Recentemente, entrevista após o jogo, dada pelo treinador Roger Machado, por conta de seu linguajar, muito calcado em jargões do esporte, em especial, o futebol, que possue diversas expressões típicas, como: estado anímico, jogo posicional etc, e mais jogador canhoto de pé trocado e outras que Roger, um especialista da área, nos brindou, viralizando de imediato, conforme imagem acima.
Deixando de lado a "zoeira", o meme e a viralização imediata, tal fato demonstra o quanto a falta de conhecimento técnico leva leigos a brincarem com coisa séria, como se quem fala com propriedade sobre o tema, por experiência d eprofissão, estivesse simplesmente "Rolando Lero", eonrolado, inventando termos [neologismos], o que demonstra falta de interpretação e conhecimento básico sobre o assunto, antes de sair palpitando ou causando "palpitações". O vídeo em questão é uma obra de humor, acredito, e tem que ser lido como tal. Afinal, humor é coisa séria, pois sempre flerta com a crítica social.
Porém, cabe destacar também a análise de outro cidadão [vídeo logo a seguir], dessa vez, alguém que entende do tema, e sobrepõe a fala de Roger as imagens de campo, ilustrando bem o que o treinador disse, deixando a fala mais inteligível, e aí vem o que eu, como professor de Língua Portugesa e Produção textual digo a meus alunos: - Não basta dizer, tem que se fazer entender pelo outro, procurando pra cada ideia e conceito, trazer exemplos, preencher com explicações e repertórios socioculturais que façam sentido a quem está lendo ou ouvindo. Ou seja, didatismo, metodologia, clareza, objetividade, coesão [sequência de ideias] e coerência [unidade e não contradição].
Enfim, uma "pedagogia" futebolística. Na escrita redacional é preciso ser um pouco "canhoto de pé trocado", ao inverter a lógica da análise, além do jogo de palavras superficial, que enrola, enrola e nada diz. É preciso posicionar-se noi campo das letras e ideias, organizando, como um esquema tático, os blocos de introdução, desenvolvimento e conclusão, asism como um time no gramado com defesa, meio-campo e ataque. Cada peça tem uma função sintática e semântica no desenrolar e desenvolver do texto e do jogo para que tudo, ao final, tenha coesão e coerência, sentido e objetivo. Vence aquele que souber ser simples, eficiente e que seja compreendido em suas ideias, ainda que "fora da curva" do senso comum. É preciso saber jogar o jogo com continuidade e progressão [elementos coesivos]. Continuar sempre tratando do memso tema e progredindo, trazendo, acrescentando fatos novos que colaborem ao entendimento e corroborem com as ideias apresentadas durante todo o texto ou jogo de palavras.
Observação:
Esta postagem é de autoria de José Antonio Klaes Roig, professor, escritor e poeta, além de editor do blog Educa Tube Brasil. http://educa-tube.blogspot.com José Antonio Klaes Roig ou Zé Roig, como gosta de ser chamado, possui o Prêmio de Professor Transformador [2020] e seu blog Educa Tube Brasil, o Prêmio de um dos melhores blogues educacionais do Brasil [2020], conforme selos estampados na coluna à direta desta postagem.
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