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sábado, 3 de julho de 2021

Minecraft Classic: versão online e gratuita para jogar no computador simulando mundos idealizados em atividades inter e multidisciplinares




A imagem acima é do MINECRAFT CLASSIC, que é a versão online para rodar no computador desse clássico jogo de construção de ambientes em 3D, e que descobri via Tik Tok essa possibilidade.
Bem interessante pois não precisa baixar nem instalar nada, apenas abri o Google e na guia de pesquisa colocar a expressão: "Minecraft Classic". Depois é só se divertir criando o seu mundo idealizado.
Ótimo para professores e alunos interagirem em algum projeto inter ou multidisciplinar, envolvendo as disciplinas de Geografia, História, Literatura, Matemática etc. Ou seja, uma forma de gamificação na Educação.
Abaixo, link para acesso à versão online e gratuita:

MINECRAFT CLASSIC VIA GOOGLE

Observação:
Esta postagem é de autoria de José Antonio Klaes Roig, professor, escritor e poeta, além de editor do blog Educa Tube Brasil. http://educa-tube.blogspot.com
José Antonio Klaes Roig ou Zé Roig, como gosta de ser chamado, possui o Prêmio de Professor Transformador [2020] e seu blog Educa Tube Brasil, o Prêmio de um dos melhores blogues educacionais do Brasil [2020], conforme selos estampados na coluna à direta desta postagem.

terça-feira, 21 de julho de 2020

Realidades imaginárias: Por que os humanos lideram o mundo? [Fala impressionante de Harari sobre conceitos como: Cooperação, Flexibilidade e Inteligência Coletiva




O vídeo acima, Por que os humanos lideram o mundo?, trata-se de conferência ao TED de Yuval Noah Harari, um dos grandes pensadores do século XXI, autor de bestsellers como Sapiens, Homo Deus e 21 Lições para o Século XXI que considero brilhante e tenho indicado a meus alunos para refletir sobre questões e provocações da e na contemporaneidade.
Harari mostra a importância da inteligência humana em relação aos demais animais, a partir de conceitos como "cooperação de forma flexível em larga escala" e "realidades ficcionais ou imaginárias".
Na primeira parte de sua fala, aborda a diferença entre nós, humanos, os chimpanzés e os demais animais. Para ele, essa diferença não está no nível individual, mas no coletivo, muito por conta da cooperação e flexibilidade em números muito grandes, coisa que os demais seres vivos não conseguem.
Para ele, insetos são também seres sociais: abelhas, formigas cooperam entre si, em colmeias e formigueiros, com sua engenharia social em menor escala, mas não de forma flexível... e sim, bem rígida. Digamos, que num algoritmo inflexível... Falta o conceito de reinvenção... E, se pararmos pra pensar, os humanos vivem reinventando conceitos como roda e fogo, nas mais variadas formas e artefatos sociais e tecnológicos.
Em contrapartida, Harari demonstra que existem animais que cooperam do forma flexível, como golfinhos, elefantes, pássaros, mas somente em pequenos grupos. Não atingem a larga escala; e o único animal que consegue combinar as duas habilidades, de cooperação e flexibilidade em grandes grupos é o homem. Com argumentos poderosos, Yuval Harari nos convence que os humanos aprenderam a fazer redes sofisticadas e eficazes de cooperação, e indica as grandes construções humanas, das pirâmides à viagem à Lua, como frutos dessa cooperação de forma flexível em grande número. O que podemos chamar de inteligência coletiva, e conhecimento agregado de geração a geração, usando um termo interessante: "troca global de ideias".
Porém, segundo ele, e não há como não concordar, tudo isso é possível graças a imaginação que nos faz acreditar em ficções e histórias fictícias. Que os demais animais se comunicam pra descrever a realidade, mas os humanos além de comunicarem suas realidades, utilizam a linguagem para inventar suas realidade ficcionais ou imaginárias: mitologias, religiões, convenções sociais e morais, moedas de troca baseadas em papel, metal ou digitais (bit coins); os sistemas legais são baseados em crenças de igualdade, liberdade e humanidade, são conceitos metafísicos, sem realidade concreta, nem comprovação científica; na política, existem as ficções chamadas de cidades, estados e países, com suas fronteiras imaginárias; no campo econômico, a mesma coisa com as empresas ou pessoas jurídicas, que são invenções sociais, e ficções legais, ficções jurídicas.
Por fim, Harari, conclui sua conferência de forma magistral, quando diz que "Nós, humanos, controlamos o mundo, porque vivemos numa realidade dupla e os demais animais vivem numa realidade objetiva." Mas isso foi construído ao longo dos séculos, tendo, inclusive, construído sobre a realidade objetiva uma camada objetiva, uma segunda camada de realidade ficcional, uma realidade feita de entidades fictícias: deuses, nações, corporações, dinheiro, leis etc. E assim, com o passar do tempo, a história ficcional se tornou mais poderosa que a real, tanto que hoje, as forças mais poderosas do planeta são entidades ficcionais, como EUA, Google, Banco Mundial e outras, entidades que só existem enquanto Imaginação.
Mais didático impossível, pois as grandes nações e as megacorporações chegaram a esse tamanho contando com a receptividade de uma vasta multidão que aderiram aos discursos, aos projetos, as histórias ficcionalizadas, imaginadas e ressignificadas a cada geração.

segunda-feira, 26 de agosto de 2019

Brincando: sequência genial e alucinante que é analogia ao trabalho sintonizado e sincronizado em equipe




