quinta-feira, 7 de julho de 2011

O Valioso Tempo dos Maduros ou O Tempo Que Foge (e a questão autoral)

O VALIOSO TEMPO DOS MADUROS

http://youtu.be/OkrKwFjohjw (versão narrada)

http://youtu.be/tDnv1NEPcX4 (versão legendada)

O vídeo acima, intitulado O valioso tempo dos maduros, foi indicação da amiga Janaina Senna Martins, minha colega multiplicadora em informática educativa no Núcleo de Tecnologia Educacional (NTE) Rio Grande /18ª CRE, e trata de uma apresentação de um texto atribuído inicialmente a Mario de Andrade (escritor brasileiro, autor de Macunaíma), requisitada depois a autoria por Ricardo Gondim, que alega ter publicado em seu livro “Creio, mas Tenho Dúvidas”, pela Editora Ultimato, página 107.
Mas que, posteriormente, graças comentário neste blog, feito por Luma Rosa, é foi, enfim, esclarecida a verdadeira autoria: Mario Pinto de Andrade, escritor angolano (1928-1990). Uma belíssima, contundente e adequada reflexão crítica sobre a postura de certas pessoas que dão mais importância à moldura do que ao conteúdo do quadro; mais ao veículo que as transporta do que à paisagem que as rodeia; mais à forma que à essência das coisas e das gentes.
Como educadores, quantas pessoas não reconhecemos nessa breve descrição de situações do cotidiano dentro e fora dos muros das escolas?
Quanto tempo perdido na eterna discussão do "sexo dos anjos", nas teorias sem nenhuma praticidade, das práticas sem teor concreto e significativo, quanto tempo desperdiçado na estética do que na ética do ambiente escolar e social...
O valioso tempo dos maduros deve ser utilizado para propor, conhecer, divulgar e valorizar as coisas e gentes em sua essência, e não apenas em sua aparência, afinal o tempo foge de nós a cada dia...
Eis a grande lição!

O TEMPO QUE FOGE

http://mais.uol.com.br/view/6775994

O caso acima é mais uma dessas coisas do mundo virtual em que textos de certos autores são atribuídos a outros, como diversas vezes acontece com Luis Fernando Veríssimo, Arnaldo Jabor, Clarice Lispector, Erico Veríssimo, Rubem Alves etc. Redes de emails circulam com supostos textos de autores consagrados. Ou quando acabam se tornando também "autor desconhecido", quando na verdade deveria ser dito autor não-identificado por aquela pessoa que passa adiante um texto sem referenciá-lo.
Autor desconhecido não existe, todo texto tem uma autoria, até mesmo os 10 Mandamentos tem um Autor.

Para saber um pouco dessa polêmica envolvendo a autoria do texto O Valioso Tempo dos Maduros, sugiro ler também este artigo, de autoria de José Cláudio Cacá, no Recanto das Letras:

ATRIBUIÇÃO ATRIBULADA

5 comentários:

  1. Sobre o texto:

    http://www.ultimato.com.br/conteudo/querem-roubar-e-ainda-me-chamam-de-ladrao

    Quem circula na internet deveria ter maior zelo pelo texto alheio. Sempre quando vou publicar algo, atento para a autoria e checo, pois presenciamos absurdos, como frases atribuídas à autores famosos que na verdade são anônimas. Clarice Lispector é campeã de frases que nunca foram dela.

    Acontece que algumas pessoas se sentem no direito de possuir o que é alheio. No caso do Ricardo Gondim, a comprovação que ele tem é da data da publicação do livro que aconteceu em 2007.

    No entanto, em um post de 19 de abril de 2005, o jornalista angolano Manuel Ricardo (Pitigrili) que mora nos EUA, fez um texto em homenagem ao poeta Mário Coelho Pinto de Andrade.

    (1928-1990) - que não é o "Mário de Andrade" conhecido por nós - Que você pode conferir nesse link - http://angola-luanda-pitigrili.com/who’s-who/m/mario-pinto-de-andrade

    No original, são cerejas e foram trocadas por jabuticabas (ai começam as confusões internéticas, pois Rubem Alves escreveu o livro "Do Universo à Jabuticaba"). Se acreditar que o sr. Ricardo Gondim é o autor, tenho também que acreditar em psicografia. Ele deve ter comigo uma tijela de jabuticaba e recebido o espírito de Mário Pinto de Andrade. Que inspiração! E olha o tamanho do caroço!

    O Sr. Ricardo Gondim tem que moralmente procurar pelos parentes do poeta e escritor Mário Pinto de Andrade para questionamentos, afinal, temos um caso exclusivo de psico-psico-grafia de Mário Pinto de Andrade.

    http://www.recantodasletras.com.br/cronicas/3182732

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    1. Cara Luma, fico muito agradecido pelo teu comentário, visita e esclarecimentos. Já fiz as devidas correções na postagem, que justamente trata-se de dar crédito a quem de direito sobre a autoria de um trabalho no mundo virtual. Desconhecia o belo trabalho de Mario Pinto de Andrade. Que bom que a web , que tanta causa esses transtornos, também se autorregula, através destes contatos. via mundo virtual. Sem a tua intervenção, a postagem ficaria incompleta e sem prestar o devido esclarecimento autoral. Muito obrigado e volte sempre. Cordialmente, Zé Roig.

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    2. Cara Luma,

      Como pode afirmar que o post do jornalista angolano é de 19 de abril de 2005?

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  2. Helena Cooper (01/10/2010 07h26)
    Olá, minha cara amiga. Sinto muito em lhe dizer, esse ótimo texto chama-se " O Tempo que Foge" e é do livro "Creio, mas Tenho Dúvidas", de Ricardo Gondim, publicado pela Editora Ultimato, com registro no ISBN, consta na página 107. (pode conferir no site dele). Inclusive eu já o enviei com os créditos errados por 2 vezes, depois me redimi. E o texto que você postou é uma alteração, a partir do escrito original, ok? Vou te enviar alguns links para que você veja. E eu adoro o original. Veja o que disse o Ricardo: "Não, o texto não é do Rubem Alves. Ele é meu! Eu o escrevi. Está em meu livro "Eu Creio, mas Tenho Dúvidas", publicado pela Editora Ultimato, na página 107, com registro no ISBN. Portanto, se alguém, inescrupulosamente, atribui o texto a Rubem Alves, está sendo desonesto comigo e com a minha produção intelectual. Inclusive, sugiro que você pergunte diretamente ao Rubem Alves se é de sua lavra "O tempo que foge". Sendo ele um homem digno, honesto e verdadeiro, certamente, reconhecerá que o texto é meu. Como você duvida da minha integridade, lamento, mas o mesmo texto tem sido atribuído a várias pessoas, inclusive a Mário de Andrade. Grato. A única coisa que me resta é esperar que um dia a justiça prevaleça. Sinceramente, Ricardo Gondim"

    AFINAL, O TEXTO É DE QUEM???

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    1. Cara Sandra, pela lei de direitos autorais, o que vale é a anterioridade da obra, ou seja, quem publicou ou registrou primeiro a obra. No caso, temos duas datas. Ricardo Godim (2007) e Mario Pinto de Andrade (2005), conforme comentário e link disponibilizado por Luma Rosa. A confirmarem-se as datas e o teor dos mesmos, pela lei de direitos autorais, autor é quem primeiro registra/publica a obra.

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