domingo, 10 de dezembro de 2017

Presentes que vem do coração e o verdadeiro Espírito de Natal que não têm preço, só apreço!




O vídeo acima, Presentes que vem do coração, descobri no Facebook da poet'amiga Ju Blasina, e trata-se de campanha do CDL - Centro de Diretores Lojistas da cidade do Rio Grande, no extremo sul do Rio Grande Sul, Brasil onde resido e é comovente por diversos componentes>
O ator que encarna o "Espírito de Natal", Pablo Machado dos Santos, filho de minha colega e ex-professora Surama Santos é um talentoso artista que recentemente me cativou na apresentação Natal Luz, no Asylo do Rio Grande, apresentando a encenação do Presépio Vivo, naquela instituição. Além disso, Pablo é um vencedor. Sobreviveu a um assalto em que foi alvejado e esteve em estado crítico, e agora nos brinda com lindas apresentações, vestido de palhacinho.
Na Promoção do CDL Rio Grande, Pablo, vestido de "O Espírito do Natal", entrevista no centro da cidade e em shoppings de Rio Grande, diversas pessoas que abrem um presente com uma palavra mágica: AMOR, GRATIDÃO, CORAGEM, FORÇA, FÉ e outras mais. A reação das pessoas, a emoção dos encontros já valem por si só, por resgatar em nós o humano, o verdadeiro espírito de Natal, que não tem preço, só apreço, como digo àqueles que a gente gosta e que gostam da gente.
A arte esta em toda parte e a cultura é que nos une em sociedade.
Como educador, usando da arte, cultura e tecnologia em meu fazer pedagógico, sei o quanto é importante sensibilizar o aluno para o mundo em que vivemos, do quanto é necessário dialogar com as gerações estabelecendo uma troca de experiências e de saberes. De que a verdadeira rede social começa na família, se amplia na escola e permanece na sociedade, seja de forma digital ou não.
Pequenas ações, como esta, promovem a empatia, a solidariedade, a alteridade, a interação, no verdadeiro espírito social de comunidade. Parabéns ao Pablo, ao CDL e a todos que mantém acessa a chama da solidariedade e da humanidade entre nós...

quinta-feira, 7 de dezembro de 2017

Sem palavras: comovente publicidade natalina que trata da inclusão de deficientes auditivos




O vídeo acima, que batizei de SEM PALAVRAS, conforme encontrei por acaso no YouTube, trata-se de campanha publicitária natalina (2017) de rede de lojas de vestuário que comove por trazer um assunto atualíssimo, inclusiva que foi tema da redação do Enem - Exame Nacional do Ensino Médio de 2017: a inclusão.
O comercial que parece um curta-metragem conta a história de duas meninas com dificuldade de comunicação, até que uma dela descobre o real motivo: nãos e tratava de antipatia ou falta de empatia, mas de limitação por deficiência auditiva (surdez).
Eu, José Antonio Klaes Roig (editor do blog Educa Tube Brasil), já coordenei entre 2005 e 2007 projeto de informática na educação especial, em parceria com o Núcleo de Tecnologia Educacional que atuava e os professores da educação especial da EEEF Barão de Cerro Largo, de Rio Grande (RS) Brasil. Na oportunidade, eu como formador no uso dos multimeios na educação, tinha como atribuição principal capacitar professores da rede pública estadual no uso das TIC e Mídias na Educação. O projeto com alunos da educação especial surgiu das tratativas do professor Nerocy Miranda Filho (coordenador do NTE à época) com a professora Jane Alano (da Escola Barão). Com a ida do prof. Nerocy para a iniciativa privada, assumi a coordenação do NTE e do projeto, readaptando-o às novas turmas, pois além de alunos deficiência mental foram incorporados alunos com deficiência auditiva, visual e portadores de altas habilidades. E o mais interessante neste projeto é que todos os envolvidos, de professores a alunos, TODOS aprendera uns com os outros. Minha formação na tecnologia precisava do conhecimento da educação especial que os professores tinham, e ambos contamos também com auxílio de monitores: alunos com deficiência auditiva e visual que nos auxiliaram no uso de softwares e programas que os mesmos utilizavam em seu cotidiano. O o mais interessante de tudo: alunos ouvintes aprenderam com relativa facilidade a Libras - Língua Brasileira de Sinais para se comunicar com os colegas surdos, mesmo que estes mesmos alunos (ouvintes) tivessem dificuldades em algumas disciplinas como matemática, por exemplo. O que fez os professores envolvidos no projeto refletir sobre a própria questão da aprendizagem que muitas vezes funciona em função do interesse despertado por alguma atividade significante.
A inclusão tem que ser pensada, não apenas como integração e interação do portador de alguma necessidade especial com a realidade dos demais, mas principalmente da interação e integração de ouvintes com os surdos de videntes com cegos etc. Conhecer o outro, sentir suas limitações é mais do que um exercício de alteridade, mas uma necessidade para que possamos TODOS pensar o próprio ato de aprender e ensinar.
Sem palavras, mas com ações é possível realizar mais coisas que com cem palavras... Quase sem palavras fico quando vejo iniciativas que promovem o respeito à cidadania, ao diferente, ao desigual propondo uma equidade de realizações...

segunda-feira, 4 de dezembro de 2017

Divertida e criativa encenação de nado sincronizado feita por alunos do 5º ano




O vídeo acima, Nado Sincronizado, encontrei no Facebook da colega e amiga Jucelene Pacheco, educadora de Rio Grande (RS) Brasil e trata-se de encenação de alunos do 5º ano no show de talentos de uma escola, que mescla bom humor, simplicidade e criatividade. Um exemplo de como é possível ser criativo usando poucos recursos, obtendo um ótimo resultado.
Coisas criativas que ocorrem nas escolas e que precisam ser documentadas e divulgadas.
Quem souber o nome da escola e a cidade, favor deixar aqui nos comentários desta postagem pois não consegui identificá-los.

sexta-feira, 1 de dezembro de 2017

O YouTube como pequena máquina do tempo através da memória audiovisual coletiva




O vídeo acima São Francisco 1906 e descobri no YouTube, que considero uma pequena máquina do tempo justamente por possibilitar que encontremos vídeos sobre todos os assuntos, principalmente material histórico como o que mostra pouco menos de 10 minutos de um passeio pelas ruas da cidade de São Francisco, nos primórdios do século XX, quando os primeiros automóveis começaram a rodar pelas cidades.
Não somente o professor de História, mas principalmente este, tem ao seu dispor um riquíssimo acervo de vídeos, documentários etc que possibilitam ilustrar suas aulas e estimular o debate sobre a história do conhecimento.
Evidentemente que não se assemelha as imagens de um Grand Thief Auto (GTA), mas para quem é pesquisador, poder simular um passeio por ruas e cidades antigas é uma sensação inestimável. Poder convidar filhos e alunos para este passeio, melhor ainda. Pensar que o próprio GTA pode ser um espaço virtual de aprendizagem em interação com vídeos históricos, melhor ainda. Basta criatividade, dinâmica e e planejamento de integração do conteúdo programático à atividade em questão.
Reunir fotografias e vídeos antigos da escola, de professores pais e alunos e editá-los como pequenos documentários e socializ-alos em blogs e em apresentações na comunidade escolar.
Contextualizar situações como bondes elétricos que existiram até algumas décadas atrás e que sumiram em prol do petróleo/gasolina e hoje retornam os carros elétricos como algo moderno, é também dialogar entre gerações e sobre conceito como o que é de fato moderno e antiquado. Do vidro que foi substituído pelo plástico. De discutir conceitos sobre educação ambiental, reciclagem de coisas e ideias.
Abaixo, outros vídeos de décadas passadas:





quarta-feira, 29 de novembro de 2017

Felicidade: animação de Steve Cutts sobre o vazio existencial preenchido pelo consumo




O vídeo acima Happiness (Felicidade) de Steve Cutts é uma impressionante e reflexiva animação "Sobre o vazio existencial sendo preenchido pelo consumo de lixo industrializado... Triste geração viciada em black fryday!". OU como disse certo alguém: de quem gasta o que não tem para comprar o que não precisa.
Uma animação que descobri por acaso no Facebook mas que é um reflexo do momento em que vivemos, todos correndo atrás de uma falsa felicidade, dos paraísos artificiais, de coisas para completar esse grande vazio, quando o TER é mais importante que o SER, de fato, feliz, com coisas simples da vida. br /> Um ótimo material para dinâmica de grupo para se pensar sobre o conceito de felicidade, além dos padrões de consumo impostos pela publicidade e os meios de comunicação.