O vídeo acima 'Shooting Shaina's Sequence' BTS of Ep. 3 | Kidding | Season 1 como o nome indica é uma cena genial do episódio 3, da 1ª temporada do seriado Kidding (Brincando, tradução livre), em que mostra uma sequência alucinante em uma tomada única, que requer sincronicidade extrema entre a atriz, a equipe de câmeras, contrarregras, direção e tudo mais. br /> Mostrada toda a sequência em tela dividida, é possível acompanhar a cena, que por si só é incrível e se torna magistral ao se perceber a movimentação de todos nos bastidores.
Uma tomada que lembra uma orquestra sendo regida por um maestro que determina qual instrumento deve ser tocado no momento exato de uma sinfonia. Uma sinfonia com imagens! Um exemplo de interatividade.
Transpondo o referido vídeo para o universo escolar, há que se pensar a questão da divisão de atividades em uma escola, em que há necessidade de planejamento, organização, definição de metodologias, comprometimento da equipe docente, envolvimento do alunado e da comunidade escolar. Cada qual com seu papel no mecanismo educacional, possibilitando a execução de um objetivo em comum: o processo de ensino-aprendizagem relevante.
O professor, quando planeja suas aulas, levará em conta o tempo e o espaço disponíveis, quais metodologias (recursos) deverá utilizar, para que favoreça sua didática. Tudo é sequencial: metodologia - didática - tempo - espaço. Mas além da organização, requer doses de criatividade, originalidade e autenticidade (valendo-se da bagagem cultural dos atores sociais envolvidos nesse diálogo atemporal e universal).
Há que se levar em conta que muito se aprende brincando, interagindo, compartilhando saberes em grupo.
Não basta ter sincronia, há que se ter sintonia entre o grupo para que a ação obtenha bons resultados.

terça-feira, 5 de março de 2019

Softwares Educativos Pedagógicos: Habilidades Cognitivas (alfabetização e letramento)




O vídeo acima Softwares Educativos Pedagógicos: Habilidades Cognitivas foi indicação via Facebook de Geraldo Magela Silva e trata-se de atividade de alfabetização e letramento através das habilidades cognitivas, utilizando a ferramenta computador como facilitadora desse processo.
O software educativo foi desenvolvido por Geraldo Magela Silva e testado, no vídeo em questão, pela psicopedagoga e neuroeducadora Miriam de Oliveira, em sua clínica, por meio de software totalmente interativo, valendo-se de cores, texturas, sons, imagens, animações e/ou vídeos para as atividades e desafios, concebidos a partir da Educação Baseada no Cérebro (Brain-based-Learning).
Os softwares são desenvolvidos para o fim de auxiliar os profissionais da educação e da saúde que trabalham com pessoas com dificuldade no desenvolvimento de suas habilidades cognitivas, na Comunicação Aumentativa.
Abaixo, link para o blog:

SOFTWARE EDUCATIVO PEDAGÓGICO: HABILIDADES COGNITIVAS

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2019

Exergames: interação de humano com computador através de motricidade, jogos lúdicos e raciocínio lógico diante de tela gigante




O vídeo acima Exergames, foi indicação via Facebook de Adriana Mendes, professora de Rio Grande, Rio Grande do Sul, Brasil e trata-se, como descrito na apresentação do mesmo, de um novo desafio ao ensino da Educação Física, tantos para os níveis escolar e superior, pois essa tecnologia que faz parte da área da computação, conhecida como "Interação Homem Computador", visa integrar a mobilidade da prática esportiva aos jogos virtuais, incorporando uma tela interativa.
Nessa tela interativa, o aluno se torna um jogador que precisa trabalhar com a coordenação motora, o raciocínio, a lógica, além da própria ludicidade dos jogos em geral e da cultural digital, em especial, do universo dos videogames.
Ao invés de ter um Kinect que possui um sensor que reconhece movimentos, o jogador precisa se movimentar utilizando raquetes, bolas e a própria mão para arremessar em determinada área do telão.
Os jogos, em suas variadas formas, de digitais ou de cartas, tabuleiro, etc trabalham com o imaginário, com o raciocínio e com a questão lúdica, em qualquer idade, ativando a motricidade, lateralidade, e muito mais. E valer-se da cultura digital para desacomodar justamente crianças e jovens tão conectados a jogos eletrônicos em consoles, smartphones e tablets, que passam horas parados diante de telas sem se movimentar.
Como consta na apresentação do referido vídeo: "O jogo é o grande conteúdo da Educação Física e através dele é possível ensinar de forma lúdica os esportes, as lutas, as danças, as ginásticas e até mesmo ensinar o jogo com o próprio jogo. Exergames podem ser usados como ambientes virtuais de aprendizagem para o ensino de Educação Física escolar. No ensino superior, eles podem auxiliar na visualização dos conteúdos de disciplinas como Fisiologia do Exercício, Biomecânica e Aprendizagem Motora, além de possibilitar a iniciação esportiva e o ensino de diferentes esportes". (Fonte do texto: VAGHETTI, César et al. Exergames: Um desafio à Educação Física na era da tecnologia) Via. UNIGRA.

