quarta-feira, 1 de março de 2017

"O Povo contra o Sistema Escolar": vídeo que simula júri sobre a importância do ensino e da aprendizagem no século XXI




O vídeo acima O Povo contra o Sistema Escolar, foi indicação via Facebook do amigo Fernando Luis, músico e poeta de Rio Grande (RS) Brasil editor do blog Zé Urbano.
Trata-se de mais um vídeo crítico e reflexivo feito pelo rapper Prince EA, que lembra aqueles filmes sobre tribunais, em que atua como promotor de Justiça num simbólico processo contra o Sistema de Ensino, em que argumenta justamente sobre a importância de falarmos sobre ensino e aprendizagem neste século XXI.
Mas cabe lembrar que é o Sistema de Ensino que é réu, não a escola e os educadores, pois se formos analisar a fundo as provas, os dados, os gestores escolares (principalmente os das escolas públicas) conseguem realizar façanhas, com os poucos recursos financeiros e humanos, com a falta de capacitação continuada, com a baixa remuneração, com a sobrecarga emocional com a cobrança social, com a falta de perspectivas, e não bastasse tudo isso, ainda com ataques a sua autonomia pedagógica, como projetos demagógicos como o "Escola Sem Partido" e outros mais, que visam restringir cada vez mais o papel do educador em sala de aula.
Boa parte dos gestores públicos é que deveriam sentar no banco dos réus e responder por suas atitudes perante a sociedade, pois a Educação parece ser prioridade a todos os candidatos durante o processo eleitoral. Findo este, tudo volta a estaca zero, sem querer generalizar nem reduzir, mas é algo que deve ser levado em conta, o sucateamento do espaço físico, ainda mais sabendo-se que a arquitetura escolar desempenha um papel motivador no ato de educar.
Inúmeros são os fatores a serem analisados... As próprias tecnologias de informação e da comunicação (TIC) usadas na escola, e algumas delas proibidas são reflexo de um processo ainda lento da escola, enquanto sistema escolar, de se adaptar aos novos tempos.
Visito muitas escolas. Percebo por parte de gestores escolares e alguns professores o interesse em qualificar seu processo de ensino-aprendizagem, incorporando não apenas as TIC, mas a arte e a cultura. Porém, há diversos impedimentos de tempo, de estrutura física, de falta de equipamentos ou recursos financeiros para sua manutenção e conservação etc. Falta espaço para troca de saberes com o professor da sala ao lado. Todavia, também tem muita coisa boa acontecendo que não é divulgada.
O exemplo da Finlândia é alentador, mas há que se lembrar que cada país tem suas peculiaridades, e que nem tudo que funciona bem numa turma, consegue ser replicado noutra turma, na mesma escola, imagine então em um país continental como o Brasil, com diferenças imensas de distância, de culturas, de recursos financeiros etc.
Mas que é senso comum que a educação precisa se reinventar para, enfim, chegar ao século XXI. Que o educador em sala de aula precisa do apoio do gestor escolar, que precisa do apoio do gestor público que precisa ser cobrado pela sociedade. Outro fato cabal! A sociedade precisa cobrar mais do que dias e horas aula. Precisa deixar claro o quanto valoriza a educação e reconhece a importância do educador aos governantes, não apenas quando a escola fecha na luta por melhores condições de trabalho. A escola não pode ser depósito de gente, mas o local onde depositamos a esperança num futuro melhor para os filhos e para a própria sociedade.
"O Povo contra o Sistema Escolar" é um vídeo contundente, como outros tantos que Prince EA já fez, como se cantasse um rap, um deles, intitulado Queridas Gerações Futuras, Desculpe (Música, Educação e Meio Ambiente), já publicado neste blog educacional.
O exemplo clássico do peixe que não sobre em árvores, serve para ilustrar justamente a questão de que devemos respeitar as características de cada um, visando o bem comum. E que a escola não poderá resolver os problemas da sociedade se sequer consegue resolver os seus. Até pelo fato que a escola é o reflexo da sociedade e não o contrário...
Um vídeo para gestores escolares e públicos assistirem, refletirem, debaterem e buscarem em conjunto formas de defender uma educação melhor para todos, sem distinções.

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