terça-feira, 13 de janeiro de 2026

A vida imitando mais uma vez um episódio do seriado Black Mirror: entre a tecnologia e a distopia




O vídeo que encontrei no perfil do Instagram de Danilo Gato, remete, imediatamente ao episódio TODA SUA HISTÓRIA [The Entire History of You, temporada 1] de Black Mirror [trailer logo a seguir] em que há um dispositivo de lentes que captam todas as imagens de uma pessoa, e que de tecnologia avançada, poderá, se mal utilizada, tornar-se semelhante à distopia do seriado britânico. Black Mirror, quando surgiu, menos de uma década atrás [está na 7ª teporada], fazia denúncias do que as tecnologias e os espelhos digitais poderiam nos proporcionar se não houvesse algum tipo de controle. Esse mundo distópico e de fantasia, de sci-fi já chegou, com diversos episódios como Urso Branco [que faz uma críticas aos tribunais das redes sociais e seu lichamento virtual etc], que são mais do que realidade.



A questão não é temer as tecnologias, mas regulá-las, pois o objetivo principal delas é promover melhorias, avanços, inovações, mas se empregadas com outro sentido, logicamente que poderão causar danos, como uma prosaica facar de cortar pão que pode ser usada como uma arma. A questão não é a tecnologia em si, mas seu uso se controle algum. E nisso cabe cada vez mais lutar pela regulação das mídias e redes sociais digitais, dos recursos tecnológicos como Inteligência artificial e o uso indevido do direito autoral sem a devida compensação e muito mais.
Andy Warhol, artista plástico norte-americano, nos anos 1970, cunhou a frase emblemática, diante do avanço da televisão: "No futuro, todos terão seus 15 minutos de fama". Pois então, esse futuro já chegou, e a tecnologia atual não é mais a televisão, mas a internet e, parafraseando-o de forma reversa: "No futuro, todos terão seus 15 minutos de privacidade", diante de tamanha exposição da vida cotidiana nas redes e midias sociais digitais. Tudo é instantâneo, online, em tempo real, compartilhado mundo afora.
A distopia só se institucionalizará se as tecnologias não tiverem nenhum tipo de controle, fiscalização, regulação externa. Se os algoritmos continuarem promovem processo de engenharia social sem transparência alguma, impactando eleições, promovendo fake news em massa, ondas de ódio e outras situações danosas ao processo civilizatório.Tudo que é em excesso e sem cuidado poderá causar prejuízos a médio e longo prazo. Não se trata de censura, mas de cuidado, fiscalização, orientação e criminalização de atitudes danosas ao bem comum.

Observação:
Esta postagem é de autoria de José Antonio Klaes Roig, professor, escritor e poeta, além de editor do blog Educa Tube Brasil. http://educa-tube.blogspot.com José Antonio Klaes Roig ou Zé Roig, como gosta de ser chamado, possui o Prêmio de Professor Transformador [2020] e seu blog Educa Tube Brasil, o Prêmio de um dos melhores blogues educacionais do Brasil [2020], conforme selos estampados na coluna à direta desta postagem.

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