terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

Paperman: animação e educação



O vídeo acima, Paperman (homem papel), foi-me indicado via Facebook pelo amigo e colega Robson Garcia Freire, educador do Rio de Janeiro, RJ, Brasil e editor do premiado blog educacional Caldeirão de Ideias.
Conforme apresentação no You Tube:
"Apresentando uma técnica inovadora que combina perfeitamente técnicas de animação desenhados à mão com outros feito no computador, pela primeira vez o diretor John Kahrs leva a arte da animação em uma direção nova e ousada com o indicado ao Oscar 2013 de curta-metragem. Usando um estilo preto-e-branco minimalista, o curta conta a história de um jovem solitário, em meados do século passado, em Nova York, cujo destino toma um rumo inesperado depois de um encontro casual pela manhã com uma mulher bonita em seu trabalho. Convencido de que a garota de seus sonhos se foi para sempre, ele recebe uma segunda chance quando ele a vê em uma janela do outro lado da avenida, em seu escritório no arranha-céu. Com apenas o seu coração, imaginação e uma pilha de papéis para conseguir sua atenção, seus esforços não são páreo para o que o destino tem reservado para ele. Criado por uma equipe pequena e inovadora trabalhando no Walt Disney Animation Studios, 'Paperman' eleva o meio de animação em uma excitante e nova direção".
Animação que, quando assisti, lembrou-me em parte o curta-metragem Sinais, um dos primeiros vídeos publicados no Educa Tube - que o próprio Robson também havia me indicado -, e que conta a história de amor entre dois jovens, através de mensagens trocadas em folhas de papel, cada qual em um prédio, tipo arranha-céu. Vejam link abaixo:

LINGUAGEM NÃO VERBAL: SINAIS

O que Paperman e Sinais tem em comum, além da história de amor, é a valorização da linguagem não verbal (que serve para educadores de língua portuguesa e literatura discutirem com seus alunos as diversas formas de linguagem) e de motivação para trabalhar leitura de imagens, produção textual a partir de narrativas visuais, além de arte, cultura, cinema, como aliados da educação.
Apesar de vivermos cada vez mais conectados, a era digital ainda não eliminou o livro impresso e, de certa forma, como o personagem do curta de animação, considero-me uma espécie de Paperman, apaixonado pela leitura de livros em papel (ainda não me acostumei com a leitura na tela digital), e da importância de valorizar o livro e a biblioteca escolar.
Em projetos de aprendizagem, que desenvolvi em parceria com diversos educadores, nas mais variadas área do conhecimento (educação especial, educação infantil, ensino fundamental e ensino médio), sempre utilizei 4 ambientes distintos de aprendizagem: sala de aula, laboratório de informática, biblioteca escolar e saídas de campo.
E torno a repetir: uma biblioteca escolar bem explorada e utilizada pode ser tão importante com um laboratório de informática, sem requerer conexão de internet, computadores, impressora etc. O livro de papel é uma fonte confiável de informação, e auxilia na imaginação do alunado. Um livro de literatura é uma fonte inesgotável de leituras, releituras e informações... Todo aquele educador que ama o livro e o utiliza em seu fazer pedagógico, como um aliado, de certa forma é um Paperman.

2 comentários:

  1. Uma "amiga de facebook" me apresentou os dois vídeos ao mesmo tempo, comentando um suposto plágio. Achei exagero. E achei os dois lindos!

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  2. Oi, Aline. Eles tem um início semelhante, mas são formas diferenciadas de contar uma mesma história de amor, né mesmo? Para plágio, acho exagero, mas que tem uma intertextualidade (através das imagens), isso tem, tanto que Signs (Sinais) foi premiado e é bem anterior ao Paperman, que concorre ao Oscar.
    O plágio é algo delicado... Se formos levar ao pé da letra, Dom Casmurro, obra-prima de Machado de Assis é uma primorosa releitura de Othelo de Shakespeare, tanto que depois de eu ter essa impressão matricial, li artigo de pesquisador inglês, um dos maiores especialistas na obra de Machado, indica que diversos livros do Bruxo do Cosme Velho tem inspiração na obra shakesperiana, sem contudo, ser plágio. O próprio Shakespeare utilizou-se de histórias, contos, lendas para escrever sua obra monumental, que o crítico Harold Bloom considera em livro "Shakespeare: A Invenção do Humano".
    Voltando a Paperman e Sinais, concordo contigo: ambos são lindos, um animação, outra curta-metragem, cada qual com sua linguagem, tratando justamente das variadas formas de linguagem sem precisar utilizar de palavras. Grato pela visita e comentário. Um abraço, Zé Roig.

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