domingo, 17 de março de 2013
Pangea: O Mundo Sem Fim (animação)
O vídeo acima, trailer do filme Pangea: O Mundo Sem Fim, é uma bela animação 3D, de 2009, da empresa AEnima CGS, que descobri no You Tube.
Uma animação com visual incrível e cenas realistas, contando as aventuras de um bebê dinossauro à procura de sua mãe.
Ótimo para professores de história e biologia e educadores em geral, pois, mais do que tratar de um período pré-histórico - a Pangeia, continente que teóricos dizem ter existido há mais de 200 milhões de anos atrás -, o trailer pode ser usado como uma bela história de encontros e desencontros familiares.
Para maiores dados sobre o filme, acesse o link abaixo:
PANGEA - O MUNDO SEM FIM
Marcadores:
animação,
arte e cultura,
biologia,
CinEducação,
cinema,
educação ambiental,
história,
meio ambiente,
motivação,
sociedade
sábado, 16 de março de 2013
As Escolas de Educação Infantil de Reggio Emilia, Itália (Univesp TV)
O vídeo acima, As Escolas de Educação Infantil de Reggio Emilia, Itália, divulgado no You Tube pela Univesp TV (Universidade Virtual do Estado de São Paulo), foi indicação via Facebook do colega e amigo Alexsandro Oliveira, advogado e educador de Rio Grande, RS, Brasil.
Conforme apresentação do referido vídeo no You Tube:
"A equipe da Univesp TV viajou até Reggio Emilia, cidade de 170 mil habitantes que fica no norte da Itália e [que] é conhecida no mundo todo por sua excelência na educação infantil. A reportagem conta como as dificuldades do pós-guerra fizeram surgir na comunidade o desejo de iniciar um novo tempo para todos, começando com a formação das crianças pequenas. A visita a uma escola ligada à prefeitura de Reggio Emilia mostra como é a rotina de professores, alunos e pais."
Uma experiência que vem de encontro as práticas que o Educa Tube tem destacado neste blog, que valorizam o aprender aliado a atividades lúdicas, artísticas e culturais.
No caso das escolas de educação infantil da cidade de Reggio Emilia, são incorporadas ao fazer pedagógico a música, montagem, movimento, pintura, desenho, numa experiência envolvendo a professora, a atelierista, a pedagoga e a cozinheira, que formam a equipe de educadores que trabalham em conjunto, e não de maneira estanque... Todos são importantes dentro daquele sistema de ensino, cada qual com sua função relevante dentro do processo, com múltiplos olhares que se entrelaçam no cotidiano daquela comunidade escolar.
Segundo a matéria, são utilizadas linguagens artísticas, expressivas, que na escola tradicional não são exploradas na didática cotidiana. O atelirista não é um artista que trabalha na escola, mas um educador que trabalha em conjunto com a escola. E ao final do trabalho as crianças trocam experiências, contando como desenvolveram suas atividades, momento significativo de a criança ter vez e voz no processo coletivo de aprendizagem. A discussão começa a ser incentivada na mais tenra idade, o que favorecerá no futuro a argumentação lógica do aluno, evitando timidez, falta de iniciativa, receio de trabalhar em grupo...
A imagem estática da ponte serve para buscar a convergência de ideias, a construção do conhecimento, e esta ponte entre as diversas linguagens da criança é feita pelo atelierista. Proposta do educador Loris Malaguzzi: de que a escola não deva somente trabalhar as linguagens decodificadas e reconhecidas hoje, mas valorizar a experiência real, feita através da exploração e pesquisa sensorial, pois a mente da criança é multidisciplinar, mas o ensino ainda é feito em caixinhas. Malaguzzi disse certa vez: "Eu observo a criança enquanto ela conhece, a criança me devolve essa forma de conhecer".
Outro fato interessante é o espaço arquitetônica de uma creche que leva em conta este espaço também como uma experiência sensorial e educacional, um ambiente adequado favorecerá uma melhor aprendizagem, a distribuição das salas é pensada para favorecer a comunicação com as crianças e a participação da família.
Percebam a proposta da mesa luminosa para mostrar elementos do cotidiano às crianças. E que os espaços (divisórias) transparentes na escola, que permitem às crianças a multiplicidade e pluralidade de experiências sensoriais. E uma ótima definição para estes espaços, como "laboratórios sensoriais para que crianças e adultos possam construir aventuras do conhecimento".
Segundo uma das educadoras, ambientes com uma estética, como dizia Bergson: "como elemento de qualidade do conhecimento". E por causa disso, a estrutura que conecta as pessoas.
Interessante também que as salas não são arrumadas, após o desenvolver das atividades, para que no dia seguinte seja dada continuidade às pesquisas, o que lembra-me a cultura dos jovens, de salvarem fases em jogos eletrônicos, para depois continuarem a jogar a partir de onde pararam. O fio narrativo, segundo professores, para continuidade do trabalho.
Uma proposta educacional que favorece a participação e o envolvimento familiar. O gestor escolar e o gestor público integrados ao processo, favorecendo a inclusão e coesão social, e por conta disso tudo as crianças se habituam a discutir, conversar, fazer peguntas a si mesmas e aos outros.
Uma interessante proposta educacional que merece ser vista, discutida e divulgada.
Vejam abaixo outros vídeos educacionais interessantes feitos pela Univesp TV (Universidade Virtual do Estado de São Paulo), no seu canal no You Tube:
UNIVESP TV - Canal de vídeos
Marcadores:
aprendizagem,
arte e cultura,
brincadeiras,
cidadania,
didática,
educação,
educação infantil,
ensino,
inclusão,
inclusão social,
metodologia,
sociedade
sexta-feira, 15 de março de 2013
"A finalidade da educação não é validar a ignorância, e sim, superá-la" - Lawrence Krauss, físico teórico
O vídeo acima, Parem de Validar a Ignorância, foi indicação via e-mail do prof. Robert Betito, do IFRS Campus Rio Grande, RS, Brasil e trata-se de fala de Lawrence Kraus, físico teórico estadunidense, e que destaco como título desta postagem uma de suas frases: "A finalidade da educação não é validar a ignorância, e sim, superá-la".
De fato, por causa da intolerância religiosa e do desconhecimento científico, muitas inverdades são mantidas como dogmas, quando na verdade, a ciência e o bom senso já revogaram este pensamento arcaico.
E como educadores, devemos pensar a educação como um instrumento de emancipação do indivíduo, através do livre pensar, do estímulo a argumentação e sustentação de pontos de vistas, da réplica e tréplica, da autonomia da pesquisa e do respeito ao conhecimento humano e dos avanços da Ciêncía, Tecnologia, Educação e Sociedade. E não apenas a defesa do pensamento monolítico, em todos os sentidos.
Conforme apresentação do vídeo no You Tube:
Em protesto contra a decisão do Conselho Estadual de Educação do Kansas de permitir que o design inteligente seja ensinado nas escolas públicas como uma alternativa para o criacionismo, Bobby Henderson audaciosamente argumentou que "O Monstro do Espaguetti Voador" também deva ser ensinado em tempo igual nas salas de aula.
A ideia por trás dessa paródia pitoresca era simples. A tolerância religiosa é uma coisa. Outra coisa é ensinar as crianças alegações infalsificáveis.
Segundo o físico Lawrence Krauss, autor de "Um Universo a Partir do Nada: Por que Existe Algo ao Invés do Nada", a noção de que a Terra tem 6.000 anos de idade, em oposição aos 4,55 bilhões de anos de idade, é simplesmente um erro, e um erro muito grande de fato. Ensinar um erro, diz Krauss, tem conseqüências. Seria como "ensinar as crianças que o tamanho dos Estados Unidos é de 5 metros. Para ver o quão grande isto é um erro", diz Krauss.
Qual é o significado?
Como Krauss gosta de dizer, "a finalidade da educação é o de superar a ignorância, não validá-la." Em outras palavras, não podemos desvirtuar nosso ensino de Ciência, Krauss argumenta. Na verdade, precisamos ser mais ousados.
"O próprio fato de que muitas pessoas estão dispostas de alguma forma a acreditar que a Terra tem 6.000 anos de idade", argumenta ele, "significa que temos de fazer um trabalho melhor ao ensinar Física e Biologia, e não um trabalho pior."
Krauss tem problema em particular com o fato de que alguns políticos são obrigados - por qualquer razão - a disseminar a ideia de que a Terra tem 6.000 anos de idade. Ele sinaliza a Marco Rubio, um senador dos Estados Unidos que ganhou as manchetes a vários meses atrás, quando ele disse que não sabia qual é a idade da Terra.
Ao qualificar suas observações, Rubio também disse isso : "Eu acho que a idade do Universo não tem nada a ver com a maneira com que a nossa economia vai crescer."
Krauss discorda, e diz:
A tecnologia e biotecnologia serão a base do nosso futuro econômico. E se permitirmos que um absurdo seja disseminado nas escolas, nós faremos um desserviço aos nossos alunos, um desserviço aos nossos filhos, e estaremos garantindo que eles vão ficar para trás em um mundo competitivo, que depende de uma força de trabalho qualificada capaz de compreender e manipular a tecnologia e a Ciência.
quinta-feira, 14 de março de 2013
Mágica para os olhos: o peixe no aquário (Revista Ciência Hoje das Crianças)
O vídeo acima, Mágica para os olhos, descobri via Facebook de José Carlos Antonio, educador de Santa Bárbara do Oeste, SP, Brasil.
Trata-se de um dos diversos vídeos do canal Ciência Hoje das Crianças, que é a versão digital da Revista Ciência Hoje das Crianças, material que foi tema de reportagens publicadas na página da publicação na internet.
Ótimo material para resgatar as brincadeiras antigas, seja de ilusão de ótica como esta, bem como a criação de brinquedos com sucata etc.
Endereço do Ciência Hoje das Crianças no Twitter: @chcriancas
Abaixo, imagem e link para a Revista Ciência Hoje das Crianças, versão online:
REVISTA CIÊNCIA HOJE DAS CRIANÇAS
Canal de Vídeos CIÊNCIA HOJE DAS CRIANÇAS, no You Tube
No portal há links para Jogos, Vídeos, Quadrinhos, Rádio (diversos arquivos de áudio: podcasts), Clube do Rex (o dinossauro, mascote da revista), Temas (matemática, física, astronomia, meio ambiente etc), Novidades etc.
Dentre os diversos jogos educacionais, explorei o MUTIRÃO DA LIMPEZA, em que a personagem Rex cata lixo (garrafas de vidro e latinhas) no fundo do rio e deposita numa caixa para sua amiga Diná, tentando não levar choque de peixes. A cada nível a dificuldade aumenta e o número de peixes que dão choque. Vejam imagens abaixo:
Marcadores:
aprendizagem,
brincadeiras,
ciências,
criatividade,
educação,
imaginação,
jogo educacional,
jogos,
meio ambiente,
motivação,
portal educacional,
revista,
vídeos diversos
quarta-feira, 13 de março de 2013
Todas as crianças nascem gênios, mas são esmagadas pela própria sociedade - Michio Kaku
O vídeo acima, Todas as crianças são gênios nascidos, mas são esmagadas pela própria sociedade, descobri no You Tube e trata-se de breve mas interessante fala de Michio Kaku, físico teórico estadunidense, professor e co-criador da teoria de campos de corda, um ramo da teoria das cordas.
Conforme dados: "Kaku formou-se como bacharel (summa cum laude) na Universidade de Harvard em 1968, quando ele foi primeiro em sua turma de física. Em 1972, ele dirigiu-se ao Berkeley Radiation Laboratory na Universidade de Berkeley para receber o PhD. Em 1973, tornou-se membro da Universidade de Princeton. E atualmente ele é professor da City University of New York. Autor de vários artigos técnicos envolvendo a teoria das cordas, a supergravidade, supersimetria e hádrons; seus estudos atualmente se concentram na Teoria de tudo. Ele é autor de vários livros de divulgação científica, e também fez várias participações em programas de televisão explicando os conceitos mais "esotéricos" da física moderna. Atualmente apresenta dois programas no Discovery Channel: A Física do Impossível, Como Funciona o Universo e O Mundo do Futuro."
A referida fala de Michio Kaku me remeteu ao questão bem atual da distribuição de tablets às crianças, quando se sabe que em boa parte das escolas, com receio de perdas, extravios, roubos etc, impedem que a máquina seja levada para casa do aluno; que os professores são capacitados para utilizar os aplicativos, mas não para uma metodologia que priorize o trabalho em grupo, e não apenas cada criança com sua telinha tremeluzente à frente; e quando em uso na escola, tais equipamentos têm restrito seu acesso a ambientes virtuais (que podem também ser de aprendizagem online e a distância) como blogs, redes sociais, jogos etc. Tal proibição muitas vezes é mais por desconhecimento das possibilidades de aprendizagem de e em tais ambientes. É mais simples proibir, até descobrir possibilidades, mas tais atitudes, de certa forma, esmagam a criatividade e a possível genialidade do aluno, se não forem trabalhadas em colaboração com o educador. Incentivar a curiosidade do aluno e não a simples memorização de nomes e datas, trabalhar com teoria e prática, com reprodução e produção, alguns dos desafios da cultura digital.
Para refletir sobre tecnologia e educação.
Recomendo também, mais abaixo, pequenos vídeos de Michio Kaku, em que o físico discute temas da Física Moderna, com uma didática acessível, que poderá servir aos professores de Física para tratar outros temas da disciplina em sala de aula, e proporcionar outras pesquisas na bilbioteca escolar e no mundo virtual:
Michio Kaku - O Lado Negro da Tecnologia
Michio Kaku - O Déjà-vu e o Multiverso
Michio Kaku - Um Buraco Negro em Nosso Próprio Quintal
Michio Kazu e o livre arbítrio
Michio Kaku - Super Camera Captura o Que Está Além da Compreensão Humana
Michio Kaku - O "Santo Graal" da Astronomia Planetária
Vejam também abaixo o interessante documentário UM UNIVERSO FLUTUANTE, com o Dr. Michio Kaku, professor de Física Teórica na Universidade da Cidade de Nova Iorque, EUA:
Como você quer viver os últimos anos de sua vida? Melhor prevenir do que remediar!
O video acima, Como você quer viver os últimos dez anos de sua vida, foi indicação via Facebook de Josane Batalha Sobreira, educadora de Campinas, SP, Brasil.
Trata-se de campanha institucional a respeito da prevenção de problemas cardíacos, feita para The Heart and Stroke Foundation, do Canadá.
Através de uma tela partida ao meio, é apresentada as duas vidas de uma mesma pessoa, mostrando as bifurcações do destino, e das possíveis escolhas que podemos fazer, entre o prevenir e o remediar. Um vídeo que incentiva as pessoas a adotarem hábitos saudáveis, desde cedo, para uma vida com mais vitalidade.
Assim é a educação, não apenas para a saúde, mas para uma vida menos estressante no cotidiano, respeitando valores e limites, consciente de que as escolhas feitas agora repercutirão no futuro e na qualidade de vida que poderemos ter mais adiante.
Entre o tênis e o chinelo, a roda da bicicleta ou de uma cadeira de rodas, a gravata e o respirador, as duas faces de uma mesma vida, em tela partida.
terça-feira, 12 de março de 2013
O Criador: curta-metragem para refletir sobre a autoria na Educação
O vídeo acima, The Maker (O Criador), foi indicação via Twitter do colega e amigo Robson Garcia Freire, educador do Rio de Janeiro, RJ, Brasil e editor do premiado blog educacional Caldeirão de Ideias.
The Maker - que também pode ser traduzido por "o autor", "o fabricante" - é um curta-metragem que participou do Anima Mundi 2012. Escrito e dirigido por Christopher Kezelos, o curta conta o desafio de um estranho ser na corrida contra o tempo para fazer a criação mais importante de sua vida.
Sempre procuro assistir alguns vídeos, dentre eles curtas-metragens, com um olhar educacional e quando terminei de assistir The Maker foi nítido para mim que o mesmo pode ser utilizado como metáfora da educação, seja de pais e filhos, professores e alunos, de professores formadores de outros professores, pois o grande desafio de O Criador é moldar alguém a sua imagem e semelhança, durante a virada da ampulheta, que pode ser justamente quando o professor de aposenta, escolhendo seu sucessor, do mestre ao seu discípulo, dos pais ensinando aos filhos seus valores, e quando partirem, deixarem a estes o mesmo encargo que os moldou: a vocação, o talento, a aptidão. Este fazer pedagógico que é espelhado em algum Autor.
Vejam que The Maker (O Autor) faz sua criação amparado em um livro, que provavelmente abrange este conhecimento secular a serviço da inovação, da renovação, a partir do conhecimento passado de geração a geração. Educar é promover esse eterno recomeçar. Afinal, nós passaremos, mas o conhecimento adquirido precisa seguir adiante...
Interessante o sinal na testa do estranho ser, que é reproduzido na testa de sua criação, e assemelha-se ao sinal presente no violino. A música é uma das linguagens desenvolvidas pela humanidade, e é uma linguagem universal, pois tendo harmonia, nem é preciso entender de música, nem ler uma partitura para compreender a mensagem que nos leva e eleva.
