quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

Contrato de Risco (Stingray): televisão, rede social e educação

Imagem acima de STINGRAY ou Contrato de Risco, seriado que passou na TV aberta entre 1985 e 1987, e que lembrei recentemente por ser, ao meu ver o embrião de uma curiosa rede social, ainda que ficcional. Um homem misterioso que resolvia casos intrincados graças a ajuda de pessoas das mais variadas classes sociais e profissões, que lhe deviam favores. Favores estes nunca cobrados em moeda corrente. Apenas era pedido um favor futuro, caso necessitasse. Atualmente, meu papel nas redes sociais tem sido este, de ajudar pessoas sem nada cobrar e quando preciso contar com o apoio também gratuito e generoso de amigos e colegas, tanto no mundo virtual como no real. Já perdi as contas de quantas vezes me pediram ajuda e de quantas solicitei auxílio à minha rede... Cada vez mais tenho a convicção que o futuro da educação e da própria sociedade é compartilhar essas dúvidas e certezas, uns com os outros. E mais: que os educadores precisam saber trabalhar cooperativamente entre si e coolaborativamente com seus alunos... Trabalho cooperativo pressupõe mesmo nível de conhecimento e o colaborativo, em que necessite de um mediador. Vejam abaixo resumo da série Stingray ou Contrato de Risco e me digam se educar, cada vez mais, não é um contrato de risco que requer o acerto entre as partes (educador e educandos) para que o resultado seja satisfatório para todos...

SINOPSE DO SERIADO STINGRAY OU CONTRATO DE RISCO:
Stingray ou Contrato de Risco foi uma série de televisão, do gênero drama e crime, produzido e criado por Stephen J. Cannell, estrelado por Nick Mancuso como Ray, que morava na Southen California e dedicava sem tempo para ajudar as pessoas em dificuldades. Ray era um sujeito meio sombrio e muito pouco era conhecido dele. Ele colocava anúncios em jornais oferecendo seus serviços em troca de outros favores quando os necessitar. Ray não cobrava dinheiro, mas extraia a promessa com antecedência de seu cliente que o reembolsaria em algum futuro próximo executando um outro favor, talvez fácil ou difícil, a pedido de Ray. Quando a série tem início Ray, aparentemente já havia extraído várias promessas de outros clientes, o que lhe permitia solicitar vários outros favores ao longo dos episódios. Ray era um bom motorista, artista marcial, possuía memória fotográfica, adotar diversas personalidades e um excelente encobridor de seus rastros e de sua identidade. Em várias ocasiões, os clientes e as autoridades do governo achavam que haviam descoberto sua verdadeira identidade, mas depois descobriam que estavam completamente enganados. O espetáculo foi apresentado originalmente nos Estados Unidos pela rede NBC, entre 14 de julho de 1985 a 8 de maio de 1987, num total de 23 episódios, de aproximadamente 60 minutos cada e um telefilme em duas partes e no Brasil através da Rede Globo e também pela TV a cabo Sony. A série foi introduzido por um episódio piloto, em duas partes intitulada "Stingray" que foi apresentada pela NBC, nos Estados Unidos, no dia 14 de junho de 1985, contendo 120 minutos de duração e narrava a história de uma promotora pública muito atraente que pede ajuda a Ray para lidar com um criminoso mexicano responsável por seqüestro e morte de várias pessoas. A série semanal propriamente dita começou a ser exibida no dia 11 de março de 1986, com o episódio denominado "Anciente Eyes", que narrava as história de Ray na trilha de um pesquisador desaparecido, quando descobre uma fazenda de maconha, cujos proprietário matavam os trabalhadores quando a colheita acabava. Este seriado não deve ser confundido com uma outra série de marionetes, também chamada "Stingray", produzida na Inglaterra na década de 60, que fez um enorme sucesso em diversas partes do mundo. O seriado Stingray a qual estamos narrando trata-se de uma produção norte-americana do gênero crime e investigação e que coincidentemente possui o mesmo nome.

Como treinar o seu dragão (cinema e educação)


A cena acima, da animação Como treinar o seu dragão , apresenta o universo do cinema que pode ser utilizado na educação, seja o longa-metragem com os alunos, seja fragmentos e cenas na formação de professores, quanto à didática e à metodologia. Já assisti duas vezes a essa animação que possui belo visual, cenas divertidas e motivadoras, com uma mensagem universal.
Soluço, o menino viking não é o modelo de guerreiro que seu pai - Estoico, o imenso - deseja, a começar por não gostar de matar dragões. Moram numaa pequena ilha que é frequentemente assolada por furiosos dragões... Soluço é aprendiz do mestre de armas Bocão e uma noite, resolve por conta própria ajudar a defesa da aldeia, atingindo sem querer um dragão com seu arpão. O menino tenta agradar o pai, mesmo sem vocação. Soluço treina com outros recrutas - dentre eles a menina Astrid - a como enfrentar os dragões.
No dia seguinte, sempre acompanhado de seu bloco de anotações, onde escreve e desenha sobre o mundo ao redor, encontra o dragão que atingiu na noite anterior. Diz que é viking e que vai matar o dragão e arrancar seu coração, mas apieda-se e o solta das redes. O pequeno dragão voa com dificuldade, com a calda machucada. Da convivência que estabelece diariamente com o dragão ferido, apelidado de Banguela, observando-o de longe, e com os recrutas, nos treinamentos sobre como matar dragões, percebe que o conhecimento que todos têm sobre dragões não é o mesmo que ele estabelece com o seju dragão de estimação, e desse conhecimento, acaba se valendo para enfrentar os dragões cativos em seu treinamento, logo se tornando especialista na questão. A observação é essencial para estabelecermos qualquer tipo de interação no mundo real, seja com pessoas ou "dragões". É preciso em parte ser um eterno aprendiz, munido de bloco de notas para fazer registro dessas expedições... E conhecer os "cuspidores de fogo pelas ventas", para poder estabelecer uma efetiva comunicação.
Soluço percebendo problemas de aerodinãmica no voo de Banguela, por conta de seu machucado, pensa e cria um dispositivo mecânico para suprir essa lacuna. Mas precisa colocar em prática e voar. Assim o educador também precisa de, munido do conhecimento empírico e das observações, colocar em prática as soluções que acha convenientes, isso se chama estágio inicial... de qualquer tipo de interação social. Mais, Soluço procura um livro antigo, que resgistra todo conhecimento da aldeia sobre dragões - exceto o Fúria da Noite - que ninguém sabe nada a respeito. Os demais recrutas recusam-se a ler esse livro. Hoje, essencial ler, e ler muito sobre o tema que iremos abordar. A falta de leitura cria o "achismo", o experimentalismo sem amparo suficiente e os equívocos de interpretação, os conceitos relativos, os pré-conceitos e os preconceitos...
Ao levar peixe para alimentar o dragão, Soluço estabelecer um contato e contrato de confiança - é preciso alimentar os sonhos e o conteúdo de quem convive conosco também para ambos alçarem voos longos... Ao acoplar o mecanismo composto de aba de couro, que simula parte da calda machucada, que é presa por cinto, Soluço acaba voando junto com Banguela pelos céus, um dependendo do outro... Parceria. Os dois vão aprendendo um com o outro: Soluço a voar, e o dragão a reaprender a voar... Aprendizagem constante e continuada... Em um mundo dinâmico, não batsa voar é preciso reaprender a voar constantemente, reciclar, se atualizar, pois as coisas mudam. Como li certa vez: cuidado se sabe todas as respostas, pois as perguntas podem mudar. Fato!
No retorno do voo, o pai Estoico, sabendo das façanhas no domínio de dragões, dá a Soluço seu elmo, para seguir a tradição familiar... Ou seja, matar dragões... Soluço e Banguela, a cada voo passam a ter uma visão panorãmica do mundo, lá do alto... E descobrem o ninho do dragão imenso... Soluço quer mostrar outra realidade à sua aldeia, que resiste em mudar o pensamento sobre o mundo e as coisas. O menino descobre que nem todos os dragões são iguais - assim como as pessoas. Assim como os alunos e os próprios professores, cada um tem seu jeito de ser e é preciso estabelecer uma forma de comunicação entre ambos... É preciso que cada qual conheça o mundo do outro... O professor precisa conhecer o universo do aluno e este saber que existe vida antes da informática e da internet e que o conhecimento humano é fruto das sucessivas gerações...
Por fim, unindo o conhecimento adquirido, com o trabalho coletivo de seus amigos recrutas, Soluço lidera seu povo junto ao ninho do temido dragão gigante, conseguindo a redenção com o pai. O filme é um pouco diferente do livro de Cressida Cowell, conforme atesta a crítica literária/cinematográfica (vídeo abaixo), assim como são diversas as adaptações da literatura para o cinema, pois são mídias diferentes e requerem muitas vezes esses ajustes para poder contar uma boa história no formato diferenciado. O que importa é que a história de Como treinar o seu dragão traz uma mensagem universal, que serve bem seu uso na educação, a medida que valoriza a observação, a anotação, a experimentação das coisas ao redor.
Como dito no início desta postagem, um ótimo material para ser usado com alunos, mas também na formação de professores, para tratar de didática e metodologia. Mais uma postagem da série CineEducação, que reúne cenas ou filmes inteiros para tratar de temas relacionados ao cinema e à educação.
CABINE LITERÁRIA - análise crítica do livro

http://youtu.be/uQVJIV-kvy0

terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

A beleza da polinização



O vídeo acima, chamado A beleza da polinização, foi indicação, via Facebook, da amiga Rosa Barros, psicoterapeuta holística do Rio de Janeiro - RJ - Brasil, editora do blog Refletindo. Trata-se de mais que um belíssimo vídeo com cenas de polinização, mas como a evidência maior de uma força superior que rege o universos, como se este fosse mesmo um imenso sistema operacional com seu algoritmo próprio. Tudo funciona com perfeição, os ciclos, os ecossistemas, tudo feito para funcionar como uma engrenagem harmoniosa... Cabe à humanidade perceber e respeitar esse sistema perfeito e preservá-lo, enquanto ainda é tempo. Um rico material, não apenas para tratar meio ambiente e educação ambiental, mas para tratar de relações humanas e sociais, de trabalho coletivo, como em colmeia, etc. Um divino material como prova da presença de Deus - independente da crença de cada um - entre nós... Amém.
Como diz o slogan da apresentação no You Tube: We are all dependent to each other. Taken from TEDTalks
Nós somos todos dependentes um do outro.
Endosso, adoço e repasso...
Como escreveu Erico Verissimo em sua autobiografia Solo de clarineta, existem escritores que são fecundantes de outros escritores. Parafraseando-o, digo que existem educadores polinizadores de outros educadores, que graças ao seu fazer pedagógico estimularam a outros alunos seguirem sua profissão e vocação. Sim, há que se distinguir profissão de vocação, pois a primeira é um cargo e a outra uma função. Nem todo professor é um educador. Educar é dialogar, é polinizar ideias e ideais em uma turma, como flores num jardim. Algumas se abrirão e colorirão os dias de outros; outras secaram ou servirão de modelos para naturezas mortas em pinturas estáticas de paredes mofadas...
Educar é fazer florescer o saber prévio, que o aluno traz de casa, aliado ao saber formal que aprenderá na escola... :-))

Aprendizagem e Criação em Rede

Aprendizagem e Criação em Rede from Weslei Vianna on Vimeo.

O vídeo acima, Aprendizagem e Criação em Rede, foi indicação indireta, via Twitter de Debora Sebriam, Master em Engenharia de Mídias para a Educação, professora, multifuncional, em São Paulo - SP, Brasil e editora do blog Internetando. Trata-se de vídeo de Weslei Vianna referente palestra com Augusto de Franco sobre redes sociais. Um potimo material para quem já atua em redes sociais e/ou para quem deseja ingressar no mundo virtual. Traz conceitos e desmistifica outros, como Interação e Participação... Augusto diz que "Somos formados para o mundo centralizado (educação ainda é centralizada). Mas o mundo cada vez mais distribuído." Que "A natureza se adapta ao próprio meio" e que existe "A ilusão do mundo único... Quando se está em rede, o seu mundo é a sua rede." Para ele existem "Muitos mundos, através das diversas formas de comunicação..." A "Broadcast - Rede, que dá essa ilusão de mundo único." Mas afinal o que é Rede? Segundo De Franco, é preciso saber a "difereneça entre descentralização e distribuição, entre participação e interação... entre o site da rede e a rede; facebook e tuiter são os sites da rede, a rede social são as pessoas interagindo e não a rede/ferramenta". A seguir, mostra o diagrama de Paul Baran que trata das estações de trabalho, em que o primeiro modelo é o centralizado, em que a rede possui um centro único, na descentralizada, muitos centros... e na distribuída ocorre uma distribuição de tarefas a maneira dos neuronios conectados no cérebro, múltiplas conexões". Conforme Augusto, "99% das organizações são descentralizadas, não há um link direto" com a chefia maior. E que "Redes mais distribuídas que descentralizadas são multiplos caminhos de chegar." E ainda afirma que "não são as pessoas que fazem a diferença mas a maneira como são distribuídas", no que concordo plenamente. A escola não é distribuída, muitas vezes é centralizada na figura do diretor ou descentralizada em outros centros que nem sempre se comunicam ao mesmo tempo e espaço. Para De Franco "participação é reunião, uma parte de um negócio, cuja as regras já existiam antes da interação dele. Interação é conviver" e dá o incrível exemplo do torpedo/sms e seu papel social em diversos eventos mundiais, como recentemente no conflito que depôs o ditador Mubarak, no Egito, em que a Rede de Internet foi bloqueada pelo governo, mas que através de torpedos, as pessoas mantiveram contato. É o que chama de modelo p to p, ou people to people, pessoa para pessoa... Penso que o uso sitemático e distribuído de sms no espaço escolar e fora dele, por professores e alunos - desde que haja um programa de barateamento ou isenção disto, tipo o professor cadastrar sua turma numa empresa de telefonia e pague um centavo, ou sejam todos isentos - seria grande revolução na educação, pois poderiam ser envados arquivos no formato Podcast, com áudio, que seriam editados via programas como Audacity, em que basta ter um computador e um microfone e fazer um arquivo de som, como atividade complementar e enviar aos alunos. Estes pediram reenviar suas produções e todo esse rico material ficar armazenado, ou na Nuvem, ou nalgum computador, HD externo etc. Mas para isso, requer uma distribuição que venha de cima para baixo, em que o professor é um dos elos dessa Rede, que requer comprometimento do gestor escolar, o gestor público, toda equipe diretiva, corpo docente e discente, comunidade escolar e sociedade. Entretanto, atualmente, por desconhecimento ou receio, fones celular e várias m´dias e redes sociais são proibidas no espaço escolar... De Franco demonstra que "só somos pessoas por que imitamos outra pessoa, uma criança não sobrevive sozinha. Aprendizagem é imitação, baseado num fenômeno não voluntário, mas da interação social". E remetendo-me à formação de professores, vejo também que é preciso distribuir a Rede, não penas lógica e sem fio, no que tange à informática, mas a rede social da própria esocla, usando ou não as tecnologias... prover e promover espaços físicos e temporais de diálogo entre os educadores, para roca de experiências, dúvidas e certezas. Afinal, por imitação, primeiro reproduzindo o que o colega fez, depois produzindo o próprio conteúdo, ai sim, a Rede será melhor distribuída, outros educadores poderão conhecer o trabalho do colega, que às vezes mal tem tempo de dizer bom dia, que trabalham no mesmo espaço público, porém, só se encontram nos intervalos para o café ou reuniões administrativas, conselhos escolares. Há que ter um espaço próprio para formação continuada, troca de experiências e planejamento distribuído de ações. Por fim, De Franco conclui dizendo que "os mundos ficam menores a medida que há a interação, quanto mais interativo, mais contraí o mundo" e mais aproxima as pessoas, mesmo que vivam a quilômetros de distância uns dos outros. Uma ótima palestra para se pensar na Rede e no Social, nem toda rede é social... nós que damos o foco social a uma rede ou não... Uma rede social escolar é a reunião de educadores interagindo com foco e função social em sua comunidade escolar. Para De Franco "a tecnologia não muda a sociedade, mas o uso dela que a faz social. A sociedade que força a tecnologia a se inovar", e percebo bem isso a partir de pesquisas no Twitter e Facebook. Muitos recursos vão surgindo a partir de uma demanda natural que ocorre dentro das próprias redes, que as vão inovando e renovando. Augusto relembra que "os apaches faziam rede com sinal de fumaça, os africanos com tambor, com essas mídias pode-se fazer rede", "a declaração de independência dos EUA foi feita em rede: a carta, [a pena e o tinteiro], e o cavalo; escrita por muitas mãos. A mídia era a própria carta." Penso que uma bilbioteca esoclar bem utilizada promove uma rede, uma corrente do bem, de troca de saberes entre professores e alunos, muito melhor que um laboratório de informática mal utilizado, de forma apenas recreativa e de pesquisa simples no Google, sem um planejamento efetivo de utilização das TIC e mídias com enfoque social e educacional. Uma palestra provocadora e motivadora que socializo com os visitantes e seguidores do Educa Tube.

domingo, 26 de fevereiro de 2012

Paulo Freire Contemporâneo - Documentário TV Escola



O documentário acima, Paulo Freire Contemporâneo, produzido pela TV Escola / MEC, encontrei também no You Tube e socializo a todos os educadores, por ser essencial àqueles que se propõem aprender Pa aprender, já que educar é um dipalogo constante com o tempo e o espaço. O pensamento de paulo Freire ainda á atual, inclusive em tempos de tencologias da informação e da comunicação e muito do que este educador pregou, coloco em prática em cursos, oficinas, palestras e/ ou conversar com outros educadores e projetos de aprendizagem com alunos. "Educar é ter a consciência do inacabamento", "a leitura de mundo antecede a da palavra" e outros pensamentos de Freire encontram eco hoje em dia, numa geração audiovisual... Que aprende a a lidar com a tecnologia, de forma autodidata, utilizando jogos em lingua estrangeira, quando sequer estão alfabetizados na língua materna. Socializem esse documentário em sua escola, pois estudar Paulo Freire ainda é uma prática necessária, motivadora, reflexiva e atual.

O Preço do Amanhã e a metáfora do cotidiano (cinema e educação)



O Preço do Amanhã, filme com direção de Andrew Niccol e ótima interpretação de Justin Timberlake (ator e cantor) é um desses momentos criativos, provocadores e inteligentes de um cinema, cada vez mais preocupado com efeitos especiais do que com uma boa história que nos faça pensar profundamente no tempo presente, ainda que a história nos remeta a um futuro não "tão tão distante" assim... O enredo é feito de diversas camadas de interpretação e reflexão. Uma espécie de Matrix.. Mais um filme com o marcador CinEducação.
Veja resumo abaixo, extraído do You Tube:

"No mundo de "O Preço do Amanhã", tempo virou moeda. As pessoas param de envelhecer aos 25 anos. Os ricos conseguem 'ganhar' décadas de uma só vez, podendo até se tornar imortais. Os outros têm de pedir esmolas, pegar emprestado ou roubar mais horas pra chegar vivo até o final do dia. Ao ser falsamente acusado de assassinato, Will Salas terá de provar sua inocência e descobrir um jeito de destruir este sistema."

Análise do Educa Tube sobre o filme:

O PREÇO DO AMANHÃ, trata das relações entre o Capital e o Trabalho, em que o Tempo é a moeda corrente. Trabalho de muitos, riqueza de poucos. Neste mundo idealizado, as pessoas usam relógios digitais implantados sobre a pele que servem para calcular o tempo em sentido decrescente que cada um possui e serve de moeda de troca para aquisição de bens, serviços e a própria manutenção da vida. Sem tempo não há vida, e quando o relógio é zerado a vida cessa automaticamente sem chances de retorno. É uma corrida contra o tempo para os assalariados e um passeio sem pressa para os que são afortunados pelo Tempo. Assim como na vida real, as pessoas percebem pelo modo de andar quem é quem: os pobres vivem correndo, os donos do Tempo sem pressa alguma.
Durante o filme, algumas frases levam a reflexão: "os pobres morrem e os ricos não vivem", diz uma personagem. Os assalariados vivem sem perspectivas, vivendo o hoje para garantir o amanhã. Trabalham muito hoje para garantir o mínimo de mais um dia de sobrevivência. São todos sobreviventes, confinados em seus guetos, impedidos de atravessar a fronteira que leva a Zona do Tempo, que cobra pedágio de 1 ano de vida a cada parada e são várias até chegar ao topo do poder e da riqueza. O que impede de um simples mortal chegar até lá, justamente pela falta de "tempo".
Até ai, alguma semelhança com fatos e pessoas do mundo real?
Tempo literalmente é dinheiro nesse mundo futuro. Somente nesse mundo e nesse futuro? Um minuto de tempo equivale a uma ligação telefônica, descontado do relógio digital implantado no braço; 1 ano igual a uma noite em uma suíte hotel de luxo; 59 anos paga um valioso carro importado. A falsa eternidade, adquirida através da exploração do capital pelo trabalho. Logicamente que os abonados pelo Tempo não têm 59 anos seus para adquirir um carro luxuoso, mas sim a acumulação da mais valia, do que deveria ser pago de forma justa pelo trabalho semi-escravo do trabalhador. Dessa acumulação indevida, de empresas que não cumprem leis trabalhistas, contando com a inércia da Justiça, é que se formam grandes fortunas. Já dizia ditado popular: "O trabalho enobrece o homem e enriquece o patrão". Brincadeiras à parte, o assunto é serio, e cada vez mais a distância entre mortais e imortais é calculada pelo Tempo/Riqueza que uns e outros possuem ou não. Pagar um milhão de reais mensais a jogador de bola e dividir esse valor pelo salário mínimo nacional que equivale a R$ 622,00 significa 1.607,72 salários. Se levarmos em conta que a expectativa de vida do brasileiro que é de 73,2, e convertermos isso em meses, são 876,2 meses (arredondei para 876) equivale a 1,84, ou quase 2 vidas inteiras de um trabalhador.
É a falsa eternidade, pois ainda que um carro de luxo equivalha a 59 anos de vida, no filme, se colocássemos todo o patrimônio de um milionário e o convertêssemos em tempo de vida, logicamente caracterizaria a eternidade, se comparado com o dia a dia suado de cada trabalhador que mal ganha para a própria subsistência digna e é preciso, como no filme, atingir cada vez mais uma cota, o que remete ao tempo da Inconfidência Mineira, em que as taxas eram aumentadas mais e mais (vide História do Brasil e a derrama).
Na Matrix Real, riqueza existe suficiente no mundo, que se compartilhada entre todos, daria uma vida digna e todos, sem pobre nem ricos. Estudos comprovam isso. Utopia? Para o modelo atual, calcado no petróleo, armas, drogas e corrupção, logicamente uma Utopia Selvagem... Praticamente impossível de ser revertida. Entretanto, recursos existem, o que não existe é a devida distribuição justa de renda, e a devida valorização do trabalho pelo capital...
Um filme para trabalhar questões históricas e matemáticas como as quatro operações normais (adição, subtração, multiplicação e divisão), além de proporção, conversão, associação entre tempo e dinheiro, propondo aos alunos esse exercício de conversão entre quanto tempo é necessário para adquirir tal bem ou serviço, enfim, várias possibilidades de uso matemático com alunos das séries finais do ensino fundamental e alunos do ensino médio. Esse um dos exemplos de uso pedagógico deste filme que pretendo rever em breve, pois propõe uma outra Matrix para a sociedade...
Seria interessante converter, com base no salário mínimo, outros bens e serviços, e convertê-los em tempo ao invés de dinheiro. Ver quanto da vida de um trabalhador custa uma prosaica garrafa de água, uma refeição, uma passagem de ônibus, uma calça jeans, uma camiseta, etc. dadas as diferenças de preços e não ser professor de matemática, deixo aos colegas essa trabalho e indicação de projeto, unindo cinema e educação. :-))
Posterior a publicação desta postagem vi notícia de jornal que vem ao encontro ao tema deste post, que calcula "quantos dias de trabalho são necessários para comprar um bem".

Veja quantos dias de trabalho são necessários para comprar um bem

Por fim, já que o tema desta postagem é o Tempo, segue abaixo a canção Oração do Tempo, de autoria de Caetano Veloso, com interpretação magistral de Maria Bethânia, que introduz versos de Vinícius de Moraes, antes da referida canção. Um efeito mais que especial...


http://youtu.be/jHTcEj_Am2E

Veja abaixo também o videoclipe Savin Me, da banda Nickelback, que é trilha sonora do filme In Time (O Preço do Amanhã).



Abaixo, link para download do filme O Preço do Amanhã, via blog Baixar Filmes Completos:

O PREÇO DO AMANHÂ - DOWNLOAD

sábado, 25 de fevereiro de 2012

Ser diferente é normal


O vídeo acima, Ser diferente é normal, produzido para o Instituto Meta Social é um criativo material para trabalhar a questão da educação, da educação especial, da inclusão tecnológica, educacional e social no espaço escolar. No caso da menina diferente, acima, de fato, sua diferença é que toca bateria. Ótima mensagem para reflexão e motivação. Diferentes, todos somos, até os siameses e os gêmeos, dito idênticos, possuem suas diferentes, enquanto indivíduo. Aceitar as diferenças no espaço escolar é o primeiro desafio, não apenas do professor como da própria instituição, não fossem assim, e não seria necessário a criação de medidas chamadas afirmativas, promovendo a inclusão não apenas de alunos com alguma deficiência (física, motora, visual, mental, auditiva etc), como de outras vunerabilidades. Entretanto, a aprendizagem, seja na ensino regular como na educação especial, dadas as devidas proporções, ocorre de forma bem similar, em que num grupo temos alunos com aprendem com mais facilidade, outros com maior dificuldade e os que são medianos. Como formador de outros educadores, vejo em minhas turmas formadas por diversos professores, no que tange às tecnologias no meio escolar e suas possibilidades, também esses três grupos bem definidos: os que já possuem uma trajetória no uso das TIC, mas querem se atualizar, os que estão migrando para esse "admirável mundo novo", os que são totalmente leigos... E em todos os grupos sociais que venhamos a reunir, teremos a mesma impressão; SER DIFERENTE É SER NORMAL.

Abaixo, apresentação do vídeo da Menina Diferente, no You Tube: Menina Diferente: esse é o título do novo filme do Instituto MetaSocial criado pela Giovanni+Draftfcb. Essa é a sexta campanha desenvolvida pela agência para a ONG que dá orientação aos pais de filhos com síndrome de Down. No filme, Paula Werneck, atriz que já protagonizou outras campanhas do MetaSocial, está em casa e declara ser uma menina diferente. A suposição leva a crer que essa "diferença" seria por outros motivos até que ela declara que é por gostar de tocar bateria.

O Educa Tube aproveita a notícia que lida no Facebook, para compartilhar e socializar aqui no Educa Tube, por vim de encontro, tanto ao vídeo como ao texto acima:

Estudante de 21 anos é o primeiro com Síndrome de Down a passar no vestibular da Universidade Federal de Goiás

Abaixo, reproduzo, com a devida referência, teor da notícia e imagem:
Kallil Assis Tavares, 21, é o primeiro estudante com Síndrome de Down a ingressar na UFG (Universidade Federal de Goiás). Ele foi aprovado para o curso de geografia, no campus de Jataí, cidade a 325 quilômetros de Goiânia. O curso tinha concorrência de 1,2 candidatos por vagas. A escolha do curso e a decisão de prestar o vestibular partiram de Tavares, que foi aprovado em seu primeiro processo seletivo. A mãe do estudante, Eunice Tavares, conta que o filho não teve avaliação diferenciada e concorreu "de igual para igual" com os demais candidatos. Por ter uma baixa visão, ele teve uma prova com letras maiores e uma pessoa que leu as questões. Ela conta que, desde a adolescência, o filho despertou um interesse maior pelos mapas. O jovem iniciará a vida acadêmica na segunda-feira, 27. Em entrevista ao UOL, Eunice diz que a família está tranquila em relação à nova etapa da vida de Tavares. Segundo ela, não há nada "especial" planejado para os primeiros dias de aula. Eunice conta que a vida escolar do filho, que frequentava uma escola de ensino regular, foi tranquila: "Ele sempre se preocupou com seus deveres. É algo novo, mas vamos esperar os acontecimentos. E quando forem aparecendo as questões, as soluções virão aos poucos".

Fonte: http://vestibular.uol.com.br/ultimas-noticias/2012/02/23/estudante-de-21-anos-e-o-primeiro-com-sindrome-de-down-a-passar-no-vestibular-da-universidade-federal-de-goias.jhtm

Vermelho como o céu (CinEducação)



O filem acima, Vermelho como o céu.
Imaginem um menino italiano, Mirco, de 10 anos que adora cinema... Em seguida, um disparo acidental com arma de fogo que o deixa cego... Rejeitado pela escola pública, é levado para Instituto de deficientes visuais, em Gênova. É a década de 1970 e o menino passa a ter aula com outros meninos cegos, nessa espécie de reformatório, pois a mentalidade da época (e até hoje, por conta do desconhecimento de alguns, é que deficiente não pode levar uma vida quase normal).
Entretanto, lá um dos professores, um padre, dá de presente a Mirco um velho gravador. Inicialmente o menino começa a coletar sons da natureza, mas logo, por conta de sua criatividade e educação cinematográfica, começa a criar, junto com outros internos suas histórias sonoras.
Imaginaram tudo isso? Que bela história que daria um filme, não é mesmo? Pois, de fato, uma história real, de um menino que depois tornou-se um dos maiores sonoplastas do cinema italiano.
O filme Vermelho como o céu é inspirado nesta história real, contando com a brilhante interpretação de Luca Capriotti como Mirco, o menino cego que continua a sua história de amor ao cinema, mesmo sem poder enxergar... Um filme que mostra como as crianças se unem para criar histórias e sons, e como o papel de um professor progressista em uma instituição conservadora faz a diferença.
Um filme para usar em formações de professores para tratar de didática e metodologia; para usar em reunião de pais para falar de conceitos, pré-conceitos e preconceitos, sobre inclusão, deficiência, educação e sociedade. Por fim, um filme para tratar com alunos sobre projetos colaborativos, usando cinema, arte, cultura, mídias, tecnologias e outros recursos...
Neste caso, um velho gravador foi o diferencial, mas se não existisse o gravador, não impediria que os alunos cegos fizessem a sonoplastia de suas histórias sonoras; apenas não ficaria registrado esse trabalho. Assim acontece nas escolas. Muitos ricos projetos são feitos, produzidos e quando muito, apenas divulgados entre a turma, na escola ou para os pais... As mídias e redes sociais são ferramentas que podem divulgar e socializar belos projetos, usando ou não as mídias, mas em que o tema e foco principal seja a própria educação.
Abaixo, imagem do cartaz do referido filme, bem como links para assisti-lo online ou baixá-lo para uso educacional:


quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

O Homem que Plantava Árvores

O belíssimo curta de animação acima, vencedor de um Oscar, chamado O Homem que Plantava Árvores, foi indicação, via Facebook, da amiga Rosa Barros, psicoterapeuta holística do Rio de Janeiro - RJ - Brasil, editora do blog Refletindo. Trata de, como consta na apresentação do You Tube de "um tributo ao trabalho árduo e à paciência. Conta a história de um homem bom e simples, um pastor que, em total sintonia com a natureza, faz crescer uma floresta onde antes era uma região árida e inóspita. As sementes por ele plantadas representam a esperança de que podemos deixar pra trás um mundo mais belo e promissor do que aquele que herdamos." Uma mensagem universal, sobre como o indivíduo pode interagir com o meio ambiente, mas acima de tudo, vejo este vídeo como a metáfora da educação: um trabalho também árduo de plantar idéias e ideais em filhos e alunos. Cada jovem é uma pequena árvore que plantamos, cultivamos e passamos a ela nossos valores. Como digo: filhos são nossa pequena imortalidade. Para um educador, o aluno que segue os ideias do professor também mantém eterno o ideal de compartilhar aprendizagens. Um vídeo que vejo intertextualidade com o filme Muito Além do Jardim, que já fiz postagem também no Educa Tube, em 2009, conforme link abaixo, que recomendo leitura, pois trata da história de um jardineiro que nunca saiu da mansão em que trabalhava, até o dia que o dono desta falece e ele acaba despejado e passa a conhecer o mundo lá fora. Como o jardineiro era uma pessoa muito simples e ingênua, sai a vagar sem destino e ao sentar no banco de uma praça começa a conversar com um político. A conversa para o jardineiro se resume ao seu jardim, mas o político entende suas sábias palavras como se fossem metáforas da vida e da política e o adota como consultor, sendo inclusive eleito presidente dos Estados Unidos. Um filme perfeito para discutir a própria escola, muito além dos muros desta, em que precisamos ter uma visão panorâmica do todo - trabalhar de forma integrada com outras disciplinas, de forma interdisciplinas e multidisciplinar - para não ficarmos confinados apenas em nosso jardim...

 Muito Além do Jardim, o filme

http://educa-tube.blogspot.com/2009/12/educacao-e-cinema-muito-alem-do-jardim.html

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

Memórias



Memórias, vídeo acima,descobri no You Tube e trata-se de material para refletir sobre o poder das imagens no tempo e no espaço. Vencedor de diversos prêmios (2010/2011), um curta-metragem que escrito, dirigido e ediutado por Radoslaw Sienski, tem como canção a belíssima Runalong (versão acústica), da banda eslovena Silence (vide vídeo abaixo).
Um senhor idoso que caminha pela rua e vai recolhendo filmes fotográficos com cenas de sua vida, que passa ser automaticamente revivida, algo que remete também ao filme Efeito Borboleta, em que um jovem ao fixar a visão sobre uma fotografia, volta literalmente ao passado para tentar modificá-lo. Mas a cada mundança outras coisa vão se alterando ao redor, não apenas em sua vida mas nos demais...
Memórias é um material que bem pode ser usado no retorno das aulas, com alunos, para a partir de imagens descrever a vida e o entorno de cada um, criando com essas imagens um mosaico da própria turma. Ou pensar, no retorno em sair com a turma no entorno da escola fotografando coisas que posam ser trabalhadas dentro do conteúdo da disciplina, unindo texto e contexto. Uma sugestão apenas.
Afinal nossa memória visual grava em cada espaço um pouco do tempo passado, que é revisitado quando se retorna ao local ou quando se revê fotografias daquele tempo perdido dentro de nós...
A vida passa como um filme, numa sucessão de frames, dos mais relevantes, das alegrias e tristezas. Para alguns a vida é curta e de curta-metragem, para outros parece um longa-metragem. Que possamos fazer de nossas memórias um refúgio e um sentido para a própria vida.



Vejam também cena 1, do filme Efeito Borboleta, que pode ser assitido na íntegra no You Tube, através do vídeos correlados. Trata de memória, história, viagem no tempo, etc. Recomendo. Com uma intepretação comovente de Ashton Kurcher, conhecido mais por comédias românticas e de besteirol, que neste filme prova seu talento. :-)))

domingo, 5 de fevereiro de 2012

Sonhos à venda (Além da Imaginação) e os paraísos artificiais



O vídeo acima, Sonhos à venda, de 1985, pertence a série Além da Imaginação, que fez muito sucesso nos EUA e Brasil, por mesclar ficção, mistério, suspense.
Eis o argumento do vídeo: "Em um futuro distante, mulher (Meg Foster) aproveita seu período de descanso durante o estressante trabalho e instala-se em uma máquina que gera fantasias idílicas. Só que algo sai errado..."
Tudo começa bem, com o som de caixinha de música de trilha sonora, um local paradisíaco, uma família perfeita, mas de repente algo começa a confundir a mulher, que logo desperta do sono. Tudo não passou de um sonho comprado em uma fábrica em que as pessoas, em férias, vestidas com trajes que lembram astronautas, adentram em suas pequenas cápsulas do tempo e viajam para paraísos artificiais.
Foi Charles Baudelaire que  chamou de Paraísos artificiais as  "satisfações momentâneas que os homens buscavam para fugir da mediocridade existencial a que a grande maioria estava condenada, mesmo que o despertar daquele fugaz momento edênico tivesse horríveis consequências".
Um belo material para tratar de história e ficção, fantasia e realidade, presente, passado e futuro, sonhos e decepções... De fato, coisas repetitivas nos fazem refletir sobre nosso cotidiano, e muitas vezes nos despertam para uma outra realidade além de nossa imaginação...
Como num imenso videogame em 3D, a moça depois de desperta é alertada pelo funcionário da empresa que vende sonhos, que ainda tem mais 6 minutos de vida naquele local, antes de ter que voltar para o trabalho. Talvez uma crítica ao nosso moda de vida, que só consigamos muitas vezes sermos felizes apelando para esse diversos paraísos artificiais que nos são oferecidos: internet, jogos eletrônicos, bebidas, drogas etc Muitas pessoas dedicam horas a fio diante de um computador em redes sociais, mas nem sempre sendo o que de fato são, vivendo avatares, perfis fakes, como se fossem outros. Idealizações.
9 minutos de vídeo para tratar de diversos assuntos entre pais e filhos, professores e alunos.
Afinal, parafraseando Renato Russo, em sua canção Índios: "(...) o futuro não é mais como era antigamente".
Que lição esse filme nos traz? Que devemos trabalhar para viver, mas não viver para trabalhar. Que o lazer deve ser preservado e não comercializado. Que os sonhos melhores de serem vividos, são aqueles de olhos bem abertos, acordados... E com pessoas de carne e osso, independente de estarem próximas ou distantes...



Não vale a pena

 
O slogan da campanha, ”Nemyslis Zaplatis” em checo, significa “Não vale a pena”. 
Para refletir sobre o que chamo de "correr muito para não chegar a lugar algum". De que adianta ganhar alguns segundos, minutos e/ou horas e colocar em risco a própria vida e de outros, atrassar o próprio viver???
Educação no trânsito começa na auto-escola familiar, pois as crianças reproduzem o que os pais fazem ao volante. 
Pense, pare, olhe antes de atrevssar e/ou acelerar, nas pistas, ruas e vida.

Coma, viva, ame...


O vídeo acima, chamado Coma, descobri no You Tube, e trata-se de um curta-metragem de apenas 1 minuto que diz muito mais que muito longa-metragem...
Coma, beba, viva, respire fundo, ame muito, pois às vezes a alma quer, mas o corpo não permite, pelos mais variados motivos, e ao invés de mera embalagem do ser, torna-se uma diminuta e amarga prisão.
Para refletir e motivar.

O Unicórnio de Porcelana e os Escritores da Liberdade


O curta-metragem acima, Unicórnio de porcelana, foi indicação, via Facebook, da colega e amiga Elisângela Zampieri, professora da educação especial de Curitibanos - SC, Brasil, editora do blog Sobre Educação e colunista do portal INCLUSIVE.
Trata-se de vídeo que em apenas 3 minutos, de Keegan Wilcox, diretor e produtor de cinema, que narra de forma delicada os horrores vividos durante a II Guerra Mundial na Alemanha nazista, e que fala de temas de profunda complexidade com rara beleza e delicadeza: nazismo, opressão, intolerância, edenção, memória, esquecimento, reencontros, perdas e ganhos.
A memória, para uns, pode ser como o unicórnio de porcelana, quebrado, esmagado, tornado quase pó.
Mas para outros, ainda que restaurada com suas marcas do tempo, suas fissuras, suas partes faltando, é o que faz a humanidade seguir adiante, embusca de um mundo melhor. Sem a memória, seríamos condenados a repetir os mesmas coisas e dias, sem aprender com nossos erros. A aprendizagem se faz por exeperimentação, tentativa, erros e acertos... A atual geração, diferentemente da anterior, não tem medo de errar, de mexer, "bagunçar" tudo, mas entre els, compartilhar as descobertas.
Um vídeo incrível e rico material para educadores refletirem com seus alunos sobre história, tempo e memória - o tripé de nossa civilização.
O Unicórnio de porcelana, segundo notícia "foi escolhido por ninguém menos que Ridley Scott, diretor de Blade Runner, o melhor curta no concurso Parallel Lines: Tell it Your Way (linhas paralelas: conte da sua maneira), lançado pela Philips. Pelas regras, o filme deveria ter até três minutos, com exatas seis linhas de diálogo. Foram inscritos mais de 600 projetos, e também houve um vencedor pelo voto popular, através do Youtube".

Para saber mais do vídeo acima, leia  o texto de Rita Souza, no link abaixo:


A delicadeza de uma história bem contada em 3 minutos e que Ridley Scott premiou

Abaixo, cenas do filme Escritores da Liberdade, em que inspiarado em fatos reais da vida da professora Erin, mostra as estratégias metodológicas e didáticas para atuar em uma escola dividida pelo confronto de guagues (hispânicas e afro-americanas). Erin, depois de tentativas infrutíveras apelas para um caerno de pauta simples, que distribui aos alunos e pede que aqueles que queiram contar a sua história, assim  o façam e coloquem ao final de cada aula no armário ao fundo da sala. Aos poucos, os relatos dos jovens servem de fio condutor à história narrada e às formas de interação que Erin consegue sensibilizar os alunos. No segundo momento, une a história particular à universal, dando de presente a cada aluno um exemplar de O Diário de Anne Frank, confinada em um gueto durante a II Grande Guerra Mundial, durante o período nazista. Logo ocorre a identificação do relato da menina judia com os alunos, também confinados em seus guetos. No terceiro momento a professora leva sua turma a visitar o museu do holocausto e um show de realidade ocorre. Um filme perfeito para tratar de metodologias de interação com alunos, pois dá voz (através do caderno), apresenta um conteúdo relevante (diário) e ainda promove saídas de campo (passeio ao museu) para que todos vivenciem a teoria na prática. Vejam o filme na íntegra, ou pesquisando os links das demais partes no You Tube, ou locando numa locadora ou adquirindo, como fiz, para seu acervo particular para uso universal com professores e alunos.
Abaixo, parte 2 do filme:

Abaixo, parte 3 do filme:


Percebam, aos 8 minutos da cena 3, o diálogo entre a professora e a responsável pelo "depósito de livros" da escola, que poderia ser uma biblioteca viva, e os entraves burocráticos entre o ideal e o possível, entre o teórico e o prático. Um dos professores diz que a integração é uma mentira. Erin, provoca justamente o contrário.
Muitas vezes, à teoria, faz-se necessário acrescentar doses práticas de intuição, experimentação, interação... misturadas à sensibilidade, conhecimento de mundo, intertextualidade entre o real e o virtual... entre a ficção e a realidade, entre o particular e o universal. Porém, como tenho debatido neste blog e nas redes sociais: ao professor cabe estebelecer estratégias com o aluno, mas cabe à equipe diretiva, ao gestor escolar e ao gestor público, enfim, ao sistema de ensino, como um todo, incentivar que atividades como da professora Erin façam parte do projeto político pedagógico, como metas da escola como um todo, e não de um educador entre outros. Pois, muitos projetos premiados de educadores, são projetos pessoais que acabam sendo encampados pela escola, e não o contrário. Mudar a rede lógica da escola, deve começar pela discussão da metodologia e nem tanto da tecnologia.
O que a professora Erin promove é justamente isso: resgatar a história de vida de cada aluno e torná-la intertextual com a de Anne Frank, que simboliza a luta pela dignidade humana, pela sobrevivência, pelo não esquecimento das atrocidades cometidas por regimes totalitários, pela eternidade de um relato, através de seus memórias preservadas em livro, através dos tempos... Relembrar para jamais esquecer.
Ainda da cena 3, fantástica a dinâmica de grupo, promovida pela prof. Erin, que divide a turma em 2 grupos, conforme eles próprios se dividem e faz uma linha ao meio na sala, e começa a perguntar coisas como quem já sofreu ameaça, dê um passo, quem levou tiro, mais um passo... Ao final, os 2 grupos estão frente a frente, nessa "linha do tempo", provando que ambos têm mais coisas em comum do que diferenças. Fantástico!!! Revelador, provocador, essencial...
Um dos filmes mais apropriados para professores com alunos e educadores com outros educadores discutirem desde didática e metodologia, até gestão de recursos físicos, financeiros e humanos...
Vejam o filme até o final e levem-no para à sala de aula. Comovedor, motivador, impactante.
"Qualquer semelhança com alguns ambientes da vida real é mera coincidência?"...

sábado, 4 de fevereiro de 2012

A Massa e a Mídia


A ilustração acima, descobri no Facebook, e trata-se de citação "A massa mantém a marca, a marca mantém a mídia e a mídia controla a massa", de George Orwell, autor de clássicos da literatura mundial, dentre eles 1984, que mais do que um romance futurista é uma contundente denúncia dos regimes totalitários de direita e de esquerda, de sua época (1949), onde existe a figura onipresente do Grande Irmão que tudo vê, tudo sabe, tudo controla, e que inspirou até mesmo os reality shows.
Fiz um link com uma canção da MPB, lá dos anos 1980, de autoria de Raimundo Sodré, que chama-se justamente A Massa, e que tem muito a ver com a imagem acima. Afinal, a atual geração vive muito em função da mídia e das marcas, seja de roupas, brinquedos, eletrônicos etc.
Ouçam, reflitam e repassem. Para discutir textos e contextos históricos, artísticos e culturais no espaço escolar e familiar, tanto por professores de língua portuguesa e literatura, como de artes, música, história etc.e educadores em geral.



Letra da canção A Massa, de Raimundo Sodré (1980):

A MASSA

A dor da gente é dor de menino acanhado/ Menino-bezerro pisado no curral do mundo a penar/ Que salta aos olhos igual a um gemido calado/ A sombra do mal-assombrado é a dor de nem poder chorar/ Moinho de homens que nem jerimuns amassados/ Mansos meninos domados, massa de medos iguais/ Amassando a massa a mão que amassa a comida/ Esculpe, modela e castiga a massa dos homens normais/ Quando eu lembro da massa da mandioca mãe, da massa/ When I remember of "massa" of manioc/ Nunca mais me fizeram aquela presença, mãe/ Da massa que planta a mandioca, mãe/ A massa que eu falo é a que passa fome, mãe/ A massa que planta a mandioca, mãe/ Quand je rappele de la masse du manioc, mére/ Quando eu lembro da massa da mandioca/ Lelé meu amor lelé no cabo da minha enxada não conheço "coroné"/ Eu quero mas não quero (camarão)./ Minha mulher na função (camarão)/ Que está livre de um abraço, mas não está de um beliscão/ Torna a repetir meu amor: ai, ai, ai!/ É que o guarda civil não quer a roupa no quarador/ Meu Deus onde vai parar, parar essa massa/ Meu Deus onde vai rolar, rolar essa massa.

Fonte: http://letras.terra.com.br/raimundo-sodre/460163/

Uma imagem e quatro dias que mudaram a história da educação

A imagem acima, descobri nas atualizações do Facebook de Rafael Parente, subsecretário de Educação do município do Rio de Janeiro - RJ - Brasil e, segundo consta lá, trata-se de "imagem [que] foi colorida a partir de uma imagem antiga, mas a melhor parte é a sua história. Dorothy Counts foi a primeira estudante negra admitida numa escola pública americana (de brancos). A fotografia retrata seu primeiro dia de aula na Universidade de Harry Harding, na Carolina do Norte (EUA), em 1957. O vestido de Dorothy foi feito por sua avó especialmente para seu primeiro dia de aula. Cuspiram nele. Centenas de alunos seguiram e acompanharam sua chegada à escola. De vez em quando alguns jogavam coisas em sua direção enquanto outros faziam gestos obscenos. Os estudantes gritam para ela voltar para casa. Dorothy foi em frente sem reagir. Este absurdo momento de violência prosseguiu nos dias seguintes. Foram 4 dias de perseguições e insultos. Jogavam lixo durante a sua refeição e seu armário era saqueado. Depois surgiram ameaças telefônicas agravando ainda mais a situação. Por fim, os seus pais consideraram que a sua vida poderia estar em risco e optaram por tirá-la da escola. Pode parecer pouco mas os quatro dias em que Dorothy tentou frequentar a Harry Harding High School foi de grande importância para o Movimento dos Direitos Civis e fim da segregação racial nos Estados Unidos. O preconceito torna o cérebro ignorante e as pessoas cegas". Pra saber mais visite os links abaixo:
Blog do Arcanjo - Dorothys Counts
Site de Tommy Tomlinson sobre Dorothy Counts
Dooby Brain - Dorothy Counts - 50 anos de integração
Acima, vídeo recente com a fala de Dorothy Counts contra o encerramento da escola onde fora impedida de estudar em 1957.
Abaixo, slide com imagens dos 4 dias em que Dorothy enfrentou seu Inferno de Dante, com fé, dignidade, graça, perseverança e bravura diante do preconceito e da discriminação. Uma jovem que queria apenas estudar em uma escola que era exclusiva de brancos. Um exemplo de luta pelos direitos civis e o direito elementar à educação. De nada adiante garantir liberdade sem na exata medida garantir-se também igualdade e fraternidade. Para refletir sobre educação no tempo e no espaço.

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

Lição de humildade e de vida de um gênio: Ayrton Senna Eterno




O vídeo acima, foi indicação indireta, via Facebook, do colega e amigo Ernani Machado, de São José do Norte - RS - Brasil, e trata-se de mensagem de um dos maiores gênios do esporte, Ayrton Senna, nosso eterno Número Um, tricampeão mundial de automobilismo, na Fórmula 1. Uma pessoa reservada que só tivemos acesso as suas boas ações - feitas em sua grande parte sem conhecimento público -, após seu falecimento. Um vídeo que em poucas palavras dá uma lição de vida e de humildade. Para pensar sobre o valor das coisas e das pessoas.
Abaixo, canção de Tina Turner, Simply The Best (Simplesmente o melhor), que esta cantou ao piloto brasileiro certa vez.
Como digo: Não desejo ser o melhor, mas fazer o meu melhor. Alguns gênios, ao fazerem seu melhor, acabam se tornando os melhores no que fazem e exemplos existem muitos, falta apenas divulgar e incentivar.
Senna não era apenas um piloto completo, que correria tão bem na pista seca como na chuva. Tinha conhecimentos de mecânicas, não apenas a automobilística, pelo que percebemos em suas palavras, mas da mecânica social. Era um gênio que ate carrinho de rolimã ou de supermercado, se tivessem motor, ele os tornaria competitivos, diante dos recordes, ousadias e vitórias impressionantes que nos legou. Depois que ele se foi, a Fórmula Um e o automobilismo em geral nunca mais foi o mesmo (pelo menos para mim).
Para refletir e repassar estes valores, não apenas por professores e alunos, mas toda a comunidade escolar.



quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

Os fantásticos livros voadores

The Fantastic Flying Books of Mr. Morris Lessmore from Moonbot Studios on Vimeo.


http://vimeo.com/35404908]

O fabuloso vídeo acima, Os fantásticos livros voadores do Sr. Morris Lessmore, foi indicaão que recebi, via e-mail, da professora Josane Batalha Sobreira da Silva, educadora de 5º ano em escola particular em Valinhos (SP), mas morando em Campinas - SP - Brasil e editora do Josobreira's Blog.

Um vídeo multicultural, pois une cinema mudo e homenageia o ator Buster Keaton, além de valorizar o poder de voar na imaginação da literatuta, unindo realidade e ficção, o furacão Katrina e Mágico de Oz.
Para refletir sobre o livro sem letras e o mundo sem palavras... Seria de fato um mundo sem cor, sem imaginação. O livro traz vida e cor a nossa vida. O livro da nossa vida é escrito a cada dia, como bem demonstra o vídeo.
Uma biblioteca viva, que bem poderia ser o espaço de uma escola.
Os livros se alimentam de letras em forma de sucrilhos...
Os livros tem idade, que nem gente, e também envelhecem, requerendo cuidados.
Através do voo da imaginação, os livros nos rejuvenescem. Eis a lição.

Endosso a opinião da educadora Josane Sobreira: "Uma das mais bonitas animações que já vi. Livros parados e que não são lidos estão mortos, dependem dos leitores para que se espalhem. É uma história para pessoas que devotam suas vidas aos livros e para as quais os livros retornam o favor e uma alegoria ao poder curativo de uma história".

Apresentação do vídeo acima no portal de vídeos Vimeo:

Inspirado, em fatos como o furacão Katrina, Buster Keaton, O Mágico de Oz, e um amor pelos livros, "Morris Lessmore" é uma história de pessoas que dedicam suas vidas aos livros. Morris Lessmore é uma alegoria sobre os poderes curativos da história. Usando uma variedade de técnicas (miniaturas, animação por computador, animação 2D) premiado autor / ilustrador William Joyce e Co-diretor Brandon Oldenburg apresentam uma experiência nova narrativa que remonta aos filmes mudos e musicais da MGM Technicolor.