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sábado, 11 de outubro de 2025

Plataforma gratuita do MEC de estudos preparatórios para o ENEM via conta no gov.br com simulados, assistente virtual, correção de redação etc




A imagem é da plataforma / app de estudos do MEC como preparatório gratuito para o ENEM - Exame Nacional do Ensino Médio, que pode ser acessada via login de conta do gov.br, no link abaixo:

MEC ENEM

Conforme notícia, a iniciativa "que oferece simulados com questões de exames anteriores, trilhas de estudo personalizadas, assistente virtual com IA e correção de redações em segundos. Ele está disponível para download na Apple Store e Google Play, e também pode ser acessado por meio de navegador no endereço:" app.mecenem.mec.gov.br.

Observação:
Esta postagem é de autoria de José Antonio Klaes Roig, professor, escritor e poeta, além de editor do blog Educa Tube Brasil. http://educa-tube.blogspot.com José Antonio Klaes Roig ou Zé Roig, como gosta de ser chamado, possui o Prêmio de Professor Transformador [2020] e seu blog Educa Tube Brasil, o Prêmio de um dos melhores blogues educacionais do Brasil [2020], conforme selos estampados na coluna à direita desta postagem.

quarta-feira, 4 de agosto de 2021

Aula de natação em EAD: divertido e criativo vídeo em tempos olímpicos, pandêmicos e distópicos [Modernidade Líquida]




O vídeo acima, Natação EAD, descobri no Tik Tok com o título de "Aulas de natação em EAD", o que o torna mais irônico, divertido, criativo e crítico, levando-se em com esses tempos de Jogos Olímpicos, pandemia e quase distopia.
Fazer um paralelo entre a EAD, na natação como no ensino remoto ou híbrido, é bem pertinente, pois na prática, tem sido evidenciado que as tecnologias são auxiliares, ferramentas de apoio, mas não suprem o ensino presencial, tanto que a "modinha" do homescholling, que supunha-se que tomaria fôlego na pandemia, simplesmente sumiu da pauta de pais conservadores que insistiam no tema.
Negacionismo é não considerar a importância da educação em todos os sentidos, em desmerecer o papel social e essencial do bom educador que, como um bom treinador, dá suporte ao aluno [atleta do saber] em sua trajetórias nas escolas, em suas Olimpíadas do Conhecimento, através das diversas provas, atividades, trabalhos, interações. O bom aluno é como o atleta de alto rendimento: aquele que se dedica, estuda, treina em busca de melhores resultados, de bater seus próprios recordes.
A própria Educação Física é o exemplo mais cabal de que as tecnologias não substituem o fator humano, nem o convívio sociointerativo no plano presencial. O condicionamento físico [mente sã em corpo são], cada vez mais é uma necessidade diante de longo período de confinamento social.
Que a EAD foi importante nesse processo de ensino-aprendizagem durante a pandemia, é inegável, mas igualmente inegável que uma modalidade de ensino não é superior a outra, uma não anula a outra, e que, com a própria pandemia, muitos educadores puderam conhecer diversos recursos audiovisuais, digitais, portais, plataformas, aplicativos etc, que podem ser recursos interessantes, na pós-pandemia, nessa travessia entre as duas margens da educação: a presencial e a remota.
O ensino híbrido poderá ser essa "A Terceira Margem do Rio", alusão ao título do conto do escritor João Guimarães Rosa.
O humor é um grande recurso de crítico social, como são memes, tirinhas, HQs etc. E o referido audovisual se presta a essa breve reflexão que é um pequeno mergulho no ambiente educativo. E uma provocação socioeducacional nessa "Modernidade Líquida" que ficou evidenciada durante o período pandêmico em curso, e que Zygmunt Bauman teria muito refletido, se estivesse entre nós...

Observação:
Esta postagem é de autoria de José Antonio Klaes Roig, professor, escritor e poeta, além de editor do blog Educa Tube Brasil. http://educa-tube.blogspot.com
José Antonio Klaes Roig ou Zé Roig, como gosta de ser chamado, possui o Prêmio de Professor Transformador [2020] e seu blog Educa Tube Brasil, o Prêmio de um dos melhores blogues educacionais do Brasil [2020], conforme selos estampados na coluna à direta desta postagem.

domingo, 25 de abril de 2021

Plantão Química: canal de vídeos no YouTube para tratar de teoria, provas vestibulares, dicas e análises com conteúdo diversificado




A imagem acima é do canal de vídeos PLANTÃO QUÍMICA, que descobri via WhatApp no grupo de Professores Online e é um interessante espaço de construção de conhecimento no mundo digital, segue link para acesso ao referido:

PLANTÃO QUÍMICA

O canal, que foi criado em 2019, é uma iniciativa dos professores de química, Marcelo Brillantino e Vanessa Marques, do Rio de Janeiro (RJ), Brasil.
Esse espaço virtual visa tratar de teoria, provas vestibulares, dicas, análises e tira-dúvidas, com foco no conteúdo de química, com vídeos criativos e diversificados.
Abaixo, vídeo sobre a Tabela periódica, de uma forma diferenciada:



Observação:
Esta postagem é de autoria de José Antonio Klaes Roig, professor, escritor e poeta, além de editor do blog Educa Tube Brasil. http://educa-tube.blogspot.com
José Antonio Klaes Roig ou Zé Roig, como gosta de ser chamado, possui o Prêmio de Professor Transformador [2020] e seu blog Educa Tube Brasil, o Prêmio de um dos melhores blogues educacionais do Brasil [2020], conforme selos estampados na coluna à direta desta postagem.

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2021

Cursos gratuitos com certificação para professores e estudantes de licenciatura: CAPES e UEMA abrem 50 mil vagas para ensino virtual




A imagem acima é uma das que fazem parte do Catálogo de Cursos gratuitos, on-live e com certificação, promovidos pela CAPES - Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior, vinculada ao MEC e UEMA - Universidade Estadual do Maranhão, que abriram 50 mil vagas para ensino virtual, destinado a professores (ensino público e provado) e estudantes de todas as licenciaturas, como forma de qualificação continuada da Educação Básica, no Brasil.
Esta indicação foi feita pelo colega e amigo Vágner Nunes, professor de Física em Rio Grande (RS), Brasil, via grupo de professores no WhatsApp.
São diversos cursos na área da educação, como Neuropedagogia, Psicologia Orignizacional, Desenho Instricional para Ensino On-Line, Produção de Video-Aulas etc.
Conforme notícia no portal do MEC - Ministério da Educação do Brasil: "A Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES) e a Universidade Estadual do Maranhão (UEMA) abriram 50 mil novas vagas para capacitações on-line, gratuitas sobre ensino virtual. Como Produzir Videoaulas, Mediação em Educação a Distância (EaD), Desenho Didático para o Ensino On-line, Multimeios em Educação e Psicologia na Educação são os temas oferecidos aos professores da educação básica e alunos de licenciatura. Ao todo, o convênio terá 300 mil vagas."
Ainda, segundo a notícia: "A capacitação foi pensada para apoiar os educadores no uso das ferramentas on-line em sala de aula. As técnicas aprendidas poderão ser aplicadas tanto nas aulas virtuais, durante a pandemia de COVID-19, quanto no retorno ao ensino presencial."
Para maiores informações indico o link da notícia, na íntegra, logo a seguir:

CAPES E UEMA ABREM 50 MIL VAGAS PARA ENSINO VIRTUAL

Abaixo, algumas imagens do catálogo, e, em seguida, link direto para cadastro e inscrição, onde o professor ou estudante interessados, poderão abrir uma conta gratutita:





CATÁLOGO DE CURSOS

Em tempo: Para testar o sistema, ambiente e cursos, fiz cadastro, já que sou professor, me inscrevi em alguns cursos e são ótimos! Recomendo pela qualidade das aulas virtuais, dos materiais e avaliações.

domingo, 17 de janeiro de 2021

O Papel da Diversão na Educação: uma reflexão partindo do presencial ao remoto / Partes 1 e 2 (via canal e blog OusadaMente)




A imagem acima é do blog OusadaMente, de Solange Corregio, professora de São Paulo (SP), Brasil e é um portal educacional incrível pelo conteúdo diversificado que por lá pode ser encontrado, pesquisado, compartilhado. Como a própria editora do blog comenta na apresnetação do mesmo: "[...] novo canal sobre Educação "OusadaMente" que se propõe a discutir e explorar a Tecnologia e Metodologias Ativas, bem como discutir questões sobre a Educação na Atualidade!" E asism o faz, de forma criativa e original.
Link para o blog:

OusadaMente

Além disso, o OusadaMente possui um canal de vídeos no YouTube, conforme imagem e link a seguir, onde Solange, com mais de 15 anos de serviços na educação "[...] atua como Formadora de TPA da Diretoria de Educação, formada em Letras, com Especialização em Gestão de Educação Básica pela Universidade São Marcos e Mídias na Educação pela UFSCar, já foi Coordenadora Pedagógica e no momento se dedica a estudar Tecnologias Para Aprendizagem." Uma profissional que, além de altamente especializada, não deixa de compartilhar seus saberes de forma simples e eficaz com seus seguidores.
No referido canal, é possível encontrar ótimo material sobre metodologias ativas, videoaulas, podcast, cultura maker, gamificação, projetos, plataformas educativas, softwares, aplicativos etc:


Canal OusadaMente, no You Tube O blog Educa Tube Brasil e o canal Educação 3D+, ambos cujo editor é o professor José Antonio Klaes Roig, indicam o blog e canal OusadaMente aos seus seguidores, por conta da relevância dos mesmos e seu papel social de portais edicacionais.
No blog OusadaMebte descobri essas duas preciosidades, repletas de indicações de aplicativos e recursos que podem ser utilizados por educadores, em duas postagens sobre "O papel da Diversão na Educação", que indico links logo abaixo:

O papel da Diversão na Educação: uma reflexão partindo do presencial ao remoto/Parte 1

O papel da Diversão na Educação: uma reflexão partindo do presencial ao remoto/Parte 2

Por fim, recomendo visita ao canal de vídeos OusadaMente, indicando a seguir o material de apresentação do mesmo no YouTube, parabenizando Sol Corregio pela riqueza de contribuições aos educadores e à educação:



quinta-feira, 6 de agosto de 2020

Homem em Quarentena: divertida crítica sobre Aula online na perspectiva de alguns pais e/ou responsáveis




O vídeo acima, Aula Online, trata-se de esquete de Marcelo Lahan, que responde também pelo roteiro e direção do mesmo, que é um divertido e crítico audiovisual, na perspectiva de pais e/ou responsáveis que já não aguentam mais aulas online durante esse período de confinamento social por conta da pandemia de Covid-19.
Ainda que fictício, quem acompanha certas manifestações de pais nas redes sociais, sabe que já leu ou assistiu vídeos semelhantes e reais, alguns levando tudo na esportiva, como o suposto pai do curta-metragem acima, outros nem tanto.
Um bom material para debater, inclusive com  pais e responsáveis, sobre o papel social de cada ator nesse grande teatro do absurdo que se tornou o mundo após o surgimento do coronavírus. De destacar o papel da escola e do professor, mas também da importância da família nesse processo que vai além da tentativa de adaptar o contexto presencial ao virtual.
Aqueles que defendiam o "homescholling", o educar em casa, como estarão dando conta disso, num contexto de isolamento, confinamento e quarentena?
E as escolas, tentando se adaptar a uma nova realidade, bem no olho do furacão. A realidade do país, de cada cidade, a realidade de cada aluno e família, de cada escola e professor. Tudo é muito novo e ainda é cedo demais para rotular tudo isso como o "NOVO NORMAL". Estamos em plena anormalidade e naturalizar isso é temerário.
Precisamos de uma nova pedagogia, uma nova metodologia e didática para lidar com as tecnologias num cotidiano de anormalidade, que poderá incidir em danos, além dos físicos trazidos pelo vírus, mas emocionais. Por isso, a importância de debater, refletir e trocar experiências neste momento é crucial, fundamental, essencial.
Como digo aos amigos: uma das formas de se atingir um objetivo, às vezes, é pela irreverência e humor, do que pelo discurso ou práticas que nem sempre dialogam com esse discurso.
Esta QUARENTENA veio para desmistificar muitas coisas, como a própria EAD, o ensino remoto, o homescholling. Mas também serviu para valorizar a criatividade, a resistência e resiliência de muitos professores, alunos e famílias.
Enfim, uma peça de humor que serve para tratar de coisas sérias e que recomendo aos educadores - sejam pais ou professores - que acompanham este blog educacional.
Essa indicação recebi, via WhatsApp, pela colega e amiga Faby Cruz, supervisora escolar em Rio Grande, Rio Grande do Sul, Brasil.

segunda-feira, 3 de agosto de 2020

Minicurso "Jornada Pedagógica pelo Ciberespaço": série de 7 episódios do prof. Zé Roig, compartilhando prática escolar em tempos de confinamento social


Vídeo acima, Minicurso "Jornada Pedagógica pelo Ciberespaço", série documental de 7 episódios, elaborados pelo professor Zé Roig, de Rio Grande (RS), Brasil, editor do blog Educa Tube Brasil e do canal de vídeos Educação 3D+, de, a pedido, compartilhar um pouco de sua prática escolar em tempos de pandemia e confinamento social com outros professores com quem conversava, nas redes sociais, em especial, no Twitter, de uma forma mais aberta e livre.
No Episódio 01, acima, há a "Introdução e Sensibilização", sendo discutidas algumas ideias e conceitos de educação presencial, remota e em EAD, além de outros aspectos artísticos, históricos e ciberculturais sobre o ato de educar, em confinamento e isolamento social.
Os demais episódios, gravados e divulgados no Educação 3D+, semanalmente, poderão ser acompanhados no link abaixo e os interessados podem se inscrever no canal, divulgá-lo a outros colegas e ativar as notificações para receber avisos de novos materiais.

MINICURSO "JORNADA PEDAGÓGICA PELO CIBERESPAÇO", no EDUCAÇÃO 3D+

domingo, 10 de maio de 2020

"O Cone do Silêncio" e a rotina de professor digital em tempos de pandemia e isolamento social e a intertextualidade com o mundo real




O vídeo acima, Agente 86 - O Cone do Silêncio, pesquisei e encontrei no YouTube, essa grande "máquina do tempo", em que se procurar se acha quase tudo, de receitas culinárias e autoajuda, de como construir uma casa ou aprender a tocar violão, de achar cenas do passado ou filme sobre o futuro, enfim, "tudo vale a pena" sua a banda larga e o HD não são pequenos...
O vídeo é uma sátira aos filmes de ação e espionagem do agente secreto 007, numa paródia intitulada Agente 86, em que Maxwell Smart é um espião muito atrapalhado que em circunstâncias supersecretas se reúne com seu chefe nessa engenhoca chamada de "Cone do Silêncio", algo que seria interessante para os professores confinados em sua casa poderem utilizar para gravar seu material didático no forma digital.
Mas, ironias à parte, o que me levou a buscar tal cena é decorrente de postagem no Facebook, sobre a dificuldade dos PROFESSORES isolados em casa, em tempo de pandemia, de gravarem suas videoaulas sem os ruídos do entorno, sejam vizinhos, visitas, barulhos diversos, nos mais variados horários. Estamos no meio de uma gravação ou de uma videoaula em tempo real, e a vizinha grita com seus filhos, alguém buzina lá fora, passa um avião, sirene de polícia ou dos bombeiros. Tudo isso parece um clipe da banda larga PINK FLOYD, como em The Wall, canção que impactou minha geração, quando éramos jovens e amávamos os Beatles e os Rolling Stones (vide clipe em questão, logo a seguir, que contém uma forte crítica a educação tradicional daquele tempo, calcada muito na memorização e nos castigos emocionais e corporais):



Retornando ao tema principal desta postagem: a gravação de videoaulas em tempos de pandemia,para quem desconhece a rotina de um professor presencial, atualmente precisando se tornar um professor digital, nada é fácil como parece, a partir da analise do resultado, justamente por essas idiossincrasias da vida em sociedade, e, principalmente, pelo fato da maioria passar muito tempo em casa, muitos deles são o mínimo de noção do espaço social compartilhado, como em condomínios, em que alguns ouvem músicas em alto e bom som pra toda vizinhança ouvir junto; outros brigam com filhos; outros fazem barulhos arredando móveis, deixando cair coisas no chão etc etc etc.
Para quem acha que um vídeo de 2 a 5 minutos, por exemplo, leva apenas esse tempo pra gravação, esquece que tal material passa depois por edição, publicação em blog, site, aplicativo e/ou plataforma institucional. Que a própria produção de material impresso pra meio digital requer planejamento de adaptação para um outro meio e mídia. Que naqueles 2 a 5 minutos, ou mais, ocorrem diversas interrupções por campainhas tocando, telefone idem, visitas suas ou em casas e apartamentos ao lado; festas de aniversário reunindo aglomerações risonhas e ruidosas, mesmo em tempos de distanciamento social etc etc etc.
Lembra muito dos comentaristas de resultado dos programas esportivos, que nunca tendo jogado, reclamam que tal jogador deveria ter passado a bola ao invés de chutar, mas que se chutasse e errasse, co criticariam, dizendo que ele deveria ter feito justamente o contrário. Na educação, não foge a essa regra, pois quem desconhece os mecanismos do ensino e da aprendizagem, deve achar que tudo é fácil, e basta sair apertando o "play", depois o "pause" e por fim o "stop" e tudo vai automaticamente para um repositório escolar.
Educação em tempos de confinamento, além da questão da adaptação e reaprendizagem do que é ser professor nesse contexto, é algo muito mais complexo e fica cada dia mais evidente para alunos, pais e sociedade que as máquinas, por mais avançadas que seja, por melhor interface gráfica que possuam, por mais sofisticado algoritmo que seja criado, jamais poderão simular com precisão a afetividade, a experiência de vida, a bagagem socioemocional e as intertextualidade do viver, que um professor pode conter. Tanto que lá nos anos 1940, Charles Chaplin, em O Grande Ditador, numa cena emblemática já dizia: "MAIS DO QUE MÁQUINAS, PRECISAMOS DE HUMANIDADE" (cena antológica que não me canso de ver e replica). E se tiver um pouquinho de silêncio, no ambiente familiar e residencial, o professor agradece.



Do cinema mudo para o com som, quantas transformações trouxeram à Sétima Arte, assim como atualmente, as TIC, mídias e redes sociais digitais, pós-pandemia, deverão ser mais integradas a fazer pedagógico, principalmente por aqueles que antes tinha receio em sua utilização e hoje as utilizam, ainda que de forma precária e experimental.
Noutro dia, por exemplo, fiz três tentativas e uma desistência de gravar uma videoaula assincrônica (remota e sem alunos) para envio ao grupo de WhatsApp da turma, como um revisional digital do conteúdo do trimestre, e, ao mesmo tempo, preparatório para o Exame do ENEM e foi bem complicada a situação: Na primeira vez, me engasguei; na segunda, uma vizinha quase surda bateu à porta de um vizinho meu que precisava gritar para ela ouvir; na terceira, a esposa no quarto (e eu na sala) atendeu fone de uma professora de sua escola e ficaram conversando por mais de meia hora. Um "cone do silêncio" nessas horas seria ideal pra ambos. Cada um podendo desenvolver suas atividades de casal educacional, trabalhando em instituições diferentes (eu numa escola particular e ela numa pública), cada qual com suas demandas.
Até pelo fato que, tenho dito faz tempo, muito antes do Covid-19: "Todo tecnologia requer uma nova METODOLOGIA". O mimeógrafo, quando substituído pelo projetor de slides, precisou uma nova forma de transição entre a folha mimeografada e escrita manualmente e os slides, já vindo prontos; da mesma forma o retroprojetor quando surgiu com suas transparência, era uma espécie de folha mimeografada para projeção; assim como o datashow e a possibilidade da criação de slides com animações, vídeos, imagens e áudios promoveu novas possibilidades de uso criativo desses recursos tecnológicos na educação.
Fica aqui, então, uma dica aos desenvolvedores e empreendedores, para a invenção de um "cone do silêncio", não apenas para esses tempos de pandemia, mas para todo professor digital que queira produzir seu material em casa, ou em algum local, mas sem a interferência do entorno barulhento de uma sociedade que cada vez mais fala muito e ouve pouco. Recordando a sabedoria oriental: temos dois olhos e dois ouvidos e apenas uma boca, justamente pra isso: pra ouvir e ver mais e falar de menos!
Um bom trabalho a todos os professores digitais que produzem seus objetos educacionais em casa, com todas essas implicações dessa situação excepcional e ainda fica algo 100sacional.

Observação: Tal postagem é o resultado de uma postagem inicial no Facebook, com o primeiro vídeo, a partir de uma troca de ideias com o colega e amigo digital, prof. Hilton Junior, professor de Física de Campo Grande (MS) Brasil. Recomendo seu canal de vídeos no YouTube com diversas animações (AQUI).

Além dele, outros colegas que têm produzido videoaulas e comentado comigo sobre essas "intempéries" e me serviram de inspiração.

Em tempo: Após publicar esta postagem, lembrei de imagem (a seguir) que minha prima Rejane me enviou para WhatsApp, de uma revista italiana, datada de 1962, de uma idealização dos veículos do ano 2022. Algo espantoso, se pensarmos no contexto de pandemia do ano de 2020. Coisas da vida imitando a arte, sem muito alarde.



Através de pesquisa adicional, encontrei a capa original da Revista Domenica del Corrieri, de 1962, e a visão futurista do ano de 2022, conforme links abaixo:

Domenica del Corriere e suas capas espetaculares

Capa de 1962 da Revista Domenica del Corrieri e sua incrível história futurista

E o interessante é que o dispositivo imaginado pela revista italiana em 1962, foi de fato criado, pois, conforme matéria acima, "[...] na década de 1990 esse dispositivo foi realmente inventado: o Segway. Desenvolvido pela Universidade de Plymouth e pela BAE Systems, o Segway foi patenteado com sucesso em 1997 como uma cadeira de rodas com auto-equilíbrio".

EM TEMPO: Posterior a esta publicação, recebi as imagens a seguir, encaminhada pelo colega e amigo José Carlos Antonio, de Santa Bárbara do Oeste (SP), Brasil e editor do blog PROFESSOR DIGITAL, em que a arquitetura e os utensílios de decoração dialogam de forma intertextual com o episódio "O cone do silêncio", do seriado Agente 86, anteriormente destacado neste blog:





Abaixo link para a reportagem em que estão as imagems, em que o designer propõe uma solução para restaurantes nesses tempos de pandemia, em que a vida imita a arte, não apenas na decoração e no design:

Coronavirus : un designer a trouvé la solution pour les restaurants

sábado, 9 de maio de 2020

A História do Educa Tube Brasil: blog individual que se tornou ação coletiva entre educadores (quase duas décadas de atuação diletante)




O vídeo acima A História do Educa Tube Brasil: um blog individual que se tornou uma ação coletiva entre educadores, que fiz para meu canal de vídeo EDUCAÇÃO 3D+ que trata de arte, cultura e tecnologia no ambiente escolar, trago aqui para este blog educacional, justamente para comemorar em 09/05/2020 seus 11 anos de criação e manutenção ininterrupta, sem fins lucrativos.
Mais que isso, postagem para agradecer a todos os "sócios" deste espaço virtual de interação entre professores que gentil e voluntariamente compartilham comigo suas descobertas para que eu socialize com aqueles que visitam esse local digital.
O blog pode e deve ser utilizado como um pequeno espaço de EaD, sim, pelas possibilidade de interação professor-aluno, professor-professor, professor-escola, professor-comunidade, além de uma pequena BIBLIOTECA ESCOLAR DIGITAL do professor e da escola junto à comunidade escolar (se de forma privada) e ao mundo (se aberto e público).
O grande desafio, não só da EDUCAÇÃO, mas da SOCIEDADE é estabelecer essas TROCAS DE SABERES mútuos. E este período de pandemia tem provado e comprovado isso, da importância da educação presencial, do professor presencial, e das próprias tecnologias que facilitam a vida escolar, mas que não substituirão jamais o caráter humano e afetivo do processo de ensino-aprendizagem.
parabéns ao blog EDUCA TUBE BRASIl, a todos os que o seguem, que compartilham seus saberes comigo e com a rede social educacional que se formou nestes 11 anos neste blog individual que se tornou AÇÃO COLETIVA ENTRE AMIGOS que amam a Educação.

quinta-feira, 9 de abril de 2020

"Para toda a problemática eu tenho uma solucionática": soluções de informática educativa em tempos de confinamento/isolamento social




O vídeo acima, trata-se de entrevista do famoso jogador de futebol dos anos 1970, Dadá Maravilha, multicampeão por onde passou, principalmente pelo SC Internacional, Clube Atlético Mineiro e Seleção Brasileira de Futebol. Dario, Rei Dadá, Dadá Maravilha ou simplesmente Dadá era um goleador nada, mas com consciência das limitações técnicas. Não tinha a elegância de um Zico, Sócrates ou Falcão. Mas poucos como ele dentro da grande área fez tantos gols. Era oportunista no sentido esportivo, de estar sempre bem colocado, de saber se movimentar pelo capo, de ler o jogo.
Dadá ficou famoso, dentro e fora dos gramados, principalmente pelo seu imenso carisma, simpatia e pelas frases de efeitos que criava a cada entrevista. Numa dela disse que além de Dadá Maravilha, somente helicóptero e beija-flor paravam no ar, numa alusão a sua incrível impulsão pro cabeceio, quase sempre certeiro e gooooool. Foi uma lenda viva do futebol, naqueles tempos românticos, sem chuteiras coloridas, cortes de cabelos estilosos, tatuagens, direito de imagem, salários milionários, transferências para o exterior, ser tratado como popstar.
Todavia, Dadá soube brilhar por sua presença de espírito e bom humor, como no caso do título dessa postagem, extraído de uma dessas divertidas entrevistas: "PARA TODA A PROBLEMÁTICA EU TENHO UMA SOLUCIONÁTICA". Eram os anos 1970 e na TV havia uma outra personagem, dessa feita, ficcional, chamada ODORICO PARAGUASSU, da telenovela O BEM AMADO, do genial Dias Gomes (vide a seguir vídeo com algumas cenas e falas da personagem fictícia e comparem com a da figura real do futebol brasileiro).
Na referida telenovela, um prefeito de cidade do interior da Bahia criava diversas palavras, num neologismo hilário, crítico, político, em tempos de Censura Federal em tempos de regime autoritário, que lembra a famosa frase do Rei Dadá.



Discursos e neologismos, realidade e ficção à parte, cabe usar estas frase de efeito, num contexto de pandemia global, isolamento social e formas de adaptação a novas formas de interação, seja escolar, profissional e/ou social.
De fato, "Para toda a problemática terá de fato uma solucionática"? Problemáticas temos várias, "solucionáticas" nem tanto. A informática para uns é a nova varinha mágica que tudo resolve, para outros, sem o conhecimento básico, parece o desmontar de uma bomba-relógio prestes a explodir! Nem 8 nem 80... Mexer com informática não é tão complexo como decifrar um enigma grego, lá da Esfinge: "Decifra-me ou te devoro!" Também não é lâmpada mágica de um gênio com direito a três pedidos a serem realizados no simples estalar de dedos.
Como professor e blogueiro educacional, trouxe estes dois vídeos acima pra uma provocação e reflexão, justamente sobre PROBLEMÁTICAS & SOLUCIONÁTICAS EM TEMPOS DE CRISE, não apenas de saúde pública, mas de governança, de crise ética e moral, econômica e social.
Por PROBLEMÁTICA, atualmente, podemos pensar a educação virtual em tempos de isolamento social.
Por SOLUCIONÁTICA, podemos pensar em formas adequadas, simples e eficientes, de resolver questões de educação sem a presencialidade, em um tempo de excepcionalidade.
Há que se, primeiro, analisar a problemática antes de imaginar "solucionáticas". Analisar o problema é essencial para planejamento de possibilidades de uso de tecnologias com fins didáticos, de formação, de ensino e aprendizagem. Nem tudo que pode funcionar no modelo presencial, inclusive, as TIC - tecnologias da informação e da comunicação, efetivamente funcionará no modelo à distância e por um tempo ainda indeterminado. O próprio planejamento precisa pensar em práticas variadas, numa escala de tempo reduzido. Não há, de forma alguma, querer transpor o modelo de aula presencial de 50 minutos para o meio virtual e em EAD. Seria uma problemática criando mais problemas, seja da falta de acesso e conexão ideal de toda a turma, seja capacitação do professor para uma metodologia jamais utilizada nesse grau de tempo integral em nenhum tempo e espaço desse planeta.
Tudo é muito recente nesse Admirável Mundo Novo das TIC, mídias e redes sociais digitais que passaram a ser usadas de forma generalizada pela educação. Cada um explorando possibilidades, alguns de forma improvisada, outros trocando ideias, implementando projetos, outros valendo-se de plataformas que, por melhor que sejam, não foram pensadas nem desenhadas para absorver uma demanda ampla nem totalizante. Nenhum site, plataforma e sistema consegue dar conta de uma demanda dessa monta, assim de supetão. Seria como liberar o trânsito das ruas e estradas para todo mundo ao mesmo tempo. Haverá gargalos naturais, sobrecarga de sistemas e lentidão de conexão, pois é impossível de, da noite para o dia, encaixar um quadrado dentro de um círculo.
A melhor solucionática é não criar mais problemas para a própria problemática. A melhor problemática é adaptar-se às possíveis soluções de forma simples, gradual e planejada com todo cuidado para não sobrecarregar, não apenas o sistema digital mas o sistema imunológico do paciente, que poderá ser o gestor, o educador, o educando, a família e a própria sociedade. Muita calma nessa hora., pois não existem soluções mágicas nem problemas que não possam ser resolvidos com organização, troca de experiências, planejamento e criatividade.
Para ampliar a reflexão, seguem algumas "Lives" que fiz com alguns colegas, chamados de professores jurássicos, que como eu, estão trabalhando com tecnologia na educação, que são blogueiros educacionais há décadas, formadores de professores ou já foram, e que sabem que o BURACO ELETRÔNICO é bem mais embaixo, mas que é possível pensar além da caixinha, eletrônica ou não.

"Isto não é uma escola": Do surrealismo de Magritte 3.0 ao imediatismo da Educação Digital em tempos de isolamento social (brevíssima reflexão)

Live: Educação, Ciências e Blogues como ambientes de ensino e aprendizagem

Reaprendendo a ser Professor e Aluno em Tempos de Isolamento Social: reflexão a partir de uma peça de humor

Educação em Tempos de Crise: "Live" entre o "Professor Digital" José Carlos Antonio (SP) e "O Urbanauta" José Antonio Roig (RS)

sábado, 4 de abril de 2020

"Isto não é uma escola": Do surrealismo de Magritte 3.0 ao imediatismo da Educação Digital em tempos de isolamento social (brevíssima reflexão)




A imagem acima, uma releitura crítica da famosa tela do pintor surrealista René Magritte, encontrei no Facebook do meu amigo e colega Robson Garcia Freire, educador do RJ, residindo atualmente em João Pessoa (PB), Brasil, que tinha achado na página de Guillaume Soulez, e é uma fantástica possibilidade de debater sobre educação formal, educação a distância e a tentativa de educação on-line em tempos de isolamento social.
O termo surrealidade invadiu à própria realidade contemporânea, seja na política, economia e agora na saúde pública, em tempos de pandemia, que traz notícias e imagens que lembram as mais doidas distopias. O mundo parece ter se tornado, em alguns casos, totalmente surreal.
Porém, o que une o surrealismo de Magritte (versão original a seguir), nessa versão 3.0 de sua obra clássica, ao imediatismo de todos quererem fazer educação digital, conectada, mesmo sem muita experiência no ramo, é justamente que, como na famosa tela do artista belga, que dizia que "Isto não é um cachimbo", podemos também refletir sobre a imagem acima, de que um notebook como símbolo dessa conexão entre a escola e seus professores e do outro lado da tela, seus alunos e pais, mediados pelas TIC, mídias e redes sociais, não é de forma alguma uma escola, sob o ponto de vista convencional. É apenas uma representação limitada e parcial do real. E para usar um termo técnico e próprio da informática: trata-se de quando muito, uma simulação de escola, pois é impossível transpor a metodologia e tecnologia utilizada numa sala de aula e na escola como um todo, para um período de confinamento, de restrição de saída às ruas, de falta de convívio social.



Nenhum professor e escola, por melhor que sejam, e estrutura que tenham, poderão dar conta de demandas de alunos que, ainda que tenham já desenvolvido algumas atividades on-line, nunca foi dessa forma, totalmente à distância. Um computador com conexão a internet, por melhor que seja, não é uma escola, nem dará conta de aspectos pedagógicos, didáticos, metodológicos, afetivos e avaliativos do processo pleno de ensino e aprendizagem.
Todos estão se adaptando a uma excepcionalidade, tendo que aprender a dirigir um carro novo em pleno movimento. Educar requer tempo adequado para planejamento, organização de material, troca de saberes etc. Mais que isso, requer experimentação de novas possibilidades com o devido suporte técnico. Requer também conhecimento de edição de vídeos e áudios, que demandam tempo. Tendo como analogia o cinema, pode-se lembrar que um longa-metragem demanda meses para sua gravação e edição, antes de seu lançamento; um curta-metragem de 2 a 5 minutos demora horas ou dias para sua finalização. E isso que, feito por profissionais da área! Como então querer que professores dominem ferramentas, equipamentos, recursos tecnológicos, aplicativos complexos, além do planejamento natural de suas aulas? Há que se repensar toda a prática escolar em tempos de educação fora do espaço convencional. Há que o professor receba capacitação continuada, equipamentos adequados, conexão eficiente e muito mais. E do outro lado da tela pressupor que o aluno disponha também de equipamento e conexão adequadas. E isso, se pensarmos em escolas particulares que tanto a instituição, professores e alunos possuem uma outra realidade, bem diversa da maioria das escolas da rede pública, seus professores e alunado.
Portanto, antes de todo mundo sair por ai fazendo videoaula amadora, no imediatismo exigido pela situação e sua surrealidade; convém, primeiro estimularas trocas de experiências entre os professores, seja por grupo de WhatsApp, emails, "Lives" nas redes sociais digitais. De o professor pensar atividades iniciais mais simples e gradualmente, a medida que irá se familiarizando com alguns recursos, ir incorporando-os ao seu fazer pedagógico; estabelecendo trocas com outros educadores e com o possível suporte da instituição, quando houver.
Eu, comecei de forma gradual: na primeira semana utilizei-me do livro didático, do aplicativo da escola que todos os alunos tinham instalado no celular, do e-mail e do grupo de whats para passar tarefas, de leitura de páginas de conteúdo à resolução de questões; na segunda semana, mandei gabaritos em PDF, mapas mentais e podcasts (arquivos de áudio) para explicar o conteúdo; na terceira, passei a fazer videoaulas em plataforma da escola, com momentos de 20 minutos, usando de forma compartilhada na tela slides, mapas mentais e livro didático junto aos alunos; mais adiante penso em produzir vídeos e disponibilizá-los via YouTube, ou fazer Hangouts (app que se instala no celular e permite videochamada de até 100 pessoas, recursos liberado gratuitamente neste período de pandemia). Apesar de ter longa experiência com educação a distância, sei que meus alunos não possuem isso, então, muita calma nessa hora: QUALIDADE acima da quantidade e bom senso acima do imediatismo e do atropelo.
Que a surrealidade do mundo lá fora, não contagie a educação, pois de fato um computador, por melhor que seja, nunca será o substitutivo pleno para a escola, quando muito um paliativo, e em alguns casos, mera simulação para se tirar uma boa fotografia e expor como novidade e suposta adaptação supersônica à situação excepcional.

sexta-feira, 27 de março de 2020

"Aula on line na Quarentena!!!": Peça de humor para descontrair [e refletir] em tempos de isolamento social e 11 sugestões de um professor digital




O vídeo Aula on line na Quarentena!!!, é uma peça de humor do criativo e talentoso ator Diego Almeida, que por diversas vezes reproduz em seus esquetes, paródias da sala de aula e da vida de professor. E em tempos de COVID-19 e isolamento social, ele não poderia de deixar de lembrar das aulas on line que se tornaram quase febre nas redes sociais digitais.
A piada, o humor sempre é algo de real, com elementos de exagero. Ela deve ser vista como isso, um material para provocar riso, mas também para propor reflexões sobre as situações destacadas.
Como professor, além de blogueiro e formador de futuros professores, tenho discutido há anos a questão do uso das mídias e redes sociais digitais, das TIC - Tecnologias da Informação e da Comunicação e dos multimeios em geral como suporte, apoio e ferramentas de interação dentro e fora do espaço escolar formal.
Já estabeleci, nesses anos todos, diversos projetos em parceira com outros professores e alunos e estão documentados neste blog educacional e em meu canal de vídeos no You Tube: Educação 3D+.
Em diversas Lives com outros professores, tenho discutido sobre a importância de estabelecer essas trocas de saberes entre professores em si e com os alunos. Que é um momento de, diante do quadro de anormalidade, se pensar novas formas de ser professor e ser aluno. Reaprendermos a ser professores e alunos, usando as tecnologias. Muita calma nessa hora! Quem nunca usou, não conseguirá, do dia pra noite, literalmente, se tornar um professor digital. É humanamente impossível. Até mesmo quem, como eu e outros, já tem uma trajetória na EaD, sabe que é bem diferente do que estamos vivenciando, isolados em casa, tendo que lidar com o lado afetivo, pedagógico, ético, social e psicológico. Estamos trabalhando muito mais que em tempos de normalidade, pensando adaptações de conteúdo, estratégias de interação, trocas de experiências, autoavaliação e muito mais.
Mas uma coisa é certa: depois que a pandemia passar (e esperamos que não demore!), nem a escola nem a sociedade serão as mesmas. Heráclito que o diga, o célebre filósofo grego que dizia que diante de um rio nem nós nem as águas são as mesmas quando da segunda vez, pois tudo flui e tudo se transforma. A EDUCAÇÃO e a SOCIEDADE precisarão se transformar quando o isolamento cessar, tentando tirar lições de tudo isso:
1. Que as tecnologias precisam ser utilizadas de forma adequada na educação e não de forma apressada;
2. Que não basta ter máquinas, faz-se necessárias novas metodologias para novas tecnologias;
3. Que o famoso "homescholling" (escola em casa) é bonito na teoria, mas na prática não tem tanta eficácia, pois os pais e/ou responsáveis são educadores, sim, mas não professores, pois falta-lhes didática, conhecimento de causa, qualificação profissional para isso;
4. Que professor precisa ser reconhecido e acima de tudo valorizado (financeiramente, plano de carreira, cursos de formação, capacitação continuada), pois só dar máquinas não resolve a situação se não pensarmos a máquina como ferramenta de apoio e não bengala digital (como disse João Monlevale);
5. Que o aluno por si só não tem também como estudar por conta própria, sem o apoio capacitado do professor, pois jogar videogame, assistir filmes, baixar apps etc não pressupõe maturidade pra organizar tempo e espaço de estudos de forma autodidata;
6. Que por melhor seja a plataforma de ensino a distância, a AFETIVIDADE, o olhar e a presença física são insubstituíveis, usemos óculos VR, WhatsApp, Hangouts ou o que for (e essa sugestão serve para professores e pais e/ou responsáveis também [nosso mestre Jarbas Barato Novelino até destacou isso da AaD, afetividade a distância, tão necessária como a EaD;
7. Ter lideranças capacitadas e equilibradas em tempos de crise para gerenciá-las e não criar outras é fundamental, pois são essas que devem auxiliar os professores, sugerindo caminhos, possibilidades ou incentivando a colaboração com alunos e cooperação com outros professores de forma equilibrada e não meramente marqueteira pra publicar em redes sociais;
8. Que mandar material por meio digital requer tranquilidade, QUALIDADE mais do que quantidade!, pois o aluno precisa primeiro aprender a organizar seu tempo e espaço (virtual) para essas tarefas e atividades;
9. Que os alunos precisam entender que professor estar em isolamento também precisa de tempo para se organizar, ler materiais enviados e não pode estar respondendo em seguida emails e mensagens de zap zap, tipo: recebeu meu trabalho? tá tudo ok? falta algum ainda? (imagine o professor com diversas turmas e alunos saber quem fez o quê! Tudo requer tempo, planilhas, softwares etc;
10. Crie com SIMPLICIDADE, pois é ela que permite a CONTINUIDADE: pense indicar leituras do livro didático [poucas páginas inicialmente e aumentando gradualmente], que sejam leituras enriquecedoras e não apenas pra vencer conteúdos; use mapas mentais simplificados, resumindo o conteúdo por imagens, palavras-chave, frases curtas (lembrem-se que é uma geração audiovisual que pensa por imagens e sons); faça podcasts (arquivos de áudio direto do celular e compartilhe no grupo do Whats da turma (se tiver) e, POR FIM, e não por último,
11. Seja acima de tudo HUMANO, afetivo, divertido, quebre o gelo, descontraia, e, quando dominar recursos mais sofisticados como SALAS DE AULA VIRTUAIS, ai sim, entre 15 e 20 minutos, converse com seus alunos, explicando conteúdos, conceitos, ideias que já foram tratadas pelos outros materiais mas que requerem a interação, as trocas de saberes, o incentivo à participação dos alunos.
E como disse o professor MARCOS MEIER, num texto em seu blog, inspirado na experiência de outro professor: ELOGIE DO MODO CERTO. Não pela INTELIGÊNCIA (que leva ao medo e a perda desse status quando as atividades aumentam em grau de dificuldade), mas elogie pelo ESFORÇO, pela dedicação, interesse e criatividade do aluno. Traga-o para o lado certo da FORÇA! Da Educação!