domingo, 5 de janeiro de 2020

Farenheit 451: cena de distopia com diálogo primoroso entre professora e bombeiro sobre a questão dos livros e da leitura




O vídeo acima [é preciso clicar no link para assiti-lo no YouTube], é cena emblemática de FARENHEIT 451, filme de 1966, dirigido por François Truffaut, adaptado da obra clássica da literatura de Ray Bradbury, em que consta o precioso e filosófico diálogo entre a Professora e o Bombeiro durante o trajeto para a casa da primeira.
O livro de Bradbury foi publicado pela primeira vez em 1953, mas segundo consta, "O conceito inicial do livro começou em 1947 com o conto 'Bright Phoenix'". Em 2018 teve um remake do filme, vide trailer ao final dessa postagem.
A história conta que num futuro nem "tão tão distante assim", surgirá um estado totalitário em que os livros passam a ser proibidos e incinerados pelos bombeiros. O próprio título indica a temperatura, na medição da cultura inglesa, para a incineração do papel.
Nesse futuro distante, a literatura ficou considerada como propagadora da infelicidade, despertando nas pessoas são lado antissocial (leia-se nas entrelinhas, estimulando a criticidade).
O livro e o filme, com diálogos inteligentes, tem sua melhor parte nessa caminhada da professora com o bombeiro, em que a mesma faz diversas perguntas a ele, ficando surpresa em saber que antigamente os bombeiros apenas apagam incêndios e não incineravam livros, como naquela atualidade. Mais ainda, fica sabendo pela voz do bombeiro que "Os livros são apenas lixo... não têm nenhuma importância", o que ecoa nas falas atuais de algumas pessoas obscurantistas.
Sempre é bom lembrar, àqueles que já leram livros de História, a máxima proferida por alguém: que todo regime totalitário, primeiro começa proibindo livros, depois os queimando, por fim, literalmente queimando pessoas em suas inquisições, às vezes, amparadas em discursos religiosos fundamentalistas.
Ainda bem que tais situações ocorrem apenas na ficção e nas distopias, né mesmo?



Observação: Esta postagem é de autoria de José Antonio Klaes Roig, professor, escritor e poeta, além de editor do blog Educa Tube Brasil. http://educa-tube.blogspot.com José Antonio Klaes Roig ou Zé Roig, como gosta de ser chamado, possui o Prêmio de Professor Transformador [2020] e seu blog Educa Tube Brasil, o Prêmio de um dos melhores blogues educacionais do Brasil [2020], conforme selos estampados na coluna à direta desta postagem.

sexta-feira, 3 de janeiro de 2020

Sala de leitura interativa: biblioteca desperta o interesse dos alunos pela leitura em escola da rede pública




O vídeo acima Biblioteca desperta o interesse dos alunos pela leitura em escola da rede, descobri no Facebook é trata-se do projeto "Sala de Leitura Interativa", da EE Prof.ª Maria Ribeiro Guimarães Bueno, do estado de São Paulo, Brasil, que "transformou a biblioteca em um ambiente vivo e interativo, despertando o interesse dos alunos pela leitura". Como diz um dos alunos: "ler é vivenciar a história" e essa leitura deve ser estimulada, mediada pela escola e o mundo através de ambientes interativos em que professores e alunos possa interagir, ler e também produzir textos a partir dessas experiências.
Uma biblioteca escolar deve ser um local vivo e não um depósito de livros, mas para isso, há que se ter, mais que acervo literário, planejamento, criatividade, empatia e produção textual junto às leituras e rodas de leituras.
Para ampliar essa postagem recomendo o vídeo a seguir, Alfaletrar - Biblioteca escolar e literatura, projeto que, segundo apresentação do referido vídeo no canal NOVA ESCOLA, é "projeto que foi concebido pela professora Magda Soares da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) em 2006 e promoveu ações para alfabetização em todas as escolas da rede municipal de Lagoa Santa (MG). Hoje, com 97% das crianças alfabetizadas no 3º ano do Ensino Fundamental, esse trabalho é referência nacional. A série de 19 vídeos da qual esse faz parte foi produzida pela Atta Mídia e Educação com financiamento da Fundação Lemann durante 2016 e mostra a base teórica e as práticas do projeto tanto para apoio ao trabalho dos professores alfabetizadores como para prefeituras que queiram implementar ações dessa natureza adaptando esse projeto às suas especificidades".



