terça-feira, 5 de março de 2013

Sem Luz: curta-metragem de animação sobre energia elétrica



O vídeo acima No Light (Sem Luz), trata-se de curta-metragem de animação desenvolvido pela Qurien, empresa de design e animação, e que descobri no You Tube.
A personagem começa o dia, como outro qualquer, até que as quedas de energia elétrica afetam suas necessidades básicas de abastecimento de água, comunicação, ambiente de trabalho, entretenimento etc. Conforme apresentação do vídeo: "A incerteza constante de fornecimento de energia elétrica afeta todos os equipamentos eletrônicos modernos que a personagem utiliza & finalmente desestabiliza sua vida diária pessoal e profissional".
O curta-metragem "No Light" alerta para isso, de como seria nossos dias se eletricidade. Mais que isto, serve como alerta não apenas sobre consumo de energia, mas de como estamos extremamente dependentes de equipamentos eletroeletrônicos em nosso cotidiano, desde que acordamos até dormir. E cada vez mais são inventados equipamentos eletrônicos que depende da eletricidade para recarregar as baterias ou para manterem-se em funcionamento. Com o aquecimento global e as mudanças climáticas, ventiladores, condicionadores de ar, climatizadores são ligados em casa e no trabalho. Com o crescimento populacional, mais equipamentos são produzidos e comercializados. Há mais de um fone celular per capita, e isso também gera o famoso lixo eletrônico, com componentes altamente tóxicos depositados em lixões, contaminando leitos de rios, subsolo etc.
Há quem deixe todas as peças da casa com a luz ligada, ainda que more sozinho e esteja acomodada apenas em uma das peças (sala, por exemplo), com a TV ligada, acessando a internet, via computador... Um consumo que requer cada vez mais produção de energia, que requer um custo socioambiental também, com a criação de represas, hidroelétricas, desmatamento, inundação e tudo mais...
Sem falar na questão de que hoje em dia as pessoas isolam-se em sua "bolha" ou bola de cristal, que são seus mundos virtuais e não conversam mais entre si, salvo quando falta luz. Certa vez, em projeto de aprendizagem sobre a Água e a Energia Elétrica com alunos da educação especial, perguntei a eles o que faziam, quando faltava luz; Um deles disse que assistia televisão. Fiquei surpreso, mas logo ele explicou que o pai era pescador e pegava a bateria do barco e ligava nela a TV. Mas ai tornei a perguntar: E que quando acabasse a bateria? Bom, ai eu converso com meus pais e brinco com meus amigos. Outros disseram o mesmo: sem luz, eles convivem com outras pessoas, andam de bicicleta (se de dia, logicamente) e procuram outras formas de se divertirem.
Tenho procurado um vídeo que me comentaram sobre quatros garotos cada um com seu celular teclando em redes sociais, e chega um quinto e quer conversar da forma convencional: olho no olho, sem intermediação de uma máquina. Porém, ninguém lhe dá atenção, até que diante da insistência deste em dialogar, um dele diz: liga teu celular e converse com a gente por ali também. (quem conhecer este vídeo, por favor socialize comigo o link para que eu possa ampliar aqui esta reflexão).
Recentemente li notícia sobre explosões solares e estudo de cientistas britânicos (veja link abaixo) que dizia que a cada 150, 200 anos ocorrem supertempestade solar, e que a última ocorreu em meados do século 19, causando transtornos às comunicações da época (telégrafo basicamente e alguns equipamentos). E que se ocorrer uma atualmente, dependente que estamos das comunicações via rádio, TV, internet, que dependem dos satélites em órbita, os prejuízos seriam incalculáveis por conta da interferência eletromagnética, podendo o mundo inteiro ficar um largo tempo sem estas ferramentas de comunicação e localização. Precisaríamos a retornar ao serviço de correios convencional, a carta escrita, imaginem só... E voltar ao tempo que para conversar com alguém não era preciso estar conectado a algum aparelho eletroeletrônico...

Cientistas estão preocupados com supertempestade solar

3 comentários:

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  2. Muito bom o vídeo e a explicação tbm.

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  3. Cara Rody, grato pela visita e comentário. Um abraço, Zé Roig

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