sábado, 15 de agosto de 2026
[Brincando... de viver?]: plano-sequência artesanal simulando a vida e o passar do tempo em seriado [trabalho em equipe magistral]
Fazia um bom tempo que vi esse incrível plano-sequência Kidding - The inside stuff [Brincadeira – Os bastidores], em tela dividida, mostrando os bastidores da criação, no Instagram de Caverna de Toth, mas não o localizava mais, até que encontrando o nome do seriado Kidding [série de comédia dramática de 2018, protagonizada pelo ator Jim Carrey], localizei o referido audiovisual [em tela dividida e em tela cheia] no YouTube e os divulgo agora nesta postagem com uma breve reflexão sobre a vida, o viver, o cinema, a arte, o trabalho e o cotidiano.
No primeiro momento, cabe a análise na perspectiva cinematográfica, do quanto uma obra precisa de uma equipe técnica de apoio nos bastidores para que a ilusão da sétima arte dê a sensação de realidade, por verossimilhança. O chamado Making off, em tela dividida demonstra esses efeitos visuais, feitos de forma artesanal para dar a impressão de lapsos de tempo, mudanças cronológicas amplas, ainda que tudo seja criado num mesmo espaço e tempo. Uma sequência genial que precisa ser planejada em cada detalhe para que o resultado seja magistral.
No segundo momento, a reflexão sobre o planejamento e organização que um professor deve ter em relação a cada aula, roteirizando sua metodologia e didática para que ambas causem um efeito especial no alunado. Os recursos digitais são aliados, meios, jamais o fim em si mesmo, pois do contrário, o resultado esperado não será atingido. Há que se tratar a sala de aula como um palco em que todos os participantes, mestre e alunos, são atores sociais, desempenhando um papel: que a informação gere conhecimento através das trocas de saberes e de experiências de vida.
Por fim, o terceiro momento, a reflexão sobre o mundo do trabalho e a importância fundamental do trabalho em equipe para o efetivo desempenho de uma profissão. Hoje, tudo está conectado, interligados, no sentido do maquinário [hardwares] e procedimentos [softwares], mas e os trabalhadores, colaboradores estão no mesmo ritmo que os algoritmos das máquinas? A etiqueta profissional, as habilidades e competências para o exercício daquela profissão estão sendo atingidos? Estão sendo oferecidos cursos de qualificação? Está bem remuneração e com condições de saúde física e mental o trabalhador em geral?
Não dá pra "Brincar de viver", ou viver numa eterna simulação, como um jogo. É preciso que o plano-sequência da vida também esteja em acordo com o projeto de vida de cada um, envolvendo as dimensões pessoais, sociais e profissionais. Para isso, requer pessoas que sejam diretores, conduzindo esse processo que envolve diversas pessoas num mesmo ambiente, seja ele familiar, escolar, laboral ou social. Fica aqui essa breve reflexão e provocação artística, filosófica e sociológica.
Para complementar esta postagem, indico o videoclipe da canção "Brincar de viver" [1983], com letra de Guilherme Arantes e interpretação de Maria Bethância:
Observação:
Esta postagem é de autoria de José Antônio Klaes Roig, professor, escritor e poeta, além de editor do blog Educa Tube Brasil. http://educa-tube.blogspot.com José Antonio Klaes Roig ou Zé Roig, como gosta de ser chamado, possui o Prêmio de Professor Transformador [2020] e seu blog Educa Tube Brasil, o Prêmio de um dos melhores blogues educacionais do Brasil [2020], conforme selos estampados na coluna à direta desta postagem.
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