sexta-feira, 14 de dezembro de 2012
Matemática na Biologia: Formiga que sabe somar e subtrair (Matemática Rio) e que usa algoritmo da internet para encontrar comida (Olhar Digital)
O vídeo acima, Matemática na Biologia: Formiga que sabe somar e subtrair, é mais um criativo material produzido pelo professor Rafael Procópio, do Rio de Janeiro, RJ, Brasil, editor do canal de vídeos Matemática Rio, que foi recentemente destacado pelo portal HypeScience.
Sempre digo que há uma matemática em tudo e em todos e diversos são os exemplos disso, e que bom que temos professores como Rafael Procópio que tornam a matemática em mateMágica.
Pensando a biologia, torno a divulgar também um vídeo fantástico, que o Educa Tube já publicou anteriormente, chamado A Natureza dos Números, que mostra também essa matemática presente na flora e fauna:
Mas retornando ao tema das formigas, reproduzo abaixo a incrível matéria do portal Olhar Digital, que fala das relações entre a "Vida de Inseto" e a Internet, ou seja, tudo a ver com a matemática e a informática:
O vídeo acima, fragmento da animação de longa-metragem Vida de Inseto é meramente ilustrativo para tratar de notícia veiculada via Facebook, do portal Olhar Digital, em que "Formigas usam algoritmo da internet para encontrar comida. Descoberta é fruto de uma pesquisa de Stanford que uniu biólogos e cientistas da computação".
Texto muito interessante para tratar de aspectos da educação e da sociedade, mostrando aos alunos o que tenho sempre dito sobre o valkor da matemática e da informática, em primeiros encontros com jovens e até cursistas. Sempre pergunto: quem gosta de matemática? Normalmente metade do grupo. Em seguida pergunto: quem gosta de informática. Quase 101% responde afirmativamente. :-)))
FORMIGAS USAM ALGORITMO DA INTERNET PARA ENCONTRAR COMIDA
Pesquisadores da universidade de Stanford descobriram que as formigas usam para se comunicar um algoritmo semelhante àquele presente no protocolo TCP (Transmission Control Protocol), que controla a transferência de dados via internet. De acordo com os acadêmicos de biologia e ciências da computação, as formigas utilizam um sistema para procurar comida que é similar ao usado na transmissão de pacotes pela rede, quando um receptor envia um sinal para confirmar que as informações recebidas são corretas.
O mecanismo tornaria o formigueiro mais eficiente, pois o aviso disparado por um só indivíduo pode chamar todos os outros para a fonte de alimento. De brincadeira, a descoberta vem sendo chamada de "anternet", um jogo com as palavras "ant" ("formiga") e com a rede mundial de computadores. O estudo foi conduzido usando as chamadas formigas cortadeiras, que, da mesma forma que o TCP comprime dados se os pacotes iniciais indicam uma banda não muito larga, enviam menos membros se os primeiros demorarem muito para voltar com a comida.
"Uma formiga não retorna ao ninho enquanto não encontrar comida. Se há sementes em abundância, elas voltam rapidamente e mais formigas deixam o ninho para ajudar. Se, entretanto, as formigas começam a voltar sem nada sobre suas cabeças, a busca desacelera e, talvez, pode ser até cancelada”, diz um texto explicativo do projeto na página de Stanford.
Os pesquisadores esperam que o padrão possa ajudar a entender melhor a vida das formigas e também que possibilite a criação de sistemas informatizados mais complexos que os atuais. De acordo com Balaji Prabhakar, um dos pesquisadores envolvidos na iniciativa, se a descoberta tivesse sido feita há mais tempo provavelmente teria influenciado no desenho da própria internet.
Fonte:
http://olhardigital.uol.com.br/jovem/digital_news/noticias/formigas-usam-algoritmo-da-internet-para-encontrar-comida
quinta-feira, 13 de dezembro de 2012
Do Outro Lado do Espelho (curta-metragem)
O vídeo acima, Do Outro Lado do Espelho, de 2010, é um criativo curta-metragem, numa releitura do clássico da literatura mundial Alice no País das Maravilhas, de Lewis Carroll, que descobri por acaso no You Tube.
O curta conta a história de ma menina, chamada Alice, que quando os pais brigam atravessa o espelho do quarto, se refugiando num mundo imaginário. É uma interessante abordagem dos filhos como reflexos de seus pais e do comportamento espelhado os jovens têm a respeito dos adultos.
Atualmente, diante da crise familiar, que repercute na escola, outros são os espelhos que os jovens utilizam para atravessar tais situações, como TV, internet, videogames e até em casos mais drásticos, as drogas, quando os pais são omissos e/ou ausentes. Já cantara Renato Russo na canção Índios: "Nos deram espelhos e vimos um mundo doente". De nada adiante atravessar os espelhos à procura do que não encontra em casa...
O distanciamento familiar, e a escola como espelho e reflexo da sociedade. Muitas vezes os sonhos das crianças são substituídos por projeções dos pais, através de suas frustrações.
No País das Maravilhas, do outro lado do espelho, os pais de Alice são uma idealização... No mundo real, a lógica dos adultos é outra, e as relações familiares estão sujeitas e quebras de espelhos e cristais. Saber lidar com a separação é o desafio de pais que não convivem mais sob o mesmo, mas que têm filhos em comum.
"Você não vai ter um professor a vida inteira, menina. Têm coisas na vida que a gente aprende sozinha", disse tia Lu à Alice, e é fato... As maiores lições que termos um dia, serão dadas pela Dona Vida e pelo seu Tempo, dois dos maiores educadores que podemos ter.
Alice, ao subir pela chaminé, encontra no jardim da casa um curioso professor: seu avô. Este professor quer separar tudo em pedras brancas e pretas, num imenso tabuleiro de xadrez, e Alice tem uma visão de mundo mais multicolor.
Por fim, Alice entra em uma mala, do outro lado do espelho, e esta é uma passagem de volta, um rito de passagem para o mundo real, para o enfrentamento das situações do cotidiano, retornando ao seu quarto imaginário, atravessando novamente o espelho e reencontrando a sua mãe...
Um belo material para refletir no ambiente escolar sobre pais e filhos.
Vejam também outro criativo vídeo, com enfoque educacional, chamado Alice no País da Matemática (Sempre é bom lembrar que Lewis Carroll, autor de Alice no País das Maravilhas, além de escritor e poeta, era matemático):
Abaixo, o clássico da animação Alice no País das Maravilhas (1951):
quarta-feira, 12 de dezembro de 2012
Selvagem (curta de animação)
O vídeo acima, Feral (Selvagem), trata-se de trailer do curta de animação, vencedor de diversos prêmios, e indicação, via Facebook, do colega e amigo Robson Garcia Freire, educador de Itaperuna, RJ, Brasil e editor do premiadíssimo blog educacional Caldeirão de Ideias.
A história é simples mas serve a uma profunda reflexão no ambiente escolar sobre adaptação, tanto de educadores como educandos ao meio, que às vezes parece estranho um ao outro.
A tecnologia hoje, para alguns educadores mais conservadores é algo estranho e assustador; a metodologia e a didática de alguns professores, para alguns alunos, também promove às vezes igual temor. Conhecer o desconhecido é sempre a melhor forma de interação...
Conforme apresentação de Daniel Souza em seu blog:
"Um menino selvagem é encontrada na mata por um caçador solitário e trazido de volta à civilização. Alienado por um ambiente novo e estranho, o garoto tenta se adaptar, usando as mesmas estratégias que o manteve seguro na floresta."
Para refletir sobre arte, cultura, educação e sociedade.
terça-feira, 11 de dezembro de 2012
Alguém que eu costumava conhecer (música e artes plásticas)
O videoclipe acima, Somebody That I Used To Know(Alguém que eu costumava conhecer), de Gotye, descobri por acaso no You Tybe e trata-se de um rico material para trabalhar não apenas música e artes plásticas no ambiente escolar, bem como a questão da língua inglesa, da tradução, dos efeitos visuais e da mensagem que título e letra da canção nos possibilitam.
Falando em conhecer, penso na questão do conhecimento, não apenas na questão formal do ensino e aprendizagem, mas do conhecer o outro, do professor ao aluno e vice-versa, e nesta parte a Arte é um elo de ligação bem forte, que permite várias possibilidades de diálogo, de interação, de comunicação...
domingo, 9 de dezembro de 2012
Paraguai Aterro Filarmônica - A Orquestra Reciclada (documentário): música, educação e meio ambiente
O vídeo acima, é fragmento de documentário sobre a Filarmônica do Aterro, no Paraguai, e foi-me indicado via Facebook, pelo amigo Fernando Luis, músico de Rio Grande, RS, Brasil.
Trata-se de documentário sobre a incrível orquestra do Paraguai, onde os jovens tocam instrumentos reciclados a partir do lixo (do aterro em questão).
Uma nas meninas integrantes da criativa orquestra diz sentir com uma mariposa no estômago quando toca, transformando literalmente lixo em luxo musical.
O Educa Tube tem afirmado que a música é a linguagem universal, e que pode ser uma ótima forma de interação com os alunos. A Filarmônica do Aterro une o útil (a reciclagem de lixo) ao agradável (uma experiência musical sem igual).
Para conhecer mais sobre a orquestra, visitem sua página no Facebook, link abaixo:
Filarmônica do Aterro
Posteriormente, devido comentário no blog, encontrei mais este vídeo no You Tube, que acredito tratar-se da versão integral do documentário Aterro Filarmônica - A Orquestra Reciclada:
Marcos Meier: exemplos positivos e negativos aos filhos
O ótimo vídeo acima, Exemplos positivos e negativos aos filhos, trata-se de entrevista com o educador e psicólogo Marcos Meier sobre o que eu chamo de "A pedagogia do exemplo" que todo educador, seja pai ou professor, deva ter aos seus filhos/alunos.
