Mostrando postagens com marcador deficiência auditiva. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador deficiência auditiva. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 13 de agosto de 2019

Projeto de Química do IFPB produz vídeos para ensinar Atomicidade para Surdos: inclusão e acessibilidade




O vídeo acima Atomicidade para Surdos - MODELO ATÔMICO DE DALTON, trata-se de material integrante do Projeto de Química produz vídeos para ensinar Atomicidade para Surdos e é realizado por servidores e estudantes do IFPB Campus João Pessoa, Paraíba, Brasil.
"Conforme dados extraídos do portal do IFPB, que o Educa Tube Brasil reproduz na íntegra, a seguir:

Promover o ensino inclusivo de Química é a proposta do Projeto Atomicidade para Surdos, que une conhecimentos sobre a Língua Brasileira de Sinais (Libras) e os conteúdos desenvolvidos na Educação Básica sobre essa ciência. A área de Química ainda carece de metodologias e ferramentas que possibilitem os estudantes surdos terem acesso a assuntos da disciplina.
A ideia surgiu da observação de que o ensino de Química para surdos, por meio da Libras ainda esbarra em algumas dificuldades porque os termos frequentemente utilizados nesta disciplina não possuem seus correspondentes na língua. Outro obstáculo é a falta de material didático adaptado, principalmente porque o número de sinais em Libras específicos para Química é muito reduzido e essa limitação dificulta a comunicação e a construção do conhecimento do aluno surdo.
Participam do projeto os professores de Química Andréa Lira e Anderson Simões; as docentes de Libras Regina Monteiro e Katia Albuquerque; os estudantes Matheus dos Santos (Instrumento musical), Brenda Dantas (Instrumento Musical), Fernanda Amaral (Controle Ambiental); e o técnico administrativo da coordenação de Produção Audiovisual, Marcos Paiva.
A proposta inicial do projeto foi a produção de vídeo-aulas sobre o tema Teorias Atômicas. Os professores de Química que participam do projeto construíram roteiros pedagógicos e as professoras de Libras buscaram e criaram termos específicos da disciplina que não tinham uma sinalização fácil ou adequada em Libras.
Em seguida o material foi gravado pelo servidor da coordenação de Produção Audiovisual do Campus João Pessoa com um estudante surdo, que atuou como interprete de Libras nas gravações. E a vídeo-aula foi editada e finalizada. Confira o material neste link.
A orientadora do projeto, professora Andréa Lira, acredita que os vídeos terão uma boa recepção por parte dos alunos e podem auxiliar os estudantes surdos na preparação para o Enem. Outro benefício, segundo a docente é que o projeto pode 'contagiar outros professores no despertar e desenvolvimento de materiais didáticos voltados para a inclusão', frisou.
O próximo passo do projeto é a produção de vídeo-aulas de outros conteúdos de Química. “O resultado ficou muito bom, o grupo desenvolveu um excelente trabalho, pensado em muitos detalhes e com uma alta qualidade de edição”, ressaltou Andréa ao agradecer os integrantes da equipe do projeto pelo trabalho executado.

Fonte: http://www.ifpb.edu.br/joaopessoa/noticias/2019/04/projeto-de-quimica-produz-videos-para-ensinar-atomicidade-para-surdos

Abaixo, canal de vídeos do IFPB:

Coordenação de Audiovisual IFPB Campus João Pessoa

Vejam também, tema correlato, clicando no link a baixo:

Servidores e estudantes da IFSC produzem revista online para surdos

quarta-feira, 20 de julho de 2016

Acessibilidade na Prática: cão surdo, após adoção, aprende linguagem de sinais




O vídeo acima Deaf dog learns sign language , descobri na rede social, no portal Acessibilidade na prática , e trata-se de comovente história sobre cão surdo, [que] aprende língua de sinais e recomeça a vida ao lado de Rosie Gibbs, que adotou Horus com seu animal de estimação, ensinando-o mais de 50 comando em linguagem de sinais.
Antes de Rosie, Horus teve como donos casal viciado em heroína, depois outros mais que o devolveram por causa da deficiência auditiva.
Após 18 meses trancado em canis à espera de um novo lar, eis que surgiu Rosie, uma entusiasta da língua de sinais, que provou que cães surdos podem aprender essa linguagem, fazendo-o levar uma saudável e inteligente com ela.
Um grande exemplo de aprendizagem pelo afeto, apesar das possíveis limitações.
Apesar de estar legendado em inglês, é possível traduzir as legendas, alterando a configuração das mesmas, nas opções da barra, no canto inferior direito da janela do vídeo.

sexta-feira, 13 de março de 2015

Mãos Que Ouvem: Cidade aprende língua de sinais para surpreender jovem surdo




O vídeo acima Hearing Hands (Mãos auditivas, ou mãos que ouvem), descobri via Pavablog , e trata-se de ação de empresa de equipamentos eletrônicos, promovendo a comunicação entre pessoas que ouvem e surdos, na cidade de Istambul, Turquia, em que alguns habitantes das mais variadas profissões, aprendem a língua de sinais para surpreender Muaharren, jovem surdo que vive na cidade.
Em um dia como outro qualquer, e nenhum dia nem um só dia é como outro qualquer, o jovem sai com sua irmã Ozlem para um passeio pelas ruas da cidade e sem saber de nada, participa da gravação do comercial sobre o primeiro centro especial de atendimento (call center) a pessoas com deficiência auditiva, desenvolvido pela empresa.
Conforme dados do Pavablog: "Durante um mês, equipes da agência de propaganda esconderam câmeras por vários lugares que o rapaz frequenta. Enquanto isso, comerciantes, vizinhos, taxistas e outros moradores passaram por um curso intensivo de língua de sinais para poderem se comunicar com Muaharrem".
O resultado disso, pode ser observado na reação comovente do rapaz, pois pode sentir pela primeira vez que era de fato entendido, aceito e integrado por todos.
O objetivo da empresa de eletrônicos e da agência de propaganda era oferecer ao jovem "um dia sem barreiras" e atingiu plenamente, com esta ação publicitária e social.
Pensar a inclusão, não apenas em seu aspecto tecnológico, mas educacional e social é o grande desafio da própria sociedade. E neste pequeno vídeo e ação estão presentes os três elementos: o tecnológico no call center; o educacional, promovendo curso de língua de sinais aos habitantes da cidade e o social, que é a própria interação e integração da pessoa portadora de deficiência - seja qual for a pessoa e a deficiência - ao convívio em comunidade, em sociedade.
Como o editor do Educa Tube Brasil destacou em postagem recente, as tecnologias assistivas, pensadas primeiramente para facilitar e integrar pessoas com deficiência motora, visual, mental, auditiva etc, através de telas de toque (touch screen), teclado virtual, sensor de movimento, o reconhecimento de voz e outros recursos, hoje são benefícios a todas as pessoas, integradas às TVs inteligentes, aos smartphones, tablets e tudo mais.
Integradas primeiramente ao universo da educação especial, hoje fazem parte da educação para a vida e devem ter em si, este caráter de proporcionar a comunicação a todos com todos, respeitando as limitações de cada um.
Algo que tem muito a ver com os conceitos de igualdade e equidade, conforme imagem abaixo, que descobri via Twitter:



Na questão da inclusão, a igualdade pura e simples, pode não resolver a questão, necessitando a compreensão do princípio da equidade, que é oportunidade iguais, respeitando as diferenças de cada um, nivelando, não por baixo, mas pelo alto, no que a imagem é bem expressiva dessa relação.
Colocar crianças, jovens e adultos portadores de necessidades especiais em uma sala de aula pode ser uma ação de igualdade, sim. Mas sem dotar o professor de curso de capacitação para lidar com estas situações, equipamentos tecnológicos que facilitem essa interação, pessoas especializadas (monitores e/ou facilitadores) para interagir adequadamente com determinada deficiência e limitação, não é promover a equidade, tampouco a inclusão em seus aspectos humano, tecnológico, pedagógico e social.
É a soma desses fatores, que além da igualdade de oportuinidades, promove a equidade de tratamento.

quinta-feira, 26 de junho de 2014

Google Gesture: Projeto fictício de alunos sobre pulseiras que traduzem linguagem de sinais em fala, através de aplicativo para celular


Google Gesture from Berghs School of Communication on Vimeo.


O vídeo acima, Google Gesture, descobri via site Gizmodo e trata-se de incrível projeto ainda FICTÍCIO do Google (Gesture = Gesto), de criação de pulseiras que identifiquem os gestos da Linguagem de Sinais, através da movimentação dos nervos dos braços, pulsos e mãos, traduzindo-os em expressões e palavras usuais, como um tradutor digital.
Levando em conta que a maioria das pessoas não entende a linguagem de sinais, tal iniciativa promove a inclusão dos ouvintes no mundo dos surdos, promovendo a interação e a comunicação universal. Ou seja, unindo a tecnologia e a sociedade, alunos de Comunicação (Ludwig Hallstensson, August Östberg and David Svedenström), imaginaram um conceito original e criativo para um suposto aplicativo de tradução da Língua de Sinais integrando ao Tradutor de Idiomas e sistema de voz do celular. Um recurso que, quem sabe um dia, possa ser utilizado telefones celulares em tempo real, independente do idioma que o surdo utilize para se comunicar com o ouvinte. Um recursos que facilitaria e muito o intercâmbio cultural e a inclusão social.
Conforme informação do Gizmodo:
"Uma equipe de estudantes de publicidade teve uma ideia engenhosa para traduzir linguagem de sinais em fala: pulseiras eletrônicas que medem a atividade muscular do usuário, reconhecendo os gestos e traduzindo-os em voz através de um dispositivo Android.
Este conceito ganhou o prêmio Future Lions, concedido no Festival de Publicidade de Cannes a estudantes universitários. No entanto, ele é totalmente fictício: este não é um projeto real do Google… mas não está tão distante da realidade.
Os alunos da Escola de Comunicação Berghs, na Suécia, imaginaram o conceito Google Gesture. A pessoa usa duas pulseiras eletrônicas que medem a posição do braço e leem os impulsos nervosos dos músculos da mão e do braço, para assim reconhecer e registrar gestos. As pulseiras enviam essas informações para um aplicativo Android, que traduz os sinais usando a voz do celular.
Mas uma pulseira consegue ler os gestos do seu braço? Sim! Um exemplo disso é a MYO [vídeo abaixo], esta braçadeira detecta o movimento dos músculos através da eletromiografia, que detecta a atividade elétrica produzida pelos músculos. Combinada a alguns sensores de movimento, a MYO sente o que você está fazendo com suas mãos e braços.
Você pode ver uma demonstração dela abaixo. Talvez um dia, com esse tipo de tecnologia, o reconhecimento de voz chegue muito além da palavra falada.

Ainda que só seja, por enquanto, ficção, o projeto mostra as possibilidades sociais da tecnologia, principalmente se pensarmos que até algumas décadas atrás, o próprio fone celular (hoje tão comum e parte quase integrada ao corpo humano de alguns, objeto inseparável de seu usuário) era também um conceito de pura ficção científica.
Abaixo, o vídeo anteriormente citado, de dispositivo real de controle gestual, chamado Myo - Wearable Gesture Control from Thalmic Labs: