terça-feira, 13 de março de 2012

Corrente do Bem - a conta que muda o mundo (cinema, educação e rede social)



Estava zapeando canais de TV, de noite, quando eis que paro justamente na cena acima do filme Corrente do Bem, que já havia assistido tempo atrás, mas não com o enfoque educacional. Dessa feita, percebi o quanto é possível trabalhar cinema, educação e redes sociais através desta cena ou do filme como um todo.
A conta que pode mudar o mundo é bem simples, como na cena demonstra, mas para se atingir o resultado satisfatório requer que acreditemos no que pregamos, sejamos pais ou educadores...
Nós somos o elo de uma corrente e podemos dar continuidade ou quebrá-la, com nossas ações... Como educadores, temos ou deveríamos ter a consciência, como disse alguém certa vez, que não educamos para o Hoje, e sim para o Amanhã... Não ensinamos uma turma, mas uma geração! E como blogueiros educacionais não temos a dimensão de nossas ações no mundo real, a não ser quando alguém deixa algum comentário... Mas se socializamos nossa prática, divulgamos ações, atividades, projetos relevantes nossos, da escola e/ou de outros colegas, estamos ampliando a corrente e mostrando ao mundo virtual, o que a grande mídia desconhece ou não mostra no horário nobre...
A corrente do bem é pensar, não apenas em ações imediatas com resultados instantâneos, mas ações a médio e longo prazo, que sejam aplicáveis, sustentáveis e significativas... Mas pra isso, é preciso saber mediar o tempo, o espaço, os recursos, sujeitos e agentes envolvidos neste processo... Planejar tudo isso é preciso... Boas ações não se mantém com apenas boas intenções...
A corrente do bem  não é criar grandes projetos - muitos mirabolantes e pouco executáveis - para concorrer a premiações, mas fazer coisas simples, autênticas e de uma praticidade que motive outros a também seguirem o exemplo, e ai, por si só, o reconhecimento virá...
E cada vez mais, num mundo cheio de estímulos visuais, para se envolver o aluno é preciso conhecer esse novo mundo do jovem... que é bombardeado por todo tipo de coisa, sem o devido acompanhamento dos pais... E a corrente do bem precisa necessariamente iniciar na família, continuar na escola e seguir nos demais ambientes sociais... precisamos ser o exemplo do que queremos propor.
A pedagogia do exemplo tem que começar sempre por nós, eis a conta que pode mudar o mundo, a começar pelo nosso próprio...
Aprendi com meu pai, que pintava sempre as mesmas paisagens, mas nunca os quadros eram iguais um ao outro, haviam tons e detalhes únicos em cada um... Assim deveria ser o ato de educar, repetir-se enquanto artista sem ser uma repetição da mesma obra... Múltiplos olhares sobre a mesma paisagem humana...

Disse César Coll: "Tão importante quanto o que se ensina e se aprende é como se  ensina e como se aprende". Metodologia e didática adequadas áquele tempo e espaço propostos dão significado à prática escolar, que precisa promover significação para o aluno... Afinal, como declarou Carl Rogers: "Os educadores precisam compreender que ajudar as pessoas a se tornarem pessoas é muito mais importante do que ajudá-las a tornarem-se matemáticas, poliglotas ou coisa que o valha." Educar para o mundo e para a vida, antes mesmo que para o trabalho... O sentido da vida é justamente buscar um sentido, um significado para a existência, dentro de uma corrente, de uma rede social...

3 comentários:

  1. Continuo por aqui :) Teclei em "Cinema", porque parodiando o blog que eu criei, é a minha praia.

    Vamos trocar figurinhas? É por estar querendo levar uns textos seus para lá. Claro que com os devidos créditos. Mas eu só levo após autorizado pelo autor.

    Desse filme - A Corrente do Bem -, por exemplo, você compartilharia?

    Lá no "Cinema é a minha praia!", eu criei um perfil único para os textos dos Colaboradores. É que o Wordpress exige que se tenha pelo menos uma url nele para ter o nome em "postado por". Algo que muitos não querem.
    Se você já tiver uma url lá, eu te colocaria como Autor.

    Gostei do seu texto! De como descreve um filme.

    Quando eu comecei a levar textos de outros autores, foi por gostar de enfoques assim. Saindo da mesmice dos que se veem como críticos de cinema, mas cujos textos mais parecem cópias uma das outras. De às vezes me levar a pensar quem escreveu o primeiro, já que os demais foram no embalo. Um dos exemplos mais gritantes foi sobre o filme "Super 8". Deu calafrio!

    Se topar, me avise!

    P.s: Gostei dessa Tag - CineEducação. Vou copiar, ok!?

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    1. cara Valéria, que bom que gostou do material. Fique pá vontade para usar, mencionando a autoria, os textos que quiser, que estiverem no Educa Tube. O blog tem o Creative Commons justamente para ser compartilhado. Fico feliz que tenhas gostado do blog e das indicações. Visitarei, assim que puder teu blog também.
      Qualquer coisa, podemos fazer contato por email ( joseroig7@hotmail.com ) sobre essa questão do wordpress e url pra postagem lá...
      Um abraço, Zé Roig.

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  2. Oi Zé!

    Me desculpe pela demora nesse retorno! Um problema pessoal, me levou a não vir para o pc. Mas até para não demorar muito contigo, eu liguei o computador.

    Legal e Grata por compartilhar seus textos sobre filmes!
    Vou levar esse hoje. Durante a semana, levarei os outros.
    E enquanto edito, te enviarei o convite.

    Então até,

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