domingo, 19 de novembro de 2017

Seu Darth: comercial que é convite ao diálogo entre as gerações e viagem à imaginação




O vídeo acima que intitulei de Seu Darth é um criativo comercial criado por empresa de jogos eletrônicos para anunciar o lançamento de Battlefront II e descobri na página do Facebook de Mob Nunes, professor e premiado produtor cinematográfico estudantil.
O comercial que na verdade é também um curta-metragem que promove um diálogo entre gerações, de professores com alunos, de pais com filhos, de mestres jedis com padawans, de gamers com cinéfilos ao contar a história de duas crianças que compartilham o amor pela série e saga Star Wars e que vão crescendo cultivando este imaginário até a adolescência, numa experiência de imersão naquele mundo de fantasia, assim como fazem os leitores diante de um livro.
O imaginário, através da arte e da cultura é uma grande forma de estabelecer uma linguagem universal com filhos, alunos, pais, outros professores e a comunidade escolar. Trabalhar com audiovisual, com cenas de filmes, vídeos diversos (comerciais curtas, animações, slides etc) é o que o editor deste blog educacional tem feito em sua prática pedagógico, sendo formador de professores no uso dos multimeios ou em projetos em parceria com educadores e seus alunos, pelo planeta Educação.
Games, cinema, tecnologia, arte, cultura são recursos tecnológicos e também pedagógicos, quando utilizados dentro de um planejamento que una a diversão com a aprendizagem. O próprio professor pode ser visto pelos alunos como um severo "Seu" Darth Vader ao mesmo tempo que os professores podem ver sua turma como uma stormtrooper, caso não exista empatia, sinergia, alteridade, interação e integração entre os meios e os fins. Os meios ou métodos educacionais utilizados pelo mestre (jedi ou não) e os fins pedagógicos, que é o objetivo principal que fazem pais matricularem seus filhos em uma escola.
Promover este diálogo entre gerações é essencial para jedis e padawans da galáxia Educação.

quinta-feira, 16 de novembro de 2017

Soar: belíssimo curta-metragem de animação para reflexão sobre a aprendizagem que acontece em toda parte




O vídeo acima SOAR, foi indicação da colega e amiga Josane Batalha Sobreira, educadora de Campinas (SP) Brasil e editora do Josobreira's Blog.
Trata-se de curta-metragem de animação digital em 3D, de Alyce Tzue, que já na primeira vez que assisti, me causou um profundo encantamento e em seguida, ao revê-lo, me aprofundou mais ainda a sensação, proporcionando-me mais reflexões a partir das cenas que se desencadeiam, e que me permitiram pensar sobre o processo de educação como um todo, não apenas o ensino formal mas a aprendizagem invisível (como diz Cristóbal Cobo), que ocorre além da sala de aula e dos muros da escola, no cotidiano extraclasse do aluno.
A história é simples e universal, mas encantadora:
Em um dia como outro qualquer - mas sempre destaco que nenhum dia, nem um só dia é como outro qualquer -, um menino solitário está no quintal de sua casa com seu pequeno avião de brinquedo tentando fazê-lo voar... sem muito sucesso. Com o manual na frente e o garoto não consegue manter seu avião de brinquedo no ar... Desanimado, tudo muda quando uma pequena mala cai literalmente em sua cabeça... e em seguida pousa sobre a mesa do quintal um avião que parece de brinquedo, mas é pilotado por um garoto em miniatura, que talvez tenha se desfeito de sua bagagem para manter seu voo...
Um garoto sonhador e um pequeno piloto se encontram por acaso, embora nada seja por acaso...
O imponderável faz com que os dois garotos, um gigante e outro diminuto se espantem um com o outro, pois aquilo desafia a lógica de cada um... O garoto em miniatura (que lembra o antigo seriado de TV Terra de Gigantes), com a hélice de seu pequeno avião com defeito vê sua esquadrilha seguir em frente pelo céu e ele ficar ali perdido. O lápis que é usado pelo ser diminuto, como uma arma de defesa, é pensado pelo garoto gigante como um meio de tentar consertar o pequeno avião. Depois de algumas tentativas, adaptando materiais à nova realidade, eis que a dupla obtém sucesso naquela empreitada em conjunto, transformando o avião em um balão aproveitando a força dos ventos.
O curta pode ser visto por educadores - sejam pais ou professores - como uma bela metáfora da aprendizagem que acontece em toda parte, unindo arte e cultura. O lápis como instrumento e arma entre as dimensões do ensinar e do aprender... Um vídeo que nos faz refletir sobre a questão do brincar, do imaginar e do sonhar de olhos abertos. De como a colaboração entre gigantes e pequenos, entre pais e filhos professores e alunos, mestres e aprendizes proporciona conhecimento a ambos. De que a teoria precisa da prática, do real se alimenta do imaginário, as grandes invenções foram antes de tudo sonhadas, imaginadas... Que inovar é transformar conceitos antigos e novas formas de entender o mundo ao redor, usando as forças da natureza e da natureza humana, iluminando a escuridão.
Muitas vezes precisamos dos outros para fazer nosso aeroplano voar, para encontrar nosso caminho seja na terra, no mar, como no ar. Que com organização, planejamento, metodologia, parceria, convergência de equipamentos e de pessoas com um objetivo em comum é possível superar as limitações voando alto e ainda por cima, sendo exemplo e sinalizando caminhos...
Um curta-metragem de animação que pode promover uma grande reflexão entre professores e alunos, pais e filhos, por conta dos aspectos artísticos e pedagógicos que contém.

segunda-feira, 6 de novembro de 2017

A "falsa" felicidade nas redes sociais digitais: um reflexo e uma reflexão




O vídeo acima A "falsa" felicidade nas redes sociais descobri no Facebook e é um bom material para discutir o reflexo do cotidiano a que estamos todos expostos e provocar uma reflexão sobre o mesmo. Da exposição, nem sempre fidedigna da realidade, ou do excesso de exposição nas redes sociais digitais. Da necessodade que alguns têm de estar sempre conectados e da manipulação da informação.
Mas talvez, o grande problema nem seja a exposição em si, mas a perda do contato social, além do meio digital, da falta de empatia e de interação com o semelhante em ambientes sociais, como restaurantes, casas, parques etc, todos conectados, querem mandar uma selfie a todo instante e ver o que os outros estão postando...
Existem pessoas que compartilham informações relevantes, que usam o bom humor para contagiar as pessoas que o seguem, que interagem através de chat ou no aberto mesmo com outros amigos. Pessoas que auxiliam umas às outras. br /> O objetivo da publicação deste vídeo neste blog educacional não é criticar nem censurar ninguém. Muito pelo contrário. Visa promover essa reflexão sobre os multimeios e as relações que são criadas e as possibilidades de uso, dentro de uma rede social educacional, em que os educadores podem compartilhar projetos, atividades, vídeos, fotografias, planos de aula, fazer reflexões e autocríticas, inspirando outros educadores, e promovendo trocas de saberes.
Ainda que muitos compartilhem sua "falsa" felicidade, existem outros que são felizes ao seu modo e inspiram outras pessoas com o que publicam na rede social. Nem 8 nem 80, mas um meio-termo seria o ideal.

sábado, 4 de novembro de 2017

TV Escola Crianças: aplicativo que reúne diversão, animação e conteúdo educativo disponível para download gratuito




A TV ESCOLA/MEC (Ministério da Educação do Brasil) está disponibilizando para download gratuito seu novo aplicativo TV ESCOLA CRIANÇAS, "que reúne diversão, animação e conteúdo educativo desenvolvido pela equipe de tecnologia da TV Escola" e na Google Play, para iOS e Android.
Conforme apresentação do aplicativo, pela própria TV ESCOLA, o TV ESCOLA CRIANÇAS:
"Tem desenho, animação, games, diversão e educação. Tudo junto em um só lugar.
Desenvolvido pela equipe de tecnologia da TV Escola, o aplicativo reúne toda a programação infantil da emissora, incluindo a segunda temporada de Chico na Ilha dos Jurubebas, que estreia na TV apenas em novembro. A navegabilidade é fácil, intuitiva e voltada ao público infantil, idealmente da faixa etária de 6 a 8 anos.
São produções educativas de qualidade, nacionais e estrangeiras, divertidas e que, ao mesmo tempo, inspiram e instigam a curiosidade de meninos e meninas em diversas áreas do conhecimento.
Para a diretora de Educação, Comunicação e Cultura da TV Escola, Prof. Regina de Assis, o aplicativo 'oferece um recurso a mais para pais, responsáveis e professores interagirem com suas crianças, utilizando narrativas que podem entretê-los. Estamos elaborando um tutorial em breve, para que os adultos possam valorizar, ainda mais, esta experiência com as crianças.'
Estão disponíveis no app as animações Moko na Europa, Moko nas Américas, O que são as coisas?, Território do brincar, Kiwi, Mimi e Lisa, Punky ( segunda temporada), As Chaves de Mardum, Fabulosas Coleções do Seu Gonçalo, Fado pergunta?, Chico da Ilha dos Jurubebas I e II e Aventuras do Quati.
Com apenas quatro ícones – Início, Destaques, Assistidos (uma playlist automática, montada com os vídeos já visualizados) e Controle de Som - o aplicativo tem como conceito uma dinâmica de acesso simples, favorecendo ao manuseio de crianças.
As atualizações do app serão lançadas junto às novas inclusões na grade da programação infantil da TV Escola".


domingo, 22 de outubro de 2017

Esporte, amizade e acessibilidade: futebol em 3D e em 10 D(edos), unindo o artesanal e o tecnológico



O vídeo acima Cego e Surdo Apaixonado Por Futebol “Vê” Os Jogos Com Ajuda Do Amigo, que tornou-se viral nas redes sociais, descobri via Twitter e depois o encontrei no YouTube.
Trata-se da incrível ação entre amigos, um que é torcedor do Santa Fé e outro do Millonarios de Bogotá, na Colômbia e mais que um ato de amizade e de amor ao esporte, é uma das formas de garantir a acessibilidade em uma sociedade, ainda que de forma pontual que acabou gerando manifestação mundial. Cada um faz (ou deveria fazer) parte de um todo, e a todos deveria ser garantido um tratamento igualitário, apesar das limitações. O conceito de acessibilidade a cada ano vem se ampliando e sendo incorporado ao cotidiano com pequenas e grandes ações. Algumas manuais e artesanais como as de Cezar Daza, melhor amigo de José Richard Gallego, que aos 9 anos de idade ficou surdo e aos 15, cego.
A mão de Cesar representa um time a a mão esquerda o outro e com essa metodologia e didática, os amigos que são rivais, conseguem assistir juntos um jogo de seus clubes de forma harmônica, integrada e acessível, no sentido mais amplo que este termo possa ter.
Abaixo, vídeo da Univison Deportes, com os dois amigos que são rivais quanto aos clubes que torcem, num exemplo de como o espírito desportivo e a solidariedade pode unir os diferentes, os divergentes:



Enquanto pesquisava, em busca dos vídeos acima, encontrei uma cativante reportagem do programa Esporte Espetacular, que dialoga com este tema, da acessibilidade, com a inclusão da alta tecnologia (via impressão 3D), proporcionando que a Gipulia, filha do jogador Roger, do time brasileiro Botafogo, do Rio de Janeiro (RJ), que nasceu cega, pudesse sentir (ver com as mãos) o gol de seu pai. E mais que isso: pudesse descrever o que "viu" com as mãos. Espetacular mesmo este outro vídeo comovente e cativante:



Dois exemplos de como a acessibilidade pode envolver do particular ao universal, do interno (estádio) ao externo (estúdio de TV), do artesanal ao tecnológico, do concreto ao abstrato, do singular ao plural, do recreativo ao educacional...
Não importa o meio, se algo que envolva uma tecnologia sofisticada, como a impressão 3D, ou algo mais simples e humano como a movimentação manual dos dedos da mão sobre uma prancheta que simula um pequeno campo de futebol. Gigantes são as três dimensões: da solidariedade, da acessibilidade e da amizade.

sábado, 21 de outubro de 2017

O melhor presente do mundo é estar junto: um experimento social envolvendo publicidade e sociedade




O vídeo acima O melhor presente do mundo é estar junto, trata-se de uma propaganda comercial de empresa, produzida para a Semana da Criança e que descobri, graças a alguém que compartilhou comigo em algum grupo de Whats App.
A ideia é simples e cativante: reunir em um experimento social pais e filhos para testarem um novo brinquedo. Entretanto, a espera se prolonga propositalmente ao ponto de que pais e filhos interajam enquanto são filmados sem saber.
O resultado é um vídeo comovedor, apresentado aos pais e seus filhos, como um presente que deve ser compartilhado: estar junto convivendo em harmonia brincando, se divertindo, rindo muito... Algo tão necessário em nossa sociedade cada vez mais distanciada do convívio presencial e mesmo quando estão juntos, pais e filhos ficam cada um em suas telas de smartphones, tablets videogames, TV, internet...
A verdadeira conexão, nem sempre é a digital, mas a humana... E refletir sobre esse convívio em sociedade é uma necessidade de todo educador, seja ele pai ou professor. De fato, o melhor presente é estar junto, conectado no sentido mais amplo possível.