Em um tempo em que cada vez mais as crianças tornam-se autodidatas, aprendendo por sua própria conta e risco sobre tudo e todos (via TV, web, games etc), sem a devida contextualização de pais e professores, sem conhecer valores nem limites, eis o grande desafio do educador (em sentido amplo) do século XXI.
Dialogar, contextualizar, exemplificar as coisas é o caminho melhor... Além da autocrítica, pois muitas vezes cobramos de filhos e alunos algo que não fazemos (ou se fazemos, não explicamos o seu motivo, principalmente em atividades educacionais, tipo: pra que serve isso?), e nem nos damos conta disso... A criança e o jovem exercitam a lógica pura, que o adulto, com o tempo, por conta das convenções sociais e tudo mais, passar a "flexibilizar"... Tais contradições são percebidas no ambiente escolar, e se não discutidas e exemplificadas, ou até reconhecidas e corrigidas, impedem a devida interação...
sábado, 8 de dezembro de 2012
Como a ciência do cérebro vai mudar a computação, por Jeff Hawkins, no TED
O vídeo acima, trata-se de palestra de Jeff Hawkins, sobre Como a ciência do cérebro vai mudar a computação, feita ao TED.
Jeff Hawkins, designer de computador e pesquisador do cérebro, além de criador do Treo (fone celular) e "recomenda que olhemos o cérebro de uma nova maneira - para vê-lo não como um processador rápido, mas como um sistema de memória que armazena e recupera experiências para nos ajudar a predizer, inteligentemente, o que acontecerá em breve."
Jeff Hawkins "foi pioneiro no desenvolvimento de PDAs como o Palm e Treo. Agora ele está tentando entender como o cérebro humano realmente funciona, e adaptar o seu método - que ele descreve como um sistema profundo para armazenamento da memória - para criar novos tipos de computadores e ferramentas".
Conforme apresentação no portal do TED:
Duplo objetivo de Hawkins é alcançar uma compreensão de como o cérebro humano funciona de verdade - e, então, desenvolver software para imitar a sua funcionalidade, oferecendo verdadeira inteligência artificial.
Outra palestra do TED que compara cérebro e computador, a exemplo dos estudos de Henry Markham, e que servem para refletir sobre esta poderosa máquina biológica que é o cérebro humano. Interessante a questão de ao invés de chamar realidade nominá-la como inteligência real (humana) e a inteligência artificial (máquina). Interessante o experimento mental da porta alterada, do prever a próxima nota musical, antes mesmo de ser tocada e de outras manifestações culturais.
E o mais interessante de toda a fala de Hawkins e que destaco para a educação é quando ele comenta sobre os inventores do microprocessador, que tinham consciência de que estavam fazendo algo significante, mas que não podiam antecipar todos os avanços tecnológicos que viriam depois, graças aquela invenção, como internet, telefones celulares, e tudo mais. Eles apenas sabiam que com aquele conhecimento poderiam construir calculadoras e semáforos.
Assim deverá agir o bom educador, tendo a consciência de que seu trabalho é significante e poderá modificar a partir de seus alunos, sua turma, seu papel na escola, unido a de outros colegas e gestores a transformar a educação, e quiçá a sociedade. Utopia? Ficção científica? Muitas coisas que foram imaginadas por visionários tornaram-se um dia realidade... E a tecnologia com enfoque social poderá, quem sabe, promover outras revoluções além das máquinas, na própria sociedade.
Como diz Hawking, a tecnologia poderá proporcionar mudanças inimagináveis nos próximos 100 anos, e se pensarmos nos 100 anos anteriores, quanta coisa de fato saiu das páginas da ficção científica para a mais pura realidade?
sexta-feira, 7 de dezembro de 2012
Henry Markham constroi um cérebro em um supercomputador
O instigante e fascinante vídeo acima, trata-se de palestra ao TED por "Henry Markram (que) é diretor do Blue Brain, um projeto de supercomputação que pode modelar componentes do cérebro dos mamíferos ao detalhe celular e simular a sua atividade em 3D. Logo ele vai simular um cérebro de rato inteiro em tempo real. Henry Markram afirma que os mistérios da mente podem ser desvendados. Doença mental, Memória, Percepção: São efeitos de neurônios e sinais elétricos e elementos. Ele planeja desvendá-los com um supercomputador que modele todas as 100.000.000.000.000 sinapses do cérebro."
Markram vê o cérebro como uma projeção do universo, em menor escala. E nos brinda com alguns conceitos como bolha de percepção, teoria do mundo intenso (autismo) e de que nós compartilhamos o mesmo tecido do cérebro.
Segundo ele, "99% do que você vê não vem através dos olhos", mas o que você infere com base no local que você está, a partir de cálculos que o cérebro executa como se fosse um supercomputador. A comparação do cérebro como um supercomputador e sua evolução, feita através de imagens é incrivelmente didática, apesar da complexidade do tema.
Termos como sinfonia da percepção, sinfonia do seu cérebro, padrão de tapeçaria, além de metáforas, geram poesia.
Confoirme Markham, neurônios são geradores elétricos e a matemática um recurso para entender essa linguagem entre sinapses, e as descargas elétricas que promovem reações químicas. Para ele, um laptop é necessário para calcular um neurônio, e 10 mil laptops para calcular e mapear todo o cérebro.
De fato: um vídeo fascinante e instigante, para ser visto e revisto e discutido em sala de aula por educadores de Física, Química, Biologia, Matemática, História, Literatura, Linguagem etc.
A vida em um dia (documentário colaborativo via You Tube)
O vídeo acima, Life in a day (A vida em um dia), foi-me indicado por e-mail, pelo professor Robert Betito, do IFRS Campus Rio Grande da cidade do Rio Grande, RS, Brasil. E já tinha sido indicado via facebook pela colega e amiga Lisandra Sandini Beutler, educadora do NTE Santa Rosa, de Santa Rosa, RS, Brasil
Conforme apresentação do mesmo no blog Metamorfose Digital:
"Life in a Day é um documentário colaborativo realizado a partir de vídeos enviados por usuários do Youtube em todo o mundo, cujo tema proposto era 'um dia em sua vida', como forma de dar um recado às futuras gerações de como era estar vivo em 24 de julho de 2010. O filme, de pouco mais de uma hora e meia, é o resultado da edição de 4.500 horas, cuja produção executiva é de Ridley Scott e direção de Kevin Macdonald.
Um filme que já foi exibido em importantes festivais de cinema, como o Sundance, Berlim, SXSW e Sydney, e aclamado pela crítica. "Peça emocionante do cinema", grafou o britânico The Times; "profunda realização", estampou o Washington Post. "
Assistindo este filme colaborativo, com mais de 6 milhões de acessos, lembrei do que tenho comentado aqui no blog bem como em cursos, palestras, encontros, oficinas, seminários com outros educadores, da importância de resgatar a prática escolar, das atividades desenvolvidas pela escola, seja em blogs ou em vídeos, muitas vezes de forma colaborativa com o aluno, em que o professor é o organizador deste acervo, como fez o cineasta Ridley Scott, criando um documentário do entorno de sua escola, através do olhar de si mesmo e de seus alunos. Dar vez e voz ao aluno e à comunidade escolar é uma forma como o Educa Tube destaca de o local tornar-se universal e vice-versa.
Não precisa ser um documentário, unindo fotos, imagens, vídeos, via Movie Maker ou outro editor de vídeos, de apenas um dia, mas dos momentos mais significantes do ano escolar, e recuperar esta memória coletiva através do meio digital, publicando no You Tube e no blog educacional do estabelecimento de ensino.
Fica aqui a sugestão do Educa Tube.
Ativem as legendas
quinta-feira, 6 de dezembro de 2012
Prova de Fogo: Uma História de Vida (cinema e educação)
O vídeo acima, cena do filme Prova de Fogo: Uma História de Vida (Akeelah and the Bee), que descobri por acaso quando zapeava na TV a cabo. Um filme que incluo na série CinEducação, sobre filmes que podem ser utilizados na educação por conta de sua temática, envolvendo professores e alunos.
Sinopse do filme:
"Akeelah, uma menina afrodescendente, tem apenas 11 anos, mas um incrível talento com as palavras (soletração). Admirado com esse dom, o diretor de sua escola a inscreve num concurso regional de soletração e faz com que ela seja treinada por um professor com PhD em literatura, Dr. Larabee (Laurence Fishburne), professor este que teve uma perda familiar. Enfrentando a objeção de sua mãe, o ciúme de sua melhor amiga, as diferenças sociais e as dificuldades no relacionamento com o professor, Akeelah vai passando por todas as etapas do concurso, até ser classificada para a grande prova de fogo de sua vida - a final nacional em Washington."
Apenas as cenas finais de Prova de Fogo: Uma História de Vida, já servem a muitas reflexões à educação, mas o filme todo vale a pena ser visto, revisto, divulgado e assistido por pais e filhos, alunos e professores e é mais um da série CinEducação, em que o Educa Tube destaca produções do cinema que podem ser utilizadas pela educação, seja quanto a didática ou quanto a metodologia.
Mas destaco algumas reflexões: primeiro a questão da disputa entre Akeelah e o menino chamado Dylan (ela afrodescendente, ele de origem asiática); enquanto ela tenta se divertir, o menino é cobrado pelo seu treinador e pai particular (ou seria o inverso, pai e treinador particular?), que não admite a derrota, por que nada ganhou na vida, projetando no filho seus desejos e frustrações. Aprender por prazer versus aprender por obrigação. Depois, a questão de que a aprendizagem, seja a soletração ou outra qualquer atividade requer uma associação com o cotidiano do aluno: em uma cena, Akeelah só consegue soletrar uma palavra complexa simulando pular corda. E mais, numa das cenas mais interessantes, um outro jovem competidor, ao ser eliminado, pensa positivamente dizendo que ano passado ficou em 13º. lugar, este ano em 5º., e que provavelmente ano que vem ficará em primeiro lugar. Já vi pais, seja no esporte, nas artes e na vida em geral, quererem que os seus filhos sejam os melhores e que façam o que eles não conseguiram, numa clara transferência de pai para filho, que não é saudável, pois cada um deve buscar seu espaço a partir de suas próprias escolhas...
Enfim, um filme que permite diversas possibilidades de uso na educação.
Observação do Educa Tube:
Não confundir este filme, chamado Prova de Fogo: Uma História de Vida, que trata do universo educacional e de um campeonato de soletração, com o filme de mesmo nome (tradução em português), mas que trata da vida de um bombeiro (e que dizem ser um ótimo filme, também, mas que não é tema desta postagem)
Abaixo, link para assistir o referido vídeo:
PROVA DE FOGO: UMA HISTÓRIA DE VIDA
quarta-feira, 5 de dezembro de 2012
Earthflight: o mundo visto pelos pássaros (documentário da BBC)
Os vídeos acima, da série Earthflight, descobri visitando o blog Metamorfose Digital.
No vídeo 1, os grous sobrevoando Veneza; no 2, pode-se ver como as andorinhas africanas bebem e se banham em pleno vôo; no 3, os gansos selvagens cruzam Nova Iorque em sua viagem ao Canadá; no 4, Como um falcão peregrino caça na nuvem de 5.000.000 estorninhos que cobre o céu de Roma e no 5, o vôo impressionante das arraias do golfo de Califórnia sob o atento olhar do símbolo de Luisiana, o pelicano pardo.
"Earthflight" é uma série transmitida pelo canal britânico de TV BBC. Documentário com imagens incríveis de todos os continentes,em que mostra o ponto de vista dos olhos dos pássaros.
Conforme apresentação do vídeo: "Earthflight usa tecnologia de ponta para mostrar tudo com extraordinários pormenores de forma que os telespectadoras têm uma perspectiva única e privilegiada nunca antes vista.".
Incrível o voo das arraias que imitam os pássaros e o balé da "nuvem" dos falcões peregrinos.
Ótimo material para abordar temas como meio ambiente e educação ambiental na sala de aula.
O aluno e o saber (Programa Didática Geral - UNIVESP-TV)
O vídeo acima, O aluno e o saber (Programa Didática Geral - UNIVESP-TV), descobri visitando o blog Mídi@as na Educação, que recomendo a visitação por conta de seu conteúdo relevante.
O vídeo traz entrevistas com alunos e professores e especialistas da área da educação, como Bernard Charlot e José Cerchi Fusari entre outros, que discutem a questão da aprendizagem e do ensino e por que alguns aprendem mais facilmente e outros não.
"Só aprende quem tem uma atividade intelectual", diz Charlot, complementando: qual o sentido de estudar? De se dar sentido a este estudo...
O depoimento de alunos que gostam de estudar está atrelado a função social que estes exercem dentro da escola. A maioria atua como monitor de seus professores, os auxiliando em atividades de instalar datashow, computador etc.
Charlot pesquisou na França e detectou que filhos de pais que não estudam, dificilmente gostarão de estudar. Não é regra, e logicamente que tem suas exceções, mas como o Educa Tube sempre diz: É a pedagogia do exemplo, do comportamento espelhado de filhos em seus pais e educadores. E quando conheço os pais, entendo os filhos (alunos). Mesmo assim, sabemos que a escola, que tem o papel principal de ensinar e não educar, cabendo aos pais esta atividade inicial, pode, mesmo assim, neste contexto, suprimir esta lacuna através de projetos de aprendizagem e atividades de ensino que incentivem a colaboração entre professor e alunos
. Conhecer o universo do alunado, cada vez mais ligados - independente da classe social - às redes e mídias sociais é um desafio urgente do professor do século XXI, que precisa contextualizar estes meios e mídias, dando sentido educacional.
