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quinta-feira, 2 de fevereiro de 2023

"The Last Of Us": o jogo, a série, a pandemia e a educação [análise e proposta pedagógica]




O vídeo acima é "teaser" da série "The Last Of Us", que estreou recentemente no canal por streaming HBO Max, se tornando um sucesso, além dos fãs do jogo eletrônico de mesmo nome, campeão de vendas e acessos.
Mas o que tem a ver o jogo, a série, a pandemia e a educação conforme subtpitulo desta postagem em blog educacional?
Inicialmente, cabe salientar que o editor deste blog educacional, além de professor, escritor e poeta, foi por muito tempo fã de jogos eletrônicos, e ainda é, desde os jurássicos telejogo [em tela prata na TV] aos fliperamas, passando pelos consoles Atari, superNES, até chegar ao Playtation e agora no streaming.
Feita essa consideração inicial, cabe também destacar que como educador, sempre utilizei de jogos, cenas de filmes, clipes, curtas e variados audiovisuais em minhas formações, sejam como formador de professores da rede pública estadual do Rio Grande do Sul, quando foi multiplicador e coordenador de NTE - Núcleo de Tecnologia Educacional, seja como professor de escola particular no ensino médio. Inclusive, de 2007 a 2011, coocrdenei projeto de educação incousiva em informática, em parceria com professoras da educação especial da EEEF Barao de Cêrro Largo, Rio Grande, RS, Brasil, tendo turmas de alunos surdos, cegos, com déficit de inteligência e altas habilidades.
Dessa forma, penso que o uso de recursos tecnológicos, artísticos e culturais em formações pedagógicos seja algo essencial ao professor digital do século XXI, principalmente após a pandemia, que potencializou os multimeios, o ensino remoto, a educação a distância, as metodologias ativas, o ensino híbrido, etc.
Nunca mais a educação, os educadores e os educandos serão os mesmos de antes da pandemia; assim como a humanidade nunca mais foi a mesma depois de grandes eventos como a revolução francesa, a revolução industrial, as grandes guerras, o 11 de setembro de 2001 e outros eventos que são marcos históricos e sociais.
Com o Covid 19, a resistência de muitos aos comércio eletrônico, aos uso de recursos digitais em sala de aula, das videochamadas, Lives, dos comunicadores como WhatsApp, das redes sociais digitais de forma mais sistemática foi amenizando, por questões óbvias. A educação, os educadores e os educandos precisaram se adaptar às transformações da pandemia com ares de distopia, semelhante ao jogo e série "The Last Of Us". Um vírus que contaminou boa parte da população mundial, que fez mudar hábitos dos sobreviventes, que precisou que uns ajudassem aos outros a travessar esse complexo e perigoso trajeto rumo à busca por uma vacina. Joel, Ellie e outros são de certa forma a metáfora de muitos pais e professores jutos a seus filhos e alunos, em que um precisou contar com a ajuda do outro num momento extremo de saúde pública.
Sem querer dar spoilers quanto ao jogo e a série que está em sua primeira temporada, cabe frisar que tanto jogo, cinema, literatura, história possuem suas peculiaridades e narrativas; e que toda adaptação, como o próprio nome diz, é uma nova vesão sobre um tema em comum.
Por isso, o seriado THE LAST OF US, assim como o jogo, podem ser recursos pedagógicos para aulas diversificadas e até inter e multidisciplinares, envolvendo Química, Biologia, Geografia, História, Filosofia, Sociologia e outras mais, tratando de temas transversais como meio ambiente, saúde, higiene, tecnologia, bioética, fake news, intolerância etc.
Pode-se abordar também como há atualmente uma inversão: antigamente filmes e livros eram adaptados para o mundo dos jogos. Hoje, ocorre o oposto: jogos de sucesso são adaptados para filmes e séries, vide The Walking Dead, Resident Evil, Assassin's Creed etc. Um curioso "remake".
Professores conectados com o mundo jovem poderão fazer uma ligação, conexão com o universo de seus alunos, valendo-se de cenas do jogo, cenas do seriados, em diálogo com notícias do período da pandemia e muito mais. A criatividade, o bom senso, a empatia poderão prpporcionar bons momentos de reflexão, interação, debate de ideias e produção textual. Fica a dica para o início do ano letivo.

Indico aos professores que pretendam utilizar essa proposta em sala de aula, ver o vídeo a seguir [com spoilers], sobre A HISTÓRIA COMPLETA DE THE LAST OF US, que além da resenha literária há um belo storytelling em formato HQ que poderá ser um ótimo material de apoio:



Por fim, recomendo outro vídeo, do Canal Nerdologia, do biólogoa Átila Iamarino, que ficou conhecido justamente durante a pandemia e que trata de ciência e um pouco sobre o fungo que faz parte da ideia geral do jogo e do seriado:



Observação:
Esta postagem é de autoria de José Antonio Klaes Roig, professor, escritor e poeta, além de editor do blog Educa Tube Brasil. http://educa-tube.blogspot.com
José Antonio Klaes Roig ou Zé Roig, como gosta de ser chamado, possui o Prêmio de Professor Transformador [2020] e seu blog Educa Tube Brasil, o Prêmio de um dos melhores blogues educacionais do Brasil [2020], conforme selos estampados na coluna à direta desta postagem.

domingo, 18 de setembro de 2022

Cinema Escolar em Tempos de Pandemia [alunos de escola da Catalunha fazem paródia de canção adaptada para o contexto atual]


Cinema Escolar en Temps de Pandèmia SPA from JAUME MARTIN on Vimeo.


O vídeo acima, Cinema Escolar em Tempos de Pandemia, é um vídeo escolar produzido pelos alunos do professor Jaume Martín, de Barcelona, na Catalunha, Espanha, com quem interajo vez em quando pelas redes sociais digitais, por admiração a seu trabalho pedagógico e educacional. No vídeo em questão, os alunos do 6º ano da Escola Sant Josep Oriol, dramatizam, de forma criativa, divertida e original, situações que envolvem a pandemia, através dos tempos, tendo como diretor do vídeo, o professor Jaume Martín.
De forma metalinguística, o referido vídeo discute a criação dentro da própria produção, ou seja, um filme dentro de um filme.
Por fim, alunos cantam, neste 2022, uma paródia da canção "I Want Break Free" [Eu quero me libertar], de 1984, da banda Queen, adaptando a letra ao contexto atual da pandemia. Genial. Criativo. Motivacional.
Parabéns ao professor Jaume, aos alunos da escola Sant Josep Oriol e aos demais envolvidos neste projeto audiovisual.