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2019

Livro Vivo Gigante: projeto de contação de histórias interativas através da dança e música




O vídeo acima Ciranda Cirandinha, descobri nos vídeos correlatos do YouTube é uma interessante ideia chamada LIVRO VIVO, que é um "projeto de contação de histórias que saem de dentro de um livro gigante, com música ao vivo e a interação das crianças", feito em São Paulo (SP), Brasil.
O contador de histórias tem um canal de vídeos no YouTube onde consta outros audiovisuais, conforme link abaixo:

LIVRO VIVO

Abaixo, mais alguns vídeos do LIVRO VIVO, envolvendo música, dança e contação interativa de histórias para crianças:





A ideia de um livro gigante, estética e poeticamente é criativa e trabalha com o imaginário infantil. Mesclar com música, dança e interatividade, melhor ainda.
Como o editor do Educa Tube Brasil sempre diz: Não é preciso criar projetos grandiosos, mas que contenham em si o germe da simplicidade, pois é esta que permite a continuidade; como no projeto em questão, que precisa apenas de uma painel em formato de livro gigante - e pra o imaginário infantil é um livro gigante mesmo! -, além de doses de alegria, humor, empatia, sensibilidade, e arte, muita arte com dança, música, coreografia e contação de histórias que prendam a atenção dos pequenos ouvintes e futuros leitores de livros e mundos vivos!

quinta-feira, 3 de janeiro de 2019

Tabela periódica interativa criada por professor de Química mostra o propósito prático e cotidiano de cada elemento




A imagem acima, encontrei na rede social, através do portal da Revista Galileu, e trata-se de criativa TABELA PERIÓDICA INTERATIVA, desenvolvida pelo norte-americano Enevoldsen que mostra através de exemplos, imagens e explicações (em inglês) o propósito de cada elemento no cotidiano.
Muito interessante para os professores de Química mostrarem o sentido de se estudar essa tabela e o significado prático de cada elemento.
De acordo com a notícia: Enevoldsen é formado em física pela Colorado College, nos Estados Unidos, e atualmente trabalha como engenheiro de softwares. "Quando era criança, gostava das tabelas periódicas com figuras, mas elas nunca tinham boas imagens de todos os elementos", disse ele à BBC.
E o mais interessante que ele comenta que: "Inspirado pelo livro Building Blocks of the Universe (Blocos de Construção do Universo, em tradução livre), de Isaac Asimov, que possui relatos da história e do uso dos elementos, o engenheiro desenvolveu a 'The Periodic Table of the Elements, in Pictures and Words' (A Tabela Periódica dos Elementos, em Figuras e Palavras)". Ou seja, a Literatura influenciando a ciência.
Para interagir com essa criativa produção, basta clicar no link abaixo, e ao clicar em cada elemento, aparece no canto superior da imagem dados sobre o mesmo:

TABELA PERIÓDICA INTERATIVA

Mais um detalhe interessante: "O site de Enevoldsen também disponibiliza a tabela em pdf em diversos tamanhos para serem impressas em casa — tudo de graça", veja a seguir:

TABELA PERIÓDICA INTERATIVA PARA IMPRESSÃO

segunda-feira, 16 de outubro de 2017

Spinner humano: astronauta vagando e brincando entre o "Mundo da Lua" e o da Imaginação




O vídeo acima Fidget spinner spinning in space!, descobri no Twitter e achei no YouTube e trata-se de divertida e criativa ideia do astronauta Randy Bresnick e outros colegas (Mark T. Vande Hei, Joseph Acaba e Paolo Nespoli), de a bordo da ISS - Estação Espacial Internacional levar e brincar com um spinner e até girando na gravidade reduzida (zero) como se fosse um spinner humano, dando cambalhotas no ar da estação espacial.
Um exemplo de como o educador (seja pai ou professor) pode ser criativo, incorporando pequenas coisas do cotidiano do filho e/ou aluno, de forma criativa e divertida. Não é preciso ir ao espaço, nem estar numa estação espacial para fazer algo especial.
Basta ter bom humor e saber adaptar algum elemento do imaginário do jovem ou do próprio imaginário no fazer pedagógico, sejam jogos, filmes, livros, esportes, músicas etc.
Os "fidget spinners" se tornaram uma mania mundial entre os jovens e este vídeo pode servir a um professor de ciências ou de física, em parceria com um de educação física e de artes a falar de coisas inter e multidisciplinares. Pois já dizia o poeta: "Tudo vale a pena, se alma não é pequena".
Um spinner indo onde nenhum outro antes esteve, parafraseando o seriado Jornada nas Estrelas (Star Trek). :-)
No link abaixo, do canal de vídeos da NASA, é possível assistir a outros vídeos interessantes:

NASA Johnson (Centro Espacial)

terça-feira, 4 de outubro de 2016

Dança de Shiva: Não é efeito visual digital, mas pura sincronia de dançarinas surdas




O vídeo acima, que intitulei A Dança de Shiva, descobri no Facebook da colega e amiga Carla Kalindrah, arte educadora do Rio de Janeiro (RJ), Brasil e trata-se de deslumbrante e fabulosa apresentação de grupo de dança que simula a deusa Shiva e o bailado.
Inicialmente pensei tratar-se de uma projeção ao fundo, um efeito visual digital, mas que nada, pura magia da sintonia e sincronia de um trabalho em grupo! E mais impressionante, quando pesquisando as legendas em russo, li comentário de que todas as bailarinas são surdas, o que deixa mais incrível o resultado, pois não ouvem a canção!
Um exemplo de coordenação em grupo, de magia e precisão, de razão e emoção, de criatividade e espiritualidade.
Nos comentários do Facebook vi alguém dizer que lembra o clipe Where Have You Been (Onde você esteve), de Rihanna, logo abaixo, mas há que se dizer que deve ser justamente o contrário. A cantora norte-americana que se inspirou na dança de Shiva, e provavelmente seu clipe possua efeitos de computação gráfica. Mas que permite uma atividade intertextual entre os dois vídeos:



sábado, 10 de setembro de 2016

Retratos feitos de papel colorido destacam a beleza da terceira idade (arte, imaginação e sociedade)




O vídeo acima Jade: making paper portrait, descobri na rede social via portal ZUPI, e trata-se de incrível e criativa ideia da artista Yulia Brodskaya de fazer "Retratos de papel que destacam a beleza da terceira idade".
Um ideia simples e ao mesmo tempo complexa, de uma beleza única, de reunir cadernos de papel colorido e criar um imenso mosaico em forma de retrato de pessoas idosas, e que me lembra cena de um episódio de seriado antigo, que tento reencontrar no You Tube (ainda sem êxito) em que um paciente de hospital, com problemas emocionais, quer construir uma antena no pátio do prédio para receber sinais de civilização alienígenas. Diagnosticado como esquizofrenia, ninguém lhe dá atenção exceto uma jovem médica que lhe consegue material de sucata para que ele construa seu invento. Com a antena funcionando, ele recebe misteriosos sinais em código binário, que ao serem impressos em dezenas de páginas e mais páginas são uma sucessão de uns e zeros apenas. A médica leva toda aquela papelada para casa e a coloca em rigorosa ordem de impressão no chão de sua sala e fica ali observando sem nada entender. Até que quando sobe ao segundo piso e lá do alto olha para baixo tem uma incrível surpresa. Como imenso mosaico, aquelas folhas reproduzem um rosto humanóide (algo que também remete ao filme Contato inspirado no livro de mesmo nome do cientista, astrobiólogo, astrônomo, astrofísico e escritor Carl Sagan).
Tenho pesquisado em sites de filme, séries, por enquanto sem sucesso de reencontrar essa cena para linkar aqui neste post e fazer uma reflexão sobre esse olhar panorâmico que todo educador deve ter, de ver no nível do aluno, dar crédito aos seus sonhos, mas também elevar-se para uma visão mais ampla do tema.
Se alguém souber de algum dado sobre esse episódio que fiz pequena sinopse, e puder me contatar, desde já agradeço, pois na pequena agenda que tenho está escrito tão-somente: "Quinta Dimensão", e com esse nome achei o seriado Além da Imaginação (The Twilight Zone), chamado também de Quinta Dimensão mas dos episódios que assisti, nenhum corresponde ao referido acima.
Pesquisando, encontrei outro interessante episódio chamado The Message (A Mensagem), do seriado The Outer Limits (A Quinta Dimensão), que "foi uma série de televisão de ficção científica norte-americana que foi ao ar pela ABC, exibida em dois períodos (1963 - 1965) e (1995 - 2002). A primeira versão era uma coprodução EUA/Canadá. No Brasil foi lançada apenas a 1ª temporada da série (1995 - 2002) em dvd".
A seguir, episódio em que cientista surda (a atriz Marlee Matlin é surda na realidade) recebe uma mensagem alienígena também em código binário (aos 21 min), e que ao colocar inúmeras folhas de papel na parede, consegue perceber que entre as lacunas há algo estranho, que ao desenhar com caneta vê se transformar em desenhos que foram colocados na nave Voyager, sobre as características da civilização humana, para futuro contato com civilização extraterrestre:



Todos os educadores, sejam pais ou professores, precisam estabelecem uma comunicação com seus filhos e alunos através de mensagens que não sejam binárias, mas que permitam decodificação.
O grande mosaico do cinema e da televisão, como o mosaico de Yulia, nos permitem refletir sobre a importância da arte e da cultura na educação, do olhar observador do aluno junto ao do professor, de termos visões horizontais e verticais sobre um mesmo tema e muita coisa mais. Da reciclagem não apenas de papel e outros materiais, mas de ideias.
O cinema, a televisão e todo o imaginário do professor podem ser grandes aliados ao seu fazer pedagógico, desde que tenham significado, coerência e intertextualidade com o conteúdo a ser ministrado.

sexta-feira, 9 de setembro de 2016

Aprendendo e se divertindo nas aulas de Ciências com Pokémon Go




O vídeo acima Como o Colégio Madre de Deus inseriu o Pokémon em sala de aula, descobri através do Twitter do professor Sílvio Meira, do Recife (PE), Brasil e trata-se de iniciativa de professora, também do Recife de transformar o #PokemonGO em tema de estudo em que os alunos consideram que aprendem e se divertem na aula de Ciências.
Conforme o portal POR AQUI:

"Através da profa. Isabel Borges, o game tornou-se uma ferramenta de aprendizagem capaz de unir diversão e conhecimento científico.
Uma professora do Colégio Madre de Deus provou que o jogo Pokémon Go vai além da polêmica sobre segurança e privacidade. O game tornou-se, com apoio de pais e alunos, uma ferramenta de aprendizagem capaz de unir diversão e conhecimento científico. A professora Isabel Borges, no colégio há 14 anos, propôs um desafio aos alunos: desvendar a taxonomia (classificação) dos pokémons.
O desafio era montar uma 'sinopse' dos personagens, mostrando sua formação, evolução e história. A maioria dos pokémons é uma junção de um vegetal com um animal, um prato cheio para as aulas de ciência. O projeto foi implementado inicialmente nas turmas de 7º ano. Tudo começou com desenhos de alunos voluntários na hora do intervalo. Depois Isabel propôs os desenhos com a descrição taxonômica. Cada estudante ficou livre para escolher que pokémon queria trabalhar.
'Quando eu entrei em sala no dia após o lançamento do jogo no Brasil, eu sabia que precisava de uma proposta pedagógica diferente. Ou a gente apresenta as 'modinhas' em sala de aula ou a gente sai perdendo', conta a professora, que também é caçadora de pokémons. 'Por exemplo, de dia há pokémons que vivem na superfície. De noite, debaixo da terra. Isso já me permitiu falar sobre fotossíntese e seres autótrofos e heterótrofos', detalha a docente. br /> 'Como o 6º ano também sabia que eu jogava e que tinha passado o desafio para o 7º ano, eles terminaram entrando no projeto. Para eles, a atividade era desenhar o pokémon e escrever a sinopse em português e inglês', relata Isabel sobre a parceria com o professor Josué Gomes. Ao final, todos os alunos montaram uma exposição coletiva no pátio do colégio.
'Não podemos nos furtar da realidade, mas devemos transformá-la para que seja sempre positiva para os alunos, uma vez que eles estão em construção', opina vice-diretora Colégio Madre de Deus, Cláudia da Fonte. Sobre a polêmica da invasão de privacidade do jogo, Isabel avalia que 'o Facebook é muito mais invasivo'. O colégio acredita que o projeto também ajudou os alunos a condicionarem melhor os horários: há horário para estudar, para brincar e também para estudar brincando.
'Eu busquei uma ação pedagógica diante da adesão dos alunos e das críticas que eu ouvia de outros adultos. E aí, nesse processo, você não distingue quem é a Isabel professora, mãe, mulher, pessoa", conta a docente, adepta confessa do mundo dos games, mãe de dois adolescentes. O mais legal é que, aos 50 anos, eu tenho idade para ser avó de muitos desses jovens. Acho que eles se questionam 'como essa professora de 50 anos joga Pokémon Go?', brinca"
.
Para ver fotos da atividade, basta clicar no link abaixo:

Como o Colégio Madre de Deus provou que Pokémon Go combina com sala de aula

terça-feira, 30 de agosto de 2016

Pintura corporal sob a luz ultravioleta formando imagens coletivas geniais



O vídeo acima, que intitulei de Arte Viva, encontrei no Facebook da colega e amiga Ivanise Meyer, educadora do Rio de Janeiro (RJ), Brasil e editora do blog Baú de Ideias.
Trata-se de impressionante pintura corporal coletiva, formando diversos seres vivos por outros seres vivos, que à primeira vista engana o olhar. Uma belíssima, criativa e originalíssima ilusão de ótica de Joahannes Stötter, artista italiano, que faz pintura corporal sob luz ultravioleta com efeito hipnotizante.
A rã gigante, por exemplo, envolve a participação de cinco pessoas: quatro para simulação dos membros inferiores e superiores, e uma para tronco e cabeça, num efeito simplesmente surpreendente e fabuloso.
A arte permite infinitas possibilidades, quando é dada vazão à criatividade. Existem diversas pinturas corporais, de efeito também deslumbrantes, mas o que destaca a produzida por Johannes é esse conceito do coletivo: duas, três, quatro pessoas, cada uma parte de um todo. Um conceito que a educação precisa melhorar trabalhar em sala de aula, com professores e alunos produzindo em conjunto atividades, projetos, ações inter e multidisciplinares. Seja na articulação entre educadores, seja na parceria com os alunos. Todos possuem seus saberes que devem ser compartilhados; todos têm suas descobertas que precisam ser socializadas.
O todo é composto por inúmeras partes. Somos únicos, mas pertencemos a um grupo social, à uma comunidade. Ninguém vive só, ninguém produz sozinho. Somos todos influenciados pelas leituras de livros, filmes, canções... Pelas leituras de mundo.
Segue o making off completo dessa ARTE VIVA sob luz Ultravioleta:



Abaixo, link para o canal de vídeos do artista, no You Tube:

JOHANNES STÖTTER - PINTURA CORPORAL

quinta-feira, 30 de junho de 2016

Educadores Transformers: motorista transforma ônibus escolar em galeria de arte expondo desenhos dos alunos que transporta



O vídeo acima Motorista transforma ônibus em galeria de arte expondo desenhos de alunos em Rio Grande (RS), descobri na página Projeta Rio Grande RS, no Facebook e trata-se de interessante matéria da TV Rio Grande, da cidade de mesmo nome, no extremo sul do Rio Grande do Sul, Brasil, que mostra a iniciativa do motorista Márcio Medina e da monitora Rosane Costa que transportam 80 crianças em transporte escolar público da casa para escola e que encontraram uma maneira simples, divertida e relevante de transformar aquela viagem.
O motorista transporta e transforma os desenhos das crianças em galeria de arte móvel. Em parceria com a monitora escolar, Márcio tornou-se um educador transformador, fazendo de sua profissão também um meio de interação e integração, além da simples transposição de alunos de casa para a escola e vice-versa.
Iniciativas simples mas eficientes, pois valorizam o convívio social, estimulam a autoestima, promovem a descoberta de talentos, além de transformar a viagem em pura alegria para todos.
Como bem disse Márcio> "Educação é a base de tudo", e ele poderia ser apenas um bom transportador de pessoas, mas acabou tornando-se um transformador de sonhos. Parabéns a todos por essa bela viagem pela imaginação, com criatividade, simplicidade e motivação.
Somos todos educadores transformadores e cada um pode contribuir para um mundo melhor com pequenas ações, como essa e outras mais que este blog educacional sempre destaca pela sua relevância.
No caso do motorista Márcio Medina, podemos dizer que ele seja também um quase Transformers - isso mesmo, como no filme de ficção científica em que robôs se transformam em automóveis. No caso específico dele, um motorista que se transformou num educador, um educador Transformers. :-)

domingo, 12 de junho de 2016

A corrente do bem na legítima rede social da solidariedade e da multidisciplinaridade