quarta-feira, 18 de outubro de 2017

Humor e criatividade em vídeo que simula uma corrida de Fórmula 1 inusitada




O vídeo acima, recebi de um amigo pelo WhatsApp e achei interessante compartilhar nas redes sociais e depois neste blog educacional, pois considero o material muito criativo e humorado, unindo o som com o imaginário da Fórmula 1. O próprio nome do irreverente "autódromo" InterLagoas une o universal ao particular: um banhado com rãs que parecem mesmo com Ferraris McLarens e outras equipes passando zunindo pela cerca.
Incentivar a criatividade, o humor inteligente, a arte e cultura, unindo áudios e vídeos pode ser uma grande ferramenta educacional para o professor abordar seu conteúdo programático, ou ilustrar alguma atividade curricular ou extraclasse.
Só faltou o "Acelera, Ayrton!" e a musiquinha que ficou famosa nas transmissões da vitória do campeão Senna, nas manhãs de domingo pela TV.
Abaixo, um vídeo autêntico do zumbido das rãs digo, carros de Formula 1 justamente no autódromo de Interlagos 2012:



Olhos: curta-metragem de animação utilizando o movimento de esculturas cinéticas


EYES from Lucas Zanotto on Vimeo.


O vídeo acima Eyes (Olhos), descobri via Twitter, no perfil do portal Zupi, e trata-se curta-metragem animação "de Lucas Zanotto que apresenta esculturas cinéticas construídas e filmadas pelo diretor Helsinki. Cada instalação é composta por partes simples que imitam ações associadas aos olhos. Em uma das peças, esferas transparentes derramam água no chão. Em outra, duas esferas pretas balançam para frente e para trás sob um livro aberto, como se o examinassem lentamente".
Uma incrível animação que trabalha com conceitos da física e química, simulando diversas emoções humanas, como as lágrimas, usando a água ou movimento de pêndulo para os olhos, usando também o vento gerado etc.
Enfim, um vídeo que une arte e educação, ciências e tecnologia, cinema e cinética.
Por cinética, compreende-se:

"Energia cinética é um tipo de energia que está relacionada com o movimento dos corpos.
O resultado da energia cinética está intrinsecamente ligado ao valor da massa do objeto e a sua velocidade de movimento"
.

terça-feira, 17 de outubro de 2017

Por que o romance sobrevive: entre o vivido e o imaginado (Por Ian McEwan ao Fronteiras do Pensamento)



O vídeo acima Por que o romance sobrevive, trata-se de palestra do escritor britânico Ian McEwan, dada ao evento Fronteiras do Pensamento e descobri via colega e amigo Lindemberg Castro, educador do Ceará, Brasil.
De início, McEwan compara a ficção como uma grande cidade que representa o mundo que vivemos, nossa condição humana e o exercício da imaginação.
Para ele, há a representação real do mundo social, do vivido pelo imaginado. E, por conta disso, diante de outras formas de lazer e prazer, concorrentes e atraentes, McEwan acha surpreendente que o romance tenha sobrevivido. De fato, é uma façanha que o mundo lido tenha sobrevivido diante do mundo jogado, assistido, compartilhado (cinema, teatro, TV internet, videogame etc)...
Para McEwan, a resposta é simples: o romance se tornou uma forma de representação do outro, de como ser um outro...
Alguém poderá dizer que esse tipo de interação existe nos jogos, nos seriados de TV, no cinema etc. Porém, quem lê um livro, sabe o bem, que o poder da imaginação de cada um sempre será superior à representação de um terceiro. Um filme, um jogo, uma série, uma peça de teatro é uma representação pronta de um terceiro. Já a leitura de um romance é uma experiência única, pessoal e intransferível, por maior que seja a tecnologia. O leitor cria o cenário, o figurino, as características de cada personagem, tudo, a partir de sua imaginação e bagagem cultural, fazendo associações entre o lido e a sua memória sentimental.
Incentivar a leitura é promover o exercício da imaginação, da criatividade, da alteridade, da empatia e da boa convivência social.

segunda-feira, 16 de outubro de 2017

Spinner humano: astronauta vagando e brincando entre o "Mundo da Lua" e o da Imaginação




O vídeo acima Fidget spinner spinning in space!, descobri no Twitter e achei no YouTube e trata-se de divertida e criativa ideia do astronauta Randy Bresnick e outros colegas (Mark T. Vande Hei, Joseph Acaba e Paolo Nespoli), de a bordo da ISS - Estação Espacial Internacional levar e brincar com um spinner e até girando na gravidade reduzida (zero) como se fosse um spinner humano, dando cambalhotas no ar da estação espacial.
Um exemplo de como o educador (seja pai ou professor) pode ser criativo, incorporando pequenas coisas do cotidiano do filho e/ou aluno, de forma criativa e divertida. Não é preciso ir ao espaço, nem estar numa estação espacial para fazer algo especial.
Basta ter bom humor e saber adaptar algum elemento do imaginário do jovem ou do próprio imaginário no fazer pedagógico, sejam jogos, filmes, livros, esportes, músicas etc.
Os "fidget spinners" se tornaram uma mania mundial entre os jovens e este vídeo pode servir a um professor de ciências ou de física, em parceria com um de educação física e de artes a falar de coisas inter e multidisciplinares. Pois já dizia o poeta: "Tudo vale a pena, se alma não é pequena".
Um spinner indo onde nenhum outro antes esteve, parafraseando o seriado Jornada nas Estrelas (Star Trek). :-)
No link abaixo, do canal de vídeos da NASA, é possível assistir a outros vídeos interessantes:

NASA Johnson (Centro Espacial)

segunda-feira, 9 de outubro de 2017

Ex-E.T. : curta de animação que é alegoria sobre a normalização e a diferença na escola e na sociedade




O vídeo acima Ex-E.T., foi indicação da colega e amiga Elis Zampieri, educadora de Curitibanos (SC), Brasil e trata-se de curta-metragem de animação em 3D, produzido pela ESMA Montpellier, em 2008. Conforme apresentação do mesmo no YouTube: "Desenho representa um perfil educacional de padronização dos Seres, bem como a reação à essa imposição. Não alienemos as nossas crianças".
A ideia é simples, criativa e bela: Num planeta nem tão tão distante assim... Uma criança, como outra qualquer, em qualquer mundo habitável, foge do lugar-comum, da mesmice, da "robotização" e da normalização que muitas vezes famílias, escola e até a sociedade tenta impor ao diferente, e ousa ser ele mesmo, se divertindo com tudo e todos. Até o dia que ocorre a famosa intervenção: e um remédio adicionado no meio de balas coloridas é ingerido pela criança que passa a agir de forma, dita normal. Passado o efeito, por causa da mesma expelir aquele conteúdo, logo tudo volta ao que era antes, dessa feita mais agitada ainda... Como último recurso, ocorre a expulsão da criança-problema, sendo ejetado ao espaço sideral, rumo a um planeta azul que gira em torno sol.
O que Ex-E.T. a animação (e alusão com certeza a nova condição da criança alienígena que na viagem se transforma em um ser humano), nos propõe é uma reflexão sobre o papel da escola e da sociedade na formação de filhos e alunos, além do problema que elas possam ter ou representar a um sistema padronizado e generalizante. E que muitas vezes é incapaz de saber lidar adequadamente com o diferente... Não apenas a criança com algum disturbio ou necessidade especial, mas aquele aluno crítico, contestador, e dinâmico...
O Educa Tube recomendo a leitora de resenha "Ex-ET: uma alegoria sobre a normalização e a medicalização da diferença" do blog Psicologia dos Psicólogos, cujo editor é Felipe Stephan Lisboa, que amplia a discussão sobre animação, além da problematização educacional. Vejam link abaixo:

Ex-ET: uma alegoria sobre a normalização e a medicalização da diferença

Dentre as curiosidades da animação, sabemos por Felipe que "quatro animadores, dentre eles Benoit Bargeton, [é] um dos responsáveis pelo processo de animação do filme Meu malvado favorito 2". O próprio Felipe comenta que: "Se fosse no planeta Terra, este ETzinho seria facilmente diagnosticado como sendo portador do Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH) e provavelmente seria medicado com Ritalina".
Um curta-metragem de animação para uma boa reflexão sobre educação e sociedade.