quinta-feira, 2 de janeiro de 2020

Jornalista demonstra a lógica atual da rede social digital: da democracia ao autoritarismo via Fake News e a checagem de notícias na internet




O vídeo acima Facebook's role in Brexit — and the threat to democracy, descobri via Twitter e é uma interessante conferência feita ao TED pela jornalista britânica Carole Cadwalladr, que explica como "a rede social perverteu a democracia e promove o autoritarismo" [Recomendo ativar legendas e a tradução].
Carole mostra através de uma forma didática sua pesquisa in loco a partir de uma pequena cidade e vai esclarecendo fatos assustadores, como a publicidade invisível, que apenas os usuários veem e depois some sem deixar vestígios entre outros recursos manipuladores da opinião pública e que têm impactado a democracia mundo afora, tomando por exemplo o Brexit.
Um contexto que lembra as distopias da literatura e do cinema, mas que chegaram ao cotidiano. Mais que isso uma forma de comprovar a importância do professor e do estímulo ao senso crítico, de não se deixar levar por fake news e outros mecanismos perversos que imperam na atualidade.
Muitas dessas Fake News só imperam diante da desinformação da falta de senso crítico, de pesquisa, aliadas ao preconceito de cada um.
Para combater esse tipo de situação, recomendo essa outra matéria em que professor da rede pública de ensino elaborou um projeto fantástico com seus alunos justamente para combater as Fakes News:

Alunos de SP viram caçadores de boatos na web: Projeto HoaxBusters está em seu segundo ano e estimula a checagem de fatos na internet



Conforme notícia do portal EBC: "Em Ourinhos, interior de SP, os estudantes e o professor Estevão Zilloli preferem usar o termo Hoax (que significa farsa, enganação) do que a palavra fakenews. Daí o nome do projeto, HoaxBusters ou caçadores de notícias falsas". Segundo o professor Estevão, o projeto usa método semelhante ao científico, estimulando o senso crítico do alunado. Depois da checagem as notícias recebem um dos nove selos possíveis, que vão além do simples "verdadeiro" ou "falso". Enfim, uma ótima e relevante iniciativa em tempos de notícias falsas.

terça-feira, 31 de dezembro de 2019

BiblioTubers: projeto educacional e clube de leitura digital de e para adolescentes




O vídeo acima BiblioTubers: ¿Quiénes somos?, descobri via Twitter e é uma experiência muito interessante, envolvendo o referido canal no YouTube que faz parte de uma seção dentro do canal oficial de "Bibliotecas Públicas Municipales del Ayuntamiento de Madrid", Espanha.
BiblioTubers, como o nome indica, lançado em abril de 2017, é um "projeto pionero para fomentar a leitura na adolescência" e traz alunos como jovens youtubers protagonistas de séries de vídeos estimulando a leitura de outros jovens.
Unir o impresso ao digital, incentivar a leitura através de um canal do YouTube em que os alunos indicam leituras é algo bem diferenciado, criativo e original, pois trata-se de uma espécie de "clube de leitura" só que na versão digital. Além disso, o acervo digital se torna um repositório institucional, servindo de suporte a outros alunos e escolas mundo afora.
De acordo com Diana Mangas, chefe de divisão deste centro de Vallecas, e idealizadora desta atividade: "el objetivo de atraer al público adolescente que por su edad dejaba de venir con sus padres, y se perdía como lector en las bibliotecas".
Conforme notícia no portal Soy Bibliotecario: "La iniciativa nace para animar a los adolescentes a formar parte de un club de lectura especial, ya que los participantes se convierten en youtubers de la Red de Bibliotecas, y protagonizan vídeos donde realizan una pequeña sinopsis y crítica de la lectura que han trabajado para recomendarla a público de su edad".
Sobre a dinâmica de trabalho do BiblioTubers: "[...] consiste en un encuentro de hora y media los viernes en el que ponen en común lo que han leído durante la semana, leen en grupo, ven a otros booktubers que han realizado críticas del mismo libro, y van elaborando una cartulina con biografía del autor, dibujos, personajes principales, frases que más les han gustado etc. El resultado de todas estas actividades lo exponen en la biblioteca".
E o mais interessante: Depois que os alunos leem o livro, passam a criação do vídeo, com os detalhes percebidos, elaborando resenhas para a posterior edição final.
Uma proposta que pode inspirar outros clubes do livro digitais, seja nas escolas ou no próprio YouTube, valendo-se das TIC como facilitadoras dessas produção de material audiovisual.
Para mais detalhes e conhecer um pouco dos integrantes do BiblioTubers, recomendo visitação no link abaixo:

Bibliotubers, un proyecto pionero para fomentar la lectura en la adolescencia

sábado, 28 de dezembro de 2019

Nossos Filhos: recomendações para uma vida equilibrada entre o real e o digital




O vídeo acima Reflexão sobre os pais dos filhos da tecnologia, recebi certa feita pelo WhatsApp, mas apenas recentemente pude assisti-lo na íntegra e considerá-lo adequado para que pais observem as recomendações sobre limites do uso das tecnologias no cotidiano por crianças e jovens para haja uma vida equilibrada entre o real e o digital.
Como educador e pai, percebo que há a necessidade dessa reflexão para pais e professores, pois tudo que é utilizado em excesso compromete uma vida tranquila e sadia, seja em família, na escola ou na sociedade.
A tecnologia pode ser uma ótima ferramenta facilitadora, mas apenas um meio de se atingir certos objetivos e não a finalidade em si.
Um bom material para debate, produzido por Luis Rojas Marcos médico psiquiatra e que encontrei no YouTube.

sexta-feira, 27 de dezembro de 2019

RAP do Lixo: vídeo de conscientização ambiental produzido por alunos de escola pública da Ilha dos Marinheiros (Rio Grande, RS)




O vídeo acima RAP DO LIXO, segundo apresentação do YouTube no canal PORTAL DAS ÁGUAS, foi Rap "composto pelos alunos Jorge Jean F. Mackmillan e Renan Marques dos Santos com ajuda do Professor Renato Silva Junior da EMEF Sylvia Centeno na Ilha dos Marinheiros para a I Conferência Municipal Infantojuvenil de Educação Ambiental de Rio Grande [Rs, Brasil] e produzido por Gregor Arruda com Trilha composta por Gregor Neetzow. O Clip foi produzido pelos Oficineiros da SMED Gregor Arruda e Ro Moraes com imagens de Jorge Jean, Ro Moraes e Gregor Arruda com a participação dos Alunos do 7, 8 e 9 ano: Jorge Jean Figueiredo Mackmillan, Renan Marques dos Santos, Vinicius Machado Machado, Aline Dias Bastos, Lucas Marques da Silva, Juliana da Silva Camacho Pereira, Lidiane Marques Silveira e Marielli Rodrigues Marques, Liniker Marques Branco e Joice Ferreira Branco. O RAP do Lixo foi criado para colaborar na conscientização sobre reciclagem do lixo na Ilha dos Marinheiros".
A Ilha dos Marinheiros fica situada no extremo sul do Rio Grande do Sul, na Laguna dos patos, junto à cidade histórica e portuária do Rio Grande e é um dos locais mais belos da região, pois a ilha no meio da laguna possui uma lagoa em seu interior, chamada Lagoa do Rei, rodeada de dunas e árvores. Um ecossistema que já tive o prazer de visitar por diversas vezes acompanhando escolas, professores e alunos.
Parabenizo ao projeto, à escola os professores e os alunos pela ideia do vídeo e a escolha do RAP - Rhythm and Poetry (Ritmo e Poesia) para passar a ideia de conservação ambiental através da provocação artística. Valer-se do "discurso rítmico com rimas e poesias" é uma das linguagens utilizadas pela geração audiovisual. A arte e a cultura são meios de falar uma língua universal.
O referido vídeo foi indicação via WhatsApp pela colega Andrea Nunes da Rosa, educadora de Rio Grande (RS).

sábado, 21 de dezembro de 2019

Animação da Academia Brasileira de Ciências conta a história do grande geógrafo Milton Santos




O vídeo acima Ciência Gera Desenvolvimento faz parte de série desenvolvida pela Academia Brasileira de Ciências, tendo neste episódio 4, animação que conta a história do grande geógrafo Milton Santos.
Santos, conforme portal Mundo Negro, foi um "geógrafo negro, de origem humilde, e único intelectual latino-americano a vencer o Prêmio Vautrin Lud, considerado o Prêmio Nobel da Geografia". Além disso, "graças a ele, a Geografia é utilizada como uma ferramenta para planejar não apenas cidades, mas políticas públicas para a redução das desigualdades".
Para entender uma cidade, um país, era preciso, segundo Milton, compreender as questões sociais políticas e econômicas, pois estes fatores estão relacionados. Seu pensamento inspirou áreas diversas como arquitetura, planejamento urbano, economia, filosofia e ciências sociais.
Um pensador que ainda influencia outros pensadores.

sexta-feira, 20 de dezembro de 2019

Impressionante animação que mostra como seria a Terra se todo o gelo derretesse e cena final de filme de sci-fi para reflexão




O vídeo acima How Earth Would Look If All The Ice Melted, trata-se de impressionante animação produzida pelo Business Insider a partir de estudo do National Geographic, que segundo o portal Realidade Simulada, "consultou especialistas para tentar prever o que aconteceria com o planeta caso todo o gelo da Terra derretesse".
O referido vídeo foi indicação do colega e amigo e ex-orientando Albio Fabian Melchioretto professor de Filosofia em Blumenau (SC), Brasil.
Embora tal simulação indique que esse quadro, se vier a ocorrer, será talvez daqui a 5 mil anos, levando em conta os índices de emissão de gases e o aquecimento global atual, há que se prevenir para não remediar, e antes que se chegue a esse ponto, todo o ecossistema planetário será impactado com diversas mudanças climáticas. Já está sendo! Mudanças no clima já estão impactando a produção de alimentos, ocasionando seca e pragas mundo afora, além de ondas de calor e envenenamento dos oceanos, colocando em extinção diversas espécies, segundo estudos.
O vídeo serve como um sinal de alerta para a possibilidade de um futuro sombrio, nada ficcional, caso nada se faça para alterar esse panorama. Se elevar o nível do mar em cerca de 65 metros, muitas cidades e até países ficariam submersos.
Se um dia isso vier a acontecer, aí não é o professor, mas o escritor e poeta que me habitam que imagina, como num filme de ficção científica, como o Planeta dos Macacos (1968), as gerações futuras descobrirem submerso uma estátua gigante de uma mulher, com coroa de pontas na cabeça, uma tocha em uma das mãos e na outra um livro e venham os sobreviventes desse apocalipse ambiental a imaginar que era alguma deusa de um culto pagão de uma civilização perdida, como a Atlântida (vide imagem abaixo da cena final do filme clássico da sci-fi, que impactou minha geração).



Trabalhar com temas transversais, de forma inter e multidisciplinar é necessário em qualquer escola e por todo professor. O print da tela dessa cena final até hoje mexe com minhas memória e imaginário. De como a arte e a cultura podem ser ferramentas de conscientização, de como minhas primeiras noções ambientais foram frutos dos filmes que vi e livros que li. Essa bagagem é essencial para se pensar o presente em diálogo com aquilo que já passou e o que poderá vir. Essa imagem é avassaladora e permite debate e reflexão sobre tema tão preocupante.



segunda-feira, 16 de dezembro de 2019

A fórmula para abolir o extremismo: vídeo essencial do Prêmio Nobel Amós Oz




O vídeo acima A fórmula para abolir o extremismo, descobri nas redes sociais digitais e trata-se de fragmento de entrevista do Prêmio Nobel de Literatura Amós Oz ao Fronteiras do Pensamento.
Oz, de forma direta, trata de extremismo e fanatismo, sobre gulags e câmaras de gás, mas, mais que tudo, de memória e esquecimento, de luzes e sombras e da importância da tolerância e de respeito ao diverso, ao diferente, pois o "fanatismo é o não tolerar o outro, principalmente se pensa diferente, se é diferente".



Amós Oz declara que a "igualdade não quer dizer que todos deveríamos ser a mesma coisa", pois isso seria o fim da civilização e o início do totalitarismo, seria o fim da literatura, do cinema, da arte e da cultura. Para Oz, a igualdade é direito que todo ser humano tem de ser diferente e ser aceito por suas diferenças de gênero e tudo mais. Que não se deve tentar transformar as pessoas "em cópias, réplicas de si mesmo", como alguns tentam a todo instante, por questões políticas, religiosas, econômicas etc; pois isso seria o fim da diversidade, da criatividade e da própria civilização adentrando à barbárie. Para ele, deve-se influenciar pessoas sem exigir delas algo forçado, que tudo seja natural.
Breve vídeo com profundos conselhos para pais e filhos, professores e alunos, homens e mulheres, vizinhos, compartilhem experiências e sabedoria com os amigos, respeitando as diferenças, algo que o fundamentalismo parece desconhecer.
Uma fórmula simples e ao mesmo tempo complexa de bem viver, pois depende da consciência, do respeito, da tolerância, da empatia e da alteridade. Mas se for colocada em prática, muita coisa poderá se transformar na sociedade.

domingo, 1 de dezembro de 2019

Estranha tendência: criativo e simbólico jogo de imagens e seus múltiplos significados




O vídeo acima, encontrei no Twitter de Strange Trend e de fato é uma "Estranha tendência" e um criativo e simbólico jogo de imagens e significados que remete o espectador a diversas sensações: beleza, tristeza, estranheza...
Um ótimo material para se trabalhar linguagem não verbal em sala de aula.
Luzes e sombras, arte e cultura, música e dança, teatro e esporte, literatura e cinema... Múltiplas formas de abordar um conteúdo escolar de forma criativa e significativa.
Vejam este e outros vídeo no canal desse grupo fantástico:

StrangeTrend - Canal no YouTube

quinta-feira, 28 de novembro de 2019

E.T. e Elliot se reencontram 37 anos depois do cinema em comercial natalino reunindo gerações (cinema e educação)




O belíssimo vídeo acima A Holiday Reunion – Xfinity 2019, descobri via Facebook de Lucí Ferraz, especialista em Tecnologias Educacionais, de São Paulo (SP), Brasil.
Trata-se de incrível curta-metragem em que duas personagens icônicas do cinema, E.T. e o menino Elliot [agora adulto, casado e pai de dois filhos] se reencontram 37 anos depois o sucesso do filme que marcou uma geração, dessa feita, através de um comercial lançado em 28/11/2019, nos EUA, para celebrar o principal feriado, o Dia de Ação de Graças, quando as famílias se reúnem.
Conforme dados do portal Heróis da TV: "A peça publicitária da empresa de telecomunicações Xfinity". O filme E.T.: O Extraterrestre, de Steven Spielberg foi lançado em 1982 e só foi superado em bilheteria em 1993, 11 anos depois, por Jurassic Park, também do mesmo diretor.
O comercial faz uma síntese do filme, mostrando as principais cenas como o encontro entre o E.T. e o menino Elliot, agora no caso com os filhos do adulto Elliot, o passeio noturno de bicicleta pelos céus da cidade e muito mais.
Mais que uma Sessão Nostalgia para pais, este comercial serve como uma reflexão sobre o poder da arte e cultura sobre o imaginário ocidental. Sobre a importância de pais e filhos, professores e alunos promoverem esses encontros e reencontros de gerações, através do cinema, da literatura, da arte em geral e da educação em especial.
O educador do século XXI deve ser uma arte-educador, incorporando curtas, clipes, cenas de filmes etc em seu fazer pedagógico, favorecendo esse diálogo entre gerações.
A geração de meus pais foi cinematográfica, aprendendo muito com filmes no cinema; já a minha foi televisiva, da famosa Sessão da Tarde, dos seriados infantojuvenis , como O Sítio do Picapau Amarelo, os desenhos animados da Hanna & Barbera dos filmes e desenhos da Disney. A geração de meu filho cresceu sobre o conceito da cibercultura: internet, jogos eletrônicos, redes e mídias sociais.
Cabe ao educador do século XXI promover esse diálogo entre gerações.
Não é preciso uma bicicleta voadora para em uma saída de estudos pelo entorno da escola promover voos da imaginação.

Há uma certa tendência na publicidade de incorporar o imaginário cinematográfico e televisivo em suas produções, basta ver outra bela campanha publicitária de automóvel, no Brasil, valendo-se do sucesso do seriado de animação Caverna do Dragão, vide link abaixo:

Caverna do Dragão: quando a arte, a cultura e a publicidade dialogam com a nostalgia e a imaginação

domingo, 24 de novembro de 2019

Uma jornada além da visão: diário em áudio sobre a cegueira transforma-se em curta em VR e 360 graus




O vídeo acima, Notes on Blindness: Into Darkness VR experience, descobri nas redes sociais e trata-se trailer de "Diário em áudio sobre perda de visão" que tornou-se filme incrível em realidade virtual, pois o mesmo literalmente "dá vida para histórias relatadas em áudio".
"Notas sobre a Cegueira" (tradução livre do blog) é uma simulação em VR (Realidade Virtual) sobre o cotidiano de uma pessoa cega, o curta conta a história de John Hull "teólogo que ao longo de 16 anos sofreu com uma cegueira degenerativa. A doença o estimulou a registrar um diário em formato de áudio e esse diário virou uma incrível experiência". Em 1983, ele veio a perder a totalmente a visão. Vídeo que demonstra as possibilidades da tecnologia assistiva e da inclusão tecnológica, educacional e social.
Há no final desta postagem um vídeo maior, produzido em 360 graus, intitulado "Notes on Blindness - Into the darkness A VR journey into a world beyond sight" [Notas sobre cegueira - Na escuridão Uma jornada de realidade virtual para um mundo além da visão].
Conforme apresentação do referido vídeo no YouTube: "Cada uma das cenas são de uma memória do teólogo e, a partir do áudio gravado, são inseridos em formato de vídeo, estimulando a imaginação do espectador/ouvinte".
De acordo com Amaury La Burthe, CEO da Audiogaming, uma das empresas responsáveis pelo projeto: “Nós começamos com o material em áudio e a história que John queria que fosse contada. A partir daí nós separamos vários momentos das fitas e tentamos elaborar em situações interativas. Dependendo do quanto você olhar ao redor, mais lenta a história se passará. Se você olhar bastante, nós vamos colocar alguns detalhes a mais”.
Se pensarmos que muitas das inovações tecnológicas integradas a smartphones, smarTVs (touchscreen comando de voz etc), consoles de videogame (sensor de movimento Kinect, por exemplo) e outros equipamentos, foram projetados primeiramente para atender questões do universo da deficiência motora, visual, auditiva, englobando hoje o conceito de tecnologia assistiva, inclusiva.
Inovar nunca me canso de dizer: é transformar algo já existente em alguma coisa nova. E para se incluir alguém é preciso colocar-se no lugar do outro, promover a empatia, a alteridade e a solidariedade.
Recentemente, junto com meus alunos do ensino médio, desenvolvi o projeto multidisciplinar Biblioteca Viva, de visitar locais em que as pessoas possam ser vistos como livros vivos em uma "biblioteca humana" (inspirada em experiência iniciada na Dinamarca em 2000), de não julgar um livro (vivo) apenas pela capa, pelo que ele aparenta.
Notes on Blindness é promover a contação de histórias incorporando elementos tecnológicos para produzir uma áudioteca, seja individual ou coletiva, pública ou privada.

Abaixo, a versão em 360 graus de Notes on Blindness, através do uso das setas direcionais no canto superior esquerda da tela. Não esqueçam também de ativar as legendas e sua tradução, no canto inferior direito da tela.



domingo, 17 de novembro de 2019

"Uma casa bem aberta" à imaginação: delicada animação de beleza sem igual, envolvendo cinema e literatura




O vídeo acima "Una casa bien abierta" é uma preciosa e delicada animação e trailer para divulgação de livro de mesmo nome (publicado por Pequeño editor, em abril de 2014), com texto de Carlos Pessoa Rosa e ilustrações de Claudia Legnazzi, que descobri no YouTube.
Uma animação que se utiliza de materiais, provavelmente, colhidos na beira de uma praia, como pedras, paus, conchas, galhos, metais etc.
A história é simples e bela, conforme a apresentação do vídeo no YouTube: "Un niño está solo en la playa, un día de lluvia. Jugando, piensa en la palabra "casa", la escribe en la arena, la paladea en su imaginación. Por un momento sueña con una casa y una familia tan grandes como el mundo..."
Uma casa bem aberta à imaginação de todas as idades e, em especial, à infantojuvenil, que poderá inspirar professores da educação infantil, séries iniciais do ensino fundamental e os de artes a produzirem um audiovisual, valendo-se de peças recicláveis, coletadas no entorno da escola ou da comunidade escolar.
Um belíssimo, criativo e original curta-metragem de animação para tratar, além de arte e cultura, de meio ambiente, reciclagem, educação ambiental, sustentabilidade e muito mais.
Vejam também outros vídeos do canal Pequeño editor, no link abaixo:

PEQUEÑO EDITOR

sábado, 16 de novembro de 2019

Mitologia, Filosofia e História através de Games como Origins (Egito), Odyssey (Grécia) e Sindicate (Era Vitoriana): criativos jogos de linguagem




Já é senso comum que os jogos têm grande importância na aprendizagem e alguns professores têm se valido das mais variadas formas de jogos (esportes, de cartas, tabuleiros, digitais, eletrônicos etc) no ensino. Um dos primeiros que vi utilizar-se desse expediente é o professor Michel Gularte, de Criciúma, Santa Catarina, Brasil, editor do portal HISTÓRIA DIGITAL.
A imagem acima é do game Assassin's Creed - ORIGINS [vejam vídeo abaixo, comentado por gamer], que é ambientado no Egito Antigo com seus deuses e mitologia peculiares. O visual é deslumbrante, a jogabilidade é interessante e o mais relevante de tudo: é possível aprender (como aluno) e ensinar (como professor). Mais que isso: é possível aprender e ensinar nos dois polos educativos: professor e aluno, tanto que a indicação deste e dos demais vídeos que se seguem foi de minha aluna do ensino médio Sabrina Rosso, de Rio Grande (RS), Brasil, que adora Informática, Literatura e Cinema.
Como professor de Literatura e Filosofia, além de Produção Textual e PDI - Profissões digitais inovadoras, vi no material a seguir uma fonte incrível de interação entre professor e aluno, justamente nas 4 disciplinas que ministro, pois para trabalhar com Filosofia, antes deve-se tratar de mitologias; para ensinar Literatura é necessário compreender contextos histórico; para incentivar a escrita criativa e a interpretação de textos e a própria Redação há que se pensar como um storyboard (do cinema e games) e um storytelling (a arte da contação de histórias) e tudo isso está incluso nos vídeos, abaixo indicados:



Com o avanço da tecnologia, a arte tem cada vez mais se aproximado da realidade, na questão do visual impressionante de filmes e jogos, que adotam elementos gráficos de alta definição. Mas sempre é bom lembrar que Arte e Tecnologia caminham de mãos dadas desde suas origens. Pensem na arte rupestre: as primeiras manifestações humanas são justamente a fusão da arte de estampar as mãos nas paredes das cavernas, 20, 30 mil anos atrás, fazendo riscos, rabiscos, espelhando animais daquele tempo, usos e costumes e tudo mais. Porém, deve-se isso ao uso de uma tecnologia rudimentar: de extrair pigmentos de árvores, plantas etc. Desde as ORIGENS, arte e tecnologia são siamesas.
Além disso, Arte, Cultura e Tecnologia possuem sua Odisseia, como no vídeo do jogo Assassin's Creed - Odyssey que trata de forma deslumbrante da mitologia grega e de seus filósofos mais destacados, tendo inclusive uma parte do jogo que a Sabrina me indicou, chamada FESTA DE FILÓSOFO, em que são apresentados esses pensadores gregos e seus principais conceitos, e que o jogador avança através da resolução de enigmas diante de uma Esfinge.





Outra valiosa indicação da Sabrina é Assassin's Creed - SINDICATE, ambientado em Londres da Era Vitoriana, e que me remeteu ao ótimo seriado Penny Dreadful:



Por fim, lembrei de INFERNO DE DANTE, jogo inspirado na Divina Comédia, de Dante Alighieri, que é justamente uma quase ode à Filosofia entre o período medieval e o renascimento. Outro vídeo deslumbrante que pode ser utilizado tanto na aprendizagem como no ensino da Literatura, da Filosofia, da arte e cultura:



A leitura é um jogo de linguagem, os jogos possuem uma narrativa, não há bom escritor sem antes um grande leitor. Enfim, para se tratar de Produção Textual, há que se pensar na bagagem artística e cultural do alunado para que esse se valha dessa bagagem nas alusões e repertórios numa Redação. Tudo esta integrado, conectado, e os jogos eletrônicos podem ser um grande aliado nesse processo de ensino-aprendizagem, ainda mais que a atual geração é eminentemente audiovisual. Promover a associação entre a teoria e a prática pelas mais variadas formas podem proporcionar um maior significado e significação ao próprio ato de educar, em que ambos aprendem e ensinar uns aos outros: professores e alunos.
Aprendi muito com Sabrina durante as aulas e ensinei também a ela e seus colegas um pouco de minha bagagem, como professor. As indicações acima, considero relevantes, justamente por tudo que foi abordado.
Nas redes sociais, alguns colegas e amigos me indicaram outros materiais. A colega e amiga Lúcia Xavier, via Twitter, indicou-me Jeremiah McCall, professor e historiador de Cincinnati, Ohio, EUA, deditor do portal GAMING THE PAST, que também utiliza os jogos eletrônicos em seu fazer pedagógico.
Outro amigo digital, Marcius, via Twitter me indicou o canal ManyaTrueNerd, no YouTube, que tem algumas séries de jogos, como Total War, Crusader Kings 2 e Imperator: Rome que trabalha com essa questão (apesar do canal ser mais direcionado aos jogos de azar).
Portanto é possível trabalhar e estudar através de jogos: Mitologia, Filosofia, Literatura e Redação de uma forma criativa, divertida e associativa, além da simples memorização de conteúdos. Um bom jogo de linguagem a todos, pois todas essas áreas valem-se da linguagem e do jogo [direta ou indiretamente] para passar informação que gere conhecimento.

segunda-feira, 11 de novembro de 2019

Livro infantil que se planta após a leitura preservando o meio ambiente de forma lúdica




O vídeo acima Un libro que se planta - Libro Árbol, descobri na rede social e trata-se de uma ação incrível que o portal Notaterapia destaca.
Uma belíssima ação de conscientização para a importância do meio ambiente e da conservação das florestas e incentivo à leitura para as crianças.
Conforme o portal Notaterapia: "Em 2015, uma editora da Argentina, denominada Pequeño Editor, destinada à literatura infantil, lançou em parceira com a agência de publicidade FCB Buenos Aires, um livro que pode ser plantado após sua leitura. O livro Mi papa estuvo en la selva, escrito pelo argentino Gusti e ilustrado pela francesa Anne Decis, conta uma aventura na selva equatoriana. Ele foi cuidadosamente elaborado com tintas biodegradáveis e papel reciclado. No seu interior, abriga sementes de jacarandá, árvore ameaçada de extinção, principalmente, na Argentina".
Uma iniciativa relevante, criativa e original pois o livro vem com algumas instruções: "[...] o primeiro passo é ler a história para a criança. Depois da leitura, ele deve ser umedecido e guardado longe da luz solar até que germine. Os próximos passos são plantá-lo e regá-lo com frequência para que a árvore se desenvolva. Com a leitura, as crianças aprendem, de forma lúdica, a importância da sustentabilidade e da preservação do meio ambiente, despertando a consciência ambiental e o cuidado com a natureza."
Sustentabilidade, ludicidade, educação ambiental, literatura, cidadania, sociedade.
Plante uma árvore-livro, cultive ideias e ensine um filho-aluno a cuidar da Mãe-Natureza.

sábado, 9 de novembro de 2019

Como funcionam as redes sociais: peça de humor que é metáfora para a conduta de alguns no mundo digital em paralelo com o mundo real




O vídeo acima "Como funcionam as redes sociais" é uma peça de humor, mas que pode ser encarada como uma metáfora para os a conduta de alguns diante dos espelhos digitais, quando parecem leões mas que no mundo real, longe das telas, não passam de gatinhos.
Um ótimo vídeo que me foi indicado pela colega e amiga Tatiana Lackmann educadora de Rio Grande (RS), Brasil.
Muitos dos conflitos nas redes sociais não existiriam no mundo real, pois olho no olho e a coisa funciona doutra forma.
Para ver, rever refletir e debater em produção textual, sociologia etc.