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domingo, 4 de outubro de 2026
E se ninguém falasse a sua língua? [a inclusão começa com a comunicação] #acessibilidade #solidariedade #empatia
Um vídeo criativo e provocativo "E SE NINGUÉM FALASSE A SUA LÍNGUA?", e que encontrei no canal do YouTube Libras Poços de Caldas serve para conscientização e choque de realidade àqueles que não conseguem ter empatia e alteridade direta com que possui alguma necessidade especial.
Imaginar um mundo em que não nos fazemos entender nem os demais conseguem conosco se comunicar está presente também no episódio JOGO DE PALAVRAS, do seriado Além da Imaginação, que destaquei tempos atrás, de alguém que memoriza palavras específicas [jargões] e com o tempo acaba não conseguindo mais se comunicar com a família, os colegas de trbalaho e a sociedade em geral. Vide link logo a seguir:
Educação: Um jogo de palavras "Além da Imaginação" (filosofia, curta-metragem, videoclipe, linguagem e sociedade)
A língua, como um instrumento vivo de comunicação, requer compreensão de seus usuários. Por isso, nem sempre estamos nos fazendo entender, seja com filhos, alunos, colegas, vizinhos.
O poder da comunicação é nítido, já que somos seres sociáveis e precisamos de palavras e ideias para interagirmos uns com os outros.
Usar a Libras como forma de mostrar a importância da inclusão e acessibilidade é uma ideia genial. Solidariedade Já!
Observação:
Esta postagem é de autoria de José Antônio Klaes Roig, professor, escritor e poeta, além de editor do blog Educa Tube Brasil [ http://educa-tube.blogspot.com ]. José Antonio Klaes Roig ou Zé Roig, como gosta de ser chamado, possui o Prêmio de Professor Transformador [2020] e seu blog Educa Tube Brasil.
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terça-feira, 18 de agosto de 2026
Metodologia e didática a partir de cena bem humorada de instrução de utilização de equipamentos de segurança em voo comercial
O vídeo SE TODO COMISSÁRIO DE BORDO FOSSE ASSIM, NINGUÉM MAIS IGNORARIA AS INSTRUÇÕES DE SEGURANÇA 🤣✈️, encontrei no Instagram de Milhas Uai e é um criativo modo de passar instruções a um grupo de viajantes pelo divertidíssimo comissário de bordo, transformando aqueles protocolos repetitivos da aviação comercial num esquete de humor impagável, cheio de caras e bocas, com metodologia e didática inesquecíveis. E o resultado é percebido pelos risos e a alegria dos passageiros. Uma forma original e instrucional de marcar presença sem ser burocrático e enfadonho. O enunciado [instruções] e a enunciação [o jeito estiloso de ser]. ;-)
Na educação e em qualquer outra área, existem diversas formas de passar um conteúdo, mas provavelmente ser autêntico é um dos caminhos mais eficazes, como no audiovisual em questão.
Observação:
Esta postagem é de autoria de José Antônio Klaes Roig, professor, escritor e poeta, além de editor do blog Educa Tube Brasil [ http://educa-tube.blogspot.com ]. José Antonio Klaes Roig ou Zé Roig, como gosta de ser chamado, possui o Prêmio de Professor Transformador [2020] e seu blog Educa Tube Brasil, o Prêmio de um dos melhores blogues educacionais do Brasil [2020], conforme selos estampados na coluna à direta desta postagem.
domingo, 16 de agosto de 2026
Inteligência emocional: breve lição de como manter o autocontrole sob pressão e intensa provocação [liderança e gestão]
O vídeo é uma pequena aula de AUTOCONTROLE SOB PRESSÃO que encontrei no Instagram de Octávio Guidini e é bem ilustrativo de como com autoconfiança, autoconhecimento e calma é possível reverter um quadro de intensa provocação, usando as palavras do oponente contra si mesmo, como numa arte marcial. A oratória e a retórica eram ensinadas na Antiguidade greco-romana como artes, de bem falar em público e manter a força dos argumentos.
Ótimo material para trabalhar com formação de equipes, qualificação e etiqueta profissional, além de introdução a uma aula de Filosofia grega, por exemplo, para exemplificar o que são oratória e retórica, e de como manter o autocontrole é fundamental na maioria das situações e profissões. Vencer pela força das ideias e não apenas pela força das palavras.
Um belo material ainda para tratar de gestão de pessoas, liderança, motivação e muito mais. NUm tempo dominado pelas inteligências artificiais, nada como destacar e valorizar a inteligência emocional.
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terça-feira, 4 de agosto de 2026
Entre o texto e o contexto: a faixa de chegada como metáfora dos limites do meu entendimento comigo e com o mundo
O vídeo de humor que intitulei "Entre o texto e o contexto: a faixa de chegada como metáfora dos limites do meu entendimento" encontrei no Instagram de Arthur do Marketing é uma peça de humor que se presta a diversas interpretações.
Do ponto de vista literal, ser como crítica àqueles que confundem tempos e espaços, faixas amareladas de restrição com faixas de chegada de uma corrida. A situação corriqueira de uma corredora desatenta que faz toda essa confusão, comemorando a chegada de uma corrida contra si mesma sem perceber que se trata de um espaço isolado de um crime reflete o cidadão comum e também seu senso comum, confundindo "alhos com bugalhos", como diz a sabedoria popular.
Do ponto de vista semântica, da busca pelo significado das palavras, das ideias, dos termos de uma oração, seja ela visual, escrita, falada, fotografada, filmada, pintada etc, é entender a função que a linguagem possui, além da mera referencial [remeter a algo], mas também emotiva, poética, apelativa etc. Além do sentido figurado que as palavras possuem: irônico, metafórico, simbólico... Ou mais amplo, um sentido filosófico, ideológico, espirtual, ético, moral, social...
Interpretar o que palavras e imagens oferecem é uma competência para o século XXI, povoado de recursos tecnológicos que criam uma pós-verdade, confundindo o real com o fake. Saber não superinterpretar textos também é necessário, sem atribuir a uma obra, seja qual for, valores, ideias, conceitos que ao tempo da produção não existiam, é outra necessidade básica do leitor do século XXI; que não dá mais boa noite para o William Bonner, diante da TV ligada no telejornal, porém, conversa com chatbot [IA] como se estivesse tratando e convivendo com um ser humano.
Compreender que nenhuma linguagem é isenta, toda ela é todada de camadas e mais camadas do eu no mundo, de suas influências culturais, é essencial. Por isso que, desde 2009, este blog educacional sem fins lucrativos se vale de audiovisuais diversos para passar mensagens relevantes que podem ser adaptadas à educação de professores e alunos, como clipes, curtas, cenas de filmes, propagandas, slides, animações etc, abrindo um leque de possibilidades, não apenas sintáticas, mas, principalmente, semânticas. Assim sendo, a metáfora é uma das figuras de linguagem que permite a ampliação dos limites do meu entendimento comigo e com o mundo. Vemos o mundo na perspectiva do local e do tempo em que estamos, de preferência, em diálogo com outros tempos, espaços e sujeitos.
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Esta postagem é de autoria de José Antônio Klaes Roig, professor, escritor e poeta, além de editor do blog Educa Tube Brasil. http://educa-tube.blogspot.com José Antonio Klaes Roig ou Zé Roig, como gosta de ser chamado, possui o Prêmio de Professor Transformador [2020] e seu blog Educa Tube Brasil, o Prêmio de um dos melhores blogues educacionais do Brasil [2020], conforme selos estampados na coluna à direta desta postagem.
quinta-feira, 30 de julho de 2026
O fim do mundo segundo "Os Simpsons" e a inversão dos valores: cena de seriado de animação provando que humor é coisa séria
O fim do mundo segundo "Os Simpsons" é uma cena emblemática desse seriado de animação longevo que tem sido "acusado" por teóricos das conspirações de "prever" vários situações históricas. Para alguém que ainda não tercerizou o senso crítico, e pensa "fora da caixa" do senso comum, é natural que um seriado de humor flerte sempre com o absurdo para fazer uma dura e inteligente crítica social, como foi o caso de "prever" a eleição de Donald Trump que, quando no contexto de produção da animação era algo escatológico, absurdo e surreal. Entretanto, com o passar do tempo, não foi a animação "Os Simpsons" que se tornou surreal, mas a própria realidade com a eleição controversa do bilionário. Algo como se o antigo programa de humor "Casseta & Planeta", dadas as devidas proporções, "prevesse" a eleição do humorista Tiririca para a presidência da República do Brasil e um dia ela se realizasse.
Mais que isso, esse recorte de um episódio do referido seriado de animação, que encontrei no Instagram de Psicanálise Raiz pode se tornar um ótimo material de análise e reflexão sociológica, filosófica, midiática, jornalística, artística e histórica, ao nos debruçarmos não apenas sobre o texto [imagem], mas o contexto histórico e cultural do período de produção e do contexto atual, em paralelo com momentos históricos que eram incompreensíveis ao seu tempo e que hoje parece-nos mais nítido como certas figuras chegam onde estão.
Outro exemplo em que a vida imita a arte é a eleição de Zelensky na Ucrânia e o episódio O Candidato Waldo, do seriado distópico britânico Black Mirror, que antecipou esse tipo de eleição midiática. Outros exemplos estão por aí, e quem quiser ampliar essa postagem colaborando com sugestões, ficarei à disposição.
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segunda-feira, 27 de julho de 2026
Autognose: curta-metragem de suspense e metáfora do autoconhecimento
O curta-metragem AUTOGNOSE, de 2018, com direção de Bill Szilagyi, encontrei no canal de vídeos DUMELA, no YouTube, e considero o audiovisual como uma metáfora do autoconhecimento.
O curta inicia com uma epígrafe de John Donne, poeta metafísico inglês: ""Nenhum homem é uma ilha, completo em si próprio; cada homem é uma parte do continente, é uma parte do todo", promovendo uma reflexão sobre o fato de que estamos sempre morrendo e revivendo a cada fase da vida, nos reconhecendo e desconhecendo com o passar do tempo, entre encontros e desencontros conosco, entre o que sonhamos e realizamos, entre o que fizemos e o que deixamos de fazer.
Na apresentação do vídeo no YouTube é uma descrição direta: "Um jovem vagueia em busca de respostas. As vezes o que procuramos pode estar lá fora. Mas as vezes pode estar dentro de nós mesmos".
Da ficção para o mundo real, quantos de nós não se sente sozinho, ilhado, em busca de um sentido para a vida? Por falta de autoconhecimento, seguimos por caminhos que não nos levam a lugar algum, seja acadêmico, profissional, sentimental...
Muitas vezes tentamos "matar" a melhor parte que temos, ou ressuscitá-la quando deixamos de ser aquela pessoa. Quem eu sou? De onde vim? Para aonde vou? perguntas que nos acaompanharão e acompanham a humanidade desde sempre.
Quem não aprende com os erros, com a vida e com os outros corre o risco de viver numa dízima periódica, repetindo-se, como no curta-metragem".
Um bom material para uma aula de filosofia, mesclada com arte [cinema e literatura]. Além disso, pode ser usado numa oficina de leitura crítica e escrita criativa, com alunos do ensino médio, para que interpretem as imagens e indiquem as mensagens que ele possa conter.
Para quem quiser mais informações, segue página do filme: https://dumela.tv/autognose/
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quarta-feira, 15 de julho de 2026
O portão e a escada: divertida metáfora do que é Ideologia [visões diversas sobre um mesmo mundo]
O vídeo "Be patience whe you watching this" [Tenha paciência ao assistir a isso], encontrei no Instagram e é uma peça de humor que se presta a diversas interpretações. Sobre linguagem, filosofia e sociologia.
No vídeo em questão, comparo-o ao conceito de IDEOLOGIA [visão de mundo]. Cada uma das moças tem a sua, mas o mundo é maior do que cada um consegue observar. Todos veem o mundo e a realidade a partir de seu ponto de vista, sua cultura, história e vida. Por isso, tal vídeo serve para discutirmos o conceito de "ideologia" a partir de um toque de humor. Cada um quer passar a escada de seu jeito, menos do mais prático e objetivo, pois a ideologia, muitas vezes, é a tentativa de um impor uma visão ao outro. No vídeo, pelas caras e bocas, não se sabe se a [última, que não chega a contribuir com alguma ação, apenas vê as tentativas infrutíveras das demais, percebe um jeito diferente e objetivo de transpor o obstáculo, ou se chegando lá também tentaria de um jeito insólito atravessar a escada por aquele portão.
Um bom material para aulas de filosofia, sociologia e lógica.
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quarta-feira, 17 de junho de 2026
Fala coloquial: esquete de humor e pequena aula sobre variação linguística
Encontrei no Instagram de Yuri Viana, youtuber e humorista, esse vídeo hilário, criativo e original relativo à FALA COLOQUIAL que serve para introdução a uma aula sobre variação linguística no tempo e espaço, da diacronia [processo histórico] à sincronia [processo linguístico em curso], além de outras questões como sotaque, pronúncia das palavras, regionalismos, gírias, jargões e muito mais que compõem o painel das variações: regionais, socioculturais e situacionais.
Se a língua não fosse uma ferramenta viva de interação e comunicação social, ainda estaríamos falando como no passado, conforme o vídeo bem demonstra, com todos os maneirismos e expressões, hoje consideradas antiquadas, arcaicas, anacrônicas.
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segunda-feira, 15 de junho de 2026
Quando o óbvio precisa ser dito: orientações médicas, interpretação textual e humor involuntário
Encontrei esse vídeo que flerta entre o texto injuntivo [instrutivo] e o humor, no Linkedin do médico Douglas Gomides e é de fato po exemplo mais claro de que O ÓBVIO PRECISA SER DITO, principalmente no que se trata de orientações médicas, pois as interpretações textuais podem ser literais, gerando textos de humor.
No vídeo em questão, jovem médica viraliza com vídeo contando essas histórias de consultório, em que pacientes confundem as indicações médicas, fazendo coisas imprevisíveis para um bom entendedor. Entretanto, há que se ter em conta que o bom educador, seja ele pai, professor, médico ou qualquer instrutor, precisa levar em conta os níveis de linguagem, entre o sintático, o morfológico e o semântico, e também o nível de interpretação do receptor. Nem sempre o que nos parece óbvio é para quem nos lê ou escuta, por isso é importante saber modular o discurso [a voz, o vocabulário], conforme o público que se convive.
Como escreveu Ivone Almeida, na postagem original: "O óbvio precisa ser dito em todas as áreas, pois aquilo que parece ser óbvio pra mim pode ser algo muito complexo para o outro." E digo justamente isso aos meus alunos, na questão do discurso que todo texto contém. E dou exemplo de "Alice no País das Maravilhas" e dos contos de fadas, que as crianças entenderão a mensagem moral da fantasia, enquanto o adulto compreenderá outras entrelinhas, entre a ética e outras referências. Podem existir múltiplas vozes em um texto: do autor, da personagem, da sociedade, e o leitor crítico, como o tempo, saberá distinguir cada uma delas.
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domingo, 10 de maio de 2026
Michael Jackson e O Pequeno Príncipe: intertextualidades entre literatura, cinema, dança e música [De Bob Fosse a Moonwalker]
A cena de THE LITTLE PRINCE [O Pequeno Príncipe], adaptação cinematográfica do clássico da literatura infantojuvenil homônima, de autoria de Antoine de Saint-Exupéry é um exemplo da intertextualidade [o diálogo atemporal e universal] entre obras e autores, nas mais variadas artes e temas.
O livro foi escrito em 1943 pelo escritor francês que desapareceu, curiosa e coincidentemente, em seu avião, durante a II Guerra Mundial. Há cena no livro de um avião que cai no deserto. Premonição? Licença poética? Mera coincidência de a vida imitando a arte? Provalmente a última alternativa.
. Esta postagem por exemplo, foi possível, graças a postagem de Presepada Geek, no Facebook, trazendo essas semelhanças. Já tinha lido sobre essas influências, mas a referida postagem me permitiu pesquisar mais fundo a respeito para a produção deste post.
Alguns dados interessantes a respeito dessas intertextualidades: O filme, produzido em 1974, trazendo como um dois protagonistas o lendário dançarino Bob Fosse, e sua emblemática coreografia da dança da serpente do deserto, que influenciou o popstar Michael Jackson, fã confesso do coreógrafo e dançarino. Ali se percebe, nitidamente, mas influências em alguns passos das coreografias de Michael em Billy Jean, Thriller, etc, nos anos 1980. A famosa "Moonwalker" [Caminhante da lua ou aquele que caminha na lua] é vislumbrada nas passadas de Bob Fosse. Mas aí cabe um adendo: a distinção do plágio [cópia e apropriação], da inspiração e genialidade em produzir algo novo em cima de uma ideia genial, no caso de Jackson.
Já publiquei neste blog educacional minha opinião sobre a questão da genialidade ser muitas vezes daquele que pega a ideia original e produz algo novo em cima dela, como no caso de Michael Jackson, que elevou ao extremo unma coreografia experimental de Bob Fosse, a quem ele, Michael, sempre reverenciou e jamais negou ser fã. O próprio Fosse se inspirou em outros dançarinos de outras épocas para compor suas obras e coreografias. É algo intrínseco do ser humano, imitar o jeito de andar, falar, caminhar, seu vestuário, forma de escrever e ver o mundo.
Vejam algumas semelhanças de Bob Fosse nos clipes de Michael Jackson, ao final desta postagem.
Da mesma forma, na literatura, além do cinema e da dnaça e música, Exupéry criou uma geração de escritores que se inspiraram em O Pequeno Príncipe para elevar a literatura infantojuvenil a uma categoria relevante, por si só. Todos os que vieram depois beberam na mesma fonte de Antoine, como o exemplo de O Menino do Dedo verde, de Maurice Druon [1955], e outros clássicos inafntis e hjuvenis que se seguiram a porta aberta por Saint-Exupéry.
Portanto, saber aproveitar ideias alheias e ampliá-las, dando o crédito ao autor original, é uma forma de manter a arte sempre viva, o que difere e muito das produções artísticas criadas por IA [inteligência artificial], que se apropriam da criatividade humana, sem o devido crédito cultural e econômico [direitos autorais e suas implicações financeiras].
Elvis incorporou a sua performance, muito do jeito de cantar e dançar dos afrodescendentes norte-americanos, por exemplo. A arte não sobrevive sem a intertextualidade. William Shakespeare elevou temas de Christopher Marlowe, primeiro seu rival, depois sócio, à categoria de obra-prima e basta uma pesquisa do repertório de ambos pra constatar essa afirmação. O memso processo se repete em Machado de Assis, o mais shakesperianos dos escritores latino-americanos [Dom Casmurro, uma releitura de Othelo, transpondo a temática do ciúme do século 17 para o 19] e outras situações.
Da literatura para o cinema, pode-se perceber uma série de citações visuais de Brian de Palma e outros diretores a Alfred Hitchcock e outros diretores. Assim, como na música e na dança.
Portanto, somos todos seres intertextuais, reescrevendo ideias, adaptando-as aos novos tempos, ressignificando obras e autores a cada geração. Ora por meio de paródias, ora por meio de releituras mais sofisticadas. O escritor Erico Verissimo, na literatura, em sua autobiografia Solo de Clarineta, chamava de "escritores fecundantes", atribuindo a Monteiro Lobato a sua inspiração para ser, além de leitor, escritor, editor, tanto de literatura adulta, como infanto juvenil.
Alguns passos de Michael Jackson que imitam os de Bob Fosse:
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sábado, 9 de maio de 2026
"A banalização das palavras" que ninguém aguenta mais, pois humor é coisa séria! [opinião e ironia linguística]
O vídeo PALAVRAS QUE NINGUÉM ALGUÉM MAIS que descobri no Instagram de Mila Costa, colunista do Diário do Nordeste, de Fortaleza [CE], Brasil, e que se parece com um esquete de humor, mas é, antes de tudo, uma divertida crítica social e comportamental, bem apropriada aos dias atuais, pois trata de língua portuguesa e seu uso repetitivo por parte de alguns que banalizam certos vocábulos e expressões à exaustão. Exemplo que ela traz é de "EXPERIÊNCIA", verbete utilizado para tudo, embora tenham verbos específicos como provar, conhecer, perceber etc. Outras palavras que me incomodam são PERFORMANCE, PROJETO, EMPATIA, ALTERIDADE, RESILIÊNCIA para situações amplas, o que demonstra, talvez, o vocabulário diminuto de seus usuários.
Como professor de Língua Portuguesa [que envolve, além da gramática, produção lextual e literatura], além de professor de Filosofia, no ensino médio, e de EJA - Educação de Jovens e Adultos, sempre destaco a importância da variedade de repertórios, não apenas socioculturais, mas linguísticos, que se obtém por meio de leitura, não somente de livros, mas de pessoas, de notícias e de mundo. Que uma redação, por exemplo, com até 30 linhas, não deve ter termos repetidos, ou vagos. Que cada afirmação precisa ser seguida de uma explicação e, se possível, um exemplo, para evitar ambiguidade [duplo sentido].
Por isso, utilizo vídeos curtos, como esse, e outros, para que, de uma forma bem humorada, seja possível lidar com a banalidade das palavras, valorizando as ideias. As palavras, sempre repito, estão a serviço das ideias, e nunca o contrário. Primeiro se pensa no que se vai dizer e/ou escrever. É preciso que as ideias sejam a parte mais importante de um texto, e que as palavras não sejam utilizadas como mero enfeite de árvore de Natal.
E vocês, seguidores e visitantes do Educa Tube Brasil, têm alguma palavra que vocês considerem repetitiva, atualmente? Deixem nos comentários sua opiniaõe contribuição. ;-)
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quinta-feira, 7 de maio de 2026
"Farmar aura": gíria da geração Alfa e a variação linguística
Encontrei o vídeo sobre "Farmar aura", no perfil do Instagram de Jorge Gastaldi e é um divertido audiovisual para a introdução de uma aula de Língua Portuguesa sobre Variação Linguística, pois no referido vídeo constam diversas gírias da geração alfa, que suscedeu a geração Z, a partir de 2010, e que já nasceu num mundo hiperconectado, em que as tecnologias digitais fazem parte do dia a dia, da cultura e do viver dos jovens.
A língua, como uma ferramenta de interação e comunicação, é um instrumento em constante transformação, fruto, principalmente, das mudanças tecnológicas, históricas e sociais. Não falamos mais como no século XIX, como nos livros de Machado de Assis, pois o mundo mudou.
Apesar disso, cabe também reflexões, não apenas linguísticas, mas filosóficas, sobre a forma de vermos e retratarmos o mundo. E nesse ponto, a língua é o nosso meio natural de estar no mundo. Acompanhar essas mudanças, não apenas as climáticas, mas as linguísticas, é dever do bom educador, seja ele pai ou professor.
Este vídeo e outros mais que podemos encontrar no YouTube, Instagram e demais redes sociais digitais podem estinmular a troca de saberes entre gerações. Uma proposta educativa é convidar alunos a pesquisare,m juntos aos pais, avós e familiares sobre as gírias do passado, para perceberem como cada geração tem seus dialetos "tribais".
Six Seven, Vai tomando, tá no sabor, vem na minha salada, passinho do Jamal são outras gírias da geração alfa. E as gírias do passado? Que tal trocarmos esses conhecimentos entre as gerações?
Em tempo: Você já "farmou a aura" hoje? ;-)
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quinta-feira, 26 de março de 2026
Meme, jargão futebolístico, análise tática e Redação para o Enem: "tudo junto e misturado"
Recentemente, entrevista após o jogo, dada pelo treinador Roger Machado, por conta de seu linguajar, muito calcado em jargões do esporte, em especial, o futebol, que possue diversas expressões típicas, como: estado anímico, jogo posicional etc, e mais jogador canhoto de pé trocado e outras que Roger, um especialista da área, nos brindou, viralizando de imediato, conforme imagem acima.
Deixando de lado a "zoeira", o meme e a viralização imediata, tal fato demonstra o quanto a falta de conhecimento técnico leva leigos a brincarem com coisa séria, como se quem fala com propriedade sobre o tema, por experiência de profissão, estivesse simplesmente "Rolando Lero", eonrolado, inventando termos [neologismos], o que demonstra falta de interpretação e conhecimento básico sobre o assunto, antes de sair palpitando ou causando "palpitações". O vídeo em questão é uma obra de humor, acredito, e tem que ser lido como tal. Afinal, humor é coisa séria, pois sempre flerta com a crítica social.
Porém, cabe destacar a análise de Rick Covil Fut, que é alguém que entende do tema, e sobrepõe a fala de Roger as imagens de campo, ilustrando bem o que o treinador disse, deixando a fala mais inteligível, e aí vem o que eu, como professor de Língua Portugesa e Produção textual digo a meus alunos: - Não basta dizer, tem que se fazer entender pelo outro, procurando pra cada ideia e conceito, trazer exemplos, preencher com explicações e repertórios socioculturais que façam sentido a quem está lendo ou ouvindo. Ou seja, didatismo, metodologia, clareza, objetividade, coesão [sequência de ideias] e coerência [unidade e não contradição].
Enfim, uma "pedagogia" futebolística. Na escrita redacional é preciso ser um pouco "canhoto de pé trocado", ao inverter a lógica da análise, além do jogo de palavras superficial, que enrola, enrola e nada diz. É preciso posicionar-se noi campo das letras e ideias, organizando, como um esquema tático, os blocos de introdução, desenvolvimento e conclusão, asism como um time no gramado com defesa, meio-campo e ataque. Cada peça tem uma função sintática e semântica no desenrolar e desenvolver do texto e do jogo para que tudo, ao final, tenha coesão e coerência, sentido e objetivo. Vence aquele que souber ser simples, eficiente e que seja compreendido em suas ideias, ainda que "fora da curva" do senso comum. É preciso saber jogar o jogo com continuidade e progressão [elementos coesivos]. Continuar sempre tratando do memso tema e progredindo, trazendo, acrescentando fatos novos que colaborem ao entendimento e corroborem com as ideias apresentadas durante todo o texto ou jogo de palavras.
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quarta-feira, 25 de março de 2026
Contando e cantando em inglês numérico [música, matemática, linguagem, criatividade, humor e IA]
O vídeo que intitulei de INGLÊS NUMÉRICO - e encontrei no Instagram - é uma dessas peças de humor que comprovam como a criatividade humana é insuperável., mesmo em tempos de inteligência artificial], pois as chamadas IAs jamais criarão algo do nada, de forma imprevisível, como o audiovisual em questão. Elas sempre terão um banco de dados da produção humana para se guiar, imitar, copiar, simular. IA é uma espécie de Caverna de Platão 5.0, que aprende com o que está nessa imensa caverna digital que denominamos de internet. Fora desse "quarto chinês", como na filosofia foi definida a experiência para saber se as máquinas pensavam como nós, a partir de ideias do matemática Allan Turing, a criatividade humana sempre estará um passo a frente. Desde que não fique robotizada pelos algoritmos e fake news das redes sociais digitais.
Por isso, o papel social fundamental do bom professor, de provocar reflexões, estimular o senso crítico, incentivar a leitura de livros e de mundos, proporcionar a cidadania e a emancipação do aluno.
Um vídeo com múltiplas funções, pois permite discutir aspectos da linguagem, traz elementos da matemática, do humor; além de flertar com a música, cantando e contando números em inglês. A intérprete mantém uma entonação perfeita e o ritmo de uma conhecida canção, o que, aos desavisados, talvez "passe batido", mas aos conhecedores do idioma de Shakespeare, não.
Humor é coisa séria e posso provar com esse audiovisual e postagem.
Observação:
Esta postagem é de autoria de José Antonio Klaes Roig, professor, escritor e poeta, além de editor do blog Educa Tube Brasil. http://educa-tube.blogspot.com José Antonio Klaes Roig ou Zé Roig, como gosta de ser chamado, possui o Prêmio de Professor Transformador [2020] e seu blog Educa Tube Brasil, o Prêmio de um dos melhores blogues educacionais do Brasil [2020], conforme selos estampados na coluna à direta desta postagem.
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