Observação:
Esta postagem é de autoria de José Antonio Klaes Roig, professor, escritor e poeta, além de editor do blog Educa Tube Brasil. http://educa-tube.blogspot.com
José Antonio Klaes Roig ou Zé Roig, como gosta de ser chamado, possui o Prêmio de Professor Transformador [2020] e seu blog Educa Tube Brasil, o Prêmio de um dos melhores blogues educacionais do Brasil [2020], conforme selos estampados na coluna à direta desta postagem.

sábado, 20 de novembro de 2021

"Tamo Junto": curta-metragem de animação em homenagem às vítimas da Covid-19, promovendo a cura através da arte




O vídeo acima, Tamo Junto, é um curta-metragem independente de animação, feito no Brasil, e que me foi indicado pelo aluno Guilherme Esperança, via WhatsApp
Um audiovisual independente em homenagem às vítimas da Covid-19 que conta com a voz do rapper Criolo e da atriz Luciana Silveira, além da participação de Emicida e trilha sonora de Loud+.
Como consta na sinopse: "[...] Em dias de medo, Dois vizinhos passam a tornar cada momento de interação como grandes preciosidades.[...] Durante a produção, o curta foi uma tentativa de cura através da arte."
De fato, a arte tudo cura, e imaginem só, se durante essa pandemia, não tivéssemos a arte e a cultura como vlavulas de escape!
Uma história simples, da amizade entre o jovem Dinho e a idosa dona Edi, moradores do bairo de Jaçanã. Uma história simples como a vida de muitas pessoas, mas retratando esse período que ficará na memória afetiva de todos, pelas perdas de entes queridos, pelo medo do contágio, pela sobrevivência, pela resiliência e pela esprança em um mundo melhor, mais justo, igualitário e humano.
Ainda que isso pareça uma utopia, e que nos sintamos numa distopia, há que se valorizar a arte, a cultura, a amizade, a empatia, a solidariedade e a política de boa vizinhança, sempre!
Observação:
Esta postagem é de autoria de José Antonio Klaes Roig, professor, escritor e poeta, além de editor do blog Educa Tube Brasil. http://educa-tube.blogspot.com
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quinta-feira, 2 de setembro de 2021

"Uma Espiral Viral": curta de animação de Steve Cutts [Man, 2020] sobre mudanças climáticas, zoonoses infecciosas e a exploração animal #COVID




o vídeo acima, Uma Espiral Viral [Viral Spiral], trata-se de curta-mentragem de animação de Steve Cutts, sobre mudanças cimáticas, produzida pelo departamento científico da Fundação Nicolaas G. Pierson, do Partido Animalista Holandês (https://www.partyfortheanimals.com/pt) e foi-me indicado pela colega e amiga Josane Batalha Sobreira da Silva, professora de Campinas, São Paulo, Brasil.
Animação legendada que trata, além das mudanças climáticas, da pandemia, també sobre zoonoses infecciosas e a exploração animal e os impactos ambientais, em função do modelo exploratório e civilizatório atual.
Um ótimo material para reflexão sobre meio ambiente, educação ambiental, além em aulas de sociologia e produção textual.
Steve Cutts é autor de outro vídeo viral, chamado "Man" [Homem], de 2020, que trata tambpem do processo civilizatório em questão e recomendo a visualização, mais abaixo:



Observação:
Esta postagem é de autoria de José Antonio Klaes Roig, professor, escritor e poeta, além de editor do blog Educa Tube Brasil. http://educa-tube.blogspot.com
José Antonio Klaes Roig ou Zé Roig, como gosta de ser chamado, possui o Prêmio de Professor Transformador [2020] e seu blog Educa Tube Brasil, o Prêmio de um dos melhores blogues educacionais do Brasil [2020], conforme selos estampados na coluna à direta desta postagem.

sábado, 14 de agosto de 2021

Vacina Prime: genial peça de humor para refletir sobre a postura de alguns durante a pandemia e seu modo de vida alienado da sociedade




O video acima, Vacina Prime, encontrei no YouTube e é uma genial e divertida peça de humorinteligente d grupo PORTA DOS FUNDOS, que ridiculariza com a postura elitista e inoportuna de algumas pessoas que escolhem o tipo de vacina que desejam tomar, como se estivessem numa loja de conveniências e não num posto de saíude, durante uma pandemia global devastadora, que só no Brasil já ceifou a vida de mais de meio milhão de pessoas.
Postura inadequada, desrespeitosa, alienada que deve ser, sim, ridicularizada por ser, de certa forma, antissocial. Quantos profissinais da saúde que se expõem diariamente a um vírus letal precisam passar por esses constrangimentos por que alguém se acha, acima de tudo e acima de todos, que quer impor sua diferença de classe social, seu status e outras formas de opressão e de "distanciamento social", não quanto ao espaço adequado entre as pessoas em filas, mas justamente querendo pular a fila, ter privilégios, dar o famoso "carteiraço".
Um vídeo fundamental para discutir, não apenas vacinação, mas contextualizar tempos e espaços, se valendo da História, da Literatura, do Cinema, e de outras produções textuais, inclusive como referencial à escrita redacional, à argumentação e posicionamento ético, ao debate de ideias, à defesa de uma sociedade mais igualitária, justa e humana.
Um ótimo material audivisual para professores da área de Linguagens e de Humanas desenvolverem leituras e escritas com seus alunos das séries finais do ensino fundamental e os do ensino médio.

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Esta postagem é de autoria de José Antonio Klaes Roig, professor, escritor e poeta, além de editor do blog Educa Tube Brasil. http://educa-tube.blogspot.com
José Antonio Klaes Roig ou Zé Roig, como gosta de ser chamado, possui o Prêmio de Professor Transformador [2020] e seu blog Educa Tube Brasil, o Prêmio de um dos melhores blogues educacionais do Brasil [2020], conforme selos estampados na coluna à direta desta postagem.

quarta-feira, 4 de agosto de 2021

Aula de natação em EAD: divertido e criativo vídeo em tempos olímpicos, pandêmicos e distópicos [Modernidade Líquida]




O vídeo acima, Natação EAD, descobri no Tik Tok com o título de "Aulas de natação em EAD", o que o torna mais irônico, divertido, criativo e crítico, levando-se em com esses tempos de Jogos Olímpicos, pandemia e quase distopia.
Fazer um paralelo entre a EAD, na natação como no ensino remoto ou híbrido, é bem pertinente, pois na prática, tem sido evidenciado que as tecnologias são auxiliares, ferramentas de apoio, mas não suprem o ensino presencial, tanto que a "modinha" do homescholling, que supunha-se que tomaria fôlego na pandemia, simplesmente sumiu da pauta de pais conservadores que insistiam no tema.
Negacionismo é não considerar a importância da educação em todos os sentidos, em desmerecer o papel social e essencial do bom educador que, como um bom treinador, dá suporte ao aluno [atleta do saber] em sua trajetórias nas escolas, em suas Olimpíadas do Conhecimento, através das diversas provas, atividades, trabalhos, interações. O bom aluno é como o atleta de alto rendimento: aquele que se dedica, estuda, treina em busca de melhores resultados, de bater seus próprios recordes.
A própria Educação Física é o exemplo mais cabal de que as tecnologias não substituem o fator humano, nem o convívio sociointerativo no plano presencial. O condicionamento físico [mente sã em corpo são], cada vez mais é uma necessidade diante de longo período de confinamento social.
Que a EAD foi importante nesse processo de ensino-aprendizagem durante a pandemia, é inegável, mas igualmente inegável que uma modalidade de ensino não é superior a outra, uma não anula a outra, e que, com a própria pandemia, muitos educadores puderam conhecer diversos recursos audiovisuais, digitais, portais, plataformas, aplicativos etc, que podem ser recursos interessantes, na pós-pandemia, nessa travessia entre as duas margens da educação: a presencial e a remota.
O ensino híbrido poderá ser essa "A Terceira Margem do Rio", alusão ao título do conto do escritor João Guimarães Rosa.
O humor é um grande recurso de crítico social, como são memes, tirinhas, HQs etc. E o referido audovisual se presta a essa breve reflexão que é um pequeno mergulho no ambiente educativo. E uma provocação socioeducacional nessa "Modernidade Líquida" que ficou evidenciada durante o período pandêmico em curso, e que Zygmunt Bauman teria muito refletido, se estivesse entre nós...