Mais tarde, ao rever esse curta, pensei que o tal sinal - e nada é por acaso, em se tratando de manifestação artística - fosse uma metáfora visual para a questão da música interior e que o violino fosse mero instrumento para atingir esse objetivo. Ou numa analogia entre a arte e a educação, que o Maker (Criador) fosse a própria música. Transposto pra Educação, que a Metodologia e Didática do professor são sua marca pessoal (na testa, que remete à consciência e ao conhecimento) e que o violino - que pode ser um datashow, com computador e conexão à internet, um retroprojetor, um mimeógrafo, tantos faz - é um acessório, um aliado um meio ou multimeio para qualificar esse processo de ensino-aprendizagem.
Um ótimo vídeo para que professores e alunos discutam sobre criação e autoria, produção e reprodução em sala de aula.
Marcadores:
animação,
aprendizagem,
arte e cultura,
CinEducação,
cinema,
curta-metragem,
informação,
motivação,
reflexão,
stop motion,
vídeos diversos
domingo, 10 de março de 2013
Aprendendo com um movimento pés-descalços, por Bunker Roy (TED)
O vídeo acima, Aprendendo com um movimento pés-descalços, descobri no You Tube e trata-se de palestra de Bunker Roy ao TED, sobre a Universidade dos Pés-Descalços, que foi idealizada e fundada por ele, décadas atrás, em Rajasthan, na Índia, "uma escola extraordinária ensina mulheres e homens do meio rural - muitos deles analfabetos - a tornarem-se engenheiros solares, artesãos, dentistas e médicos nas suas próprias aldeias."
Depoimento de quem teve uma educação elitista e largou tudo para se dedicar a um projeto de trabalho que é extensão do projeto maior de vida, de fazer o bem comum aos mais necessitados. Nem apologia nem ideologia, uma filosofia de vida de quem frequentou escolas e universidades mais caras da Índia.
Bunker Roy diz que descobriu "os mais extraordinários conhecimentos e habilidades que as pessoas muito pobres têm, que nunca são trazidos ao conhecimento público, que nunca são identificados, respeitados, aplicados em larga escala" e ai pensou em fundar a Universidade dos Pés-Descalços, uma universidade só para os pobres, resgatando e sistematizando este conhecimento popular, e passando a visitar as aldeias mais pobres da Índia.
Pensando nas palavras de Roy, penso que muitos sistemas de ensino são inspirados em sistemas de ensino considerados modelo, de Primeiro Mundo, mas que nem sempre são adaptados à realidade local, simplesmente transplantando, como uma metáfora, um tipo de palmeira que sobrevive melhor numa região para um deserto... Em uma aldeia, o conselho de anciões sugeriu que Roy não trouxesse nenhum acadêmico para a Universidade, se queria mesmo que seu objetivo fosse alcançado, e assim o fez... Na UPE (sigla que utilizo para mencionar a entidade) é preciso saber trabalhar com as mãos, ter a praticidade das coisas. Que seja um trabalho prestado à comunidade. Na verdade, parece-me uma escola de ensino profissionalizante com sentido social e comunitário. E estes profissionais são parteira, oleiro, agricultor, artesão etc.
Fica claro que objetivo da UPE é organizar este conhecimento e difundir, pois estamos justamente entrando em nova revolução tecnológica e muitas das profissões - sapateiro, alfaiate, engraxate etc - estão sendo extintas, diante da massificação dos produtos e das linhas de produção, cada vez mais substituindo pessoas por robôs. Muito conhecimento como o de fazer brinquedos com sucata foi quase perdido e é totalmente desconhecido da atual geração que nasceu sob o impacto dos eletroeletrônicos.
Divulgar, sistematizar e valorizar este conhecimento e habilidades dos mais humildes, que é algo universal, a partir de questões puramente locais.
Quando divulguei o referido vídeo nas redes sociais, uma colega e amiga me perguntou se não considerava a proposta "uma apologia da não-escolarização e a negação do conhecimento humano sistematizado pelos séculos". Revendo o vídeo, penso não se tratar nem de apologia nem de ideologia, mas de uma filosofia de vida e de trabalho em comunidade. Trata-se do resgate de práticas milenares e justamente sua sistematização, ainda que sem a preocupação formal da certificação, da validação oficial de estudos, ou seja, das práticas convencionais de educação, hoje muito calcadas em aumentar o currículo vitae, para competir com o mercado cada vez mais individualista.
Universidade esta que funciona a partir do estilo de vida e de trabalho de Mahatma Gandhi, que disse certa vez: "Seja a mudança que desejas para o mundo". Não há contratos e ninguém recebe mais de 100 dólares por mês.
Outro objetivo é de que as pessoas venham para criar e experimentar ideias, por mais malucas que sejam. O empirismo, a praticidade. Como disse Bunker Roy: "O Liceu Pés-Descalços é o único liceu onde o professor é o aprendiz e o aprendiz é o professor."
Não é conferido certificado, a construção da escola foi feita por seus integrantes, através do conhecimento prático de cada um; toda energia é solar, através da captação feita por painéis instalados no telhado pelas mulheres das comunidades, de forma autodidata. A água é coletada da chuva através da canalização pelo telhado. Há escolas noturnas por que lá as crianças trabalham de dia e estudam à noite.
Enfim, os maiores objetivos da UPE são os trabalhos manuais e os conhecimentos práticos DO e PARA o dia a dia em comunidade, socializando saberes em prol de todos, sem fins lucrativos, preservando este conhecimento em tempos de tecnologia de ponta e consumismo, individualismo e tudo mais. E o mais interessante de tal projeto de vida e de trabalho, idealizado por Bunker Roy é que a cada 5 anos é eleito um primeiro-ministro que escolhe o seu ministério e efetivamente acompanha o que acontece em 150 escolas destas aldeias, com um público-alvo de 7 mil crianças.
Marcadores:
aprendizagem,
cidadania,
educação,
educação popular,
ensino,
inclusão,
inclusão social,
metodologia,
motivação,
palestra,
reflexão,
sociedade,
sociologia,
TED
sábado, 9 de março de 2013
"No princípio existia a Natureza. Depois, algo aconteceu..." (Música e Pintura)
O belo vídeo acima Music Painting - que prefiro chamar de "No princípio existia a Natureza. Depois, algo aconteceu...", versos iniciais da canção que descobri visitando o blog O Único Planeta Que Temos, indicação via e-mail pelo professor Robert Betito, do IFRS Campus Rio Grande, RS, Brasil.
No blog encontrei um rico material, alguns já conhecidos do Educa Tube, mas outras preciosidades como o vídeo acima mencionado, que trata-se da arte de Alice Ninni e da música Lacrime Di Giulietta, de Matteo Negrin, contando a história sobre o processo civilizatório e a natureza, através da pauta e das notas musicais. Criativo e original.
Uma música pintada ou uma pintura musicada, em 2010, uma história cantada e desenhada (reparem como as notas musicais aparecem sob diversas formas no papel) que serve para trabalhar arte, cultura, história e sociedade no ambiente escolar.
sexta-feira, 8 de março de 2013
Caixas Misteriosas: educação, tecnologia e imaginação
O vídeo acima Caixas Misteriosas, descobri no You Tube e trata-se de palestra de J.J. Abrams, criador da cultuada série "Lost", que mudou o formato e o estilo dos seriados de TV, e que fala sobre o recurso do suspense no cinema e na TV, e sobre a influencia da tecnologia na criatividade, mas que o Educa Tube direciona também para a educação.
Inspirado em suas memórias, principalmente nas tais caixas misteriosas que seu avô o presenteou na infância, J.J. Abrams conta como o mistério é um catalisador da imaginação. De fato, o mistério, a curiosidade (e também o medo), movem a inventividade humana, ora como passatempo, ora como mecanismo de defesa. Muitos dos recursos tecnológicos foram criados a partir destas três emoções. Mais: muito da tecnologia atual é fruto da imaginação, contida da literatura, no cinema e outras manifestações artísticas e culturais. Para os curiosos, sugiro a leitura do livro Da Terra à Lua, de Júlio Verne, que antecipa em um séculos a ida do homem (espécie) ao nosso satélite natural, com incrível precisão de detalhes, como local de partida e retorno, tamanho da cápsula etc. Premonição? Que nada. Verne era ávido leitor de literatura científica também, que refletia em sua arte, e, provavelmente, com base nisso, estipulou o melhor caminho para tal viagem. E assim, como ele, outros autores, como Gene Roddenberry e seu Jornada nas Estrelas, na década de 1960, antecipou o moderno telefone celular (o comunicador entre os tripulantes em Terra e a nave USS Entreprise), a Estação Espacial Internacional (que é a ponte de comando da Enterprise, com o estadunidense Kirk, o russo Checov, o japonês Sulu, a afrodescendente Uhura, o vulcano Spock), só faltando inventarem o teletransporte, que deve estar contido em alguma caixa misteriosa da imaginação de algum cientista do futuro.
Para o Educa Tube a tecnologia, bem como a arte e a cultura são fontes de inspiração no processo criativo. A cena da turbina que suga um passageiro, em Lost, é prova disso. Sem a tecnologia, tal cena seria impossível de ser feita com um dublê.
A tecnologia deveria ser também para o educador e seu processo de ensino-aprendizagem, um dos catalisadores da imaginação, incentivando a criação colaborativa entre alunos, seja utilizando o laboratório de informática como a biblioteca escolar, pois ambos, se bem utilizados dentro de uma proposta educacional, são belas e misteriosas caixas.
o que são histórias, sejam de contos de fada como a oficial, senão caixas misteriosas? O que é educar senão abrir essas caixas?
E o mais interessante na fala de J.J. Abrams é quando ele apresenta cena do filme Tubarão, de Steven Spielberg, em que o filho se espelha nos movimentos e caretas que o pai faz, sentados à mesa da cozinha (não consegui localizar a cena, mas na palestra de J.J. é mostrada). Cenas como estas, segundo Abrams, que concordo plenamente, são as historias por trás de cada história. Na literatura, além do roteiro horizontal, há uma história contada em sentido verticalizado, e assim na vida, se olharmos uma notícia em jornal ou telejornal, trata-se apenas de uma versão dos fatos, e por trás dela há outras micro histórias a serem contadas, reveladas, como o abrir de caixas misteriosas.
Ler um livro, ver um filme, jogar um game, dar uma caminhada com uma criança ou um jovem é de certa forma abrir caixas misteriosas. E dialogar sobre as caixas misteriosas que o educador (seja pai ou professor) tinha quando era criança, uma pequena viagem no tempo. Falar de um tempo em que as caixas misteriosas não eram a internet, o computador e o videogame, mas os brinquedos feitos com sucata (carros feitos latas de óleo, de leite, pipas de armação de madeira e asas de papel celofane, etc) é mostrar que a imaginação é um pássaro aprisionado numa caixa misteriosas que precisa ser aberta e libertada a ave rara que existe lá... Cabe aos educadores mostrarem com computador de mesa, notebook, fone celular, tablet e outros, as caixas misteriosas da atualidade, podem ser utilizadas dentro de uma proposta unindo arte, cultura, história, tecnologia, educação e muita Imaginação.
Marcadores:
aprendizagem,
arte e cultura,
didática,
educação,
educação e tecnologia,
ensino,
história,
imaginação,
metodologia,
motivação,
palestra,
reflexão,
tecnologia,
TED,
vídeos diversos
quinta-feira, 7 de março de 2013
Sinfonia da Ciência: A Poesia da Realidade
O belo vídeo acima Sinfonia da Ciência: A Poesia da Realidade, descobri visitando o blog O Último Planeta Que Temos , indicado via e-mail pelo professor Robert Betito, do IFRS Campus Rio Grande, RS, Brasil e trata-se de uma criativa e original canção sobre a ciência, a partir da montagem com frases de 12 cientistas: Michael Shermer, Jacob Bronowski, Carl Sagan, Neil deGrasse Tyson, Richard Dawkins, Jill Tarter, Lawrence Krauss, Richard Feynman, Brian Greene, Stephen Hawking, Carolyn Porco e PZ Myers. Edição de áudio Symphony Of Science com a fala dos cientistas, modulada para dar a impressão que estão cantando.
Realmente a poesia da realidade, através da ciência e da tecnologia. Uma bela e criativa forma de unir ciência e música, arte e cultura, educação e tecnologia.
Um belo projeto que trabalha com as falas de cientistas, tratando-os como rock stars. Abaixo, outro belo vídeo chamado Segredo das Estrelas (em inglês):
Para assistir a mais vídeos em que a ciência é apresentada como música, vejam no link abaixo:
SINFONIA DA CIÊNCIA
Posteriormente a publicação desta postagem encontrei outras versões legendadas (em português e inglês) de a Sinfonia da Ciência, vejam abaixo:
O MUNDO QUÂNTICO
O MAIOR ESPETÁCULO DA TERRA
NOSSO MAIOR DESAFIO (MUDAR O CLIMA)
ESTAMOS TODOS CONECTADOS
NOSSO LUGAR NO COSMOS
NÓS SOMOS POEIRA DE ESTRELAS
terça-feira, 5 de março de 2013
Sem Luz: curta-metragem de animação sobre energia elétrica
O vídeo acima No Light (Sem Luz), trata-se de curta-metragem de animação desenvolvido pela Qurien, empresa de design e animação, e que descobri no You Tube.
A personagem começa o dia, como outro qualquer, até que as quedas de energia elétrica afetam suas necessidades básicas de abastecimento de água, comunicação, ambiente de trabalho, entretenimento etc. Conforme apresentação do vídeo: "A incerteza constante de fornecimento de energia elétrica afeta todos os equipamentos eletrônicos modernos que a personagem utiliza & finalmente desestabiliza sua vida diária pessoal e profissional".
O curta-metragem "No Light" alerta para isso, de como seria nossos dias se eletricidade. Mais que isto, serve como alerta não apenas sobre consumo de energia, mas de como estamos extremamente dependentes de equipamentos eletroeletrônicos em nosso cotidiano, desde que acordamos até dormir. E cada vez mais são inventados equipamentos eletrônicos que depende da eletricidade para recarregar as baterias ou para manterem-se em funcionamento. Com o aquecimento global e as mudanças climáticas, ventiladores, condicionadores de ar, climatizadores são ligados em casa e no trabalho. Com o crescimento populacional, mais equipamentos são produzidos e comercializados. Há mais de um fone celular per capita, e isso também gera o famoso lixo eletrônico, com componentes altamente tóxicos depositados em lixões, contaminando leitos de rios, subsolo etc.
Há quem deixe todas as peças da casa com a luz ligada, ainda que more sozinho e esteja acomodada apenas em uma das peças (sala, por exemplo), com a TV ligada, acessando a internet, via computador... Um consumo que requer cada vez mais produção de energia, que requer um custo socioambiental também, com a criação de represas, hidroelétricas, desmatamento, inundação e tudo mais...
Sem falar na questão de que hoje em dia as pessoas isolam-se em sua "bolha" ou bola de cristal, que são seus mundos virtuais e não conversam mais entre si, salvo quando falta luz. Certa vez, em projeto de aprendizagem sobre a Água e a Energia Elétrica com alunos da educação especial, perguntei a eles o que faziam, quando faltava luz; Um deles disse que assistia televisão. Fiquei surpreso, mas logo ele explicou que o pai era pescador e pegava a bateria do barco e ligava nela a TV. Mas ai tornei a perguntar: E que quando acabasse a bateria? Bom, ai eu converso com meus pais e brinco com meus amigos. Outros disseram o mesmo: sem luz, eles convivem com outras pessoas, andam de bicicleta (se de dia, logicamente) e procuram outras formas de se divertirem.
Tenho procurado um vídeo que me comentaram sobre quatros garotos cada um com seu celular teclando em redes sociais, e chega um quinto e quer conversar da forma convencional: olho no olho, sem intermediação de uma máquina. Porém, ninguém lhe dá atenção, até que diante da insistência deste em dialogar, um dele diz: liga teu celular e converse com a gente por ali também. (quem conhecer este vídeo, por favor socialize comigo o link para que eu possa ampliar aqui esta reflexão).
Recentemente li notícia sobre explosões solares e estudo de cientistas britânicos (veja link abaixo) que dizia que a cada 150, 200 anos ocorrem supertempestade solar, e que a última ocorreu em meados do século 19, causando transtornos às comunicações da época (telégrafo basicamente e alguns equipamentos). E que se ocorrer uma atualmente, dependente que estamos das comunicações via rádio, TV, internet, que dependem dos satélites em órbita, os prejuízos seriam incalculáveis por conta da interferência eletromagnética, podendo o mundo inteiro ficar um largo tempo sem estas ferramentas de comunicação e localização. Precisaríamos a retornar ao serviço de correios convencional, a carta escrita, imaginem só... E voltar ao tempo que para conversar com alguém não era preciso estar conectado a algum aparelho eletroeletrônico...
Cientistas estão preocupados com supertempestade solar
segunda-feira, 4 de março de 2013
La surconsommation (consumo excessivo): a nova "cadeia" alimentar (consumidos e consumidores)
O impactante vídeo acima La surconsommation (consumo excessivo), que rebatizei de A nova "cadeia" alimentar, por motivos óbvios que comentarei mais adiante, foi indicação via e-mail do professor Robert Betito, do IFRS Campus Rio Grande, RS, Brasil.
La surconsommation é um curta-metragem que mostra de forma avassaladora, através da força das imagens, esta nova "cadeia" alimentar em que os animais, dito irracionais, estão cada vez mais confinados, para ganhar peso e serem abatidos numa moderna linha de produção, enquanto os humanos, e ditos racionais, ora são consumidos, ora consumidores... Consumidos pelo estresse das grandes cidades, pelo modelo consumista de ter mais do que ser, do individualismo, da busca pelo lucro fácil, pela fortuna instantânea que tem colocado o próprio planeta em desequilíbrio socioambiental. Uns cada vez mais ricos, outros cada vez mais pobres.
Citando Albert Einstein: "O homem que não tem os olhos abertos para o mistério passará pela vida sem ver nada."
E precisamos abrir os olhos, ver, rever, debater, discutir, refletir e pensar um novo modelo civilizatório, mais calcado na coletividade do que na individualidade, mais no compartilhar do que no competir, mais nas ações que visem o bem comum e não apenas os bens materiais de alguns incomuns mortais, cada vez mais donos do mundo, como certos conglomerados econômicos, que são mais ricos que muitos países (as empresas transnacionais).
A cena final do vídeo fecha o círculo vicioso deste modelo nocivo a todos os seres vivos deste planeta.
Enfim, já ficou mais do que provado e comprovado de que com este nível excessivo de consumo, seria necessário mais de três planetas, embora boa parte da população viva sob condições subumanas, que nem alguns animais, confinados em guetos, favelas, invasões de terras, por não terem onde viver, morar dignamente. São todos sobreviventes deste progresso...
Certa vez li matéria de jornal que dizia que estudos das Nações Unidas indicavam que se toda a riqueza produzida no mundo fosse dividida igualitariamente (uma utopia!), cada um dos 7 bilhões de habitantes do planeta teria uma renda per capita de cerca de quatro mil dólares. Não haveria ricos nem pobres, certamente, mas também de nada adianta dividir, redistribuir renda sem uma nova tomada de consciência global, uma nova matriz social, pois a Terra não suportará por mais tempo este consumo excessivo. O que é preciso a mudança cultural que leve em conta a sustentabilidade e a continuidade da vida no planeta.
Marcadores:
aquecimento global,
curta-metragem,
educação ambiental,
meio ambiente,
mudanças climáticas,
reflexão,
sociedade,
tecnologia,
vimeo
The Six Dollar Fifty Man: curta-metragem, bullying e educação
The Six Dollar Fifty Man from NZ Shorts on Vimeo.
O belo e sensível vídeo acima, The Six Dollar Fifty Man, trata-se de curta-metragem (2009) com direção de Mark & Louis Sutherland, da Nova Zelândia, e descobri no Vimeo. Uma pequena obra-prima, feita com poucos diálogos e a força das imagens que falam por si. Resumo: Em 1970, na Nova Zelândia, The Six Dollar Fifty Man segue Andy, um menino corajoso de 8 anos de idade que é forçado a sair de seu mundo de faz de conta povoado por super-heróis para lidar com valentões no recreio escolar.
Não consegui uma tradução apropriado para o título do vídeo. "Homem 50 de Seis Dólares"? Talvez uma alusão ao boneco de uniforme vermelho de Andy, que acompanha o menino aonde quer que ele vá, inclusive em seus saltos dos telhados.
Um belo material para trabalhar arte e cultura, bullying e linguagem. Arte por se tratar de um curta-metragem com atores, em sua maior parte, crianças, com muito talento; bullying pois toda a história trata do isolamento daqueles jovens (e o menino é um desenhista talentoso) que pela timidez sofrem perseguição dos valentões, que sempre atuam em grupos; e linguagem, por que embora falado em inglês (veja versão com legendas automáticas, ainda que confusas, pelo You Tube, vídeo abaixo), que por ter poucos diálogos e manter um ritmo que favorece a leitura das imagens, poderá ser utilizado tanto por professores de língua portuguesa como inglesa, em separado ou juntos, em atividade que favoreça a interpretação da narrativa e a produção textual, sem falar na própria questão do bullying no ambiente escolar e na sociedade.
Um vídeo cativante, emocionante, belo e profundo e com um final surpreendente...
Abaixo, música Jumps the fence (Pule a cerca), de Connan Mockasindo que faz parte do curta-metragem:
Marcadores:
arte e cultura,
bullying,
CinEducação,
cinema,
curta-metragem,
educação,
língua inglesa,
linguagem,
música,
sociedade,
vimeo
domingo, 3 de março de 2013
Sobrevivendo ao Progresso / Surviving Progress (2011): documentário
SOBREVIVENDO AO PROGRESSO / Surviving Progress (2011) LEGENDA PT from famintos um on Vimeo.
O vídeo acima, Sobrevivendo ao Progresso (Surviving Progress), é um ótimo documentário, produzido em 2011 por Matthieu Roy, e me foi indicado via e-mail pelo professor Robert Betito, do IFRS Campus Rio Grande, RS, Brasil.
Sobrevivendo ao Progresso, conforme sinopse, trata de:
"A ascensão da Humanidade [que] é geralmente medida pela velocidade do progresso. Mas e se o atual progresso estiver nos prejudicando, em direção ao colapso? Ronald Wright, autor do best-seller 'A Short History Of Progress' (A Breve História do Progresso), que inspirou este documentário, mostra como as civilizações do passado foram destruídas pelas 'armadilhas do progresso' - tecnologias fascinantes e sistemas de crença que atendem a necessidades imediatas, mas comprometem o futuro.
Com a pressão sobre os recursos mundiais aumentando e as elites financeiras levando nações ao fundo do poço, poderá nossa civilização globalizada escapar da catástrofe - a 'armadilha do progresso' final?
Através de imagens marcantes e insights iluminadores, de pensadores que investigaram nossos genes, cérebros e comportamento social, este réquiem do modelo de progresso usual também propõe um desafio: provar que tornar macacos mais inteligentes não é um beco sem saída evolucionário."
Assistindo a este importante e esclarecedor documentário, foi pausando e fazendo anotações e reflexões, que compartilho com meus seguidores e visitantes:
Primeiro, que os últimos 200 anos tiveram ênfase na máquina, a partir da Revolução Industrial e que a cada revolução tecnológica, sempre a máquina é o carro-chefe do processo em curso. Mas cabe, antes disso, pensar afinal o que é Progresso? Muitos confundem crescimento (que visa consumo e acumulação de bens) com desenvolvimento (que necessita qualidade de vida e redistribuição de recursos). Segundo o vídeo, no século 21 a ênfase é no software (modos de pensar), mais ainda agimos com o mesmo hardware (copor e instinto) de 50 mil anos atrás, quando deixamos de ser meros caçadores-coletores. Que é a cultura que nos diferencia dos homens idade pedra. Mas nossa cultura está muito centrada no Ter do que no Ser. Que são as perguntas, as dúvidas, as indagações que nos diferenciam dos chimpanzés, que compartilham 99,5 % do DNA. Que estamos pensando como ricos que gastam sua herança, ao não lidar com questões cruciais para humanidade, como a sustentabilidade e o modo de vida atual, que podem comprometer o chamado "Capital natural". Que a Natureza do planeta é finita, e que a economia parece viver separada do mundo real, nesta cultura materialista. Que os valores e os limites estão invertidos, uns com muito, outros com nada. E o mais interessante das falas dos entrevistados, ao referir-se sobre o consumismo: "(...) é muito difícil colocar de volta o gênio na garrafa". E que os desafios vivenciados são problemas de técnica mas de ética. Que precisamos de um progresso moral.
Enfim, documentário que dialoga com outros três que o Educa Tube já destacou anteriormente, conforme links abaixo:
OBSOLESCÊNCIA PROGRAMADA E A SOCIEDADE DE CONSUMO
DIA DA TERRA (EARTH DAY'S)
QUEM MATOU O CARRO ELÉTRICO?
Marcadores:
ciência,
documentário,
educação ambiental,
educação e limites,
meio ambiente,
recursos tecnológicos,
reflexão,
sociedade,
tecnologia,
vídeos diversos,
vimeo
sexta-feira, 1 de março de 2013
Balanço das Horas: videoclipe, arte e cultura na educação (e por que não?)
O vídeoclipe acima Strawberry Swing (Balanço de Morango), da banda Coldplay, com direção de Chris Shynola é um criativo vídeo que mistura arte, cultura e tecnologia, e que descobri por acaso no You Tube. Já conhecia a canção e adorei a animação em stop motion, com desenhos e pinturas no chão de asfalto (reparem o cordão da calçada na parte inferior do vídeo que é sempre o mesmo). Não há qualquer projeção e a equipe levou cerca de três meses para a produção do mesmo, conforme entrevista com o diretor Chris Shynola sobre como fez o videoclipe, Vejam link abaixo (se usarem navegador Google Chrome ocorre a tradução automática):
STRAWBERRY SWING, Direção de Chris Shynola
Um clipe profissional, feito por um talentoso diretor e uma banda criativa e original. Tudo "junto e misturado" dá uma receita de sucesso. E penso que em menor escala, no Balanço das Horas no ambiente escolar, utilizando uma câmera digital, ou um celular que grave vídeos, é possível em um terreno plano com um ponto elevado para a filmagem, fazer algo semelhante, apenas com giz colorido, com crianças e jovens,e filmando ou fotografando (stop motion é na verdade a técnica de fotografar quadro a quadro imagens, para dar depois a falsa impressão de movimento) os desenhos produzidos pelos mesmos. O professor com seus alunos pode primeiramente criar um roteiro básico, depois ir desenvolvendo os desenhos e cenas, filmando e/ou fotografando tudo e depois editando via Movie Maker (editor de vídeos do Windows), Kdenlive (editor de vídeos do Linux) ou outro qualquer; para em seguida publicar no You Tube, ou apenas copiar em CD ou DVD para divulgação à comunidade escolar.
O projetos sustentáveis são aqueles que visam a simplicidade e a criatividade, principalmente se for pensado e executado de forma colaborativa. Que motivem o aluno, utilizando referencial de seu ambiente além da escola, que é povoado por audiovisuais, sejam clipes de música, dança, animações etc. Vídeos curtos que podem servir para uma proposta de produção escolar, ou motivação, dinâmica de grupo, demonstrando as diversas possibilidades da tecnologia na educação.
Abaixo, outro videoclipe interessante e criativo, da banda A-Ha, chamado Take On Me (Leve-me ou Acompanhe-me), de 1986, que simula uma HQ (História em Quadrinhos), e que também pode ser feito, via editor de vídeos, unindo fotos, vídeos, desenhos. Fica as duas dicas aos educadores e arte educadores.
Marcadores:
animação,
aprendizagem,
arte e cultura,
brincadeiras,
curta-metragem,
dança,
desenho,
edição de fotos,
edição de vídeo,
música,
videoclip,
vídeos diversos
Assinar:
Postagens (Atom)