terça-feira, 26 de julho de 2011

Variações sobre um mesmo tema: cinema, tecnologia e educação


http://youtu.be/BOXG8k8ALhw
A criativa e originalíssima animação acima, introdução ao Festival Internacional de Curtas de Palm Springs, Califórnia, Estados Unidos (2009), foi indicação indireta, via Facebook, da coleg'amiga Elis Zampieri, professora da educação especial de Curitibanos - SC - Brasil, editora do blog Sobre Educação e colunista do portal INCLUSIVE.
O vídeo tem direção de Justin Weber e produção de Danny Robashkin e Robashkin Oren.
Mais que um vídeo de divulgação de festival, mostra as variadas técnicas de arte, desde filmagem, desenho, stop motion, etc. Trabalhando com a ideia de perspectiva, de ponto de vista, colagens e tudo mais. Uma verdadeira homenagem ao cinema, com ares de A Rosa Púrpura do Cairo ao seu final, quando um personagem de carne e osso se une a um de histórias em quadrinhos. Afinal, no amor, seja como for, sempre acabamos idealizando o ser amado, vendo-o das mais variadas formas, como no vídeo acima.
No caso do filme de Woody Allen, o "rapaz" de celuloide se apaixona pela cinéfila das primeiras filas e abandona o filme para encontrar o seu grande amor (veja trailer e resumo abaixo).
Para refletir também com os alunos, seja nas aulas de artes visuais, educação artística e outras disciplinas sobre como a vida passa que nem uma HQ, numa sucessão de quadrinhos em que muitas vezes somos o personagem de uma história maior, desenhada e escrita pela mão do Destino.
Pode também servir como modelo para experimentações visuais, unindo desenho, fotografia, vídeo, colagens, massas de modelar e tudo mais, juntando posteriormente todo esse material através do Movie Maker, fazendo com seus alunos um curta-metragem artesanal.

Abaixo, trailer do filme A Rosa Púrpura do Cairo (1985), com roteiro e direção de Woody Allen:

http://www.youtube.com/watch?v=cQpz3t6b0vE

Apresentação do filme, no You Tube:

"Durante a Grande Depressão, uma garçonete que sustenta o marido bêbado e desempregado e que só sabe ser violento e grosseiro, costuma fugir da realidade assistindo sessões seguidas de seus filmes prediletos. Ao assistir pela quinta vez o filme 'A Rosa Púrpura do Cairo', ela tem uma grande surpresa quando vê o herói sair da tela e lhe oferecer uma nova vida."

sábado, 23 de julho de 2011

As mudanças trazidas pela Geração Y


http://youtu.be/sjzZj8H2zps

O vídeo acima, As mudanças trazidas pela Geração Y, conheci durante painel de Volney Faustini, editor do portal Faustini, Inovação e Tecnologia, intitulado "Mix de gerações brasileiras - Aqui não tem nenhum Y", no TwitterMIX, em Bento Gonçalves, dia 23/07/2011.
Trata-se de "uma paródia do filme alemão 'A Queda', o vídeo fala das mudanças de comportamento trazidas pela Geração Y nas empresas. O diálogo, adaptado pelo Grupo Foco, discute a nova relação dos jovens frente a hierarquias, a tecnologia e os líderes, representados, na paródia, pelo personagem do Hitler".
Uma amostra de criatividade, utilizando uma das cenas mais emblemáticas do referido filme, que serve a diversas adaptações. Durante a última campanha eleitoral, já tinha visto outra paródia com o mesmo trecho. Mas este é mais engraçado e reflexivo sobre as mudanças que a tecnologia tem proporcionado.

Abaixo, síntese da palestra de Volnyr, segundo o próprio painelista:

Uma abordagem desmistificadora a respeito do conceito de gerações e como o ‘caldo desandou’ ao copiarmos descaradamente (e irresponsavelmente) modelos americanos e estrangeiros.
Totalmente baseada na história brasileira, no contexto atual e na realidade que nos cerca, essa palestra promete ser radical ao destruir a superficialidade com que o tema das gerações tem sido tratado até hoje.
Ao mesmo tempo, ao se estudar a gerações deste Milênio serão apresentadas ferramentas e conceitos que ajudam a melhor compreender o mundo digital e as redes sociais.

quarta-feira, 20 de julho de 2011

Quando o amor se rompe...


http://youtu.be/W_IAuo1TQ7o

O belo videoclipe acima, Love Breaks Down, da banda Vega 4, com direção John Bland, descobri por essas casualidades do mundo digital. Ao publicar o vídeo Nunca deixem de voar, quis descobrir de quem era aquela bela canção e por ali, achei a banda e com ela um repertório muito interessante em que se destaca a canção acima, que pela força das imagens, mais parece um curta-metragem, por isso, logo o incluirei na terceira fase do meu projeto Clipes que parecem Curtas, em que trabalho interpretação visual e produção textual com alunos do ensino fundamental e médio, dependendo das possibilidades e teor do videoclipe.
A vida às vezes passa rápido demais, às vezes nos atropela que nem nesse clipe que não canso de ver e ouvir, desde quando o descobri. Mas a vida é como nele, uma grande autoestrada. Não importa para onde vamos, mas sim como vamos seguir em frente, apesar dos pesares... Eis a lição. E se é amor de fato, e vivido a dois, jamais se romperá apesar dos acidentes de percurso...

Baixo, letra da canção:

Love breaks down - Vega 4

O sonho de voar, de pai para filho..


Fonte: http://youtu.be/eVZv7DFcZak

Em janeiro de 2011, realizei o sonho de voar que meu pai, quando menino teve. Saltei de 520 metros da Pedra Bonita, aterrisando depois de 15 minutos no ar, na praia do Pepino, no Rio de Janeiro - RJ - Brasil.
Brinquei com meu pai, artista plástico, que ano que vem o levaria para voar comigo, mas quis o destino que ele "voasse" em 29/03/2011 antes disso.
Mais que realizar um sonho meu, realizei o sonho do menino que foi meu pai e para entender melhor isso, só assistindo o vídeo abaixo, em que minha mãe, a professora aposentada, dona Hildette, conta sobre o voo de seu Zeméco.
Neste 20/07, meu pai completaria 77 anos. Feliz aniversário, seu Zeméco.


Fonte: http://www.youtube.com/watch?v=soCrfk3fNgY

O vídeo acima, gravado em 30/04/2011, com a professora Hildette Klaes Roig, esposa do artista plástico José Américo Roig, o Zeméco, trata-se de depoimento, a pedido de seu filho, o educador, escritor e poeta José Antonio Klaes Roig, sobre o voo que pintor nortense fez quando ainda adolescente.
Um relato de quem viveu por 50 anos ao lado de Zeméco, e muito ouviu essa história ser contata inúmeras vezes aos filhos, amigos, conhecidos, bem como a alunos que visitavam a casa do pintor, ou nas paletras que ele se dirigia às escolas.
Alguém que sabe do que essa história representa no imaginário da cidade natal do pintor, a sua musa, como ele mesmo se referia a São José do Norte, no extremo sul do Rio Grande do Sul e do Brasil.
Todos que conviveram com o artista sabem de sua alegria de viver, de seus sonhos e realizações, mas acima de tudo de sua simplicidade e do bom humor.
Dizia inclusive achar-se, não um grande artista, mas um artista grande, por conta de seus 1 metro e 88 centímetros.
Zeméco, enquanto vivo fez o que sempre quis e foi muito feliz, e essa é a sua maior herança, deixada a todos que o conheceram... Além de sua obra, que pode ser revisitada através do blog Olhar Virtual, criado há cerca de 4 anos atrás.

terça-feira, 19 de julho de 2011

O menino que queria voar: A história de um pai contada por seu filho e ilustrada por seu neto



A pequena história acima, O MENINO QUE QUERIA VOAR, foi feita por mim e ilustrada pelo meu filho (2011) em homenagem ao meu pai e ao seu avô, o artista plástico José Américo Roig, o Zeméco, que quando menino criou um par de asas voadoras e quis voar.
Zeméco, mesmo tendo fraturas, continuou a voar na imaginação e tornou-se pintor autodidata, ajudante de projeção em cinema, desenhista, vitrinista etc.
Em 2006 criei para divulgar sua vida e obra o blog Olhar Virtual, que se tornou um acervo digital de sua produção. Em 29/03/2011, Zeméco realizou seu último "voo", mas deixou para quem o conheceu uma herança, justamente sua vida e obra.

Abaixo, artigo homenagem que fiz a meu pai, meu professor na escola da vida, publicado no blog ControlVerso:

O HOMEM QUE PINTAVA NUVENS COM A PONTA DOS DEDOS

Está postagem é um presente de aniversário antecipado, já que seu Zeméco completaria 77 anos neste dia 20/07, dedicado ao Amigo. Quem o conheceu sabe que ele foi um grande amigo, em todos os sentidos.

Abaixo, link para blog com a vida e obra do artista plástico José Américo Roig, o Zeméco:

VIDA E OBRA DO ZEMÉCO - O BLOG

E a seguir, link para documentário da APHAC- Norte de São José do Norte (RS), Brasil, sobre a vida e arte de Zeméco, com entrevista com o autor e depoimentos de familiares, amigos e conterrâneos, ilustrados com imagens de algumas de suas telas:

Uma Vida de Artes: A História de Vida de José Américo Roig (Zeméco) - Documentário da Aphac-Norte

Posteriormente este vídeo serviu de sensibilização em projeto de criação literária, chamado LEGO POESIA, conforme link para postagem a seguir:

Lego Poema ou Poesia em Blocos de Montar: Oficina de Criação Literária e o Multiletramento

segunda-feira, 18 de julho de 2011

Nunca deixem de voar


Fonte: http://youtu.be/sHa-D1IN9Rs

O vídeo acima, Nunca deixem de voar, trata-se de uma belíssima mensagem motivacional do professor de Matemática Andrios Bemfica a seus alunos, e foi indicação via MSN da colega e amiga Nelise Dutra, agente educacional de Santa Vitória do Palmar - RS - Brasil.
Um vídeo recehado de imagens de voos e mensagem de elevação, dentre elas "seja audacioso e nao espere o vento te levar".
Um que, nas vésperas do aniversário de meu pai (20/7), o artista plástico José Américo Roig, o Zeméco, que quando menino teve o sonho de voar, faz um par de asas voadoras aos 14 anos e se jogou do alto de um prédio, tendo diversas fraturas, mas jamais desistindo de sonhar, e que me traz diversas recordações. Se vivo, completaria amanhã 77 GB de existência e experiência.
Ainda que não tenhamos asas como os pássaros, que saibamos como eles alçar voos longos em direção aos nossos sonhos e objetivos.
E a bela canção You, da banda Vega 4, clip legendado abaixo:

http://youtu.be/6zrcqXKQLwg

A Natureza dos Números


Fonte: http://www.youtube.com/watch?v=kkGeOWYOFoA&feature=player_embedded

O belíssimo vídeo acima, intitulado Nature by Numbers (Natureza dos Números), foi indicação, via Facebook do amigo Ricardo Antunes, coordenador pedagógico da empresa Teacher's Help, de Portugal, após assistir ao post anterior no Educa Tube, chamado Uma "Simples matemática" ou A vida passa como um filme, que trata de matemática e sociedade.
A Natureza dos Números é um pequeno filme inspirado em números, geometria e natureza, feito pelo espanhol Cristóbal Vila, em Zaragoza, Espanha, 2010, na Etérea Estudios. (http://www.etereaestudios.com/movies/nbyn_movies/nbyn_mov_youtube.htm)
A bela música chama-se Often a bird, de Wim Mertens.
Material indicado não apenas para professores de matemática, logicamente, afinal, assim como há uma natureza nos números existem muitos números na natureza, tanto que alguns físicos quãnticos chegam a cogitar de que o Universo funciona matematicamente como um imenso sistema operacional.

Um vídeo que tem tudo a a ver com versos de um poema meu:

"Há uma curiosa matemática nas letras e orações
e uma misteriosa gramática nos números e equações."

domingo, 17 de julho de 2011

Uma "Simples matemática" ou A vida passa como um filme?


Fonte: http://youtu.be/PaMiVDZu_T4

O impressionante vídeo acima, Simple Math (Simples matemática), da banda Manchester Orchestra, descobri por acaso ao assistir um canal de videoclipes e depois encontrei no You Tube.
Precisei assistir umas dez vezes para poder traçar um panorama mais amplo das imagens que se sucedem, e de suas relações e reflexões, entre a vida que o menino levava com o pai, e o que de fato causou o acidente fatal.
Percebe-se a cada cena pequenas pistas deixadas pela edição do clipe, mas em linhas gerais o que a história conta é a vida passando como um filme (um curta-metragem?), enquanto o rapaz é projetado do carro, após frear bruscamente ao ver um cervo que só existia na sua imaginação e na memória do menino que já foi um dia, causando-lhe a capotagem.
Dali em diante, tudo são cenas de uma vida de excessos, de sentimento de culpa e de tentativa, via delírio, de resgatar o passado perdido e de se redimir pelos erros que cometeu em vida.
Um brilhante clipe que incluirei no meu Projeto Clipes que parecem Curtas, neste caso, destinado mais ao ensino médio pela própria complexidade das imagens do referido vídeo.
Um clipe que parece um curta-metragem, criativo e original, com edição de algumas cenas que lembram os efeitos visuais do filme de ficção científica A Origem, na questão de parecer um sonho dentro de um sonho e do giro que a câmera faz em rodopios alucinantes.
A origem dos desajustes dos filhos, quase sempre, surge da ação ou omissão dos pais...
O vídeo mostra a estrada como a metáfora do transcorrer da vida... e da importância dos pais na educação dos filhos, dos valores que lhes são dados e do reflexo disso tudo no futuro das crianças e jovens.
Não se trata em nada de uma simples matemática, muito pelo contrário. Noves fora, sobra o que, quando os exemplos que os jovens recebem não são os adequados?
Assistam ao clipe acima, umas 5, 6, 10 vezes (algumas já como fã da banda e da sonoridade da mesma), como fiz e façam cada um a sua própria reflexão...

Abaixo, link para a tradução da referida canção:

SIMPLE MATH - MANCHESTER ORCHESTRA

Como dar limites às crianças



http://gnt.globo.com/quebracabeca/Videos/_1562385.shtml

Entrevista acima Como dar limites às crianças, com a educadora Tânia Zagury ao programa Quebra-Cabeça, do canal GNT, com apresentação de Chris Nicklas, que descobri via Twitter.
Para refletir sobre o papel social da família na educação primeira dos seus filhos. Cabe a escola a instrução, mas educar é um ato universal que deve iniciar na família.
Segundo Tania, "Hoje em dia os pais tercerizando demais a educação de seus filhos" e necessário "coerência entre discurso e vida prática". O que concordo plenamente.
A família, enquanto instituição, tem se omitido desse papel inerente a vida em sociedade, delegando à escola, algo que também lhe compete.
Como já comentei no Twitter e Facebook: "antigamente a família depositava na escola a esperança no futuro de seus filhos; atualmente a maioria dos pais deposita os filhos e apenas isso na escola". Outra máxima que sempre digo é que "entendo bem o aluno, quando conheço seus pais". Algo para se refletir sobre o contexto escolar e social.

sexta-feira, 15 de julho de 2011

Gire 360 graus


Fonte: http://youtu.be/LWnIEHVoiXg

O belo vídeoclipe acima Spin, da banda Lifehouse serve para diversas interpretações e o incluirei no meu projeto educacional do uso das mídias e tecnologias na educação, através da arte, cultura, língua portuguesa e literatura, chamado Clipes que parecem Curtas, por justamente perceber que por conta das imagens, mais do que a própria canção em inglês, pode-se trabalhar com alunos a interpretação visual e a produção textual. Para quem quiser utilizar a letra, ao final desta postagem, incluí também a versão legendada.
Spin ou Gire propõe a reflexão sobre o entorno em que vivemos e que às vezes parece um mundo desconhecido para pais e filhos, professores e alunos, pois exige um exercício de alteridade; ou seja, fazer uma expedição ao mundo do outro, que apesar de fisicamente estar tão próximo, na verdade parece viver num "Reino Tão Tão Distante"...
Educar é um ato universal e cada vez mais tenho a consciência que é todo ele um diálogo com o tempo, o espaço, as coisas e as pessoas que fazem parte de nosso entorno.
Diálogo com as coisas? Sim, pois os prédios, os móveis, as ruas, os livros, tudo possui uma história particular. Visitar um museu é dialogar com o tempo passado, é sentir a história presente ainda naquelas coisas, como disse Göethe.
Mas, mais do que tudo, é preciso saber girar, mas não ficar vivendo em círculos fechados, repetindo-se cotidianamente, que nem peru aprisionado num círculo de giz. Aprender a viver a vida a cada dia, mas não fazer da própria vida e de quem conosco convive a sucessão de um único e monótono dia, sejamos pais ou educadores. Saber inovar em conteúdo e não apenas em forma, pois de nada adianta usar datashow pra repetir as mesmas "transparências" do tempo de retroprojetor...
Enfim, como educadores, precisamos ter uma didática e metodologia que contemplem as visões de mundo de nossos educandos. Assim como devemos propor a eles que girem 360 graus em torno de si mesmos e do muno em que vivem, precisamos também por propor giros maiores no entorno da escola, trabalhando os conteúdos e as competências de cada disciplina com breves passeios em volta da escola. Ensinar e aprender a olhar as coisas com olhos de descobridores de "Novos Mundos"...
Em projetos de aprendizagem, em parceria com professores das mais variadas áreas (educação infantil, educação especial, ensino fundamental e médio), já fiz esses giros e sei que foram aprendizagens significativas para todos os envolvidos, pois tínhamos atividades na própria sala de aula, no laboratório de informática, na biblioteca escolar e saídas de campo em volta da escola. Com o tempo esses giros podem aumentar seu raio de circunferência, circunavegando além do mundo virtual, em breves ou longas expedições ao mundo real. Tudo depende das regras estabelecidas entre educadores e educandos (entre nativos e imigrantes, passageiros e tripulantes) para isso.
Girem, caminhem, conheçam a realidade de sua comunidade, mas não fiquem girando em círculos no mesmo lugar, em torno do próprio umbigo, eis outra grande lição que aprendi com a Vida e com o Trabalho na Educação.

Abaixo, videoclipe Spin, da banda Lifehouse, na versão legendada:


Fonte: http://youtu.be/NfkpEFXdkHE

quarta-feira, 13 de julho de 2011

O Mundo da Janela na TV


Fonte: http://youtu.be/na0J1eQN7jg

O vídeo acima, O Mundo da Janela da TV, descobri por acaso, no You Tube, procurando por outro curta-metragem, chamado O Branco, cuja temática é a deficiência visual, indicado pela professora Nirlei Rodrigues, da educação especial, aqui em Rio Grande - RS - Brasil, e que depois pude assisti-lo em vídeo, graças a profª. Beatriz Gautério, que gentilmente emprestou a sua cópia, recebida em curso de formação na área da deficiência visual.
Mas nada é por acaso - aprendi na vida -, nem mesmo o acaso...
O curta acima, trata de uma longa discussão: a televisão, sua programação, influências e possibilidades. Quis o destino que procurando por um vídeo tenha encontrado outro tão relevante.

Abaixo, apresentação do vídeo no You Tube:

"Curta-metragem criticando a estética idealista da TV e revistas, que promove a frustração e a exclusão social.
Após ver o mundo de sua janela, uma menina decide incluir na TV pessoas felizes e reais, sendo elas de qualquer etnia, classe social, deficiente ou fora do padrão de beleza.
Roteiro,Imagens,Trilha e edição por D.K., estrelando Mariana Ponce Cardos"


Opinião do Educa Tube:

Na educação, a televisão, apesar dos pesares da programação da TV Aberta, ainda é pouco explorada em seus programas produzidos específicamente para a educação, e que atualmente estão disponibilizados no ciberespaço, vide TV Escola e sua Videoteca, o Canal Futura e seu acervo no Futuratec, disponível para download, etc.
Ou projetos como o Curta na Escola, que disponibiliza curta-metragens com proposta pedagógica para divulgação em blogs e uso educacional. Diversas são as possibilidades, como por exemplo o acesso ao conteúdo do Programa do MEC Mídias na Educação, que disponibiliza para visitação e download o conteúdo deste, em seus três ciclos: básico, intermediário e avançado, onde em alguns de seus módulos existem propostas de utilização da mídia Televisão.
A televisão no ambiente escolar, salvo projetos diferenciados de educadores e nem sempre propostas efetivas da escola, como um todo, é usada mais como recreação, substituição ou complemento de atividades diante das adversidades climáticas etc.
Muitas vezes isso ocorre simplesmente por desconhecimento dessas possibilidades e/ou de filmes e vídeos que possam contemplar essas atividades.
E existem diversos filmes que podem ser usados com finalidade educacional, através da junção DVD Player, televisão (e se o público for composto por mais de uma turma, também o uso do...), datashow e da fusão de dois, três ou mais períodos de aula e de disciplinas, de forma inter e multidisciplinar. É questão de planejamento e execução de forma colaborativa (professor e seus alunos) e cooperativa (professor entre seus pares).
Abaixo, algumas indicações que fiz de filmes que o professor deve assistir com seus alunos, antes de se aposentar. E que a professora Sonia Bertocchi comentou no Twitter, que "professor se aposenta, educador jamais". E concordo plenamente. Educador atua 24 horas ao dia, 365 dias por ano, independente de carga horária, de turno de trabalho, de dias letivos etc. Quem cumpre horário, conta tempo de serviço e restringe-se apenas dia, hora e local para educar é o "profissional ou o burocrata do saber". Educador é muito mais do que isso e jamais pode se restringir apenas a isso...

DEZ FILMES IMPERDÍVEIS QUE O PROFESSOR DEVE ASSISTIR ANTES DE SE APOSENTAR

Sempre digo: "A escola é mero reflexo da sociedade e não o contrário"; já a televisão é um espelho distorcido do real, pois muito pouco retrata em seus "realities shows" a realidade da educação, seu lado posotivo, apenas amplia a questão da violência escolar, que é algo que existe além do muro das escolas.
As TVs abertas, hoje em dia, ao invés de divulgar notícias, criam as suas próprias, têm seus próprios atores, músicos e prêmios. De aberto mesmo, só o sinal da programação. E as possibilidades de interação estão por demais vinculadas aos índices de audiência e/ou da polêmica que possa gerar uma maior audiência, num ciclo vicioso demais.
Queria, um dia, que fizessem de fato um reality show chamado "A Escola", para aqueles que acham que o ambiente escolar é povoado apenas pelo que os telejornais noticiam, para que os espectadores saibam que existe sim projetos educacionais relevantes que jamais chegam ao grande público, pois não flertam com a polêmica nem dão audiência, dentro desta lógica perversa que se inseriu na grande mídia. E que existem educadores que fazem a diferença. Conhecer o verdadeiro show de realidade que muitos formadores de opinião e apresetadores de programas de variedades, com base apenas no "achismo" julgam saber.
Caso concreto disso, foi a participação da professora Amanda Gurgel em programas de grande audiência e que debati a respeito no Twitter. Ainda que seu desabafo seja justo e concorde com cada linha do que falou, tenho a consciência de que ela só teve seus 15 minutos de fama por causa da estrondosa audiência de mais de 10 milhões de visitas no You Tube. Se fosse qualquer outro fato, catapultado ao topo das visitas do referido canal de vídeos e também teria sua presença gatantida no horário nobre e dominical da televisão.
Para corroborar com isso, lembro de greve ocorrida no final da década de 1990, aqui no Rio Grande do Sul, em que mais de 20 mil trabalhadores em educação, em assembleia fizeram uma passeata pelas ruas centrais de Porto Alegre, capital do Estado e que no telejornal daquele dia só mostraram com destaque a chegada do Papai Noel e a Xuxa, a Rainha dos baixinhos; enquanto que os responsáveis pelo futuro real e não apenas o imiginário dos "baixinhos" e "altinhos", os educadores
Uma lógica perversa que precisa se tornar inversa a esse modelo vigente de televisão. Cabe aos educadores se apropriarem destas possibilidades de uso, seja através das indicações feitas nesta postagem, seja no uso criativo e em sua devida divulgação através de blogues educacionais, etc.
Um projeto que desenvolvi de uso das mídias e das TICs na educação, e já divulgado neste blog é o Projeto Clipes que parecem Curtas: Palavra cantada, história contada, link abaixo.

Clipes que parecem Curtas: Projeto unindo mídias, literatura e língua portuguesa

Nele, usei videoclipes que pela sua estrutura narrativa, a despeito da palavra cantada, parecem com um curta-metragem, pela força de suas imagens, independente do idioma da canção. Não importava tanto o que era cantado e mais o que era contado através das imagens, propondo a interpretação dessa linguagem verbal e não-verbal através de produção textual com alunos das séries finais do ensino fundamental (2010) e ensino médio (versão 2011), conforme detalhamento no link acima.
Enfim, de acordo com o título do vídeo que deu razçao e vazão a esta postagem, O MUNDO DA JANELA NA TV, temos que sempre contextualizar o material, que embora possa nem sempre ter sido produzido com fins educacionais, mas que podem ser adaptados ao seu uso no ambiente escolar, desde que dentro de uma proposta pedagógica que envolva a escola como um todo, incentivando a participação de todos. Que a TV, hoje a grande janela dentro de cada lar, possa refletir também um poco da realidade da escola e do mundo lá fora, como faz a menina recortando personagens de seu cotidiano e colocam sobre as imagens que se sucedem na janela virtual, chamada televisão.
Televisão (visão a distância, visão distante) precisa ser o reflexo da realidade e não querer criar uma realidade virtual, ou uma realidade alternativa, como bem demonstra a sua atual programação... Eis minha reflexão...

terça-feira, 12 de julho de 2011

A Fonte


http://youtu.be/Hvox-lWanZU

A animação acima, que descobri no You Tube, chamada A Fonte, ótima para trabalhar com alunos os conceitos de colaboração (entre colegas, quando mediada pelo professor) e cooperação (entre colegas, sejam alunos com alunos, educadores com educadores).
Para se atingir um objetivo, no caso da fonte, seja ela qual for, que em princípio possa parecer quase irrealizável de forma solitária, é preciso pensar no apoio de quem busca os meus objetivos. Educar é diálogo entre dois mundos (o do aluno e o do professor, o dos pais e de seus filhos).
Afinal, a fonte do saber é algo para ser compartilhado entre todos e sempre.
Saber compartilhar é sinônimo de efetivamente educar.

A Invenção do Amor


http://youtu.be/PTdzCAGH3lU

A bela animação acima, apresentada no You Tube como "Uma história de amor do mundo das engrenagens e parafusos", Invention of Love (A Invenção do Amor), foi indicação, via Facebook da coleg'amiga Lisandra Sandini Beutler, do NTE Santa Rosa - RS - Brasil.
Em um mundo cada vez mais tomado pela tecnonologias da informação e da comunicação, em que vivemos apegados ao celular, notebook, internet, videogames e tudo mais, o próprio amor deve ser cuidado para não se tornar algo mecânico como demonstra o vídeo acima.
O próprio amor ao trabalho e à educação também deve ser cuidado, pois com o uso das mídias e das TICs no cotidiano, deve-se pensar em formas de valorizar as experiências de vida em tempo real e não mecanizar o espaço escolar e/ou empresarial, em busca de uma excelência em termos de produtividade sem o devido acompanhamento da qualidade de vida em comunidade.
As máquinas se incorporaram a rotina das lojas, do supermercados, dos bancos, e mesmo assim nao diminuiram as filas, pelo contrário. Cada vez mais falamos com mensagens eletrônicos ou pessoas mecanizadas em telemarketings, que seguem um ritual robotizado de protocolos de atendimento. Para saber de tal coisa, disque 1, para outra coisa, dique 2 e assim por diante...
Cada vez mais, as mensagens de corrêio eletrônico são apenas repasses de outros, que repassaram de outros e assim por diante... Cadê a alma das pessoas, cadê sua opinião. Tudo cópia clonada uma das outras... Nossas caixas de correio eletrônico são abarrotadas diariamente de mensagens feitas por robôs, ou encaminhada por pessoas que sequer dizem um "oi, como vai?"
Uma animação para reflexão entre pais e filhos, professores e alunos, empregados e empregadores.

domingo, 10 de julho de 2011

Cores reais


Fonte: http://youtu.be/uC_Uqmt7fZE

O vídeo acima, versão legendada da canção True Colors (cores reais), de Cindy Lauper, com belos slides que promovem reflexão sobre as verdadeiras cores que devem ser valorizadas e destacadas sempre: as cores interiores, as cores da alma, independente da coloração da roupa ou da pele.

sábado, 9 de julho de 2011

Um amigo diferente (Teatro Infantil com Acessibilidade)


Fonte: http://youtu.be/V2-26MJ-mKA

O vídeo acima, "making of" da peça teatral Um amigo diferente, que traz recursos de acessibilidade, foi indicação indireta, via Twitter do colega'amigo Robson Freire, que é editor do blog Caldeirão de ideias, do NTE de Itaperuna - RJ - Brasil.

Abaixo, notícia extraída da RevistaPontoCom:

TEATRO INFANTIL COM ACESSIBILIDADE

Está em cartaz, no Rio, Um amigo diferente? Trata-se do primeiro espetáculo brasileiro para crianças e jovens com ampla oferta de acessibilidade e marca o lançamento da campanha Teatro acessível: arte, prazer e direitos - lema de celebração dos 10 anos da Oscip Escola de Gente. De Marcos Nauer, o musical rock é inspirado em livro de mesmo nome de Claudia Werneck, que se tornou uma obra recomendada por Unicef e Unesco como leitura indispensável sobre sociedade inclusiva para crianças e adolescentes.

O musical sensibiliza crianças e adolescentes para perceber que as diferenças estão em todas as pessoas e compará-las é uma perda de tempo, o melhor é aproveitá-las e divertir-se com elas. A peça tem intérprete de Libras e subtitulação eletrônica para pessoas surdas; programas impressos em braile, visita ao cenário e audiodescrição para pessoas cegas; além de atendimento preferencial no caso de pessoas com deficiência motora e/ou mobilidade reduzida.

O espetáculo conta a história de Lucas, um menino de nove anos que sempre foi considerado esquisito pelos vizinhos e colegas de classe. O seu grande sonho mesmo é ser um astro do rock. Na véspera do seu aniversário, o irmão mais velho o desafia a conseguir dois amigos em troca de seu álbum de figurinhas. Lucas topa o desafio e, com a ajuda de seu fiel gato Bandidão, vai tentar de todas as formas encontrar a verdadeira amizade. No percurso dessa aventura, o menino descobre que quanto mais diferentes são as pessoas, mais divertida é a vida. Verdade que os adultos não revelam.

Todas as apresentações são gratuitas e além da temporada aberta ao público a peça terá outras sete sessões voltadas especialmente para escolas públicas e organizações da sociedade civil que atuam pela causa da inclusão.

Um amigo diferente? fica em cartaz até o dia 31 deste mês, com apresentações aos sábados e domingos, às 11h30, para o grande público; e quintas e sextas, em sessões fechadas, para escolas públicas e instituições sociais do Rio de Janeiro.

Para as sessões de sábado e domingo é preciso chegar no mínimo com 30 minutos de antecedência para retirar o ingresso na bilheteria. Para crianças, jovens e adultos com deficiência visual será oferecida visita guiada ao cenário. Para isso, envie e-mail para natalia@escoladegente.org.br e agende.

A apresentação acontece no Teatro Oi Futuro, localizado na Rua Dois de Dezembro, 63 – Flamengo, Rio de Janeiro

Fonte:
http://www.revistapontocom.org.br/planeta-afora/teatro-infantil-com-acessibilidade

sexta-feira, 8 de julho de 2011

Lavras e palavras - pequeno vídeo, grande mensagem


Fonte: http://youtu.be/w-i8i6vqPqg

O vídeo acima, cujo título é "O melhor comercial do mundo", é daqueles pequenos momentos que contém uma grande mensagem.
Um menino que escreve de forma inversa, forçando o lápis e que é visto iniccialmente com desconfiança pela professora, mas que atrás de seu gesto inusitado, traz um belo, sensível e cativante propósito.
Para a criança, as palavras são um código secreto, e aprender as primeiras palavras é algo misterioso e ao mesmo tempo mágico.
E o papel social do educador, como mediador entre a família e a sociedade é fundamental. Escola prepara para a vida, devendo (ou deveria) respeitar as especificidades, o tempo de aprendizagem e a realidade de cada indivíduo, trabalhando o espirito coletivo, a colaboração (entre alunos) e a cooperação (entre outros educadores).
Quando trabalhamos com o imaginário infantil, lidamos com uma gama de emoções e reações. Nada é o que primeiro nos parece, como neste belo comercial, que feito como um curt-ametragem, traz uma mensagem e uma surpresa ao final.
Indico a professores de todas as áreas e, em especial, aos da educação especial, área da deficîência visual.
A indicação do referido vídeo é da amiga Marjorie Nunes, pedagoga em Porto Alegre - RS - Brasil, e editora do blog Conversas na Rede.

quinta-feira, 7 de julho de 2011

O Valioso Tempo dos Maduros ou O Tempo Que Foge (e a questão autoral)

O VALIOSO TEMPO DOS MADUROS

http://youtu.be/OkrKwFjohjw (versão narrada)

http://youtu.be/tDnv1NEPcX4 (versão legendada)

O vídeo acima, intitulado O valioso tempo dos maduros, foi indicação da amiga Janaina Senna Martins, minha colega multiplicadora em informática educativa no Núcleo de Tecnologia Educacional (NTE) Rio Grande /18ª CRE, e trata de uma apresentação de um texto atribuído inicialmente a Mario de Andrade (escritor brasileiro, autor de Macunaíma), requisitada depois a autoria por Ricardo Gondim, que alega ter publicado em seu livro “Creio, mas Tenho Dúvidas”, pela Editora Ultimato, página 107.
Mas que, posteriormente, graças comentário neste blog, feito por Luma Rosa, é foi, enfim, esclarecida a verdadeira autoria: Mario Pinto de Andrade, escritor angolano (1928-1990). Uma belíssima, contundente e adequada reflexão crítica sobre a postura de certas pessoas que dão mais importância à moldura do que ao conteúdo do quadro; mais ao veículo que as transporta do que à paisagem que as rodeia; mais à forma que à essência das coisas e das gentes.
Como educadores, quantas pessoas não reconhecemos nessa breve descrição de situações do cotidiano dentro e fora dos muros das escolas?
Quanto tempo perdido na eterna discussão do "sexo dos anjos", nas teorias sem nenhuma praticidade, das práticas sem teor concreto e significativo, quanto tempo desperdiçado na estética do que na ética do ambiente escolar e social...
O valioso tempo dos maduros deve ser utilizado para propor, conhecer, divulgar e valorizar as coisas e gentes em sua essência, e não apenas em sua aparência, afinal o tempo foge de nós a cada dia...
Eis a grande lição!

O TEMPO QUE FOGE

http://mais.uol.com.br/view/6775994

O caso acima é mais uma dessas coisas do mundo virtual em que textos de certos autores são atribuídos a outros, como diversas vezes acontece com Luis Fernando Veríssimo, Arnaldo Jabor, Clarice Lispector, Erico Veríssimo, Rubem Alves etc. Redes de emails circulam com supostos textos de autores consagrados. Ou quando acabam se tornando também "autor desconhecido", quando na verdade deveria ser dito autor não-identificado por aquela pessoa que passa adiante um texto sem referenciá-lo.
Autor desconhecido não existe, todo texto tem uma autoria, até mesmo os 10 Mandamentos tem um Autor.

Para saber um pouco dessa polêmica envolvendo a autoria do texto O Valioso Tempo dos Maduros, sugiro ler também este artigo, de autoria de José Cláudio Cacá, no Recanto das Letras:

ATRIBUIÇÃO ATRIBULADA

quarta-feira, 6 de julho de 2011

Você não pode ser meu professor


Fonte: http://youtu.be/R1KaIH1_YbM

O vídeo acima, "Você não pode ser meu professor", com apenas 2 minutos de duração, se presta a diversas reflexões, mas o considero também uma pequena provocação àqueles que resistem a se integrar as novas possibilidades das TICs e mídias na educação, ou por desconhecimento, pré-conceito, preconceito, falta de tempo etc etc etc.
O vídeo foi indicação, via e-mail, de Jerusa Souza, que atua como multiplicadora em Núcleo de Tecnologia Educacional e professora da rede municipal de ensino de Jequié, na Bahia, Brasil, a quem agradeço o envio do link.
No vídeo em questão, um menino, filmado por seu pai, critica a postura daquele professor que sequer é imigrante digital, quando os alunos já são nativos neste meio.
Diz ele:
"Se você não sabe usar a internet não pode ser meu professor, eu preciso de alguém que sabe o que eu sei. Encontre-me na web, pelo menos, na metade do caminho."
Eis o grande debate que tem tomado conta de todos aqueles que atuam com as TICs e as mídias na educação: tratar da resistência ao novo e do uso adequados das tecnologias, além da mera recreação, no ambiente escolar. Afinal, se pensarmos bem, a televisão é usada nas escolas há bastante tempo, mas normalmente para compensar o dia chuvoso, a falta de professor, passando filmes nem sempre com uma proposta pedagógica, etc.
O que falta é o professor do século XXI se apropriar desses meios, muitas vezes, dialogando com seus alunos, vendo suas possibilidades, pois a parte mecânica o jovem sempre dominará melhor que o adulto, e isso acontece desde que o mundo é mundo.
A cada revolução tecnológica surge um vilão: aquele que substituirá o que existe até então. O livro no século XV já foi uma assombroso tecnologia, como depois a fotografia, o cinema, a televisão, depois o computador, agora a internet. E o que virá depois? Pouco me importa, desde que eu não feche a porta...
O problema para mim não é o uso do equipamento em si, pois este o jovem aprende, e vejam o documentário O buraco no muro, que demonstra experiência de inclusão digital com crianças de uma favela de Nova Déli, que jamais tiveram um microcomputador; e aquele PC, instalado justamente no buraco do muro de uma empresa de tecnologia, fez com que, de forma autodidata, as crianças se apropriassem da ferramenta e viajassem na internet e tudo mais, sem qualquer tipo de auxílio.
Portanto, os meios, as ferramentas, o aluno sempre usará de forma autodidata, more em Nova Iorque, Nova Déli ou Nova Friburgo...
Mas e o professor, quando deixará a postura de Magister Dixt (o mestre disse) e perceberá que em tempos modernos, o diálogo, as trocas, a colaboração e a cooperação entre dois mundos diversos (o do educador e o do educando), poderá gerar informação, aprendizagem e conhecimento mútuos?
Faço a todos os que temem as TICs e as mídias a mesma pergunta que encerra o vídeo acima:
- Você acha que é possível ser um educador na era da informação e não usar o computador nem a internet?
A lição que aprendi, desde que passei a trabalhar em NTE é de que para manipular, utilizar, descobrir o funcionamento das ferramentas tecnológicas, se superarmos nossos tabus, medos, proibições etc, não precisamos de professor. Podemos ser autodidatas.
Mas para crescermos como seres humanos, e não pessoas robotizadas e preparadas tão-somente para o trabalho e a mão-de-obra barata, para a vida mecânica e sem cor, para isso, precisaremos "toda vida e mais seis meses" de um educador que seja o mediador entre o ideal e o possível, entre o sonho e a realidade, entre a informação e o conhecimento... A vivência, a experiência de vida, a formação, a habilitação e a "pedagogia do exemplo" são insubstituíveis e nenhuma máquina jamais poderá superar isso, mesmo em se tratando de Inteligência Artificial.
Por mais que possa se achar tudo ou quase tudo no Google, no You Tube na Wikipedia e outros portais digitais, jamais bites superaram a carga de informação e a velociadade de neurônios livres, prontos sempre a novas descobertas, sem a necessidade de um sistema operacional ou uma programação robotizada...

Para continuar nesta provocação, iniciada pela indicação de vídeo da colega Jerusa, indico abaixo o link para um texto de minha autoria, publicado no meu blog literário ControlVerso; um conto que fiz, inspirado em um texto sobre uso das tecnologias na educação, de autoria da amiga e colega chilena Marcela Momberg, editora do blog Educação 2.0 e Redes Sociais. Neste conto, trato dessa eterna batalha entre os dois mundos: o Novo e o velho Mundo, "o Novo e o Velho Testamento" entre duas gerações.

Entre o Cabo das Tormentas e o da Boa Esperança