sábado, 30 de novembro de 2013

Variações sobre "Saudações ao Sol": apresentação que une ioga, ballet e música; física e educação física



O vídeo acima Variations On Surya Namaskara ou Variations on Sun Salutations (Variações sobre Saudações ao Sol), de Philip Askew (instrutor de ioga) e Lydia Walker (antiga integrante da School of American Ballet), com acompanhamento (música de improvisação) do pianista Jonah Rank e trata-se de parte da apresentação na Columbia Ballet Collaborative's Fall Show, em New York Studio Center, em 22 de novembro de 2008.
Uma fascinante apresentação, demonstrando as possibilidades que os corpos são capazes, e descobri via Facebook de José Carlos Antonio, educador de Vila Americana, SP, Brasil, que fez o seguinte comentário que me despertou para outras possibilidades, além da arte e cultura: "Uma das muitas partes boas em ser um físico é que eu vejo a graça, a leveza, a precisão, a harmonia e a beleza estética disso... Mas também vejo alavancas, momento da força, centro de massa, conservação da energia... Ah, como tudo é belo quando os olhos podem ver com a alma..."
De fato, o olhar de educador é assim mesmo: uma coisa nunca é apenas uma coisa, tem que ter algo mais, que possamos utilizar em nosso fazer pedagógico... E a dança, a música, o esporte, os jogos, a arte e a cultura em geral podem ser estas alavancas, que elevam o prazer de aprender e ensinar uns aos outros... Ensinar com o corpo, mas com a voz que vem da alma...
Uma atividade que une ioga, ballet e música... Mas uma pequena aula de física também, como bem observou o professor José Carlos Antonio. E diria mais: a física unida à educação física, educação artística e muito mais...
Unir forças, seja ioga e ballet, música e teatro, educação e tecnologia, arte e cultura, escola e sociedade, são grandes desafios para grandes educadores e gestores escolares...

A Mensagem da Água: Experimento do pesquisador Japonês Masaru Emoto (e o Conhecimento como um Rio)



O vídeo acima, A Mensagem da Água, trata-se de experimento do pesquisador Japonês Masaru Emoto sobre o efeitos de sons, palavras e outros estímulos externos na configuração das moléculas da água, e serve para uma pequena reflexão sobre o poder motivador de um educador - seja pai ou professor - com seus alunos e/ou filhos, já que somos todos formados por água em cerca de 70% do corpo.
Conforme apresentação do vídeo no You Tube, o pesquisador Masaru Emoto "documentou visualmente estas mudanças moleculares na água por meio de suas técnicas fotográficas. Ele congelou gotas de água e examinou-as então sob um microscópio de campo escuro dotado de recursos fotográficos. Seu trabalho demonstra claramente a diversidade da estrutura molecular da água e do efeito do ambiente sobre a sua respectiva estrutura molecular"; e "(...) descobriu muitas diferenças fascinantes nas estruturas cristalinas da água de muitas fontes diferentes e condições diferentes ao redor do planeta. A nascente de água pura que jorra da montanha, mostra maravilhosos desenhos geométricos em seus padrões cristalinos. Águas poluídas e tóxicas das áreas industriais e povoadas, águas estagnadas das tubulações e represadas em armazenamentos mostram estruturas cristalinas definitivamente distorcidas e formadas aleatoriamente".
Pensar o conhecimento como um rio, em que o educador é este mestre náutico, terapêutico e pedagógico, que faz com que sua turma navegue e atravesse um caminho de ensino e aprendizagem, no poder das palavras como estímulo, incentivo, apoio ao estudo compartilhado, da troca de experiências exitosas e sensações prazerosas a todos, é uma travessia entre dois continentes: o do educador em relação ao do aluno e vice-versa... Desse choque de culturas, poderá esse encontro das águas, ora doces, ora salgadas, promover um benefício mútuo, tanto à escola, família, como à sociedade... Se adaptarmos este experimento para o cotidiano escolar, quem sabe a convivência "flua" melhor...
Se a água é como um espelho, que reflete nossa identidade externa, poderá também ser este espelho interior, refletindo também nossos sentimentos... E o Educa Tube sempre destaca que os educadores - sejam pais ou professores - são o primeiro espelho de uma criança, que reproduz movimentos, palavras, atitudes quando está em fase molecular de crescimento e aprendizagem.
E pensar que uma simples gota d'água pode conter tanto conhecimento interior...
Vejam abaixo, micro fotografias de flocos de neve, feitas por Alexey Kljatov, que encontrei no Facebook, e que vem ao encontro deste tema:



Vejam também, logo abaixo, Palestra com Masaru Emoto sobre O Poder da Água , um estudo sobre a influência do pensamento sobre as moléculas de água:



quinta-feira, 28 de novembro de 2013

Gnu ou "Não discuta com idiotas": animação divertida e reflexiva



O vídeo acima Wildebeest (Gnu), divertida animação produzida pela BirdBox Studio, descobri no Facebook do professor Antonio Mousquer, de Santo Ângelo, RS, Brasil, com o sugestivo e apropriado título de "Não discuta com idiotas". :-)))
A história é simples: um casal de gnus prestes a atravessar o rio, e ficam na discussão entre o que veem boiando na água. Para um é um jacaré, para o outro integrante do casal, apenas um tronco. Depois da insistência do gnu que pensa ser só um tronco, o que achava que era um jacaré perde suas convicções e resolve pular em cima daquilo para atravessar o rio. Eis que ele, infelizmente, estava certo, e pagou um preço alto por abandonar suas convicções em prol do outro intransigente.
Assim é a vida, vemos muitos teorizarem coisas, serem intransigentes em seus valores, jamais se arriscando a atravessar o rio, ou arriscar a vida, preferindo deixar aos outros o ônus da comprovação. São os que chamo de (sejam gnus ou não) portadores de uma "profunda superficialidade". Profunda enquanto teimosia; superficial, enquanto conhecimento prático, que carece de experimentação. Entretanto, conheço muitos (gnus ou não) que se consideram phD em assuntos gerais, mais dando "palpitações" com seus comentários estapafúrdios, preconceituosos, desprovidos até de razões lógicas, do que palpitando coerentemente sobre um tema.
Um vídeo divertido e ao mesmo tempo reflexivo, para discutir aquela máxima de que "as aparências enganam", mas as experiências e o método científico podem dar confirmação às meras suposições...

terça-feira, 26 de novembro de 2013

iDiotas: um filme de animação com robôs sobre a obsolescência planejada e a dependência do telefone celular



O divertido vídeo acima iDiots, foi indicação via Facebook do colega e amigo Alexsandro Oliveira, educador de Rio Grande, RS, Brasil e trata-se de um filme de animação com robôs sobre a obsolescência planejada e a dependência do telefone celular.
Uma divertida maneira de promover uma reflexão sobre a linha de produção de equipamentos eletrônicos (e bens em geral que são cada vez mais descartáveis, feitos para não durar, com uma vida útil cada vez menor, embora o preço esteja cada vez maior) e a linha (e sonho) de consumo das pessoas, que parecem mesmo robotizadas, usando o brinquedinho da moda, e aguardando a sua atualização e substituição, ainda que o "antigo" ainda esteja em condições de uso, mas a versão 3, 4, 5 é mais cobiçada... trocando cada vez mais rapidamente o novo pela novidade...
Conforme apresentação do referido vídeo, no Vimeo:
"O filme de animação idiotas joga com este duplo tema do vício telefone e obsolescência planejada, encenando robôs enormes que compram um novo telefone. Eles, então, descobrem novas aplicações e serviços que se agarram a sua [versão] idiota 4 até a morte de seu telefone ... e com a chegada do próximo modelo!
Note-se que os robôs presentes no vídeo são os modelos japoneses reais vendidos em kit. Big preguiçoso Robot, o estúdio que fez este vídeo, diz que não deve levar muito a sério a mensagem, pois é principalmente um vídeo promocional de rir de si mesmo. Mas, basicamente, você não pode deixar de dizer que o vídeo é justo e ver [nele] uma determinada realidade.
Basicamente todos nós somos um pouco bobos [robôs idiotas] em momentos de nossas vidas e alguns indivíduos com coisas que nem sempre podem controlar..."
Vejam também as relações entre pessoas que se tornam máquinas e máquinas que cada vez mais estão parecidas com pessoas nesta propaganda, chamada Audi A4 - Robots.

Audi A4 - Robots from BLR_VFX on Vimeo.


De certa forma, para algumas escolas e educadores, o aluno modelo é aquele robotizado, que não contesta, que não discute, que não promove diálogos, que apenas, em seu "código binário", diz: "Sim, senhor! Não, senhor!" Entretanto, educar não é mecanizar a educação, seja por processos de ensino-aprendizagem mecânicos, enquanto memorização, "decoreba" e assemelhados, seja pela incorporação de máquinas (computadores, tablets, datashow, lousa digital etc), antes mesmo da devida formação e mudança de paradigmas, pois a utilização de equipamentos eletrônicos no ambiente escola requer uma mudança na forma de educar, no tempo e no espaço, dando a mesma mobilidade das máquinas (sejam fones celulares, tablets etc) aos alunos...
Não se deve idiotizar o aluno, tampouco banalizar a tecnologia e a educação... Há que, como o Educa Tube sempre destaca: "Humanizar a máquina e não robotizar o aluno"... Pedagogicamente falando, há mais coisas entre a Didática e a Robótica que pode supor nossa vã Tecnologia...
Vejam também o documentário sobre o tema obsolescência planejada, link abaixo:

OBSOLESCÊNCIA PROGRAMADA E A SOCIEDADE DE CONSUMO

segunda-feira, 25 de novembro de 2013

Ainda dá Tempo (There is still time): um belo experimento social de economia sentimental



O vídeo acima Ainda dá Tempo (There is still time), foi indicação via Facebook da colega e amiga Solange Das Graças Seno, educadora de São Paulo, SP, Brasil, atuando na EMEI Ovídio Decroly. Trata-se de um criativo e original "projeto independente com o objetivo de abrir os olhos para o simples fato que para começar uma mudança, é preciso primeiro acreditar que ela é possível".
Um experimento social que perguntou a diversas pessoas como elas imaginam o futuro do mundo: os adultos bem céticos, diga-se de passagem, mas quando fazem a mesma pergunta a seus filhos (e em seguida mostram a seus pais), eis uma luz no fim do túnel... As crianças ainda sonham, têm um rico imaginário, que muitas vezes é tolhido pelo ceticismo dos adultos, sejam seus pais ou seus professores... Uma criança que deixa de sonhar é menos um tentando mudar esta dura realidade e nisso, como educadores - pais e/ou professores - temos a responsabilidade e função social de evitar... Uma criança que deixa de sonhar é menos uma possibilidade de mudar este futuro pensado pelos pais... Um cético é uma porta irremediavelmente trancada para o futuro... Sejamos mais sonhadores, lutemos contra o lugar-comum e a mesmice, pois acreditar nas coisas, se não mudar o mundo, poderá mudar nossa forma de relacionamento com o meio e o ambiente, e este meio é a soma de todas as coisas e gentes que neles convivem...
Afinal, quando foi a última vez (se é que teve uma primeira vez) que falou com seu filho abertamente sobre o futuro? Se ainda não fez, esta esperando o quê? Ainda dá Tempo! Comece logo a mudar o futuro, a partir deste presente (presente = tempo; presente = oportunidade), com ações simples mas duradouras, sustentáveis sob o ponto de vista econômico, ambiental, social, sentimental e, acima de tudo, educacional...

domingo, 24 de novembro de 2013

Muito além do peso: muito além de um documentário sobre obesidade infantil



O vídeo acima Muito além do peso (Way Beyond Weight), trata-se de impactante documentário sobre obesidade infantil e me foi indicado via Facebook pela colega e amiga Lilian Baungratz de Oliveira, educadora de Santo Augusto, RS, Brasil e editora do blog Informática, Educação e Afins. Conforme apresentação do vídeo no You Tube:
"Obesidade, a maior epidemia infantil da história. 'Um filme obrigatório para qualquer pessoa que se importe com a saúde das nossas crianças' - Jamie Oliver. Pela primeira vez na história da raça humana, crianças apresentam sintomas de doenças de adultos. Problemas de coração, respiração, depressão e diabetes tipo 2. Todos têm em sua base a obesidade. O documentário discute por que 33% das crianças brasileiras pesam mais do que deviam. As respostas envolvem a indústria, o governo, os pais, as escolas e a publicidade. Com histórias reais e alarmantes, o filme promove uma discussão sobre a obesidade infantil no Brasil e no mundo".
Um documentário brasileiro, com direção de Estela Renner e produção Executiva de Marcos Nisti, e patrocínio do Instituto Alana. Traz entrevistas com diversos especialistas, nas mais variadas áreas, de nutrição à publicidade, de psicologia à educação etc.
Inicialmente, Jamie Olivier desvenda a lógica da mídia, que coloca homicídios em primeiro lugar noticiários, quando que estatisticamente o que lidera as causas de mortes são as doenças cardíacas, o câncer, os derrames; e, o mais impressionante: que as nossas crianças viverão 10 anos a menos que nós por conta dos hábitos alimentares, fast food, American way of life de lanchonetes, consumismo por brinquedos, sem comer frutas e legumes (os doces saudáveis, da personagem Sportakos, de seriado infantil Lazy Town), preferindo doces industrializados.
Já, Ann Cooper, chef, escritora e educadora demonstra os efeitos da alimentação pós guerra, da tecnologia da guerra que veio pro front da vida doméstica, mudando radicalmente a nossa relação com os alimentos... Começou nos EUA e tornou-se uma epidemia mundial, o que o Educa Tube sempre teve essa impressão e concorda. A grande mídia, que lucra com a publicidade paga, e o complexo econômico mundial, que nos impõe seu modelo consumista e individualista, fazem-nos de cobaias; as redes de lanchonetes produzem lixo demais para um simples lanche, com produtos industrializados, formando um hábito nocivos à saúde, principalmente das crianças, expostas a estímulos, como brinquedos e brindes.
A médica Danielle Andreoni comenta que diagnóstico de uma criança de apenas 9 anos de idade e com 62 kg de peso, por conta exames de sangue, aparentavam de uma pessoa de mais de 60 anos. Que o excesso de comida, pouca alimentação nutritiva e vida sedentária diante de telas sem praticar esportes, as crianças acabam envelhecendo precocemente.
Entretanto, conforme esclarece William Dietz, diretor da divisão de nutrição, atividade física e obesidade do Centro de Prevenção e Controle de Doenças, dos EUA, os pais não podem fazer boas escolhas se não existem boas escolhas para serem feitas, pois em muitas cidades não há boa nutrição nem parques disponíveis, e até o prosaico andar a pé até a escola tornou-se perigoso demais.
Pensando nisso, o Educa Tube parou para refletir sobre esta "Matrix" da sociedade, em que não apenas os considerados obesos vivem num mundo virtual, querendo ser ágeis, fortes, belos, saudáveis diante de telas de computador, criando perfis, avatares digitais.
Atualmente, não se pode mais deixar as crianças sozinhas, como se fazia antigamente, por causa das drogas, violência, abusos, medo etc. Há pouco espaço para prática de esportes nos bairros, Brincadeiras antigas (soltar pipa, andar de bicicleta, perna de pau, aro, cabra-cega, amarelinha etc) perderam espaço para os jogos eletrônicos. São os fast foods que determinam a lógica do consumidor, em que crianças chantageiam os pais, e são ditadores em miniatura, chegando a trocar na escola borracha e lápis por doces e salgadinhos. Falta uma educação nutricional e sobra propaganda e consumismo, marketing e consumo. Seja com presentes, brinquedos, seja oferecendo grandes porções de refrigerante e lanche. Pais sentem-se reféns de filhos e de grandes corporações. Uma mãe diz que este tipo de propaganda é uma covardia, e o Educa Tube concorda, pois o brinquedo sendo bom, a comida pode ser até a porcaria, e as vezes é... Mas o consumo esta garantido... Sem falar na enorme produção de lixo que um simples lanche proporciona de caixinhas, toalhas de papel, copos plásticos, canudos, guardanapos etc. Uma vez contei mais de 10 itens...
A indústria - seja do vestuário, de brinquedos, jogos, produtos de higiene, o que for - vive em torno deste apelo, viciante, de exploração infantil emocional; algo que lembra até a lógica do tráfico, de viciar o usuário... E que um tubo de biscoito recheado equivale a 8 pães franceses!
Percebam que didática a forma como é demonstrada a questão do açúcar no refrigerante, do óleo na batata frita.
Alex Bogusky, diretor de criação e publicitário, diz: "A TV é a babá eletrônica de nossos filhos e a TV é outra 'pessoa' para dentro de casa, mas não é qualquer pessoa, é um vendedor, e este intruso se intromete da vida familiar" e ótima sua metáfora (aos 45min,) do tamanho dos prédios e quem trabalha pra quem (reis, igreja, governos, corporações)...
Susan Linn, psicóloga, diz que "a grande tragédia é permitir o acesso de publicitários às crianças, e que a publicidade enfraquece o brincar criativo; brinquedos mais vendidos são ligados à mídia" (é um sistema bem organizado... uma rede intrincada de interesses econômicos, acima de tudo e de todos); brinquedos com chips, que basta apertar botões e fazem tudo sozinho... Brinquedos são como sapatos, feitos para não durar muito, perder a graça e incentivar o consumo, para crianças se enjoarem e pedirem outro, e outro ad nauseaum...
Pais falam da lógica do supermercado e do consumo, em que produtos como chocolate e salgados estão colocados do lado da fila do caixa, e enquanto esperam são testados a paciência pelos filhos que pedem, pedem, pedem, até que os pais cedem... Esta inversão de valores foi criada pelas corporações de forma bem elaborada. Nada é por acaso. E o curioso é que mesmo em zona rural não se acha verduras e legumes, mas refrigerante tem em toda parte...
As refeições hoje são feitas diante da TV sem diálogo familiar, a nova Matrix social. O lanche virou refeição, acompanhada não de água, mas refrigerante. Crianças tendo artrite e trombose, o que era doença de idoso.
Para a socióloga Isleide Fontenelle, houve um tempo na história que as pessoas consumiam apenas o que precisavam consumir em uma relação direta com a utilidade do que com a quantidade, algo que remete ao documentário História das Coisas. E que estamos perdendo a cultura alimentar, padronizando hábitos alimentares mundo afora, com os enlatados, sejam de comida, de filmes, músicas, etc.
Enfim, um documentário que proporciona uma profunda discussão sobre, não apenas, cultura alimentar, mas hábitos saudáveis de vida social. Algo que me remeteu ao filme MUITO ALÉM DO JARDIM, não apenas pela similaridade do título do documentário, mas por que nesta comédia de Hal Ashby, protagonizada pelo célebre ator e comediante Peter Sellers (Pantera Cor de Rosa entre outros vídeos), remete à figura de Chance, o jardineiro humilde e ingênuo, que sempre viveu, desde criança em uma mansão, até que o dono da mesma vem a falecer e ele acaba tendo que perambular pela rua sem destino. Chance nunca tinha saído à rua e só conhecia as coisas de seu jardim e tudo que sabia ver e falar era sobre jardinagem. Mas um dia, sentado no banco da praça, encontra um político em campanha que pensa que Chance fala por metáforas e incorpora sua fala ao seus discurso, sendo por conta disso eleito presidente dos EUA. Pensando em sentido inverso, nossas crianças estão expostas dentro e fora de casa a algo muito maior que o jardim que nem conhecem, mas que conhece seus hábitos e influencia sua vida como poucos.
Abaixo, entrevista com diretora e produtor do documentário Muito Além do Peso:



Vejam também, link abaixo, outro ótimo documentário que trata da questão de algo Muito além do brinquedo e da publicidade:

CRIANÇA, A ALMA DO NEGÓCIO

sábado, 23 de novembro de 2013

Menina bonequeira ensina a fazer Abayomis (bonecas de pano africanas que não usam costura)



O vídeo acima, Bonequeira Ensina a Fazer Abayomis, trata-se da TV Piá, do Rio de Janeiro, RJ, Brasil que, como programa infantil, tem como "objetivo (...) mostrar a diversidade cultural das crianças do país, como elas pensam, brincam e se divertem. A ideia é dar o microfone para os meninos e meninas, para que, sem intermediários, os próprios piás assumam o controle do programa", e foi indicação via Facebook pela amiga Solange Das Graças Seno, educadora de São Paulo, SP, Brasil.
Conforme apresentação do vídeo no You Tube:
"Lis a menina bonequeira ensina a fazer Abayomis, bonecas de pano africanas que não usam costura, só nós".
De fato, como destacou Solange no Facebook: "A importância da família na vida de uma criança, os valores que são passados para ela, as histórias, o prazer de estar junto, o orgulho de sua origem... A menina linda que aprende com a mãe a fazer a Abayomi (boneca de origem africana). Lição passada por gerações, acompanhada do orgulho de sua descendência".
É muito importante pensar a educação sempre ligada, atada, ora por nós, ora por laços à arte e à cultura, e este vídeo serve para essa reflexão, ainda mais quando é uma criança que ensina a fazer as abayomis....
Abaixo, também algumas belas fotos de abayomis, feitas pela educadora Juliana Seabra Laudares e suas colegas de Rolim de Moura, Rondônia, Brasil e que me foram enviadas via Facebook:



sexta-feira, 22 de novembro de 2013

Revolução energética: De JFK ao Greenpeace (criativa animação a partir de fala histórica de John Kennedy)



O interessante e criativo vídeo acima, Energy Revolution (Revolução energética), trata-se de montagem do Greenpeace (grupo ambientalista) de como seria hoje o discurso de John Fitzgerald Kennedy (35º presidente dos EUA, morto em 22/11/1963, exatos 50 anos!), diante do desafio do aquecimento global. Algo que talvez ele, se ainda vivo, teria chamado de revolução energética. Um vídeo que utiliza a fala de JFK sobre energias renováveis para promoção da revolução energética proporcionando uma possível evolução humana. O vídeo real que serviu de base a esta montagem é o discurso de Kennedy, feito em 1962, considerado um dos discursos mais inspiradores da História, quando ele lançou a campanha para enviar o homem à Lua, "não porque seria fácil, mas porque era difícil".
Abaixo, vídeo original com discurso inicial de JFK que serviu de inspiração ao Greenpeace:


Teorias da conspiração à parte, é inegável que com a morte de JFK, o mundo deu uma virada de 180 graus, pois tudo sinalizava que as tropas estadunidenses seriam diminuídas e/ou retiradas do Vietnã, e com Lyndon Johnson (sucessor de Kennedy), foram ampliadas as ações e quantidade de soldados no front, e o resto a História e o Cinema não se cansam de contar; as energias renováveis ficaram em compasso de espera, e o poderio petrolífero cresceu demais, os combustíveis fósseis e os derivados do petróleo tomaram conta de tudo (de garrafas plásticas a brinquedos, de roupas a utensílios, caindo drasticamente a sua durabilidade e qualidade); as grandes corporações passaram a ter mais poder que muitos países, algumas delas até participando direta ou indiretamente de golpes militares, no chamado Terceiro Mundo etc. Não se pode afirmar que se JFK pudesse ter concluído seu primeiro mandato e reeleito para outro, bem como se seu irmão Robert (combativo contra o crime organizado) pudesse ter sido seu sucessor, se o mundo seria melhor do que se transformou. Entretanto, pode-se, por conta de certos sinais de distensão durante a Guerra Fria com os soviéticos e outras iniciativas como o investimento em energias renováveis, diminuição do aparato bélico etc, que o mundo de hoje talvez fosse bem diferente do que é...
Neste cinquentenário de morte de JFK, o Educa Tube aproveita este belo vídeo produzido pelo Greenpeace para destacar a necessidade de pensarmos um novo modelo civilizatório, menos dependente dos combustíveis fósseis, mais investidor nas energias renováveis e na valorização do meio ambiente, pois estamos chegando a um limite quase insustentável para a manutenção do próprio meio ambiente saudável e habitável. Há que se dar uma nova guinada de 180 graus na história, recuperando o tempo perdido que se instaurou desde aquele atentado em 22/11/1963, na Delay Plaza, em Dallas, EUA.
A tecnologia nunca foi tão avançada, porém a sociedade parece que continua caminhando na contramão... Por uma tecnologia social e universal...

quarta-feira, 20 de novembro de 2013

Uma Lição de Discriminação (TV Cultura): documentário educacional



O vídeo acima, Uma Lição de Discriminação, documentário da TV Cultura, foi indicação via e-mail do professor Robert Betito, do IFRS Campus Rio Grande, RS, Brasil e trata-se de uma produção da Rádio-Canadá (2006).
Conforme apresentação no You Tube:
"Este documentário acompanha uma experiência em uma escola primária que mostra o quão rapidamente as crianças podem assimilar a discriminação e todas as suas repercussões. Uma professora do ensino primário em Quebec conduziu um experimento no qual ela afirmou que estudos científicos provam que as crianças menores são geralmente mais criativas e inteligentes, e as mais altas são desajeitadas e preguiçosas. Ela dividiu sua turma com base nessas suposições. No dia seguinte, ela virou o jogo e fez com que se invertessem os papéis. Algumas crianças de nove anos de idade entenderam que era tudo um jogo, mas para o resto acabou por ser uma experiência muito poderosa. Desde o começo dos tempos, os seres humanos têm tendência a formar grupos, excluindo assim estranhos, inimigos, e qualquer um que seja diferente. Podemos não exatamente incentivá-las, mas tais atitudes tornam-se arraigadas a partir de uma idade muito precoce."
Conhecer estes mecanismos de defesa e ao mesmo tempo saber trabalhar com esta realidade é essencial para o educador, a escola, a família e a sociedade.
Formar novos cidadãos foi o objetivo principal da experiência efetivada pela professora Annie Leblanc, para que as crianças sejam tolerantes. Seu outro objetivo era de acabar com o preconceito e a discriminação em sua turma, seja ela qual for (pobreza, afeminação, obesidade, cor da pele etc). Uma experiência inusitada, com sólidas bases científicas, a partir da psicologia de grupos. Quando, enfim, Annie inverteu as posições entre os que eram discriminados e os que discriminavam, por princípio de justiça, de cada passou a um sentir na pela a experiência igualmente. E ao final da mesma, o aluno Pierre-Luc parou de ser discriminado pela turma por ser gordo. O exercício de alteridade, de coloca-se no lugar do outro é essencial para que não façamos aos outros o que não desejamos que façam em nós.
Um ótimo documentário para trabalhar estes conceitos de discriminação, preconceito e alteridade no ambiente escolar.
Conheçam, link abaixo, também a experiência que inspirou a professora Leblanc:

Olhos Azuis: Documentário Sobre Preconceito

terça-feira, 19 de novembro de 2013

Por uma forma mais simples de responder temas complexos ou por uma forma menos complexa de responder temas simples...



O engraçado vídeo acima As mulheres gostam de complicar, descobri por acaso no You Tube, e mais do que um momento divertido, serve a duas interpretações: a primeira, de como ainda, em pleno século XXI, é um tanto quanto complicado falar de sexualidade entre pais e filhos e de educação sexual entre professores e alunos, muitas vezes fazendo rodeios em torno do tema, utilizando-se de eufemismos, metáforas e longas histórias para chegar ao assunto. A segunda interpretação que se pode dar a este vídeo, é de que todo educador deveria ser mais direto e objetivo em sua explanação, para depois começar as explicações, tirar as dúvidas, iniciar um debate, seja qual tema for.
Há que se ter uma didática e metodologia adequadas que levem em conta estes tempos modernos, em que a atual geração de crianças e jovens é audiovisual, e que aprende melhor e associa o teórico ao prático, se utilizados recursos sonoros, visuais, táteis, de mobilidade etc.
Muitas vezes, como a menina do vídeo (que desejava saber o que significava o termo "virgem"), a pergunta tinha um outro contexto (o termo extra-virgem), que a resposta não consegue dar conta...
Muitas vezes simplificar, respeitando a complexidade do tema, é um dos melhores caminhos para iniciar um diálogo, mesmo envolvendo temas considerados complexos, que envolvem certos tabus...
Para o bom observador, o vídeo, desde o início apresenta uma mãe em uma cozinha, fazendo uma receita culinária, enquanto a sua filha esta entretida desenhando, provavelmente algum trabalho para a escola. Entretanto, educação não é bancária, tampouco culinária, e nem sempre a receita que funciona com um funcionará com outro, seja esse outro um aluno, uma turma, uma escola... Por isso, sempre é bom pensar que há sensíveis diferenças entre termos parecidos como "virgem" e "extra-virgem", bem como outros mais no ambiente escolar e na sociedade... E tudo depende e muito de se analisar antes em qual contexto às palavras são empregadas para que possamos melhor dar conta das mais apropriadas respostas, que evitem imensos rodeios...
Citando Marion Welchmann: "Se uma criança não pode aprender da maneira que é ensinada, é melhor ensiná-la da maneira que ela pode aprender."

segunda-feira, 18 de novembro de 2013

Espelhos e reflexos: comercial mais criativo do mundo e a pedagogia do exemplo



O vídeo acima, O comercial mais criativo do mundo, descobri por acaso no You Tube e trata-se de propaganda de conceituada água mineral europeia, mas que trabalha com imagens que me agradam: espelhos e reflexos.
Uma ideia simples de mostrar que diante do reflexo num espelho (seja o retrovisor de um carro ou o vidro espelhado de uma vitrine) todos nos tornamos crianças, mas que pode-se pensar também no sentido inverso desta questão, pois como adultos nós somos o espelho de uma criança, sejamos pais ou professores. É o que denomino de "a pedagogia do exemplo", que causa reflexos (positivos ou negativos) a médio e longo prazo na construção da identidade dos jovens.
Todo educador - pai e/ou professor - precisa ter nitidamente esta consciência (cristalina como a água) de que é espelho (muitas vezes retrovisor da sociedade) e as crianças e jovens (filhos e/ou alunos) são seus reflexos, que muitas vezes podem ficar distorcidos...
Espelhos, reflexos e reflexões...

domingo, 17 de novembro de 2013

Autorretrato falado: a crítica e a autocrítica (retratos da real beleza)



O vídeo acima, intitulado Melhor Comercial de 2013, descobri por puro acaso no You Tube, nos vídeos correlatos de outro, que também achei por acaso. Mas como poetei certa feita: "Nada é por acaso na vida, nem mesmo o acaso".
Trata-se de uma propaganda de produtos de beleza para mulheres, mas com uma ideia genial, criativa e original: Mulheres se autodescrevem para um artista forense, o desenhista Gil Zamora, que trabalha para o FBI, desde 1993, fazendo retratos falados em arte composta. Neste caso, Gil ouvia a autodescrição das mulheres, sem enxergá-las, separados por uma cortina. O artista forense pergunta suas principais características. Depois outra pessoa descreve a mesma mulher e o resultado é outro. No final a surpresa: o retrato falado feito a partir da descrição de terceiro é mais parecido do que o da autodescrição.
Dois olhares, dois retratos falados, feitos às escuras e algumas constatações: Primeiro, o poder da arte em si; depois a visão que boa parte das mulheres tem de si (sua severa autoimagem, ora se achando mais velha, mais feia, mais gorda et); enfim, a percepção nossa e do outro, o espelho que temos de nós mesmos e dos demais...
O positivo e o negativo, como numa fotografia, num retrato, só que dessa feita em um autorretrato falado por nós e por terceiros. Somos muitas vezes severos demais conosco e vemos melhor aos outros do que a nós próprios. O autoconhecimento atrás do outro e incrível situação de que os retratos mais parecidos com as modelos são aqueles descritos por terceiros e não por nós. Percepções severas de nós mesmos, enquanto os outros nos veem de forma mais natural.
O ótimo vídeo para refletir sobre a beleza exterior e interior, sobre essência e aparência, finalizando com a frase: "Você é mais bonita do que pensa". Em fatos e fotos, autorretratos falados...
Pensado este comercial, sob a percepção escolar, penso que o educador, seja de artes ou qualquer outra disciplina, precisa saber se autoavaliar para então poder avaliar o outro (o aluno, a escola, seu colega, a sociedade) e assim com os alunos, pais, equipe diretiva etc, fazer exercícios de autoconhecimento mútuo (como do vídeo em questão ou outros mais), para melhorar o relacionamento humano naquela comunidade. Imagem e imaginação...
Vejam a experiência completa no link abaixo:

RETRATOS DA REAL BELEZA

sábado, 16 de novembro de 2013

Pais no Futebol - Programa "Cartãozinho Verde" da TV Cultura (esporte, educação e sociedade)



O vídeo acima, Pais no Futebol, que descobri visitando a página do Facebook do amigo Mateus São Bento, acadêmico de Educação Física e professor de escolinha de futsal, trata-se de reportagem do Programa "Cartãozinho Verde" da TV Cultura, de São Paulo, SP, Brasil, justamente sobre o envolvimento - seja torcedor ou quase treinador - de Pais no Futebol de seus filhos.
Conforme apresentação do referido vídeo no You Tube: "No Cartãozinho Verde você assiste aos comentários sobre os jogos da rodada, matérias especiais e entrevistas com grandes nomes do esporte. Neste vídeo veja a matéria que a Paulinha fez com os pais que vão acompanhar os jogos de futsal dos filhos."
Como sou pai de um menino de 8 anos que joga no sub 9 de uma escola de futsal, tenho acompanhado meu filho em diversos jogos, nos treinos semanais e alguns campeonatos citadinos, e intermunicipais. Observo que existem dois tipos de pais/mães: os que torcem, incentivam, mas não cobram resultados, encarando a prática esportiva como uma aprendizagem e modo de socialização dos filhos, e outro grupo, digamos, mais fanático, que não apenas torce, mas como no vídeo do Cartãozinho Verde mostra, agem às vezes nervosamente, cobrando dos filhos posicionamento, gol, postura de profissional e xingando juiz, a torcida adversária e tudo mais, reproduzindo em escala menor o que fazem as torcidas organizadas nos campos de futebol.
Já pensei certa vez filmar estas reações e mostrar aos pais, como a repórter do Cartãozinho fez. Pensando a questão esportiva, se colocamos o filho numa escolinha, cabe ao professor/treinador ensinar os fundamentos do esporte e da prática física; se pensarmos na questão educacional, devemos não dar exemplos que tanto criticamos, xingando, cobrando, pressionando crianças que estão ali mais para aprender brincando do que tentando imitar os adultos em seus exageros e tudo mais... Por fim, se pensarmos pela ótica social, esporte é interação, exemplo de superação, saber perder primeiro para depois conseguir ganhar... Se os pais não souberem passar esses valores aos seus filhos, além de atrapalharem o trabalho do profissional que esta ali para isso, vão comprometer o crescimento físico, esportivo, emocional e social de seus filhos...
Um conselho aos pais de crianças no esporte: Hajam mais como torcedores e incentivadores, e menos como treinadores e cobradores de resultados. Afinal, como sempre digo, a vida não é um videogame que podemos pular fases e após o Game Over retornar a jogar. A vida, por excesso e exageros, poderá tornar uma criança insegura, violenta, imatura e, o pior, jogando mais para contentar os pais do que a si mesmo. Evitem esse game over na vontade de se divertir que uma criança tem, jogando bola ou não...
Abaixo, link para o site do programa:

CARTÃOZINHO VERDE /TV CULTURA

sexta-feira, 15 de novembro de 2013

O eterno choque cultural entre nativos (digitais ou não) e visitantes (analógicos, lógicos ou não)



O vídeo acima A impressionante reação de uma tribo ao ver um homem branco pela primeira vez, foi indicação via Facebook do colega e amigo Alexsandro Oliveira, advogado e educador de Rio Grande, RS, Brasil.
Conforme apresentação do portal Tá Bonito:
"Estas imagens são de 1976 e mostram o primeiro contacto de uma tribo da Papúa Nova Guiné com um homem branco. A tribo chama-se Toulambi e as reações ao ver um homem branco são emocionantes. Coloquem-se na situação deles, pensando como seria ver algo totalmente diferente... mas igualzinho a vocês, pela primeira vez na vida. Seria como ver um homem roxo, sei lá... Eles passam a mão e sentem os músculos dele para acreditar que é um homem igual a eles por baixo daquela pele branca. Depois a reação mais engraçada é ao serem apresentados a um espelho. São 15 minutos que passaram muito rápido, impressionado com a curiosidade e coragem desta tribo".
Vendo estas imagens não há como não comparar ao choque de culturas entre os nativos digitais (os jovens atuais) e os imigrantes (seus pais e professores, em grande maioria). Enquanto para a tribo Toulambi, utensílios domésticos e eletrônicos eram totalmente desconhecidos e um simples gravador de voz era algo assombroso, bem como máquinas fotográficas - alguns índios até falavam da questão da fotografia aprisionar suas almas... -, atualmente ocorre justamente o oposto: os chamados nativos (digitais) já nascem adaptados às novas tecnologias, parece que até estando no berço, enquanto são os adultos, criados na cultura do "não mexe que estraga", que tem receio em manipular um fone celular, um DVD, blu-ray, notebook, datashow, ipad etc.
Porém, é bom lembrar que a geração nascida no século XX ainda herdou certos valores e bens que não eram tão descartáveis como hoje, em que as coisas não são mais feitas para durar... Os móveis de nossos avós ainda resistem a ação do tempo, enquanto os móveis que utilizamos hoje em dia, não aguentam às vezes ao primeiro desmonte e mudança. Sem falar que o que é tecnologia de ponta hoje, em pouco mais de seis meses já não é mais...
Apesar disso, também é bom lembrar que a atual geração é ótima no manuseio da tecnologia de ponta do momento, mas também age como a tribo Toulambi diante de certos equipamentos ultrapassados, como no link abaixo, em que mostra um vídeo com crianças que não sabem o que são nem pra que servem coisas que já foram modernas e hoje são peças de museu. Um material para refletir sobre nativos e imigrantes no tempo e no espaço, e principalmente sobre educação atemporal.

AS CRIANÇAS E A EVOLUÇÃO TECNOLÓGICA

quinta-feira, 14 de novembro de 2013

Eu queria mudar (um canto que é um conto)



O vídeoclipe acima, chamado Eu queria mudar, cantado por Misael, com edição e mixagem de Neguim e My, foi-me apresentado em 2011 pela colega e amiga Janaina Martins, educadora de Rio Grande, RS, Brasil e atualmente coordenando o Núcleo de Tecnologia Educacional (NTE) da 18ª Coordenadoria Regional de Educação (CRE) de Rio Grande, RS.
Como consta no título desta postagem, para mim, mais que um clipe é um canto que parece um conto dos jovens da periferia de qualquer cidade, contando sua vida e a vontade de querer mudar, mas que nem sempre conseguem, pois o sistema e a falta de oportunidades impedem tal mudança. Não basta querer mudar. É preciso criar meios para proporcionar tais mudanças, a começar pelo próprio ambiente escolar, tanto em estrutura espacial como temporal, em boa remuneração, capacitação continuada, avaliação permanente, troca de experiências com outras escolas, mostra de produção escolar etc.
A educação pode e deveria ser um desses caminhos de mudança... Mas toda mudança precisa ser discutida, avaliada, refletida e para que isso se efetive há que se dar vez e voz aos jovens para mostrarem seus talentos, seja nas artes, nos esportes, na dança e tudo mais, utilizando-se o educador dessas manifestações culturais como uma forma de diálogo entre gerações.
As mídias, os meios audiovisuais são recursos que precisam ser melhor explorados por esta juventude criativa, que com o apoio de um educador, poderá sensibilizar toda uma comunidade para a discussão dos problemas da região. Afinal, o papel social da educação não é preparar para o trabalho, mas principalmente para os desafios da vida em comunidade.

sexta-feira, 8 de novembro de 2013

Conheça o aluno multimídia: juntos podemos criar o futuro



O vídeo acima Conheça o aluno multimídia: juntos podemos criar o futuro e mais um ótimo material que descobri no blog Acontece na Educação Brasileira, do educador Roberto Prado, de São Paulo, SP, Brasil e serve para discutir o perfil deste novo aluno, nascido no século XXI, uma nova geração de jovens que aprende usando a tecnologia com rara desenvoltura, e que o professor precisa saber utilizar em prol da Educação este rico potencial.
De fato, o perfil do aluno atual é multimídia, mas não podemos esquecer que o perfil de todo educador, desde sempre e cada vez mais é de multitarefa, pois nenhuma escola brasileira funcionaria minimamente se o professor se restringisse a dar apenas aula e cumprir apenas o que o estatuto do magistério lhe determina de direitos e deveres. A grande maioria dos educadores é pai substituto, enfermeiro, psicólogo, etc etc etc; tendo muitas vezes que resolver problemas cuja origem é fora da escola e não é muitas vezes de competência do professor, mas que repercute dentro do ambiente escolar.
Gostaria que celebridades, apresentadores de programas de televisão - principalmente os dominicais -, políticos e "palpiteiros de plantão" fizessem um pequeno estágio de apenas uma semana, ou até mesmo um dia em uma escola, não digo sequer dando aula, mas observando a tudo e a todos, como num "reality show", e muita coisa, talvez, mudasse na educação e na sociedade...
Porém, é inegável o fato de que esta geração é formada por jovens mais solidários, participativos, que efetuam trocas diversas entre si, seja de fones celulares, roupas, calçados (até de namorados)... Que sabem trabalhar em grupo e são mais sociais, mas que precisam ser mediados por um adulto, alguém com boa experiência de vida, maturidade, criatividade e bom humor para conduzir a turma a projetos e atividades multimídia, muito mais que o sentido eletrônico que se pensa em primeiro lugar. Multimídia em todos os sentidos, utilizando não apenas de computador e internet, celular com wi fi, mas televisão, rádio, jornais, revistas, livros (mídias digitais e impressas), além de arte, cultura, esportes e tudo mais que faz parte deste Mundo Jovem.
Conhecer este pequeno universo do aluno ajuda e muito a estabelecer parcerias e estratégias que valorizem o espírito coletivo e de fato, juntos podemos até criar o futuro, "que já não mais como era antigamente", como cantou Renato Russo, líder da banda Legião Urbana, na canção Índios. :-)))

Os anjos do meio da praça: curta de animação e metáfora da educação (2010)



O vídeo acima "Os anjos do meio da praça", belo e premiado curta-metragem de animação de 2010, com Roteiro e Direção de Alê Camargo & Camila Carrossine, pode ser assistido como a metáfora da educação e da sociedade, em que o amor é o alimento da alma e que alguns - como os bons professores - conseguem canalizar a energia coletiva em prol de um projeto ou atividade maior. É tida pelos autores como "Uma fábula sobre anjos caídos, sonhos esquecidos, e um menino".
Pensando a educação, os educadores e os alunos, é um material para uma boa reflexão e debate sobre o papel social de cada um em uma comunidade escolar, em que todos devem dividir responsabilidades e não apenas delegar a um grupo os sonhos perdidos de todos.
Abaixo mais dados sobre o referido curta-metragem:

Prêmios:

• Prêmio especial do júri oficial -XXXVIII Festival de cinema de Gramado -- RS
• Melhor Direção e Melhor Curta-Metragem -- IV Brazilian Film Festival of Toronto -- Canadá.
• Melhor Video de Animação - XIV FAM - Florianópolis Audiovisual Mercosul
• Melhor Curta - II Festival de Itapetinga
• Melhor Filme de Animação - Festival Locomotiva 2010
• Melhor curta-metragem nacional de animação -- VI Fantaspoa - RS
• Melhor filme mostra teen --VIII FICI
• Melhor Música - Festival Locomotiva 2010
• Melhor Curta Metragem de Animação - Festival de Cinema de Maringá
• Melhor Direção (Animação) - Festival de Cinema de Maringá
• Melhor Roteiro (Animação) - Festival de Cinema de Maringá
• Melhor Música (Animação) - Festival de Cinema de Maringá
• Melhor Cenário (Animação) - Festival de Cinema de Maringá
• Melhor Personagem (Animação) - Festival de Cinema de Maringá
• Menção Honrosa - I Curta Amazônia 2010

Seleção Oficial:

• Anima Mundi 2010
• Festival Guarnicê de cinema -- MA
• V mostra de cinema de Ouro Preto -- MG
• V Cine Fantasy -- Festival curta fantástico
• VI Mostra Mosca -- Cambuquira -- MG
• XIII Fenart -- PA
• X Festival Iberoamericano de Cinema de Sergipe

FICHA TÉCNICA:

Realização: Ministério da Cultura / Secretaria do Audiovisual
Produção: Buba Filmes
Roteiro e Direção: Alê Camargo & Camila Carrossine
Argumento: Alê Camargo
Direção de arte / Desenho de produção: Alê Camargo & Camila Carrossine
Desenho de produção adicional /Pintura cenográfica: Fernando Faria
Storyboard / Animatic: Alê Camargo & Camila Carrossine
Modelagem: Alê Camargo , Camila Carrossine , Fernando Faria , Gustavo Rodrigues
Texturização: Alê Camargo & Camila Carrossine
Rigging: Alê Camargo, Camila Carrossine , Fernando Faria
Animação: Alê Camargo , Camila Carrossine , Diego de Paula , Jonathan Bento , Ricardo Jost , Rodrigo Mendes
Iluminação / Render / Composição: Alê Camargo & Camila Carrossine
Desenho Sonoro : Maurício Fonteles
Assistente de som : Marco Rezende
Narração: Ivete Jayme
Técnico de som : Cleyton Pereira
Estúdio de Dublagem : Luminus Dublagens e Produções
Produtora Musical : Opus 10 Produtora
Trilha sonora : Rodrigo Domingos
Coral: Coral del Chiaro
Vozes : Danillo Ferreira, Juliana Damião , Mariza Marzan
Trompete: Luciano Melo
Flauta : Rodrigo Domingos
Captação de áudio : Ricardo Marui
Pós - produção : Módulos
Direção geral de pós - produção : José Francisco Neto, ABC
Supervisão de pós - produção : Giba Yamashiro
Correção de cor : Ricardo "Kodo" Odo
Edição on line : Henrique Reganatti , Tadeu Parrillo Frede
Edição / Finalização: Alê Camargo & Camila Carrossine

quinta-feira, 7 de novembro de 2013

O espelho e a janela: o inteligente e o motivado, por Daniel Godri



O vídeo acima Quem cresce mais o inteligente ou o motivado? , trata-se de fragmento de divertida palestra de Daniel Godri que me remeteu a texto de Marcos Meier "Elogie do jeito certo", por conta de sua intertextualidade.
Godri ilustra sua fala, dando os exemplos de Steve Jobs (o inteligente, o gênio que revolucionou à informática e o modo de vida da sociedade com seus inventos como o computador pessoal Macintosh, Ipod, Iphone, Ipad etc) e Bil Gates (o motivado, empreendedor e visionário, que soube perceber este rico potencial da informática melhor do que Jobs).
Já Meier, relata em seu site Educação e Psicologia, um teste interessante que foi feito com um grupo de crianças:

Psicólogos propuseram uma tarefa de média dificuldade, mas que as crianças executariam sem grandes problemas. Todas conseguiram terminar a tarefa depois de certo tempo. Em seguida, foram divididas em dois grupos.
O grupo A foi elogiado quanto à inteligência. “Uau, como você é inteligente!”, “Que esperta que você é!”, “Menino, que orgulho de ver o quanto você é genial!” ... e outros elogios à capacidade de cada criança.
O grupo B foi elogiado quanto ao esforço. “Menina, gostei de ver o quanto você se dedicou na tarefa!”, “Menino, que legal ter visto seu esforço!”, “Uau, que persistência você mostrou. Tentou, tentou, até conseguir, muito bem!” ... e outros elogios relacionados ao trabalho realizado e não à criança em si.
Depois dessa fase, uma nova tarefa de dificuldade equivalente à primeira foi proposta aos dois grupos de crianças. Elas não eram obrigadas a cumprir a tarefa, podiam escolher se queriam ou não, sem qualquer tipo de consequência.
As respostas das crianças surpreenderam. A grande maioria das crianças do grupo A simplesmente recusou a segunda tarefa. As crianças não queriam nem tentar. Por outro lado, quase todas as crianças do grupo B aceitaram tentar. Não recusaram a nova tarefa.
A explicação é simples e nos ajuda a compreender como elogiar nossos filhos e nossos alunos. O ser humano foge de experiências que possam ser desagradáveis. As crianças “inteligentes” não querem o sentimento de frustração de não conseguir realizar uma tarefa, pois isso pode modificar a imagem que os adultos têm delas. “Se eu não conseguir, eles não vão mais dizer que sou inteligente”. As “esforçadas” não ficam com medo de tentar, pois mesmo que não consigam é o esforço que será elogiado. Nós sabemos de muitos casos de jovens considerados inteligentes não passarem no vestibular, enquanto aqueles jovens “médios” obterem a vitória. Os inteligentes confiaram demais em sua capacidade e deixaram de se preparar adequadamente. Os outros sabiam que se não tivessem um excelente preparo não seriam aprovados e, justamente por isso, estudaram mais, resolveram mais exercícios, leram e se aprofundaram melhor em cada uma das disciplinas.
No entanto, isso não é tudo. Além dos conteúdos escolares, nossos filhos precisam aprender valores, princípios e ética. Precisam respeitar as diferenças, lutar contra o preconceito, adquirir hábitos saudáveis e construir amizades sólidas. Não se consegue nada disso por meio de elogios frágeis, focados no ego de cada um. É preciso que sejam incentivados constantemente a agir assim. Isso se faz com elogios, feedbacks e incentivos ao comportamento esperado.
Nossos filhos precisam ouvir frases como: “Que bom que você o ajudou, você tem um bom coração”, “parabéns meu filho por ter dito a verdade apesar de estar com medo... você é ético”, “filha, fiquei orgulhoso de você ter dado atenção àquela menina nova ao invés de tê-la excluído como algumas colegas fizeram... você é solidária”, “isso mesmo filho, deixar seu primo brincar com seu videogame foi muito legal, você é um bom amigo”. Elogios desse tipo estão fundamentados em ações reais e reforçam o comportamento da criança que tenderá a repeti-los. Isso não é “tática” paterna, é incentivo real.
Por outro lado, elogiar superficialidades é uma tendência atual. “Que linda você é amor”, “acho você muito esperto meu filho”, “Como você é charmoso”, “que cabelo lindo”, “seus olhos são tão bonitos”. Elogios como esses não estão baseados em fatos, nem em comportamentos, nem em atitudes. São apenas impressões e interpretações dos adultos. Em breve, crianças como essas estarão fazendo chantagens emocionais, birras, manhas e “charminhos”. Quando adultos, não terão desenvolvido resistência à frustração e a fragilidade emocional estará presente.
Homens e mulheres de personalidade forte e saudável são como carvalhos que crescem nas encostas de montanhas. Os ventos não os derrubam, pois cresceram na presença deles. São frondosos, copas grandes e o verde de suas folhas mostra vigor, pois se alimentaram da terra fértil.
Que nossos filhos recebam o vento e a terra adubada por nossa postura firme e carinhosa. Por Marcos Meier, mestre em educação, psicólogo, escritor e palestrante.


O Educa Tube destaca também as figuras mais que poéticas e filosóficas do espelho e da janela, utilizadas por Godri para propor uma reflexão (e espelho e janela tem justamente esta função de reflexo do mundo em que vivemos), para discutir a função de espelho dos pais e janela dos professores, pois cabe aos primeiros serem os exemplos para os filhos, dando-lhes valores e limites que serão posteriormente melhor trabalhados, junto à instrução escolar, pelos professores, estes grandes janelas para o conhecimento. Ambos, espelhos e janelas, pais e professores, mais do que destacar a inteligência de seus filhos/alunos, de fato, precisam saber motivá-los a seguir em frente, aprendendo com os erros, socializando os acertos, e incentivando as trocas de saberes. Esta geração audiovisual, que domina como poucas gerações antes os meios tecnológicos, de forma precoce, e que faz trocas entre si, precisa melhor trabalhar com os adultos, dialogar com os pais e professores, estabelecer uma melhor comunicação além das telas de seus aparelhos eletrônicos. Cabe aos adultos incentivar aos mais jovens a resolução de problemas, além do mundo digital, de terem autonomia e iniciativa, além dos multimeios, pois muitos jovens que enfrentam desafios digitais complexos, de repente "travam" diante de desafios do mundo real. E para estes travamentos biológicos não existe ainda um comando equivalente ao "control + alt + delete", tampouco um desfragmentador de memórias sentimentais... Vejo muito jovem querer liberdade mas não independência financeira, sendo sustentados pelos pais até quase sua terceira década de existência... E alguns, além disso... Unir a experiência de vida do educador - seja ele pai ou professor - com a curiosidade do jovem, o grande caminho para a educação e a sociedade. E, acima de tudo, ensinando aos jovens a valorizarem não apenas a inteligência, mas o esforço de cada um...

terça-feira, 5 de novembro de 2013

A magia da educação: fazer voar a imaginação



O vídeo acima, propaganda premiada pela revista Adweek, considerada a melhor de 2012, trata-se de comercial para a empresa aérea Wideroe, da Noruega. Mas que o Educa Tube interpreta como o poder de magia que tem a educação e o bom educador de, mesmo se repetindo, conseguir manter o encantamento do aluno, que deseja aprender mais e mais...
O bom educador é aquele que faz o aluno ver beleza em coisas simples da vida, respeitando o tempo e espaço de ensino e aprendizagem... No comercial, o senhor de barbas brancas aguarda o tempo exato da passagem do avião para fazer sua magia ao menino que pede uma vez mais, uma vez mais por diversas vezes...
Educar é manter essa magia de, mesmo ao repetir um conteúdo, não ser repetitivo, mas criativo, instigante, motivador...
A verdadeira magia da educação é fazer o aluno voar na imaginação, respeitando seus ritos de passagem...

domingo, 3 de novembro de 2013

O que é Felicidade Interna Bruta (FIB)? Como medir a felicidade?



O vídeo acima, O que é Felicidade Interna Bruta(FIB)?, descobri através do jornal virtual de Martinho C. Barros, professor de filosofia em Alagoa Nova, PB, Brasil e editor do blog Prof. Martinho (FILOSOFIA).
O vídeo, com belas ilustrações móveis, que são substituídas por mãos ágeis e narrativa criativa, conta uma história fantástica e real, do rei de Butão (pequeno reinado da Ásia) que resolve ser um exemplo de simplicidade para seus súditos. História que demonstra que um outro mundo é possível, sim, desde que os exemplos venham de cima para baixo...
Conforme dados da Revista SUPERinteressante: "Esqueça o PIB. No Butão, o Produto Interno Bruto está longe de ser a única referência quando o assunto é progresso. Para alguns economistas de lá, o que conta mesmo na hora de medir quão desenvolvida é uma nação não é a grana que ela tem nos cofres.
O que está em jogo é se ela protege o meio ambiente, se sua população tem acesso à educação, à cultura e a bons hospitais, se consegue equilibrar trabalho e lazer, se está com a mente sã, se mantém bom relacionamento com os vizinhos e se tem bons governantes. Nessas bandas do Himalaia, dinheiro está longe de ser o único critério para medir riqueza.
O índice seguido por esses economistas é o FIB (Felicidade Interna Bruta), criado na década de 70 pelo rei Jigme Singye Wangchuck, como alternativa ao PIB, que parecia já não dar conta de medir o progresso das nações. Por quê? Se derrubássemos todas as árvores da Amazônia para usar na indústria ou dobrássemos o número de fábricas brasileiras, é provável que, a curto prazo, o PIB do Brasil crescesse já que a grana do país aumentaria. Mas isso é progresso?
Para contornar essa lógica, economistas do FIB defendem que, sozinho, dinheiro não traz progresso e que, na hora de medir a riqueza de um país, o que também importa é se sua população é feliz".

Mudar a lógica de um sistema consumista e individualista é uma tarefa extremamente difícil, mas não é impossível. De acordo com matéria da SUPERinteressante, há meios de medir a felicidade: “Estudos realizados por psicólogos, economistas, pesquisadores de opinião, sociólogos e outros mostrou que a felicidade – embora seja de fato uma experiência subjetiva – pode ser objetivamente mensurada, avaliada, correlacionada com funções cerebrais observáveis, e relacionada às características do indivíduo e da sociedade”, afirma no Relatório Mundial sobre Felicidade (World Happiness Report) o economista Jeffrey Sachs.
O FIB usa nove critérios para medir a felicidade: bom padrão de vida econômica, boa governança, educação de qualidade, saúde, vitalidade comunitária, proteção ambiental, acesso à cultura, gerenciamento equilibrado do tempo e bem-estar psicológico. Cada critério se ramifica e, no final, 73 variáveis mostram o grau de felicidade do país, que varia em uma escala de zero a 1.
Saibam mais sobre este tema, acessando o link abaixo:

CONHEÇA O ÍNDICE QUE USA A FELICIDADE PARA MEDIR O PROGRESSO DOS PAÍSES

sábado, 2 de novembro de 2013

Um pôr do sol para meu pai (arte, memória, história e sociedade)



O belo e cativante vídeo, Um pôr de sol para meu pai, descobri por acaso, nos vídeos correlatos de Renato Cabral, O Ruminante Cabral, que é responsável pelo roteiro e direção deste.
Trata-se muito mais de que uma carta de despedida de um filho pai seu pai falecido, mas de um pai para sua filha Ana Clara, de 5 anos, fazendo justamente um convite à vida bem vivida, à valorização do amor, do afeto, do carinho entre pais e filhos...
Vídeo feito em 27/08/2013, dia do aniversário do próprio Renato Cabral, conforme o próprio: "Um filme que é na verdade uma carta. Uma carta tão simples. Uma carta que fiz para meu pai quando ele estava doente. E nunca pude entregar. Deixo então esta carta para a Ana Clara, para que ela nunca se esqueça da nossa história. Era ele que sempre me dizia que no dia de hoje eu deveria fazer coisas grandes e especiais."
O Educa Tube tem dito seguidamente que a crise da escola é fruto da desestruturação familiar e da sociedade. A escola é apenas o reflexo do meio em que está inserida, resultado da soma de seus personagens reais. A escola é responsável pela instrução escolar, mas a educação, os valores e os limites devem vir da família, primeira educadora de uma criança... Se a família não impõe valores e limites, tampouco dá atenção, carinho, afeto às crianças, a escola, por mais que tente, receberá um aluno já com sua personalidade formada (ou deformada por ação ou omissão dos pais e/ou responsáveis)...
Precisamos, num mundo dominado pela tecnologia, mostrar às crianças o valor das coisas naturais, como um simples pôr do sol...
Neste 02/11/2013, que no Brasil é feriado para que todos possam homenagear seus entes queridos e falecidos, o Educa Tube propõe uma reflexão sobre a vida bem vivida e da importância de não apenas amar, mas demonstrar esse amor entre pais e filhos, entre professores e alunos...
Há quase três anos atrás, em um 29/03/2011, perdi meu pai, e não pude também me despedir dele, pois quando ele entrou em coma induzido, eu estava viajando a trabalho. Um filme inteiro passou em minha mente quando fui me despedir no hospital, aguardando a hora de visitas e ele já tinha partido... Meu pai, artista plástico autodidata, para quem criei em 2006 o blog OLHAR VIRTUAL, muito pintou pôr do sol e outras paisagens de sua cidade, pintava inclusive as nuvens com a ponta dos dedos... Ele me ensinou a acreditar na força de meus sonhos, a amar a arte e a cultura e a viver de uma forma simples mas sincera...
Este vídeo é uma declaração de amor de um filho ao seu pai e à sua filha e deveria ser visto por todos educadores (sejam pais ou professores) com seus filhos e alunos.
Vejam também de Renato Cabral, aqui no Educa Tube, o igualmente belo vídeo A vida que você escolheu # your life (Só existe um tipo de deficiência: a atitude negativa).
E aqui, canal de vídeos de O Ruminante Cabral, no You Tube.

sexta-feira, 1 de novembro de 2013

E se a vida fosse uma foto? (curta-metragem em stop motion)



O vídeo acima, E se a vida fosse uma foto? , trata-se de um criativo curta-metragem em stop motion, feita por Gustavo Horn e Giovani Zilke, dois jovens talentosos cineastas e serve para reflexão e motivação, sem falar de incentivo ao uso da edição de vídeos no ambiente escolar.
Partindo da ideia da questão do tempo, de instantes relevantes que são perpetuados através de uma ou várias fotos, da questão da memória fotográfica que a escola tem em seus arquivos e que pode junta com fotos mais recentes, e manipuladas digitalmente (algumas câmeras digitais permitem o efeito sépia, de amarelado ou cinzento, de envelhecimento), e juntar tudo isso em projetos envolvendo professores de artes, e história, geografia, educação física e outros, com seus alunos, para ilustrar diversos temas envolvendo o tempo e o espaço escolares.
Já dizia o poeta - uma Pessoa singular, falando no plural - que "tudo vale a pena se a alma não é pequena".
Pensando no mundo do alunado, que tal também os educadores assistirem o curta-metragem abaixo:

E SE A VIDA FOSSE UM VÍDEO GAME? Um ótimo material para justamente demonstrar que a vida é feita de acertos e erros, e que não podemos passar de fases, sob pena de faltar o conhecimento básico - como na educação - para seguir em frente no jogo da vida... Para uma geração audiovisual, um pequeno vídeo pode servir muito mais que uma dinâmica de grupo, pode ser o início de um projeto envolvendo arte, cultura, tecnologia, educação e sociedade.
Gustavo Horn tem diversos vídeos criativos em seu canal do Tou Tube, link abaixo, e o Educa Tube já divulgou um dos que considera o melhor, que O LIVRO. Visitem o canal e mostrem alguns destes vídeos a seus alunos e depois comentem aqui o resultado. :-))

GUSTAVO HORN - CANAL DE VÍDEO NO YOU TUBE