sábado, 23 de maio de 2026
"Você não vê a Realidade. Você a interpreta": assertiva que nos acompanha desde Platão até às cavernas [bolhas digitais] e a IA
O vídeo desta postagem trata de ILUSÃO DE ÓTICA, denominado de "Há uma diferença entre "verdade" e "realidade" por Célia Sequeira, no Linkedin, e cujo subtítulo expande a provocação filosófica e física: "Você não vê a realidade. Você a interpreta".
De fato, Platão, 25 séculos atrás já fazia essa distinção entre o Mundo sensível [captado pelos 5 sentidos] e o Mundo inteligível {pela percepção e inteligência], e vai além ao criar o mito ou alegoria da Caverna. De certa forma, todos nós passamos pelo mesmo processo: aprisionados em cavernas alegórias, ideológicas ou digitais [grupos de WhatsApp, etc], acorrentados à escuridão das fake news, atpe que sejamos libertados e saindo daquele local, encontremos a luz do conhecimento.
Por ilusão de ótica, amplia-se um leque de possibilidades, que Immanuel Kant retomará em Crítica da Razão Pura e Crítica da Razão Prática, que é também uma retomada, não apenas dos mundos sensíveis e inteligível de Platão, mas do racionalismo de René Descartes: entre a lógica e a experimentação. Penso, logo existo, mas também preciso comprovar isso. Não basta existir e observar, há que se experimentar, testar, replicar. Entre a hipótese e o resultado, há todo um mundo inteiro de possibilidades.
A própria ideologia [estudo das ideias], como bem demonstrou Kant, é um exercício de observação a partir do ponto de vista do observador, o que Einstein traria da filosofia para a física, ou elaborar sua Teoria da Relatividade. Enfim, todos os caminhos levam a Roma. Tudso converge para essa ideia de visão e percepção, e no meo dela a ilusão, mediada pela ideia de mundo que se tem, a partir do grupo social, valores éticos e morais que esse agrupamento possui, e que fará uma sensível diferença na forma de ver a mesma coisa por indivíduos e agremiações diversas. E o exemplo mais nítido disos tudo é a "distorção" entre os números 6 e 9, que podem ser ambos, dependendo do ângulo de visão do observador. Muitos dos conflitos no mundo é fruto desse pensamento totalizante sobre coisas complexas, da tentativa primitiva de dominar a verdade. Cada um crê ter a sua verdade, única que é conflitante com a verdade do outro. Saber dialogar e entender a visão de mundo do outro é uma das formas para bem conviver em sociedade, evitando todo tipo de intolerância.
Para complementar esta postagem recomendo o vídeo a seguir, que amplia a provocação filosófica:
Observação:
Esta postagem é de autoria de José Antonio Klaes Roig, professor, escritor e poeta, além de editor do blog Educa Tube Brasil. http://educa-tube.blogspot.com José Antonio Klaes Roig ou Zé Roig, como gosta de ser chamado, possui o Prêmio de Professor Transformador [2020] e seu blog Educa Tube Brasil, o Prêmio de um dos melhores blogues educacionais do Brasil [2020], conforme selos estampados na coluna à direta desta postagem.
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