O aluno e o saber, e o saber ao aluno cativar, duas situações que o educador do futuro precisar ter em mente no presente... Mais que isto, a escola do futuro precisa saber motivar seus educadores, alunos e a comunidade escolar; trazê-los para o convívio social dentro e fora da escola... Os alunos são considerados hiperativos, quando muitas vezes são apenas frutos de um meio extra-classe que promove múltiplas interações, seja online ou presencial, mas que a estrutura da escola ainda é centrada na figura do professor como mestre do saber, de aulas expositivas, de salas com mesas e cadeiras enfileiradas... Dar vez e voz ao alunado, promover as trocas de saberes, incentivar a produção textual, não apenas nas aulas de língua portuguesa e redação. Enfim, ter uma nova didática e também metodologia para um mundo do alunado em que está presente a tecnologia...
Importante a visão de Charlot das "coisas que não servem para nada", consideradas conhecimento formal (equações, datas históricas) e de outras coisas que também não servem para nada (dança, teatro etc), mas que podem ter um significado e dar prazer no ambiente escolar. Ou seja, o ideal é unir o conhecimento formal às atividades informais, tornando ambas significantes, tanto para educador como educandos...
Conforme vídeo: "Charlot concorda com Bordier que o fracasso escolar e as desigualdades sociais estão correlacionadas, mas para ele só essa explicação é incompleta e mistificadora." Saber automotivar-se para motivar o aluno é o grande desafio da educação e dos educadores, para superar esses fatores, pensa o Educa Tube.
terça-feira, 4 de dezembro de 2012
Requiém 2019, um curta para refletir sobre o meio ambiente
O vídeo acima, Requiém 2019, curta-metragem que bela mensagem ambiental e incríveis efeitos visuais, foi-me indicado, via e-mail pelo professor Robert Betito, do IFRS Campus Rio Grande, da cidade do Rio Grande, RS, Brasil.
Como bem apresenta o referido vídeo, o blog Metamorfose Digital:
"O ator Rutger Hauer em colaboração com o jovem realizador holandês Sil van der Woerd são os responsáveis por este belíssimo vídeo no qual tentam chamar nossa atenção sobre a ameaça de extinção à que estão expostas as baleias azuis. O curta é de uma estética impactante e põe frente a em frente à última delas com seu caçador. O título, Requiem 2019, nos deixa uma data inquietante."
Uma baleia voadora em uma praia deserta que em seu interior mostra imagens de outros seres vivos extintos ao seu caçador.
Requiém ou cerimônia funéreo-religiosa, um ótimo material para trabalhar meio ambiente e educação ambiental na escola e na comunidade.
O suposto racismo em Monteiro Lobato: entrevista com Marisa Lajolo (uma aula de literatura e sociedade)
O vídeo acima Racismo em Monteiro Lobato, trata-se de entrevista com a "professora Marisa Lajolo, da Unicamp e da Universidade Mackenzie, especialista na obra de Monteiro Lobato, conversa com o jornalista Ederson Granetto a respeito da ação movida, junto ao Supremo Tribunal Federal, pelo Instituto de Advocacia Racial e Ambiental pedindo providências para o fato de o livro 'Caçadas de Pedrinho' conter o que o instituto chama de "elementos racistas". A professora contesta a afirmação e diz não encontrar racismo nos livros de Monteiro Lobato."
Considero esta entrevista uma pequena aula de literatura e de viver em sociedade, pois concordo que duas frases dentro de um contexto não configuram racismo, ainda mais pela explicação da professora Lajolo, que é uma profunda conhecedora da vida e obra do autor; e concordo igualmente com ela quando diz que "notas de editora, interferência, tutela e gerenciamento na leitura, e texto é auto-suficiente para colocar de forma adequada questões de racismo e preconceito na sociedade brasileira."
Conforme Lajolo, "o leitor bem formado percebe a solidariedade do narrador", e como diz Granetto "a personagem pode ser racista, e não o autor..."
Monteiro Lobato tem um papel fundamental na formação literária e identitária do editor deste blog, pela questão do imaginário de seus livros e personagens, principalmente do Sítio do Picapau Amarelo, transformado em seriado que divertiu gerações.
Erico Veríssimo até dizia que existem autores que são fecundantes de outros autores, e que ele atribuía a Monteiro Lobato o seu gosto pela literatura.
Lobato disse que "Um país de faz com homens e livros", e quem sabe, por causa dessa questão do politicamente correto, venham no futuro a acusá-lo de sexista, machista e tudo mais. Convenhamos, há que se examinar o todo e não apenas frases em separado. Na mensagem que o livro e obra transmitem e não apenas avaliações apressadas e/ou superficiais. Neste ponto, a opinião da professora Lajolo, para o Educa Tube, encerra esta questão de suposto racismo no livro de Lobato. Não se pode condenar um autor que escreve algo dentro de um contexto, por questões que passam a ser levantadas como polêmicas gerações e gerações depois... Se for assim, toda literatura universal poderia ser condenada a reescrita, o que é algo sem sentido...
"As palavras são pequenas formas no maravilhoso caos que é o mundo. Formas que focalizam e prendem ideias, que afiam os pensamentos, que conseguem pintar aquarelas de percepção." Diane Ackerman, in 'Natural History of the Senses' - Vintage Books, (1995).
Ainda sobre a obra de Monteiro Lobato, mais uma entrevista (abaixo) da professora Marisa Lajolo para Nova Escola:
Concordo plenamente com a professora Lajolo, de que a obra de Lobato não forma pessoas racista, pelo contrário, os torna solidários com as pessoas e todo tipo de opressão. E recomendo que assistam aos dois vídeos.
Para mim a obra de Lobato, principalmente O Sítio do Picapau Amarelo é tão importante como o universo criado por J.M. Barrie e seu Peter Pan e outros autores.
Uma boneca de pano (Emília) e o boneco feito com sabugo de milho (Visconde de Sabugosa) que esquecido entre livros, ambos ganham vida e interagem com outros personagens míticos e lendários do folclore brasileiro em um sítio encantado é uma obra por si só imortal.
Como leitor de Lobato jamais tive ideias racistas ao ler suas obras e assistir as adaptações da mesma para a TV e cinema. :-))
A título de contraditório (de mostrar o outro lado da questão), depois de descobrir o vídeo abaixo, com entrevista do Frei David Raimundo dos Santos, representante do Educafro, que considera que há racismo na obra de Monteiro Lobato.
Entretanto, por tratar-se de obra de arte, o Educa Tube, pensando na questão literária, endossa a opinião da professora Marisa Lajolo, uma das maiores especialistas em Literatura e na obra de Lobato. Não desmerecendo, logicamente, a opinião do religioso, embora com argumentos repetitivos e carecendo de maior argumentação técnica, do ponto de vista literário, desconhecendo inclusive o significado da expressão, que segundo Lajolo refere-se a andar em pernas de pau. E com todo respeito e liberdade de expressão - pensando em igualdade racial -, povo negro, povo branco, para mim só existe um povo: o brasileiro, e uma raça: a humana.
Evidente que atitudes racistas devem ser combatidas, mas há que se dar a devida proporção aos fatos, e dar o devido direito ao professor para que contextualize a questão em sala de aula... Um livro, quando bem escrito auto se explica, e faz o leitor refletir sobre o tema e mensagem que contém, sem a necessidade de notas explicativas nem manuais de interpretação...
Curioso que poucos que acusam Lobato de racista, esquecem de lembrar de outras facetas do autor de Jeca Tatu, símbolo do brasileiro humilde; autor que fez campanha pelo petróleo para o país, pelo valor da leitura, pela consolidação da literatura infanto-juvenil, pelos valores até mesmo ambientais, pela vasta obra que está - polêmicas à parte - incorporada ao imaginário nacional. Esquecem inclusive o título de uma de suas obras, chamada justamente O Presidente Negro, romance de ficção científica, escrito em 1926, que tem foco no ano 2228, em que o candidato negro, Jim Roy, torna-se o 88° presidente dos EUA, 220 anos depois de Barack Obama, mas prevendo essa possibilidade, claro, que visando o mercado editorial dos EUA, inspirado na obra de H. G. Wells, sobre visões do futuro. Evidentemente que Lobato foi um homem de seu tempo e foi influenciado por algumas ideias em voga àquela época, mas se formos julgar uma obra pelo perfil político, religioso, filosófico de seu autor, a maioria dos clássicos não sairia impune do crivo dos valores politicamente corretos da atualidade...
Para ampliar o contraditório, indico abaixo mais dois vídeos, lembrando que há que se levar em conta o tempo de produção de uma obra e o de recepção da mesma, e que um livro deve ser julgado pela obra em si e não pela vida de seu autor, pois se assim for, muitos do clássicos da literatura mundial, se avaliados por aspectos de sua vida íntima, logicamente, por serem humanos, terão aspectos desabonadores, se pensando o Ontem pelos olhos do Hoje.
Método canadense para reduzir a velocidade dos motoristas em frente às escolas e área públicas
O incrível vídeo acima, de apenas 15 segundos, trata-se de Método canadense para reduzir a velocidade dos motoristas, e foi-me indicado, via e-mail, pelo professor Robert Betito, do IFRS Campus Rio Grande, da cidade do Rio Grande, RS, Brasil.
Conforme indicação do blog Metamorfose Digital, de onde Betito selecionou este e mais alguns vídeos:
"A polícia do Canadá em vista da alta velocidade de alguns motoristas em frente às escolas e áreas públicas com passagem de transeuntes decidiu por um método no mínimo engenhoso para diminuir a velocidade nos locais: criou um redutor de velocidade baseado nos desenhos tridimensionais popularizados por Julian Beever. Este pequeno vídeo mostra como o motorista vê a simples ilusão de ótica entre os segundos 0.05 e 0.07."
Uma ótima iniciativa que mescla arte e consciência social.
Interessante também a ilusão de ótima com o Carro, vídeo abaixo:
Mais interessante a Arte de Rua em 3D, logo abaixo:
domingo, 2 de dezembro de 2012
Crowdlearning e Cinese.me (troca de conhecimento: o futuro da educação e da sociedade)
O vídeo acima trata-se de Entrevista com Camila Haddad, uma das fundadoras da plataforma de crowdlearning Cinese.me.
Crowdlearning é um encontro para trocas de conhecimento e Cinese.me uma plataforma que favorece esses encontros.
Descobri este e os demais vídeos a seguir, através do Instituto Claro, através de seu portal, notícia AQUI.
Um dos crowdlearning é o Mesa e cadeira (vídeo abaixo), projeto educacional, que reúne pessoas interessadas em fazer trocas de saberes e um especialista para coordenar o grupo. Através dele é promovida diversas atividades, dentre elas a tempestade de ideias (brainstorm).
Andy Cameron – português from mesa&cadeira on Vimeo.
Já o Cinese.me (plataforma que promove esses encontros, que podem ser gratuito ou pagos), conforme notícia no portal do Instituto Claro, foi: "Fundado pelas irmãs empreendedoras Camila e Anna Claudia Haddad, o site é uma tentativa das duas de investir em um projeto educacional que pudesse estimular grupos de diferentes perfis. “A gente sempre achou que a educação deve formar indivíduos mais questionadores, que sejam protagonistas daquilo que eles querem aprender”, conta Camila, que enxerga no crowdlearning uma maneira de quebrar as barreiras da educação tradicional. “O Cinese aparece para as pessoas que sonham com um diferente modelo educacional”, explica.
A popularização das redes sociais foi decisiva para que as plataformas de modelo “crowd” -que se baseiam na força do coletivo para solucionar problemas e criar alternativas- pudessem crescer, tomar forma e ganhar adeptos. Crowdfunding (financiamento coletivo de projetos), crowdsourcing (criação colaborativa em rede) e, agora, o crowdlearning são vistos como caminhos para desburocratizar processos que podem ir desde a compra de um ingresso para um show até a produção de um software livre. “A sociedade em rede desconstroi todo um sistema de poder existente”, aponta Anna Claudia. Um encontro para falar sobre consumo colaborativo, como o do Cinese.me, acaba levando a outros temas de interesse do grupo. Surgem então dicas de filmes, livros, sites e aplicativos que servem de apoio para que cada um aprenda mais sobre o tema por meio de experiências informais."
Cinese.me from Cinese on Vimeo.
Ainda, conforme notícia do portal Instituto Claro, sobre o Cinese.me: "A ideia de reunir gente com diferentes experiências e perspectivas para refletir pode se aplicar a uma simples caminhada no Bixiga para saber mais sobre a história do bairro italiano de São Paulo, quanto a um workshop para profissionais interessados em solucionar uma questão específica. Os encontros podem ser pagos ou não, dependendo da atividade proposta e do quanto os participantes estão dispostos a investir em determinado aprendizado. No caso do Mesa e Cadeira, os participantes pagam para literalmente sentar-se à mesa com um expoente de uma determinada área e desenvolver com ele um projeto, em tempo limitado."
Opinião do Educa Tube:
Tanto o crowdlearning como o Cinese, são formas de promover estas trocas de conhecimento, seja qual for o tema de interesse de determinado grupo, e creio que a educação precisa conhecer e se apropriar desses meios de aprender e ensinar, seja de forma cooperativa (entre educadores), seja de forma colaborativa (entre professores e seus alunos), não apenas em tempo e espaços pré-definidos e pré-determinados, como são os ambientes escolares tradicionais, condicionados a certos valores mais rígidos, currículos engessados, instrução que vem de cima para baixo, por conta da própria estrutura do sistema de ensino que ainda reproduz muitos dos alicerces do século XIX, com professores formados no século XX e alunos nascidos no século XXI.
A proposta do Cinese, de dispor de um ambiente virtual que promova encontros presenciais entre interessados sobre os mais variados temas, que se propõe a aprender e ensinar, revelar e descobrir talentos, é algo que a escola precisa imitar...
Os próprios educadores podem promover encontros extra-classe com seus alunos, para revelar e descobrir conhecimentos e para compartilhar aquilo que amam. É o que tenho discutido como o futuro, não apenas da educação, mas da sociedade e da civilização saber compartilhar saberes, dividir dúvidas e certezas.
Afinal, o que te move? O que move a humanidade? Querer aprender, descobrir, ensinar... O trabalho em rede está inclusive refletindo sobre a questão autoral... Em um mundo em que todos interagem, todos acabam sendo co-autores...
Educador: revele o seu talento e descubra o talento de seus alunos, por que, como demonstra o vídeo do Cinese-me: "é dividindo que o conhecimento se multiplica", muito mais que uma simples operação matemática, mas uma ação social, dentro e fora do ambiente escolar tradicional.
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