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Esta postagem é de autoria de José Antonio Klaes Roig, professor, escritor e poeta, além de editor do blog Educa Tube Brasil. http://educa-tube.blogspot.com
José Antonio Klaes Roig ou Zé Roig, como gosta de ser chamado, possui o Prêmio de Professor Transformador [2020] e seu blog Educa Tube Brasil, o Prêmio de um dos melhores blogues educacionais do Brasil [2020], conforme selos estampados na coluna à direta desta postagem.

sábado, 26 de junho de 2021

"O golpe na aula online!": audiovisual de humor para reflexão sobre a educação em tempos de pandemia, tecnologia remota, ensino híbrido etc




O vídeo acima, "O golpe na aula online!", é uma peça de humor que encontrei no Tik Tok e depois, pesquisando, achei no YouTube para carregar para meu blog educacional como forma de reflexão sobre educação, tecnologia e pandemia.
O vídeo mostra uma aula digital de um professor e seus alunos. É uma ironia, uma obra de humor e como tal precisa ser analisada em com contexto de pandemia que já dura mais de um ano e meio. Contexto esse que impactou por demais as relações interpessoais, principalmente no que tange o Planeta Educação.
Não estávamos preparados para enfrentar uma pandemia nessa escala mundial, ninguém estava. O mundo não estava preparado para isso. Entretanto, todos, de uma forma ou de outra, precisaram se readaptar, se reinventar, lembrando máxima do evolucionismo, atribuída a Darwin, mas que é de autoria de Leon C. Megginson, professor da Louisiana State University nos Estados Unidos, em que disse: “Não é o mais forte que sobrevive, nem o mais inteligente, mas o que melhor se adapta às mudanças”.
De fato, em plena pandemia, não apenas pessoas físicas, mas jurídicas, perceberam que sobreviveria não o mais forte, rico, inteligente, mas aquele que conseguisse se adaptar às transformações tecnológicas, sociais, políticas, econômicas. Antes da pandemia, já se tinha essa sensação, observando os impactos das TIC no cotidiano, mas era algo mais gradual e não em escala mundial como desde janeiro de 2020.
Professores, alunos, pais, trabalhadores em geral, a sociedade regional, nacional e mundial, todos precisaram rever seus conceitos e pré-conceitos sobre as tecnologias, sobre a própria educação. Ficou público e notório que nenhuma máquina e/ou Inteligência Artifical poderá substituir adequadamente o bom professor, o contato presencial, a empatia, a alteridade, as trocas de saberes na escola, na sala de aula ou em saídas de estudos. O homescholling provou isso, em discurso sem a devida prática, pois aprender em casa é algo acessório e complementar, jamais o principal no processo educacional. Assim como as máquinas, os aplicativos, os dispositivos eletrônicos são ferramentas de apoio, aliados ao processo de ensino-aprendizagem, mas não se autocontrolam, sem a intervenção humana, principalmente se não forem agregadados à experiência de vida, à bagagem sociocultural e afetiva do professor em diálogo com a do aluno.
Humor à parte, quem lida com educação a distância, quem é professor digital bem sabe a complexidade de "trocar o pneu com o caro em movimento", expressão muito utilizada em Lives sobre o tema de "educação na pandemia", pois envolve muito mais do que acesso à tecnologia, ao uso de dados pelo aluno e professor. Há que se ver que novas tecnologias requerem nvas metodologias, que o tempo e espaço digitais são totalmente diversos do tempo e espaço presencial. Que a conexão, a estrutura logística, que os equipamentos, aplicativos etc podem facilitar ou dificultar a vida escolar. Não basta apenas planejamento, há que se ter suporte técnico, formação continuada, espaço para trocas de saberes e resolução de problemas.
Enfim, a pandemia veio para mostrar muitas coisas referentes às relações humanas e também essas relações com a própria tecnologia digital, que poderá ser uma ótima aliada ou não, sem o devido planejamento, infraestrutura, adequação e readaptação a um novo modelo de ensino, seja remoto ou híbrido.
Há que se pensar em uma nova pedagogia, durante, e, principalmentem na pós-pandemia; já que não voltaremos á normalidade, quando tudo isso passar, como não retornamos ao mundo anterior à revolução francesa, à revolução industrial, ao 11 de setembro e muito mais... O mundo mudou e precisamos mudar, como disse ex-presidente norte-americano. Frase que dialoga com as ideias do professor Megginson, que se comunicam com as de Darwin e assim por diante...
O vídeo acima, poderá ser utilizado numa dinâmica de grupo, justamente para promover um debate entre professores, professore e alunos, professores e comunidade escolar sobre a Educação 3.0, muito além da pandemia.

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José Antonio Klaes Roig ou Zé Roig, como gosta de ser chamado, possui o Prêmio de Professor Transformador [2020] e seu blog Educa Tube Brasil, o Prêmio de um dos melhores blogues educacionais do Brasil [2020], conforme selos estampados na coluna à direta desta postagem.

quarta-feira, 19 de maio de 2021

CatMat: Menina de 12 anos cria canal no YouTube sobre Matemática para ajudar alunos e professores na pandemia




A imagem acima, é do canal CATMAT: aprendendo e me divertindo, criado pela menina paulista Catarina Xavier, de 12 anos, que, apaixonada por Matemática, criou esse canal em abril de 2020, com o objetivo de tratar e assuntos relativos à disciplina que ele é apaixonada, promovendo "lives" com professores e especialistas da área. Seu canal já acumula quase 30 mil inscritos e seu conteúdo tem sido acessado por alunos e professores.
Segue abaixo link para acesso ao referido canal:

CATMAT: aprendendo e me divertindo

Indico a seguir um dos vídeos que consta no canal, intitulado "Fração: aprenda brincando":



Para saber mais sobre Catarina Xavier e seiu canal, recomendo o link abaixo:

Menina de 12 anos cria canal no YouTube sobre matemática e ajuda alunos e professores na quarentena

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Esta postagem é de autoria de José Antonio Klaes Roig, professor, escritor e poeta, além de editor do blog Educa Tube Brasil. http://educa-tube.blogspot.com
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terça-feira, 18 de maio de 2021

"Que é o amor? Esta é a resposta!" [experiência real e comovedora de um casal que está junto há 66 anos e foi afastado pela pandemia]




O vídeo acima, ¿Qué es el amor? Esta es la respuesta [Que é o amor? Esta é a resposta] é um audiovisual que reúne Samir e Carmen, casal que está casado há 66 anos, em Madrid, Espanha, idosos que estão separados por causa da pandemia. Carmen possui também Alzheimer, mas a visão do marido e de seus netos Mariona e David causa um efeito comovedor.
Esse material foi indicado por meu ex-professor de Direito Constitucional Péricles Gonçalves, de Rio Grande RS, Brasil, através de grupo de poetas em que participamos.
O vídeo é uma iniciativa do canal El Hormiguero, e contou com apoio da "Residencia Resigestion Bacumar Tres", onde Carmen reside atualmente.
Um audiovisual que dispensa maiores comentários, pois as imagens falam por si e que servem para manter nossa humanidade e preservar nossa sanidade em tempos de Covid-19.
Uma prova de quem o amor resiste, não apenas à pandemia, mas ao próprio esquecimento, marcado pelo Alzheimer. #ResistênciaÉtica #ResidênciaPoética.

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domingo, 16 de maio de 2021

"Coisas que o professor deve fazer no fim de semana": criativo vídeo motivacional e essencial em tempos de pandemia e quase distopia




O video acima, Coisas que o professor deve fazer no fim de semana, foi indicação via grupo de proefssores no WhatsApp, por conta de meu colega, amigo e compadre Vágner Nunes, mais conhecido como professor Xiru, aqui de Rio Grande, RS, Brasil e que achei extremamente criativo, pois usa termos presenets no cotidiano de cada professor, como "Ficar conectado", "Planejar", "Fazer uma busca ativa", "Despertar", "Escrever", "Pesquisar", "Viver", mas num outro contexto, além da sala de aula, seja presencial ou virtual, além do esnino híbrido ou remoto, para que o educador lembre-se dessas sete atividades e de outras tarefas que preservem sua humanidade e sanidade diante de um tempo pandêmico e quase distópico.
Algo fundamental pensar, pois desde que começou a pandemia, a maioria dos professores, independente da modalidade de ensino, tem se desdobrado em atividades, além da sala de aula, se reinventando, se readaptando e adaptando, convertendo material impresso em digital, criando slides, podcasts, vídeos, preenchendo planilhas, etc.
A carga horária do professor tem sido muito além dos tempos antes da pandemia, embora alguns alienados digam que professor não trabalha ou que não querer trabalhar, por exigir condições mínimas sanitárias para enfrentar um vírus, num período ainda sem vacinação que inclua o próprio professor. Governos tornam a atividade escolar ESSENCIAL, mas não colocam o professor como prioridade nem grupo de risco, deiando-os como soldados desarmados no front, diante de um inimigo invisível ainda poderoso. Tudo isso abala a resistência física e mocional do educador.
Materiais como esse, servem para que lembremos que temos direito a descanso, lazer, convivência familiar, a aprovetar finais de semana, feriados, dias santos e tudo mais... Embora a imensa maioria não tenha podido aproveitar a essas situações.
O vídeo em questão, encontrei numa "busca ativa" no YouTube, no canal "Professor, Profissão Amor e Coragem", e recomendo, não apenas a assistir o audiovisual, como a visitar o referido canal.

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quinta-feira, 15 de abril de 2021

Quarentena, Pandemia e Loucura: A Máscara da Morte Rubra, de Edgar Allan Poe, conto do Romantismo terrivelmente atual




O vídeo acima, A Mascara da Morte Rubra, é uma dramatizando do canal Conto um Conto, em que narra esse conto de terror do mestre Edgar Allan Poe, que em tempos de quarentena, pandemia e loucura [política e social], parece terrivelmente atual.
Para quem quiser ler este clássico da literatura gótica e romântica, indico a ótima matéria abaixo, da Revista Prosa Verso e Arte, que traz o texto original de Poe.
O parágrafo inicial do texto parece tremendamente semelhante a muita coisa que acontece no Brasil atual, basta ler este fragmento:

"Por muito tempo a 'Morte Rubra' devastara o país. Jamais pestilência alguma fora tão mortífera ou tão terrível. O sangue era seu avatar e seu sinal — a vermelhidão e o horror do sangue. Surgia com dores agudas, súbitas vertigens; depois, vinha profusa sangueira pelos poros e a decomposição. As manchas vermelhas no corpo, em particular no rosto da vítima, estigmatizavam-na, isolando-a da compaixão e da solidariedade de seus semelhantes. A irrupção, o progresso e o desenlace da moléstia eram coisa de apenas meia hora. Mas o príncipe Próspero sabia-se feliz, intrépido e sagaz. Quando seus domínios começaram a despovoar-se, chamou à sua presença um milheiro de amigos sadios e frívolos, escolhidos entre os fidalgos e damas da corte, e com eles se encerrou numa de suas abadias fortificadas. Era um edifício vasto e magnífico, criação do gosto excêntrico, posto que majestoso, do próprio príncipe. Forte e alta muralha, com portões de ferro, cercava-o por todos os lados. Uma vez lá dentro, os cortesãos, com auxílio de forjas e pesados martelos, rebitaram os ferrolhos, a fim de cortar todos os meios de ingresso ao desespero dos de fora, e de escape, ao frenesi dos de dentro. A abadia estava amplamente abastecida. Com tais precauções, podiam os cortesãos desafiar o contágio. O mundo externo que se arranjasse. Por enquanto, era loucura pensar nele ou afligir-se por sua causa. O príncipe tomara todas as providências para garantir o divertimento dos hóspedes. Contratara bufões, improvisadores, bailarinos, músicos. Beleza, vinho e segurança estavam dentro da abadia. Além de seus muros, campeava a 'Morte Rubra'".

Para ampliar o tema, indico o vídeo a seguir, com resenha literária de Christian Araújo sobre o texto em questão:



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quarta-feira, 7 de abril de 2021

"Quando seus olhos não conseguirem ver, dar-te-ei os meus": clipe com cenas do cotidiano das pessoas mundo afora, durante a pandemia [1 ano de distanciamento social]




O vídeo acima, Saving Grace (Salvação), da banda Kodaline, em sua versão legendada e traduzida é uma canção que parece uma oração e foi feito em março de 2020, quando eclodiu a pandemia da Covid-19. A banda pediu as fãs pelo mundo afora que enviassem vídeos de seu cotidiano de distanciamento e confinamento social e o resultado foi esse clipe comovente e motivador, com destaque para o verso "Quando teus olhos não conseguirem ver, dar-te-ei os meus". Tudo a ver com a proposta do projeto multicultural.
Não bastasse esse clipe incrível, e tempos depois, a banda elabora outro mais amplo, realizado em tempo real, com músicos de uma orquestra sinfônica e o resultado é maravilhoso, inspirador. Vejam a seguir o Concerto com a Orquestra Dublin Gospel Choir:



Todos sabem e sentem que a pandemia nos isolou físicamente, mas também nos aproximou digitalmente, seja nas aulas online, nos cursos, seminários, no comércio eletrônico, nas vídeos chamadas nos grupos de colegas, amigos, familiares etc.
Os dois clipes da banda Kodaline demonstram isso, como em plena pandemia e confinamento social mundial, um grupo musical, com criatividade, originalidade e solidariedade, conseguiu que pessoas pelo mundo afora enviassem vídeos e fosse composto esse mosaico virtual com um resultado ético e poético, mostrando as cenas do cotidiano de cada um durante a pandemia.
Um ano se passou desde o primeiro vídeo, feito em março de 2020, muita coisa nos mudou, muita coisa ainda permanecesse do mesmo jeito, os intolerantes não mudam, mas os resilienes se transformam, inovam, se reinvantam, propõe novas formas de ver e estar no mundo, como no verso acima citado: "Quando teus olhos não conseguirem ver, dar-te-ei os meus".
Cuidem-se e cuidem dos seus, se próximos ou distantes. Evitem se aglomerar ou acreditar em negacionistas, pessimistas, intolerantes. Vejam o mundo com os olhos dos poetas, escritores, artistas, cientistas, professores... Não sejam descrentes com a Ciência e a Educação, nem creiam demais em impostores, aproveitadores, vendilhões do templo, demagogos e todo tipo de aproveitadores que surgem em momentos assim.
Observação:
Esta postagem é de autoria de José Antonio Klaes Roig, professor, escritor e poeta, além de editor do blog Educa Tube Brasil. http://educa-tube.blogspot.com
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domingo, 28 de março de 2021

"A coisa toda de trabalhar em casa": múltiplas funções e múltiplos ensinos e aprendizagens nas fronteiras entre o mundo real e o virtual




O vídeo acima, The whole working-from-home thing [A coisa toda de trabalhar em casa, tradução livre], é uma propaganda da Apple, uma das Big Techs (empresas gigantes da tecnologia), produzida como peça de humor, mas que também é uma provocação reflexiva sobre esses dias de "Home Office", de trabalho em casa, em tempos de pandemia global e todas as suas implicações. O vídeo [com legendas automáticas] conta a história de 4 colegas que se reúnem para produzir um material coletivo e online, no formato cooperativo [todos no mesmo nível] para um cliente, e todas as situações descritas, no campo dos negócios, se prestam para a realidade de famílias, de professores, de gestores e de todos os demais, pois todos já passaram por situações semelhantes em suas áreas de atuação.
Um material que descobri por acaso, quando procurava outro vídeo sobre o assunto [ainda não localizado, de um executivo que vestido de terno e gravata atravessa sua casa e depois a piscina sobre uma prancha de surf para acomodar-se do outro lado da área externa, numa mesa com notebook e conexão com a internet]. Se alguem localizar esse vídeo que assisti no Tik Tok e não encontrei no YouTube, agradeço, para "linkar" a esta postagem.
A pandemia, as regras de distanciamento, depois confinamento social trouxeram um impacto tremendo ao cotidiano de todas as sociedades. Nunca tivemos algo semelhante e por tão longo tempo. Foi preciso se readaptar, se reinventar, se transformar. Aqueles que tinham uma base de informática, foram os primeiros, mas, mesmo pra esses, era algo inédito, e nunca se trabalhou tanto em casa e no geral como atualmente. Tomando como exemplo eu mesmo: quando não estou diante de uma tela dando aulas online, em tempo real, estou diante de telas produzindo aulas, adaptando conteúdos para slides, pesquisando vídeos, textos, salvando em PDF, compartilhando em grupos de alunos, aplicativos e plataformas da escola, participando de "Lives", seminários, webnários, preenchendo formulários, com todo o desgaste físico e emocional que isso implicado. Tremenda exposição de imagem, exposição a dados e mais dados, interferências diversas: fone tocando, vizinho brigando ou tocando m´sica em alto e bom som, conexão caindo, equipamento se desconfigurando, aplicativo tendo que ser reinstalado etc.
Pais e filhos dividindo o mesmo espaço social: a casa. Cada um num cômodo, uns assistindo, outros sendo assistidos via telas e mais telas. Um novo comportamento familiar que necessitou de adaptação de tempos e de espaços. Situações que envolvem privacidade, tranquilidade ou falta de, organização, planejamento e muito mais...
Antes da pandemia, o sonho de consumo de muitos era poder trabalhar em casa, mais tranquilo, sem perder tempo com deslocamentos e tudo mais. Seu pedido foi realizado, disse o gênio da garrafa que não abrimos. Foi um vírus poderoso que causou toda essa transformação, fazendo até aqueles mais receosos de entrar na internet, ter um perfil em rede social, uma conta de correio eletrônico (e-mail), comprar com cartão de credito ou débito online etc, a se render a força do mercado digital. Aquelas empresas, as tais Big techs, que já eram gigantescas, aumentaram seu tamanho, riqueza e poder... Os maiores bilionários do planeta são dessa área.
Enquanto isso, pais e filhos, professores e alunos, líderes e liderados, chefes e empregados tiveram que conviver com essa nova realidade [o tal de "novo-normal", expressão que me dá calafrios, pois não tem nada de normalidade nisso]. Todos tiveram que descobrir múltiplas funções, e acabaram tendo também múltiplas aprendizagens [professores ensinando alunos e outros colegas a usar aplicativos, recursos tecnológicos etc, alémd e seu conteúdo curricular; alunos ensinando professores e colegas sem conhecimento aprofundado do mundo virtual, da cibercultura a ser adaptarem a esse "Admirável Mundo Novo", previsto em parte pelo escritor Aldous Huxley]. A inteligência coletiva e humana avançou nesse período junto à Inteligência Artificial. A brainstorm [tempestade de ideias] em um grupo... O trabalho colaborativo pressupõe um mediador [professor, genrente, maestro, mestre] que coordene as ações...
Enfim, o mais interessante nesse vídeo e nesse período que vivenciamos é que serviu para mostrar aos defensores de homescholling [ensino em casa], que nem todo pai tem como substituir o bom professor. Que o bom professor jamais será substituído por máquinas, por melhor e mais avançados que sejam seus algoritmos, pois nenhuma máquina tem a bagagem sentimental que um educador possui. Mas, em contrapartida, a pandemia mostrou que professores que têm ensino mecânico, robotizado, calcado na memorização, na chamada "decoreba", esses sim, serão substituídos por simples algoritmos que produzem textos, questionários e atividades nem tão criativas, originais, autênticas como as feitas pelo professor diferenciado. Mas que o aluno nem nota a diferença, conforme matéria veiculada na imprensa de certa universidade que substitiu os professores por uma IA - Inteligência Artificial e ninguém notou...
"A coisa toda de trabalhar em casa", não é tão simples como muitos imaginavam, antes da pandemia, nem tão complexa como àqueles que resistem a aderir ao mundo virtual. Não é uma peça de humor nem um drama, mas uma nova realidade, um novo mundo, um mundo possível diante do contexto epidêmico e pandêmicos que nos rodeia. Se sairemos melhores disso tudo, tenho minhas ressalvas. Mas o bom professor, certamente que sim e o bom aluno, idem, pois todos acabam aprendendo uns com os outros, e ensinando uns aos outros, em comunhão [digital], como diria o educador Paulo Freire. Desliga o microfone, liga a webcam, compartilha o vídeo, o som tá bloqueado, não estou vendo os slides... Quem não passou por isso alguma vez neste período?...
Hoje, as telas tomaram uma dimensão de janelas para o mundo, sejam as telas de telefones celulares, smartphones, tablets, notebooks, desktops etc. Assim como as telas de TV, de internet e tudo mais que nos proporcionam contato com a arte e a cultura, que são essenciais para manter nossa humanidade e preservar nossa sanidade mental nesses tempos de inclusão digital. Nem todos ainda foram incluídos, o que mostra a desigualdade social mundo afora. E a pandemia isso tudo agravou. E gravou nas telas, nos olhos, em nossa memória...

Observação:
Esta postagem é de autoria de José Antonio Klaes Roig, professor, escritor e poeta, além de editor do blog Educa Tube Brasil. http://educa-tube.blogspot.com
José Antonio Klaes Roig ou Zé Roig, como gosta de ser chamado, possui o Prêmio de Professor Transformador [2020] e seu blog Educa Tube Brasil, o Prêmio de um dos melhores blogues educacionais do Brasil [2020], conforme selos estampados na coluna à direta desta postagem.

sábado, 20 de março de 2021

A Cinco Passos de Você: filme e videoclipe sobre distanciamento social, antes da pandemia, mas que serve para profunda reflexão social diante da atualidade




O vídeo acima, é trailer do filme A Cinco Passos de Você, com trilha sonora de Daughter para a belíssima canção Medicine (Medicamento).
A Cinco Passos de Você é filme adaptado de livro de mesmo nome e foi uma indicação de meus alunos do ensino médio, feita em 2019, durante uma aula de Produção Textual, pois trata da história de amor entre dois jovens, Stella e Will, que se conhecem num hospital, enquanto são tratados de uma doença chamada fibrose cística, que impede o contato direto. Eis a alusao ao título do filme, de manter certo distanciamento para não ser contaminado por bactérias, já que Will esta em estado mais grave e Stella está na fila, aguardando um transplante de pulmão.
Em 2020, durante a pandemia, lembrei dessa história de amor, em tempos de pandemia, e da necessidade de professores, alunos, familiares estarem a no mínimo cinco passos uns dos outros em locais públicos, devido ao distanciamento social.
A amizade, o afeto, a solidariedade, a empatia e a alteridade são medicamentos essenciais em tempos de pandemia ou não, e filmes, livros, músicas são também um receituário fundamental para manter nossa humanidade, sanidade (saúde mental).
No filme, os jovens se comunicam constantemente por meio do telefone celular. O filme é de 2019, ou seja, bem antes da pandemia, mas traz muitas questões que o fazem ser bem atual, na questão do distanciamento social, da comunicação a distância, uso de máscaras, dos cuidados com higiene e muito mais.
Stella, ao perder um amigo, grava um vídeo em seu canal do YouTube, que é bem emblemático para os dias atuais: "Precisamos ser tocados por quem amamos quase quanto do ar que respiramos, só fui entender isso direito, depois que o perdi".
Uma bela, tocante e comovente mensagem que nos serve de inspiração, para valorizar aos amigos, às pessoas que a gente gosta e que gostam da gente e que são nosso suporte nesses dias tensos e intensos. Uma espécie de Romeu e Julieta do século XXI.
Este filme, A Cinco Passos de Você, trailer a seguir, é um ótimo material para reflexão e indicação a pais e filhos, professores e alunos para trabalharem questões como resistência, resiliência, vida em sociedade:



Observação:
Esta postagem é de autoria de José Antonio Klaes Roig, professor, escritor e poeta, além de editor do blog Educa Tube Brasil. http://educa-tube.blogspot.com
José Antonio Klaes Roig ou Zé Roig, como gosta de ser chamado, possui o Prêmio de Professor Transformador [2020] e seu blog Educa Tube Brasil, o Prêmio de um dos melhores blogues educacionais do Brasil [2020], conforme selos estampados na coluna à direta desta postagem.

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2021

Portal da Crônica Brasileira com riquíssimo acervo digital e "O pai da ideia", crônica centenária de Lima Barreto, terrivelmente atual (Literatura, História e Produção Textual]




Imagem acima é do PORTAL DA CRÔNICA BRASILEIRA, foi uma preciosa indicação via Twitter da amiga Milena, jornalista de Maceió, Alagoas, Brasil e trata-se, como o nome indica, de um espaço para reunião e divulgação dos grandes cronistas brasileiros.
Dentre eles, destaco no link a seguir, a crônica "O pai da ideia", de autoria do genial Lima Barreto, escritor, jornalista, cronista e dramaturgo carioca, que foi escrita há pouco mais de um século, em 14 de fevreiro de 1920, na Revista Careta, mas que parece terrivelmente atual neste fevereiro de 2021.

O PAI DE IDEIA - LIMA BARRETO

Crônicas são ótimos materiais para aulas de Língua Portuguesa, Produção Textual, Redação, História, Filosofia, Sociologia etc.
No caso da crônica, "O PAI DA IDEIA", há um contexto muito semelhante a esses anos 20 do século XXI, no que tange a pandemias e epidemias, basta ver a imagem abaixo, do parágrafo inicial do texto citado:



"O pai da ideia" trata da apropriação de ideias originais por pessoas mais conhecidas, e a negação do verdadeiro autor, coisa que continua atual naquele país que Lima Barreto, com sarcasmo e ironia se referia. Quantas dão hoje Control C + Control V nas ideias de terceiros, sem mencionar a autoria alheia? Quantas figuras ilustres passam a ter notoriedade por ideias que não lhes pertencem? É, naquele país, passado um século, pouca coisa mudou na estrutura do final do século XIX e início do século XX, a começar por revoltas da vacina, negacionismo, racismo, intolerância, acumulação de capital, concentração de renda, desigualdade social etc.
Lima Barreto é um dos maiores escritores brasileiros, e, como poucos, soube radiografar a vida dos subúrbios cariocas, o racismo, a discriminação, o moralismo, o determinismo, a eugenia, o higienismo e outras mazelas do Brasil, que custam a ser erradicadas, mesmo passado mais de um século. Seu clássico, O Triste Fim de Policarpo Quaresma, sempre recomendo aos meus alunos do ensino médio, como um dos expoentes do Pré-Modernismo, ao fazer uma dura crítica ao ufanismo patriótico daqueles tempos da República Velha. Ler O Triste Fim de Policarpo Quaresma é sentir-se numa pequena máquina do tempo. Leitura obrigatória, atemporal e universal.

Abaixo, alguns dos autores que constam no acervo digital:



Observação:
Esta postagem é de autoria de José Antonio Klaes Roig, professor, escritor e poeta, além de editor do blog Educa Tube Brasil. http://educa-tube.blogspot.com
José Antonio Klaes Roig ou Zé Roig, como gosta de ser chamado, possui o Prêmio de Professor Transformador [2020] e seu blog Educa Tube Brasil, o Prêmio de um dos melhores blogues educacionais do Brasil [2020], conforme selos estampados na coluna à direta desta postagem.

terça-feira, 2 de fevereiro de 2021

A invisibilidade do magistério: antes e durante a pandemia [uma reflexão sobre a memória da educação]



O vídeo acima, A invisibilidade do magistério, trata-se de interpretação de texto de autoria de Márcia Friggi, professora, artesã, poeta de Mata, RS, residindo em Indaial, SC, Brasil, que recebi através de grupo do WhatsApp e o encontrei no YouTube e deve ser encarada como uma profunda e necessária reflexão sobre a memória da educação, antes e durante a pandemia do Covid-19, e a questão da volta às aulas antes mesmo do processo de vacinação em massa de alunos e professores.
Como é autoexplicativo, dispensa maiores apresentações, mas serve como um bom material para debate e reflexão.
Como profissional da educação ha mais de 30 anos, sei bem quanto a expressão "invisibilidade do magistério" é pertinete, pois já participei de diversas atividades, inclusive greve que simplesmente, dom ponto de vista midiático, não existiram, mesmo constando de mais de 30 mil pessoas lotando ruas da capital do Estado do RS, ginásio para assembleias e caminhada até o palácio de Governo para levar reinvindicações, e quando se ia procurar na mídia, o que era dado destaque, em alguns momentos, a chagada do papi Noel e outras situações de entretenimento. Educação nunca tem o devido espaço de divulgação, e quando e mencionada, normalmente é para que formadores de opinião critiquem movimentos. Mas nos discursos políticos, sempre educação e saúde são consideradas prioridades. Atualmente vemos, em plena pandemia o quanto não são...
Como dizia Paulo Freire, em sua "Pedagogia da Autonomia": "EDUCAR É TER A CONSCIÊNCIA DO INACABAMENTO".
De fato, o professor é o mediador do conhecimento, mas o ato de educar, tanto o de esninar como o de aprender segue por toda vida, ainda mais em tempos digitais, em que a velocidade dos avanços tecnológicos é visível e a capacitação continuada, a qualificação do professor e do aluno são necessárias. É um processo em aberto que requer constantes atualizações, valorizações e reflexões.
A própria pandemia de onstrou que a defesa do homescholling por parte de certos segmentos era pura falácia. Que as máquinas nem as famílias conseguem substituir o bom professor. Que a pedagogia do afeto, a empatia, a alteridade não são algortimos que podem ser programados com a mesma eficiência humana. Que a memória da educação é a história de suas lutas, conquistas e desafios constantes, pois é um processo inacabado e em eterna transformação.

domingo, 31 de janeiro de 2021

Rokia: O coronavírus na África explicado por uma criança do Senegal (ilustrações e narrativa visual produzidas em cooperação internacional)




A imagem acima é um dos 23 slides que compoêm ROKIA, uma narrativa visual sobre "O coronavírus na África explicado por uma criança" do Senegal, chamada Rokia, filha de Tierno (pai) e Mati (mãe), tendo como irmão Omar.
Esta belo e relevante material, encontrei nas redes sociais e no portal do jornal EL PAÍS, da Espanha, em sua versão eletrônica para o Brasil, via MSN Notícias, conforme link abaixo, que pode ser acessado na íntegra, com seus 23 slides e legendas:

O CORONAVÍRUS NA ÁFRICA EXPLICADO POR UMA CRIANÇA

Conforme o último slide, de número 23, "'ROKIA' é uma publicação realizada com o apoio financeiro da Generalitat Valenciana e da Agência Andaluza de Cooperação Internacional para o Desenvolvimento. Produzida pela Fundação MUSOL, com desenho gráfico de Pau Caracuel e detalhes gráficos de Elisa Armas. Disponível em castelhano, francês e valenciano".



Um material precioso para conscientização social, mas também para tratar, não apenas de saude pública em tempos de pandemia, mas de diversidade cultural, de afrodescendência, de empatia, alteridade, cidadania, sociedade, literatura, produção textual, e muito mais.



quarta-feira, 27 de janeiro de 2021

Campanha de Portugal sobre o Covid-19 que lembra a dos maços de cigarro e a de Oswaldo Cruz durante a Revolta da Vacina [Memória e História]






As duas imagens acima, pertecem a campanha de saúde pública do governo de Portugal sobre o Covid-19, como um criativo jogo de palavras com os termos PACIENTE e MÁSCARA, para conscientizar as pessoas em geral, e os relutantes, em especial, para certos cuidados de higiene e procedimentos cotidiano, como forma de prevenção.
A força das imagens me remeteu à publicidade de cigarros e as imagens inseridas nos maços, por medida do Ministério da Saúde, nas décadas finais do século XX, como forma também e conscientização por tratamento de choque aos fumantes (vejam imagens abaixo):



Imagens essas que também remetem às campanhas promovidas pelo médico sanitarista Oswaldo Cruz, no início do século XX, para combater a REVOLTA DA VACINA, já que parte da população, como a atual, acreditavam em notícias falsas, e aderiram ao negacionismo como fuga da realidade, sem levarem em conta a gravidade da situação. Naquela época era a peste bubônica a epidemia que assolava o início do século passado (1904), por conta das condições insalubres das habitações da periferia da cidade do Rio de Janeiro. Diversas imagens, logo a seguir atestam esses conflitos, charges de jornais ridicularizavam as medidas sanitárias. Enfim, como dizia Karl Marx: "A história se repete, primeiro como tragédia, depois como farsa". E a importância de preservar a memória e a história:



Vejam a seguir, link com charges favoráveis e contra às medidas de Oswaldo Cruz, no acervo da FioCruz:

CHARGES FAVORÁVEIS À VACINA

CHARGES CONTRA À VACINAÇÃO

REVOLTA DA VACINA de 1904 - ALGUMAS IMAGENS

OUTRAS IMAGENS SOBRE A REVOLTA DA VACINA NO GOOGLE

Em tempo: as imagens no alto da postagem me foram enviadas, respectivamente via Twitter e WhatsApp, pelo amigo José Antonio Orlando, de Belo Horizonte (MG) e pelo meu irmão Sérgio Klaes Roig, de São José do Norte (extremo sulm do RS), Brasil.

segunda-feira, 25 de janeiro de 2021

Coronavírus: experimento social japonês, usando tinta luminosa, mostra rapidez com que vírus se espalha em restaurante [Ciência na prática]




O vídeo acima, Coronavírus: experimento japonês mostra rapidez com que vírus se espalha em restaurante, descobri no Twitter de Manu Ju Oliveira e o encontrei no YouTube, trata-se de experimento social da TV japonesa NHK que colocou tinta invisível e luminosa na mão de uma única pessoa do jantar. Depois de 30 minutos, a tinta se espalhou entre as 30 pessoas. E, o mais incrível, em 3 delas, a tinta chegou até aos olhos. Um exemplo didático da importância dos cuidados de higiene com as mãos em ambientes públicos e de convívio social.
Conforme apresentação do referido vídeo no YouTube, o experimento faz parte do documentário "Battle on the Cruise Ship", da NHK World.
Cuidados higiênicos são necessários, não apenas em tempos de pandemia, mas no cotidiano e materiais como esse são esclarecedores e servem aos processos de conscientização de crianças, jovens e adultos.

domingo, 10 de janeiro de 2021

"Quarentena": episódio do seriado "Além da Imaginação" para reflexão filosófica, sociológica e tecnológica em tempos de pandemia




O vídeo acima, Quarantine (Quarentena), trata-se do episódio 42 do seriado The Twilight Zone (Além da Imaginação), veiculado originalmente na TV no ano de 1985 e que descobri nos vídeos correlatos do YouTube. O vídeo possui 1 hora e 02 minutos, mas o curta-metragem em questão possui apenas 21 minutos, que é repetido por mais 2 vezes no cômpito geral do audiovisual.
Confesso que o tíulo me despertou o interesse e a curiosidade por vivermos tempos de pandemia e por ser um fã do referido seriado, que sempre flertou com aspectos tecnológicos, sociológicos, filosóficos e imaginários, bem antes de outros, como o famoso e atualíssimo "Black Mirror".
Em "Quarentena", a história gira em torno de um cidadão [Sr. Foreman], um engenheiro que depois de 300 ano de hibernação [por causa de doença incarável ao seu tempo) e que é revivido para ser submetido a um avançadíssimo experimento médico, científico e psicológico, chamado tecnologia biológica que envolvia, dentre outras, a intervenção via cirurgia psíquica. O enredo parte da premissa da evolução humana, junto a tecnológica, psicológica e social. Mais que isso, inicia com a ideia de que o tradicional e o moderno devem conviver em harmonia, algo essencial na vida em sociedade, seja na escola, no trabalho, na vida em família etc. "Mente sã em corpo são" é um conceito que vem de longa data, lá da Antiguidade romana e deveria ser cultivado mais ainda em tempos de distanciamento e confinamento social, quarentena e lockdown, pois envolve saúde mental e física.
O curioso é que a história nesse trânsito entre o radicional (parece ambientado numa tranquila zona rural) e o moderno (de uma engenharia genética avançadíssima), vale-se tambpem do uso da linguística e da semântica, mais precisamente da metáfora do acordar e do despertar: alguns acordam e vivem suas vidas tranquilas sem grandes divagações, robotizados, mecanizados por seus algoritmos biológicos, de casa para o trabalho e vice-versa. Outros, despertam para a vida em sociedade e para a complexidade das relações humanas e no trabalho. Uns, insistem em viver em séculos passados, outros já estão a anos-luz...
Etretant, como é tônica no seriado, há uma provocação ética sempre, e o próprio uso da tecnologia, seja ela biológica ou não, é colocada em xeque, com a visão do laboratório que lembra em muito cenas do filme Matrix, em que seres humanos servem de fonte de energia para as máquinas que criam uma realidade virtual, bem diversa do mundo concreto. A famosa questão da pílula azul (dos paraíso artificiais, que está lá na poesia romântica de Baudelaire) e a pílula vermelha (da crítica social).
No filme, há referências aos scanners (como no filme de David Cronenberg, como no filme Minority Report, os précogs), que permitem escanear o universo, como faz o observatório espacial Hubble.
Diante de uma catástrofe, de um meteoro em rota de colisão com a Terra, Foreman é convocado para fazer a telemetria do objeto celeste, visando sua desintegração pelos satélites em órbita, dotados de um sistema laser. Foreman discute a questão ética de seu "descongelamento" por causa de sua necessária intervenção.
É mostrado a Foreman as cenas de um apocalipse nuclear, acontecido 20 anos após seu congelamento criogênico e que só restaram 200 mil de toda a população mundial. Algo que vem ao encontro de certas teorias inusitadas e de enredos de sci-fi, como Planeta dos Macacos entre outros.
"Um velho tolo com ideias velhas", diz Foreman, ao saber da possibilidade de viajar pelas estrelas sem a necessidade de naves, mas por conta de corpos astrais. Minhas relações intertextuais me remeteram imediatamente ao filme Interestelar. E tambpem ao filme espítira Nosso Lar, inspirado em livro homônimo do médium Chico Xavier, obra psicografada, segundo o próprio, publicada pela primeira vez em 1944, em que relata uma cidade espiritual sobre as próprias cidades físicas. Nessa cidade, há o que hoje poderíamos chamar de laboratória do informática, em que seres desencarnados podem acessar via monitor imagens de seus entes queridos na Terra. Algo inimaginável em 1944, já que naquele tempo inexistia o moderno laboratório de informática, o computador pessoal, a internet e as redes sociais digitais; conceitos que hoje são corriqueiros em tempos de tecnologias digitais.
Por fim, retomando ao episódio QUARENTENA, sem querer fazer "spoiler", há uma crítica ao uso do conhecimento para determinados fins.
Neste período de quarentena mundial, por conta do Covid-19, a questão ética é uma das que mais têm sido trazidas à tona, por conta da postura de alguns [sejam governantes ou a população], algumas dessas situações que parecem uma volta a um passado distante, ou fruto de um seriado distópico, além da imaginação.
Um audiovisual para servir de provocação, debate e reflexão sobre questões como ciência, meio ambiente, mudanças climáticas, vida em sociedade, evolução humana e tecnológica e muito mais.
Em Produção Textual é possível mostrar como um texto ou um vídeo contém diversas referências diretas e indiretas que favorecem a contextualização de um tempo e espaço, remetendo a fatos do passado e caminhos para o futuro.
Abaixo, alguns vídeos sobre os filmes mencionados nesta postagem: