terça-feira, 3 de julho de 2012

A arca do Zé Colmeia: desenho animado e as primeiras noções de educação ambiental (na década de 1970)




O vídeo acima, abertura do seriado da Hanna-Barbera "A arca do Zé Colmeia", que fez sucesso na década de 1970, quando eu era um menino e tive minhas primeiras noções de educação ambiental via desenhos animados.
Após um intenso "garimpo" na memória e depois no Google e nos sites de vídeo, encontrei esta versão (em inglês) de um dos dos episódios de "A arca do Zé Colmeia", que mais me marcaram a infância (descrição abaixo do vídeo):

Yogi's Gang - 08 - Mr. Waste



Recordo-me do episódio 08 - Sr. Desperdício (Mr. Waste), de 1973, que a turma do Zé Colmeia se deparava com um cientista maluco vivendo numa ilha paradisíaca no meio de ilhas nuas. Atraída pelas manipulações do tempo do Sr. Gastador (nome que era chamado na dublagem), a arca do Zé Colmeia acaba aterrissando na tal ilha, onde há fartura de tudo. E tudo também é descartado com igual facilidade. O luxo que produz muito lixo, através do desperdício.
Este foi um dos primeiros programas que me recordo, onde comecei a ter as primeiras noções de respeito ao meio ambiente, de forma lúdica.
O interessante, revendo o referido episódio (link abaixo para download, ao final desta postagem), é que voltei de certa forma ao passado. Ver a Formiga Atômica atuando como a consciência da turma de Zé Colmeia remeteu-me a intertextualidade do Grilo Falante na mesma função diante do boneco Pinóchio, na versão da Disney. A formiga pede a todos para pouparem, enquanto o Sr. Gastador/Desperdício prega justamente o oposto. Muito material jogado fora, apenas experimentado uma porção. Situação que faz a formiguinha questionar qual a lógica daquele local e sair em expedição em busca de respostas.
Um vídeo de 21 minutos que pode ser usado no ambiente escolar para passar ainda hoje noções de educação ambiental, sustentabilidade e meio ambiente, unindo a mídia televisão ao conteúdo educacional.
Ao final do episódio, a Formiga Atômica leva os seus amigos para conhecimento do que existe por trás de toda aquela fartura, atrás de uma imensa cerca (muro): muita destruição das riquezas naturais, dragadas pela máquina que faz tudo do Sr. Desperdício.
Sem mais recursos a explorar, o cientista parte em busca de outra ilha para torná-la depois de certo tempo igualmente nua, como as demais ao redor. Hoje, a maioria dos desenhos animados carecem de mensagens e possibilidades educacionais. Mas garimpando, ainda tem um rico material a ser procurado no You Tube, seja das décadas passadas, seja do tempo atual.

Sinopse do seriado Arca do Zé Colmeia encontrei em blog que está desativado:

No início da década de 70 havia uma preocupação em criar programas infantis que de alguma forma pudessem educar as crianças. Foi desta forma que surgiu A Arca do Zé Colméia (Yogi´s Gang - 1973). O desenho partia de uma premissa interessante e que infelizmente continua atual: quando o seu habitat natural (o parque Yellowstone) é ameaçado pelo aumento descontrolado e irresponsável da civilização e da poluição ambiental, Zé Colméia, juntamente com seu parceiro Catatau e outros personagens do universo Hanna-Barbera (Dom Pixote, Pepe Legal, Plic e Ploc, Peter Potamus, etc...), constroem uma arca voadora. Ela é erguida no ar por um balão e movida por um poderoso e cômico motor: Maguila, o Gorila, que corre sobre uma esteira atrás de bananas.
Durante a viagem em busca do lugar perfeito para cada um dos animais, eles encontram e enfrentam vilões que personificam alguns dos defeitos e vícios humanos mais comuns. É assim que surgem personagens como a Iara-Faz-Sujeira ou o Gênio Insaciável.
O ponto alto do desenho é justamente esses vilões e as formas como agiam, já que é mostrado às crianças (de todas as idades) que todos estamos sujeitos aos males que eles encarnavam. Como exemplo disso, temos o Sr. Sujo (Mr. Sloppy), que se disfarça de Sr. Limpo para ludibriar os nossos heróis, e o "Sheik do Egoísmo" (The Sheik Of Selfishness), que entrega presentes ao Zé Colméia aconselhando não compartilhá-los com ninguém.

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