O vídeo acima, A emoção vem antes no rádio, postagem de Luciano Pires no Facebook, recebi via messenger por amiga e considero bem ilustrativo das mídias em geral e seu impacto no cotidiano.
No vídeo em questão, mostra o delay entre aquele que acompanha num local público, munido de seu rádio de pilha e a torcida em volta, assistindo ao jogo Brasi 2 x 0 México num telão, via sinal de televisão e som é mais rápido que a imagem.
O rádio é uma das mídias mais longevas, que enfrentou o surgimento da TV, depois da internet e continua com um amplo raio de audiência, principalmente no interior do Brasil, onde o sinal de TV e a internet ainda não chegaram. O rádio poder ser uma ótima ferramenta de comunicação, entretenimento e educação.
A própria rádio em alguns locais atua como ambiente de educação à distância por conta de programas educacionais, em rádios comunitárias.
Tive o privilégio de em 2012 orientar a professora Rosilene Marcelino, de Major Gercino, Santa Catarina, Brasil, e eu projeto na especialização em Mídias na Educação, cujo título do TCC foi "RÁDIO: UMA IMPORTANTE MÍDIA NO PROCESSO ENSINO APRENDIZAGEM NA DISCIPLINA DE ARTES". A postagem abaixo, mostra um pouco desse belo projeto da professora Rosilene que tornou-se ação educativa relevante.
A imagem acima é do DRIVE & LISTEN, uma página na internet, que como o nome indica, permite que viajes às principais cidades do mundo sem sair de casa, bastando escolher a cidade para um tour de carro, acompanhando a programação das rádios locais.
Uma preciosa indicação de meu colega e amigo Carlos Henrique Silva, acadêmico de Pedagogia, de Rio Grande, Rio Grande do Sul, Brasil.
O "Dirigir & Ouvir" lembrou-me do jogo eletrônico GTA - Grand Thef Auto, criado em 1997 e já em sua 5ª versão, que simula prédios e movimentação de uma grande cidade, permitindo que o jogador pilote carros, motos, helicópteros, aviões, barcos, anda pelas ruas numa experiência imersiva (vejam a seguir, vídeo para iniciantes).
Diferente do GTA, que simula apenas ruas e cidades, o DRIVE & LISTEN, é uma experiência imersiva pelas ruas e cidades reais do mundo, ainda com a possibilidade de nesse passeio [que pode tornar-se uma SAÍDA DE ESTUDOS com professores e alunos, em Geografia, História, Sociologia, Literatura, Artes e outras mais, visitando locais do ponto de vista geográfico, histórico, artístico, cultural e social] ainda ficar ouvindo a programação de rádios locais.
Abaixo, link para a referida página e bom passeio a todos:
O vídeo acima, Mikiphone Pocket Phonograph, descrobri na rede social e no portal Pensar Contemporâneo, e trata-se de um fonógrafo, equipamento portátil para ouvir música, criado na distante década de 1920, ou exato um século atrás, contendo o conceito de "nanotecnologia", muito antes de outros recursos avançados como O Walkman (anos 1980), o Discman (anos 1990) e o iPod (2001), vejam imagens abaixo:
O Mikiphone lembra um brinquedo de montar, já que ele foi pensando pra vir compactado e depois remontado pelo usuário, conforme demonstra o vídeo acima. Esse fonógrafo de bolso, que "foi desenhado por Miklós Vadász, um designer húngaro que leva o nome" e, conforme o Pensar Contemporâneo, "Ele encomendou à empresa suíça Pillard a produção em massa e, entre 1925 e 1927, cerca de 180.000 peças deixaram a fábrica".
E o curioso é que esse dispositivo não usava bateria, mas funcionava através do girar de manivela 50 vezes, o que permitia rodar/tocar em disco de 10 polegadas (uma espécie de louça), antecessor ao de vinil (de plástico).
Esse mini gramofone e pai do toca-discos, um século antes já trazia a questão da mobilidade, portabilidade e nanotecnologia.
Para conhecerem um pouco mais da história de outros equipamentos radiofônicos e semelhantes, indico link abaixo:
A imagem acima é da Radio Garden, espécie de Google Maps das Rádios on-line mundo afora, que descobri no Twitter, em que cada pontinho verde é uma estação de rádio on-line que pode ser ouvida em tempo real. Sensacional. Basta clicar nos pontinhos e ir ouvindo as vozes do mundo.
Para acessar ao portal, basta clicar no link logo a seguir, que está marcado a uma rádio e que permite viajar pelas demais, como se faz no Google Maps:
Um ótimo site para que professores e alunos, pais e professores possam explorar.
Um amigo radialista, ao receber o link para a Radio Garden se interessou em incluir sua rádio no portal também. :-)
Certa vez, orientei projeto de Rádio Escola, em que na impossibilidade da professora e sua escola adquirirem equipamentos para instalação, se associaram à rádio comunitária da cidade, o que ampliou o espectro da audição, que originalmente ficaria vinculado apenas ao interior da escola. Com isso, devida a rádio comunitária ter página na internet, foi possível ampliar para toda cidade e o mundo.
Tal projeto pode ser acompanhado no link abaixo:
O vídeo acima, Ciranda Literária na Educação, trata-se de entrevista de 25 minutos, dada pelos idealizadores do projeto literário e educacional, no dia 16/03/2015, ao programa FM Café, da Rádio e TV FURG, da Universidade Federal do Rio Grande, da cidade de Rio Grande, RS, Brasil.
Ciranda Literária é um projeto pedagógico da professora Rita Perez Germano, educadora de Rio Grande, RS, Brasil, que desenvolveu com seus alunos de escola particular. O projeto é resultado de parceria com o educador José Antonio Klaes Roig, educador e editor do blog Educa Tube, que iniciou uma ação familiar e literária de distribuição de livros em locais públicos (com mensagem pedindo sua circulação após leitura do mesmo), acompanhado de seu filho Allan, de 10 anos, e compartilhando as imagens via Facebook, em dezembro/2014.
A partir de conversa, via também rede social Facebook, com a prof. Rita Germano surgiu a ideia de adaptar a ideia à educação, o que foi colocado em prática neste mês de março/2015 na instituição de ensino, acima citada. E os resultados foram ótimos, pois os alunos aderiram de imediato à ideia, trazendo livros de casa para distribuição em locais próximos à escola, conversando com algumas pessoas que foram sensibilizadas para a importância não apenas do exercício do desapego de livros, mas da valorização da circulação de ideias que os livros podem conter. E nisso, a simbologia da "ciranda cirandinha, vamos todos cirandar" é um convite à participação das crianças de todas as idades e cidades. ;-)
Uma ação individual que tornou-se coletiva, calcada nas "pedagogias" do afeto, do exemplo e do desapego; em que pese que as crianças se espelham no comportamento dos adultos, e todo educador deve ter essa consciência de seu papel social de formador de opinião e de mediador entre a informação e o conhecimento...
Erico Verissimo dizia que existiam escritores fecundantes, e que Monteiro Lobato tinha sido um deles que fecundou em si o gosto pela leitura e escrita.
Todo educador, seja pai e/ou professor, deve ser, de certa forma, agir dessa forma, incentivando seus alunos e filhos na leitura e escrita de mundo.
Abaixo, link para os antecedentes da Ciranda Literária, divulgados no Educa Tube Brasil, em 2014:
No Dia Nacional da Poesia, 14/03/2015, o Jornal Agora, de Rio Grande, RS, Brasil, destacou iniciativa da colega e amiga Rita Germano, professora de língua portuguesa e parceira do projeto Ciranda Literária, que o adaptou à realidade escolar, desenvolvendo com seus alunos, conforme link para notícia que foi capa do referido jornal, logo abaixo:
Abaixo, link para fotos do Projeto "Vamos Todos Cirandar", do Ciranda Literária com a turma do 5º ano, na página do Colégio Liceu Saleasiano, de Rio Grande, RS, Brasil:
O vídeo acima, Minute Hacks: How To Boost Your Wifi Signal
, descobri por acaso, quando fui citado no Paper (jornal virtual) do amigo Chris Gar, cantor e compositor do Rio de Janeiro, RJ e editor do portal que leva seu nome Chris Gar.
Esta postagem é fruto dessa "inteligência coletiva" que navega na rede social, compartilhando descobertas ao acaso, socializadas por ilustres desconhecidos, amigos, colegas, que sem essas trocas seria praticamente impossível saber da existência de projetos, atividades, notícias que mostram a criatividade humana, disponibilizada gratuitamente no mundo virtual.
É o caso deste vídeo que achei, ao ler o jornal de Chris Gar, e achei um site despretensioso, chamado Feicebuque, em que seu editor divulga suas descobertas da rede e em rede também, e que trata da possibilidade de aumentar o sinal do Wi-fi, usando uma latinha de cerveja, como demonstra no vídeo acima e no link abaixo:
Uma pequena lata de alumínio, cortada seu fundo, dobrada ao contrário a parte de cima com o lacre, e recortada pela metade a aberta como uma pequena antena parabólica, se colocada sobre a antena do wi-fi, funciona como amplificador de sinal.
Confesso que não testei na minha rede wi-fi, já que meu sinal está no máximo, mas segundo pesquisa e comentários, é procedente a ação. Se alguém testar e quiser me repassar o feedback, socializarei aqui nesta postagem.
Deixado de lado superstições, crendices antigas, de meu tempo de criança, que um copo d'água sobre a TV, ou uma palha de aço de lavar louça na antena VHF melhorava o sinal, o vídeo em questão serve para professores de ciências conversarem com seus alunos sobre as possibilidades tecnológicas e o conhecimento agregado da informação que gere conhecimento mútuo. Muitas vezes conseguimos atingir os mesmos objetivos de projetos grandiosos, utilizando este conhecimento lógico, usando poucos recursos.
Gosto muito de comparar justamente o processo de construção do conhecimento humano à construção civil: nesta, a fundação, os alicerces vem de cima pra baixo (o ensino básico), enquanto o acabamento (reboco, pintura etc) acontece de cima para baixo (tal qual o ensino superior). Observando operários, vi que num prédio de 4 andares, por exemplo, os dois primeiros são feitos com tijolo maciço pra resistir à pressão dos dois demais, feitos com tijolo furado, mais leve. Mal comparando, o tijolo maciço é a aprendizagem pra toda vida, a base do ensino fundamental e médio, enquanto o tijolo furado seria o ensino superior e pós-graduação, que requer mais autonomia. Mas sustentabilidade, do ponto de vista de segurança e longevidade é sim, o tijolo maciço do ensino básico. A base de nossa sustentação ética, moral e social quando estamos em formação ou já temos nossa identidade formada.
Entre o ideal e o possível, às vezes temos que adaptar nossa realidade às possibilidades que o meio permite. Muitas vezes, projetos grandiosos são estressantes e não permitem a continuidade, que atividades mais simples evidenciam.
Exemplo disso, de não tendo condições ideias, adaptou-se projeto didático à realidade local (link abaixo), em que professora da rede pública, minha orientanda em pós-graduação em Mídias na Educação, não podendo adquirir equipamentos para a criação de uma rádio escolar, aliou-se à rádio comunitária para execução do referido projeto que serviu de base para seu TCC - Trabalho de Conclusão de Curso.
Observação: Após publicação desta postagem o colega e amigo Francis Velasquez, educador e produtor digital do Rio de Janeiro, RJ, Brasil, socializou em meu Facebook o link abaixo, que trata de tema semelhante, mas utilizando uma lata de batata fritas:
O vídeo acima Tecnologias aplicadas à educação, trata-se da íntegra da entrevista de José Antonio Klaes Roig, editor do Educa Tube Brasil, ao Programa FM Café, da TV FURG, da Universidade Federal do Rio Grande, RS, Brasil, feita no dia 15/01/2014.
Na oportunidade, José Roig, junto com os professores Péricles Gonçalves (Direito-FURG), Zélia Seibt (SEAD-FURG) e Alessandro Zinn Porto, vice-diretor do Colégio Marista São Francisco, de Rio Grande, RS, discutiram durante uma hora, temas relativas às tecnologias aplicadas à educação.
O Programa FM Café vai ao ar de segunda à sexta, das 13 às 14 horas, podendo ser ouvido e assistido online, via portal da Rádio e TV FURG. O áudio entra automaticamente ao clicar no link. O vídeo da programação online e em tempo real, basta clicar no menu do site, na coluna à esquerda, na opção ASSISTA FURG TV EM TEMPO REAL.
Todos os vídeos/entrevistas do FM Café são reprisados no memso dia às 20 horas,e à noite são disponibilizados no canal do You Tube SECOM FURG.
O vídeo acima, uma pequena homenagem ao Dia dos Pais, pertence a segunda fase do Projeto Rádio Escola da educadora Rosilene Marcelino, de Major Gercino, SC, Brasil, que foi minha orientanda na especialização em Mídias na Educação, cujo título do TCC foi "RÁDIO: UMA IMPORTANTE MÍDIA NO PROCESSO ENSINO APRENDIZAGEM NA DISCIPLINA DE ARTES".
O Projeto Rádio Escola foi a ação didática, da fase final da referida pós-graduação, em que a professora Rosilene Marcelino trabalhou em parceria com a professora de Artes a Hora do Conto, através da Rádio Comunitária Verde Vale, ao lado da Escola de Educação Básica Manoel Vicente Gomes, de Major Gercino, SC.
O projeto foi realizado com alunos do 3° ano do ensino fundamental, juntamente com a professora de artes, a professora regente da turma e o professor da sala informatizada de forma integrada.
Diante da impossibilidade de adquirir equipamentos para a criação de uma rádio escolar, a prof. Rosilene contatou à Rádio Comunitária, próximo da escola, e o projeto tomou um raio de ação imprevisto e muito maior, pois ao invés de ficar restrita a ação didática apenas ao interior da escola, universalizou-se, seja através da sintonia pelo rádio convencional, no raio de ação da comunidade, seja pela posterior criação de vídeos com os arquivos de áudio e postados no You Tube, proporcionando sua audição além do tempo e espaço pré-determinados para a sua emissão.
Como falei à Rosilene, quando de sua orientação: "Projetos ideais, nem sempre são os que nos conferem as condições ideias de trabalho e sim aqueles que pela sua simplicidade nos permitem a possibilidade da continuidade. Projetos grandiosos que estressam todos e não seguem adiante, não cumprem seu papel educacional e social".
O Projeto Rádio Escola em questão uniu o fator local ao universal, quando rompeu os muros da escola e, associando-se a uma rádio comunitária, permitiu a ampliação de sua recepção aos pais, familiares e toda a comunidade escolar, seja pela aparelho de rádio, seja pelo site da rádio na web, seja pelos vídeos posteriores postados no You Tube, conforme, alguns deles, que divulgo abaixo. Sem falar na motivação do alunado para um trabalho coletivo, mediado pelos professores:
Os vídeos acima, são preciosa indicação, via twitter, da professora de Língua Portuguesa Miriam Fajardo, de Jandaia do Sul - PR - Brasil, e editora do blog Tribo da Leitura. Trata-se da última entrevista concedida por Monteiro Lobato ao radialista Murilo Antunes Alves, da Rádio Record, em 1948. Segundo consta da apresentação do referido vídeo no You Tube: "Dois dias após o bate-papo, o escritor vem a falecer, vitimado por um derrame". Monteiro Lobato disse que um país se faz com homens e livros. Uma verdade cada vez mais atual e concreta. Lobato foi um dos primeiros a denunciar a realidade social em seus escritos, e por conta disso, conforme a profa. de Literatura Sandra Piccioni, do Instituto de Estadual de Educação Juvenal Miller, de Rio Grande - RS - Brasil, pode ser considerado um escritor pré-modernista, pois antecipou além disso o regionalismo na literatura. Lobato é o pai da literatura infantil brasileira, o criador da Emília e do Sítio do Picapau Amarelo, comparado por alguns à famosa Terra do Nunca. A profª. Sandra disse também que Lobato era um ecologista intuitivo, o que concordo plenamente, basta ver as campanhas que liderou, os textos que produziu, as saudáveis polêmicas que gerou, etc. Por isso tudo já seria destacável sua vida e obra, mas tem mais ainda... Erico Veríssimo, autor de O tempo e o Vento, entre outros clássicos da literatura brasileira, em suas memórias Solo de clarineta, considerava Monteiro Lobato um escritor fecundante de outros escritores, como ele próprio... O que é muito mais que um elogio... A comprovação da "pedagogia do exemplo", também contida não apenas em pais e educadores, mas também em muitos escritores...