sábado, 6 de agosto de 2016

Sinaleira no chão para viciados em smartphone: Novas soluções para novos hábitos




O vídeo acima Büro North proposes ground-level traffic lights to prevent pedestrian accidents, descobri na rede social, no portal Blue Bus, com o título de "Novas soluções para novos hábitos" e trata-se de um conceito que pode ajudar usuários compulsivos de smartphones a atravessarem a rua com mais segurança. Ideia desenvolvida pela agência de design Büro North, de Melbourne, Austrália, chamado de "Smart Tactile Paving", que "consiste em ladrilhos protuberantes – similares às guias para cegos – que alertam os pedestres com luzes verdes, amarelas ou vermelhas quando eles se aproximam do tráfego de veículos".
Como sempre destaco aqui neste blog educacional e em eventos que participo: "Novas tecnologias requerem novas metodologias" e este vídeo ilustra bem esse conceito.
Uma sinaleira desenvolvido de fácil visualização para quem vive de cabeça baixa e que se expõe a acidentes por desatenção.
Conforme destaca o Blue Bus: "Quando a febre do Pokémon chegou a Melbourne, o número de pessoas vagando pelas ruas olhando para seus celulares foi muito surpreendente”, diz Soren Luckins, diretor da Büro North – “As sinaleiras para pedestres que são tão prevalecentes ao redor do mundo foram desenvolvidas para uma comunidade que olha para a frente, não para baixo em um celular”.
Mas a solução mais fácil, afinal, não seria educar as pessoas para que não usem o celular enquanto caminham? A agência acha que não – “Ao invés de tentar modificar o comportamento através da legislação ou de leis punitivas que no fim das contas se mostrarão inúteis, queremos tornar as cidades mais seguras através do design”, afirma.
Um sinal (de alerta?) para refletir sobre o contexto educacional sobreposto ao social... Assim como a Büro North pensou o design social, será que a educação não precisa repensar o design instrucional, além de espacial? Será que precisamos continuar reproduzindo na maioria das escolas a distribuição espacial de classes e cadeiras em fileiras, como nas linhas de produção, pensadas ainda no século XIX? Ou podemos dinamizar esse espaço, com maior mobilidade, de acordo com certas práticas escolares adotadas, mais flexíveis e não tão rígidas? Não é preciso usar Pokémon GO com alunos para que o novo seja inovador, quando muitas vezes é só novidade, mas pode-se com ele, ou o GPS do celular, fazer pequenas saídas de campo em torno da escola, observando a realidade local e tentando associar ao conteúdo escolar, independente da disciplina, ou em algum projeto inter e multidisciplinar, envolvendo professores e alunos.
Mais do que seguir em linha reta, linear, desacomodar esse olhar, verticalizando-o, pode ser um bom exercício de sair da zona de conforto da prática escolar.

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