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domingo, 24 de novembro de 2019
Uma jornada além da visão: diário em áudio sobre a cegueira transforma-se em curta em VR e 360 graus
O vídeo acima, Notes on Blindness: Into Darkness VR experience, descobri nas redes sociais e trata-se trailer de "Diário em áudio sobre perda de visão" que tornou-se filme incrível em realidade virtual, pois o mesmo literalmente "dá vida para histórias relatadas em áudio".
"Notas sobre a Cegueira" (tradução livre do blog) é uma simulação em VR (Realidade Virtual) sobre o cotidiano de uma pessoa cega, o curta conta a história de John Hull "teólogo que ao longo de 16 anos sofreu com uma cegueira degenerativa. A doença o estimulou a registrar um diário em formato de áudio e esse diário virou uma incrível experiência". Em 1983, ele veio a perder a totalmente a visão. Vídeo que demonstra as possibilidades da tecnologia assistiva e da inclusão tecnológica, educacional e social.
Há no final desta postagem um vídeo maior, produzido em 360 graus, intitulado "Notes on Blindness - Into the darkness A VR journey into a world beyond sight" [Notas sobre cegueira - Na escuridão Uma jornada de realidade virtual para um mundo além da visão].
Conforme apresentação do referido vídeo no YouTube: "Cada uma das cenas são de uma memória do teólogo e, a partir do áudio gravado, são inseridos em formato de vídeo, estimulando a imaginação do espectador/ouvinte".
De acordo com Amaury La Burthe, CEO da Audiogaming, uma das empresas responsáveis pelo projeto: “Nós começamos com o material em áudio e a história que John queria que fosse contada. A partir daí nós separamos vários momentos das fitas e tentamos elaborar em situações interativas. Dependendo do quanto você olhar ao redor, mais lenta a história se passará. Se você olhar bastante, nós vamos colocar alguns detalhes a mais”.
Se pensarmos que muitas das inovações tecnológicas integradas a smartphones, smarTVs (touchscreen comando de voz etc), consoles de videogame (sensor de movimento Kinect, por exemplo) e outros equipamentos, foram projetados primeiramente para atender questões do universo da deficiência motora, visual, auditiva, englobando hoje o conceito de tecnologia assistiva, inclusiva.
Inovar nunca me canso de dizer: é transformar algo já existente em alguma coisa nova. E para se incluir alguém é preciso colocar-se no lugar do outro, promover a empatia, a alteridade e a solidariedade.
Recentemente, junto com meus alunos do ensino médio, desenvolvi o projeto multidisciplinar Biblioteca Viva, de visitar locais em que as pessoas possam ser vistos como livros vivos em uma "biblioteca humana" (inspirada em experiência iniciada na Dinamarca em 2000), de não julgar um livro (vivo) apenas pela capa, pelo que ele aparenta.
Notes on Blindness é promover a contação de histórias incorporando elementos tecnológicos para produzir uma áudioteca, seja individual ou coletiva, pública ou privada.
Abaixo, a versão em 360 graus de Notes on Blindness, através do uso das setas direcionais no canto superior esquerda da tela. Não esqueçam também de ativar as legendas e sua tradução, no canto inferior direito da tela.
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quinta-feira, 8 de março de 2018
As cores das flores: curta-metragem espanhol sobre inclusão
O vídeo acima As cores das flores, que tem o título de 2010 - Em uma escola qualquer da Espanha, encontrei no YouTube e é um bom material para refletir sobre a inclusão na educação e na sociedade. Mostro um menino cego que precisa escrever uma redação justamente sobre "As cores das flores". O resultado é encantador, mas promove essa reflexão sobre o que de fato é inclusão e que é preciso sensibilidade para integrar e incluir crianças e jovens na educação.
Um curta-metragem que me remeteu a dois longas A COR DO PARAÍSO e VERMELHO COM O O CÉU (vide links abaixo), o primeiro, filme iraniano e o segundo italiano, cuja temática é a deficiência visual, o cotidiano de crianças cegas e a inclusão.
A Cor do Paraíso (cinema, educação e educação especial)
Vermelho como o céu (CinEducação)
sexta-feira, 9 de fevereiro de 2018
Educação 3D: cego desde a infância, professor inova no ensino de Física a seus alunos
O vídeo acima, Cego desde a infância, professor da Unesp inova no ensino aos deficientes , descobri graças a um grupo no WhatsApp sobre Inclusão, administrado pela professora Cristiana de Barcellos Passinato, do Rio de Janeiro (RJ), Brasil e trata-se da relevante iniciativa do professor de Física Éder Pires de Camargo, da Unesp, em Ilha Solteira (SP), que também é cego desde a infância, que transforma o conteúdo convencional em algo literalmente 3D, palpável, em sua disciplina através de maquetes táteis e visuais tridimensionais que facilitam o ensino e a aprendizagem, tanto por alunos cegos como videntes, em vista da simplicidade do meio utilizado: material reciclado para moldes, maquetes e modelos.
Um exemplo de educador que se vale da própria experiência de vida para dinamizar suas aulas. Todos são favorecidos com aulas criativas como essa promovida pelo professor Éder, sejam seus alunos cegos ou videntes. Éder promove a dupla inclusão ao fazer junto com seus alunos a construção destas maquetes, pois muitos deles poderão ser futuros professores.
Mais que isso, a inclusão de manifesta pelo exercício de alteridade, de empatia com o outro.
Como o Educa Tube Brasil sempre destaca: a simplicidade dos projetos (sejam de vida, de trabalho ou estudo) é que permite sua continuidade. Principalmente por conta da possibilidade de sua replicação sem a necessidade de grandes recursos a ser empregados. Ser autêntico ao que se é e em que se acredita é o que permite, no seu devido tempo, a ampliação destes próprios projetos.
Abaixo, outra entrevista com o professor Éder, tratando do Ensino da Física:
Por fim, mais uma entrevista, no programa Ciência Sem Limites, sobre o Ensino de física para deficientes visuais e a experiência do professor Éder Pires de Camargo:
O professor Éder possui um site, denominado ENCINE - Ensino de Ciências e Inclusão Escolar, que pode ser acessado pelo link abaixo:
ENCINE - PORTAL EDUCACIONAL
O email do professor e pesquisador é: camargoep@dfq.feis.unesp.br
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segunda-feira, 30 de maio de 2016
Tecnologia vestível: Óculos para pessoas com deficiência visual que mapeia e descreve o ambiente
O vídeo acima Brasileiro cria óculos para pessoas com deficiência visual que mapeia e descreve o ambiente, como o próprio título indica é projeto de Wallace Ugulino que "desenvolveu o dispositivo em sua tese de doutorado na PUC-Rio. Equipamento mapeia o ambiente e indica pontos de referência por meio do som e de vibrações emitidas por um cinto e uma luva. Ferramenta é testada por alunos do Instituto Benjamin Constant" e possui parceria de Hugo Fuks.
Interessante a sobreposição de situações sem o equipamento e com ele, o que auxilia ao cego para o que chama de "obtenção de mapa mental", ou seja, que o deficiente visual possa elaborar de fato um mapa do que tem ao redor, para de fato vencer os limites.
Lembrando que muito da chamada tecnologia assistiva, pensada inicialmente para portadores de necessidades especiais, cegos, surdos, com problemas de coordenação motora etc, acabou sendo integrada à sociedade como um todo como a tela de toque, o teclado virtual (hoje em todos os telefones e smartphones), o sensor de movimento, etc.
O óculos em questão, como a descrição do próprio vídeo indica, no blog do Estadão, traz a informação de que:
"Classificado como ‘wearable technology’ (tecnologia vestível), o equipamento transmite dados sobre locais mapeados, indica pontos de referência e facilita o reconhecimento de ambientes ao fornecer informações por um alto-falante e também por vibrações emitidas por um cinto e uma luva. A ferramenta está em fase de testes, feitos por alunos do Instituto Benjamin Constant, no Rio de Janeiro".
Conforme explica Ugulino: “Na fase inicial da pesquisa, a programação foi restrita a ambientes internos, o que possibilitou testar a funcionalidade dos dispositivos com mais segurança para os voluntários. A experiência no instituto consistiu em propor duas tarefas aos estudantes, que deveriam indicar em qual área do prédio estavam localizados o museu e a estátua de Dom Pedro II. Ao caminharem pelos corredores, as vibrações emitidas pelos cintos e luvas indicavam que os usuários estavam passando por pontos de referência e os óculos forneciam informações verbalizadas sobre o ponto de referência encontrado, seja ela uma porta ou um objeto no caminho”.
Para maiores informações, basta clicar no link abaixo:
Brasileiro cria óculos para pessoas com deficiência visual que mapeia e descreve o ambiente
sexta-feira, 15 de janeiro de 2016
Acessibilidade: Pesquisadores criam tablet em Braille para levar texto e imagens a deficientes visuais
O vídeo acima Refreshable Braille Device | MconneX | MichEpedia (ativem as legendas e a tradução nos recursos no canto inferior direito da janela do referido), descobri na rede social, através do portal Gizmodo, e trata-se de tablet com display em braille que permite que deficientes visuais possam ler textos e imagens, devido a interessante técnica.
Conforme portal Gizmodo: "Pesquisadores da Faculdade de Engenharia e da Faculdade de Música, Teatro e Dança da Universidade de Michigan criaram uma nova forma de criar os pontos para aparelhos desse tipo. Ela usa um sistema pneumático para formar as letras em Braille — são pequenas bolhas preenchidas com ar ou fluídos".
Sempre bom lembrar que equipamento criados visando inicialmente a acessibilidade de pessoas com deficiência, depois de algum tempo, a chamada tecnologia assistiva, passou a ser incorporada ao cotidiano de todos. Vide touch screen (tela sensível ao toque), teclado virtual, display interativo, sensor de movimento etc. Provavelmente o moderno smartphone não tivesse todos esses recursos, não houvesse pesquisas relacionadas à acessibilidade.
Para saber mais sobre o tablet em braille, recomendo clicar no link abaixo:
Pesquisadores criam tablet em Braille para levar texto e imagens a deficientes visuais, via Gizmodo
quinta-feira, 29 de outubro de 2015
Clássicos da pintura, impressos em 3D para que cegos possam tocar e serem tocados pela arte
O vídeo acima 3D Printing Creates Major Breakthrough for Blind People, foi indicação via rede social e trata-se de impressionantes impressões em 3D de clássicos das artes plásticas, como Monalisa de Leonardo da Vinci, Van Gogh e outros, possibilitando que deficientes visuais possam tocar e sentir estas obras-primas, podendo imaginar e criar imagens mentais sobre as mesmas.
Imaginem essa tecnologia de impressão em 3D e suas múltiplas possibilidades na educação e na sociedade, nos próximos anos. Quantas surpresas e inovações poderão nos proporcionar. E quantas possibilidades permitir, quando puderem ser integradas ao cotidiano educacional.
Aquilo que nos toca e por nós pode ser tocado, unindo tecnologia, arte, cultura, educação e sociedade.
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segunda-feira, 19 de outubro de 2015
Audioteca: Livros a viva voz (Iniciativa de acessibilidade)
O vídeo acima Audioteca, libros a viva voz, descobri nas redes sociais e trata-se de iniciativa do Ministério da Cultura da Argentina, pensado como um ambiente digital para pessoas que não podem ler, por que não sabem, não enxergam ou tem dificuldade motora.
Conforme apresnetação do vídeo: "'Audioteca', es un proyecto desarrollado por la acción Cultura Accesible, dirigido por la cineasta argentina Lucrecia Martel y curado por la crítica, narradora y guionista de cine Graciela Speranza".