O vídeo acima Resgate de Cão, descobri, primeiramente no Facebook do amigo Fernando Luis, músico e poeta de Rio Grande (RS), Brasil e posteriormente o encontrei no You Tube.
Trata-se de um resgate de um cão, em Sayrane, Rússia, quando uma ação entre pessoas que passavam pelo local foi registrada por uma câmera ou telefone celular e depois compartilhada na rede social.
Mais que uma ação entre amigos, em que cada um segura o outro para criar um cabo humano para poder alcançar o cachorro e trazê-lo para cima, longe daquele canal de água, é um extraordinário ato de solidariedade e humanidade, de fraternidade, diante de notícias tão cruéis e desumanas que povoam os noticiários.
Infelizmente é um vídeo que viralizou apenas nas redes sociais, mas que na grande mídia televisiva não tem espaço para ações solidárias. Vemos poucas notícias assim, e existem muitos casos mundo afora. Mas a lógica perversa e inversa dos meios de comunicação, em sua maioria, é o do sensacionalismo, de destacar as tragédias, a violência, o caos, que até existem, mas que proporcionalmente não são em maior escala.
Pensando nessa corrente do bem, lembrei da importância de ações educativas que ocorrem dentro das escolas serem também publicizadas. Em minhas andanças pelo planeta educação, tenho conhecido muitas ações entre colegas e seus alunos, mas que muitas vezes ficam restritas à sala de aula e ao interior dos muros da escola. Este blog foi criado, inclusive, como um espaço para divulgação dessas ações individuais e coletivas entre professores e alunos.
O vídeo acima pode ser pensado como uma metáfora da inter e da multidisciplinaridade, quando dois ou mais professores unem forças, dão-se as mãos, entrecruzam seus saberes em um projeto, atividade ou ação educativa para resgatar os valores e conteúdos que suas disciplinas têm em comum e alçá-las ao devido patamar acima das questões superficiais...
Mas como demonstra o vídeo, a inter e multidisciplinaridade é uma ação coletiva que requer em sua execução, um planejamento, uma ideia inicial, um objetivo, que proporcione tentativas, algumas que poderão não ter o resultado esperado no início, mas que pela persistência, pela avaliação de tempo e espaço e a autoavaliação do potencial coletivo, poderão atingir o sucesso, como a rede social que se instalou lá naquele local e conseguiu, após algumas tentativas, resgatar o cão...
Nossas ações, enquanto educadores, poderão resgatar não somente um professor desestimulado, como um aluno, uma turma, até uma escola, se for pensada de forma coletiva e souber envolver a todos no mesmo objetivo. Eis a lição que aquela ação social me fez refletir sobre uma ação educacional.

Para promover a intertextualidade entre este vídeo e seu título, remeto a outra postagem (mais antiga) deste blog, que remete ao filme de mesmo nome:

Corrente do Bem - a conta que muda o mundo (cinema, educação e rede social)

segunda-feira, 18 de abril de 2016

"O que você gostaria que eu, sua professora, soubesse?": E o outro lado da educação: O mundo do aluno




O vídeo acima "O que você gostaria que eu, sua professora, soubesse?", foi indicação via Facebook da colega e amiga Marisa Barreto Pires, educadora de Rio Grande (RS), Brasil e trata-se de perguntas que a professora Luana Tolentino fez a seus alunos e suas respostas comoventes.
A professora Marisa Pires me apresentou o referido vídeo com a seguinte frase instigante: "O quanto não sabemos nada sobre nossos alunos!!!!".
De fato! Quantas vezes passamos na vida dos alunos e alunos passam na vida dos professores, sem um conhecer o outro?
Uma experiência que fez lembrar ao editor deste blog, quando fez seu estágio-docência na graduação em letras e seus 43 alunos. Como era impossível memorizar e conhecer todos adequadamente na disciplina de Introdução aos Estudos Literários, foi proposto, entre as diversas atividades, alguns desafios online, um deles era que cada um enviasse ao professor um email com breve autodescrição do aluno, motivo de escolher o curso, perspectivas quanto à disciplina e sonhos futuros. Foi incrível o conhecimento improvável, sem esse recurso, descobrindo um pouco de cada um e estabelecendo com eles esse diálogo virtual. Ao final da disciplina, cada um recebeu deste editor e professor um livro o mais próximo que foi possível estabelecer de identidade literária professor-aluno.
São essas expedições ao universo do aluno que permitem o professor pensar estratégias, não apenas de interação, mas didáticas e metodológicas, conforme o perfil de uma turma.

quarta-feira, 2 de março de 2016

Pebolim na Terra de Gigantes? Esportividade, intertextualidade e interdisciplinaridade em grande escala na escola


Necessito <3

Publicado por Videos Whatsapp em Sexta, 29 de janeiro de 2016


O vídeo acima, que intitulei de Pebolim na Terra de Gigantes, foi indicação via Facebook de minha esposa e colega Elisabete Brasil Roig, educadora em Rio Grande (RS) Brasil e trata-se de divertido, criativo e original vídeo em que pessoas se reúnem dentro de um espaço que simulando um pebolim (ou totó como alguns chamam), em escala gigante, que faz com que pessoas pareçam aqueles bonecos de plástico presos a varas para rebaterem a bola de futebol.
Ótima sugestão para professores de história (livros que inspiraram seriados antigos de TV e suas influência na arte, cultura e imaginário de uma sociedade), de português (intertextualidade entre literatura e cinema, como o livro As Viagens de Gulliver de Jonathan Swift adaptado para o cinema e TV), de matemática (aula de proporção, escala, cálculos matemáticos) e educação física (jogos e esportes interativos e coletivos) se unirem em uma atividade inter e multidisciplinar, na construção de um pebolim gigante no espaço escolar.
O editor deste blog educacional, quando menino e jovem, muito praticou esse jogo e brincadeira, e o vídeo em questão demonstra que nunca é tarde para que crianças de todas as idades e tamanhos possam brincar. A expressão "Terra de Gigantes" remete a seriado antigo (uma versão das "Aventuras de Gulliver" na era espacial?), da década de 1970, que passa na TV, quando eu era um menino que usava calças curtas com suspensórios e que pode ser conferido no vídeo abaixo, encontrado no You Tube:



