terça-feira, 21 de julho de 2020

Realidades imaginárias: Por que os humanos lideram o mundo? [Fala impressionante de Harari sobre conceitos como: Cooperação, Flexibilidade e Inteligência Coletiva




O vídeo acima, Por que os humanos lideram o mundo?, trata-se de conferência ao TED de Yuval Noah Harari, um dos grandes pensadores do século XXI, autor de bestsellers como Sapiens, Homo Deus e 21 Lições para o Século XXI que considero brilhante e tenho indicado a meus alunos para refletir sobre questões e provocações da e na contemporaneidade.
Harari mostra a importância da inteligência humana em relação aos demais animais, a partir de conceitos como "cooperação de forma flexível em larga escala" e "realidades ficcionais ou imaginárias".
Na primeira parte de sua fala, aborda a diferença entre nós, humanos, os chimpanzés e os demais animais. Para ele, essa diferença não está no nível individual, mas no coletivo, muito por conta da cooperação e flexibilidade em números muito grandes, coisa que os demais seres vivos não conseguem.
Para ele, insetos são também seres sociais: abelhas, formigas cooperam entre si, em colmeias e formigueiros, com sua engenharia social em menor escala, mas não de forma flexível... e sim, bem rígida. Digamos, que num algoritmo inflexível... Falta o conceito de reinvenção... E, se pararmos pra pensar, os humanos vivem reinventando conceitos como roda e fogo, nas mais variadas formas e artefatos sociais e tecnológicos.
Em contrapartida, Harari demonstra que existem animais que cooperam do forma flexível, como golfinhos, elefantes, pássaros, mas somente em pequenos grupos. Não atingem a larga escala; e o único animal que consegue combinar as duas habilidades, de cooperação e flexibilidade em grandes grupos é o homem. Com argumentos poderosos, Yuval Harari nos convence que os humanos aprenderam a fazer redes sofisticadas e eficazes de cooperação, e indica as grandes construções humanas, das pirâmides à viagem à Lua, como frutos dessa cooperação de forma flexível em grande número. O que podemos chamar de inteligência coletiva, e conhecimento agregado de geração a geração, usando um termo interessante: "troca global de ideias".
Porém, segundo ele, e não há como não concordar, tudo isso é possível graças a imaginação que nos faz acreditar em ficções e histórias fictícias. Que os demais animais se comunicam pra descrever a realidade, mas os humanos além de comunicarem suas realidades, utilizam a linguagem para inventar suas realidade ficcionais ou imaginárias: mitologias, religiões, convenções sociais e morais, moedas de troca baseadas em papel, metal ou digitais (bit coins); os sistemas legais são baseados em crenças de igualdade, liberdade e humanidade, são conceitos metafísicos, sem realidade concreta, nem comprovação científica; na política, existem as ficções chamadas de cidades, estados e países, com suas fronteiras imaginárias; no campo econômico, a mesma coisa com as empresas ou pessoas jurídicas, que são invenções sociais, e ficções legais, ficções jurídicas.
Por fim, Harari, conclui sua conferência de forma magistral, quando diz que "Nós, humanos, controlamos o mundo, porque vivemos numa realidade dupla e os demais animais vivem numa realidade objetiva." Mas isso foi construído ao longo dos séculos, tendo, inclusive, construído sobre a realidade objetiva uma camada objetiva, uma segunda camada de realidade ficcional, uma realidade feita de entidades fictícias: deuses, nações, corporações, dinheiro, leis etc. E assim, com o passar do tempo, a história ficcional se tornou mais poderosa que a real, tanto que hoje, as forças mais poderosas do planeta são entidades ficcionais, como EUA, Google, Banco Mundial e outras, entidades que só existem enquanto Imaginação.
Mais didático impossível, pois as grandes nações e as megacorporações chegaram a esse tamanho contando com a receptividade de uma vasta multidão que aderiram aos discursos, aos projetos, as histórias ficcionalizadas, imaginadas e ressignificadas a cada geração.

segunda-feira, 20 de julho de 2020

Drone vivo e o conceito da natureza nas ciências e tecnologias, como a Steadicam e outras mais



O drone mais moderno que existe! E ainda gira a cabeça em 360 graus! Tecnologia de primeira linha da natureza! Sempre...

Publicado por José Antonio Klaes Roig em Domingo, 19 de julho de 2020


O vídeo acima, que intitulei de, O drone mais moderno da natureza, por ter um sistema de movimentação por puro instinto, é uma brincadeira com esse vídeo que encontrei na rede social Twitter do TheSpaceAcademy.org, em portal do Reino Unido que pode ser acompanhado AQUI, e que trazia na postagem a seguinte legenda: "Estabilização de última geração da natureza".
De fato, a Natureza, sempre digo aos meus alunos de Literatura, é a Primeira Artista e Primeira Cientista, pois ela, tudo primeiro criou e nós, enquanto humanidade, observamos suas indicações e tentamos reproduzir suas invenções. Basta ver que o avião é uma simulação do voo dos pássaros, o barco, do movimento de certo peixes; as artes marciais e seus golpes, algumas delas, em grande parte, são simulações dos movimentos dos animais e por aí vai. Fundir uma atividade envolvendo Ciência e Tecnologia, Cinema e Biologia.
Dentro dessa postagem meio brincadeira, meio coisa séria, de envolver Natureza e Tecnologia, cabe comparar também a movimentação de cabeça do pássaro com o movimento da Steadicam, câmera desenvolvida pelo cinema para poder que sejam feitas filmagens sem tanta oscilação dos terrenos e caminhadas dos atores, como na imagem abaixo, em que é acoplada ao peito do cinegrafista:



Para complementar esta postagem, indico logo a seguir, um vídeo muito interessante, justamente sobre Steadicam e a Ciência dos Filmes do Cinema [ativem legendas e tradução, clicando nos ícones do canto inferior direito da tela do referido vídeo]:



domingo, 19 de julho de 2020

"Transformamos para descartar": crônica sobre o cotidiano de coisas e gentes promovendo o autoconhecimento por meio da autocrítica



Linda reflexão sobre valor do original e sua versão. Texto "Transformar para descartar" de Jonathan Araújo (@ojonathanaraujo) na voz de Viviane Rolemberg (@reviravivi).

Publicado por José Antonio Klaes Roig em Sábado, 18 de julho de 2020


O vídeo acima, cujo título é "Transformamos para descartar", de autoria de Jonathan Araújo, advogado criminalista e escritos de Salvador, Bahia, Brasil, descobri no Twitter e trata-se de bela reflexão sobre as receitas de bem viver, entre a versão e a original, com a bela e comovente interpretação de Viviane Rolemberg, que é comunicadora, locutora, contadora de histórias, apresentadora e mestre de cerimônia, de Recife, Pernambuco, Brasil.
"Transformamos para descartar" me proporcionou, como escritor, poeta e educador, múltiplas sensações e imagens poético-filosóficas. Primeiro, da encantadora contação de histórias de Viviane, dando vida ao texto, o que para um escritor é uma sensação única e provavelmente para Jonathan tenha sido. Segundo, que uma história aparentemente simples, sobre esses encontros e desencontros da vida, a partir de um fato pitoresco (a quantidade de goiabada em um sequilho), um diálogo entre pessoas no cotidiano, por conta de um fato prosaico: um doce nem tão doce assim, e a doçura além da conta em seguida, quando alguém tenta agradar ao outro. Por fim, a outra história por trás da história, que é a mensagem que o texto e a interpretação trazem: da defesa da autenticidade, da valorização das coisas simples da vida, da originalidade das coisas e gentes, do respeito ao indivíduo, do convívio em sociedade, da reflexão sobre o que vemos ao redor e, mais que tudo, sobre o AUTOCONHECIMENTO que essas pequenas expedições ao mundo real nos proporcionam, por meio também de uma AUTOCRÍTICA.
Estão de parabéns Jonathan, autor dessa crônica que nada deve às de Rubem Braga, Fernando Sabino e outros mestres desse gênero narrativo, e Viviane, que emprestou corpo e voz, dando vida ao que é narrado, sim, corpo, pois além da voz com perfeita dicção, entonação, sonoridade, melodia, harmonia, há a linguagem corporal, de caras, bocas, mãos que falam junto, conduzindo o ouvinte pelos labirintos da emoção, como faz o narrador ao leitor.
Ao ouvir a crônica "TRANSFORMAMOS PARA DESCARTAR", um filme passou em minha mente, lembrando de pessoas e personagens, cenas da vida real e dos filmes que já assisti, como "Sociedade dos Poetas Mortos" em que um pai autoritário impõe sua profissão ao filho que deseja ser ator, influenciado por seu professor de Literatura; "Escritores da Liberdade", em que a professora estimula seus alunos a relatarem seu cotidiano através de um Diário, semelhante a de Anne Frank; recordei daqueles relacionamentos amorosos ou amizades que não prosperam pois, como numa gangorra, um lado quer controlar o brincar, mas a vida é mais que um jogo.
Lembrei de professores rigorosos, que exigem de seus alunos iniciantes o mesmo conhecimento que os mestres adquiriram por décadas; mas que não possuem a autocrítica para ver que, quando estão em atividades de formação, como cursistas, parecem com seus alunos, conversando, chegando atrasado, dando mil desculpas, com a diferença que não são mais jovens ou adolescentes como seus alunos.
Diferentemente das coisas, que podem ser recicladas e transformadas; pessoas se transformam pelo autoconhecimento que vão adquirindo, e como bem destacada Jonathan: aqueles que se submetem às vontades e caprichos alheios, normalmente, deixam de ser o que são para ser uma personagem do outro, perdem sua autenticidade e acabam sendo descartados mais adiante, como aquele brinquedo que perdeu a graça e a novidade. Não somos peças, tipo Lego, de montar, nem tampouco "Transformers", que ora é carro, avião, caminhão e depois robô. Relacionamentos robotizados não prosperam, ou quando muito são substituídos por outros seres autômatos, que parecem ter uma IA - Inteligência artificial, sendo comandados à distância por algoritmos criados por terceiros.
Eis algumas considerações e reflexões que o texto de Jonathan e a interpretação de Viviane me proporcionaram e que resolvi compartilhar com os seguidores e visitantes deste blog educacional.
Toda crítica deveria ser precedida por uma autocrítica; todo conhecimento se ampliar diante do autoconhecimento.
Abaixo, indico o texto na íntegra, postado por Jonathan Araújo em seu Instagram e que fiz dois print's para postar neste blog educacional, mediante autorização do mesmo:





sexta-feira, 17 de julho de 2020

A Odisseia em desenho animado: curta-metragem feito por professor de História com dublagem de seus alunos (cinema, literatura e educação)




O vídeo acima A Odisseia em desenho animado, descobri no YouTube, procurando alguma imagem sobre a Odisseia para servir de papel de fundo para um curta-metragem de meu projeto A VIDA É UM CURTA, e pra grata satisfação, descobri esse audiovisual de animação, em formato desenho animado, criado pelo professor de História Rodrigo Ayres de Araújo ou o Barão Pipapora que, segundo a apresentação do mesmo, trata-se de Aula da Fantástica Academia", que contou com a ajuda de seus alunos do 1º ano [ensino médio] da Escola Leonor Oliveira Martins (Piedade, São Paulo, Brasil), em 2019, que inclusive atuaram como dubladores.
Vídeo que é sequência da Ilíada e foi usado para início dos estudos gregos do período homérico. Uka criativa forma de unir arte, cultura, história, literatura, memória e sociedade, professor e alunos.
A seguir, a animação sobre a Ilíada:



O canal Barão Pirapora é destinado a exibição das produções de Rodrigo Ayres de Araújo, Presidente da ACME Araújo Comunicações Marketing e Editoração, que além disso é historiador, professor de história, produtor de games, animações e Cartuns e possui o blog BAÚ DO BARÃO, vide link abaixo, que possui diversas animações sobre temas da História:

BLOG BAÚ DO BARÃO

Vejam também o canal do Barão de Pirapora no YouTube:

BARÃO PIRAPORA - CANAL DE VÍDEOS

quinta-feira, 16 de julho de 2020

Twinkl: portal educacional com Recursos de Ensino (jogos, atividades, etc) para a Educação Infantil e o Ensino Fundamental I




A imagem acima é do portal e editora educacional internacional TWINKL, com sede no Reino Unido, e que descobri pela rede social, em sua versão brasileira.
O Twinkl - versão Brasil, é um ambiente de aprendizagem digital remota que disponibiliza (alguns deles de forma gratuita) recursos de ensino (jogos, atividades etc), direcionados à EDUCAÇÃO INFANTIL e ao ENSINO FUNDAMENTAL I, como na imagem e link's abaixo:



TWINKL - BRASIL

TWINKL - RECURSOS DE ENSINO - BRASIL



TWINKL - EDUCAÇÃO INFANTIL



TWINKL - ENSINO FUNDAMENTAL I

terça-feira, 14 de julho de 2020

"Voca Pampa": Céu, Sol, Sul, Terra e Cor (grupo vocal gaúcho e bela apresentação com distanciamento social)



Para aquecer os corações, Neste friozinho de rachar, Só ouvindo uma bela canção, Do nosso Rio Grande do Sul, Tomando um bom chimarrão!

Publicado por Wilson Rosa da Fonseca em Quinta-feira, 9 de julho de 2020


O vídeo acima, Céu, Sol, Sul, Terra e Cor, é uma bela apresentação do grupo Voca Pampa, de uma das canções mais famosas da MPG - Música Popular Gaúcha, dessa feita, em tempos de pandemia e isolamento social, em que os integrantes do grupo vcal mantém certo distanciamento durante a tomada das cenas pelo pampa do Rio Grande do Sul.
Como este blog tem destacado, mais do que nunca, em tempos de pandemia, a arte e a cultura é que preservam nossa humanidade e mantém nossa sanidade mental. Arte e cultura são linguagens universais e atemporais.
Música, dança, poesia, literatura, história, memória são formas de manter essa humanidade e preservar a sanidade...
Uma belíssima apresentação e arranjo vocal nesta terra de O Tempo e o Vento.

segunda-feira, 13 de julho de 2020

"Travelers": viajantes do tempo e as pandemias, entre a ficção e a realidade, a educação e a sociedade (Episódio 05 da 2ª Temporada)




A imagem acima, da série de TV canadense TRAVELERS, sobre viajantes do tempo, comecei a ver recentemente, em função de comentário de amigos no Facebook Elenara Stein Leitão (de Porto Alegre, RS) e Paulo Ricardo Correa (Rio Grande, RS). Elenara foi além, me sugerindo ver o episódio 05 da 2ª temporada, intitulado "JENNY" (cena abaixo), em que é tratado o surgimento veloz de uma pandemia muito semelhante a do COVID-19.



Jenny é referência à paciente zero, de onde prolifera o vírus gripal, uma também viajante do tempo.
Apenas um detalhe: o referido episódio foi produzido em 2017 e levado ao streaming em 2018, mas dadas as devidas proporções entre arte e realidade é bem curiosa a coincidência e recomendo pra quem quiser verificar na plataforma de streaming Netflix.
Todavia, é apenas isso, daquelas estranhas coincidências entre a vida e a arte... E um bom seriado sobre viajantes do tempo e as implicações éticas, históricas, morais e sociais dessa situação.
O roteiro conta a história de um grupo inicial de cinco "travelers" (viajantes) que vêm do futuro pós-apocalíptico para assumir os corpos de pessoas que já estão com a morte certa (uma espécie de invasores de corpo, outro clássico da sci-fi), mas seguindo rigorosos protocolos de cumprir uma missão específica, sem provocar outras transformações e vindo isso, confinados no século XX, assumirem o restante da vida do hospedeiro (alusão a outro filme de sci-fi).
Os cinco viajantes, que tem sua transferência do futuro para o nosso presente, requer a localização exata do alvo, possibilitada pelos smartphones e GPS do século XXI. Cinco "travelers" fazem parte de um grupo de elite multifuncional, pois há um líder que assume vida de um policial do FBI, uma médica, um engenheiro, uma estrategista e um historiador e especialista em tecnologias.
Algo interessante que, trabalha com os valores humanos (da inteligência coletiva desse grupo) em diálogo com a Inteligência Artificial, que é o "Diretor" (IA) que coordena essa expedição dos viajantes do tempo em missão especial.
Ficção científica à parte, é um bom seriado que recomendo àqueles que buscam entretenimento e também reflexão sobre os PROTOCOLOS, seja na questão da saúde, da ética e da moral.
A partir de postagem e comentário sobre o seriado e o episódio recomendado, destaco comentário da professora Flávia Landgraf lá no Facebook que trago fragmento aqui para o Educa Tube Brasil, para promover um diálogo intertextual, interdiscursivo e para favorecer a pluralidade de vozes em uma rede social e num blog educacional:

"A 'coincidência' com a realidade mostra o rigor na qualidade com que os criadores da série se utilizam para colocar esse episódio no ar.
Quanto maior for a semelhança entre ficção e realidade, significa que o autor se utilizou das melhores fontes sobre o assunto. Por que Star Trek, por exemplo, coleciona uma legião de fãs até hoje, mesmo após 50 anos que foi criada? Porque o Gene Roddenberry era um misto de nerd com visionário, e muito bem assessorado pelas pessoas mais informadas no assunto. A parte que eu menos gosto, por atuar na educação na área das ciências, é quando eu vejo um filme ou um série com riqueza nos detalhes científicos eu fico imaginando que nem todo mundo vai conseguir atingir e dimensionar o que está vendo, a não ser que passe por aquilo na vida real. Se as pessoas aproveitassem esse tempo pra estudar as melhores fontes sobre os vírus, certamente o Cassino* não estaria com a praia cheia todos os finais de semana. As pessoas evitariam de ficar amontoadas nas filas para entrar nos estabelecimentos comerciais. Se recusariam a sair na rua sem todo o equipamento de proteção, ao invés de apenas colocar um pedaço de pano na cara (e olhe lá).
Começariam a evitar abraços e proximidade, mesmo com as pessoas da casa ... e mesmo assim saber que não vão ter a garantia de não se contaminarem.
Hoje no planeta Terra só está livre do covid-19 quem precisa viver dentro de uma bolha que não admita nem 0,0001% de contaminação no ambiente.
(Desculpa pelo textão, mas é que está ficando cada dia mais difícil ver nesse pandemônio todo que estamos incluídos e ficar sem falar nada.)"
[Prof Flávia Landgraf, Rio Grande, RS, Brasil].

Um comentário que deixei na íntegra, pois traz dados relevantes e demonstra a intertextualidade entre a realidade e a ficção, entre a vida e a imaginação, como este blog tem trazido de forma recorrente, e que mais recentemente até produziu postagem sobre as tecnologias de Star Trek na educação e na sociedade (link abaixo):

Professor quântico: do teletransporte da ficção para a realidade da educação em tempos de pandemia

Enfim, um ótimo material para professores de Química, Física, Biologia trabalharem de forma inter e multidisciplinar e também intertextual com seus alunos, usando, seja um episódio de seriado, um filme, uma reportagem, um audiovisual para discutir temas da contemporaneidade. A própria questão dos PROTOCOLOS que os viajantes do tempo seguem é algo que pode ser discutido nas aulas de Filosofia, Sociologia e História, seja do ponto de vista da saúde, da ética, da moral, da política e da sociedade, ampliando os discursos, a interdisciplinaridade e intertextualidade.
Afinal, maior viajante do tempo é o professor, que já foi aluno e hoje diante de suas turmas é um "Diretor", promovendo essas viagens com seu alunado, seja na sala de aula, em saídas de estudo, em atividades virtuais ou presenciais, incentivando que informações se transformem em conhecimento.

sexta-feira, 10 de julho de 2020

A VIDA É UM CURTA: iniciativa individual que poderá tornar-se projeto audiovisual escolar (Cinema em Casa / Cinema na Educação)




O vídeo acima, A PEQUENA VIAGEM INTERIOR, foi produzido por José Antonio Klaes Roig com seu smartphone dentro de sua residência em 09/07/2020, é um curta-metragem de 25 segundos e também o teste nº 1 do projeto A VIDA É UM CURTA, que elaborei e pretendo levar para a educação, a partir de inspiração decorrente de ter assistido a série FEITO EM CASA (Homemade), na Netflix, que mostra diversos curtas-metragens elaborados por cineastas durante o confinamento na pandemia do COVID-19, a partir de suas casas, seus móveis e utensílios, vide trailer abaixo:



Valendo-me dessa ideia, reuni, numa composição, diversos colecionáveis que tenho, além de "mimos" que recebi em minhas visitas ao Planeta Educação para compor cenário e personagens em pequena escala e curta duração e simular um pequeno drone sobrevando esse ambiente entre o terreno e o lunar.
Fica aqui registrada a ideia de que professores possam trabalhar com seus alunos a questão do audiovisual, a partir do confinamento social na pandemia e os conteúdos escolares. E me coloco como apoiador daqueles professores que quiserem adotá-lo em suas escolas, desde que com o devido crédito a este autor.
Parafraseando o grande cineasta brasileiro e baiano Glauber Rocha: "Uma ideia na cabeça e um smartphone na mão". Cinema em casa, cinema na educação. ;-)
Abaixo, o segundo curta que produzi de forma artesanal para o projeto A VIDA É UM CURTA, intitulado "O Trem da Leitura", reunindo justamente um livro pra ler e de montar, tipo quebra-cabeças, cujo título é "Uma Viagem de Trem", que se transforma em pequena trilha para um trenzinho movido a corda se movimentar. Além disso, como cenário, utilizei além da mesa de vidro da sala de minha casa, alguns enfeites como miniaturas de esculturas de Brasília, o Cristo Redentor e uma dupla de passistas do Carnaval carioca, todas peças de meu acervo pessoal:



A seguir, o terceiro vídeo produzido para o projeto A VIDA É UM CURTA, intitulado "A pequena odisseia em tempo de pandemia". Série de curtas-metragens inspirados no seriado FEITO EM CASA, da Netflix, em que diversos cineastas, de suas casas, em confinamento social, produzem seus audiovisuais.



Neste terceiro curta, resolvi acrescentar um cenário curioso: o papel de parede de meu notebook, com uma cena da Grécia antiga, juntamente de um desenho animado sobre A Odisseia, que encontrei no YouTube. Como personagens, adicionei uma bailarina que pertenceu à minha tia Lélia, como a Penélope; um soldadinho de chumbo, feito de pano, que comprei tempos atrás numa banca de artesanato no Mercado Municipal de Rio Grande, Rio Grande do Sul, Brasil, além de um apontador em formato de soldado romano. Como materiais adicionais, utilizei duas caixas de músicas e porta-jóias que dei de presente à esposa Pen[éope, digo Elisabete: um no formato de máquina de costura, homenagem a minha sogra dona Nelci, que não cheguei a conhecer; outra em formato de câmera de cinema para o fechamento do curta e a menção à GrecoFlix. ;-)
Este projeto, A VIDA É UM CURTA, visa incentivar que professores e alunos possam, neste período de confinamento social, possam produzir audiovisuais os mais criativos, divertidos e simples possíveis, como um acervo digital que poderá ser resgatado e implementado quando do retorno às aulas presenciais.

quinta-feira, 9 de julho de 2020

Gamificação na educação: e se a cultura dos jogos invadisse o imaginário da vida real?




O vídeo acima, Subway Surfers In Real Life | Future Gaming, é uma forma criativa e divertida de mostrar a cultura dos games invadindo o imaginário da vida real. Como ótimo edição de vídeo e recursos visuais adicionados, esse material serve para uma breve reflexão sobre a gamificação na educação.
O termo "GAMIFICAÇÃO NA EDUCAÇÃO" é referente ao uso de elementos de jogos nas aulas, tornando o aprendizado mais atraente, associativo e envolvendo, promovendo uma coautoria do professor com o aluno, ambos explorando as múltiplas possibilidades dos jogos (online, de tabuleiro, cartas etc) no ambiente escolar, seja em aulas de geografia, história e literatura, como nas de física, química, biologia e outras mais...
Incorporar a linguagem dos games, dos videoclipes, dos curtas-metragens, dos seriados online, de forma direta, produzindo material próprio ou indireta, valendo-se da produção de curtas, clipes, músicas, cenas de filmes é uma das formas metodológicas de tornar sua didática mais atraente, interativa e colaborativa nesse diálogo de gerações, pois todo o professor de agora, já foi um gamer, no sentido mais amplo do termo, não apenas eletrônico.
Eu, particularmente, dentro das possibilidades, já usei os jogos em meu fazer pedagógico: o vôlei literário foi uma forma de estimular o conhecimento revisional antes de uma prova, levando a turma pra quadra de esportes da escola, dividindo-a em dois grupos. Aquele que perdia o ponto na quadra, tinha a possibilidade de recuperá-lo ao responder uma questão da prova. E toda a turma se envolveu,seja os atletas em quadra ou a equipe de apoio fora dela, auxiliando nas respostas das questões formuladas com base no conteúdo da disciplina de Literatura. Em Produção textual, utilizei do basquete, da bola e da cesta pra tratar das distinções entre Memória e Diário. Cada aluno, em fila indiana teve 30 segundos pra contar uma recordação do passado e depois fazer um arremesso à cesta. E gostaram tanto que teve mais de uma rodada. Na segunda, eles tinham mais foco na memória do que no arremesso. E aí, comentei que escrever uma Redação, por exemplo, ao invés dos 30 segundos terão 30 linhas para focar no teve a argumentar. Que o diário pode ser um exercício de escrita ou de prática desportiva como aquela. Memória é algo passado, diário, algo presente.
Já vi o colega da matemática dar uma aula com um tabuleiro de xadrez e peças gigantes em que jogava com seus alunos, exercitando o raciocínio lógico e matemática a questão da geometria na disposição das peças e de seus movimentos, ângulos, graus e tudo mais.
O professor de Física pode usar o Subway Surfer para tratar das leis de Newton, da questão da inércia, dinâmica das forças e muito mais...
Entre os jogos de linguagem e a linguagem dos jogos, há mais coisas que podem supor nossas vãs tecnologias e metodologias. E muita coisa a ser explorada, adaptada, reinventada por professores e alunos. Conhecer o universo do outro, estabelecer esse dialogo entre gerações de jogadores do passado com os do presente, entre pais e filhos, professores e alunos é essencial, enriquecedor e relevante.
O Second Life (Segunda Vida) pode ser um ambiente de criação de ilhas por disciplinas, de forma inter e multidisciplinar, para interação em tempos de pandemia, ou extraclasse, quando da "nova normalidade".
É possível dar uma aula de Filosofia junto com História, usando o Assassin's Creed - Odyssey e a Festa dos Filósofos, como já indicado em outra postagem deste blog, vide link a seguir:

Mitologia, Filosofia e História através de Games como Origins (Egito), Odyssey (Grécia) e Sindicate (Era Vitoriana): criativos jogos de linguagem

Abaixo, texto da Revista NOVA ESCOLA sobre esse tema tão interessante e necessário à reflexão escolar:

Dicas e exemplos para levar a gamificação para a sala de aula

Surfermos nessa onda, nessa trilha, nesse trilho, nessa rede social, digital ou não, que é a escola...

terça-feira, 7 de julho de 2020

Projeto Meninas SuperCientistas, de Marcela Medicina, em bate-papo com o canal "Mas você só estuda?", de Joyce Casimiro




O vídeo acima, Projeto MENINAS SUPERCIENTISTAS, é um bate-papo com a Marcela Medicina, idealizadora do projeto Meninas SuperCientistas, que é também aluna do bacharelado em matemática aplicada e computacional da UNICAMP e que conversa com Joyce Casimiro, do canal "MAS VOCÊ SÓ ESTUDA?", já destacado anteriormente neste blog, AQUI.



Essas duas jovens talentosas e dedicadas à pesquisa científica, conversam nessa LIVE sobre esse projeto incrível, chamado Meninas SuperCientistas que, como consta na apresentação do referido vídeo no YouTube, "(...) é um projeto educativo e inspirador, que tem como objetivo incentivar meninas a seguirem carreira nas áreas STEM (sigla em inglês para Ciência, Tecnologia, Engenharia e Matemática). O evento é organizado completamente por mulheres, para que as participantes sintam-se representadas e tenham em quem se espelhar, afinal toda menina pode ser o que ela quiser!"
Conforme vídeo e conversa, o projeto, antes da pandemia, era composto de uma programação variada como: visita ao Museu Aberto de Astronomia (MAAs) e ao Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM), onde está o Sirius, o acelerador de partículas, a maior infraestrutura científica do país. Além de palestras, oficinas e muito mais.
Esse Protagonismo Jovem e Feminino é algo que tenho destacado muito com meus alunos (De Anne Frank a Malala, de Severn Suzuki a Greta Thumberg entre outras), divulgando diversas iniciativas promovidas por jovens como elas: talentosas, dedicadas, interessadas em fazer diferença e contribuir para um mundo melhor.
Abaixo, imagem da página do projeto e link para o mesmo:



MENINAS SUPERCIENTISTAS

Segue também imagem e link para a canal "Mas você só estuda?"



MAS VOCÊ SÓ ESTUDA?

segunda-feira, 6 de julho de 2020

Frequências: cinema, música, física e filosofia entrelaçados em um filme criativo e genial




O vídeo acima, FREQUÊNCIAS - Frequencies ('OXV: The Manual'), descobri na íntegra no YouTube, trata-se de filme independente de 2013, com roteiro e direção de Darren Paul Fisher, nessa produção conjunta da Austrália com o Reino Unido que trata, entre outros assunto de livre-arbítrio, moral, entrelaçamento quântico, física, filosofia, linguagem, metafísica e muito mais.
O filme é muito criativo e genial, e fez sucesso em festivais de cinema fantástico, pois consegue proporcionar ao espectador vários planos de "leitura" de imagens, ideias, conceitos, situações e provocações que promove.
Segundo a ideia geral, cada pessoa nasce com uma frequência, alta ou baixa. Os de alta frequência, como os alunos Marie Curie Fortune são incapazes de se envolver amorosamente; já os de baixa frequência como Zak, de Isaac Newton Midgeley, possuem maior capacidade para amar. Entre eles, o amigo em comum, "Theo" (Theodor Adorno), que aproxima o possível casal, desde a adolescência quando todos frequentaram uma escola diferenciada.
Uma espécie de distopia, tendo com o protagonistas que têm nome de famosos cientistas e filósofos, numa espécie de história de amor física e filosófica e poder das palavras e da música, que inclusive possuem frequências que influenciam uns aos outros.
Durante o filme, sabemos sobre o tal "Manual OXV", que é subtítulo do próprio filme, que é uma "antiga tecnologia", justamente sobre a importância das palavras e as frequências que podem interferir nos padrões humanos, criando entrelaçamento quânticos, de alta ou baixa frequência, favorecendo ou não o amor. Algo bem mais amplo e complexo que emoção versus razão.
Sem criar "spoiler", o EducaTube Brasil recomendo a professores, não somente de Física e Filosofia, mas todos e seus alunos, assistirem ou indicarem esse filme, que é possível ser visto (por enquanto) na íntegra, no próprio YouTube e neste blog educacional e quem sabe, promover uma Live, unindo Física, Filosofia, Arte e outras áreas do conhecimento.
Não é um filme inicialmente fácil de entender, para aqueles que veem as coisas de forma literal, sem compreender a proposta metafórica, simbólica e criativa de propor reflexão sobre temas complexos. Mas a partir do conhecimento básico de sua proposta, o entendimento e o entretenimento passarão a se entrelaçar, de forma quântica ;-)
Para complementar essa postagem, segue matéria que dialoga com a mesma:

Saiba o que acontece em seu cérebro quando você lê poesia

domingo, 5 de julho de 2020

AnimaFlix e AnimaCriança: canal de vídeo e seriado com conteúdos de entretenimento infantil




A imagem acima é do ANIMAFLIX, um canal de vídeo no YouTube, destinado a reunir animações para entretenimento infantil, no estilo Netflix, desenvolvidos pela produtora de conteúdo infantil Animaking.
Vide link para o referido canal:

ANIMAFLIX - CANAL DE ENTRETENIMENTO INFANTIL

Lá também consta o ANIMACRIANÇA (imagem e link a seguir), onde as crianças são as contadoras de histórias sobre lendas brasileiras. Assisti alguns episódios e as imagens e vozes das crianças são encantadoras.



ANIMACRIANÇA - SÉRIE DE ANIMAÇÕES SOBRE LENDAS BRASILEIRAS

Abaixo, a compilação de todos os episódios do seriado AnimaCriança:



sábado, 4 de julho de 2020

Minhocas: Por que não pode cavar pra cima? (curta-metragem de animação no canal ANIMAFLIX e série ANIMACRIANÇA com Lendas Brasileiras)




O vídeo acima, Minhocas - Por que não pode cavar pra cima?, descobri via Twitter e é um curta-metragem de animação bem interessante, pois trata da perspectiva familiar e as perguntas que as crianças fazem, sob o ponto de vista das minhocas.
Um vídeo divertido, com direção de Paolo Conti, que localizei no canal ANIMATRIX (imagem e link a seguir), e que trata de uma minhoca criança e suas curiosidades sobre o mundo de cima e a aventura decorrente disso.



ANIMAFLIX- CANAL DE ANIMAÇÕES

Vejam também, logo abaixo, o ANIMACRIANÇA sobre Lendas Brasileiras, com 7 episódios completos:



sexta-feira, 3 de julho de 2020

A emoção vem antes no rádio: do universal ao particular e o projeto Rádio Escola


Publicado por José Antonio Klaes Roig em Sexta-feira, 3 de julho de 2020


O vídeo acima, A emoção vem antes no rádio, postagem de Luciano Pires no Facebook, recebi via messenger por amiga e considero bem ilustrativo das mídias em geral e seu impacto no cotidiano. No vídeo em questão, mostra o delay entre aquele que acompanha num local público, munido de seu rádio de pilha e a torcida em volta, assistindo ao jogo Brasi 2 x 0 México num telão, via sinal de televisão e som é mais rápido que a imagem.
O rádio é uma das mídias mais longevas, que enfrentou o surgimento da TV, depois da internet e continua com um amplo raio de audiência, principalmente no interior do Brasil, onde o sinal de TV e a internet ainda não chegaram. O rádio poder ser uma ótima ferramenta de comunicação, entretenimento e educação.
A própria rádio em alguns locais atua como ambiente de educação à distância por conta de programas educacionais, em rádios comunitárias.
Tive o privilégio de em 2012 orientar a professora Rosilene Marcelino, de Major Gercino, Santa Catarina, Brasil, e eu projeto na especialização em Mídias na Educação, cujo título do TCC foi "RÁDIO: UMA IMPORTANTE MÍDIA NO PROCESSO ENSINO APRENDIZAGEM NA DISCIPLINA DE ARTES". A postagem abaixo, mostra um pouco desse belo projeto da professora Rosilene que tornou-se ação educativa relevante.

Projeto Rádio Escola: do local ao universal (Mídias na Educação)

quinta-feira, 2 de julho de 2020

Desenhe e componha canções com algumas Inteligências Artificiais online, de forma lúdica, prática e artística




O vídeo acima, AutoDraw: Fast Drawing for Everyone (Desenho rápido para todos, tradução livre), que recomendo ativarem legendas e depois a tradução, nos comandos no canto inferior direito da janela do mesmo.
O referido vídeo trata-se do AutoDraw, que descobri por acaso depois de uma brincadeira da colega Faby Cruz, de Rio Grande (RS), Brasil, que enviou um vídeo em que seu esposo e filho brincavam com a Alexia, uma Inteligência Artificial, perguntando a ela como estava, e a previsão do tempo. Aí, resolvi brincar coma Cortana de meu notebook e depois pesquisar sobre outras IA que pudesse "dialogar".
Da pesquisa, encontrei, através do portal CANALTECH, matéria que era também um convite: "Quer brincar com Inteligência Artificial? Confira os melhores aplicativos". Não me fiz de rogado e fui testar as IAs, dentro elas, primeiro o AUTODRAW do Google, que é um site (autodraw.com) que permite que o leigo faça rabiscos e deixe que a IA, usando o conceito de "machine learning" (aprendizagem de máquina), busque em seu banco de dados figuras aproximadas. Uma incrível ferramenta que pode ser utilizada de forma lúdica pra brincar com crianças, como também usada n a criação de logomarcas, cartões, cartazes e o que a criatividade desejar. O aplicativo é interativo e bem semelhante ao Paint Brush, podendo os desenhos serem baixados e compartilhados nas redes sociais. E mais: não precisa ser baixado, basta acessar o endereço do site.
Abaixo, imagem da interface do aplicativo e tutorial do mesmo:





Outro aplicativo de Inteligência Artificial que encontrei via CanalTech e achei bem lúdico, prático, divertido e eficiente é o QUICK, DRAW!, ferramenta também desenvolvida pelo Google, que mistura desenho, jogo de tabuleiro e de adivinhação, tudo junto e misturado, permitindo o usuário elaborar seus rabiscos em alguns segundos, enquanto a IA tenta descobrir o que é rabiscado.



Pra quem gosta de brincar de músico ou com música, tem também o Giorgio Cam, inspirada no compositior Gorgio Moroder e o Cam, de câmera fotográfica. Dessa junção, foi denominada a IA, que via "machine learning" compõe algumas músicas, a partir de fotos feitas por smartphones, reconhecendo as formas dos objetos e coisas e compondo por conta delas canções, conforme o vídeo abaixo demonstra:



quarta-feira, 1 de julho de 2020

"Qual professor marcou a sua vida?" [depoimento do prof. Zé Roig sobre como aprendeu conceitos como autoria, originalidade e outros em sala de aula]




O vídeo acima, Qual professor marcou sua vida?, é o resultado de uma campanha da FDG - Fundação de Desenvolvimento Gerencial (Gestão Educacional), de Nova Lima, Minas Gerais, Brasil, que vi no Linkedin, e me interessei em aderir, produzindo esse audiovisual em homenagem à professora Maria Lúcia Pinheiro, minha professora de Artes no Ensino Médio, no início dos anos 1980, lá em São José do Norte, cidade vizinha de Rio Grande (onde resido atualmente), ambas no extremo sul do Rio Grande do Sul e às margens da Laguna dos Patos.
No referido vídeo, conto um pouco do papel artístico, educacional e social dessa professora em minha trajetória acadêmica, de trabalho e de vida, pela influência que dois conselhos delas me proporcionaram: um sobre a questão da cópia e da originalidade e outro sobre a questão da autoria e da identidade. Tais conselhos foram fundamentais em minha trajetória acadêmica, pois sempre procurei tanto na graduação como na pós-graduação lembrar de ser original e autoral e isso me proporcionou relativo reconhecimento, tanto como pesquisador como atuando como professor, escritor e poeta.
Como comento com meus alunos, muitas vezes, só iremos dar a dimensão exata dos conselhos de nosso educadores, sejam eles pais, responsáveis ou professores, quando já na idade madura. Tive o privilégio, ainda no ensino fundamental, como a professora Ada Espírito Santos, de Geografia (sobre limites, além dos geográficos) e no médio, com a professora Maria Lúcia Pinheiro (sobre originalidade e autoria), de aprender muito mais que o conteúdo programático e curricular de suas disciplinas; aprendizagem de vida que seguiu na graduação, com o professor Péricles Gonçalves, em Direito Constitucional (sobre clareza e concisão) e na pós-graduação, com minha orientadora de mestrado e doutorado, profa. Dra. Raquel Souza (sobre a poética do espaço e do devaneio), entre outros diversos professores, mestres e doutores fantásticos que tive, e que educaram meu olhar e minha consciência artística, educacional e social.
A todos eles, e a cada um deles, serei terna e eternamente grato, por tudo que representaram e ainda representam ao meu fazer pedagógico e literário, e em minha vida cidadã...
Da mesma forma que, além desses professores reais, que tive o privilégio de conviver e ser aluno, devo aos professores da 7ª Arte (O Cinema), algumas influências também, como o professor fictício John Keating, do filme Sociedade dos Poetas Mortos e seu Carpe Diem (aproveite o dia!) e à professora real Erin Gruwell, do filme Escritores da Liberdade (e seu diálogos com seus alunos através de diários e de O Diário de Anne Frank).
De John Keating (vídeo abaixo), sigo seus passos em saídas de estudos por locais históricos da cidade, nas aulas de Literatura, levando os alunos para experiências imersivas, sem óculos VR, mas pela realidade local, visitando casarios, museus, livrarias, bibliotecas, igrejas, cafeterias, hotéis antigos que retratem períodos de escolas literárias, de pequenas viagens no tempo, dentro do projeto PASSAPORTE LITERÁRIO, de certa forma, pelo método peripatético dos filósofos clássicos gregos, de dar aula caminhando e conversando com seus discípulos.



De Erin Gruwell (vídeo a seguir), herdei a questão do incentivo à leitura, a produção de resenhas literárias e a distribuição de livros, também presente no Passaporte Literário, podendo melhor conhecer cada aluno, através de suas escritas e leituras.



Abaixo, um pouco do projeto Passaporte Literário, que iniciou em 2018, com alunos do ensino médio da escola em que atuo, como professor de Literatura e Produção Textual:



Observação: Quem quiser deixar nos comentários deste blog também algum depoimento sobre "QUAL PROFESSOR MARCOU SUA VIDA?", fique à vontade, pois estas reflexões podem ampliar os horizontes de muitos alunos e dar o reconhecimento a outros professores que tentam fazer sempre o seu melhor...