segunda-feira, 19 de agosto de 2019

Mulheres artistas são fantásticas: pequeno álbum com retratos têxteis (tecendo e costurando delicadezas)




O vídeo acima Mulheres artistas são fantásticas, descobri no Facebook de Nadine Levé, e trata-se de como o subtítulo indica, de "pequeno álbum com fotos têxteis", na verdade, retratos, tecidos com ternura e delicadeza, destacando grandes mulheres da história, não apenas da arte, mas da própria Humanidade. Um primor de material que provoca o espectador para as entrelinhas, não apenas das costuras, mas das leituras de vida e de mundo desses modelos exemplares.
Uma boa metáfora para trabalhar produção textual com alunos sobre as entrelinhas da costura de um texto. Para discutir criação literária, arte, cultura e as delicadezas do cotidiano que passam muitas vezes desapercebidas. De como produzir um material simples e belo, com criatividade identidade e autenticidade.
Sempre lembram que a expressão "Texto" vem do latim "Textum" e refere-se a tecer algo, de tecido, de costurar, entrelaçar, com linhas.
Um exemplo de artesanato criativo, belo e original. Toda a escrita é de certa forma artesanal, precisando ser criativa e original.
Outra questão relevante é a aprendizagem que ocorria no passado, através de álbuns de figurinhas, dos mais variados temas, principalmente aqueles sobre ciências, arte e cultura, que "ensinavam" através de imagens e legendas muitas coisas, antes mesmo de adentrarem à escola. Eu mesmo, aprendi muito com dicionários antigos ilustrados, enciclopédias (antes do advento do Google), com histórias em quadros álbuns de figurinhas, almanaques de curiosidades distribuídos em farmácias e muito mais, como colecionáveis: cartões postais, selos, moedas antigas, fotografias etc.
Aprendizagem invisível que trata o pesquisador Cristobal Cobo, vide postagem antiga no Educa Tube:

Aprendizagem Invisível: Como aprender apesar da escola? por Cristobal Cobo

domingo, 18 de agosto de 2019

A surpreendente intertextualidade entre a ficção e a realidade, de "Como o fascismo se instaura silenciosamente" (música, poesia, literatura e televisão)




O vídeo acima Como o fascismo se instaura silenciosamente, encontrei no YouTube e trata-se de uma forma didática de mostrar através da Poesia e da Política as relações intertextuais entre ficção e realidade, a partir de cena emblemática e multi premiadada série The Handmaid's Tale, criada por Bruce Miller em 2017, inspirada no livro O Conto da Aia (1985), da escritora canadense de Margaret Atwood que encontra reflexos na contemporaneidade, devido a quantidade de regimes autoritários que vêm se instaurando mundo afora e que dispensa nomeá-los, já que estão bem expostos e impostos à sociedade atual, disseminando Fake News, discursos de ódio, intolerância religiosa, política, racial, sexual e muito mais.
O mais assustador é que no livro e seriado, de certa forma conta a trajetória de milícias e religião assumindo o poder e transformando uma nação em um estado totalitário, fanático e militarizado, dividido em castas, chamado de República de Gilead. Um país dentro do país, em que as leis não valem mais, que a opressão vigora, e que o poder é exercido exclusivamente pelos homens. Lembra algo?!? [Vide resenha literária ao final desta postagem].
As legendas da cena acima, do referido e impactante seriado me remeteram, de forma intertextual, primeiro aos versos da canção Monte Castelo (1986) da banda Legião Urbana: "Estou acordado e todos dormem todos dormem, todos dormem", quando a protagonista do seriado acima diz: "(...) Eu estava dormindo antes. Foi assim que deixamos acontecer. Quando aniquilaram o Congresso, não acordamos. Quando culparam os terroristas e suspenderam a Constituição, também não acordamos (...)". A vida imitando a arte?!?
No segundo momento, o vídeo em questão me remeteu ao poema equivocadamente atribuído, ora a Berthold Brecht, ora a Vladimir Maiakóvski, chamado "No caminho com Maikóvski", mas que é de autoria do poeta brasileiro Eduardo Alves da Costa. Abaixo, fragmento do supracitado poema, escrito em Niterói, Rio de Janeiro, Brasil, em 1936:

“Na primeira noite eles se aproximam e roubam uma flor do nosso jardim.
E não dizemos nada.
Na segunda noite, já não se escondem: pisam as flores, matam nosso cão,
e não dizemos nada.
Até que um dia, o mais frágil deles entra sozinho em nossa casa,
rouba-nos a luz, e, conhecendo nosso medo, arranca-nos a voz da garganta.
E já não podemos dizer nada”.


A seguir belíssima interpretação/declamação de Ivan Lima do poema "No caminho com Maiakóvski":



Por essas e outras que regimes autoritários perseguem terrivelmente poetas, escritores, filósofos, atores, cientistas e artistas, pois trazem luz à escuridão dos tempos que são cíclicos, ora de trevas, ora de luzes.
Dois ótimos vídeos para trabalhar questões intertextuais, inter e multidisciplinares (Filosofia, Poesia, Literatura, História, Memória, Cinema, Televisão, Tecnologia, Arte Cultura, etc).
Para complementar esta postagem, encontrei mais dois vídeos interessantes que ampliam a questão. Primeiro, uma criativa animação feita por Rodrigo Jolee, a partir de alguns versos do poema de Eduardo Alves da Costa e que serve para reflexão visual:



O outro vídeo é a resenha crítica de Tatiana Feltrin, sobre o livro O Conto da Aia, de Margaret Atwood que recomendo visualização:



sexta-feira, 16 de agosto de 2019

O Broto e o Feijão, o Sonho e a Imaginação: belo clipe que permite uma reflexão sobre a arte e a cultura na educação




O vídeo acima "Sprout and The Bean" (O Broto e o Feijão, tradução livre), descobri via Twitter de Raimundo Ferraz e seu perfil Oficina de Chuva de Petrópolis, Rio de Janeiro Brasil, que também é editor do blog Brasa Palavra.
Trata-se de um belíssimo videoclipe de Joanna Newsom em que mostra uma jovem no meio de uma sala de aula tocando harpa, enquanto no quadro verde se revezam imagens vivas feitas com giz numa alusão à própria educação e que automaticamente me proporcionou uma reflexão sobre o tempo e espaço de ensino e aprendizagem e da importância da arte e cultura, da criatividade e da imaginação, do uso da bagagem sentimental do professor junto ao alunado nessa mágica travessia entre a informação e o conhecimento, duas margens de um rio chamado Vida.
O clipe permite recordar ao leitor de livros e mundos que fui, sou e continuarei sendo, remetendo a clássicos da literatura como O Feijão e o Sonho, de Orígenes Lessa que conta a história de um casal: O Feijão, a esposa realista e o Sonho, o marido que deseja se tornar escritor, portanto um sonhador. Mais que isso, que o tocar um instrumento musical é uma analogia, metáfora com o tocar uma alma, despertar acordes interiores dos alunos para a intertextualidade dos textos escritos, as imagens do cotidiano, as memórias individuais e coletivas.
Um clipe que vale-se de diversos recursos como animação provavelmente em stop-motion no quadro verde com desenhos de giz, da música, da cultura, do circunavegar da câmera em torno daquela que canta e encanta, em um ângulo de 360 graus. Uma experiência imersiva como chamo, de levar e elevar o aluno a uma realidade, não apenas virtual (com datashow, computador, internet, etc), mas à realidade local da turma, da escola do bairro em que se insere, da cidade, estado, país. continente mundo, sistema solar galáxia, universo exterior e interior. Do micro ao macrocosmos, através de pequenas viagens reflexivas entre o conhecimento prévio que o aluno traz de casa em diálogo com o processo formal que a escola proporciona, não apenas de socialização, interação inclusão, mas de instrução e preparação para vida e o mundo.
Quem disse que não é possível conciliar o Feijão e o Sonho, razão e emoção?
Quem disse que não pode haver diálogo entre o concreto e o abstrato, o objetivo e o subjetivo, o ideal e o possível?
Quem disse que não pode haver intertextualidade entre Poesia e Filosofia, Literatura e Matemática, Química e Arte?
Observação: Abaixo, link para a letra e tradução da canção:

SPROUT AND THE BEAN

quarta-feira, 14 de agosto de 2019

A Matemaníaca: Youtuber que faz sucesso com videoaulas sobre matemática no cotidiano e nas profissões




O vídeo acima POLÊMICAS MATEMÁTICAS: Aventuras da Juju, trata-se de um dos inúmeros vídeos produzidos por Julia Jaccoud, Youtuber que criou o canal com a proposta de gravar videoaulas para popularizar a matemática, mostrando como ela está presente no cotidiano.



Conforme apresentação do canal feita pela própria Júlia Jaccoud que, recém formada, possui Licenciatura em Matemática na Universidade de São Paulo (USP), Brasil: "O objetivo aqui é bater um papo e apresentar a matemática da maneira bonita e divertida que eu vejo! Você vai encontrar muitos debates, questionamentos e poucas aulas expositivas por aqui. Quero te apresentar a beleza da "inutilidade" da matemática, isto isto é, mostrar que a matemática vai muito além de sua aplicabilidade. Mostrar matemática como forma de arte!"
No vídeo em questão Júlia entrevista diversas pessoas como: Rogério Martins, Marcelo Viana, Artur Ávila, John Bush e Khadim War, que responderam sobre as polêmicas envolvendo a origem da matemática, (se ela foi criada ou descoberta) e também, se o zero pertence ou não aos naturais.
O canal A Matemaníaca já possui mais de 50 mil inscritos, e aborda diversos temas além da matemática, como as profissões (astronomia, química, ciência da computação, economia, arquitetura, música etc).
Abaixo, link para o referido canal de vídeos:

A Matemaníaca por Julia Jaccoud

terça-feira, 13 de agosto de 2019

Projeto de Química do IFPB produz vídeos para ensinar Atomicidade para Surdos: inclusão e acessibilidade




O vídeo acima Atomicidade para Surdos - MODELO ATÔMICO DE DALTON, trata-se de material integrante do Projeto de Química produz vídeos para ensinar Atomicidade para Surdos e é realizado por servidores e estudantes do IFPB Campus João Pessoa, Paraíba, Brasil.
"Conforme dados extraídos do portal do IFPB, que o Educa Tube Brasil reproduz na íntegra, a seguir:

Promover o ensino inclusivo de Química é a proposta do Projeto Atomicidade para Surdos, que une conhecimentos sobre a Língua Brasileira de Sinais (Libras) e os conteúdos desenvolvidos na Educação Básica sobre essa ciência. A área de Química ainda carece de metodologias e ferramentas que possibilitem os estudantes surdos terem acesso a assuntos da disciplina.
A ideia surgiu da observação de que o ensino de Química para surdos, por meio da Libras ainda esbarra em algumas dificuldades porque os termos frequentemente utilizados nesta disciplina não possuem seus correspondentes na língua. Outro obstáculo é a falta de material didático adaptado, principalmente porque o número de sinais em Libras específicos para Química é muito reduzido e essa limitação dificulta a comunicação e a construção do conhecimento do aluno surdo.
Participam do projeto os professores de Química Andréa Lira e Anderson Simões; as docentes de Libras Regina Monteiro e Katia Albuquerque; os estudantes Matheus dos Santos (Instrumento musical), Brenda Dantas (Instrumento Musical), Fernanda Amaral (Controle Ambiental); e o técnico administrativo da coordenação de Produção Audiovisual, Marcos Paiva.
A proposta inicial do projeto foi a produção de vídeo-aulas sobre o tema Teorias Atômicas. Os professores de Química que participam do projeto construíram roteiros pedagógicos e as professoras de Libras buscaram e criaram termos específicos da disciplina que não tinham uma sinalização fácil ou adequada em Libras.
Em seguida o material foi gravado pelo servidor da coordenação de Produção Audiovisual do Campus João Pessoa com um estudante surdo, que atuou como interprete de Libras nas gravações. E a vídeo-aula foi editada e finalizada. Confira o material neste link.
A orientadora do projeto, professora Andréa Lira, acredita que os vídeos terão uma boa recepção por parte dos alunos e podem auxiliar os estudantes surdos na preparação para o Enem. Outro benefício, segundo a docente é que o projeto pode 'contagiar outros professores no despertar e desenvolvimento de materiais didáticos voltados para a inclusão', frisou.
O próximo passo do projeto é a produção de vídeo-aulas de outros conteúdos de Química. “O resultado ficou muito bom, o grupo desenvolveu um excelente trabalho, pensado em muitos detalhes e com uma alta qualidade de edição”, ressaltou Andréa ao agradecer os integrantes da equipe do projeto pelo trabalho executado.

Fonte: http://www.ifpb.edu.br/joaopessoa/noticias/2019/04/projeto-de-quimica-produz-videos-para-ensinar-atomicidade-para-surdos

Abaixo, canal de vídeos do IFPB:

Coordenação de Audiovisual IFPB Campus João Pessoa

Vejam também, tema correlato, clicando no link a baixo:

Servidores e estudantes da IFSC produzem revista online para surdos

segunda-feira, 12 de agosto de 2019

Uma Maneira de Pensar, por Carl Sagan e a divulgação do conhecimento científico




O vídeo acima A Way of Thinking (Uma Maneira de Pensar", trata-se de fragmento de áudio da última entrevista de Carl Sagan, feita em 1996, que é parte da divulgação do livro The Inspiration Journey, um dos diversos materiais de divulgação do conhecimento científico que o autor fez em sua existência.
Carl Sagan junto com Jacques Costeau foram dois pensadores, pesquisadores e divulgadores da Ciência que moldaram o pensamento de diversas gerações, durante o século XXI, através de programas de TV que popularizavam o conhecimento científico.
Um dos livros mais interessantes que li foi O Romance da Ciência, de Sagan, que recomendo leitura aos visitantes e seguidores deste blog, não apenas pelo elemento científico, mas poético, ético, estético e filosófico.
Uma sentença do vídeo acima parece até profético, quando Sagan afirma: "Se não formos capazes de fazer perguntas céticas para interrogar aqueles que nos dizem que algo é verdadeiro e sermos céticos em relação as autoridades... Então, estaremos a mercê do próximo charlatão político ou religioso que aparecer".
Num tempo um tanto sombrio em que o pensamento científico é contestado (Teoria da Terra Plana é um exemplo disso) e que política e religião parecem darem-se de novo as mãos, em plena Idade Mídia como na Idade Média, há que se combater o obscurantismo com muita pesquisa e divulgação científica.
Como bem destaca, Leandro Ricardo que editou esse fragmento, Sagan dizia que "A ciência é muito mais do que um corpo de conhecimento. É uma forma de pensar. Uma maneira cética de interrogar o universo com pleno entendimento da falibilidade humana".
Também de Carl Sagan, recomendo outra bela e profunda reflexão, intitulada A Worthy Goal (Um Objetivo Digno), vide abaixo:



domingo, 11 de agosto de 2019

Ciência em Show: um canal de vídeos para ensinar e comunicar a ciência de maneira descomplicada e descontraída




O vídeo acima descobri no Linkedin de Ana Teresa Ralston, pedagoga e especialista em tecnologia de São Paulo (SP), Brasil e trata-se do canal CIÊNCIA EM SHOW , que é um espaço virtual para, segundo a apresentação do mesmo, "Ensinar e comunicar a ciência de maneira descomplicada e descontraída".



Uma iniciativa de 18 anos, o Ciência em Show, conforme sinopse, possui todas as propostas "fundamentadas em sólidos referenciais teóricos e trazem uma visão moderna do ensino, que aproveita espaços diversos para facilitar a aprendizagem".
O canal e também o site (vide links mais abaixo) são compostos pelos "professores Wilson Namen, Gerson Santos e Daniel Ângelo e a pedagoga e especialista em tecnologia Ana Ralston [que] conduzem o Ciência em Show pela direção da inovação e da tecnologia com projetos na TV, internet, editoras, espaços públicos e instituições de ensino".
Há também o Instituto Ciência em Show – ICS, entidade sem fins lucrativos, onde são colocados em prática "projetos que visam promover, comunicar e valorizar a ciência na sociedade brasileira".
Seus integrantes entendem que "a ciência é fundamental para o desenvolvimento do país e que o cidadão que sabe lidar com conceitos científicos básicos tem uma melhora significativa na qualidade de vida, torna-se mais crítico e apto ao empreendedorismo".
Uma ação pedagógica e tecnológica que o Educa Tube Brasil tem a satisfação de indicar aos seus visitantes e seguidores, em sua maioria, professores e educadores.



CIÊNCIA EM SHOW no YouTube

CIÊNCIA EM SHOW - SITE

CIÊNCIA EM SHOW no Twitter

sábado, 10 de agosto de 2019

Engenharia robótica: "O que é preciso para ser uma engenheira robótica?", no canal Computação sem Caô




O vídeo acima O que é preciso para ser uma engenheira robótica? | Computação sem Caô, descobri no Facebook e trata-se de, conforme apresentação no You Tube:

"O Computação sem Caô é um projeto que busca democratizar o entendimento da ciência da computação no Brasil. Como funcionam as tecnologias que usamos no dia a dia? O que faz um cientista da computação? O que são algoritmos? O que é o pensamento computacional? Quais as as grandes questões científicas da área hoje? E as implicações éticas do uso de tecnologias? São algumas das questões que o projeto explora/aborda em vídeos curtos, de linguagem jovem. O Computação sem Caô é realizado pelo Olabi e apresentado por Ana Carolina da Hora, cientista da computação em formação pela PUC-RJ e moradora de Caxias, na Baixada Fluminense. O projeto foi contemplado pelo edital de divulgação científica Serrapilheira Camp, do Instituto Serrapilheira".



Abaixo, link para acessar o referido canal:

Computação sem Caô

OLABI MARKER SPACE NO FACEBOOK

Ainda, dentro do tema robótica, e da popularização das ciências, indico a seguir um vídeo impressionante, que encontrei no Facebook, e que mostra como um "Rato robô", após 3 tentativas dentro de um labirinto, na 4ª vez, o ratinho robótico se transforma em um velocista como Usain Bolt, memorizando o percurso em apenas 3 segundos atravessando o mesmo, por conta da Inteligência Artificial:



sexta-feira, 9 de agosto de 2019

Nunca estará sozinho: um "clipe que parece curta" e que serve como exercício de escrita criativa para a Redação do Enem




O vídeo acima Never Gonna Be Alone (Nunca estará sozinho, tradução livre), da banda Nickelback é um audiovisual que conheço por longa data, e já ouvi diversas vezes, mas nunca parei pra prestar atenção nas imagens. Recentemente, quando assisti na íntegra o videoclipe, fiquei encantado com a narrativa visual que poderia ser usada no meu projeto CLIPES QUE PARECEM CURTAS, que justamente se vale desse tipo de material para propor reflexão, interpretação de imagens e escrita criativa com alunos e professores.
O clipe foi mostrado para meus alunos em duas partes: primeiro só a introdução até que a moça (noiva, com uma flor azul na mão) se volta para os convidados e olha com carinho para um homem, em especial. Dou pausa no vídeo e pergunto aos alunos: - O que vocês acham dessa situação? Quem será aquele homem qual seu papel na história? Uns dizem que é um ex-namorado, um amante, um irmão mais velho, um parente, amigos, pai... No segundo momento, retomo o vídeo desde seu início, estabelecendo antes com os alunos, que após aquele ponto pausado, que prestem atenção que indicarei com a mão o número 1 e depois 2, que são as duas partes do desenvolvimento da história, que levará à conclusão. No ponto 1, a jovem se recorda do pai, presente sempre em todos os momentos da vida dela, inclusive ali no casamento. No ponto 2, todos descobrem que era apenas um fantasma, ou a memória afetiva da noiva, dando a entender que eles continuava junto dela, mesmo já não no momento dos vivos. Por fim, quando o clipe encerra com a noiva colocando na lapela do noivo a flor azul, deixo o audiovisuais e encerrar e passo a palavra aos alunos. Alguns conheciam o vídeo, outros só a música. A maioria - inclusive eu - nunca tinha prestado atenção à história cantada.
As reflexões que surgiram após a visualização do clipe (esse terceiro momento) foram bem interessantes pois os alunos se deram conta da simbologia, da linguagem simbólica, metafórica, presente no material que poderia sim, ser visto como uma curta: o amor que se transforma, amor de pai para o de futuro marido, do estar presente na memória, da história de vida que trazemos, dos momentos relevantes que passam em nossa mente, como num filme etc.
Mais que isso, num quarto momento, comecei a mostrar para eles de forma didática, onde estavam os elementos introdutórios, de desenvolvimento e de conclusão, que poderiam ser vistos como uma organização de ideias através de imagens, e que uma redação se assemelha a isso: A flor azul, como a tese ou ideia principal, que conecta as demais partes até à conclusão. Do desenvolvimento que mostra o passado e o presente, situando o leitor (de imagens) não apenas no texto, mas no contexto descrito e finalmente a conclusão em que a flor azul retoma o destaque e explica a história, deixando ao espectador uma mensagem de renovação do amor, da vida, da família, da própria sociedade.
Para saber mais sobre o projeto Clipes que parecem Curtas, segue link de postagem neste blog educacional e também, mais abaixo o vídeo no meu canal do YouTube EDUCAÇÃO 3D+:

CLIPES QUE PARECEM CURTAS: Projeto unindo mídias, literatura e língua portuguesa



domingo, 4 de agosto de 2019

"Mytikah, o Livro dos Heróis": Série de animação que conta histórias de personalidades brasileiras como numa viagem no tempo




O vídeo acima "Mytikah, o Livro dos Heróis" trata-se de trailer de "série de desenhos animados que conta histórias de personalidades brasileiras como super-heróis". Uma ideia fantástica que me lembra os episódios do Sítio do Picapau Amarelo, de Monteiro Lobato em que o Visconde de Sabugosa, um ser mítico a partir de um sabugo de milho que é esquecido numa biblioteca, cria vida e se tornar um intelectual por conta de suas leituras. Cada episódio da série para TV, inspirada na obra de Lobato era uma pequena viagem no tempo, como parecem ser as viagens das personagens de Mytikah, viajando no tempo sem máquina, apenas folheando as páginas de um livro.
Essa série de animação foi feita por uma produtora de São Carlos, São Paulo, Brasil, chamada OZ Produções Audiovisuais e Comunicação LTDA e concorreu com outras animações, vencendo o edital para ser veiculada em 150 canais brasileiros.



Um projeto audiovisual, produzido por Hygor Amorim e Jonas Brandão, composto de 13 episódios de 7 minutos de duração cada, que envolve arte, cultura, educação, tecnologia, história, memória, diversão, entretenimento etc.
A história é simples, criativa e relevante: Os irmãos Leco e Manga viajam pela história do Brasil, conhecendo personalidades das mais variadas áreas, convivendo com seus contextos, destacando um pouco de sua vida e obra, numa interessante junção de arte e formação, como ocorreu comigo na obra de Monteiro Lobato. Aprendi muito de história, arte, cultura, filosofia lendo os livros e vendo os episódios do mítico Sítio. Vinha direto da escola para assistir cada um não perdia nenhum e ai revia quando veiculados novamente na TV. Naquele tempo não existia internet, e a segunda fonte de informação, depois da escola era a televisão e sua programação. A série da TV, aliada aos livros, filmes álbuns de figurinhas, histórias em quadrinhos (gibis) etc, foram fontes inestimáveis de conhecimento geral que trago comigo até hoje. O lúdico faz parte da aprendizagem e também do ensinar. Saber aprender brincando e brincar aprendendo é uma ótima metodologia e também didática que carrego comigo em minha prática escolar, como professor. Minha bagagem sentimental é minha aliada no processo de ensino-aprendizagem.
Segundo o animador Ivanildo Soares Machado a animação levou cerca de um ano para ser concluída a partir do recebimento do roteiro, da elaboração dos rascunhos e da edição final.
Um belíssimo projeto que estimula a leitura de livros sejam de história ou de ficção.
Abaixo, vídeo da abertura da série Mythica:



Eis a sinopse oficial do seriado encontrada no portal institucional da EBC: "Os irmãos Manga e Leco se divertem com o livro pop-up MYTIKAH, que conta histórias de heróis da vida real. Quando o livro chega eles entram na história para conhecer os personagens e o mundo em que vivem. Eles aprendem sobre o contexto histórico e vida destes heróis e fazem observações e críticas bem-humoradas sobre a época e suas características. Os irmãos participam da história e ajudam os heróis a realizarem suas missões. Feito isso eles conquistam uma relíquia que os leva de volta para local do início do episódio, onde MYTIKAH desaparece magicamente".
Através de pesquisa na web, não foi possível localizar nenhum episódio disponível de forma pública, apenas menções ao seriado e divulgação do trailer. Quem tiver algum link para visualização dos mesmos, além da programação das tevês, agradeço antecipadamente se compartilhar aqui nos comentários desta postagem. Grato a todos!

sábado, 3 de agosto de 2019

Purl: animação da Pixar que trata do componente feminino no ambiente de trabalho




O vídeo acima Purl é uma divertida animação da Pixar que me foi indicada pela colega e amiga Josane Batalha Sobreira.
Purl é um curta de animação com direção de Kristen Lester e a personagem foi, segundo consta na apresentação, "inspirada em uma experiência vivida por ela também, sobre quanto do seu aspecto feminino tinha sido enterrado e deixado para trás quando trabalhou exclusivamente com homens".
No vídeo há exatamente isso: a história de alguém que acaba se anulando para poder agradar a maioria dos colegas. Um bom material para refletir sobre identidade, trabalho em equipe, criatividade, inovação e muito mais.

sexta-feira, 2 de agosto de 2019

Magia ou ilusão: uma metáfora da educação




O vídeo acima, ILLUSIONS by Michael Menes, descobri no Facebook e me proporcionou a partir de sua apresentação breve reflexão sobre a "Magia e a Ilusão" como metáforas da educação, conforme texto abaixo:
MAGIA OU ILUSÃO: UMA METÁFORA DA EDUCAÇÃO O vídeo em questão me proporcionou essa breve reflexão que compartilho aqui com os visitantes e seguidores do Educa Tube Brasil pois o considero pequena metáfora da educação.
Magia ou ilusão, o que de fato faz o professor num palco, chamado sala de aula, diante de uma plateia denominada de turma de alunos? Primeiro, pensando o conceito de magia como o de encantamento e ilusão, uma distração. O mágico e o ilusionista se fundem e confundem ás vezes no papel do professor. Já comentei noutras postagens que considero o bom educador aquele que simula o famoso Mister M, que contava ao público o segredo das mágicas, enquanto o ilusionista é aquele que retém pra si o conhecimento, o truque, aquele que quer deter o poder, já que é senso comum que informação = poder.
Entretanto, baseado no vídeo indicado, o bom professor é aquele que se vale de quadros: o com giz e apagador ou o digital com projetor multimídia, conexão com computador e internet etc. Tanto faz a tecnologia empregada. O grande clímax do espetáculo será sempre a metodologia e a didática utilizadas no encantamento da plateia. E isso é uma realidade: de nada adianta toda a parafernália tecnológica se não houver lógica organização, planejamento e significação aquilo que se mostrará no palco. Pode ser algo simples ou relevante o que importa é que faça sentido, que dê significado a permanência do espectador naquele local enquanto durar o show.
A linguagem corporal e a verbal precisam dialogar entre si, assim como os recursos intertextuais utilizados no momento: livro didático, vídeos, jogos etc. Que não sejam meros passatempos, mas que proporcionem magia, descobertas, deslumbramentos.
Enfim, a magia da pedagogia... da matemágica da história, da literatura e de todas as disciplinas cabe ao mágico ou ilusionista, regente da turma, que como o próprio nome indica, é o maestro/mestre, regendo os talentos de sua orquestra/turma, pra ampliar a metáfora, num sentido artístico, cultural e universal.
Educar é, como dizia Paulo Freire, "ter a consciência do inacabamento". Portanto é um processo em aberto sempre em constante transformação. Aprendizes e mestres sempre seremos, ensinando e aprendendo uns com os outros.

quinta-feira, 1 de agosto de 2019

On ou Off - De que lado você está? (vídeo reflexão sobre as relações humanas no cotidiano)




O vídeo acima On ou Off - De que Lado você está? é uma interessante reflexão de Deivison Pedroza sobre as relações humanas no cotidiano, entre o virtual e o real.
Um material que permite uma boa roda de conversa entre pais e filhos, professores e alunos e as transformações que estão ocorrendo cada vez mais rápidas. Mais que tratar do uso ou não das tecnologias, é uma oportunidade para refletir sobre valores e limites no convívio social.
Uma bela apresentação que dá também pra discutir as possibilidades de edição de vídeo, a partir da seleção de imagens que se encaixem com um texto, da música de fundo e tudo mais.
Um vídeo motivacional? Sim! Mas também um recurso audiovisual para provocar uma boa discussão sociológica, filosófica pedagógica etc. Afinal tudo na vida requer equilíbrio e moderação.
Abaixo, outro vídeo interessante de Deivison Pedroza que se comunica com o de cima:



quarta-feira, 31 de julho de 2019

A menina que odiava livros: fabulosa animação sobre a importância da leitura e da imaginação




O vídeo acima, A Menina Que Odiava Livros trata-se de um curta-metragem de animação inspirado na obra de Manjusha Pawagi, com direção de Jo Mueris. Audiovisual dublado que traz uma mensagem incrível sobre a importância da leitura e da imaginação em forma de metáfora.
A narrativa visual conta a história de Nina, uma menina que odiava ler, mesmo os pais comprando diversos livros para ela.
Na casa de Nina era repleta de livros por toda parte. Até que um dia ocorre algo fantástico: o gato Max estava em cima dos livros na estante e a menina tentando resgatá-lo, acaba escalando a pilha de livros e os derrubando no chão. Daí em diante, literalmente, os animais e personagens dos livros saem dos mesmos criando vida no mundo real.
Uma ideia maravilhosa de Manjusha de que as personagens pra voltar pra "casa" era preciso que a menina lesse cada livro para abrir o portal. Sem perceber, Nina acaba gostando de ler.
Uma animação que lembra vagamente ao filme Goosebumps - Monstros e Arrepios, em que personagens dos livros escapam das obras e passam a viver entre os humanos.



A leitura para ter sentido requer que o ato de leitura tenha significação. Uma brilhante ideia da autora valendo-se da magia e da metáfora para conduzir essa bela história para todas as idades.
Ótimo material para utilizar em oficina de produção textual.

terça-feira, 30 de julho de 2019

Brincadeiras de pai e filho: tecnologia artesanal a partir de materiais recicláveis (a simplicidade que permite a continuidade)




O vídeo acima, intitulado Brincadeiras de pai e filho, foi indicação do colega e amigo Fernando Luís, músico, poeta e artesão com sucata e trata-se de uma série de pequenos inventos a partir de coisas simples e recicláveis, de fácil obtenção e com resultados incríveis, disponibilizadas no Facebook e instragram do Flavinho Recreador.
Visitando a página do Flavinho no facebook encontrei outras ideias divertidas e criativas, como por exemplo o "drone artesanal", feito com copos de papel, fita adesiva e borrachinha de prender dinheiro (vídeo abaixo):



Ou esse mini carrossel a seguir:



Vídeo que me lembraram meu pai, que além de artista plástico, também era inventor de brincadeiras incríveis e construía pra mim e meus irmãos brinquedos a partir de material reciclável como madeira, latas, papelão etc.
Sempre digo, como educador, que os melhores e mais efetivos projetos são aqueles que flertam com a simplicidade, pois é ela que permite justamente a continuidade. As ideias do Flavinho Recreador e doutros mais convergem pra essa ideia que trago comigo e que costumo divulgar no blog, no canal do YouTube, nas redes sociais, digitais ou não.
Brincadeiras e brinquedos que serve para estimular um diálogo entre gerações de pais com filhos, professores com alunos, além de tratar de temas transversais como tecnologia, meio ambiente, reciclagem, educação ambiental, memória etc.

segunda-feira, 29 de julho de 2019

Alçando voo: belíssima animação que reúne três gerações em um país chamado Imaginação (ativem as legendas)




O vídeo acima Taking Flight (Alçando voo tradução livre), trata-se de curta-metragem de animação de Brandon Oldenburg que descobri nos vídeos correlatos do YouTube e é uma narrativa visual encantadora, pois conta a história de um pai sem tempo que sai para trabalhar e deixa o filho com o avô que o ensinará a brincar, como fazia com seu filho, o próprio pai do menino.
Um bela vídeo sobre o poder da imaginação e das brincadeiras, que recomendo ativar as legendas e tradução.
A história é simples: O pai sai pra viajar e deixa o filho com o avô. Entediado, o garoto mexendo nas coisas da garagem da casa vê foto antiga em que seu avô e o pai estavam junto a uma carrinho de corrida de puxar.
Dali em diante o que se vê a uma metáfora da viagem à imaginação em que o carrinho se transforma em barcos avião e nave espacial.
Enquanto toda a história se desenrola, uma menina, vizinha deles, fica sentada na escadaria da própria casa, conectada numa telinha com fones de ouvido (os olhos e ouvidos noutro mundo, o digital).
Uma animação que me fez recordar as viagens mágicas que fazia com meu pai e irmãos, quando habitante do país chamado Infância. Meu pai nos ajudava a pular o muro do estádio de futebol pra empinar pipa, subíamos pela escadaria quebrada da torre da igreja, andávamos de carona em calhambeque de amigo dele rumo à praia, aprendemos a boiar no mar e muito mais. A tecnologia era manual, artesanal, mas a imaginação era imensa. Éramos felizes com tão pouco...
Estimular a imaginação de filhos e alunos utilizando viagens reais e imaginárias, estimulando a criatividade é essencial, tanto para pais como professores. E são essas memórias que ficarão para sempre dentro de nós...
Em tempo: Alguns anos atrás, a partir de uma tarefa pra casa, meu filho me pediu que contasse uma história antiga da família, uma recordação. Contei a história verídica e quase mitológica da família: meu pai, quando tinha 14 anos, na década de 1940, influenciado pelos filmes de super-heróis, criou um par de asas e tentou voar do alto da torre da igreja matriz da pequena São José do Norte, no extremo sul do Rio Grande do Sul, Brasil. Como não conseguiu, se jogou do telhado de um sobrado histórico, quebrando perna braço e machucando a cabeça, passando a voar apenas na imaginação e se tornando depois um artista plástico autodidata. Essa narrativa sobre a infância de meu pai foi ilustrada pelo meu filho e se tornou um dos recursos visuais que utilizo na Oficina de Multiletramento chamada Lego Poema: poesia de Montar em Blocos. Seguem links e audiovisuais sobre o tema, e que dialogam com o vídeo Taking Flight:

Lego Poema ou Poesia em Blocos de Montar: Oficina de Criação Literária e o Multiletramento





domingo, 28 de julho de 2019

Quando a vida imita a arte que se espelha na vida: a intertextualidade de "A última crônica" de Fernando Sabino em diálogo com a rede social digital




Quando assisti ao vídeo acima, no Facebook,de um pai que "com orçamento apertado, compra um pedaço de bolo para o aniversário da filha", imediatamente, minha memória sentimental e literária associou essa cena da vida real ao texto do cronista Fernando Sabino, justamente chamado de "A última crônica", em que o narrador, que é o próprio Sabino, relata um fato bem similar que ele viu em um botequim da Gávea, de um casal humilde, num canto do local, comemorar o aniversário da filha pequena, compra uma fatia de bolo e acende 3 velinhas.
A vida, nessa caso, imita a arte de Sabino que se espelhou na própria realidade do cotidiano do autor.
Todo educador, seja pai ou professor, vez em quando poderá usar de sua bagagem sentimental para estabelecer um diálogo com as novas gerações, seja utilizando algum texto vídeo, filme, música, algum fato do passado para narrar e estabelecer contato intertextual.
E nem precisa ser da área das linguagens, basta perceber no enunciado matemático, físico, sociológico, etc a oportunidade de contar não apenas números, mas histórias. Existem situações, experiências de vida, aprendizagens que devem ser compartilhadas entre pais e filhos, professores e alunos.
Abaixo, a íntegra da crônica acima citada, para leitura e reflexão, e quem sabe alguma utilização em projeto de produção textual:

A ÚLTIMA CRÔNICA, DE FERNANDO SABINO

sábado, 27 de julho de 2019

"A Ponte": fabulosa animação em formato de fábula digital para reflexão sobre o cotidiano




O vídeo acima "Bridge" (Ponte), foi preciosa indicação da colega e amiga Elis Zampieri, educadora de Curitibanos, Santa Catarina, Brasil e trata-se de fabuloso curta-metragem de animação de Ting Chian Tey, que num formato de fábula nos faz refletir sobre as transições que somos submetidos no cotidiano.
Como fábula visual, Tey vale-se de animais para passar questões como valores e limites, ética e moral.
No meio do caminho de uma floresta existe uma ponte e um dia dois animais de grande porte, um Urso e um Alce se encontram no meio da ponte, cada qual querendo ganhar do outro na força. Surgem dos animais silvestre: coelho e guaxinim que são rechaçados pelos gigantes. Na queda de braço entre os dois "fortões", cada qual intransigente, eis que o coelho rói a corda de um lado e o guaxinim desata o nó do outro e tanto urso como alce caem no meio do rio.
Com a ponte atada só por um lado, o caminho das toras, embora menor, fica compatível com o coelho e o guaxinim que, entretanto, parecem simular o mesmo problema dos gigantes, em escala menor.
Mas aí ocorre a surpresa da fábula digital: os dois animais menores, talvez aprendendo com o erro dos maiores, resolve transigir e o guaxinim se abaixo pra que o coelho possa pular por cima, cada qual podendo seguir sua jornada.
Moral da fábula? Em certos momentos da vida, precisamos saber ser escada um do outro, um degrau e não um obstáculo natural. Eis a moral e a própria ética dessa bela criativa e original animação, reescrevendo os contos infantis, delimitando valores e limites entre o bom senso e a lógica, a razão e a emoção.
Um ótimo material para promover com os alunos uma leitura de imagem, uma interpretação de texto visual e uma produção de escrita criativa.

História em Blocos: estudantes e professores utilizam jogo Minecraft para reconstituir patrimônios históricos destruídos pela guerra


History Blocks from History Blocks on Vimeo.


O vídeo acima History Blocks é de um projeto fabuloso que visa reunir historiadores e pesquisadores junto com educadores e especialistas em Minecraft para uma restauração virtual de centenas de monumentos históricos destruídos em zonas de guerra. Mais que isso segundo o projeto, a ideia é de que professores possam "trabalhar junto de seus alunos para reconstruir, restaurar e preservar os Patrimônios da Humanidade destruídos pelos conflitos. E eles podem fazer isso usando uma das ferramentas mais versáteis e divertidas que existem: o Minecraft".
Para isso, o professor e a escola podem participar fazendo o download do plano pedagógico para ser aplicado na sua sala de aula, acessando o link abaixo:

HISTORY BLOCKS

Uma ideia incrível que une noções de geometria, matemática, lógica, arquitetura, história, filosofia, sociologia, literatura etc.
Mais de 30 países já adotaram o projeto que permite que os alunos aprendam a valorizar o patrimônio histórico e cultural, que pertence à humanidade.
Para saber mais sobre o projeto, basta também acessar o link abaixo, com a reportagem completa:

Alunos usam Minecraft para reconstruir patrimônios históricos destruídos no Oriente Médio

sexta-feira, 26 de julho de 2019

Escrevendo dissertação: edição de vídeo hilária para refletir sobre o mestrado e a vida




O vídeo acima, intitulado Escrevendo a dissertação é uma dessas hilárias edições de vídeo que pega uma cena, seja de filme ou como no caso, uma entrevista de programa televisivo e coloca uma legenda aleatória, que se encaixa ao humor proposto.
No vídeo em questão provavelmente o editor utilizou sua experiência como mestrando para transpor a uma fala que é apenas um senhor contando causos de vida, mas a sincronicidade entre vídeo e legendas causa no espectador uma empatia e logicamente, uma sincronia.
Quem já não viu uma cena do filme "A Queda", que serve para legendas com fundo político para os mais variados temas e momentos?
Um exercício de criatividade, de bom humor e de adaptação de uma realidade bem diversa a um material inusitado. Mais que isso é uma humorada reflexão da relação entre orientando e orientador. Quem não passou por pelo menos uma das situações mencionados que atire sua dissertação no fragmentador de papel. :-)
Uma boa oportunidade de professores trabalharem com seus alunos a sincronia entre legenda e imagem, texto e contexto, originalidade e criatividade, versão e tradução e muito mais.
Por sinal, sempre digo que toda tradução é uma nova versão, pois o tradutor incorpora ao texto original elementos diversos, pois envolve a cultura do próprio tradutor em diálogo com uma outra cultura, linguagem e sociedade. Além disso, é sabido que um bom tradutor pode até conseguir um efeito melhor nessa adaptação, como um restaurador que incorpora elementos novos ao antigo, tentando preservar a maior parte do que é original, apenas preenchendo as lacunas com material novo.

terça-feira, 23 de julho de 2019

O simulador de sonhos: da brincadeira à realidade em 70 giros em torno do sol (animação para reflexão)




O vídeo acima Coin Operated é um encantador curta-metragem de animação que encontrei no YouTube, escrito e dirigido por Nicholas Arioli. Vídeo feito por artistas independentes, o curta acompanha os 70 anos de um sonhador tentando realizar seu sonho de voar, primeiro na imaginação e depois na realidade por conta de um acumulo de moedas no brinquedo mecânico que simula uma nave espacial.
Podemos dizer que uma das mensagens dessa bela animação é que não existe idade para realizar seus sonhos, embora, como o menino que fica idoso, muitos ficam apenas na intenção sem pensar em algo prático. Ou que não basta desejar algo, é preciso lutar para que aquilo se realize. Muitos projetos científicos já foram pensados enquanto obras de ficção. Histórias fantásticas inspiraram inventores e suas invenções.
Muitas vezes abandonamos sonhos em função da praticidade do viver ( e a metáfora do vender limões), mas noutros momentos, a própria vida nos mostra novos caminhos e recupera os sonhos...
A referida animação é um belo vídeo para refletir sobre sonhos e projetos, memória e história, criatividade e imaginação.

segunda-feira, 22 de julho de 2019

A Estratégia: "clipe que parece curta" (narrativa visual para uma escrita criativa)




O vídeo acima La Estrategia, de Cali Y El Dandee, foi indicação em sala de aula, por minha aluna Sabrina Rosso, do 3º ano do ensino médio, quando de atividade na disciplina de Produção Textual mostrei à turma que existem CLIPES QUE PARECEM CURTAS, com sua narrativa visual que desperta o senso crítico e a imaginação do espectador/leitor de imagens e incentiva a escrita criativa.
A palavra cantada que é recontada em forma de narrativa escrita por quem vê...
O "Projeto Clipes que parecem Curtas" (aqui, maiores informações), foi criado por mim, em 2010, amparado na Poética do Olhar, ou seja, buscar no alunado uma visão crítica, social, educacional e poética, levando em conta a sua visão de mundo, pois em se tratando de Literatura, assim o requer, que o jovem, mesmo vendo, aprenda a enxergar o que observa, além da linha horizontal de um texto e de suas palavras, verticalizando sua visão, sua interpretação e sua leitura de mundo; e até incentivando a produção textual; pois já dizia Paulo Freire que “a leitura de mundo antecede a leitura da palavra”.
Abaixo, um pouco mais sobre o projeto, por conta do vídeo em meu canal do YouTube chamado Educação 3D+ que trata de arte, cultura e tecnologia no ambiente escolar:



Observação: Nos marcadores deste blog, criei duas #tags para indicar #clipdesqueparecemcurtas e outras chamada #CinEducação, com cenas de filmes e filmes completos em que professores e alunos são protagonistas.

domingo, 21 de julho de 2019

A voz do coração: cena que é metáfora do maestro/mestre descobrindo talentos em sua turma



A cena acima, do filme francês A Voz do Coração considero pequena metáfora do papel do professor como Maestro/Mestre, regendo sua turma, e dando o espaço/compasso, no devido tempo, aos talentos naturais de um coral num projeto educacional!
O filme que já foi resenhado por este blog educacional, conforme link a seguir, conta a história de um professor de música num internato para meninos e como sua metodologia e didática transformam aquela turma de alunos indisciplinados:

A Voz do Coração (Cinema, música e educação)

Abaixo, indico vídeo com compilação de cenas do referido filme e que servem para refletir sobre o papel da arte e da cultura na educação:


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sábado, 20 de julho de 2019

A arte do movimento e a magia do brincar em "O Carrossel de Pierre Avezard"




O vídeo acima O Carrossel de Pierre Avezard é uma preciosidade que o colega e amigo Fernando Luís (músico, poeta e artesão em Rio Grande RS) me brindou e que publico nessa postagem especial e espacial, neste 20 de julho de 2019, em que o mundo comemora os 50 anos da viagem à Lua, o Brasil o nascimento de Alberto Santos-Dumont, pai da aviação e que eu comemoro o nascimento de meu pai, o artista plástico Zeméco, que um dia incorporou o espírito espacial de Dumont e Armstrong quando quis voar, fazendo par de asas e se jogando do alto de um casario histórico em sua pequena São José do Norte (RS) Brasil (aqui, link dessa história que lembra Saramandaia de Dias Gomes, mas com algumas décadas de antecipação: Uma Vida de Artes: A História de Vida de José Américo Roig, o Zeméco).
Toda essa intertextualidade para apresentar o vídeo: "O Carrossel de Pierre Avezard (1902-1992) [que] é um conjunto móvel de figuras de madeira e metal construídas com latas de conservas e outros materiais de desperdício. Possui uma réplica de 12 metros de altura da Torre Eiffel, um átomo de molécula gigante, flores e plantas de metal entre outros objetos fantásticos.
Pierre Avezard, chamado Petit Pierre, gostava de dizer que ele nasceu antes do previsto. Sem mesmo o buraco das orelhas, por tanto surdo e meio cego, foi-lhe confiado o 'Ofício dos inocentes': pastor. A invasão das máquinas na vida do homem deixava-o perplexo e passava os seus dias analisando o movimento dos aparelhos com os quais se visse. Solitário e fascinado pela velocidade a que mudava o mundo, começou a construir este carrossel que ainda hoje continua a girar com ensurdecedor rangido de ferros".

Mais um vídeo para valorizar a arte do brincar e do criar seus próprios brinquedos.
Meu pai, o seu Zeméco, era também, além de desenhista e pintor um inventor de brinquedos em madeira, lata, sucata... Daí a carinhosa intertextualidade da vida e obra com o vídeo de Avezard, com Santos-Dumont e seu voo e com a viagem à Lua e ao mundo da imaginação que meu pai me legou, quando tornei-me escritor de ficção e poeta, além de professor.
A vida imita a arte e vice-versa, e no caso de meu pai, nos dois sentidos! Abaixo, link para o blog que criei em 2006 para ser acervo digital de sua vida e obra:

VIDA E OBRA DO ZEMÉCO

sexta-feira, 19 de julho de 2019

Tecnologia artesanal: memória dos jogos, reciclagem, criatividade e inovação




O vídeo acima, que intitulei de TECNOLOGIA ARTESANAL, como o próprio nome indica é uma provocação educacional e me foi indicado pelo colega e amigo Fernando Luis, músico, poeta e artesão com sucata.
Provocação, pois, diante da tecnologia digital, cada vez mais presente no cotidiano, seja familiar, escolar, empresarial e social, há que se resgatar o conhecimento agregado que proporcionou o desenvolvimento tecnológico e humano, que tem muito a ver com a criatividade, a imaginação, a inovação e, mais que tudo, ao fato chamado adaptação que tem a ver com a teoria da evolução, de que evoluirá não o mais inteligente nem o mais forte, mas aqueles mais adaptável às mudanças sejam quais forem e a história da Humanidade está ai registrada, seja na escrita rupestre ou na via digital para nos lembrar disso.
O vídeo em questão é uma simulação artesanal de jogo digitais, como o Tetris [entre outros mais], das peças coloridas nos variados formatos e cores que o usuário/jogador precisava ir acomodando no tempo e espaço. Aqui, na versão artesanal, feita provavelmente com material reciclável, como papelão, é uma indicação dessa imaginação humana. Do como é possível simular a tecnologia high tech com baixo custo e um resultado semelhante. Isso é criatividade e inovação: tornar novo algo antigo, seja enquanto forma ou conceito.
Um sonho antigo que este educador tem é de um dia - não muito distante - ministrar uma oficina de criação de brinquedos antigos, a partir de sucata e materiais recicláveis, como latas de leite em pó, de óleo, papelão, plástico etc [O Tetris do vídeo, parece-me feito com placas de eucatex, e pintado ou colado papel colorido].
Enquanto esse dia não chega, para que eu possa produzir um vídeo autoral para este blog, fiquemos relembrando e nos encantando com o vídeo acima, que é de grande valia a ambas as gerações: de pais e professores que já foram alunos e de alunos que podem aprender com seus pais esses trabalhos manuais, além dos digitais.
Pais e filhos, professores e alunos podem muito aprender e ensinar uns com os outros, sejam nos campos manuais como digitais.
Um vídeo que dá pra trabalhar questões como meio ambiente, reciclagem, educação ambiental, além de história dos jogos, memória social, arte e cultura e muito mais.

quinta-feira, 18 de julho de 2019

Entrelaços: "a ordem dos fatores não altera o produto" (breve reflexão sobre metodologia e didática no ambiente escolar)




O vídeo acima, descobri por acaso no Facebook, e inicialmente achei apenas interessante a forma de entrelaçamento de cadarços nos tênis, mas depois da sucessão de diversas possibilidades de entrelaços, passei a refletir como o educar é muito parecido com isso, quando a metodologia e a didática promovem a aprendizagem e o ensino.
Vejam só, como naquela máxima matemática e mágica, de que "a ordem dos fatores não altera o produto, pensei o quanto podemos fazer a mesma coisa - dar o mesmo conteúdo - de forma diferenciada, dependendo de fatores como série, ano, idade, localidade, cultura e muito mais.
O método é composto do tênis, dos cadarços e do usuário que o entrelaçará, como num enunciado. Já o entrelaçar é a enunciação, a própria didática. A forma como isso fará, que pode ser convencional ou inovadora, poderá ser burocrática ou criativa; poderá ser individual ou coletiva; cooperativa (todos no mesmo nível de conhecimento) ou colaborativa (necessitando de um mediador).
A ordem dos fatores metodológicos pode não alterar o produto: ensino, mas que a didática e o entrelaçar de conteúdos de forma criativa, inovadora divertida e inspiradora podem ser relevantes, significativas e surpreendentes para todos, isso é um fato a ser pensado e debatido em formações de professores.
Eis minha breve contribuição para uma ampla reflexão.

segunda-feira, 15 de julho de 2019

"Um, Dois, Três, Brincando": documentário sobre o Projeto "Reinventando o Espaço Escolar" que transformou a educação infantil da rede pública de Joinville (SC) Brasil




O vídeo acima "Um, Dois, Três Brincando", foi indicação via WhatsApp pela colega e amiga Ieda Duval, educadora ambiental de Rio Grande (RS) Brasil e trata-se de relevante documentário educacional "sobre como a rede municipal de ensino de Joinville transformou seus espaços de educação infantil por meio do projeto 'Reinventando o Espaço Escolar', formando uma rede de apoio que conta com gestores, professores, funcionários, auxiliares, comunidade escolar e principalmente as crianças".
É senso comum de que a educação e a própria sociedade precisam se reinventar para dar constas dos desafios deste século XXI. Não é mais possível pensar o mundo ainda com uma ótica do século passado. O mundo se transformou, a escola precisa acompanhar essas mudanças e o referido documentário mostra como escola e comunidade têm contribuído para essa transformação.
Tenho acompanhado a distância algumas ações da rede pública de educação de Joinville, e já divulguei aqui neste blog educacional algumas delas, como sobre a experiência abaixo, no link logo a seguir:

CEI Raio de Sol (Joinville, SC) e Os espaços sustentáveis através da arte e educação

sábado, 13 de julho de 2019

"Como ter ideias criativas" e "O que é um clássico?" Dois vídeos incríveis de um canal fabuloso: Antofágica




O vídeo acima Como ter ideias criativas é mais um material incrível de um canal fabuloso chamado Antofágica, que trata sobre arte cultura e muita literatura!
O referido vídeo tem narração de Livia Piccolo e edição de Diogo de Nazaré, e parte da frase de Pablo Picasso: "Bons artistas copiam, grandes artistas roubam".
Mais que isso, é um exercício de intertextualidade, de influência e de criatividade sobre as relações entre cinema, literatura e artes visuais em geral.
O canal Antofágica se transformou um belo oásis no meio de um deserto de canais nem sempre aconselháveis, de influenciadores digitais e youtubers polêmicos.
Como sempre digo: tratar de arte cultura é o que preserva nossa humanidade e mantém nossa sanidade mental.
Outro vídeo maravilhoso é O que é um clássico? (a seguir), uma grande aula em um pequeno espaço virtual.
Nele, Lívia demonstra a importância de gênios como Beethoven e Shakespeare na arte (e cultura) ocidental e mundial.

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"Se as coisas ficam só para você, é como se elas não existissem. É preciso contar", disse Paulo Niemeyer Filho, neurocirurgião. Digo isso de outra forma, seguidamente, a professores, em minhas andanças pela Educação, sobre seus projetos educativos que devem ir além das paredes da sala de aula, pra motivar outros educadores; e aos alunos, sobre que nossa identidade se manifesta a partir do que falamos e contamos. Calados, somos corpos que andam... entre corpos que andam... Nossa criatividade aparece no contato com o outro, quando passamos a contar nossas sonhos, projetos, ideias etc.
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sexta-feira, 5 de julho de 2019

Num piscar de olhos: curta de animação sobre o amor, conduzido de forma delicada e simbólica




O vídeo acima In a Heartbeat (Num piscar de olhos, tradução livre), descobri via Twitter do colega e amigo Julio Sosa, professor de História em Rio Grande (RS) Brasil e é um curta-metragem de animação de 2017, de Beth David e Esteban Bravo, premiado em diversos festivais e com produção do College of Art and Design.
Na breve sinopse do vídeo no YouTube, consta essa apresentação que traduzi livremente: "Um garoto que está no armário corre o risco de ser expulso pelo seu próprio coração depois que ele sai de seu peito para perseguir o garoto dos seus sonhos".
Um tema que gera debates e que é conduzido de forma delicada e simbólica pelos idealizadores, mostrando o amor de um menino por outro. Um tema complexo que requer uma abordagem adequada sobre o amor, acima de paixões político-ideológicas, preconceitos e discriminações.
Como contribuição ao debate, indico logo a seguir um vídeo, que descobri via portal Janela da Rua, em que CRIANÇAS REAGEM A IN A HEARTBEAT, em sua maioria de forma natural. Um dos meninos que assistiu o curta chega a dizer que "Não é errado nem certo, é o coração que escolhe as pessoas..." Certa vez poetei que "O Amor não se escolhe, ele que faz as escolhas por nós".



quarta-feira, 3 de julho de 2019

Reviravolta: clipe maravilhoso que parece mais um conto infantojuvenil só com imagens e símbolos




O vídeo acima Breathturn (Reviravolta), de Hammock, considero pequena obra prima, pela simbologia das imagens. Um clipe que parece um curta pela sua narrativa visual, contando a história de um menino sonhador que colecionava pássaros de papel, feitos de origamis, a partir de livros e jornais jogados no lixo.
A reviravolta talvez simbolize o que digo sobre o papel da arte no cotidiano: está em toda parte e é o que preserva nossa humanidade e mantém nossa sanidade mental diante de tantos fatos, nada nobres.
E quando passei esse clipe para meus alunos do 2º ano do Ensino Médio - como introdução a aula sobre poesia Simbolista e questões sobre símbolo e signo, significante e significado -, dois alunos contribuíram muito para ampliar o sentido dessa ação pedagógica. Christovam traduzindo adequadamente o título do clipe e Larissa, comentando sobre Tsurus: "Tsuru é uma ave sagrada do Japão. É o símbolo da saúde, da boa sorte, felicidade, longevidade e da fortuna. ... Diz a lenda japonesa que se a pessoa fizer 1000 tsurus, usando a técnica do origami – arte secular de dobrar o papel, com o pensamento voltado para um desejo, ele poderá se realizar".
A partir daí, deixei a cargo das turma tentar, através da linguagem simbólica do clipe, me contar a história que era cantada através de acordes e despertares. Do menino que fazia mil tsurus para realizar seu sonho que acolheu um pássaro de verdade com a asa quebrada, colocando-o numa cesta junto aos tsurus para voltar a voar,, do avião de metal que passa lá no céu e muito mais.
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Sobre o Hammock: "é um duo de Post-Rock proveniente de Nashville, Tenessee. Sua música é uma combinação de sons atmosféricos, guitarras suaves e batidas eletrônicas leves, usadas aqui e ali. Um projeto musical basicamente instrumental, tão suave que pode muitas vezes ser confundido com música de ninar, mas que traz em suas melodias experimentais um alto grau de sentimento" [Fonte, aqui].
Pequenos vídeo assim, servem desde uma dinâmica inicial de grupo, bem como para uma oficina de leitura de imagens e escrita criativa.
Utilizo muito desses clipes em projeto, batizado justamente de CLIPES QUE PARECEM CURTAS (2010), conforme vídeo abaixo:



O meu projeto, Clipes que parecem Curtas, foi elaborado em 2010 e é uma proposta pedagógica, de utilização de música e cinema na educação. Recentemente descobri esse vídeo abaixo, do Canal da MIX, com o mesmo nome destacando em 2015, justamente, clipes que podem ser visto como curta-metragem:



Para quem se interessar fazer Tsurus, segue o vídeo abaixo:



segunda-feira, 1 de julho de 2019

Alimentando Pombos: uma reflexão sobre a abordagem com grupos de trabalho e/ou de estudo




O vídeo acima, Alimentando Pombos, recebi de uma colega pelo WhatsApp e trata-se de um vídeo de humor que serve para tratar de algo serio: Educação.
Pensemos o audiovisual como uma alegoria de um educador - seja ele pai ou professor - que interage com um grupo [podendo ser filhos e/ou alunos] e que numa primeira abordagem é o paizão (distribuindo milho) e em um segundo momento se transforma no vulgo sargentão [com sua metralhadora giratória verbal ou literal].
Nem 8 nem 80. Nem paz e amor, tampouco ódio e intolerância.
Há que se ter acima de tudo na vida o equilíbrio de ações e reações. É a pedagogia do cotidiano.
Sempre comento que o domínio de classe se consegue com o domínio, primeiro, do conteúdo, com didática e metodologia adequadas com planejamento, interação, avaliação e autoavaliação.
Não se deve alimentar pombos, mas sim estabelecer uma troca de saberes com filhos e alunos, um diálogo didático, uma conversa entre gerações. Quando se estabelece de antemão as regras de convívio social, a convivência se torna mais harmoniosa e saudável para todos seja um grupo de trabalho ou de estudos.
O referido vídeo, como essa amiga me comentou, pode ser também visto como uma metáfora da própria avaliação de um professor que às vezes tem uma aula amena, mas uma prova com um elevado grau de dificuldade que não foi exercitado em aula. Alimenta uma prática escolar moderada, mas depois cobra co excessivo rigor.
Um bom material para refletir sobre prática e avaliação.

domingo, 23 de junho de 2019

Professor: um poeta popular (Décimas por los profesores, por Jorge Ibañez)




O vídeo acima Décimas por los profesores, foi indicação do colega e amigo Fernando Luis artesão, músico e poeta de Rio Grande, Rio Grande do Sul Brasil e trata-se de comovente declamação de Jorge Ibañez de poema em homenagem aos professores, a quem ele ao final diz ser o professor um poeta popular.
Em meu fazer pedagógico e em minhas andanças pelo planeta Educação tenho visto justamente isso: poetas populares, que fazem magia com seus alunos, sejam professores de Filosofia, Literatura, Artes, das áreas das Ciências Humanas, sejam de Física, Matemática, Química e toda a área das Exatas.
Aquele que demonstra ao seu aluno a magia de sua cátedra, que dá sentido ao conteúdo programático de sua disciplina, que faz o aluno ver o mundo com seus olhos de pura poesia, independentemente da área do conhecimento, é um poeta, sim. E suas palavras são versos que encantam seu alunado, são música para quem deseja aprender e trocar saberes.
Poeta não é somente aquele que faz versos, livres ou não, mas aquele que com seus atos poéticos, éticos, filosóficos, interpreta um papel social relevante nesse grande teatro mágico da Educação, seja em atividades em sala de aula, em saídas de estudos, em projetos colaborativos e tudo mais. O professor é um ator social num palco, chamado sala de aula, em que a plateia é seu alunado.
Aquele que busca a Poesia de sua profissão todo dia e que percebe que a arte está em toda parte, que ensinar é uma arte poética e filosófica, sim, este é um grande Poeta, ainda que nem saiba disso.
Para ilustrar essa divagação, indico logo abaixo, um grande poeta, músico, artista Fernando Anitelli que com seu grupo O Teatro Mágico, mescla arte, cultura, poesia, circo, teatro, dança, música e muito mais em eu/nosso cotidiano:



sexta-feira, 21 de junho de 2019

O Valor das Coisas: Não dê apenas presentes, esteja presente e seja o presente...




O vídeo acima "O VALOR DAS COISAS: Então, eu quero um dia inteiro com você", de Marcos Piangers, autor de O Pai é pop, descobri no Facebook e é uma ótima reflexão de um pai que também é educador.
Piangers reflete sobre a condição do pai e a relação com sua filha, além de tratar de O VALOR DAS COISAS, pois atualmente podemos dizer que a crise da sociedade contemporânea é uma crise de limites e valores, de pais e/ou responsáveis estabelecerem com seus filhos limites e valores e não apenas delegarem para as escolas, além da instrução, a própria educação.
O vídeo acima dialoga com o abaixo, de O Pai Invisível, do cantor e compositor Kledir Ramil, que também recomendo a leitura do livro, que trata de sua relação com seus filhos adolescentes:



Duas visões de pais e educadores, que vivem além do planeta Educação, e que servem como estímulo a professores e pais.
Lembro-me que tempos atrás, em relação ao valor das coisas, estipulei uma mesada para meu filho, já que ele também não conhecia o valor dos brinquedos e achava tudo barato. Com 50 reais, ele viu que pouca coisa conseguiria comprar, precisando primeiro aprender poupar. Foi algo didático e pedagógico.
Tratar de valores humanos e limites sociais é uma necessidade a qualquer tempo e em qualquer espaço.

quinta-feira, 20 de junho de 2019

A dança das árvores com o vento. Um impressionante quebra-cabeça vivo e um belo balé da natureza




O vídeo acima, encontrei na rede social e trata-se de um impressionante e aparente quebra-cabeça vivo e gigante, mas que na verdade é um balé fabuloso da natureza em que árvores literalmente dançam com a força do vento. Imagens aéreas capturadas pelo fotógrafo Dimitar Karanikolov.
Um belíssimo material para trabalhar noções de educação ambiental, meio ambiente, além de geografia e muito mais.
Para tratar de danças e muDanças climáticas também. Afinal como sempre digo: a arte está em toda parte.
A começar pela sinfonia dos pássaros...

domingo, 9 de junho de 2019

Afinal, o que é um livro? A evolução da escrita, dos formatos e o papel das editoras nesse caminhar




O vídeo acima Afinal, o que é um livro? é mais um vídeo incrível do canal Antofágica, que discute e reflete sobre temas literários e que considero uma preciosidade tanto para alunos como professores de Literatura, pelo cuidado, produção, imagens e mensagens que passa ao visitante. Um belo portal de arte, cultura e educação, com roteiro e narração de Lívia Piccolo.
Como consta na apresentação do referido vídeo: "Os livros vão muito além de um simples objeto de papel com letras e figuras impressas. Eles nos levam longe, permitem viver outras vidas, mexem com a nossa imaginação, transmitem conhecimento e entretém. O livro como conhecemos faz parte de uma linha evolutiva de milhares de anos. Se hoje ele é visto como o guardião mais confiável das histórias e do conhecimento, é importante lembrar que nem sempre foi assim. E como será no futuro? Qual o papel das editoras e dos criadores nesse caminhar?"
E essas perguntas que são exploradas pelo Antofágica neste vídeo. Abaixo, imagem e link para o referido canal no YouTube:



ANTOFÁGICA: CLÁSSICOS PARA NOVOS TEMPOS - CANAL NO YOUTUBE

Vejam também outros relevantes vídeos da Antofágica, logo a seguir:







Sobre Kafka, recomendo uma leitura extra, no link abaixo:

Robert Walser: o escritor que fez a cabeça de Kafka

sexta-feira, 7 de junho de 2019

Um luxo de lixo: reciclando pneus velhos e transformando tudo em arte




O vídeo acima, encontrei no Facebook e é de fato um luxo de lixo, já que os artesãos se valem de velhos pneus de borracha para transformarem tudo em obras de arte. Através de trançados, as peças vão criando vida. E o resultado é fantástico para a arte e pro meio ambiente.

Inclusão educacional e social e a dança em cadeira de rodas: ser parte de um todo, ser tratado como todos




O vídeo acima A inclusão é um direito de todos!, que encontrei no Facebook e fala por si só no que se trata da inclusão que é muito mais que a mera interação e adaptação de pessoas com necessidades especiais a um ambiente escolar e social. Incluir é de fato permitir que o outro se sinta parte do todo, como nesse momento mágico, basta ver a alegria no rosto dessa criança dançando em cadeiras de rodas, vestida como os demais e se divertindo como todos.
Ser parte de um todo e ser tratado como todos, respeitando suas peculiaridades. Isso é inclusão. E a arte e a cultura são poderosos aliados nesse processo de unir a escola à sociedade e vice-versa.

domingo, 2 de junho de 2019

Caverna do Dragão: quando a arte, a cultura e a publicidade dialogam com a nostalgia e a imaginação




O vídeo acima Caverna do Dragão, trata-se de uma criativa peça publicitária de empresa fabricante de automóveis e causou uma comoção nas redes sociais, ao dramatizar um possível final para o seriado animado de mesmo nome, que fez sucesso na televisão brasileira nas décadas de 80 e 90.
Uma animação que se tornou cult e que trouxe esperanças nos antigos fãs da possibilidade de um filme ou um live action com as personagens do seriado. A reconstituição foi muito fiel as crianças que na trama original tiveram que enfrentar diversos obstáculos num mundo estranho, tentando retornar para casa. Os atores lembram muito as personagens do desenho animado e são eles: Sheila (Samantha Heck Müller), Hank, Eric (Alex Paulo Lopes Conrado), Mestre dos Magos (Giovanni Venturini), Presto (Fhelipe Gomes) e Bobb (Thiago Doncev). Vejam imagem dos mesmos abaixo:



O comercial consegue capturar a essência dos principais personagens, com efeitos visuais incríveis e propondo um final alternativo, em que as crianças e jovens retornam para o mundo real, chegando num parque de diversões, deixando em aberto esse material audiovisual para alguma sequência: o policial a cavalo e seu olhar avermelhado bem que poderia ser O Vingador.
O mais interessante da publicidade, além de resgatar o imaginário infantojuvenil de uma geração que hoje é consumidora do produto oferecido, é também ser originalíssimo, ao inovar no próprio final que difere do original e cultuado seriado.
Professores podem usar de sua bagagem artística e cultural, de sua memória sentimental para dialogar com o universo imaginário de seus alunos, valendo-se de cinema, literatura, filosofia, e muito mais em seu fazer pedagógico.
Há uma HQ brasileira, em que jovem desenhista, a partir do roteiro original, desenhou o capítulo final que não chegou a ser produzido, pois a série foi cancelada antes. Vejam logo a seguir, conforme link:

VERDADEIRO FINAL CLÁSSICO DA CAVERNA DO DRAGÃO ILUSTRADO EM QUADRINHOS

Caverna do Dragão teve uma teatralização, no cinema, igualmente inspirado no jogo Dungeons & Dragons.
No YouTube encontra-se um arquivo de mais de 8 horas com todos os 26 episódios originais que foram ao ar na TV nos anos 1980, vide link abaixo:

CAVERNA DO DRAGÃO - TODOS OS EPISÓDIOS

Sobre o seriado de animação, segue a sinopse encontrada na internet:
"A série foi transmitida na televisão originalmente entre os anos de 1983 e 1986, e contava a história de 6 jovens perdidos no reino de D&D. Apesar do enorme sucesso no mundo a série foi cancelada antes da exibição do último episódio. Desde então surgiram mil e umas versões e possíveis roteiros mostrando o desfecho de toda a história, mas nenhum definitivamente retratou o ocorrido, até que recentemente foi revelado que Michael Reaves, um dos roteiristas da série havia escrito o roteiro do episódio final que não havia sido animado, este foi disponibilizado em seu blog na forma de texto.
Tudo isso mudou em 2010, quando um cartunista brasileiro Reinaldo Rocha resolveu transformar o roteiro"
.
Tal roteiro ilustrado ´mencionado e consta link nesta postagem.
Para completar esse tema, segue o vídeo "Porque nunca fizeram um filme de Caverna do Dragão?", logo a baixo, deixando aberta uma possibilidade de filmagem futura:



sábado, 1 de junho de 2019

Por que Machado de Assis é genial: Uma breve reflexão sobre o "pai" de Capitu, livros, leituras e leitores




O vídeo acima, Por que Machado de Assis é genial?, encontrei na página da Antofágica, no Facebook e depois busquei a versão integral no YouTube, pois o mesmo é uma breve, mas interessante reflexão sobre a questão da leitura e do leitor, de livros clássicos que têm seu tempo ideal para serem melhor compreendidos e da importância do genial Machado de Assis. Um escritor moderno muito antes do modernismo e ainda atualíssimo.
Um vídeo que serve aos professores de Literatura para refletirem com seus alunos sobre a (voz" de Machado e o "olhar" oblíquo de Capitu, uma de suas personagens mais emblemáticas e enigmáticas).
Como consta na descrição do vídeo e no áudio do mesmo: "Talvez o seu primeiro contato com o autor tenha sido na escola, de uma maneira meio desajeitada e imposta, ou talvez esse encontro esteja prestes a acontecer (ok, sentimos um pouquinho de inveja). A gente queria falar o quanto ele foi moderno, ousado, serviu como referência e não deve de jeito algum ficar no passado – ou preso em uma experiência ruim de leitura".
Meu primeiro contato com Machado de Assis foi como o de muitos jovens. Todavia, por essas coisas da vida e da magia dos livros, acabei me tornando, primeiro um bom leitor, depois escritor, poeta e professor de Literatura. Meus melhores amigos, muitos deles foram, são e serão escritores poetas e suas personagens. Devo à literatura muito do que me tornei e sou grato a isso... Por isso, sempre levo livros e poemas em minhas andanças pelo planeta Educação.
Conforme a apresentação do vídeo da Antofágica: "A imagem usada no thumb desse vídeo faz parte de um projeto muito bonito chamado Machado de Assis Real, criado pelos alunos da Faculdade Zumbi dos Palmares em parceria com a agência Grey". Saiba mais em: http://machadodeassisreal.com.br/

sexta-feira, 31 de maio de 2019

"Não mudei o meu sonho, mudei o mundo": #ABonecaQueNuncaPedi (Esporte, Educação, Publicidade e Sociedade)




O vídeo acima Foram muitas bonecas até que viesse uma bola e inúmeros motivos pra desistir, trata-se de incrível publicidade de marca de material esportivo, a partir de depoimento da jogadora de futebol Andressa Alves, da seleção feminina brasileira e é um ótimo material para refletir sobre esporte, educação e sociedade.
"Boneca das grandes, redonda e resistente e careca", assim descreve Andressa de seu sonho de criança de jogar futebol.
Sonhos que todos têm e devem ser respeitados. Entretanto, vivemos num tempo que meninas usavam rosa e menino azul, que meninas brincavam com bonecas e meninos com bola de futebol. Mas o mundo mudou apesar de certas figuras estranhas pregarem certas normas, como se fossem dogmas a serem executadas em rituais e serem cumpridas de forma visceral.
O mundo mudou e nós precisamos mudar, disse Barack Obama, quando tomou posse pela primeira vez. Porém, alguns querem que os demais vivam à imagem e semelhança de suas convicções.
O vídeo da empresa de material esportivo mostra de forma didática como é importante que cada um siga seus sonhos, que eles podem ser possíveis com dedicação esforço e uma dose de talento natural, pois assim é a vida real, quando desassociada de rígidos padrões morais que não se sustentam no mundo real.
O mundo se transformou e essa mentalidade de impor ao outro suas verdades não vigora mais. Cada um é tripulante de seu destino e não mero passageiro de vontades de terceiros e quartos zagueiros.
Andressa nunca pediu uma boneca, mas queria uma bola e o seu mundo se tornou literalmente uma bola. "Nada contra as bonecas mas é que eu preferia as bolas" e assim encerra o vídeo magistral de apenas 30 segundos, mas que serve para profundas reflexões e debates sobre a condição humana, sobre o respeito a diversidade, sobre a superação da adversidade pelo esporte e pela educação, etc.
Quantas pessoas mundo afora têm tolhidos seus sonhos por conta de desejos de terceiros! Mas quantos conseguem driblar essas adversidades e impor sua diversidade como fez Andressa: uma vencedora!
Vencer no jogo da vida é a maior façanha! E por incrível que pareça e a metáfora que se estabeleça entre a cabeça de uma boneca e uma bola, essa publicidade permite trabalhar de forma poética algo tão complexo como o dar vida aos seus sonhos! br /> Parabéns à Andressa e a quem "bolou" essa propaganda, unindo memória, publicidade e sociedade.