Abaixo, sinopse do seriado que encantou uma geração:

"Num futuro próximo (1983, segundo o episódio piloto), tripulantes e passageiros da nave sub-orbital Spindrift partem para uma viagem de Los Angeles a Londres seguindo uma rota parabólica em torno do planeta. Ao chegarem nos limites da atmosfera, o Spindrift é colhido por uma tempestade espacial e transportado para um misterioso planeta que parece em tudo igual a sociedade americana de 20 anos atrás. Porém, os habitantes e tudo o mais são em tamanho "gigante" e os viajantes se veem como 'pequeninos'. Não há muitos detalhes do governo dos gigantes mas o mesmo aparenta ser um Estado totalitário que oferece uma recompensa pela captura dos viajantes, pois temem a tecnologia terrestre superior".

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2016

O presente: vídeo animação adaptado de tirinhas que tem final surpreendente




O vídeo acima, The Presente (O Presente), um dos vídeos de animação mais vistos e premiados em 2014, foi indicação via Facebook pela colega e amiga Marisa Barreto Pires, educadora de Rio Grande (RS) Brasil, e é encantador pois trata de algo comum a todos: a relação de pais e filhos, que também pode ser estendida a professores e alunos.
O vídeo adaptado de obra de Jacob Frey inicia com um menino vidrado em um jogo eletrônico, possivelmente de guerra, que de repente recebe um presente inusitado da mãe: um cão de estimação. Todavia não é um cão comum, tampouco o menino o é... Ambos tem algo em comum que os identifica e aproxima.
Um rico material para tratar de limites e limitações, sobre inclusão, interação, interação, alteridade...
Conforme apresentação do vídeo, feito pela Revista Pazes: "Vídeo internacionalmente premiado mostra, de modo belo e emocionante, o quanto a integração entre o homem e os animais pode auxiliar o humano a superar as suas limitações e, até mesmo, a reumanizar-se.
O vídeo foi feito sob inspiração de uma tirinha feita por um brasileiro, Fábio Coala. Trata-se de um ilustrador e quadrinista brasileiro de talento reconhecido.
Em 2012, no blog Mentirinhas, criou em 2012 uma tirinha que correu o mundo, chamada 'Perfeição'"
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Abaixo, link para a tirinha que inspirou o vídeo:

MenTirinhas: Perfeição

terça-feira, 6 de outubro de 2015

A Ponte: Curta-metragem de animação para transposição dos desafios da educação




O vídeo acima, Bridge (Ponte), descobri no You Tube, no canal de vídeos Max Estratégias Humanas e tem como temas: Concorrência, Competição e Bom relacionamento.
Entretanto, o Educa Tube Brasil adapta o referido à reflexão educacional, sobre os desafios de educadores e educandos, em pleno século XXI, cada qual ainda de um lado da margem, necessitando atravessar a ponte para conhecer um ao mundo do outro.
Creio que mesmo com a adoção das Tecnologias da Informação e da Comunicação (TIC), das mídias e redes sociais, da multimídia e outros recursos tecnológicos eletrônicos nas escolas, ainda estamos, tanto como educadores como educandos, no meio dessa travessia, e como bem ilustra o vídeo acima, com o impasse de quem deve ceder a quem a passagem, quando na verdade, ambos deveriam ser anfitriões, um no mundo do outro: o educador, seja pai ou professor, convidando seu aluno e/ou filho a conhecer um pouco da margem e do tempo em que viveu, quando jovem e hoje adulto, e os jovens da atualidade, mostrando um pouco das possibilidades deste "Admirável Mundo Novo" das inovações tecnológicas.
Deste diálogo entre gerações, superado esse choque inicial, essa ponte pode ser de livre trânsito a ambos, contribuindo para estratégias mais eficientes de interação na família, na escola e na sociedade.
Um bom material para abrir um debate entre pais e professores, professores e gestores escolares, gestores escolares e gestores públicos, pais e filhos, professores e alunos, enfim, toda a comunidade escolar.

quinta-feira, 2 de julho de 2015

Pintura famosa de Edvard Munch "O Grito", animada ao som de Pink Floyd (intertextualidade)




O vídeo acima The Scream (O Grito), trata-se de criativa animação da famosa pintura O Grito (1893), de Edvard Munch, pintor expressionista norueguês, em que o animador romeno Sebastian Cosor dá vida unida a famosa canção "The Great Gig in the Sky" (1973), da banda inglesa Pink Floyd. Abaixo, versão de estúdio da canção The Great Gig in the Sky (O melhor show no céu, tradução livre do blog), do álbum The Dark Side of the Moon (O lado escuro da lua):



Saber ler uma imagem é tão importante como interpretar um texto escrito.
E o vídeo em questão é um pequeno exemplo de como a intertextualidade e a interdisciplinaridade podem funcionar na prática, a partir da junção de áreas distintas do conhecimento humano, através de sobreposição da arte plástica com a música, do cinema com a educação, pois é possível com um pequeno vídeo como este tratar de pintura, música, dança, história, tecnologia etc.
É possível trabalhar a questão da tecnologia em sentido amplo, que permitiu essa animação dar vida a uma obra de arte estática, incorporando a ela elementos sonoros, de movimento, graças a criatividade do autor. É uma releitura animada e sonora de uma obra fixa, de uma belíssima peça de museu.
O que era estático, tornou-se móvel, como a própria questão da metodologia e da tecnologia no cotidiano escolar devem ser pensados noutro contexto, de mobilidade, de outros ambientes de aprendizagem, além da sala de aula (laboratório de informátca, sala de vídeo, teatro, biblioteca, saídas de campo) que proporcionem a mobilidade do professor, dos alunos e dos equipamentos, não tão fixos à mesas e cadeiras e a salas de aula tradicionais. Que a sala de aula possa ser móvel, nesse sentido, podendo ser levada para um museu, um teatro, um palco, uma rua, qualquer parte.
Promover esse diálogo e mobilidade entre arte, cultura e sociedade com a comunidade escolar, diretamente entre professores e alunos, e indiretamente, convidando pais e/ou responsáveis para assistirem ao resultado dessas experimentações, é um dos grandes desafios do educador do século XXI, que precisa ser um mídia e arte educador. Afinal, público e notório que a arte é uma linguagem universal, que qualquer pessoa, independente do idioma e país em que viva será sensibilizada por uma canção, uma pintura, uma manifestação artística, que poderá ser o fio condutor de uma boa dinâmica de grupo, seja em um projeto de aprendizagem, numa atividade extra-curricular ou na prática escolar em geral.
Recentemente o Educa Tube Brasil destacou uma possível aula de história da arte através de um divertido videoclipe de uma banda pop, em que os integrantes desta se travestiam de personagens de famosas telas de grandes mestres da pintura universal, e igualmente trata-se de uma ação intertextual e interdisciplinar, comunicando-se música e artes plásticas, vejam logo a seguir:

A história da arte através de um criativo videoclipe

Para saber mais sobre a criativa e original animação de Sebastian Cosor, recomendo link abaixo (em inglês), do portal Open Culture (Cultura Aberta):

Edvard Munch’s Famous Painting The Scream Animated to the Sound of Pink Floyd’s Primal Music

Ainda sobre a intertextualidade das ates plásticas com a música, pesquisando sobre a obra de Munch, descobri que o pintor escreveu um poema, também intitulado O Grito (abaixo), que serve a um trabalho envolvendo igualmente a literatura:

“O Grito”

‘Estava andando pela estrada com dois amigos
O sol se pondo com um céu vermelho sangue
Senti uma brisa de melancolia e parei
Paralisado, morto de cansaço…
… meus amigos continuaram andando - eu continuei parado
tremendo de ansiedade, senti o tremendo Grito da natureza’
Edvard Munch

quarta-feira, 13 de maio de 2015

“Vida no Smartphone” e o dia que "Esqueci meu celular"




O vídeo acima Life Smartphone (Vida no Smartphone), foi indicação via Facebook da colega e amiga Marisa Barreto Pires, educadora de Rio Gramde RS, Brasil que serve para um debate sobre o uso da tecnologia no cotidiano e também na educação.
No curta-metragem de animação de Xie Chenglin, um estudante de animação chinês, premiado pela Academia Central de Belas Artes de Pequim, China, é um desses vídeos que torna-se viral, que mostra cenas caricatas de pessoas que vivem literalmente com a cabeça baixa, diante de pequenas telas de seus telefones inteligentes (smartphones), sem perceber o que se passa ao redor. Apesar do exagero, quem nunca viu cenas assim de pessoas alheias ao que se passa no entorno, vidradas na tela de seu telefone, estejam onde estiverem, seja em casa, na rua, no shopping, no paque, em casamentos, batizados, etc.
Tenho vivenciado coisas assim: vou cortar cabelo e o barbeiro atende telefone, consulta agenda, manda mensagens enquanto espero; em lojas, atendentes consultando seu perfil em rede social, e quase peço "desculpas" pelo incômodo de pedir sua atenção no atendimento.
As pessoas estão conectadas ao mundo virtual e desconectadas ao que acontece em volta. Muitos parecem abduzidos por uma luz que o suga para uma nave espacial, para um mundo paralelo. Alguns vivem em uma Matrix, onde só conseguimos conversar com alguém, mesmo presencialmente, do lado deste, se conectados virtualmente.
Algo que me remete a artigo intitulado "Transformação digital é muito mais que automatização" , nem tanto pela questão de "Entender o fenômeno da digitalização e fazer os primeiros movimentos pode trazer como prêmio a liderança em um novo cenário de negócios que já está delineado: a economia digital"; mas, pela questão de que essa automatização, mecanização, robotização na educação, não é aconselhável; pois como sempre Educa Tube Brasil declarou: "Precisamos mais humanizar as máquinas do que robotizar as pessoas".
Hoje, algumas pessoas parecem zumbis cam inhando cabisbaixas, olhando pra telas, e a teclogia, como qualquer outro artefato, deve ser usada com moderação, para que não se torne uma patologia. Na pedagogia, pode ser um grande aliado, se integrado à prática escolar que envolva planejamento e adequação ao conteúdo e à realidade local.
Para interligar a animação, indico logo abaixo, o curta-metragem I Forgot My Phone (Esqueci Meu Telefone), que descobri no You Tube, e que mostra um dia na vida de uma moça que convive com seres conectados ao digital e pouco ao mundo real: