domingo, 10 de outubro de 2010

A revolta e as reviravoltas de uma letra



Os slides acima, da criativa, original e divertida história sobre o dilema de uma letra no consultório do Dr. Aurélio, foram-me indicados pela minha prima Rejane Klaes, bibliotecária e amiga pessoal dos autores, os professores Eduardo Fernandes Paes e Sonia B. Hoffmann, respectivamente, editores dos portais, Nossa Língua, Nossa Pátria e Diversidade em Cena.
O casal Eduardo e Sonia possui muitas coisas em comum, além de educadores e do gosto pelas letras, são cegos e mantém portais que indicam recursos tecnológicos e conteúdos educacionais, citados anterioremente, como links abaixo:

Nossa Língua, Nossa Pátria

Diversidade em Cena

O conto que reproduzi acima, com a gentil permissão dos autores, foi escrito em Porto Alegre, em 2010, e possui edição em braille.
Indico esse material não apenas para professores de língua portuguesa, mas para todos aqueles que queiram trabalhar com a "nossa língua, nossa pátria", com jovens e adultos.

Sugestão: Para ler o texto em tela cheia, vá na opção Menu e clique em View Fullscreen.

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Ensinando com criatividade




O vídeo acima, que dispensa maiores apresentações, pois fala por si só, por tratar-se do Trabalho Criativo em Sala de Aula: Sugestões e Ideias, foi produzido pelo professor Doutor João Luís de Almeida Machado, em disponibilizado em seu blog Escolhendo a pílula vermelha.
O prof. João Luis é também colaborador do Curta na Escola, que integra o Porta Curtas Petrobras, e que disponibiliza curta-metragens com propostas educacionais aos professores.

terça-feira, 5 de outubro de 2010

A Fórmula da Felicidade


Fonte: http://mediacenter.clicrbs.com.br/rbstvrs-player/45/player/5722/historias-curtas-a-formula-da-felicidade/1/index.htm

Já escrevi em prosa e verso que "há uma matemática nas letras e palavras e uma gramática nos números e fórmulas". O curta-metragem acima, A Fórmula da Felicidade, exibido pelo Prêmio Histórias Curtas , da RBS TV Porto Alegre, em 2007, trata dessas coisas misteriosas da vida, como a fórmula básica para a felicidade, que vai muito além de equações matemáticas e dos versos poéticos.
O curta tem direção de Airton Tomazzoni e música de Ticas Neumann e é pra mim um desse momentos mágicos do cinema, por condensar em poucos minutos (15 ao todo), uma grande mensagem de vida.
Uma adolescente que se apaixona pelo professor de matemática (coisa não tão incomum assim) e que por linhas tortas acabam integrando-o ao seu mundo, com sua irmã mais velha e o irmão, ao que indica, portador de deficiência, que se veste de coelho e vive, come e dorme com vários coelhos brancos, além de um "branco mais escuro".
Já nas primeiras falas do curta, uma que acho emblemática: "os números são a chave pro enigma da vida". Físicos quânticos já declararam que o universo parece simular um imenso sistema operacional, em que tudo funciona com precisão matemática.
A narração do curta é feita pela adolescente, contando um pouco de sua vida e seus sonhos. Em uma de suas falas diz outra preciosidade: "A ciência pode provar tudo, até o que os olhos não conseguem vislumbrar". Finalizando com a mais lírica e, talvez, o seu segredo da felicidade: "Tenho o melhor professor do mundo no quarto ao lado".
Um curta-metragem para ser assistido por pais e filhos, professores e alunos, para cada qual decifrar a tal fórmula da felicidade que cada um traz criptografada dentro de si...
Pais e professores precisam se incluir no mundo de seus filhos e alunos, como fez o professor no curta-metragem, para conhecer suas necessidades e, por fim, decifrar a fórmula da felicidade em comum, da própria sociedade...

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Música: a linguagem universal




O vídeo acima, foi indicação dupla dos amigos e colegas Robson Garcia Freire, editor do blog Caldeirão de Ideias e Elisângela Zampieri Panisson, editora do blog Sobre Educação, dois amigos virtuais que me brindaram com sua presença no Seminário de Tecnologia Educacional, ocorrido em agosto do corrente, aqui em Rio Grande - RS - Brasil.
O vídeo possui a incrível marca de mais de 24 milhões de visitas no You Tube, e a letra e a performance dos músicos e artistas de rua, espalhados mundo afora e reunidos neste clip, dispensa maiores comentários.
Sempre digo que a música é a linguagem universal da humanidade, e através dela pode-se passar mensagens de união fraterna entre os seres humanos, independente da língua e cultura de cada povo.
A música é um veículo que pode ser melhor explorado em sala de aula, como uma ferramenta a mais de interação com esta geração, vinculada por demais a vídeos, clipes, músicas, danças etc.

Apresentação do vídeo pelo You Tube:

A partir do premiado documentário "Tocando para mudar: Paz através da Música", vem a primeira de muitas "canções ao redor do mundo" ser lançado de forma independente. Destaque é um cover do clássico de Ben E. King por músicos de todo o mundo, ampliando sua parte da canção, já viajou o mundo.
http://playingforchange.com

A canção Stand By Me (Fique ao meu lado), de John Lennon expressa muito dessa mensagem universal.

Abaixo, vídeo legendado da canção Stand by me:


Stand by me - tradução

domingo, 3 de outubro de 2010

Traz Outro Amigo Também - Histórias Curtas




Em 02/10/2010, estava almoçando com a família, com a TV ligada, e iniciei a ver o curta-metragem Traz Outro Amigo Também, participante da edição 2010 do Prêmio Histórias Curtas, produzido e organizado pela RBS TV, de Porto Alegre - RS - Brasil.
Como sempre digo aos educadores, quando faço formação no uso dos multimeios no ambiente escolar: às vezes, pequeno fragmento de um filme, um curta-metragem e/ou até um videoclip se prestam a diversas possibilidades educacionais.
Tenho indicado diversos desses, aqui no Educa Tube, e o curta acima é mais um desses que, com lirismo e criatividade, pode se prestar a diversas atividades entre professores, alunos e a comunidade escolar.
Traz Outro Amigo Também tem a seguinte sinopse, apresentada pelo portal do Histórias Curtas:

Um detetive é contratado por um homem para encontrar seu amigo de infância, desaparecido há mais de cinqüenta anos. Como encontrar alguém que só existe na imaginação de um homem? Esse é o dilema de um detetive particular que pede ajuda à crianças para resolver o assunto.

www.historiascurtas.com.br

Diante de um desafio assim, o detetive usou a lógica para cumprir sua missão, ou seja, estabelecer contato com o imaginário infantil e a partir desse fazer sua expedição em busca do amigo imaginário de seu cliente. Assistam ao curta, que é comovente...
E lembrem-se, pais e educadores, que a maior expedição que podemos fazer junto a nossos alunos e filhos, não é tanto essas cinematográficas, turísticas e tudo mais, mas acima de tudo estabelecer esse contato imediato de terceiro grau com o imaginário das crianças e dos jovens, conhecer seu mundo e daí trazer um amigo também (o próprio filho e aluno) para o nosso mundo escolar, familiar, social...
Manter viva a criança que já fomos um dia dentro de nós também é uma das grandes expedições e desafios de pais e professores, para poder estabelecer um diálogo; e não apenas um monólogo que não efetiva de fato a comunicação.
A vida é assim , feita às vezes de grandes momentos vividos em poucos minutos, mágicos instantes em breves segundos, parecidos com um curta-metragem, e que ficam eternizados para sempre na memória da gente...

sábado, 2 de outubro de 2010

Coração de Tinta: cinema, literatura e sociedade




O vídeo acima trata-se de trailer do belo filme Coração de Tinta (Inkheart, 2009), com direção de Iain Softley.
Eis abaixo a sinopse do mesmo:

Meggie trocaria facilmente sua vidinha chata pelas aventuras que costuma ler nos livros. Pois parece que seus pedidos foram atendidos. Seu pai Mo, com quem mora sozinha depois do desaparecimento de sua mãe, esconde um estranho segredo - ele é capaz de trazer os personagens dos livros à vida quando lê seus trechos em voz alta. Esta habilidade pode ter relação com o sumiço da mãe de Meggie mas, antes que a menina descubra mais, o vilão Capricórnio surge das páginas de "Coração de Tinta" em busca dos poderes de Mo para realizar seus planos. Agora, com a ajuda do misterioso Dedo Empoeirado e de sua tia-avó Elinor, Meggie e o pai entram em um intrigante mundo de magia para impedir o maligno Capricórnio e quem sabe finalmente encontrar sua mãe perdida.

A vida passa como um filme, mas a vida também muitas vezes se parece e muito como a história contada em um livro.
As mídias e a literatura são formas de fazer a imaginação do jovem despertar para mundos imaginários e reais... Saber interpretar uma história e desvendar os caminhos da própria história particular, através do universal.
Ainda que nem toda história contada seja autobiográfica, não há como para dar verossimilhança ao contado, deixar de carregar um pouco nas tintas da realidade para falar de um mundo ficcional.
Ler e escrever sobre o mundo, contar histórias, suas ou de terceiros, estimular nos jovens esse exercício de ver um filme com outros olhos, de ler um livro com outra visão é um dos desafios do professor, que não deixa de ser também um grande contador de histórias...
Quando o educador dá vida em sala de aula ao que os livros didáticos contém, de certa forma ele é também alguém com a Língua de Prata; alcunha do protagonista do filme Coração de Tinta, que faz literalmente personagens de livros criarem vida e pessoas ficarem aprisionadas nos livros lidos...
O autor, quando cria um mundo imaginário faz de seu leitor um prisioneiro daquele livro, enquanto lido e às vezes, para toda a vida...
O leitor, quando lê um livro com olhos de descobridor, literalmente dá vida aos personagens e começa a reconhecê-los em pessoas do seu entorno, do seu cotidiano...
Incentivar o uso de vídeos, livros e outras mídias no ambiente escolar é um desafio e uma necessidade para o educador do século XXI, que não deixa de ser um herdeiro dos contadores de histórias da Antiguidade.
Muito da história humana só chegou aos nossos tempos, graças aos relatos orais, passados de geração a geração...
Literatura, cinema e sociedade possuem suas intertextualidades, uma influenciando a outro. Leitor e Autor, suas relações, cada qual também sofrendo influências... O autor não escreve somente para si, o leitor também é um co-autor à medida que reescreve a história contada, pela tradução feita com a leitura, como se o livro fosse um filme que se passa apenas na mente de quem lê e imagina todo um cenário, trajes, rostos, paisagens e tudo mais.
O filme Coração de Tinta é uma metáfora sobre o poder da arte e da cultura em nosso cotidiano e sociedade. Muito do nosso mundo, como o vemos hoje é fruto dos ícones literários e cinematográficos que lemos ou assistimos...
Mo, Meggie, Resa e outros personagens do filme, como o próprio Autor do livro mágico, chamado Coração de Tinta, são partes de um imaginário e ao mesmo tempo pessoas que conhecemos no dia-a-dia... E que reescrevem e relem seu presente e futuro a todo momento...
Trabalhando com professores e alunos, vejo o quanto é difícil às vezes tratar de interpretação de textos, com jovens, sem que estes tenham adquirido o hábito da leitura, pois simples sinônimos dificultam a compreensão de textos, quando estes não leem nem têm despertado o interesse para livros mágicos ou não, como o Coração de Tinta e outros mais, desde a mais tenra idade...
E não ler livros significa justamente não ler as entrelinhas do mundo...

Como escreveu em um Soneto, no século XIX, o poeta inglês John Keats, retratado no filme Brilho de uma paixão, por Jane Campion:

"Quando fico a pensar poder deixar de ser
antes que a minha pena haja tudo traçado,
antes que em algum livro ainda possa colher
dos grãos que semeei o fruto sazonado;(...)"

Penso, pois, na questão da leitura e da autoria e mais ainda, na questão da contação da história e na co-autoria desenvolvida no ato da leitura em voz alta ou de forma silenciosa entre o autor e o leitor, de forma atemporal. Nós somos autores e personagens da própria existência. Ora somos escritos por outros, ora lemos as entrelinhas dos outros em nossa história de vida particular, que se desdobra na do outro e outro e por ai vai... Intertextualidade vivida, sentida e imaginada, tanto pelo autor como pelo leitor.

Abaixo, canção My Declaration, da trilha sonora do filme Coração de Tinta (Inkheart), composição de Javier Navarrete (2008) e interpretação de Eliza Hope Bennett.



Indicação de leitura:

Vida e leitura, um descobrimento

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

A escola como um grande mosaico social: arte, cultura, educação e sociedade




O criativo vídeo acima, foi indicação, via Twitter, da amiga Vany Laubé, jornalista e empreendedora, da + Mosaico e editora do blog Mosaico Social, e trata-se de um mosaico coletivo, feito pelo Atelier Nayan, no Café Fractal, em Montreal, no Canadá.
Vany descobrira o referido vídeo,através de indicação, também via Twitter de Maria Lúcia Martin.

De acordo com a apresentação do referido vídeo no You Tube:

O mosaico coletivo foi feito no "Fractal Café, espaço estudantil no Térreo do piso do Edificio de Ciências (HS), Universidade do Quebec in Montreal (UQAM), que com essa atividade, recuperou um pouco da beleza".

"O mosaico foi feito em cima do balcão do café durante o fim de semana de Páscoa: 10,11,12 e 13 de Abril/2009".

Para atingir esse mosaico, foram mobilizados muitos voluntários, durante 5 dias.

Foram voluntários: Vincent O.-J., Emily P., Yannick, Emily DC, Kamar B., Manon, B. Pascale, Celine S., Rabia AO, Patrick D., Stephen T., Carol B., Genevieve B., Jean-Philippe V., Elise, David T., Eugenie P., W. Mary, Annie VN Livann DS, G. Mathieu, Fábio W., F. Jerônimo, B. Ons, T. Anthony, Bento R. Carminda M., C. Florian, Brigitte Neth, Alexis L., Estelle M., N. Aurora, Julie B., Amélia L.-A., David Richard, A. V. Jessica & Y.

Observação do Educa Tube:

Este vídeo serve como uma metáfora do trabalho coletivo em um espaço social, que pode e deveria iniciar com a família e ser dado continuidade pela escola, esta também um grande mosaico social, em que cada aluno é uma peça dessa estrutura, cada qual com suas cores tribais, aptidões e talentos natos, cabendo ao ambiente escolar dar-lhes condições de se encaixar...
E não,justamente, fazer o contrário, padronizar, pasteurizar, através de uniformes, de proibições de uso de bonés, celular, orkut, MSN, mp3 e tudo mais, que se utilizados dentro de uma proposta educacional, com planejamento, execução e divulgação, poderá render belos frutos a toda uma comunidade, aumentando ainda mais esse mosaico social...
Muitas vezes, a escola não se torna um mosaico social, de igual beleza, pois falta um trabalho coletivo de todos os setores da comunidade escolar.
Cabe aos gestores públicos e escolares incentivar essa aglutinação de cores e gentes em torno de uma causa em comum, comunitária, social...
O voluntariado demonstrado no vídeo acima é a prova de que pode-se mudar aspectos estruturais e até decorativos de qualquer local, tornando-o universal, através da cooperação, planejamento e execução de atividades significativas para ambos.
Esse mosaico coletivo é uma metáfora para uma ampla reflexão, dentro e fora do espaço escolar...

Grato a Vany pela bela indicação, que se presta a diversas interpretações e reflexões...

Vany Laubé: Formada em Jornalismo, com cursos de extensão em Comunicação e RH, possui mais de 20 anos de experiência em Comunicação Empresarial. Foco no desenvolvimento de produtos editoriais integrados a ações de aumento de visibilidade e consolidação de imagem corporativa. Ganhadora do prêmio ABERJE de melhor newsletter externa em 1988, investiu o ano de 2009 para o estudo das Mídias Sociais. Graças a isso, foi convidada a tratar o tema via podcasts na Rádio Mega Brasil Online para a qual criou seu primeiro blog e twitter. Escreve regularmente sobre mídias socias e possui o twitter @mosaicosocial.

domingo, 26 de setembro de 2010

Mapa-Múndi: criativo clipe de Thiago Pethit por Renata Chebel




O vídeo acima, chamado Mapa-Múndi, foi indicação, via Twitter, da coleg'amiga Elisângela Zampieri Panisson, professora de Curitibanos - SC - Brasil, editora do blog Sobre Educação e colunista do portal INCLUSIVE.
Um criativo e belo vídeo com direção de Renata Chebel.
Hoje, através dos multimeios, das tecnologias da informação e da comunicação (TICs) e das redes sociais, ferramentas como sms, MSN, orkut, Facebook, Twitter, blog, MySpace etc, aproximam as pessoas, mundo afora, tornando o mapa-múndi uma grande aldeia digital.
Os educadores podem e devem utilizar-se desses meios para educar em sala de aula e a distância, criando com tais recursos tecnológicos, boas ferramentas pedagógicas de aprendizagem em rede, além do espaço tradicional de interação aluno/professor.

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

A menina gigante: impressionante performance artística e a metáfora do trabalho em rede




O vídeo acima, descobri, via Twitter, visitando o The Bê Neviani Daily, da amiga Be Neviani, e achei um material incrível para falar e demonstrar sobre o trabalho das redes, seja a social, seja a lógica de informática, como uma imensa metáfora do trabalho coletivo em uma comunidade.
Diversas pessoas, manipulando o imenso boneco em forma de menina, munidas de cabos e roldanas deram literalmente vida a esse pequeno conto, conforme apresentação abaixo, no You Tube:

"Na manhã do domingo, 07 maio, a menina gigante acordou, em Londres, tomou um banho do elefante que viaja no tempo e andou a brincar no parque..."

A música chama-se 'Decollage', de Les Balayeurs du Désert.

Numa comunidade, podemos dar vida a projetos que iniciam pequenos, como uma criança, e podem se tornar gigantes, se todos se unirem em uma imensa rede social, ligada ao mundo virtual ou ao real...

EM TEMPO: Adicionei no blog este vídeo em setembro/2010 e desde então o tenho utilizado nas mais variadas atividades. Primeiramente, com alunos do curso de magistério e pós-médio do I.E.E. Juvenal Miller, de Rio Grande - RS - Brasil, em projeto colaborativo sobre trabalho em rede; posteriormente, em formações de professores e agentes educacionais da rede público estadual de ensino.
Mas sugiro que seja também utilizado com a comunidade escolar, como um todo (equipe diretiva, professores, funcionários, alunos, pais, etc).
O vídeo em questão pode ser usado como a metáfora da pessoa jurídica que é uma escola, que só cria vida e dá a impressão de fato e de direito de ser um imenso ser vivo, quando cada pessoa física que faz parte daquela instituição educacional, através de "cabos e roldanas" sociais, colabora para o trabalho em comunidade. Toda escola é a menina (gigante ou não) dos olhos de todo aquele que valoriza o papel social da Educação. E nessa mecânica toda faz-se necessário a ação de pessoas que deem vida à cabeça, ao corpo e aos demais membros desse ser vivo... Mas esse trabalho de profunda sincronia precisa ter também uma imensa sintonia fina entre todos os envolvidos, um trabalho, muito menos de rede lógica, mas de lógica da rede social, que é o de trocar ideias, compartilhar conhecimentos, retribuir saberes com fazeres e vice-versa, em prol de uma causa maior e comum a todos.

Não apenas na educação, mas na vida e na sociedade, cada um é responsável pelo seu todo, e o todo depende decidida e decisivamente do trabalho de cada um.

Por isso, educadores somos todos nós; profissionais da educação, somente aqueles concursados ou contratados. E para que essa mecânica social funcione e tenha vida, cada um de nós precisa puxar seu cabo através de roldanas que diminuem o peso imenso que é elevar algo gigantesco, quando se está só numa empreitada. Os professores de Física sabem melhor do que eu a respeito disso... Os de Educação Física conseguem exercitar isso também, quando incentivam o esporte e o trabalho de equipe de seus alunos; os de Arte, mesclando dança, expressão corporal etc e assim por diante. Unir não apenas pessoas e forças, mas a interdisciplinaridade e e multidisciplinaridade de um corpo escolar, tendo em mente a máxima de Paulo Freire em sua Pedagogia da Autonomia: "Educar é ter a consciência do inacabamento". Como seres vivos, estamos sempre em plena metamorfose, digo eu, mudando de estados físicos do viver: infância, adolescência, idade adulta, maturidade, terceira idade, velhice e os mais termos que possam utilizar.
Somos pequenos seres inacabados e assim o seremos até o final de nossa vida, mas uma escola é um ser bem maior do que nós e que continua, segue, mesmo quando deixamos de lá estudar, trabalhar, conviver... Somos seres em eterno processo de aprendizagem,e também de ensino. Ensinamos aos jovens o caminho pelo qual já passamos...
Por maiores que sejam os problemas, as dúvidas, os desafios, quando compartilhados, passam a ter a exata dimensão do que desejamos.

Pensar a escola como uma menina que, apesar de gigante, precisa do trabalho solidário - e não o solitário de uma EUquipe, isso mesmo, a equipe de um só que ccentraliza tudo em torno de si mesmo - é um dos caminhos, talvez o melhor, mais eficiente e socialmente correto para dar vida aos sonhos, sejam eles pequenos, médios ou gigantescos...

sábado, 18 de setembro de 2010

A dualidade humana: razão e emoção




O vídeoclipe acima, busquei por conta própria, depois de conversas em tempo real, no Twitter, com amigos virtuais.
Trata-se da canção You'll be in my heart (Você está em meu coração), de Phil Collins, que se encontra na trilha sonora do desenho animado de longa duração Tarzan, da Disney.
Como considero-me educador em tempo integral - e não apenas profissional da educação, com dia, local e horas pré-determinados, tampouco um "burocrata do saber" que apenas cumpre sua carga horária, conteúdos e competências, mas não se considera um ator social, responsável pela Pedagogia do Exemplo, que inspira em seu entorno - sempre vejo nas mais variadas manifestações artístico-culturais diversas possibilidades de interação no universo escolar.
No referido clip, percebo a questão imagética, da tela dividida em duas partes, o que na educação se presta a diversas reflexões. Educar é diálogo e não monólogo, educar é unir teoria e prática, razão e emoção, planejamento e execução...
Saber lidar com o universo do aluno, pressupõe fazer pequenas expedições a esse mundo repleto de complexidades, de pequenas cidades interiores...
Nossa identidade é fragmentada, nossa personalidade idem, então, o que dizer de jovens com a personalidade e identidade em formação?
Gosto de refletir sobre isso, citando versos do poeta Walt Whitman, que sempre me servem de inspiração:

"Sou imenso, sou contraditório, trago multidões dentro de mim".

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

Respire fundo: bela apresentação do Greenpeace Brasil e material audiovisual para tratar da questão ambiental na sala de aula




Respire Fundo (vídeo acima), comercial do Greenpeace, conheci por indicação da bióloga Isabel Gonçalves, a Bel, Coordenadora executiva do Programa de Educação Ambiental do Porto do Rio Grande - ProEA-PRG .
Ótimo material para trabalhar a questão do ambiental, justamente no ambiente escolar...
Respire fundo e pense na Terra como um grande organismo vivo, Gaia.
As imagens são impressionantes, e mostram rios, geleiras etc, através de filmagens passadas em alta velocidade, mostrando essas mudanças que ocorrem no planeta.

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Era uma vez: belíssimo livro "Pop-up" de Benjamin Lacombe




O belo e criativo vídeo acima, um livro pop-up (versão virtual daqueles livros que se armam quando são abertos), chamado Il etait une fois (Era uma vez), de Benjamin Lacombe, foi indicação indireta, via Twitter do jornalista Fred Navarro, de São Paulo - SP - Brasil, que descobrira neste link AQUI.
"Era uma vez" é uma experiência visual incrível dando literalmente vida às histórias infantis... Os contadores de histórias, como a professora Fátima Campilho, provavelmente, irão adorar...
Contar histórias às crianças, fazendo-as imaginar um mundo inteiro é um dos exercícios mais antigos e nobres que alguém pode ter...
Para que uma história tenha sentido e perenidade, precisa ser fundada em belas amarras textuais, que a mantenham em pé com o passar do tempo...
Um exercício necessário para desenvolver a personalidade e identidade infantis...

Blog (diário virtual) como ambiente de aprendizagem em rede: do tecnológico ao educacional



Acima, a íntegra de minha monografia para conclusão da pós-graduação em Mídias na Educação, defendida em 31/07/2010, no IFRS, da Universidade Federal do Rio Grande, Rio Grande - RS.
O tema é justamente o uso do blog como um ambiente de aprendizagem em rede, a partir da permissão de leitura e co-autoria entre professores e alunos, simulando um pequeno ambiente de EaD.
Durante o projeto de aprendizagem (PA) com 2 turmas de 4ª série do ensino fundamental, foi possível analisar a aprendizagem em quatro ambientes distintos de interação: sala de aula, laboratório de informática, biblioteca escolar e saídas de campo, transitando entre a teoria e a prática, entre o ensino formal e a verificação in loco.
A professora parceria do PA, Simone Zogbi Einsfeld, dentro da disciplian de História, abordava em sala de aula os conteúdos referentes à História do Rio Grande do Sul, construindo uma linha do tempo, através de recortes de revistas, e publicando em mural na parede da sala de aula. Posteriormente, nas saídas de campo, os alunos puderam visitar um jornal da cidade (Agora), já que estávamos construindo um diário virtual, semelhante a um pequeno jornal; visitamos também a Biblioteca Rio-Grandense e seu rico acervo; a Museu Militar, onde puderam ver outra linha do tempo, trajes de época, maquetes etc; fomos em excurssão à Charqueada São João, onde o guia também foi um educador, falando sobre aspectos históricos e culturais do local e outros eventos.
Do PA surgiram os dois blogs educacionais, em que os alunos tiveram papel destacado na escolha do layout, título, e conteúdos a serem publicados, contribuindo com comentários, fotografias, desenhos etc.
Além disso, a turma possuía alunos portadores de necessidades educativas especiais (PNEEs) incluídos (cego, cadeirante e DM), o que proporcionou também a inclusão tecnológica, educacional e social.
Abaixo, link para os referidos blogs:

Turma 41/2009 - Do Barão para o Mundo

Turma 42/2009 - Chimarrão no Barão

A referida monografia pode ser também acessada, via Google Docs, link abaixo:

Monografia: Blog(diário virtual) como ambiente de aprendizagem em rede: entre o tecnológico e o social

https://docs.google.com/fileview?id=0BwEZ474eGIddMzcyMTFmMDUtNTM1ZC00MDcwLTgxODEtNTI2ZDNkOWRiYjgw&hl=en

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Uma Viagem Através do Tempo em Stop Motion




O vídeo acima, The Pen Story, foi indicação do coleg'amigo Robson Garcia Freire, educador e coordenador do NTE Itaperuna - RJ - Brasil, editor do blog educacional Caldeirão de Ideias, mas que publicou o referido vídeo em seu outro blog, o Infinitum.

http://robsongarciafreire.blogspot.com/2010/07/uma-viagem-atraves-do-tempo-em-stop.html

O vídeo em questão, intitulado The Pen Story (Uma Viagem Através do Tempo), trata-se de animação em stop motion, através de fotografias, reunidas quadro a quadro, clique a clique, dando a impressão de movimento.

Lembrou-me projeto educacional, evidentemente, dadas as devidas proporções, organizado pela professora Rosângela Samaniego com seus alunos, quando atuou na EEEF Silvério da Costa Novo, na povoação da Barra, em São José do Norte - RS - Brasil, e disponível no blog Produto de Sala de Aula, link abaixo:

Blog Produto da Sala de Aula

Link para o vídeo dos alunos da 8ª série/2009, feito movie maker e publicado no You Tube, com fotografias:

Drogas

A vida passa como um filme, e cada fotograma é um instante único, dentro de uma duração maior. A vida é feita de instantes significativos para uma duração significante. Eis uma das lições que aprendi com a própria vida...

domingo, 12 de setembro de 2010

Portalis - Jogos de Educação Ambiental para Crianças



O portal português (imagem acima) de Jogos de Educação Ambiental para Crianças - Portalis, foi indicação da profª. Ieda Duval Freitas, de Rio Grande - RS, que é minha colega no Programa de Educação Ambiental do Porto do Rio Grande (ProEA-PRG).

http://www.portalis.co.pt/jogos-de-educacao-ambiental-para-criancas/

Apresentação do portal por ele próprio:

O Portalis é um grande defensor da natureza e da preservação do meio ambiente, por isso sempre que possivel incentiva a educação ambiental direccionada às crianças. É de suma importancia que os pais se conscientizem que é necessário ensinar os filhos desde pequenos a não jogar lixo nas ruas, a preservar plantas e animais, a reciclar materias e reaproveitar sobras, a economizar água, a conhecer as fontes de energias renováveis, etc.

Só assim, conseguiremos conscientizar esta nova geração e alerta-los para os perigos que o planeta Terra corre actualmente com o progresso desenfreado, e a não preocupação dos ser humano com as próximas décadas. Deixo-vos abaixo um link onde é possivel encontrar jogos de educação ambiental para crianças, onde elas poderão aprender tudo sobre a natureza e ao mesmo tempo divertirem-se! Clique no link abaixo:




Jogos de Educação Ambiental para Crianças

http://www.eb1-vila-nova-mil-fontes.rcts.pt/agrupamento/livro/exemplo.html

No portal é possível encontrar cerca de 60 jogos educacionais, com a temática ambiental, dividido por temas como: animais, plantas, reciclagem, poluição, energias e água. Uma ótima atividade para ser desenvolvida com alunos das séries iniciais.

sábado, 11 de setembro de 2010

Curta na Escola: cinema, tecnologia e educação


Curta na Escola
http://www.curtanaescola.org.br/

Indico acima, o portal CURTA NA ESCOLA, um portal que considero essencial ao professor que deseje dinamizar seu fazer pedagógico, utilizando um curta-metragem em sala de aula.
O blog Educa Tube é parceiro exibidor do Porta Curtas Petrobras e também tem divulgado diversos documentários e curtas do Curta na Escola.
Através de contato no Twitter com o Prof. João Luis Machado, consultor do Curta na Escola, fiz uma pequena entrevista por e-mail, que me foi por demais agradável e inspiradora, pois veio de encontro ao que mais acredito, como educacor e ator social.
Lembrei de fragmento da minha dissertação de mestrado em Letras, cujo tema foi a análise da "Autobiografia de Érico Veríssimo: a consciência do fazer literário" , onde o escritor cruz-altense dizia que sua memória era cinematográfica e que escrevia como se dirigisse um filme.
De fato, sua consciência literária era cinematográfica e não raras vezes, em Solo de clarineta, compara pessoas reais com personagens de filmes e livros, e vice-versa.
A vida é intertextual (nome inclusive de uma série de posts que produzi para o meu outro blog educacional, chamado Letra Viva do Roig, em que analisei a educação sob os mais diferentes enfoques do uso das mídias em geral: cinema, televisão, fotografia, música etc). E se é intertextual, essa vida passa por nós como um filme, principalmente quando perdemos um ente querido (quem já teve uma perda dessas sabe bem do que eu digo).
Existem filmes, de longa ou curta-metragem, que servem para diversas interpretações e usos pedagógicos no ambiente escolar.
No Curta na Escola (http://www.curtanaescola.org.br/) há uma diversidade e variedade à disposição dos educadores.
O Educa Tube recomenda visita, cadastro e divulgação deste rico acervo por e para professores.

Abaixo, reproduzo na íntegra a entrevista concedida pelo Prof. João Luis Machado, que venho acompanhando seu trabalho desde o Planeta Educação.
Primeiro, um breve currículo de vida, depois a entrevista propriamente dita, que por sua relevância e amplitude, valoriza por demais o acervo do Educa Tube:

João Luís de Almeida Machado. Casado, tenho um casal de filhos adolescentes, natural de Caçapava (SP), me formei em História pela Univap e depois fiz mestrado em Educação, Arte e História da Cultura pelo Mackenzie (SP) e doutorado pela PUC-SP em Educação:Currículo. Atuei como editor do Planeta Educação (www.planetaeducacao.com.br) entre os anos de 2002 e 2009 e atualmente respondo pelos sites Escolhendo a Pílula Vermelha (www.escolhendoapilulavermelha.com.br) e Cinema de Primeira (www.cinemadeprimeira.com.br), além de ser consultor e redator do Curta na Escola (www.curtanaescola.org.br). Publiquei em 2008 o livro "Na Sala de Aula com a Sétima Arte: Aprendendo com o Cinema" (Editora Intersubjetiva/SP) e agora em 2010 o livro "O prazer de aprender a aprender" (Editora Multifoco/RJ). Entrei para a Academia Caçapavense de Letras em Julho de 2010, onde ocupo a cadeira de nº 40. Sou professor e atualmente estou trabalhando no Colégio Poliedro e na Faculdade Bilac, ambos em São José dos Campos (SP).

ENTREVISTA COM O PROF. JOÃO LUIS MACHADO SOBRE O PORTAL CURTA NA ESCOLA:

1. O que é o portal Curta na Escola, qual seu objetivo e como funciona (acesso, etc)?

JOÃO LUIS - O Curta na Escola é um projeto surgido em 2007, a partir do Porta Curtas Petrobras, que tem o intuito de apresentar filmes nacionais em curta-metragem como recursos pedagógicos de alto potencial. Para que isso aconteça, todos os meses são adicionadas novas produções ao acervo pedagógico que contam com uma análise criteriosa realizada por especialistas quanto a possibilidades de utilização dos filmes em sala de aula. Os filmes são classificados de acordo com critérios como faixa etária a qual se destinam, anos escolares com os quais podem ser trabalhados e, ainda, disciplinas e temas transversais aos quais podem ser associados. Quando um professor acessa o Curta na Escola, pode assistir ao filme, verificar os pareceres pedagógicos elaborados pelos especialistas, socializar para sua rede de Twitter ou Facebook as produções que visualizou, criar estratégias de trabalho em sala de aula relacionadas aos pareceres ou inéditas, enviar relatos de uso dos curtas na escola, manter-se informado sobre novidades na área e, de quebra, ainda pode participar de concursos e campanhas do site que dão prêmios. Já são aproximadamente 300 os curtas disponíveis para uso pelos professores e escolas.

2. Quais as possibilidades de uso de seu conteúdo na educação?

JL - Os filmes são, por natureza, instrumentos lúdicos que, em vista da característica marcante da atual geração, tão ligada a imagem e as produções fílmicas, podem e devem contribuir muito com a educação. No caso dos curtas, há várias qualidades inerentes, como por exemplo o fato de terem entre 1 e 30 minutos de duração, o que faz com que seja possível utilizá-los dentro do tempo de uma hora-aula. Além disso, o Porta Curtas e o Curta na Escola reforçam seu acervo anualmente com os melhores exemplares de curta-metragem do país, o que garante materiais de qualidade e a possibilidade de conhecer a diversidade e a riqueza cultural do Brasil. Como o acervo é bastante rico desde já, há títulos para todos os gostos e necessidades, abordando desde datas comemorativas até eventos históricos e fatos recentes. Dá para dinamizar as aulas, causar mais interesse, motivar o surgimento de debates, promover novas ideias e argumentos...

3. Como e quando surgiu a ideia de unir cinema, tecnologia e educação (tanto no Curta na Escola,como em tua carreira também)?

JL - Comecei a lecionar bem cedo, aos 16 anos já dava aulas de inglês e no início do 2º ano da faculdade de história já entrava em sala de aula para lecionar história, filosofia... Percebi já naquela época que a utilização de filmes, trechos ou íntegra, causava um bom efeito entre os alunos - que ia desde o interesse maior pelas aulas e disciplinas até uma melhor argumentação e desempenho em exercícios, discussões, avaliações... Fui inserindo pouco a pouco, acertando muitas vezes e errando em tantas outras, bastante intuitivo. Sempre associava o uso dos filmes e de seus trechos a produções dos alunos, para que entendessem que aquele material tinha valor educacional. Procurava diversificar as atividades propostas a partir dos filmes, pedindo muito mais que relatórios ou sínteses, buscando fazê-los pensar as sequências assistidas e associar, comparar, analisar e compreender sempre em paralelo a leituras, aulas e outros meios. Fizemos muitos trabalhos, desenvolvemos projetos, os alunos sempre acreditaram, sua participação e empenho me auxiliaram muito. Tenho trabalhos realizados por eles há 10 ou 12 anos que guardo até hoje pela qualidade, desprendimento, resultado que demonstra aprendizagem, engajamento nas ações. O encantamento dos filmes, as imagens, os diálogos, tudo o que as produções traziam, passou a ser percebido e utilizado por eles, em diferentes turmas, gerações (já dou aulas há 25 anos!) e lhes permitiu crescer... Não tenho palavras para descrever como foi gratificante e enriquecedor. Quando fui para o mestrado no Mackenzie (em SP) e comecei a trabalhar no Planeta Educação, fui sistematizando, organizando, documentando estas ações, medindo seu impacto e validade e foi tudo isso que me impulsionou para o livro, a produção na internet, meus sites pessoais (o Escolhendo a Pílula Vermelha e o Cinema de Primeira)...

4. Quais estratégias para unir mídia e educação num contexto escolar?

JL - Sempre ter claros seus objetivos quanto a utilização dos filmes, ou seja, não utilizá-los em vão, para matar o tempo. Associar a finalidades pedagógicas, como elementos de aprofundamento, debate, introdução, comparação ou mesmo para fazer a contrapartida, a oposição de ideias. Isso vale para filmes tanto quanto para outros elementos culturais ou de comunicação que venham a ser integrados ao trabalho educacional. Se usar músicas, pinturas, dança, teatro, quadrinhos, literatura, não importa qual recurso seja, que tal uso seja focado e tenha como resultado final a ser atingido o crescimento, a maturação, a altivez, a ética, a cidadania. Outro aspecto que considero importante é deixar sempre claro para os alunos desde o princípio como irão se desenvolver as ações com filmes, internet e outros meios. Isso requer planejamento, conhecimento do recurso e pede alguns minutos no início de sua aula. Não ter medo de errar e saber que isso irá acontecer em alguns momentos é também algo a ser considerado. No uso de filmes, nunca deixe de atentar para a faixa etária para a qual tal produção é indicada, é outro fator simples muitas vezes ignorado pelos professores e que pode dar dores de cabeça... Os curtas, como aqueles do acervo Curta na Escola, pelo seu tempo reduzido, tem a metragem ideal para usar na escola, mas se for utilizar longas, dê preferência para o uso de trechos selecionados. Use o filme na íntegra apenas em casos esporádicos por conta do tempo restrito que temos com nossos alunos. Como recomendação final diria que não podemos perder de vista o fato dos filmes constituírem forma de lazer, e que esta característica lúdica deve permanecer até mesmo em sala de aula, permitindo-se aos alunos rir e chorar, sentir medo e alegria, vivendo o que as sequências apresentadas lhes trazem, sem constrangimento ou embaraço.

5. Se a vida, às vezes, passa como um filme, um filme pode dar conta da realidade da vida? De que forma?

JL - As melhores histórias são, normalmente, aquelas que descrevem acontecimentos da vida real. Todos temos grandes histórias para contar, não seria possível inserir cada uma delas numa única produção, ainda que durasse 3 horas ou que fosse uma minissérie televisiva. Mas filmes são realizações artísticas, onde além da vida, se colocam elementos que a tornam um pouco diferente do que acontece aqui, fora das telas. A realidade do cinema pode ser mais doce ou dura, alegre ou assustadora, de acordo com o olhar de quem a realiza, produz, dirige... É preciso ter discernimento e criticidade para compreender que por mais verossímil que o cinema tente ser, sempre existirão diferenças, ainda que sutis em muitos casos, e que, além disso, não é possível resumir existências e fatos complexos e longos em apenas alguns minutos ou horas de projeção. Ainda assim, não há melhor diversão e é possível, sim, aprender muito com o cinema, os filmes, os curtas...

Observação:

Abaixo, um exemplo de curta-metragem (de animação) à disposição no Curta na Escola, chamado A Rosa, que possui uma bela proposta pedagógica, cabendo ao educador meclar arte, cultura e educação. Assistam, divulguem e utilizem no ambiente escolar.



Fonte: Porta Curtas Petrobras
http://www.portacurtas.com.br/pop_160.asp?Cod=1554&Exib=1

A ROSA

Animação | De Gordeeff | 2005 | 3 min

Argumento:
De um ambiente totalmente hostil, a vida brota e floresce. Uma homenagem ao Mestre Cartola nos seus 25 anos de ausência.

Ficha Técnica

Fotografia Gordeeff Roteiro Gordeeff Edição CLÁUDIO ROBERTO & GORDEEFF Direção de Arte Gordeeff Animação Gordeeff Trilha Sonora Leandro Lima, MARQUINHO EDDIE MURPHY

Prêmios

Melhor Trilha Sonora Original no Festival Latino Americano de Curtas de Canoa Quebrada 2005
Menção Honrosa no Festival Guaçuano de Vídeo 2005

Festivais

Festival de Cine e Video Latinoamericano de Buenos Aires 2005
Festival de Cinema de Maringá 2005
Festival Internacional de Animação de Espinho 2005
Brazilian View Film Festival 2005
Jornada Internacional de Cinema da Bahia 2005

Aplicabilidades:

Disciplinas/Temas transversais: Língua Portuguesa

Faixa Etária: de 10 a 14 anos, de 14 a 18 anos, de 3 a 7 anos, de 7 a 10 anos, Todas as idades

Nivel de Ensino: Educação Infantil, Ensino Fundamental I, Ensino Fundamental II, Ensino Médio