sexta-feira, 15 de novembro de 2013

O eterno choque cultural entre nativos (digitais ou não) e visitantes (analógicos, lógicos ou não)



O vídeo acima A impressionante reação de uma tribo ao ver um homem branco pela primeira vez, foi indicação via Facebook do colega e amigo Alexsandro Oliveira, advogado e educador de Rio Grande, RS, Brasil.
Conforme apresentação do portal Tá Bonito:
"Estas imagens são de 1976 e mostram o primeiro contacto de uma tribo da Papúa Nova Guiné com um homem branco. A tribo chama-se Toulambi e as reações ao ver um homem branco são emocionantes. Coloquem-se na situação deles, pensando como seria ver algo totalmente diferente... mas igualzinho a vocês, pela primeira vez na vida. Seria como ver um homem roxo, sei lá... Eles passam a mão e sentem os músculos dele para acreditar que é um homem igual a eles por baixo daquela pele branca. Depois a reação mais engraçada é ao serem apresentados a um espelho. São 15 minutos que passaram muito rápido, impressionado com a curiosidade e coragem desta tribo".
Vendo estas imagens não há como não comparar ao choque de culturas entre os nativos digitais (os jovens atuais) e os imigrantes (seus pais e professores, em grande maioria). Enquanto para a tribo Toulambi, utensílios domésticos e eletrônicos eram totalmente desconhecidos e um simples gravador de voz era algo assombroso, bem como máquinas fotográficas - alguns índios até falavam da questão da fotografia aprisionar suas almas... -, atualmente ocorre justamente o oposto: os chamados nativos (digitais) já nascem adaptados às novas tecnologias, parece que até estando no berço, enquanto são os adultos, criados na cultura do "não mexe que estraga", que tem receio em manipular um fone celular, um DVD, blu-ray, notebook, datashow, ipad etc.
Porém, é bom lembrar que a geração nascida no século XX ainda herdou certos valores e bens que não eram tão descartáveis como hoje, em que as coisas não são mais feitas para durar... Os móveis de nossos avós ainda resistem a ação do tempo, enquanto os móveis que utilizamos hoje em dia, não aguentam às vezes ao primeiro desmonte e mudança. Sem falar que o que é tecnologia de ponta hoje, em pouco mais de seis meses já não é mais...
Apesar disso, também é bom lembrar que a atual geração é ótima no manuseio da tecnologia de ponta do momento, mas também age como a tribo Toulambi diante de certos equipamentos ultrapassados, como no link abaixo, em que mostra um vídeo com crianças que não sabem o que são nem pra que servem coisas que já foram modernas e hoje são peças de museu. Um material para refletir sobre nativos e imigrantes no tempo e no espaço, e principalmente sobre educação atemporal.

AS CRIANÇAS E A EVOLUÇÃO TECNOLÓGICA

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