Os áudios com diversos texto literários (em espanhol), pode ser acessados através do link abaixo:
AUDIOTECA
Como editor do Educa Tube Brasil, sempre assisto a íntegra de todos os vídeos disponibilizados, e neste caso da Audioteca, ouvi o conto Final de Jogo, de Júlio Cortázar, narrado por Erica Rivas, e recomendo, conforme link a seguir:
AUDIOTECA: FINAL DE JOGO, DE JÚLIO CORTÁZAR
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segunda-feira, 14 de setembro de 2015
Luize Dorneles, a única professora cega da rede municipal de educação em Rio Grande, RS
A imagem acima, trata-se de reportagem da TV local sobre Luize, a única professora cega da rede municipal de educação em Rio Grande, RS, cidade do extremo sul do Brasil.
De fato: especial e inspiradora a vida de Luize Dorneles, que tem 28 anos, formada em pedagogia e cega (por causa de um erro médico), e que exerce as atividades de professora na educação infantil no Centro de Atenção Integral à Criança - CAIC/FURG, da cidade do Rio Grande (RS).
A diretora da escola, Débora Amaral disse que "foi preciso pensar na sutileza dos espaços, nas pequenas mudanças", em função da nova professora, quanto a pequenas elevações e tudo mais no trajeto que Luize faz até sua sala de aula, que é dividida com outra professora, a Juliana Borges, que é vidente (termo usado para destacar quem enxerga) e disse que aprendeu muito com sua colega.
Em 2005 e 2006 o editor do Educa Tube Brasil, educador José Antonio Klaes Roig teve o privilégio de conhecer e conviver com a Luize Dorneles em projeto inclusivo de Informática na Educação Especial, parceria do Núcleo de Tecnologia Educacional (NTE) com os professores da Educação Especial da E.E.E.F. Barão de Cêrro Largo, oferecendo noções básicas de informática a alunos surdos, cegos, com deficiência mental e altas habilidades.
Naquela época, Luize, que cursava ensino médio, já sonhava em um dia ser professora, e foi monitora no uso do Dos Vox, auxiliando o NTE e os professores da Escola Barão na adequada utilização deste com os alunos cegos da escola e os atendidos em sala de recursos, durante aquele projeto.
Luize é uma pessoa especial e inspiradora mesmo, sempre tranquila, alegre e prestativa. Vê-la realizar seus sonhos é gratificante a todos que a conhecem e sabem de seu enorme potencial.
Abaixo, link para a reportagem na TV local:
Conheça Luize, a única professora cega da rede municipal de educação em Rio Grande, RS
Em tempo: Dos Vox é sistema de computação destinado a atender aos deficientes visuais. Desenvolvido pelo Núcleo de Computação Eletrônica da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), o sistema operacional DOSVOX permite que pessoas cegas utilizem um microcomputador comum (PC) para desempenhar uma série de tarefas, adquirindo assim um nível alto de independência no estudo e no trabalho. E pode ser baixado gratuitamente AQUI.
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quarta-feira, 1 de julho de 2015
Audiodescrição: recurso de acessibilidade transforma imagens em palavras e vice-versa
O vídeo acima AUDIODESCRIÇÃO em Festa de Casamento, encontrei por acaso no You Tube, enquanto ouvia canções, e trata-se, como apresentado, "de recurso de acessibilidade, de transformar imagens em palavras, para que a pessoa com deficiência visual transforme essas palavras em imagem mental" e este vídeo é um exemplo de inclusão e união entre a tecnologia e a sociedade, através de uma audiodescrição em um Casamento entre pessoas cegas, com padrinhos e convidados também cegos.
] A audiodescrição permite que deficientes visuais enxergarem pelos olhos de outra pessoa, que descreve as cenas como estivesse lendo um livro. A própria leitura de um livro é um exercício de imaginar algo que não se vê... Em que o aluno, seja cegou ou vidente, pode construir através da leitura de outro, todo um universo, como em um videogame, só que imaginando cenários, personagens, objetos etc, a partir de sua leitura de mundo. Um ditado visual e intertextual entre o que é contado por um e imaginado por outro.
Outros três exemplos de audiodescrição, são um belo curta-metragem, um blog que descreve imagens na web para quem não enxerga e a iniciativa de um pai que usa o WhatsApp paa contar histórias para amigos cegos, vide links abaixo, e uma pequena amostra das múltiplas possibilidades eque este recursos de acessibilidade permite:
"Carreto": Curta-metragem sobre inclusão com AD (áudio descrição)
As Meninas dos Olhos Audiodescrição: blog que descreve imagens das redes sociais para quem não vê
Pai decide usar Whatsapp para contar histórias para deficientes visuais
sábado, 9 de maio de 2015
Mães 3D: Graças à impressão, grávidas deficientes visuais podem “sentir” o ultrassom do filho
O vídeo acima Huggies Apresenta: Conhecendo Murilo, descobri visitando o portal ZUPI e trata-se de criativa publicadade de empresa de produtos para bebês, que mostra como, graças à impressão 3D, é possível que mães deficientes visuais possam "ver", sentir seus filhos, tocando no modelo tridimensional do exame de ultrassom. Uma das maravilhas da tecnologia atual, que faz a ficção científica tornar-se mera antecipação do futuro.
Conforme notícia, Tatiana Guerra, grávida aos 30 anos, mas é cega desde os 17, achou que jamais poderia "ver" seu filho Murilo. Entretanto, "Graças à marca de fraldas Huggies e à tecnologia de impressão 3D, ela foi capaz de sentir cada detalhe do rosto do bebê vivendo dentro de sua barriga". Algo comovente e alentador que tornou Tatiane em uma Mãe 3D, além das três dimensões da dádiva, da dor e da dedicação... Toda mãe é 3D, dia a dia a dia...
Ainda, segundo a notícia: "De surpresa, os médicos da mãe e do filho imprimiram o ultrassom de Murilo numa impressora 3D e o entregaram à Tatiana – que havia previamente contado de suas expectativas e desejos para o neném que está por vir. A reação dela é muito emocionante. A ação faz parte de uma série da marca de fraldas Huggies para o dia das mães – e conta com outros vídeos de mais mães deficientes visuais tendo essa mesma oportunidade".
Unir tecnologia e sociedade, um dos grandes desafios da sociedade. Dar sentido social às tecnologias, em todos os ambientes de interrelações, seja família, escola, comunidade, outro desafio para este século XXI, e os educadores, sejam pais ou professores, deverão ser esse primeiro contato com as crianças e os jovens, que serão aqueles que viverão em nosso futuro, e que poderão mudar um dia esta sociedade tão individualista e consumista em que vivemos. Utopia? Sim! Mas até então, impressora 3D e vídeos como este acima, eram apenas fruto de uma boa ficção científica, e nada mais.
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quarta-feira, 4 de março de 2015
"Seja Meus Olhos - Empreste seus olhos para o cego": aplicativo de inclusão social
Be My Eyes - helping blind see from Be My Eyes on Vimeo.
O vídeo acima Be My Eyes - Helping Blind See (Seja Meus Olhos - Ajudando um cego a ver), descobri na rede social e trata-se de ótimo aplicativo, que como o nome indica, auxilia a pessoas com deficiência visual a poderem se situar, ler e conhecer locais, por conta de ajuda à distância de amigos, via smartphone. Torna o celular em guia e leitor eletrônico.
Uma criativa ideia de tornar a tecnologia da telefonia móvel como agente de inclusão social.
E o mais interessante é que o aplicativo está disponível para download gratuito para iPhones, via iTunes, conforme link abaixo:
Be My Eyes - Helping Blind See (download free)
Uma bela iniciativa de solidariedade e cooperação, conectando pessoas via tecnologia, em que faz de alguém distante - no espaço físico, mas próximo via mundo virtual - os olhos de quem não pode enxergar.
Para saber mais sobre o app Be My Eyes, acessem os link abaixo:
BE MY EYES - PORTAL
Conforme apresentação do vídeo a seguir, Be My Eyes - Lend your eyes to the blind (Seja Meus Olhos - Empreste seus olhos para o cego), no Vimeo: "Seja os olhos para uma pessoa cega que necessita de ajuda remotamente, através de uma conexão de vídeo ao vivo, se você é cego e for avistado ou ser assistido pela rede de usuários com visão".
Be My Eyes from Be My Eyes on Vimeo.
Abaixo, endereço para seguir informações sobre o aplicativo nas redes sociais:
facebook.com/bemyeyes.org
twitter.com/bemyeyes
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quarta-feira, 4 de fevereiro de 2015
Braigo: impressora braille feita com peças Lego, criada por jovem de apenas 13 anos
O vídeo acima, sobre um jovem inventor, descobri na página do Facebook da Intel, famosa empresa de processadores para computadores, que destaca as ideias e projetos de "Shubham Banerjee (...) um menino de 13 anos criador da Braigo, uma impressora braille usando peças de Lego e o chip Edison da Intel. Ele irá na Campus Party BR 2015, dia 04/02, às 14h30 dar uma palestra a todos os campuseiros!
Shubham, em apenas 2 minutos dá seu recado universal. Sua mensagem é simples, direta, objetiva e motivadora: que devemos ser menos individualistas e mais colaborativos, pois o mundo é muito menor por causa da internet, e que compartilhar ideias é essencial. Mais ainda, ter esse pensamento social, no enfoque das tecnologias, seja na educação ou na sociedade, como ele mesmo fez, vendo um folheto sobre deficiência visual e pensando em como poderia saber mais sobre o tema e pensar alguma invenção que beneficiasse quem necessita.
O Educa Tube Brasil, há tempos declara que o futuro, não apenas da educação, mas da sociedade é justamente este de compartilhar dúvidas e certezas em rede, sejam redes sociais digitais ou não. O trabalho de Shubham nos indica que o caminho é este, e que os jovens podem não apenas serem motivados, mas grandes motivadores dessas experiências, se lhes forem dados meios, condições, apoio, divulgação. Diálogo entre gerações é um dos meios de promover estas interações, e a tecnologia o meio, e não a finalidade em si, de atingir esses objetivos, tornando o particular e local em universal.
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terça-feira, 4 de março de 2014
Anel Inteligente: leitor manual de livros impressos e digitais para cegos
FingerReader - Wearable Text-Reading Device from Fluid Interfaces on Vimeo.
O vídeo acima Finger Reader (Dedo Leitor), trata-se de um anel inteligente que lê livros impressos e digitais em tempo real para cegos (que não usem braille). Uma eficaz tecnologia social, ainda em fase de protótipo, desenvolvido por pesquisadores do MIT (Instituto de Tecnologia de Massachussets).
De fácil utilização, como demonstra o vídeo acima, como bem apresenta o portal The Secret: "FingerReader (algo como: dedo leitor), basta apontá-lo para um livro ou leitor de e-book, como o Kindle, que o anel scanneia todo o espaço ao redor e lê em voz alta, em tempo real e, se o usuário quiser, ele faz a tradução simultânea do conteúdo. O produto ainda vibra quando chega ao final e começo de uma linha, e possui um algoritmo capaz de detectar se o usuário se afastou da linha base do texto, ajudando a manter um movimento de scanneamento em linha reta".
Mais uma das inúmeras possibilidades das tecnologias assistivas, que um dia poderão ser incorporadas ao cotidiano escolar e social.
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quarta-feira, 17 de outubro de 2012
Filmes que Voam: portal de filmes para assistir e baixar gratuitamente
Imagem acima, do portal FILMES QUE VOAM, da Fundação Telefônica, que disponibiliza filmes brasileiros de qualidade para assistir e baixar gratuitamente, bastando apenas fazer cadastro prévio com conta de e-mail.
Vejam link abaixo para o portal:
FILMES QUE VOAM
Foi uma indicação via Facebook da amiga Márcia Cristina Alves, educadora do Rio de Janeiro, RJ, Brasil.
Abaixo, imagem do curta "O filho do vizinho", que assisti no referido portal e que é um ótimo material para tratar de inclusão. Vejam o surpreendente final desta história que une duas crianças em uma mesma rua.
Vejam também no portal o filme Sentidos (imagem abaixo): "documentário mostra a cidade de Itajaí por meio dos sentidos da jovem Kátia, de 19 anos, que é cega desde a infância. Assim, os pontos turísticos do local se descortinam sob outro olhar, além da visão convencional. Uma cidade também é feita de cheiros, texturas e sons. Kátia define seu destino em uma cidade que acolhe e integra a todos, independentemente de qualquer limitação física."
Ainda tem o Canal Muito Especial, com animações e filmes em Libras.
E FILMES FEITOS POR ESTUDANTES COMO ATIVIDADES ESCOLARES, bastando clica na guia do Menu do portal, chamada NOTA 10.
Atenção: No portal encontra-se a seguinte observação: "(...) é proibido o uso de imagens e sons desta obra em exibições públicas e que envolvam lucro. Escolas e universidades podem exibir livremente."
quinta-feira, 13 de setembro de 2012
Janela da Alma (documentário sobre a imagem e a visão)
O vídeo acima, trata-se do documentário Janela da Alma, dos diretores brasileiros João Jardim e Walter Carvalho, que encontrei na íntegra no You Tube, e fala dos sentidos da visão, já que remete a expressão "os olhos são a janela da alma".
Conforme a wikipédia: "O filme é composto de 19 depoimentos de pessoas com problemas visuais. A idéia surgiu da vivência do diretor João Jardim, que achava que o fato ter uma miopia muito grande teria influenciado em sua personalidade e até mesmo em sua vida." No elenco: Hermeto Pascoal, José Saramago, Paulo Cezar Lopes, Antonio Cícero, Wim Wenders, Eugen Bavcar, Marieta Severo, Carmela Gross, Jessica Silveira, João Ubaldo Ribeiro, Walter Lima Júnior, Oliver Sacks, Manoel de Barros, Arnaldo Godoy, Madalena Godoy, Marjut Rimminen, Agnès Varda, Hanna Schygulla e Raimunda da Conceição Filha.
De todos os depoimentos, um dos mais emblemáticos é o do Arnaldo Godoy, vereador cego, que fez um mapa de Belo Horizonte em sua memória, e consegue transitar pela cidade, guiando-se por subidas e descidas e outros marcos, inclusive quando de carona no carro, indicando ao motorista quais ruas deve virar à esquerda ou à direita, com precisão.
Curioso e surpreende também o depoimento de Oliver Sacks sobre memória visual e emoção.
Um vídeo que fala do ver e do enxergar, mas acima de tudo, da visão em sentido amplo, e do papel da imagem na sociedade. Para ser utilizado na educação especial, e na educação em geral.
Ativem as legendas, no segundo ícone na parte inferior direita da janela do visualização do referido vídeo.
quinta-feira, 10 de dezembro de 2009
Método de ensino ajuda deficientes visuais nas aulas de física
Fonte: http://www.youtube.com/watch?v=6rEK_VacZPM
Vídeo acima, indicação via twitter da coleg'amiga Elisângela Zampieri, educadora de Curitibanos - SC - Brasil; professora da educação especial e editora dos blogs Sobre Educação e Etc e tal.
Trata-se de método de ensino, desenvolvido pelo prof. André Tato do Colégio Pedro II, do Rio de Janeiro - RJ, Brasil, para ensinar física a alunos com deficiência visual. Inclui o depoimento da aluna Bárbara Perez Franco, sobre o método de ensino.
Uma bela e notável iniciativa de um educador em prol da inclusão pedagógica, tecnológica e social.
Para maiores detalhes, leiam reportagem da Revista Ciência Hoje, no link abaixo:
Revista Ciência Hoje
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