional de um projeto colaborativo entre professores e alunos. E o vídeo abaixo é um motivador para educadores e educandos que queiram surpreender a si mesmos e aos demais, fazendo coisas que, por conta de sua simplicidade, permite a continuidade, seja um "PanDrone" ou outra atividade que adapte o universal à questão local:



sábado, 14 de fevereiro de 2015

Pintura com fogo: técnica de criação de retratos de Steve Spazuk




O vídeo acima, SPAZUK portrait "Fire Painter", descobri na rede social e trata-se de técnica de pintura, criativa e original, criada pelo artista franco-canadense Steven Spazuk, desenvolvida nos últimos 14 anos, em que faz trilhas de fuligem em folha de papel, literalmente "brincando com fogo" enquanto faz arte em seus retratos.
Impressionante ver a maestria de Spazuk com uma espécie de lampião fazendo seus efeitos visuais em um folha de papel, e depois com a fuligem, usando uma pena de ave ou um pequeno pincel para pintar outros detalhes do retrato e outras imagens. O resultado é fabuloso e a música ao fundo (de Pierre Desmarais) contagia o espectador.

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2015

A mulher mais linda do mundo: entre a essência e a aparência




O vídeo acima, A mulher mais linda do mundo , descobri indiretamente no Twitter da amiga Helena Neviani, de Rio Preto, SP, Brasil, editora do Bê Neviani Blog e trata-se de uma daquelas divertidas entrevistas com crianças (material produzido por empresa espanhola de produtos infantis, feito para o Dia das Mães); no caso, convidando-os para escolher quem é a mais linda, entre fotos de belas mulheres bem maquiadas e de suas mães, sem produção alguma. O resultado, logicamente, até é o esperado, levando-se em conta que para um filho a mãe sempre será a mulher mais bela do mundo, pois as crianças lidam com outros valores, não apenas a aparência externa, mas a essência interior, que só quem ainda não conhece a ironia, o sarcasmo, o duplo sentido, as convenções sociais, éticas e morais pode com tempo flexibilizar-se, no que alguns chamam de diplomacia, outros de algo mais pejorativo.
O padrão de beleza que alguns determinam por modismo, comodismo ou interesses vagos é diverso do senso comum de beleza que toca ao coração.
Assim como com as mães, algo similar acontece com os professores, quando agem com carinho, afeto, respeito, interesse com seus alunos, cria-se uma relação de reciprocidade em que o Photoshop é um recurso para edição de imagens de terceiros, não de si mesmos. Não precisa ser nenhum especialista em psicologia infanto-juvenil para saber que todos gostam de atenção, de ter vez e voz, de poder colaborar, interagir, mostrar seu potencial.
Estudos, pesquisas indicam que o professor ainda é uma referência para o aluno, podendo ser e ter uma relação positiva ou negativa, tal qual um espelho, pelo exemplo que reflete, projeta em seus atos. Sabidamente que também a escola é um segundo lar, às vezes até o primeiro de um aluno, que projeta no(a) professor(a) a figura paterna/materna ausente, ainda que de corpo presente. Enfim, a beleza e/ou tristeza não estão apenas nos olhos de quem vê - como diria o poeta -, pois esta imagem é resultado de uma relação dialética entre emissor e receptor, entre locutor e interlocutor; requer uma troca de experiências, de respeito, de informações que gerem conhecimento mútuo.
Um vídeo que serve para refletirmos sobre questões como os conceitos de crianças e adultos sobre temas como beleza, amor, carinho etc.
Para complementar esta postagem, indico abaixo o videoclipe de Bruno Mars, Just The Way You Are (Exatamente como você é), que demonstra além de ótimos efeitos visuais (com fita magnética K-7) e ser música de fundo do vídeo acima, ilustra justamente isso, de que o que importa é SER mais do que PARECER: