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domingo, 10 de maio de 2026
Michael Jackson e O Pequeno Príncipe: intertextualidades entre literatura, cinema, dança e música [De Bob Fosse a Moonwalker]
A cena de THE LITTLE PRINCE [O Pequeno Príncipe], adaptação cinematográfica do clássico da literatura infantojuvenil homônima, de autoria de Antoine de Saint-Exupéry é um exemplo da intertextualidade [o diálogo atemporal e universal] entre obras e autores, nas mais variadas artes e temas.
O livro foi escrito em 1943 pelo escritor francês que desapareceu, curiosa e coincidentemente, em seu avião, durante a II Guerra Mundial. Há cena no livro de um avião que cai no deserto. Premonição? Licença poética? Mera coincidência de a vida imitando a arte? Provalmente a última alternativa.
. Esta postagem por exemplo, foi possível, graças a postagem de Presepada Geek, no Facebook, trazendo essas semelhanças. Já tinha lido sobre essas influências, mas a referida postagem me permitiu pesquisar mais fundo a respeito para a produção deste post.
Alguns dados interessantes a respeito dessas intertextualidades: O filme, produzido em 1974, trazendo como um dois protagonistas o lendário dançarino Bob Fosse, e sua emblemática coreografia da dança da serpente do deserto, que influenciou o popstar Michael Jackson, fã confesso do coreógrafo e dançarino. Ali se percebe, nitidamente, mas influências em alguns passos das coreografias de Michael em Billy Jean, Thriller, etc, nos anos 1980. A famosa "Moonwalker" [Caminhante da lua ou aquele que caminha na lua] é vislumbrada nas passadas de Bob Fosse. Mas aí cabe um adendo: a distinção do plágio [cópia e apropriação], da inspiração e genialidade em produzir algo novo em cima de uma ideia genial, no caso de Jackson.
Já publiquei neste blog educacional minha opinião sobre a questão da genialidade ser muitas vezes daquele que pega a ideia original e produz algo novo em cima dela, como no caso de Michael Jackson, que elevou ao extremo unma coreografia experimental de Bob Fosse, a quem ele, Michael, sempre reverenciou e jamais negou ser fã. O próprio Fosse se inspirou em outros dançarinos de outras épocas para compor suas obras e coreografias. É algo intrínseco do ser humano, imitar o jeito de andar, falar, caminhar, seu vestuário, forma de escrever e ver o mundo.
Vejam algumas semelhanças de Bob Fosse nos clipes de Michael Jackson, ao final desta postagem.
Da mesma forma, na literatura, além do cinema e da dnaça e música, Exupéry criou uma geração de escritores que se inspiraram em O Pequeno Príncipe para elevar a literatura infantojuvenil a uma categoria relevante, por si só. Todos os que vieram depois beberam na mesma fonte de Antoine, como o exemplo de O Menino do Dedo verde, de Maurice Druon [1955], e outros clássicos inafntis e hjuvenis que se seguiram a porta aberta por Saint-Exupéry.
Portanto, saber aproveitar ideias alheias e ampliá-las, dando o crédito ao autor original, é uma forma de manter a arte sempre viva, o que difere e muito das produções artísticas criadas por IA [inteligência artificial], que se apropriam da criatividade humana, sem o devido crédito cultural e econômico [direitos autorais e suas implicações financeiras].
Elvis incorporou a sua performance, muito do jeito de cantar e dançar dos afrodescendentes norte-americanos, por exemplo. A arte não sobrevive sem a intertextualidade. William Shakespeare elevou temas de Christopher Marlowe, primeiro seu rival, depois sócio, à categoria de obra-prima e basta uma pesquisa do repertório de ambos pra constatar essa afirmação. O memso processo se repete em Machado de Assis, o mais shakesperianos dos escritores latino-americanos [Dom Casmurro, uma releitura de Othelo, transpondo a temática do ciúme do século 17 para o 19] e outras situações.
Da literatura para o cinema, pode-se perceber uma série de citações visuais de Brian de Palma e outros diretores a Alfred Hitchcock e outros diretores. Assim, como na música e na dança.
Portanto, somos todos seres intertextuais, reescrevendo ideias, adaptando-as aos novos tempos, ressignificando obras e autores a cada geração. Ora por meio de paródias, ora por meio de releituras mais sofisticadas. O escritor Erico Verissimo, na literatura, em sua autobiografia Solo de Clarineta, chamava de "escritores fecundantes", atribuindo a Monteiro Lobato a sua inspiração para ser, além de leitor, escritor, editor, tanto de literatura adulta, como infanto juvenil.
Alguns passos de Michael Jackson que imitam os de Bob Fosse:
Observação:
Esta postagem é de autoria de José Antonio Klaes Roig, professor, escritor e poeta, além de editor do blog Educa Tube Brasil. http://educa-tube.blogspot.com José Antonio Klaes Roig ou Zé Roig, como gosta de ser chamado, possui o Prêmio de Professor Transformador [2020] e seu blog Educa Tube Brasil, o Prêmio de um dos melhores blogues educacionais do Brasil [2020], conforme selos estampados na coluna à direta desta postagem.
sábado, 14 de março de 2026
A dança das cadeiras: coreografia com sintonia e sincronia perfeitas ao som de Bohemiam Rhapsody [trabalho em equipe]
O vídeo que intitulei "A DANÇA DAS CADEIRAS", encontrei no story do Instagram de Fernanda Amaral Silveira, jornalista e revisora de São José [SC] Brasil e que replicou o story de Uma Mulher e seu Divã que, por sua vez, pegou fragmento de apresentação do grupo de danças CDK Company [companhia de dança holandesa] e editou uma canção brasileira de Ney Matogrosso, quando a versão completa e original, logo a seguir, é do espetáculo Bohemiam Rhapsody, clássico da banda Queen.
E o mais interessante dessa incrível sintonia e sincronia, e de plasticidade de imagens, entre movimentos com cadeiras e dança, é que [conforme comentários na postagem do Instagram, em especial de Karine Bonfim] a CDK Company possui um coreógrafo brasileiro, chamado @sergiovsreis.
Dança é a linguagem dos corpos, cheios de acordes e despertares, e promover a junção com a música, com a coreografia, o teatro, se transforma numa obra intertextual e múltipla. Arte pura e viva.
O vídeo acima, fragmento de um completo, demonstra que é possível inovar, utilizando apenas uma cena de um audiovisual maior, editando som e outros efeitos, para uma dinâmica de grupo ou outra atividade, envolvendo trabalho em equipe, que exijam sintonia e sincronia.
A seguir, o vídeo completo da referida apresentação, com direção e coreografia de Sérgio Reis, em especial dos 50 segundos ao 1 minuto e 20 segundos, com a dança das cadeiras:
Observação:
Esta postagem é de autoria de José Antonio Klaes Roig, professor, escritor e poeta, além de editor do blog Educa Tube Brasil. http://educa-tube.blogspot.com José Antonio Klaes Roig ou Zé Roig, como gosta de ser chamado, possui o Prêmio de Professor Transformador [2020] e seu blog Educa Tube Brasil, o Prêmio de um dos melhores blogues educacionais do Brasil [2020], conforme selos estampados na coluna à direta desta postagem.
domingo, 18 de agosto de 2024
Coreografia de dança contemporânea e metáfora do trabalho em equipe: sintonia, sincronia, matemática, química, física e biologia
@layla_.mckenzie CDK contemporary #contemporary #contemporarydance #somebodyiusedtoknow #groupdance #contemporarydancer #danceperformance #dancesync #synchronicity #synchronicities #fyp #foryou #viral ♬ Somebody That I Used To Know - Ellie
O vídeo acima, This Choreography [Essa coreografia, tradução livre], encontrei no Tik Tok de Layla Mckenzie, e trata-se de uma espetacular apresentaçãod e um grupo de dança contemporânea, esbanjando sintonia, numa performance genial.
Um audiovisual que serve para debater sobre o trabalho em equipe envolvendo as diversas áreas do conhecimento, desde as linguagens [corporais] e humanas [o envolvimento do grupo com um objetivo em comum], além de ser um esforço que necessita de muita matemática [na sincronia dos passos], química [empatia entre os integrantes], física [ o movimento dos corpos pelo espaço] e biologia [o autoconhecimento dos limites de cada corpo].
Mais que isso, dá pra se refletir sobre metodologia, pois o resultado que é o vídeo envolveu um esforço coletivo tremendo de ensaios e mais ensaios até chegar a quase perfeição! Há muita física na coroeografia de uma dança: vibração, frequência, ritmo, harmonia...
Enfim, um material para uma dinâmica de grupos, para tratar desde projetos escolares, atividades empresariais, trabalho institucional etc. E, por fim, na questão das linguagens, observar as referências criativas a alguns passos de "Thriller", de Michael Jackson, com se nota no videoclipe original, logo abaixo:
Observação:
Esta postagem é de autoria de José Antonio Klaes Roig, professor, escritor e poeta, além de editor do blog Educa Tube Brasil. http://educa-tube.blogspot.com José Antonio Klaes Roig ou Zé Roig, como gosta de ser chamado, possui o Prêmio de Professor Transformador [2020] e seu blog Educa Tube Brasil, o Prêmio de um dos melhores blogues educacionais do Brasil [2020], conforme selos estampados na coluna à direta desta postagem.
quinta-feira, 19 de setembro de 2019
Arte Fitness: quando as cores parecem criar vida e a arte se torna viva (dança, música, coreografia e tecnologia)
O vídeo acima, que intitulei de "Arte Fitness", mescla dança, poli dance, artes plásticas, música, teatro e alta tecnologia para produzir uma obra de arte, que cria vida. A jovem bailarina contracena com imagens projetadas e com as cores vivas num palco, causando um impacto visual fenomenal.
Pura magia, tecnologia, fantasia.
Em proporção menor, usando um datashow um professor de artes com um de educação física aliado a outros mais e seus alunos, podem projetar imagens e fazer uma pequena coreografia em sala de aula.
Um vídeo simplesmente deslumbrante.
sábado, 2 de junho de 2018
Meu caminho: A linguagem do corpo unindo a música e às leis da física num balé encantador em um tablado giratório
O vídeo acima Celui qui tombe (Aquele que cai), foi indicação via Facebook da colega e amiga Marisa Barreto Pires, educadora de Rio Grande (RS) Brasil e trata-se de deslumbrante espetáculo musical e de dança de Yoann Bourgeois que une arte, cultura, as leis da física o lirismo, a poesia e o encantamento em uma belíssima coreografia...
O revezamento de movimentos e posições entre os dançarinos é estupendo e o desenho dos corpos no tablado giratório é algo que encanta, aliado a canção My Way (Meu Caminho), um clássico da música universal, na voz inconfundível de Frank Sinatra.
De certa forma, parece uma metáfora do viver, cheio de obstáculos a serem superando, alguns coletivamente outras de forma individual... Muitos ficam pelo caminho e poucos conseguem realizar seus sonhos...
Um belo material para múltiplas reflexões...
sexta-feira, 2 de março de 2018
A dança no espelho e os educadores (pais e/ou professores) como espelhos para crianças e jovens
O vídeo acima Dance in Mirror (Dança no Espelho), encontrei no Facebook da colega e amiga Jenny Horta, educadora de Búzios (RJ), Brasil e trata-se de belíssima coreografia de dois dançarinos (um adulto e um menino), que inicialmente se espelham. Depois um faz o outro atravessar este espelho e passam a dançar em conjunto para ao final, como num passe de mágica o menino sumir e só permanecer o reflexo do adulto diante dele...
Um espetáculo brilhante e uma bela metáfora da vida, em que o menino que fomos se espelha nos adultos (pais, professores, avós [, vizinho,s amigos etc) e que no futuro, são essas memórias que fazem justamente o adulto valorizar a imaginação do menino que já foi um dia.
Mais que isso, um exemplo do espelhamento que os educadores sejam pais ou professores, fazem em seus filhos e alunos, que conseguem atravessar o espelho da infância para a adolescência e depois deste para a idade adulta... São ritos de passagem carregados de imagens. O poder do imaginário é fundamental nessa transição e para toda a vida...
Usar a dança, a música, o teatro, a arte e a cultura em geral nas formações de alunos e professores é essencial, pois são estas duas formas de expressão da sociedade, um espelho de nosso tempo e de nossa humanidade.
sábado, 27 de agosto de 2016
Corpos Informáticos: grupo de pesquisa em arte da Universidade de Brasília e suas provocações visuais
O vídeo acima Corpos Informáticos, descobri nos vídeos correlatos do canal TV Brasil, no You Tube e trata-se de iniciativa do "grupo de pesquisa em arte da Universidade de Brasília", no Distrito Federal, Brasil.
Inicialmente, o público na rua confunde a provocação artística com algum tipo de protesto político, mas sempre lembrando que toda manifestação artística e cultural é um ato político, ainda que não partidário. E talvez por isso, aqueles com "profunda superficialidade", misturem a política (que é universal) com o partidarismo (que é algo mais particular).
Corpos informáticos (aqui link para blog do projeto) e também performáticos, por conta da linguagem visual, da inovação e inúmeras premiações ao longo dos 25 anos de existência, e que levam e elevam a arte aos locais públicos, como suas intervenções, instalações e performances artísticas, de provocação cultural, para além dos teatros e museus.
Como comenta a professora Bia Medeiros, uma das idealizadoras do projeto que reúne desde 1992, alunos e professores da UnB: "É um trabalho mais perto do povo e fora das instituição", da importância de ser um trabalho em grupo "para se ter mais potência e visibilidade" e que "a gente não explica nada, as pessoas que procurem suas próprias explicações". O que concordo, pois não cabe ao artista explicar sua obra". É o espectador que deve buscar o sentido, o significado também em um diálogo entre a vida e a arte. Poesia (visual, falada ou escrita) é feita primeiro para ser sentida, depois entendida e, por fim, quando em curso específico, interpretada, tentando ser explicada. Às vezes, em algumas provas de concurso e vestibular, até mesmo o autor discordou da suposta interpretação que alguém determinou ser a mais adequada. :-)
Como diz a aluna Natasha de Albuquerque: "Tem gente que gosta, tem gente que nem percebe" e outras que interagem, e até ampliam a proposta. Algo que os educadores precisam levar em conta com seus alunos, em projetos de aprendizagem.
A arte, como a vida, é para ser vivida, reimaginada, reinventada, e cada vez que participo de mostras artísticas, culturais e educacionais, mais tenho essa impressão, que já foi matricial, depois jato de tinta, a laser e agora em 3D: que entre a ideia (comum a todos) e a execução, há todo um ser imaginante, criativo, que ressignifica a teoria, através de sua prática inovadora. Sobre a contação de histórias, por exemplo já vi inúmeros trabalhos semelhantes, mas nenhum igual, cada um com seu diferencial, que e justamente a identidade com a realidade local daquela turma daquela escola, daquela comunidade. Isto confere aos projetos a autenticidade, e por conta da simplicidade, promove a continuidade dessas ações individuais que se tornam coletivas.
O bom educador é um corpo "performático" no ambiente escolar, marcando seu espaço, como faz um ator (social) em seu palco (seja a sala de aula ou em saídas pelo entorno da escola), que através de sua intervenção, interação pela arte, cultura e tecnologia promove um diálogo com seu alunado.
Ações simples que desacomodem o próprio educador, tirem o aluno da zona de conforto, a escola do lugar-comum, e a comunidade da mesmice, são aquelas que mais promovem a interação social e educacional e este blog está repleto de exemplos os mais variados.
Abaixo, link para o blog do grupo:
CORPOS INFORMÁTICOS - UNB
quarta-feira, 17 de dezembro de 2014
Da tecnologia à magia, novo espetáculo do Cirque du Soleil une coreografia e drones
O incrível vídeo acima SPARKED: A Live Interaction Between Humans and Quadcopters (Despertou: a interação entre humanos e máquinas, tradução live do blog), descobri no portal CanalTech, em que o mesmo divulgava a junção de arte e tecnologia do famoso Cirque du Soleil (ou Circo do Sol, é companhia circense canadense, criada em 1984), que usa dez (10) drones controlados por controle remoto em novo curta-metragem inovador que surpreende pela fabulosa sintonia e sincronia de movimentos entre um humano e máquinas.
Mais incrível ainda é saber que Sparked não utilizou nenhum tipo de técnica de animação ou computação gráfica. É tudo comando eletrônico em tempo real em uma coreografia maravilhosa, espelhando-se nos movimentos do homem.
Para quem gosta de ver o truque por trás da magia, eis que o próprio Cirque du Soleil preparou um vídeo making off (em inglês), para demonstrar o processo de produção do referido, intitulado SPARKED: Behind the Technology, conforme abaixo:
Pensando na questão do drone e suas diversas possibilidades, algumas artísticas, como o do Circe du Soleil, outras ambientais e históricas como já mostradas neste blog, vejam links ao final desta postagem, há também futuras possibilidades educacionais, imagino, da utilização de drones para mapear áreas em torno da escola, de acompanhar saídas de campo de professores e alunos, atingindo locais de difícil aceso, registrando tudo isso em vídeo, promovendo diversas experiências e expedições coletivas unindo informação e conhecimento.
Além disso, há a possibilidade de uso científico que pode unir as demais utilizações como é o caso do Projeto Drone Científico com Tecnologia Nacional, que conheci através de contato via Twitter de eletronPi, e que se trata também de campanha de financiamento coletivo promovida via internet, no portal Kickante.
O objetivo do projeto é conseguir angariar a quantia de R$ 48 mil reais para sua efetivação, considerando ainda que "Todos os Drones de Monitoramento construídos neste projeto serão doados para instituições que possam usá-los de forma efetiva. Menos o primeiro que ficará com a gente para continuar a pesquisa".
Para saber mais dessa iniciativa veja o vídeo a seguir que trata-se de projeto de Drone para Monitoramento Ambiental:
Abaixo, links para postagens no Educa Tube Brasil sobe uso de drones em diversas áreas:
Imagens espetaculares de golfinhos e baleias, capturadas por drones no meio do oceano (educação, tecnologia e meio ambiente)
Cartões-postais de Pripyat, Chernobyl (educação, meio ambiente, música e fotografia)
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quarta-feira, 22 de maio de 2013
Terra das Sombras: Pilobolus Dance Theatre (música, dança e teatro)
O vídeo acima, Terra das Sombras do grupo Pilobolus Dance Theatre, descobri por acaso no You Tube e trata-se de um fantástico exercício de arte, mesclando dança, música, teatro e ilusão de ótica, através de coreografias com incrível sintonia, num efeito que lembra a "perspectiva forçada", recurso utilizado e muito pelo cinema, de forma quase artesanal, até a adoção dos efeitos visuais gerados por computação gráfica.
A perspectiva forçada consistia em filmar em planos diferentes duas pessoas em um cenário estático, em que um deles se aproximava da câmera e outro se distanciava, dando a falsa impressão de um ser gigante e outro um pequenino. Séries como Terra de Gigantes (década de 1960, 1970) e seriados japoneses de Robô Gigante, Ultraman etc, adotaram muito este recurso. O gigante ficava próximo da câmera e no fundo um cenário de uma cidade em miniatura.
No vídeo em questão, o grupo Pilobolus Dance Theatre une a projeção de luz e sombras, em uma tela, em que mãos "gigantes" contracenam com bailarinos, numa belíssima coreografia que mistura malabarismo, dança, mímica etc. E efeito é fabuloso!
Pensando a "perspectiva forçada" no âmbito da educação, há que se planejar projetos em que a metodologia privilegie o aluno, e que este fique num plano principal, e o professor com o segundo plano, incentivando, mediando a criação, a autonomia, a criatividade, a colaboração. E não apenas por professores de artes visuais e educação artística. Feito isto, os resultados serão imensos para todos, vivendo ou não na Terra das Sombras.
Sobre o grupo de dança e teatro: "Pilobolus é uma empresa de atuação moderna, fundada em 1971, que até hoje usa suas listras revolucionários em suas mangas. De acordo com seu processo criativo fundamentalmente coletivo, Pilobolus Dance Theatre reúne grupos de diversos artistas --- incluindo o MIT Distribuído Laboratório de Robótica, Art Spiegelman, OK Go, Radiolab, e muitos outros --- para fazer inventivo, atlético, espirituoso, o desempenho colaborativo funciona no palco e na tela usando o corpo humano como um meio de expressão. Pilobolus faz a arte de construir uma comunidade. Ele ensina o seu processo criativo baseado em grupo para artistas e não-dançarinos igualmente através de populares, projetos educacionais e programas únicos. Este conjunto de atividades é chamado o Instituto Pilobolus. Pilobolus também aplica seu método de invenção criativa para uma ampla gama de serviços de movimento para cinema, publicidade, editorial, clientes comerciais e eventos corporativos. Esta divisão é chamada Pilobolus Creative Services. A temporada de 2013 marca os 42 anos do Pilobolus. De acordo com a energia e o espírito de seu homônimo biológico --- phototropic um fungo que se desenvolve em pátios ---- a empresa continuou a crescer em direção à luz, ampliando e aperfeiçoando seus métodos únicos de produção criativa coletiva para montar um repertório de mais de 100 obras coreográficas. Embora tenha se tornado uma força estável e influente no mundo da dança Pilobolus permanece como sempre, ansioso para os próximos 40 anos de colaboração no futuro.
Pilobolus Dance Theatre é baseada em Washington Depot, Connecticut e executa para o estágio, televisão e audiências on-line em todo o mundo. A empresa já apareceu tarde da noite no Late Night with Conan O'Brien, no início da manhã na Vila Sésamo, e em horário nobre como um recurso em 60 Minutos da CBS. Pilobolus tem realizado shows em 64 países e recebeu uma série de prêmios de prestígio, incluindo o Prémio da Crítica de Berlim, o Prêmio escocês, o Prêmio Brandeis, um Primetime Emmy Award para a realização proeminente na programação cultural, o Samuel H. Scripps americana Festival de Dança Prêmio pelo conjunto da obra em coreografia, e uma bolsa de TED para realizar uma conversa TED em 2005. Em 2010, o Pilobolus foi homenageado como o primeiro coletivo para receber o Dance Magazine Award, que reconhece os artistas que fizeram contribuições duradouras para o campo. Pilobolus também aparece nos repertórios das grandes companhias de dança americanas e européias. Em 2005, a Pilobolus transferiu seu acervo para Dartmouth College, onde a empresa originou. Desde então, a faculdade tem vindo a crescer o "arquivo vivo", com uma série de novos comissões de trabalho.
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