terça-feira, 17 de fevereiro de 2026

Dias de Um Futuro Esquecido: quando o cinema de ação e cenas de filmes servem como reflexão sobre a educação inclusiva




As duas cenas dos herois da Marvel X-Men, dois marcos dos efeitos visuais no cinema de ação, me chamaram bastante a atenção e promoveram duas breves reflexões sobre herois invisíveis que convivem conosco na família, na escola, no trabalho e na sociedade, tal qual os alunos do Professor Xavier, cada qual com uma habilidade única.
A escola de talentos do professor Xavier, craida por Stan Lee, é um exemplo de escola inclusiva, bem antes desse conceito se popularizar na sociedade. Um local que não discrimina, que valoriza e incentiva a descoberta de talentos naturaisa de jovens desajustados à sociedade, dita normal.
Duas cenas incríveis: a primeira do filme X-Men: Apocalipse, em que a personagem Mercúrio salva os mutantes, como ele, da explosão é passível de reflexão sobre quem nunca teve um amigo nerd que salva todo o grupo de trabalho da escola, fazendo sozinho as coisas, enquanto so demais ficam invisíveis? Ou quem dá dicas incríveis sobre tecnologia, filmes, livros, músicas? Quem nunca teve um colega de trabalho que ajuda a todos, compartilhando sua experiência, mesmo que ninguém peça; um amigo que parece invisível, mas que resolve problemas nossos antes mesmo deles acontecerem, antecipando e consertando possíveis danos. Quem nunca teve um amigo tímido, chamado de esquisitão por quem não o conhece melhor, e que salva o dia de quem souber tê-lo como colega e amigo. Pois então, quantos Mercúrios, Wolverines, Ciclopes, Fênix e outros estão ao nosso lado na família, na sala de aula, no trabalho e no cotidiano, muitas vezes invisíveis, passando em alta velocidade, sem serem percebidos?
Incluir e interagir não é a mesma coisa. A primeira situação requer adequação de tempos e espaços, convivência efetiva, continuidade e progressão. A segunda situação é apenas colocar alguém num locla sem as devidas capacidades serem observadas, sem adequações ou adaptações.
Na segunda cena, logo a seguir, outro momento lendário do cinema de ação, também dos X-Men com o sugestivo título do filme de "Dias de um futuro esquecido". Quantas dessas crianças e jovens tiveram seu futuro esquecido, quando não puderam ser aceitas e respeitadas, seja com TDAH, autismo, síndrome de Down etc? Quantas de fato conseguiram demonstrar seus talentos invisíveis à sociedade?
Não sou o professor Xavier, mas já tive alunos X-Men incríveis, que de tímidos inicialmente, logo manifestaram seus talentos para a música, poesia, escrita, desenho, jogos, esportes, programação e muito mais, e soube valorizá-los, estimulá-los e incentivá-los conviver com os grupos. Alunos que conseguiram entrar calados e saírem integrados e incluídos, não apenas na escola. Eis o papel social do educador do século XXI. Ser também um X-Men, com visão diurna e noturna, estar em vários locais ao memso tempo, saber ouvir além das paredes de uma sala de aula, entre outras habilidades, quase supernaturais. ;-)
Educar, seja pela família, escola ou sociedade, é muito mais do que tolerar, é tentar entender o outro, conhecer seu mundo e a partir disso estabelecer pontes, caminhos, modelos de convívio social. A pedagogia do espelho e do exemplo demonstram que quando eu etendo o outro é muito mais fácil que o outro interaja conosco. Rechitégui: #ficaadica



Observação:
Esta postagem é de autoria de José Antonio Klaes Roig, professor, escritor e poeta, além de editor do blog Educa Tube Brasil. http://educa-tube.blogspot.com José Antonio Klaes Roig ou Zé Roig, como gosta de ser chamado, possui o Prêmio de Professor Transformador [2020] e seu blog Educa Tube Brasil, o Prêmio de um dos melhores blogues educacionais do Brasil [2020], conforme selos estampados na coluna à direta desta postagem.

Nenhum comentário:

Postar um comentário