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segunda-feira, 23 de fevereiro de 2026
Veritasium: canal de vídeos no YouTube sobre Matemática, Física, Engenharia, Psicologia, Ciência e Educação
Por indicação de amigo no Bluesky, conheci o canal de vídeos VERITASIUM que trata de temas envolvendo matemática, física, engenharia, psicologia, educação entre outros, com textos legendados e/ou dublados que auxiliam na pesquisa e estudo de alunos, e material de suporte a educadores dessas áreas.
Abaixo, segue link para acesos ao referido canal de vídeos:
VERITASIUM
Recomendo o vídeo a seguir sobre o pensamento do matemático grego Euclides, intitulado "Como Uma Linha no Texto Matemático Mais Antigo Sugeriu Universos Ocultos", que encontrei no Veritasium [ative legendas automáticas]:
Observação:
Esta postagem é de autoria de José Antonio Klaes Roig, professor, escritor e poeta, além de editor do blog Educa Tube Brasil. http://educa-tube.blogspot.com José Antonio Klaes Roig ou Zé Roig, como gosta de ser chamado, possui o Prêmio de Professor Transformador [2020] e seu blog Educa Tube Brasil, o Prêmio de um dos melhores blogues educacionais do Brasil [2020], conforme selos estampados na coluna à direta desta postagem.
domingo, 4 de janeiro de 2026
A biblioteca de Alexandria por Carl Sagan: o Google e a Wikipédia da Antiguidade?
O audiovisual "A biblioteca de Alexandria", que encontrei no YouTube, nos vídeos correlatos, enquanto pesquisava, conforme sinopse do canal, trata-se de "[...] parte dos episódios da Série Cosmos de Carl Sagan. [...] em que "Carl nos mostra um pouco do conhecimento do que restou e do que foi destruído junto com a biblioteca. E ainda fala sobre Hipátia, a ultima diretora que foi morta e teve suas carnes arrancadas."
Um in teressante material para uma provocação filosófica, artísitica, cultural, tecnológica e social, se comparamos a famosa Biblioteca de Alexandria, na Antiguidade, com o Google e a Wikipedia na contemporaneidade; do físico ao digital, numa viagem no tempo e da importância da armazenagem e curadoria do conhecimento humano, para que não ocorra como no passado, com a famosa biblioteca saqueada, incendiada e destruídas diversas vezes.
Quanto conhecimento deve ter se perdido, como o próprio "segredo" da construção das pirâmides do Egito, da Esfinge e tantas obras monumentais da Antiguidade, em que ha uma imensa lacuna para explicar a engenharia envolvida. De templo religioso a templo do conhecimento humano.
Sagan foi, além de cientista, um astrofísico conceituado, mas também um conhecido divulgador científico que popularizou conceitos complexos de forma acessível à maioria da população, por meio de uma série de TV que formou uma geração.
Um video imperdível e incaulável do conhecimento geral para o enfrentamento da cultura inútil.
Observação:
Esta postagem é de autoria de José Antonio Klaes Roig, professor, escritor e poeta, além de editor do blog Educa Tube Brasil. http://educa-tube.blogspot.com José Antonio Klaes Roig ou Zé Roig, como gosta de ser chamado, possui o Prêmio de Professor Transformador [2020] e seu blog Educa Tube Brasil, o Prêmio de um dos melhores blogues educacionais do Brasil [2020], conforme selos estampados na coluna à direta desta postagem.
domingo, 26 de janeiro de 2025
Os Jetsons [seriado de animação de 1962] previu o uso da Inteligência Artificial no cotidiano: um protótipo do ChatGPT?
O vídeo acima, cena do famoso seriado de animação Os Jetsons, que trata de uma família num futuro distante, usando todo tipo de parafernália tecnológica em sua dia a dia [cão robô, carro voador, videochamada etc]. Seriado da produtora Hanna & Barbera que fez muito sucesso nos anos 60/70, e que, mais precisamente do ano de 1962, chegou a prever em um de seus episódios o uso da inteligência artificial no cotidiano, algo como um protótipo do atual chatGPT, em que o usuário elabora um prompt [linha de comando], apertando botões. Genial.
Audiovisual de animação que consta no perfil do Instagram Trechos Nostálgicos [que justamente destaca cenas de vídeos diversos do passado] e que me foi enviado por minha prima Rejane Klaes, bibliotecária aposentada de Porto Alegre [RS], Brasil.
No vídeo em questão mostra o que a imaginação humana é capaz, influenciada por teorias, ideias circulantes, que ainda não possuem tecnologia suficiente para colocá-la em prática. Assim foi com leonardo Da Vinci e suas engenhocas em pleno Renascimento, pensando conceitos como submarino, helicóptero, aviões sem ainda tecnologia para superar barreiras que posteriormente os estudos de física e outros possibilitaram. Assim é na atualidade a questão do famoso carro voador de Os Jetsons, que é uma espécie de drone, como alguns já em teste, simulando o veículo usado no seriado de animação.
Um bom material pra uma provocação sobre o poder da imaginação nas ciências e das ciências na ficção, numa simbiose, uma inspirando a outra. Júlio Verne foi exemplo disso também, prevendo com cem anos a chegado da humanidade à Lua, com uma precisão inrível, pois as teorias científicas que circulavam em meados do século XIX não tinha tecnologia adequada para fazer esse voo em meados do século XX. O submarino nuclear Nautilus previsto em "20 mil Léguas Submarinas" foi foi concebido após a segunda guerra mundial, e batizado pela Marinha Norte-Americana com este nome em homenagem ao clássico da literatura mundial. Nem sempre a mente inventiva possui a tecnologia suficiente ao seu tempo para tornar real a imaginação. Mas sem imaginação, criatividade, originalidade nenhuma ciência existiria também, pois na Antiguidade, voar era coisa de pássaros, por exemplo. Algo inatingível ao ser humano, salvo na mitologia, como Ícaro e Dédalo.
Observação:
Esta postagem é de autoria de José Antonio Klaes Roig, professor, escritor e poeta, além de editor do blog Educa Tube Brasil. http://educa-tube.blogspot.com José Antonio Klaes Roig ou Zé Roig, como gosta de ser chamado, possui o Prêmio de Professor Transformador [2020] e seu blog Educa Tube Brasil, o Prêmio de um dos melhores blogues educacionais do Brasil [2020], conforme selos estampados na coluna à direita desta postagem.
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sábado, 27 de janeiro de 2024
Provocativa fala de Will.i.am, rapper do grupo Black Eyed Peas, tratando de Inteligência Artificial e Inteligência Humana
O vídeo acima, é uma profunda provocação ética e filosófica de Will.i.am, rapper, compositor, DJ e produtor musical do grupo Black Eyed Peas, falando sobre a Inteligência Artificial e Inteligência Humana que encontrei no perfil do Instagram do Diogo Cortiz, que é professor e palestrante, tratando de IA, Ciência Cognitiva e Cultura Digita.
O material é ótimo e serve para abrir um bom debate nas aulas que envolvam filosofia, empreendedorismo, ética, ciência, tecnologia, sociologia e muito mais.
A fala de Will.i.am é autoexplicativa e necessária para se pensar o avanço das tecnologias e da Inteligência Artificial, bem como para não se perder o foco na própria humanidade, na educação, do trabalho e na sociedade. O receio de Will.i.am deveria ser de todos, de vivermos num mundo de máquinas superiteligentes, com investimentos cada vez maiores, enquanto a educçaão de seres humanos não tenho a mesma proporção, diante de diversos conflitos éticos e morais que pareciam ter sido superados no século passado e retornam com força no século XXI: negacionismo, determinismo, terraplianismo, messianismo, fanatismo religioso, etc.
Os destaques dados pelo rapper são fundamentais, sobre o pensamento crítico e analítico; a questão das pessoas compreenderem o contexto em que estão inseridas; a importância do brincar para as crianças [vidradas diante de telinhas luminosas]; de uma linguagem cada vez mais sintética e superficial.
Se pelo menos um terço de tudo que é investido em pesquisas e implatações de IAs, ou pra manutenção de guerras fossem destinados à educação, com certeza teríamos um mundo bem melhor, mais jutos, igualitário, equilibrado e humano.
Um vídeo para uma boa roda de conversas entre professores e alunos.
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sábado, 9 de setembro de 2023
"Este lado para cima": curta de animação sobre a importância de se ter outros pontos de vista sobre algo
O vídeo acima, intitulado "This Side Up", trata-se de curta-metragem de animação, indicado via WhatsApp pela colega e amiga Josane Sobreira, de Campinas, São Paulo Brasil.
A expressão "This Side Up" em português significa "Este Lado para Cima." É comumente encontrada em caixas ou embalagens para indicar que o conteúdo deve ser manuseado com o lado especificado voltado para cima para evitar danos ou problemas durante o transporte ou armazenamento.
Um curta bem inteligente e complexo, mas que serve para discutir avanços tecnológicos e usos, ci=ostumes e tecnologias do passado, sob uma outra perspectiva.
Se paramos para pensar um toca-discos, que também é uma valiosa tecnologia de reter sons e faixas musicais em uma superficial de vinil, que era um conceito bem mais simples de uso do que hoje, quando se depende de uma boa conexão de internet, boa taxa de download, assinatura de um plano, um aplicativo etc para o simples ato de ouvir uma música, por exemplo.
Dependendo da perspectiva, a obsolescência programada dos equipamentos refere-se muito mais ao consumo do que a eficiência. Quantas "tralhas" se tornam sucata por conta de um sistema que precisa consumir acima de tudo para manter-se eficiente, mais no sentido econômico do que de eficácia propriamente dita? Até que ponto é inovador algo e outro equipamento obsoleto?
Ao bom professor, cabe mudar o seu olhar, muitas vezes, colocando questões de cima para baixo e vice-versa, para que se possa ver todos os ângulos de um problema, tema, projeto, atividade, objetivo, etc.
Um interessante curta de animação que pode ser a introdução de uma aula sobre ciência, tecnologia, metodologia, didática e muito mais.
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domingo, 16 de abril de 2023
"Questione sempre!": Cena do seriado Cosmos que incentiva a pesquisa científica, o raciocínio lógico e senso crítico em sociedade
O vídeo acima, Questione sempre!, trata-se de cena do seriado Cosmos, em que defende a ideia de que o questionamento faz parte da ciência, da filosofia e da educação. Que exercer a racionalidade, o raciocínio lógico, a observação, a indagação, o senso crítico deveriam ser estimulados na sociedade.
Um vídeo faz um percurso da criticidade humana desde os primórdios até a atualidade, e é um ótimo audiovisual para uma dinâmica de grupo, para introdução a temas complexas que requerem justamente um questionamento mais amplo, uma visão mais aguçada, pesquisa, análise de dados, apresentação de resultados.
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quinta-feira, 12 de maio de 2022
SBPC vai à Escola: iniciativa da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência [canal de vídeos no YouTube]
O vídeo acima, SBPC vai à escola, descobri no Twitter Ciência Hoje e trata-se da iniciativa da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência [SBPC], através de projeto "[...] criado nos anos 80 pela Secretaria Regional da SBPC no Rio de Janeiro e ganhou o País com a presença de cientistas nas escolas, promovendo a divulgação da ciência e o intercâmbio de conhecimentos entre professores e estudantes."
Uma belíssima iniciativa de divulgação e popularização científica que, conforme apresentação do referido canal no YouTube, "[...] visa a promoção de atividades de divulgação da ciência, do estímulo à aquisição do conhecimento científico e da criatividade das crianças, adolescentes e jovens, abrangendo, ainda, atividades voltadas à formação de professores de ensino fundamental e médio."
Ainda, de acordo com sinopse, "[...] Em 2015, o 'SBPC vai à Escola' foi ampliado nacionalmente, com suporte financeiro do Ministério de Ciência, Tecnologia e Inovações (MCTI) e de agências financiadoras, como a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e Financiadora de Estudos e Projetos (Finep).
De lá para cá, centenas de escolas participaram do programa, impactando milhares de estudantes e professores. São dezenas de atividades realizadas todos os anos, que levam conhecimento, inclusão, cidadania e fomentam o interesse científico de milhares de brasileiros por todos os cantos do País."
O Educa Tube Brasil recomendo visitação ao canal SBPCnet, bastando clicar no link a seguir:
SBPCnet
Conheça o site da instituição também:
SBPC - Portal
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domingo, 24 de abril de 2022
De Kafka a Tesla: esculturas anamórficas impressionantes feitas com sucata reciclada [criatividade e originalidade]
O vídeo acima, Esculturas anamórficas impressionantes, encontrei primeiro no Tik Tok, depois localizando-o no YouTube e trata-se de um criativo, genial e originalíssimo audiovisual que demonstra como sucata pode se tornar arte, através da reciclage e de um olhar diferenciado sobre peças que muitas vezes vão para o lixo. Ou seja, um lixo que se torna um luxo.
O video é a DW, a rede pública de televisão alemã e mostra o trabalho de artista tcheco Patrik Prosko que "faz retratos de grandes proporções usando materiais do cotidiano. O de Nikola Tesla, por exemplo, foi montado com peças de computador, lâmpadas e dispositivos eletrônicos."
A palavra "anamórfica" vem da geologia, e caracteriza-se por algo de complexidade progressiva. Na geologia, refere-se àquilo "que está mudando para uma forma de maior complexidade", como é o caso dos rostos que com o deslocamento da imagem, demonstram a complexida desse quase quebra-cabelas de peças para formar em determinado ângulo um retrato de alguém conhecido, uma representação humana. Uma distorção, uma ilusão de ótica, vaçendo-se de materiais vinculados à vida e obra das pessoas retratadas, o que torna as obras mais geniais ainda, pos dependem de conhecimentos matemáticos e lógicos como perspectiva, proporção, ângulos etc.
Reciclar, mais do que materiais, mas principalmente ideias é uma necessidade atemporal e universal.
Kafka e Tesla foram dois gênios da humanidade, um na literatura e outro na ciência e tecnologia. Dois rosto muito conhecidos, embora nem todos tenham a exata dimensão do que ambos representam para o pensamento ocidental. Dois "monstros sagrados" que precisam ser melhor divulgados, quanto a seus textos e contextos de criação. Dois jovens que revolucionaram a forma de ver e estar no mundo a partir de uma perspectiva inusitada, diferenciada e única.
O Processo, A Metamorfose, O Castelo, entre outros escritos de Franz Kafka, continuam terrivelmente atuais. O princípio da corrente alternada, os estudos sobre e a eletricidade, as fontes renováveis, sem falar uma enormidade de invenções que o mestre dos raios nos legou.
Um audiovisual que serve para atividades interdisiplinares envolvendo arte e tecnologia, história e filosofia, memória e produção textual, matemática e ciências etc.
Observação:
Esta postagem é de autoria de José Antonio Klaes Roig, professor, escritor e poeta, além de editor do blog Educa Tube Brasil. http://educa-tube.blogspot.com
José Antonio Klaes Roig ou Zé Roig, como gosta de ser chamado, possui o Prêmio de Professor Transformador [2020] e seu blog Educa Tube Brasil, o Prêmio de um dos melhores blogues educacionais do Brasil [2020], conforme selos estampados na coluna à direta desta postagem.
quarta-feira, 8 de dezembro de 2021
Diversos podcasts e audiovisuais envolvendo iniciativas de educação em projeto de extensão e divulgação técnica e científica do IFPB, em contexto de pandemia e desinformação
O vídeo acima, Educação financeira para jovens e crianças, é um dos interessantes materiais audiovisuais e podcasts produzidos pelo IFPB - Instituto Federal da Paraíba, campus João Pessoa, que o editor do blog Educa Tube Brasil teve o privilégio de conhecer, através de indicação de Tiago Zaidan, professor EBTT do IFPB.
O do projeto de extensão e de divulgação técnica e científica tem como objetivo de ampliar a integração entre iniciativas de educação e divulgação desenvolida no campus João Pessoa. Nele há a produção e veiculação, quinzenal, de forma ininterrupta, de podcasts e audiovisuais, com o desejo de contribuir com os desafios da difusão de informações técnicas e científicas em um contexto de pandemia e desinformação.
Outro material interessante é sobre Resíduos Eletrônicos:
Segue abaixo a lista de audiovisuais produzidos, que são vídeos curtos, sempre abordando temas específicos:
GLP | O Gás do Botijão de Gás
Movimento Armorial
A temperatura muda o sabor do café?
Rios Urbanos
Arborização Urbana
Riscos da ingestão de bebidas muito quentes
Saber Popular, Tradicional e Científico
Como identificar um café de boa qualidade
Castração de Gatos
Gestão da água
Atividade física e Exercício físico
Disposição para praticar exercícios físicos
Como funciona a panela de pressão
Castração de cães
Plantas sinantrópicas
Plantas alimentícias não convencionais
Startups
A seguir, imagem e link para lista de Podcasts que podem ser ouvidos nos principais aplicativos, como o Spotify e o Google Podcasts, e no YouTube.
PLAYLIST DE PODCASTS
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segunda-feira, 24 de maio de 2021
Amor, Morte + Robôs: seriado de animação da Netflix com curtas sobre um mundo futurista e existencialista [cinema e filosofia]
A imagem acima, trata-se de um dos episódios da série da Netflix "Love, Death + Robots", que recomendo e que já possui 2 temporadas, com curtas de animação entre 7 e menos de 20 minutos, tratando de um mundo futurista, em que o amor, a morte e os robôs fazem parte direta ou indireta do contexto.
Cada episódio traz uma técnica de animação, dirigida a um público adulto. Não é recomendável às crianças. Mas muitos deles podem ser indicados a jovens do ensino médio.
A equipe de produção e direção é bem conhecida do cinema, com diversos diretores e produtores premiados.
Já assisti "Era do Gelo" [sobre um mini universo encontrado dentro do congelador de uma geladeira] e "Gigante afogado", este [imagem acima] adaptado de conto de J.G. Ballard, e que me foi indicado por minha prima Sara Ezedin.
Esse gigante - adormecido eternamente - lembrou-me terrivelmente o Brasil atual: um imenso país continental se deteriorando de forma terrível [ética e moralmente] à beira-mar, em que a banalidade do mal vai se institucionalizando no cotidiano, pois nada mais parece chocar, indignar, tirar as pessoas de seu torpor.
Os curtas, além dessa visão futurista, traz também um mote existencialista a cada episódio. Lembra, em parte Black Mirror, mas o universo cinematográfico parece ir além, envolvendo filosofia, mitologia, tecnologia e muito mais.
São muitas as referências ao proprio cinema a cada animação e o cinéfilo perceberá facilmente...
Indico também a resenha do canal Refúgio Cult, que complementa essa impressão:
Clipes, curtas, cenas de filmes são ótimos recursos para o proefssor trabalhar questões como filosofia, sociologia, linguagens, ciências etc, no ambiente escolar.
O referido seriado, pela sua duração curta dos episódios, permite sua utilização direta em sala de aula, ou indireta, com o educador sugerindo que os alunos vejam alguns dos episódios que possam ser abordados temas apropriados para o ensino médio, por exemplo, para depois promover um debate, seja online ou presencial. Fica a dica então... ;-)
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terça-feira, 23 de março de 2021
A ciência brasileira e a Síndrome de Cassandra: palestra de Natália Pasternak e as relações intertextuais entre a divulgação científica e a crônica de costumes
O vídeo acima, A ciência brasileira e Síndrome de Cassandra, descobri no YouTube e trata-se de uma ótima mini conferência da microbiologista Natália Pasternak ao TEDxUSP, de 2017, em que de forma didática, a especialista defende a importância da ciência frente ao avanço das crendices, superstições, Fake News, traçando um interessante percurso da anticiência, das pseudociências e das chamadas terapias alternativas e o silêncio dos próprios cientistas durante este período. Esse mea culpa de Natália é muito reflexivo, não apenas na ciência, como na política e na sociedade, pois, de certa forma, todas pessoas esclarecidas se omitiram quando viram certos discursos negacionistas, intolerantes, fascistas, revisionistas e diversionistas foram se instalando na sociedade, através de programetes policialescos glamoruizando as políciais violentos e milícias, programas jornalísticos e humorísticos flertaram com o sensacionalismo, banalizando e humanizando figuras sinistras e política e terrivelmente incorretas, não contestando o Tiozão da família nos grupos de redes sociais e tudo mais.
Natália também de forma didática demonstra como iniciou, no marketing e publicidade, usando a linguagem da ciência para vender shampoo e outras coisas, ao mesmo tempo que demonstrou a importância da pesquisa científica, frente ao descrédito de cientistas, professores e especialistas, frente a uma população dominada por notícias falsas, espelhadas em massa.
A "síndrome de Cassandra", aquele mito grego é bem propício ao momento atual e negacionista e o exemplo dado por Natália é emblemático. Em alguns momentos, sua fala me lembrou fragmentos do livro de CarlSagan, um dos grandes divulgadores da Ciência, "O mundo assombrado pelos demônios". Vejam abaixo, vídeo resenha sobre o referido livro:
Outro material intertextual que me veio à mente, enquanto ouvia a palestra da Dra. Natália Pasternak, foi esta interpretação de Antonio Abujamra, dramatizando a crônica "Eu sei, mas não devia", de Marina Colasanti:
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terça-feira, 20 de outubro de 2020
"Estação N": A Feira de Ciências da Netflix em portal interativo de jogos e atividades de divulgação científica para crianças
A imagem acima é da ESTAÇÃO N, o portal da Feira de Ciências da Netflix, canal de streaming, que disponibilizou esse espaço virtual de interação para divulgação científica para crianças e que descobri via Linkedin de Ana Ralston, de São Paulo (SP), Brasil, que trabalha com estratégias para a educação na prática e faz parte também do canal de vídeo no YouTube Ciência em Show.
O portal Estação N permite que a criança cria um perfil gratuito e que possa viver aventuras digitais como piloto, explorador e cientista, visitando diversos mundos mágicos.
O processo é simples e rápido. A criança acessa o endereço: https://estacaon.com, ou clica no link AQUI.
Depois indica um nome e escolhe um avatar, conforme imagem abaixo:
Como avatar pronto, basta acessar o ambiente virtual e assisitr um vídeo explicativo, de apresentação do espaço ou Estação N:
Logo após, é ingressar na aventura, optando por um entre os diversos mundos, cada qual com diversas atividades interativas, de jogos e outros materiais:
Como teste, escolhi um que tinha jogos:
Enfim, um espaço para que a criança ingressa no mundo das ciências, de forma divertida, aprendendo e brincando ao mesmo tempo. Fica a dica para pais e professores.
Abaixo link para o referido portal:
ESTAÇÃO N: A FEIRA DE CIÊNCIAS DA NETFLIX
quarta-feira, 2 de setembro de 2020
Volta às aulas, voltar ou não voltar? Eis a questão! (Humor é coisa séria, principalmente na pandemia)
O vídeo acima, Volta às aulas, voltar ou não voltar? Eis a questão!, é uma provocação saudável do humorista e ex-professor Diogo Almeida sobre um tema complexo e polêmico, que tem envolvido as redes sociais digitais e a sociedade: o possível retorno às aulas presenciais em plena pandemia, sendo ainda uma vacina, sem uma estrutura adequada, nem um amplo debate.
Digo usa do humor e do exagero das situações, justamente pra mostrar os absurdos de certas situações, como: "Aluno correndo, esquecendo máscara, num truce para cá, num truce pra lá!"
Não vejo nenhuma escola, seja privada e muito menos pública para arcar com esse ônus por conta do negacionismo de alguns e da politicagem de outros.
Como bem comenta Diogo, entende-se a questão econômica, mas a saúde pública e a vida estão ou deveriam estar acima de outros interesses de grupos. A ciência deveria estar acima de todos!
Imaginem crianças tendo que manter distanciamento, as salas de aula, planejadas para receber um número específico de alunos. Como ficariam as turmas? Mesmo que houvessem uma rotatividade, ainda assim é um paliativo, tanto quanto aos online. Forçar um "novo normal", que pra mim é sinônimo de anormalidade, ou seja, um eufemismo, é temerário.
Voltar às aulas sem vacina, sem estrutura, sem planejamento das autoridades é uma piada, de mau gosto, que nenhum humorista profissional ousa fazer...
quarta-feira, 22 de julho de 2020
O Mais Desconhecido: documentário épico reunindo 9 cientistas, cada um explicando ao outro sua área de uma forma poética e filosófica
O vídeo acima, The Most Unknown - Nine Scientists Meet for the First Time / O MAIS DESCONHECIDO: Nove Cientistas Encontram-se Pela Primeira Vez (tradução livre do blog), que assisti no streaming Netflix e encontrei na íntegra no YouTube (ativem legendas e tradução), e trata-se de um monumental, genial e épico documentário, de Ian Cheney, com duração de 132 minutos, que reuniu 9 cientistas das mais variadas e complexas áreas do conhecimento humano para conversar entre si, tipo um revezamento, tentando explicar ao outro um pouco de sua área de pesquisa e atuação, como: microbiologia, neurociências, geobiologia, psicologia cognitiva, física quântica, astrobiologia, astrofísica, físico de partículas e ecobiologia.
Inicia com uma microbiologista conversando com um físico de partículas tentando explicar um ao outro suas áreas, vendo coisas em comum, como o termo "massa escura". Ambos veem o mundo ao seu modo, mas cada qual, em algum momento, precisa valer de recursos da linguística (analogia), da literatura (metáfora) e da filosofia (reflexões abrangentes) para descrever seu campo de atuação de forma inteligível para o outro. Os dois se encontram num laboratório sofisticado, no subsolo, para evitar radiação de prótons e elétrons do universo, fato que me lembrou poesia e filosofia pura a partir dos diálogos entre ambos... Ele, o físico de partículas, diz que estavam num "silêncio cósmico" e ela, a microbiologista, comenta que os cientistas tentam com suas lanternas colocar luz na escuridão. Algo que me fez, de forma intertextual, lembrar automaticamente naquele momento de "Gaia Ciência" e "Assim Falou Zarathustra!", de Friedrich Nietzsche. Pura metáfora, poesia e filosofia que não cessa por aí, e se assim o fizesse, já era fabuloso.
Mas esses "encontros consonantais" entre 9 cientistas segue, sendo que o segundo, recebe um terceiro, uma psicóloga cognitiva que estuda os elementos da consciência que depois irá se revezar com um neurocientista que estuda a autoconsciência, num movimento duplo: interno e externo, que se repete em cada encontro. Quando um astrobiólogo se encontra com um astrofísico, fica mais evidenciado esse diálogo entre quem estuda a terra e os micro-organismos com o que pesquisa o céu, as estrelas e o universo. A analogia entre o espaço, massa escura, logo me remete a questão da neurociências e a massa escura da inconsciência. O astrofísico que estuda a formação das estrelas, troca a noite pelo dia, pois diferente de outras áreas, ele precisa da escuridão do céu, da noite para concluir sue trabalho e o sol, nesse caso, atrapalha... A astrobióloga convida o astrofísico para conhecer uma ilha e um vulcão em erupção, pois pra ela é como ir ao espaço e conhecer um pouco a origem das estrelas. Algo poético e filosófica também. O micro e o macrocosmos estão interligados, como dois espelhos em escalas diferentes.
Com a geobiologia e a ecobiologia acontecem fenômeno semelhante entre esses diálogos quase platônicos, em pleno século XXI. Algo que me remeteu ao livro "O Visível e o Invisível", de Merlau-Ponty, sobre o que vemos e cremos, e sobre o que não enxergamos e é para nós desconhecido, que tem muito a ver com o conceito de "massa escura", "buraco negro" etc. Então, algo fabuloso acontece: os dois cientistas fazem pequena expedição de submarino à escuridão do mar, ao fundo do oceano, como uma pequena cápsula espacial, que me lembras os escritos de Júlio Verne: "20 Mil Léguas Submarinas" e "Da Terra à Lua". Lá no fundo, veem estrelas... mas do mar... A pequena esfera lembra o submarino Nautilus, sem o Capitão Nemo, logicamente.
Mais adiante, surge um físico quântico dizendo que se sente meio que dentro do filme "Intertestelar" e os conceitos da mecânica quântica, de levar luz à escuridão. Seu laboratório o próprio comenta, possui diversas entropias [função de estado cuja variação infinitesimal é igual à razão entre o calor infinitesimal trocado com meio externo e a temperatura absoluta do sistema, vide Wikipedia]. O físico usa câmeras de vácuo e luz, num formato de pêndulo e construiu um relógio atômico mais preciso do mundo para poder calcular a idade do universo. Um incrível laboratório que tem seus dados de pesquisa acessados numa quantidade impressionante, tanto quanto o buscador do Google, com bilhões de acessos diários. O físico diz algo que me remeteu imediatamente às "Confissões" de Santo Agostinho, sobre o paradoxo: "Não sabemos filosoficamente o que é o tempo, mas podemos medi-lo"; o que é algo intertextual com a fala do teólogo da filosofia Patrística: "Que é, pois, o Tempo? Se ninguém me pergunta, eu o sei; mas se me perguntam, e quero explicar, não sei mais nada".
Do mesmo modo, lembrei de "A Máquina do Tempo", de H. G. Wells, enquanto o físico falava de matéria escura, energia escura, buraco negro etc.
A neurocientista faz também esse movimento entre o micro e o macrocosmos ao pesquisar as imagens do cérebro e tratar do tempo psicológico que é bem diverso do tempo cronológico dos relógios atômicos. A neurociência também estuda a percepção do tempo, filmando o cérebro do físico quântico, colocando sensores do tempo em sua cabeça. E lembrei dos "censores" do tempo da ditadura militar e o filme Agentes do tempo. A neurocientista brinca com o físico, ao dizer que o homem que construiu o relógio mais preciso do mundo, não tinha a percepção correta das imagens que lhe colocaram à frente dos olhos, pois não sabia medir, calcular o tempo psicológico. E logo me veio à mente a nave USS Enterprise, comandada pelo capitão Kirk, com apoio do Senhor Spock, Senhor Sulu, Checov, Tenente Uhura, o médico McCoy, o engenheiro Scott e aquela equipe multidisciplinar, que nem os 9 cientista desse fabuloso documentário, indo onde nenhum homem jamais esteve, nessa jornada entre as estrelas do céu e as do mar... Uma jornada do conhecimento cumulativo da Humanidade que fez os humanos chegarem às estrelas e ao interior da terra, dominar os mares, as terras e os ares.
Por fim, aparece a psicóloga cognitiva, falando sobre a cognição humana e um turbilhão de ideias me veio à mente, quando ela vai a uma ilha onde são realizadas pesquisas sobre o conhecimento com primatas, mais especificamente macacos. Lembro primeiro de A Caverna de Platão, em que vemos sombras e não imagens, e isso remete às cavernas reais e ao próprio universo infinito e tão desconhecido ainda, tanto quanto o fundo dos mares. Mas também lembrei de a ilha de José Saramago, em que dizia que para ver a ilha é preciso air da própria ilha. Nesse caso, em sentido inverso: pra pesquisar o conhecimento é preciso ficar ilhado. A ilha dos macacos, em Porto Rico, me lembrou o filme "O Planeta dos Macacos". E a questão que a psicóloga cognitiva fala sobre o ver e o não ver dos macacos, e também os humanos, que influenciam o conhecimento de mundo me trouxe de novo "O Visível e o Invisível", de Merlau-Ponty. A psicóloga diz que ser cientista é lidar com incertezas, pensar de outra forma e dali retornar ao início, fechando o círculo de encontros e revezamentos, ao visitar a microbiologista que iniciou o documentário, e pra variar, lembrei do clássico "O Tempo e o Vento", de Erico Verissimo, que conta a história de uma família e do Estado do Rio Grande do Sul, em tom épico, por duzentos anos, sendo que ao final do mesmo, descobrimos que quem narra a história é a personagem que iniciou contando a história da própria família, um descendente, remontando o quebra-cabeças e árvore genealógica, entrelaçada com a história de seu Estado: o microcosmos e o macrocosmos na literatura. Erico Verissimo se espelha em sua família e estado pra contar essa história num movimento de pêndulo, finalizando a trilogia com sete volumes, com a mesma frase que iniciara aquela epopeia familiar.
Enfim, "The Most Unknown" é um documentário em tons épicos, reunindo 9 cientistas que como num círculo se revezando, um entrevistando o outro, até que o círculo se fecha com o retorno à primeira das entrevistadas, nessa viagem científica entre o tempo e o vento... Mais que isso, esses "diálogos platônicos" nos fazem perceber muitas coisas em comum entre as diversas áreas científicas e elas se expressando muitas vezes por meio de instrumentos literário e filosóficos para poder tornar inteligível a leigos ou para não especialistas na área, que precisam valer-se de figuras de linguagem, por meio de analogias e metáforas. Muitas vezes, lembrei também de Carl Sagan a divulgação e popularização das ciências em geral, com sua série Cosmos e de Jacques Costeau, que formaram meu pensamento juvenil. Essa mistura de ciências com literatura com filosofia, Carl Sagan fez com maestria em sua "O Romance da Ciência" e "O Mundo Assombrado pelos Demônios: A Ciência Vista Como Uma Vela No Escuro" e "Pálido ponto azul: uma visão do futuro da humanidade no espaço" e "Os Dragões do Éden", entre outros livros e programas de TV, nos anos 1970, 80 e 90.
Um documentário que é possível de ser assistido na íntegra, nos links abaixo, na Netflix e no YouTube (ativem legendas e tradução), assim como na janela, no alto desta postagem, em meu blog educacional, e que todo educador - seja pai ou professor - do século XXI e seus filhos e alunos devem assistir, de preferência juntos, para debater ao final as inter-relações, intertextualidades, interdisciplinaridades, interdiscursividades e multidisciplinaridades...
THE MOST UNKNOWN - NETFLIX
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sexta-feira, 13 de março de 2020
A evolução da Fotografia: paródia que serve pra reflexão sobre a obsolescência de certas tecnologias
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A imagem acima, Posição da Fotografia, refere-se a vídeo de mesmo nome (vide link abaixo) e foi indicação via Facebook do colega e amigo Fernando Luis, músico, poeta e artesão de Rio Grande (RS), Brasil.
POSIÇÃO DA FOTOGRAFIA - VÍDEO PARÓDIA
O vídeo link acima trata da evolução da fotografia, do filme às câmeras analógicas, depois as digitais até os smartphones que deixaram tudo obsoleto e peça de museu. A paródia funciona de forma magistral para quem pode acompanhar esse processo de avanço tecnológico, e até mesmo para quem já nasceu numa geração digital. O audiovisual é didático e pedagógico, podendo ser utilizado pro professores e alunos para refletirem sobre as mais variadas formas de captura de imagem e sobre a própria inovação e a transformação social que isso provocou na contemporaneidade.
Assim como a fotografia, o rádio, a televisão, o videocassete, o DVD Player, o Bluray, os consoles de videogames, a TV a cabo etc, as tecnologias sofrem transformações, tonando-se peças de museu, cada vez mais rapidamente. Saber perceber essas tendências é essencial para evitar que gigantes como Blockbusters sejam extintas por outras gigantes como a Netflix, por exemplo.
Novas tecnologias requerem novas metodologias, e a cada evolução, profissões somem e surgem outras. O Uber está aí para isso comprovar.
Perceber esses sinais são tão fundamentais, como as próprias tecnologias em si.
quinta-feira, 27 de fevereiro de 2020
Crie, imagine e descubra via Smithsonian Open Acess: plataforma digital de um dos maiores museus do mundo disponibiliza quase 3 milhões de imagens de seu acervo de forma aberta
O vídeo acima, Smithsonian Open Access: 2.8 Million Images Are Yours to Use, foi indicação via Facebook pela amiga Elenara Stein Leitão, arquiteta de Porto Alegre, RS, Brasil e editora dos blogs Arquitetando Ideias e Elenara Elegante.
Smithsonian Open Acess é uma plataforma digital, disponibilizada por um dos maiores museus do mundo, que permito o acesso aberto a quase 3 milhões de imagens em 2D e 3D de seu imenso acervo, mas mais variadas área, permitindo que as pessoas criem, imaginem e descubram a partir desse conteúdo relevante, principalmente os educadores.
Abaixo, link para acesso e visitação ao acervo digital:
SMITHSONIAN OPEN ACCESS: CREATE. IMAGINE. DISCOVER
Neste link, a seguir, é possível acessar e baixar diversas imagens, escolhendo um das opções: professor, aluno ou pesquisador.
LEARN AND EXPLORER
sábado, 15 de fevereiro de 2020
Quando a RV supera a ficção científica: mãe ‘revê’ filha falecida através da imersão tecnológica
O vídeo acima, publicado em 06/02/2020 no canal MBC Life, descobri na internet, via portal Pensar Contemporâneo e é uma experiência imersiva comovente, de reencontro entre uma mãe e sua filha falecida, proporcionado pela Realidade Virtual.
Um vídeo que parece com um episódio do seriado Black Mirror, que trata por meio da ficção científica das possibilidades da tecnologia no cotidiano. Algo que também lembra um jogo virtual, como o Second Life (Segunda Vida).
Conforme matéria do referido portal: "Um programa de televisão coreano ["Meeting You"] usou a tecnologia para reunir uma mãe [Jang Ji-sung] com sua filha falecida de sete anos [Nayeon], completa com luvas sensíveis ao toque e áudio". Porém, há um componente filosófico e ético em um experimento psicológico tão radical. A mãe, munida de luvas especiais, sensíveis ao toque pode sentir e tocar a imagem da sua filha e com os óculos de VR e fones de ouvido, pode ver e ouvir.
A notícia ainda informa que a "empresa coreana Munhwa Broadcasting Corporation, ou MBC, trabalhou no design do rosto, corpo e voz de Nayeon", o que favoreceu a interação.
Um vídeo que mostra as possibilidades da tecnologia ser incorporada a vida, simulando os mais variados ambientes, pessoas, numa espécie de Máquina do Tempo. Imaginem só, unir Second Life, Realidade Virtual, Realidade Aumentada, Holodeck, Google Earth, Google StreetView, Google Map, e outros bancos de dados e recursos para que escolas e professores possam emular e simular tempos e espaços diversos. O impacto série imenso, embora experiências imersivas em museus livrarias, bibliotecas e outros locais públicos possam causar também impactos benéficos aos alunos, dependendo da criatividade da escola e do educador.
Abaixo, link para a publicação na íntegra, com alguns questionamentos éticos e filosóficos:
Mãe ‘revê’ filha morta há 4 anos com ajuda de realidade virtual
segunda-feira, 6 de janeiro de 2020
Projeto HoaxBusters com professor Estevão e seus alunos do ensino médio e a checagem de notícias na internet
O vídeo acima Projeto de Hoaxbusters, uma ótima iniciativa colaborativa do professor Estevão Zilloli com seus alunos do ensino médio de Ourinho, interior de São Paulo Brasil, que transformaram-se em caçadores de boatos na web, e as famosas Fake News (notícias falsas).
Conforme o referido vídeo, o prof. Estevão prefere usar o termo Hoax (farsa, boato, enganação), por isso o nome do projeto HoaxBusters, caçadores de farsas. Segundo o professor Estevão, o projeto usa método semelhante ao científico, estimulando o senso crítico do alunado. Depois da checagem as notícias recebem um dos nove selos possíveis, que vão além do simples "verdadeiro" ou "falso". Enfim, uma ótima e relevante iniciativa em tempos de boatos, teorias da conspiração e notícias falsas. Tanto e relevante que o projeto não sendo obrigatório e elaborado às sextas-feiras à tarde e tem ótima receptividade e participação dos alunos.
Além disso, há uma intertextualidade com o filme Ghostbusters (Os caça-fantasmas) no título do projeto, um grande sucesso do cinema no ano 1984, vide trailer abaixo:
Projeto escolar que também remete aos famosos Mythbusters: Os caçadores de mitos, do Discovery Channel:
Abaixo a notícia completa do projeto escolar HOAXBUSTERS no portal da EBC:
Alunos de SP viram caçadores de boatos na web
sábado, 31 de agosto de 2019
O que forma nosso pensamento: um jeito poético de divulgação científica para crianças
O vídeo acima O que forma nossa pensamento é o peisódio 1 de uma série de pequenos vídeos produzidos pelo Instituto Serrapilheira, que desafiou o neurocientista Bruss Lima a apresentar sua pesquisa para crianças, universitários e especialistas de sua área. E diga-se de passagem, fez de uma forma criativa e poética ao comparar o pensamento com pequenos choques elétricos no cérebro que se parecem com tempestades. Não por acaso chama-se "brainstorm" (tempestade de ideias) uma das formas de pensamento inicial, visando organizar ideias para um projeto de aprendizagem.
Sempre comento que mais que o enunciado (o que se diz) é importante para um professor e para o aluno a enunciação (o como se diz). Saber modular o discurso, conforme o público, é uma arte. Temas complexos podem ser popularizados a partir de analogias, de metáforas, de jogos de palavras como no vídeo em questão.
Segundo a apresentação do vídeo no YouTube, Bruss Lima é "(...) biólogo da Universidade Federal do Rio de Janeiro, [que] pesquisa o papel das oscilações neurais na comunicação cerebral. Para isso, ele faz experimentos usando eletrodos em macacos acordados, a fim de entender as atividades neurofisiológicas e elétricas do cérebro, o que as diferentes áreas cerebrais fazem ao mesmo tempo e como se comunicam".
Para verem outros vídeos interessantes, em áreas como física, biologia, química e matemática, recomendo visitação ao canal Serrapilheira, que é "uma instituição privada sem fins lucrativos, criada para valorizar a ciência e aumentar sua visibilidade e impacto no Brasil":
INSTITUTO SERRAPILHEIRA
segunda-feira, 12 de agosto de 2019
Uma Maneira de Pensar, por Carl Sagan e a divulgação do conhecimento científico
O vídeo acima A Way of Thinking (Uma Maneira de Pensar", trata-se de fragmento de áudio da última entrevista de Carl Sagan, feita em 1996, que é parte da divulgação do livro The Inspiration Journey, um dos diversos materiais de divulgação do conhecimento científico que o autor fez em sua existência.
Carl Sagan junto com Jacques Costeau foram dois pensadores, pesquisadores e divulgadores da Ciência que moldaram o pensamento de diversas gerações, durante o século XXI, através de programas de TV que popularizavam o conhecimento científico.
Um dos livros mais interessantes que li foi O Romance da Ciência, de Sagan, que recomendo leitura aos visitantes e seguidores deste blog, não apenas pelo elemento científico, mas poético, ético, estético e filosófico.
Uma sentença do vídeo acima parece até profético, quando Sagan afirma: "Se não formos capazes de fazer perguntas céticas para interrogar aqueles que nos dizem que algo é verdadeiro e sermos céticos em relação as autoridades... Então, estaremos a mercê do próximo charlatão político ou religioso que aparecer".
Num tempo um tanto sombrio em que o pensamento científico é contestado (Teoria da Terra Plana é um exemplo disso) e que política e religião parecem darem-se de novo as mãos, em plena Idade Mídia como na Idade Média, há que se combater o obscurantismo com muita pesquisa e divulgação científica.
Como bem destaca, Leandro Ricardo que editou esse fragmento, Sagan dizia que "A ciência é muito mais do que um corpo de conhecimento. É uma forma de pensar. Uma maneira cética de interrogar o universo com pleno entendimento da falibilidade humana".
Também de Carl Sagan, recomendo outra bela e profunda reflexão, intitulada A Worthy Goal (Um Objetivo Digno), vide abaixo:
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